O IBICT tornou disponível através do repositório digital de acesso livre (OJS/SEER), a coleção completa da revista Ciência da Informação. São 80 exemplares publicados ininterruptamente desde 1972 do primeiro períodico da área da informação no Brasil. Confira:
http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/issue/archive
terça-feira, 31 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
10 websites para amantes de livros.
Confira no endereço http://oedb.org/blogs/ilibrarian/2009/10-websites-for-book-lovers/ os dez sites para amantes de livros.
LIS y el paradigma del acceso abierto a la información: un repositorio de acceso abierto sobre bibliotecología
por Monica Klibanski.
ELIS (E-prints in library information science) http://eprints.rclis.org/ es un archivo de acceso abierto de documentos científicos o técnicos, publicados o inéditos, sobre la Biblioteconomía, Ciencia de la Información, y áreas relacionadas, que se inició en 2003.
Es el primer servidor electrónico internacional en esta área temática específica, y es el resultado del proyecto RCLIS (Research in Computing, Library and Information Science) y del DoIS (Documents in Information Science), impulsado por el Ministerio de Cultura de España y alojado por el Equipo AEPIC en máquinas del Italian Consorzio Interuniversitario Lombardo per Elaborazione Automatica (CILEA).
El acceso abierto en el ciclo de la comunicación científica
Uno de los factores que está provocando cambios más significativos en la producción, el intercambio, y la distribución de información científico técnica es la filosofía del movimiento de acceso abierto. Esto implica garantizar el derecho a la libre disponibilidad, a través de internet, del texto completo de los artículos que publican los investigadores, para buscar, leer, descargar, distribuir, imprimir, indizar y cualquier otro tipo de uso legítimo con propósitos educativos, manteniendo el reconocimiento de autoría correspondiente.
Leia este artigo na íntegra em:
http://portal.educ.ar/debates/sociedad/cultura-digital/elis-y-el-paradigma-del-acceso-abierto-a-la-informacion.php
http://portal.educ.ar/debates/sociedad/cultura-digital/elis-y-el-paradigma-del-acceso-abierto-a-la-informacion.php
Mais 74 instituições passam a ter acesso a bases de dados do Portal de Periódicos da Capes.
A Capes ampliou nesta quarta-feira, dia 18, o acesso gratuito, por meio do Portal de Periódicos, às bases de dados “Scopus” e “Science Direct” para mais 74 instituições de ensino superior, públicas e privadas Com a ampliação, a Capes pretende estender o acesso a essas bases a todas as instituições participantes do Portal de Periódicos. As duas plataformas trazem informações de grande relevância para a comunidade científica internacional.
Na solenidade de ampliação, em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, reafirmou a importância da Capes na formação de mestre e doutores e destacou a nova missão da coordenação na formação de professores para educação básica. "É possível combinar políticas, articular políticas, organizar políticas sem que para isso tenhamos que olhar para um lado e virar as costas para o outro porque não há recursos disponíveis", disse o ministro.
Já o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, definiu a ampliação do acesso como um ato simples, mas com um significado extraordinário. "Esse ato representa para todas essas instituições a possibilidade de oferecer aos estudantes, técnicos, funcionários e professores o acesso a esse acervo considerável", afirmou.
Guimarães disse que a editora holandesa Elsevier, primeira a aceitar a expansão do acesso, apostou no futuro do crescimento da ciência, da tecnologia e da educação de qualidade no Brasil.
Acesso
Ao todo foram convidadas 101 instituições, das quais 74 passaram nos critérios de análise de mérito para receber o acesso. Dessas, 51 são particulares, 13 são estaduais e municipais e dez são fundações de amparo à pesquisa (FAPs). Segundo o presidente da Capes, essa foi apenas a primeira etapa de seleção, haverá ainda uma segunda etapa.
(Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
Fonte: JC e-mail 3725, de 20 de Março de 2009.
terça-feira, 24 de março de 2009
Não à hierarquia:Índice para classificar revistas de humanidades provoca rebelião de editores.
