terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ipea lança portal de mapas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou o portal Mapas Ipea, que permite a visualização, no mapa brasileiro, de diversas informações sobre os municípios do país.

A ferramenta possibilita a consulta de grande número de dados, incluindo população, área, Produto Interno Bruto (PIB), rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios.

Ferramenta permite consultar informações atualizadas sobre municípios brasileiros em temas como população, educação, pobreza e serviços públicos (reprodução)

Elaborado a partir do software livre I3Geo, o Mapas Ipea reúne em um só portal informações públicas que têm como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – alguns dos quais utilizam há mais tempo a mesma plataforma.

Os mapas permitem também consultar, por exemplo, quais municípios têm acesso mais rápido a aeroportos e quais têm mais famílias em situação de pobreza. A ferramenta permite que qualquer pessoa monte seu próprio mapa, sobrepondo as camadas de dados que lhe interessam, permitindo novos cruzamentos de dados.

Utilizando a ferramenta de buscas, ou a partir de ampliação no mapa do Brasil, o usuário chega à cidade que deseja pesquisar. A interface está disponível em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e italiano. De acordo com o Ipea, o portal será constantemente atualizado com novas bases de dados.

Mais informações: http://mapas.ipea.gov.br/

Fonte: Boletim Agência FAPESP
Data: 09/02/2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vídeos para pesquisa e ensino

Agência FAPESP – O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou o Zappiens.br, serviço gratuito de distribuição de vídeos com conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa.

A novidade foi feita em parceria com o Arquivo Nacional, a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), de Portugal.

Inicialmente, os interessados encontrarão disponíveis para consulta materiais do próprio CGI.br, da USP e do Arquivo Nacional, como os Cinejornais – noticiários transmitidos em cinemas brasileiros entre as décadas de 1930 e 1970.

O Zappiens.br oferece a oportunidade de reunir e tornar público acervos raros e exclusivos, que podem ser utilizados como fonte para estudo e pesquisa. “Com acesso gratuito, o objetivo é disseminar cultura, informação científica e tecnológica entre diversas comunidades”, disse Henrique Faulhaber, conselheiro do CGI.br.

“O Portal Zappiens.br, ao disponibilizar os cinejornais da Agência Nacional, irá proporcionar ao cidadão a oportunidade de acessar e pesquisar na web um rico acervo de imagens em movimento, que retratam a história de nosso país”, disse Jaime Antunes da Silva, diretor-geral do Arquivo Nacional.

A iniciativa é fruto da comissão de trabalhos de conteúdos digitais do CGI.br, que identificou a necessidade da implementação de repositórios de vídeos para uso público, tanto para pesquisa como para o ensino em geral. O Zappiens.br tem um sistema de busca apurado, que funciona tanto por meio de palavras-chave como por tags, facilitando a organização dos conteúdos. Além disso, não há limite de tamanho para os arquivos de vídeo.

A ferramenta será fomentada por meio de acordos com diversas organizações. “O Zappiens.br está aberto e em busca de novas parcerias e acordos de cooperação com instituições públicas, universidades e empresas que disponham de acervos em vídeo”, disse Faulhaber.

Mais informações: http://zappiens.br

Fonte: Boletim Agência FAPESP
Data: 08/02/2010

Olavo Bilac na Brasiliana

Olha só quem acabou de chegar na Brasiliana: Olavo Bilac.

A biblioteca digital continua seu trabalho incrível de digitalização do acervo da biblioteca de José Mindlin e acaba de incluir 19 obras do poeta parnasiano.

Além das obras, há uma apresentação de Paulo Franchetti, professor titular do Departamento de Teoria Literária da Unicamp.

Um trecho:

“Bilac permanece, a cem anos de sua morte, o poeta mais lido e talvez mesmo o único a ter edições e a receber atenção crítica continuadas dentre os da sua época e escola. É que, embora cultor da métrica impecável e da forma elaborada em poesia, Bilac nunca é obscuro e raras vezes precioso. Pelo contrário, se há um defeito recorrente em sua poesia é o intuito didático, a vontade de comunicação e de clareza que impele tantos dos seus versos para a explicitação excessiva”

Confira aqui o acervo de Bilac.


Fonte: Link
Data: 07/02/2010

Biblioteca Britânica com livros digitais


A Biblioteca Britânica vai permitir que mais de 65 mil obras do Século XIX possam ser descarregadas, de forma gratuita, para os leitores de livros digitais.

A biblioteca aposta na digitalização de obras do Século XIX porque como os Direitos de Autor já caducaram pode disponibilizar o acesso às mesmas de forma gratuita.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 08/02/2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Memória da Imprensa" resgata história do jornalismo no Brasil

O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou o site temático “Memória da Imprensa”, que reconstitui momentos importantes da história da imprensa do Brasil. O espaço disponibiliza uma seleção de periódicos datados entre 1854 e 1981. Ao todo, são 14 títulos de jornais e revistas de época. (Acesse o site)

“Os pesquisadores poderão acessar desde publicações que marcaram época, como a revista A Cigarra (1914-1975) e o jornal Última Hora (1951-1971), até títulos menos conhecidos, como o jornal sindical Notícias Gráficas (1945-1964) e o anarquista La Barricata (1912–1913)”, diz Carlos de Almeida Prado Bacellar, coordenador da instituição.

O site oferece micro coleções de documentos, inseridas numa narrativa que situam os periódicos no contexto histórico. O material disponibilizado oferece as diferentes visões da imprensa sobre momentos da história do país.

“Jornais e revistas complementam e dialogam com a documentação oficial preservada pelo Arquivo, inclusive precisando data e sequência dos acontecimentos históricos”, explica o diretor do Departamento de Preservação e Difusão do Acervo do Arquivo Público do Estado, Lauro Ávila Pereira.

O layout do site foi inspirado na diagramação de um jornal. As coleções mais consultadas pelo público ganham destaque e compõem as “manchetes” do portal. O site será atualizado periodicamente, com a inclusão de mais títulos e outros exemplares dos periódicos atualmente disponíveis.

Fonte: AdNews
Data: 02/02/2010

Lessig: reforma autoral dará ao Brasil lei de copyright mais moderna do mundo

Em contato com a imprensa horas antes de subir ao palco principal da Campus Party Brasil 2010, o professor Lawrence Lessig enalteceu os esforços do governo brasileiro para reformar sua legislação de direitos autorais.

“Com a confirmação da reforma (do copyright), você terão a lei de direitos autorais mais progressista do mundo”, falou o advogado especializado em cibercultura, criador do sistema de licenças Creative Commons.


Lessig faz referência à reforma na legislação de direitos autorais que o Ministério da Cultura vem promovendo. Em novembro, o primeiro esboço da legislação foi divulgado, revelando mudanças como a oficialização de conceitos como cópia privada e remix.

“Os passos da lei são na direção de resolveram problemas sensíveis à questão do copyright”, afirma Lessig, elencando o Brasil como líder entre os países que vêm reformando suas legislações sobre copyright.

Formalmente, Lessig está no Brasil como atração internacional principal da Campus Party Brasil 2010 e o encontro também serviu para que a adaptação ao Brasil da licença Creative Commons 3.0 fosse lançada.

Realizada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, a adaptação do CC 3.0 respeita questões próprias da legislação autoral brasileira, como os direitos morais do autor. A versão original da licença foi lançada em inglês nos Estados Unidos em fevereiro de 2007.

Fonte: IDG NOW!
Data: 29/01/2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cidades milenares

Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Ao compreender como as cidades da Grécia antiga eram organizadas espacialmente, os arqueólogos podem descobrir muito sobre os sistemas socais, políticos, econômicos e idológicos daquela civilização. Por isso, desde 2004, um grupo de pesquisadores brasileiros tem se dedicado a estudar o ambiente construído das cidades gregas dos períodos arcaico, clássico e helenístico. No Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, laboratório dedicado a estudos sobre o espaço construído das cidades da Grécia antiga traz novas perspectivas para pesquisa de base sobre a civilização mediterrânea (Foto: Sítoi arqueológico em Delfos, Grécia - Labeca)

Essa linha de pesquisas ganhou um ponto de referência importante a partir de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, agora em sua fase final, que permitiu a pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) a estruturação do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca).

Além de reunir instrumentos de trabalho para o aprofundamento de pesquisas de base sobre a Grécia antiga – como um amplo acervo de imagens, vídeos, mapas e material bibliográfico – o laboratório fundado em 2006 servirá para formar recursos humanos em diversas áreas do conhecimento, segundo a coordenadora do Labeca e do Temático, Maria Beatriz Florenzano, professora titular do MAE.

“O objetivo principal do projeto era congregar pesquisadores que trabalhavam com a arqueologia da Grécia antiga, mas não tinham oportunidade de dialogar. Delimitamos um eixo temático comum, com foco na organização do espaço da polis. Esse eixo permitiu uma convergência das várias vertentes de estudos. Desse modo, quem tinha interesse em estudar religião passou a estudar a espacialidade da religião grega e assim por diante”, disse à Agência FAPESP.

A principal conquista do projeto, segundo Beatriz, foi a estruturação do laboratório, que permitiu comprar equipamentos, montar uma biblioteca própria e oferecer a pesquisadores brasileiros acesso à documentação reunida no MAE.

Ela destaca que nos últimos dois anos o projeto recebeu apoio da FAPESP para sete bolsas de treinamento técnico. “Além disso, viajamos duas vezes para o exterior, sendo uma delas com uma equipe de dez pessoas. Como a FAPESP financiou várias das passagens e diárias, houve contrapartida da USP, que se dispôs a auxiliar também. A experiência adquirida pelos alunos e pesquisadores nessas viagens foi inestimável”, destacou.

Outro resultado do projeto foi a produção de um DVD, acompanhado de um livro que sintetiza os estudos realizados em algumas das vertentes de pesquisa. O tema do DVD é a antiga cidade grega de Siracusa, na Sicília, atual Itália.

“A cidade foi fundada 700 anos antes de Cristo e está viva até hoje. As pessoas que moram lá precisam conviver com a Siracusa grega, romana e bizantina. O DVD aborda o comportamento dos habitantes atuais ao interagir com essa antiguidade. A malha viária da cidade, por exemplo, é a malha viária grega, feita há mais de dois milênios”, disse.

Um segundo DVD está sendo produzido. “Lançamos também o site do Labeca, que é um instrumento de divulgação importante, por ser bastante atraente para o grande público. No site, estamos aos poucos disponibilizando parte do nosso banco de imagens”, explicou.

A Editora da USP (Edusp) acaba de editar, também, o livro Estudos sobre a cidade antiga, organizado por Beatriz e por Elaine Hirata, também professora do MAE. A obra reúne textos apresentados no 1º Simpósio do Labeca, realizado em 2007. “O livro é uma boa amostra do caráter multifacetado dos estudos sobre o ambiente construído da antiguidade”, indica Beatriz.

Com a massa documental reunida no laboratório, os alunos e pesquisadores do projeto têm uma base importante para o aprofundamento de estudos sobre a cidade grega.