Editores de revistas acadêmicas de disciplinas ligadas às humanidades insurgiram-se contra uma tentativa de enquadrá-los em critérios consagrados na avaliação das ciências e engenharias. Um manifesto conjunto assinado pelos responsáveis por 61 periódicos de história e de filosofia da ciência, entre outras disciplinas, propôs um boicote ao European Reference Index for the Humanities (ERIH), um índice criado pela European Science Foundation que pretendia graduar cerca de 12 mil publicações do velho continente em três categorias, de acordo com seu impacto e disseminação: A (alto nível internacional), B (nível internacional padrão) e C (publicações de importância regional).
Segundo um dos signatários, Michael Lynch, da revista Social Studies of Sciences, a adoção do índice é imprópria por dois grandes motivos. Um deles seria a baixa representatividade dos quatro acadêmicos que seriam encarregados de classificar os jornais. “Não foi consultada nenhuma das organizações disciplinares que atualmente representam nosso campo, tais como a European Association for the History of Medicine and Health, a Philosophy of Science Association ou a Society for Social Studies of Science”, afirma Lynch.
Leia a reportagem na íntegra em:
sexta-feira, 20 de março de 2009
O bibliotecário e a era do conhecimento.
por VERA STEFANOV e LEVI BUCALEM FERRARI.
Hoje, no Dia do Bibliotecário, esse profissional clama pelo reconhecimento social que, todavia, ainda não lhe faz justiça plena aqui no Brasil.
AS CIVILIZAÇÕES têm como marco inicial a palavra escrita, testemunho mais eloquente de qualquer cultura. Na Antiguidade, bibliotecas foram símbolo do prestígio das cidades que as abrigavam. Zelar por elas era tarefa das mais importantes, atribuída a um segmento nobiliárquico competente. Ainda não se distinguiam os papéis do escriba e os do bibliotecário, como os entendemos hoje, mas o fato é que esses profissionais gozavam de prestígio e respondiam diretamente ao soberano. A partir da invenção da prensa móvel por Gutenberg, aumenta exponencialmente o número de exemplares por livro e surgem os jornais, os fascículos, as revistas. Logo, as bibliotecas demandaram profissionais especializados, na moderna figura do bibliotecário - que desenvolveram sistemas mais eficazes de catalogação, disposição, conservação etc.
No Brasil, esse marco foi estabelecido pelo engenheiro, bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre. A importância de sua contribuição é reconhecida também pela legislação, que apontou a data de seu nasci- mento -12 de março- como o Dia do Bibliotecário no Brasil.
Em 1906, Bastos Tigre viajou para os Estados Unidos, onde conheceu Melvil Dewey, que já havia instituído o sistema de classificação decimal. A partir de 1945, trabalhou na Biblioteca Nacional e, depois, assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil. Fiéis ao espírito pioneiro de seu patrono e aos inúmeros serviços que prestou ao país e ao livro, bibliotecários brasileiros clamam na data de hoje pelo reconhecimento social que, todavia, ainda não lhes faz justiça plena.
De fato, predomina, entre nós, muito amadorismo na questão. Enquanto o bibliotecário é visto como luxo dispensável, não raro outros profissionais são chamados para quebrar o galho, comprometendo a conservação de acervos importantes, sua disposição racional e sua acessibilidade.
Nas escolas a situação é de calamidade pública. Muitas nem sequer possuem bibliotecas. Não raro, é algum professor que se encarrega de organizar o acervo. Em outras, os livros se atulham sob escadas, corredores ou salas inadequadas. O impacto é extremamente negativo na formação dos alunos. Na idade em que a leitura precisa ser valorizada para que seu hábito se cristalize, o estudante vê livros tratados como entulho. Nada o convencerá mais tarde do contrário: o livro permanecerá entulho, e sua leitura, um ato despido de sentido.
Quanto ao ensino superior, as informações não são melhores. Boa parte dos grandes complexos educacionais privados costuma adquirir muitos livros. Mas, quantos? Uma centena de exemplares pode impressionar o leigo, mas está longe da suficiência se o número de alunos por curso passa da casa do milhar. Se isso é válido para uma política hipócrita em relação ao livro, imaginemos as proporções bibliotecário/usuário nessas instituições. Seu número é quase sempre insuficiente, como são precárias suas condições de trabalho.
No momento em que governo e sociedade no Brasil se dão conta de nossos vergonhosos níveis de leitura e se mobilizam para superá-los por meio de programas de incentivo, não é mais possível aceitarmos esses descalabros. É o momento de convocar o bibliotecário para -ao lado do educador, do escritor, do editor e de outros- traçar os rumos de uma política eficaz e duradoura para os livros e para as bibliotecas.
Entre os novos desafios, o maior vem da tecnologia da informação, que cresce exponencialmente. Ajudar o pesquisador, o profissional e o cidadão a pinçar, entre uma infinidade de informações, aquelas que realmente lhe interessam e que são confiáveis é apenas a ponta do iceberg. De fato, a possibilidade de acesso mais democrático à informação, à literatura e à cultura em geral não permitirá que o bibliotecário se aliene em relação a desafios que trazem em seu bojo a histórica oportunidade de aliança entre cultura e consciência crítica, entre informação e emancipação.
Inicialmente, ele terá de interagir em equipes multidisciplinares, em processos de mútuo aprendizado. Aos poucos, sua formação específica haverá de impor-se como peça-chave de funções socialmente tão relevantes. O bibliotecário se mostrará, assim, indispensável. Quando
isso ocorrer, a forma como esse profissional for tratado por empregadores de quaisquer tipos, pela sociedade e pelo legislador representará indicador do grau de civilização que poderemos projetar para nós mesmos.
VERA LUCIA STEFANOV, 56, bibliotecária documentalista, é presidente do
SinBiesp (Sindicato dos Bibliotecários do Estado de São Paulo).
LEVI BUCALEM FERRARI, 63, cientista político, é presidente da UBE (União
Brasileira de Escritores).
Fonte: Folha de São Paulo TENDÊNCIAS/DEBATES 12/03/2009
Lançamento de selo pelos Correios em Porto Alegre homenageia Instituto de Geociências (UFRGS) na pesquisa sobre geleiras.
No próximo dia 23 de março, a ECT lançará selo para marcar a importância da proteção e preservação das geleiras (incluindo as extra-polares) e a fauna e flora associada.
Trata-se de emissão de selo proposta internacionalmente (vários países estarão neste ano emitindo selos similares) e que também marca o encerramento do Ano Polar Internacional (março 2007 - março 2009).
O selo foi elaborado pela ECT e contou com o apoio técnico de Jefferson Cardia Simões, coordenador-geral do Instituto de C&T da Criosfera, em implantação na UFRGS, para a parte artística e o edital de lançamento.
Ao considerar a liderança nacional da UFRGS na ciência glaciológica, e também a recente expedição "Deserto de Cristal" ao interior da Antártica, a ECT decidiu lançar o selo também em Porto Alegre. Posteriormente, a ECT fará cerimônia de lançamento do selo emrasília, provavelmente associada a eventos que marcam os 50 anos do Tratado da Antártica.
Durante o Ano Polar Internacional, o Programa Antártico Brasileiro teve grande avanço, com o aumento considerável de recursos para a pesquisas, a compra de um novo navio e criou dois institutos de C&T para a Antártica.Mais informações sobre o API podem ser obtidas nos sites:
(Informações do Instituto de Geociências da UFRGS)
Fonte: JC e-mail 3724, de 19 de Março de 2009.
terça-feira, 17 de março de 2009
Biblioteca Mário de Andrade deve reabrir no 2º semestre deste ano.
Espaço está fechado para reforma e restauro – ao custo de R$ 25 milhões – desde setembro de 2007. Acervo em risco (210 mil exemplares) foi levado a uma câmara de extermínio de insetos, em um galpão na zona sul de São Paulo.