“Estamos agora entrando em uma fase de consolidação do laboratório. Já oferecemos recursos para dar formação aos alunos que hoje pesquisam aqui desde o nível da iniciação científica até o pós-doutorado. Esse pessoal desenvolve pesquisa em conjunto com nossos pesquisadores de nível sênior”, disse Beatriz.

Segundo ela, as mídias digitais são especialmente importantes para os estudos relacionados com a organização espacial das cidades. “Durante as viagens, pudemos fotografar e filmar, in loco, sítios arqueológicos gregos de extrema importância. As mídias digitais são um instrumento importante para que possamos disponibilizar essa documentação visual imensa”, afirmou.

Mais pesquisas

O material disponibilizado pelo laboratório, destaca Beatriz, é uma fonte interminável para novos estudos. A casa grega, por exemplo, pode inspirar inúmeras abordagens de pesquisa.

“Temos uma rica coleção de imagens das casas gregas do período arcaico, clássico e helenístico. Essa coleção pode suscitar muitos temas de pesquisa: pode-se, a partir dela, detectar hierarquias sociais no interior da casa, ou estudar o espaço da mulher na casa, por exemplo. Com isso, vamos cercando a história da Grécia e preenchendo lacunas”, disse.

A longo prazo, o laboratório deverá aumentar o número de pesquisadores especializados no estudo sobre a Grécia antiga. “No Brasil temos muitos especialistas na história de Roma. Em relação à Grécia, temos muitos especialistas em filosofia e em letras. Mas a história da Grécia não é tão comum. A consequência é que o conteúdo sobre a história grega que circula no Brasil corresponde a uma historiografia do começo do século 20, bastante desatualizada”, afirmou.

Segundo a coordenadora do Labeca, a arqueologia incorporou muitos elementos da chamada escola dos Annales, ou História Total – um movimento historiográfico que se interessa por toda a atividade humana, buscando uma unidade das ciências humanas –, e da Nova História, que se interessa pelo cotidiano. Essa tendência também se reflete nas diversas abordagens das pesquisas do Labeca. No entanto, a abordagem predominante no laboratório é a arqueologia da paisagem.

“Entendemos que a paisagem é uma construção do homem. Por outro lado, essa construção interfere no próprio cotidiano humano. Trabalhamos com uma visão macro da distribuição da sociedade no espaço. Não tratamos das casas, por exemplo, de forma isolada. Trabalhamos sua disposição nas ruas e investigamos o que essa disposição significa em termos de organização da sociedade”, disse.

Os estudos são essencialmente multidisciplinares. “Temos arqueólogos e historiadores, principalmente, mas fazemos muitas consultas a geógrafos, porque precisamos de dados sobre a espacialidade. Temos também uma interface muito forte com arquitetos e urbanistas”, disse Beatriz.

“Além disso, temos muita gente com formação em letras e conhecimento do grego antigo. Estamos fazendo uma vasta pesquisa sobre os termos e conceitos gregos relativos ao espaço. Esse glossário remete para um banco de dados que já tem mais de 600 termos – os principais já foram colocados no site”, destacou.

Fonte: Boletim Agência FAPESP
Data: 01/02/20101

Caminhos para democratizar o conhecimento

artigo de Ethevaldo Siqueira

"A universidade brasileira tem permanecido segregada, fechada, em sua condição de redoma ou convento intelectual"

Ethevaldo Siqueira é colunista de "O Estado de SP", onde publicou este artigo:

Começo com uma pergunta e uma provocação: por que a universidade é tão conservadora e tão preconceituosa diante de algumas inovações e tendências mundiais? Refiro-me, especificamente, à tendência do conteúdo aberto (open contents), comentada nesta coluna na semana passada, quando analisei as conclusões do Horizon Report de 2010.

Ao longo da história, não tem sido fácil abrir o conteúdo das ciências, da literatura e das artes em geral. Na Idade Média, o conhecimento mais avançado da humanidade permanecia trancafiado nos mosteiros, só acessível aos iniciados e privilegiados, escribas, sacerdotes e nobres que podiam pagar os preços proibitivos dos manuscritos. A primeira revolução veio com o livro, a partir da invenção da imprensa por Gutenberg, por volta de 1455.

Ao longo de mais de cinco séculos que nos separam da invenção da imprensa, a humanidade tem vivido outras revoluções tecnológicas como as da máquina a vapor, da eletricidade, do rádio, da TV e da internet. Todos esses avanços têm acelerado, de alguma forma o processo de difusão da informação. Mesmo assim, o acesso ao conhecimento continua a enfrentar barreiras inconcebíveis, inclusive na universidade, uma instituição que nasceu no século 14, exatamente com a proposta central de universalizar a cultura.

Diversas instituições de renome, no entanto, começam a abrir seus conteúdos de informação e conhecimento, como é o caso, entre outras, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Nesta última, pude testemunhar há pouco mais de duas semanas a experiência mais ousada de abertura do conhecimento a toda a população: todas as aulas, seminários e debates de Berkeley podem ser livremente repetidos pela internet e pela TV por qualquer cidadão.

Parei diante de um monitor da própria universidade, em seu refeitório, e assisti a uma aula de física que poderia ser vista ao mesmo tempo por milhões de outras pessoas nos Estados Unidos.

É claro que, em menor escala, essa abertura já existe em uma centena de universidades em todo o mundo. No Brasil, entretanto, as resistências têm sido muito grandes, ora por razões puramente formais ou burocráticas, ora por simples má vontade ou inércia. Assim, a universidade brasileira tem permanecido segregada, fechada, em sua condição de redoma ou convento intelectual.

Culturas contraditórias

O professor Fredric Litto, criador da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Ensino à Distância (ABED), lembra que, no mundo atual, há dois ambientes culturais bem distintos e contraditórios:

"Na cultura da escassez, herdada do passado, todo mundo acreditava que as coisas boas sempre vêm em quantidades pequenas - como ouro, diamantes, perfumes finos, inteligência e acesso ao conhecimento, frequentemente contidos em livros raros - disponíveis apenas para os mais ricos. Em contraposição, na cultura da abundância, que emerge nestes tempos em todo o mundo, partimos do reconhecimento de que a sociedade é rica em objetos e manifestações culturais, técnicas e científicas - ou, simplificadamente, conhecimento - e que o ato de disponibilizar amplamente o acesso a todo esse acervo complexo e dinâmico é, por um lado, uma questão de justiça, e, por outro, uma garantia maior de que as grandes decisões no futuro serão tomadas em compreensão bem informada".

Para o prof. Litto, a primeira visão da cultura, a da escassez de acesso ao conhecimento, se torna inconveniente no mundo deste início de século 21: "Se você acredita na cultura da abundância, no entanto, prepare-se para uma revolução cujos resultados no longo prazo são impossíveis de enxergar com clareza".

De fato, as novas tecnologias de comunicação já ultrapassam a fase do uso incipiente, que era o de apenas fazer mais rapidamente e com maior precisão as mesmas coisas que fazíamos no passado, e começam a abrir a possibilidade de realização de conquistas sociais impensáveis até há alguns anos. Talvez o aspecto mais radical e fascinante desse mar de possibilidades seja o fenômeno de abertura, que se amplia e avança em todos os sentidos.

Ferramentas

Com o incrível progresso das novas tecnologias da informação e da comunicação, dispomos das ferramentas mais eficientes para esse processo de democratização do conhecimento. Com esse arsenal de novos recursos, podemos ir muito além da simples e romântica visão de uma Universidade Aberta. A cada dia que passa, torna-se mais fácil, mais rápido e mais barato, organizar, processar, armazenar e transmitir milhões de terabytes de informação sistematizada.

Imagine a potencial dos grandes portais já disponíveis sobre saúde e medicina, com conteúdo fornecido pelas melhores universidades, para orientação de cada cidadão. Essa é, aliás, a filosofia do paciente informado que se expande pelo mundo. Nos EUA, as Universidades de Harvard, MIT, Columbia, Illinois, Berkeley e Stanford se uniram para criar um portal-modelo de saúde para o grande público (http://www.medpedia.com). Visite-o, leitor.(O Estado de SP, 31/1)

Fonte: JC e-mail 3941
Data: 01/02/2010

A USP na ponta dos dedos

artigo de Celso Lafer e João Grandino Rodas

"Com a digitalização dos livros e documentos de suas bibliotecas, a universidade oferece ao público seu acervo, de graça"

Celso Lafer é presidente da Fapesp e João Grandino Rodas é o novo reitor da USP. Artigo publicado em "O Estado de SP":

Na era da sociedade da informação cada vez mais se ganha a consciência, a partir da formulação de Wiener, de que informação e liberdade estão diretamente relacionadas. Ser livre é ser informado, inclusive para fazer uso público da própria razão, no espaço democrático da palavra e da ação.

Essa dimensão libertadora da informação deve também ser considerada no trato do tema das bibliotecas digitais, posto que desempenham um papel decisivo como suporte para o abrangente alcance da informação.

Seja com foco em livre acesso, ou em comercialização, grandes bibliotecas lançaram-se em políticas de digitalização. É o caso da Europeana, biblioteca digital que reúne acervos oriundos de 27 Estados membros da União Europeia; ou da Biblioteca Nacional da França e sua versão digital, Gallica.

Em Portugal, a Biblioteca Nacional reformulou sua infraestrutura tecnológica para enfrentar o que Jorge Couto, seu diretor, chama de uma "acesa competição que atualmente se trava entre espaços linguísticos e sua afirmação no ciberespaço".

No setor privado, o projeto Google Books encetou a publicação on-line de parte substancial de livros já impressos, não sem provocar fortes reações contrárias, notadamente por parte de editoras e bibliotecas. Essas reações evidenciam que estão em jogo questões de grande relevância econômica em matéria de concorrência e direitos autorais.

Sem descurar da polêmica e dos interesses e valores que encerra, não se pode perder de vista no debate do assunto a dimensão mais profunda do acesso ao conhecimento como vetor de garantia de liberdade e democratização.

A digitalização diz respeito diretamente à universidade. É um meio de torná-la cada vez mais um agente produtor e propulsor da transmissão de informação. Nesse sentido, cabe lembrar que, no primeiro semestre de 2009, a USP subiu 49 posições no Webometrics Ranking of World Universities, passando da 87ª para a 38ª posição.

Esse indicador analisa os conteúdos disponibilizados pelas instituições universitárias na internet, como forma de avaliar as atividades científicas, seu desempenho e impacto. Isso comprova a importância da USP no panorama científico nacional e internacional, e o sucesso do esforço de abertura para a sociedade, com uma política de acesso livre e universal aos resultados da pesquisa desenvolvida.

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, por exemplo, disponibiliza mais de 18 mil documentos; e muitas revistas da USP têm migrado para o ambiente digital e estão disponíveis no portal SciELO - biblioteca eletrônica com 197 periódicos científicos brasileiros, criada em 1997 por meio de uma parceria entre a Fapesp e a Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme).