Mariana Barros escreve para a “Folha de SP”:
"Os Demônios", do russo Fiódor Dostoievski, está de fato possuído por forças destrutivas. O livro é um dos cerca de 60 mil exemplares da biblioteca municipal Mário de Andrade, no centro de São Paulo, carcomidos por insetos. Outros 150 mil também estão sob risco. "A biblioteca chegou ao fundo do poço", afirma o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil.Fechada para reforma e restauro desde setembro de 2007 e com reabertura prevista para o segundo semestre deste ano, a biblioteca abrigava seus livros em salas sem ar-condicionado e com janelas abertas.
Por ali, entraram cupins e brocas – espécie de besouro que perfura volumes de uma mesma prateleira, criando túnel contínuo.
Segundo o secretário, a biblioteca, projetada pelo francês Jacques Pilon, erguida em 1942 e hoje tombada, já demandava melhorias desde os anos 50. A demora, diz, ocorreu por conta de questões políticas e de falta de verba – a obra atual, no valor de R$ 25 milhões, está sendo paga com recursos da prefeitura e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Os insetos são atraídos pelas edições antigas, que usavam menos material químico e mais orgânico – eles se alimentam de amido, encontrado na cola de capas e lombadas, e de celulose, presente no papel.
De acordo com Stephan Schäfer, responsável pelo processo de desinfestação, a maior parte do acervo foi corroída por brocas, mais difíceis de combater. Segundo ele, diferentemente do cupim, as brocas não formam colônias concentradas, mas se espalham de forma difusa. A solução então foi levar todo o acervo em risco – 210 mil exemplares, o equivalente a 10 km de livros enfileirados – para uma câmara de extermínio de insetos, em um galpão em Santo Amaro, zona sul.
O serviço tem início ainda na biblioteca, onde funcionárias espanam com pincéis página por página, livro por livro, retirando o pó e os insetos – que, às vezes, escondidos nos buracos que formam, são extraídos com pinça. Depois os volumes são embalados um a um, encaixotados e levados ao galpão.
O primeiro lote, de 70 mil volumes, já está guardado em uma espécie de bolha com baixa concentração de oxigênio, para que os bichos sejam asfixiados. Depois disso, mais dois lotes passarão pelo mesmo processo. Cada um deles fica reservado por cerca de um mês.
"Não é só uma desinfestação, é algo que ocorre no bojo de um processo de revitalização geral", afirma Calil, citando restauro, reforma e instalação do acervo em um prédio anexo.
O primeiro lote limpo, previsto para regressar à biblioteca em meados de abril, irá inaugurar o anexo, uma torre de 22 andares. Segundo Rafaela Bernardes, responsável pela obra, as salas terão ar-condicionado, janelas vedadas e com insulfilme, para proteger do sol.
(Folha de SP, 14/3)
Fonte: JC e-mail 3721, de 16 de Março de 2009.
Fonte: JC e-mail 3721, de 16 de Março de 2009.
Número de inscritos nos treinamentos do Portal de Periódicos da Capes dobra em 2008
O Objetivo do evento é divulgar o Portal e apresentar as ferramentas de pesquisa à informação científica.
Cresce o número de professores, pesquisadores e estudantes que receberam algum tipo de formação para o uso do Portal de Periódicos da Capes. Dados divulgados pela Capes mostram que a quantidade de inscritos nos treinamentos e palestras realizados em 2008 dobrou com relação ao ano anterior, passando de 2.444 para 5.215. O objetivo desses eventos é divulgar o Portal de Periódicos e qualificar as pessoas para a utilização das coleções disponíveis em suas pesquisas.
Em 2008, 2.154 pessoas se inscreveram em 16 treinamentos, que são cursos de cinco dias de duração e que contam com a participação da equipe do Portal de Periódicos, das instituições de ensino e pesquisa e representantes das editoras. Esse número é bastante superior aos 834 inscritos nos 10 treinamentos realizados no ano anterior.