Ainda para exemplificar com ações da USP, em junho de 2009 foi lançada a Brasiliana Digital, parte integrante do projeto Brasiliana USP que está construindo na Cidade Universitária um edifício moderno e tecnologicamente adequado para receber - tornando-a pública e acessível, pela internet - a biblioteca doada por José Mindlin e sua família. A Brasiliana Digital é resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela Fapesp que reúne professores, estudantes e profissionais de diversas unidades da USP, como a FFLCH, a Escola Politécnica, o IEB e a Faculdade de Direito.

Com apoio do Ministério da Cultura, o projeto prepara uma solução tecnológica que possa ser utilizada por outros acervos e, no dia 25, a Brasiliana Digital inaugurou uma nova versão do seu site para os usuários. Ainda, juntamente com o MinC, a USP realizará em abril um simpósio internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais.

A Faculdade de Direito, com apoio da Microsoft, junta-se agora ao projeto Brasiliana USP, possibilitando o acesso da população à primeira biblioteca pública da cidade, a do Convento de São Francisco - incorporada à faculdade em 1827 -, contendo, além de obras atuais, livros do século 16 e 17.

Essas iniciativas permitem uma política transversal de publicização e conservação dos acervos da USP. São um suporte efetivo à tríplice missão universitária de ensino, pesquisa e extensão de serviços à sociedade.

Com o devido respeito à autonomia das unidades e às políticas de guarda, é dever da universidade - buscando apoio de instituições como a Fapesp - promover soluções que permitam oferecer uma abertura, ampla e democrática, de seus acervos, mediante a digitalização dos livros e dos documentos de todas as suas bibliotecas, passíveis de o serem, para que, sem nenhum custo, fiquem acessíveis a todos pela internet. Trata-se da democratização como afirmativo vetor de ação da universidade de alcance interno e em benefício de toda a sociedade.(O Estado de SP, 31/1)

Fonte: JC e-mail 3941
Data: 01/02/2010

Internet e depressão

Agência FAPESP – Pessoas que passam muito tempo navegando pela internet têm maior risco de apresentar sintomas depressivos, de acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido por cientistas da Universidade de Leeds.

O estudo, que será publicado na edição de 10 de fevereiro da revista Psychopathology, procurou analisar o fenômeno de usuários que têm desenvolvido o uso compulsivo da internet, substituindo a interação social no mundo real pelo virtual, em redes sociais, chats ou em outros serviços eletrônicos.

Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo apontam que esse tipo de dependência pode ter impactos sérios na saúde mental. “A internet ocupa hoje parte importante na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados por um lado negro”, disse Catriona Morrison, um dos autores do estudo.

“Enquanto a maioria usa a rede mundial para se informar, pagar contas, fazer compras e trocar e-mails, há uma pequena parcela dos usuários que acha difícil controlar o tempo gasto on-line. Isso ao ponto em que tal hábito passa a interferir em suas atividades diárias”, apontou a cientista.

Os “viciados em internet” passam, proporcionalmente em relação à maioria dos usuários, mais tempo em comunidades virtuais e em sites pornográficos e de jogos. Os pesquisadores verificaram que esse grupo tem incidência maior de depressão de moderada a grave.

“Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. As pessoas depressivas são atraídas pela internet ou é o uso da rede que causa depressão?”, questionou Catriona.

A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos. Do total, 1,2% foi considerado como “viciado em internet”. Apesar de ser uma pequena parte do total, segundo os pesquisadores o número de internautas nessa categoria tem crescido.

Incidentes como a onda de suicídios entre adolescentes ocorrida na cidade de Bridgend, no País de Gales, em 2008, têm levado a questionamentos a respeito da influência das redes sociais em indivíduos vulneráveis à depressão.

No estudo, os pesquisadores observaram que o grupo dos “viciados em internet” era formado principalmente por usuários mais jovens, com média de idade de 21 anos.

“Está claro que para uma pequena parte dos usuários o uso excessivo da internet é um sinal de perigo para tendências depressivas. Precisamos considerar as diversas implicações dessa relação e estabelecer claramente os efeitos desse uso na saúde mental”, disse a pesquisadora.

O artigo The relationship between excessive internet use and depression: a questionnaire-based study of 1,319 young people and adults, de Catriona Morrison e outros, pode ser lido por assinantes da Psychopathology (2010;43:121-126 – DOI:10.1159/000277001) em www.karger.com/psp

Fonte: Boletim Agência FAPESP
Data:03/02/2010

Lei 12.192/10 traz confusão ao mercado fonográfico.

A respeito da postagem sobre a nova Lei 12.192/10 , o sr. Guto Santana, consultor jurídico em direito autoral, encaminhou, por e-mail, as observações que reproduzimos abaixo:

"Para ficar claro o tamanho da confusão desta lei, e a impossibilidade quase que total de entendê-la, note que até agora não se encontra jurista algum capaz de interpretá-la, criar uma "doutrina" a respeito. Advogados, sites jurídicos e representantes do Min. da Cultura limitam-se a repetir trechos da própria Lei, mas ninguém se arrisca a tocar nos pontos chave. Vou tentar correr um risco calculado, despretenciosamente, ou seja: Onde a confusão for demais, vamos deixar no campo das hipóteses. Quando for possível ter certeza de opinião, não me furtarei a expressá-la.

Tentando desfazer a confusão número um: No Art . 1, há a definição do "depósito legal... com o intuito de assegurar o registro, a guarda e a divulgação..." - Quanto ao depósito legal, é preciso que seja enviada cópia física do CD, por exemplo, para que se ASSEGURE o registro. Caso as composições e seus fonogramas não tiverem até este momento sido objeto de registro, este envio à FBN terá força de registro, protegendo o patrimônio cultural brasileiro.

Isto deixa claro uma coisa: O registro de obra musical continua sendo facultativo (não obrigatório). A Lei 9.610/98 e a Convenção de Berna deixam claro e não há discussão sobre isso. O direito à titularidade de obra lítero-musical não depende de registro ou qualquer formalidade. Se esta nova lei tornasse obrigatório o registro, seria necessário que ela assim dispusesse de maneira direta, e que trouxesse consigo texto anunciando a revogação da Lei 9.610/98. Isto não ocorre. Portanto, nada muda em relação ao registro.
Se nada muda em relação a isso, vale a mesma informação que sempre tivemos: O compositor, por PRECAUÇÃO e NÃO POR OBRIGAÇÃO, deve obter prova de autoria juridicamente válida de sua composição, tão logo a tenha criado. Só assim ele está realmente protegido.
Se esta nova lei fizer com que algum compositor pense que pode esperar até que a gravadora ou o produtor cumpra com o mencionado depósito legal para que sua obra fique "registrada", é claro que esta lei estará prestando um enorme desserviço. Ao lançar o produto (CD, por exemplo), já está caracterizada a publicidade da obra, que é exemplo de prova juridicamente válida para que se ateste a titularidade de uma obra. A partir deste momento, o compositor já está seguro, mesmo sem o depósito legal.
O problema do compositor sempre foi ANTES do lançamento, enquanto ele tenta gravar sua demo e oferecer sua obra no mercado. Aí é que ocorrem os "roubos" de músicas, portanto ele precisa ter prova de autoria, tão logo crie sua composição. Esta prova de autoria pode, mas não precisa ser, necessariamente, o registro na Biblioteca Nacional ou na EM-UFRJ. Já existem alternativas de obtenção de prova de autoria juridicamente válida de maneira online, através da certificação digital. De qualquer maneira, é preciso que o compositor proteja sua obra tão logo a tenha criado.

Outras confusões que esperamos ver esclarecidas: Quando, nesta nova lei, fala-se em “editor” ou “editora” ela se refere à editora gráfica, que imprime e distribui partituras? Ou está se referindo a Cessionária dos Contratos de Cessão de Direitos, que no meio musical são conhecidas também como “editoras”? Quero crer que seja a primeira hipótese, senão não estará estabelecida a responsabilidade de quem deve proceder com o depósito legal: A gravadora ou a “editora”?

E esta parece ser talvez a pior delas: O produtor independente também deve fazer o depósito legal? Ou a mera “comunicação” é suficiente neste caso? Quero crer que seja a segunda opção, até mesmo porque não faria sentido falar em “comunicação” isoladamente, uma vez que o depósito legal já traz consigo, de maneira tácita, óbvia, a comunicação do lançamento da obra.

É muita confusão em um mercado musical que convive, há décadas no Brasil, com várias tentativas de “auxílio” do governo que acabam por prejudicá-lo ainda mais. Este já está parecendo mais um destes casos, ao menos pela confusão criada.

Para finalizar, uma pergunta pra ficar no ar... Por que esta atribuição foi dada à Biblioteca Nacional, enquanto que a Escola de Música da UFRJ seria naturalmente mais indicada?"

Fonte: E-mail do autor com autorização para divulgação.
Data: 02/02/2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira


Este livro provê bases conceituais e práticas para a construção de repositórios institucionais de acesso aberto em universidades e institutos de pesquisa sob o contexto da gestão da informação científica e da comunicação científica

O livro digital pode ser acessado aqui.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 28/01/2010

Depósitos de patentes crescem 27% em cinco anos

O número de registro de patentes no Brasil cresceu 27% nos últimos cinco anos. De acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), as patentes concedidas passaram de 2.481 para 3.153 no período de 2004 a 2009. O órgão atribui o aumento a três fatores: contratação de pessoal, melhoria da estrutura e maior divulgação sobre o sistema.

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio de Janeiro, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também comemora os bons resultados. Somente no ano passado, foram sete depósitos realizados no Brasil junto ao Inpi, e mais seis internacionais. O INT ainda tem outros seis relatórios descritivos de patentes em fase de conclusão e planeja registrar dez produtos até o final do ano.

O coordenador de Gestão da Qualidade e Inovação Tecnológica do INT, Carlos Alberto Teixeira, reconhece o esforço do Inpi neste processo. Para ele, outros fatores também foram relevantes para o desempenho inédito da instituição, em especial, a estrutura que se criou no âmbito do MCT para dar suporte à inovação. “Esse é o esforço feito, enormemente, pelo ministério nos últimos anos, a partir do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PC&I 2007-2010), que tem um eixo específico relacionado à inovação nas empresas, onde se disponibiliza um conjunto grande de instrumentos justamente para fazer com que a inovação aconteça”, afirma.

Carlos Teixeira considera a criação do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), da Lei do Bem e da Lei de Inovação, regulamentada em 2005, como relevantes no sentido de proporcionar as condições necessárias para tornar mais efetiva a gestão das instituições e dos institutos tecnológicos. O coordenador do INT atribui o desempenho à trajetória de grande relacionamento com as empresas e com o meio industrial. O Instituto possui, atualmente, 38 patentes acumuladas na carteira e 69 produtos registrados, entre eles, marcas, programas de computador, modelos de utilidade e invenções.

Teixeira destaca experiência desenvolvida no município de Santo Antônio de Pádua, interior do Rio de Janeiro. A preocupação com o despejo de resíduos do pólo de serralherias de rochas ornamentais nos rios impulsionou estudos e a criação de uma tecnologia para evitar o impacto ambiental, resultado de uma parceria com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT) e o apoio de agências de fomento estaduais e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). O processo para separar sólidos finos na água foi patenteado. O material recolhido passou a ser utilizado na produção de argamassa para a construção civil.