Já o número de palestras, eventos que duram apenas dois dias, também aumentou, passando de 27 para 37. Foram 3.061 inscritos este ano, contra 1.610 no ano passado. Os dados não incluem os treinamentos promovidos por iniciativa das instituições, nem os eventos realizados no âmbito do Programa de Formação de Multiplicadores (Pró-Multiplicar).
Fátima Lobo, bibliotecária do Portal de Periódicos, explica que esse aumento segue a política da Capes de orientar seus investimentos no Portal em duas frentes: na ampliação do acervo e na qualificação dos usuários. No segundo caso, trata-se de aumentar o leque dos treinamentos oferecidos, de forma a atingir um público maior e com um perfil diversificado.
Durante os treinamentos e palestras, os participantes aprendem sobre o funcionamento do Portal de Periódicos e sobre como realizar buscas por informações científicas nas bases de dados assinadas pela Capes. "Apesar de conhecerem o Portal, muitas pessoas não tem a dimensão da gama de conhecimento existente e tão pouco das oportunidades que ele oferece", afirma Simone Santos, coordenadora de alguns treinamentos.
Formulários de avaliação aplicados pela Capes após esses eventos mostram que 49% das pessoas pesquisadas consideravam o seu conhecimento do Portal de Periódicos como regular/ruim, antes de participarem do treinamento.
Esses dados também mostram que os treinamentos potencializam o uso do Portal nas pesquisas desenvolvidos por professores e estudantes de graduação e pós-graduação no Brasil. Cerca de 90% das pessoas que responderam os questionários afirmam que o conhecimento adquirido nesses eventos teve um impacto bom/ótimo no seu trabalho. Além do uso nas pesquisas acadêmicas, as informações adquiridas nos treinamentos são difundidas dentro das instituições, conquistando novos usuários para o Portal de Periódicos. Ielma Ferro, bibliotecária da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conta que, após participar de um dos treinamentos realizados em 2008, passou a repassar o que aprendeu para os colegas da Biblioteca e para os usuários da sua instituição.
Sobre o Portal de Periódicos
O Portal de Periódicos da Capes é uma biblioteca virtual que oferece acesso pela internet à informação científica e tecnológica mundial. Atualmente, existem cerca de 12 mil títulos em texto completo, 126 bases referenciais disponíveis e seis bases dedicadas exclusivamente a patentes disponíveis no Portal. O conteúdo abrange todas as áreas do conhecimento e é utilizado por pesquisadores de 194 instituições de pesquisa e ensino superior no Brasil.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
Fonte: JC e-mail 3720, de 13 de Março de 2009.
Capes aprova a nova classificação do Qualis.
Sistema de avaliação de periódicos e anais de eventos está mais objetivo, diz coordenadora de Gestão da Informação da agência.
Após classificação pela maior parte das áreas do conhecimento, o Qualis, sistema de avaliação de periódicos e anais de eventos da Capes, segue agora uma nova escala de análise. O anúncio foi feito durante a 107° reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), realizada entre os dias 3 e 5 de março em Brasília.
A nova estratificação transforma a estratificação baseada no cruzamento de dados sobre a circulação dos veículos de publicação da produção científica (local, nacional e internacional) e a sua qualidade (A, B, C) em uma nova escala formada por oito estratos (A1, A2, B1 a B5 e C). O estrato C tem peso zero.Para Valdinei Costa Souza, coordenadora de Gestão da Informação, a alteração torna a avaliação mais objetiva. "Tínhamos problemas com a interpretação da antiga escala, principalmente em relação à circulação. Era comum a confusão na distinção de qualidade entre os veículos de origem estrangeira como os de circulação efetivamente internacional, assim como de veículos brasileiros, que tinham qualidade internacional, e que, portanto, não poderiam ser classificados como ‘nacionais'".Com a mudança, existe uma maior consistência na interpretação dos resultados da classificação do Qualis. "Os critérios definidos por cada uma das quarenta e sete áreas de avaliação para a classificação de periódicos e eventos, na nova escala, exigem padrões de qualidade crescentes", explica Valdinei.
Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação de periódicos e anais de eventos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.Nesta reunião do CTC-ES, 41 áreas tiveram suas classificações homologadas. As seis restantes têm até o fim do mês para concluírem seus trabalhos. Esta avaliação é referente ao ano-base 2007. Ainda este ano será anunciada a avaliação do ano-base 2008.
(Assessoria de Comunicação da Capes)
Fonte: JC e-mail 3716, de 09 de Março de 2009.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Comunidade externa pode utilizar serviços da Biblioteca 24 horas da UFMG.
A volta às aulas trouxe mais uma novidade aos usuários das bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os serviços ininterruptos de pesquisa e consulta ao acervo da Biblioteca Professor Emílio Guimarães Moura, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face), no campus Pampulha, agora podem ser utilizados também por pessoas que não tenham vínculo com a Universidade.
Desde 1º de setembro de 2008 a Biblioteca funciona dia e noite, incluindo finais de semana e feriados. Alunos, professores e servidores técnicos e administrativos da Universidade têm acesso para consulta a todo o acervo da biblioteca, atualmente composto por 70 mil volumes, entre livros, teses, dissertações e 741 títulos de periódicos correntes, nacionais e estrangeiros. Para usufruir do serviço, o usuário externo deve assinar cadastro específico, que define as regras de utilização do espaço durante o horário especial: dias úteis a partir das 21h30, finais de semana e feriados. Além disso, deve apresentar carteira do Sistema de Bibliotecas da UFMG e documento de identificação com foto, tanto para o acesso ao campus Pampulha quanto às dependências da Biblioteca. O usuário externo terá direito apenas ao uso do espaço e do acervo, não podendo utilizar outros serviços prestados pela Biblioteca à comunidade da UFMG, como empréstimos domiciliares. Para se cadastrar como usuário externo, é necessária a apresentação da carteira de identidade, comprovante de residência recente e CPF, além da taxa de R$5,00 para emissão da carteira. O cadastramento pode ser renovado a cada seis meses.
A Biblioteca
No início de 2008, com a inauguração da nova sede da Face no campus Pampulha, a Biblioteca Emílio Moura - criada em 1946 - incorporou a antiga Biblioteca do Cedeplar, recebendo seu acervo de aproximadamente 18 mil títulos de livros e monografias, 967 teses e dissertações e 250 títulos de periódicos. Em sua nova sede, a biblioteca conta com 16 terminais de consulta ao acervo, além do Centro Integrado de Informação Digitalizada, com 15 computadores. Mas seu grande trunfo é o próprio espaço, que oferece 410 lugares em áreas de estudo e salas para uso individual e em grupo. No antigo endereço, a biblioteca comportava apenas 164 lugares.
Fonte:
Biblioteca universitária inaugura laboratório de capacitação no uso de recursos on-line.
Foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (09/03), na Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Laboratório de Capacitação no Uso dos Recursos On-line, que disponibiliza uma sala com 20 microcomputadores para facilitar a pesquisa e a consulta aos 12.531 títulos do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Professores e alunos de graduação, mestrado e doutorado poderão aprofundar suas pesquisas no local, fazendo uso de publicações científicas editadas em todo o mundo. "Este era um sonho de nove anos da biblioteca que agora se concretiza", diz a diretora da BU, Narcisa de Fátima Amboni. Na ocasião, foi feito ainda o lançamento do Programa de Formação de Multiplicadores (Pró-Multiplicar), também da Capes, que capacita bolsistas e usuários para a divulgação do uso do Portal de Periódicos na instituição.
A diretora informa que a UFSC, bem posicionada no ranking de pesquisa entre as universidades brasileiras, merecia um laboratório nesses moldes. Agora, os funcionários da biblioteca central serão treinados para maximizar os resultados do uso dos equipamentos. "O laboratório vai contribuir para o desenvolvimento da pesquisa e da ciência dentro da universidade", afirma Narcisa. Estiveram presentes na inauguração o pró-reitor de Infra-estrutura, João Batista Furtuoso, o professor José Antonio Bellini da Cunha Neto, diretor de Acompanhamento de Programas da Pró-reitoria de Pós-graduação da UFSC, e Clarimar Valle, representante da Capes.
Veja aa reportagem na íntegra em:
quinta-feira, 5 de março de 2009
Portal de Periódicos adquire coleção na área de Engenharia Civil.
53 novos títulos poderão ser acessados no portal da Capes.
Professores, pesquisadores, estudantes e profissionais já podem acessar 53 títulos novos de diferentes subáreas da Engenharia Civil. Esse conteúdo foi assinado pelo Portal de Periódicos para 2009. Os investimentos feitos pela Capes na ampliação da coleção levaram em conta as demandas da comunidade acadêmica e a avaliação de consultores especializados.
As novas aquisições incluem 30 títulos publicados pela American Society of Civil Engenieers (ASCE), sociedade que representa 123 mil engenheiros civis em todo o mundo. Outros 23 títulos foram assinados junto ao Institution of Civil Engineers (ICE).
A coleção do ICE conta com artigos e textos técnicos escolhidos por meio do sistema de “peer review”, ou seja, aceitos para publicação após análise feita por uma comissão de especialistas da área.
Acesso à pesquisa
Trata-se da primeira aquisição do Portal de Periódicos de bases de dados exclusivas da área de Engenharia Civil. Para o professor Luiz Carlos Silva Filho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o acesso ao conteúdo dos novos títulos vai permitir que os pesquisadores brasileiros confrontem suas experiências com o que está sendo produzido no restante do mundo, “agilizando o acesso a trabalhos dos grupos de pesquisa mais ativos e qualificados em nossas áreas de interesse”.
Essa é também a opinião da professora Andrea Dyminski, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela acredita que o conteúdo dos títulos da ASCE e da ICE coloca à disposição da comunidade acadêmica novas tecnologias e avançados métodos para a solução de problemas de engenharia, que podem ser acessados no momento da sua publicação.
O resultado, segundo o professor Sandro Machado, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é maior agilidade no processo de pesquisa bibliográfica, o que coloca os brasileiros em pé de igualdade com outros cientistas. “Em outras palavras”, explica Nilo Consoli, pesquisador-associado à UFRGS, “eles ampliam seu campo de visão, permitindo pesquisas com resultados de impacto mundial”.
O professor Roberto Azevedo, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), conta que, além de poder acompanhar as pesquisas que estão sendo realizadas no exterior, as aquisições feitas pelo Portal permitem que ele exija dos seus orientandos de mestrado e doutorado revisões bibliográficas completas e atualizadas. Com isso, melhora-se a qualidade das teses e dissertações apresentadas pelos alunos de pós-graduação.
Impacto na formação
Além da utilização dessas publicações na pesquisa científica, os professores acreditam que as novas aquisições vão ajudar na formação do futuro profissional. Como explica Cláudio Ávila, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), os periódicos da ASCE e do ICE também trazem informações de alto nível sobre as aplicações práticas da Engenharia Civil. Ter acesso a essas inovações pode, nesse caso, ser um diferencial para os engenheiros que ainda vão ingressar no mercado de trabalho.
Alguns professores, como Luiz Carlos Silva Filho e Nilo Consoli, estão estimulando a leitura do conteúdo dessas publicações pelos alunos de graduação. “É importante ressaltar que, como professor da graduação, pretendo incentivar a busca pelos alunos de temas recentes e inovadores, para que os mesmos já criem o costume de fazer revisões bibliográficas e de constantemente atualizarem o conhecimento, algo fundamental para se tornarem profissionais competentes”, afirma Consoli.