“Uma empresa adquiriu o direito de uso da tecnologia, montou uma fábrica com capacidade de produzir 20 mil toneladas/mês de argamassa. Tem inúmeros aspectos e impactos econômicos sobre a região, como a arrecadação via impostos, exportação dos produtos, geração de quase 100 empregos diretos e indiretos, e, principalmente, resolveu uma questão relacionada ao meio ambiente”, relata o coordenador do INT, lembrando que os pesquisadores e tecnólogos envolvidos também passaram a receber os royalties pela invenção.

Fonte: Portal do MCT
Data: 29/01/2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IPad promete nova onda multimídia

Lançando ontem, o aguardado tablet da Apple é um misto de computador com smartphoneMesmo quem não é aficionado por tecnologia ainda vai falar do iPad (pronuncia-se aipéd), lançado ontem pela Apple. O novo equipamento promete inaugurar um segmento entre os eletrônicos domésticos e mudar a forma como se navega na internet, se joga videogames e se lê livros e jornais.

As apostas são altas porque a banca é de peso. Desde o modelo Apple II, de 1977, a empresa lançou padrões – o computador pessoal, o MP3 player, e o celular sensível ao toque. Nem tudo foi criado do zero, mas foi aprimorado com o projeto da marca. Com o iPad não é diferente. O aparelho, enquadrado nos tablets (computadores estilo prancheta), já teve uma tentativa da Apple há 17 anos, com o Newton. E até hoje existem modelos similares, sem representatividade no mercado.

– Até então, era um produto muito focado em usuários corporativos. Não é um computador barato e, por isso, não representa 0,5% do mercado mundial – explica Luciano Crippa, coordenador de pesquisas da consultoria IDC.

Desde os tempos do Newton, novas tecnologias foram experimentadas. Os computadores diminuíram e ficaram mais leves. A tecnologia touchscreen (tela sensível ao toque) evoluiu, substituindo o teclado convencional. Navegar na internet, ler livros e realizar outras tarefas em dispositivos portáteis tornou-se comum. O que a Apple fez foi aproveitar o momento certo para dar o seu toque. O que deve fazer diferença.

Relação forte com o usuário

– O (tablet) me parece um movimento natural da fusão do netbook (minilaptop) com o smartphone (celular inteligente) – comenta o professor João Antônio Zuffo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

– A empresa tem o mérito de ter construído uma estética que acaba localizando o que é a marca. A partir do momento em que a Apple conseguiu sintetizar os seus valores e as suas orientações internas, de oferecer um produto prático, bonito, contemporâneo, ela se relacionou com o usuário. Ela conseguiu criar experiências – explica Paula Visoná, coordenadora dos cursos de especialização em Design da Unisinos.

Steve Jobs soube utilizar esse charme na apresentação do iPad. Em San Francisco (EUA), o descolado presidente da Apple apresentou as características do novo aparelho ao público. Mostrou funções como acesso a redes sociais, leitura de jornais e livros, edição de imagens e música. Atividades comuns, que até quem não é fissurado por tecnologia faz.

– Ele vai ter um apelo para todas as pessoas. Desde o empresário até quem que só usa para navegar na web. Estudantes vão se beneficiar da portabilidade. (O iPad) e vai ter todo o tipo de uso para todos os usuários – diz Eduardo Campos Pellanda, professor do curso de Comunicação Digital da PUCRS

Fonte: Zero Hora Online
Data: 28/01/2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Doença Falciforme tem base de dados no site do Ministério

O projeto Indexfal, que unifica, em uma base de dados virtual, toda a informação sobre doença falciforme produzida no Brasil e publicada aqui ou no exterior, já pode ser acessada através do site do Ministério da Saúde.

Idealizado e criado pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/FM/UFMG) e realizado em parceria com o Ministério da Saúde, o Indexfal se comunica com outras bases de dados, permitindo, a partir de uma ferramenta de busca, acesso e visibilidade imediata da produção sobre a enfermidade. Desta forma, a base apresenta as referências em doença falciforme com informações como descrição do trabalho, autores, título, local de publicação, resumo e, se houver texto completo em versão eletrônica, apresenta o link para a publicação.

Em construção desde 2006, contando com mais de 1.200 registros, e disponível para o acesso desde outubro de 2009 no site do Nupad, o Indexfal pode ser acessado, desde dezembro do ano passado, na área de Saúde da População Negra da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério. “O fato de estar dentro do site do Ministério da Saúde é importante devido à maior visibilidade e acessibilidade que esses dados sobre a anemia falciforme terão, pois o Indexfal poderá ser acessado da BIREME/OPAS/OMS e por um público mais específico por estar na área de saúde da população negra”, destacou a bibliotecária Maria Piedade Ribeiro Leite, coordenadora do Setor de Documentação do Nupad e responsável pelo Projeto.

Para acessar a área do site do Ministério onde está publicado o Indexfal, clique aqui.

Saiba mais sobre o Projeto.

Fonte: Site da Faculdade de Medicina da UFMG
Data: 22/01/2010

Portal na internet para dar novo ritmo à educação musical

RIO - O aprendizado de música ganhou novo ritmo com o lançamento do portal de Educação Musical do Colégio Pedro II. Na página, de acesso livre e gratuito, há informações sobre intérpretes, compositores e diversos estilos musicais, além de um guia prático para quem quer aprender a tocar flauta, violão ou instrumento de percussão. O portal foi feito por professores com a ajuda de alunos dos ensinos fundamental e médio. O lançamento coincidiu com a organização de um movimento de defesa da aplicação da lei federal 11.769/08, que torna a música obrigatória em turmas de educação básica. As escolas têm até 2012 para se adaptar.

No Pedro II, a educação musical sempre fez parte do currículo. Há dois anos, a professora Mônica Leme teve a ideia de criar o portal a fim de contribuir para o ensino e aprendizado dessa arte.

- O objetivo da educação musical não é formar músicos. A música ajuda a despertar a sensibilidade. Muitos alunos com dificuldade de aprendizagem apresentam melhoras - diz Mônica, que é bandolinista do grupo Mulheres de Chico e dá aulas no Pedro II há cinco anos.

Quem acessa o endereço encontra, por exemplo, a história da música ocidental a partir da Antiguidade. O colégio disponibiliza suas apostilas, do 6º ano do ensino fundamental até o 1º ano do ensino médio e oferece espaço para professores publicarem dissertações, monografias e teses.

Fonte: O Globo
Data: 24/01/2010

Brasiliana: qualidade está melhor

Por Tatiana de Mello Dias

Entrou no ar hoje a nova versão da Brasiliana, biblioteca digital da USP.

A novidade da versão 1.1, na verdade, é um novo software de compressão que torna mais rápido o download dos arquivos em alta resolução (300 dpi). Agora não é preciso nem escolher entre as versões em alta e baixa resolução: é tudo rapidinho.

Se você não conhece, vale a pena nevegar no acervo da biblioteca. O projeto está digitalizando o gigantesco acervo doado pelo bibliófilo José Mindlin à USP em 2006.

“Não tenho o fetiche da propriedade, tão pouco da exclusividade”, disse ele em entrevista ao Link no ano passado.

O acesso ao conteúdo é livre. Você pode baixar, por exemplo, as versão digitalizada das primeiras edições dos livros de Machado de Assis, além de obras de Gonçalves Dias e Castro Alves. Há também muitos mapas, textos e imagens, como as lavadeiras retratadas por Jean Baptiste Debret em 1834 no Rio de Janeiro (acima).

Fonte: P2P
Data:26/01/2010

Apple lança tablet e esquenta disputa no mercado de e-books

Amazon é a principal rival da empresa neste mercado.

O duelo hi-tech do momento terá mais um round hoje, quando a Apple deverá anunciar seu tablet – um novo tipo de computador portátil. Apple e Amazon disputam corações e mentes de editoras, escritores e leitores no mercado de livros digitais, ou e-books. Hoje, a Amazon responde por mais de 70% das vendas de leitores digitais (e-readers). O tablet da Apple será um aparelho bem mais versátil do que o Kindle – e também mais caro, mas vai dar acesso a livros, jornais e outras publicações, para clientes da App Store do iTunes.

Na última quinta-feira, a Amazon antecipou-se ao anúncio da Apple e divulgou a abertura do Kindle a desenvolvedores externos de software. Assim, qualquer um poderá criar aplicativos para o aparelho – programas como os usados nos telefones celulares. Ao criar conteúdo para Kindle, programadores terão direito a 70% do faturamento com as vendas, descontados os custos de distribuição. Editoras também podem criar e vender softwares para o Kindle.

– Acho ótimo o que está acontecendo. Quanto mais gente vendendo livros, em qualquer formato, melhor – diz Richard Charkin, diretor executivo da Bloomsbury Publishing em Londres.

Estimular a briga entre as gigantes de tecnologia não garantirá vida fácil para o mercado editorial. Ao sair das garras de Jeff Bezos, presidente da Amazon, cairão nas de Steve Jobs, da Apple, também conhecido por ser um executivo duro – a política de preços da companhia para vender músicas em sua loja digital arrepia as gravadoras.

Os aparelhos da Amazon e da Apple são diferentes. O Kindle é um equipamento para ler. Sua bateria tem longa duração e a tela não cansa os olhos. Para os adeptos do tablet da Apple, jogar videogame e assistir a vídeos será mais importante do que ler.

Mesmo assim, executivos da empresa de Steve Jobs passaram a última semana em Nova York conversando com representantes de grandes editoras. Teriam proposto um acordo mais vantajoso do que o da Amazon para distribuir e-books, no qual a Apple ficaria com uma comissão de 30%. Os editores, porém, definiriam o preço dos livros – um dos maiores problemas da relação com a Amazon, que fixa um preço de venda de US$ 9,99 para a maioria dos lançamentos.

A entrada do tablet da Apple no mercado de e-books dá às editoras a esperança de conseguir negociar melhor com a Amazon. Expectativa que será maior quando o Google também entrar na briga.

– Quanto mais empresas venderem e-books, mais importantes serão as editoras – afirma Mike Shatzkin, executivo-chefe da Idealog, que ajuda editores a desenvolver estratégias digitais.

Lançamentos temperam disputa

> Antecipando-se ao novo aparelho da Apple, a Amazon liberou qualquer programador a desenvolver aplicativos para o Kindle. A empresa espera que os programadores criem calculadoras, sistemas de acompanhamento da bolsa de valores ou joguinhos simples.

> A Amazon também acha que uma nova variedade de e-books surgirá, como livros de viagens com a função “localizar” e guias de restaurantes adaptados ao local onde o Kindle está. Surgirão também livros-texto com “quizzes” interativos e romances que combinem texto e áudio.

> O tablet da Apple (acima) será “mais multimídia” e deverá ser usado para jogar videogames e assistir a vídeos. Mas a Apple trabalha em acordos para oferecer conteúdo de livros, jornais e outras publicações pela loja App Store do iTunes.(THE NEW YORK TIMES)

Fonte: Zero Hora Online
Data: 27/01/2010