Sobre o Portal de Periódicos
O Portal de Periódicos da Capes oferece acesso a informações científicas de todas as áreas do conhecimento à comunidade científica no Brasil. São cerca de 12 mil publicações periódicas internacionais e nacionais com artigos científicos com o texto completo, 126 bases referenciais e seis bases de patentes. Todas essas publicações, incluindo as novas aquisições na área de Engenharia Civil, podem ser acessadas pelo link: http://www.periodicos.capes.gov.br
Para ter acesso ao conteúdo do Portal, é preciso estar vinculado a uma das instituições participantes.
(Assessoria de Imprensa da Capes)
Fonte: JC e-mail 3713, de 04 de Março de 2009.
Fonte: JC e-mail 3713, de 04 de Março de 2009.
terça-feira, 3 de março de 2009
Lançada a Biblioteca Virtual da América Latina (BV@L) em prol da integração regional.
A Fundação Memorial da América Latina lançou no dia 13 de fevereiro de 2009 a Biblioteca Virtual da América Latina (BV@L) com a missão de estreitar as relações culturais, políticas, econômicas e sociais entre os países da América Latina. Pesquisadores, profissionais e interessados em geral em temáticas da região podem obter informação sobre a produção cultural, artística e técnico-científica gerada por atividades de ensino, pesquisa e extensão de instituições representativas na área. Além disso, a plataforma permite aplicar mecanismos qualificados de organização, acesso, recuperação e disseminação da informação.
A Biblioteca Virtual utiliza sistemas de buscas (simples, simultânea e avançada) e disponibiliza informação da coleção de vídeos e do acervo bibliográfico da Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, incluindo links com publicações editadas pelo Memorial e digitalizadas para o portal.
"Trata-se de um espaço privilegiado para pesquisadores e interessados na temática latino-americana se aprofundarem na história, na cultura e no que acontece hoje na região, sem sair de casa", afirma a coordenadora técnica do projeto, Márcia Rosetto.A metodologia Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) é utilizada na iniciativa BV@L, por meio de colaboração da BIREME/OPAS/OMS (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde). A BV@L conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde que foi iniciada sendo que a fundação também já utiliza o modelo BVS no âmbito de seu Centro de Documentação e Informação (BV CDI).
Acesse o artigo na íntegra em:
Estudo aborda implicações econômicas de modelos de publicação acadêmica alternativos.
Foi publicado um estudo pelo JISC (Joint Information System Committee) da autoria de John Houghton e oito co-autores sobre "Implicações econômicas de modelos alternativos de publicação acadêmica: Explorando custos e benefícios".
Este detalhado estudo (256 páginas) leva em conta aspectos econômicos dos custos envolvidos em publicação acadêmica no Reino Unido no ano de 2007. O estudo aborda a comunicação no processo da pesquisa científica e analisa minuciosamente os benefícios econômicos decorrentes da adoção de sistemas de publicação alternativos como periódicos em acesso aberto e publicação por auto-arquivamento em repositórios em comparação com o sistema clássico de publicação, por meio de assinaturas pagas dos periódicos, sejam eles impressos ou na versão eletrônica.
Para ler este trabalho na íntegra entre no link abaixo:
http://espacio.bvsalud.org/boletim.php?newsletter=20090227&newsLang=pt&newsName=Newsletter%20BVS%20087%2027/fevereiro/2009&articleId=02152633200952
Estudo destaca SciELO e J-Stage como plataformas de periódicos em Acesso Aberto.
Na área biomédica, a informação científica em Acesso Aberto (AA) tem papel importante disponibilizando, como bem público, as descobertas mais recentes em condições de saúde e tratamentos. A edição de janeiro de 2009 do Journal of the Medical Library Association (JMLA) publica um estudo que mostra o estado destas publicações e, além disso, enriquece o debate já freqüente em comunicação científica.
Os autores são pesquisadores das universidades japonesas de Tsukuba, Keio, Tohoku, Nagoya e da Kunitachi College of Music. Eles analisaram uma amostra de 4.667 artigos das publicações em acesso aberto, especificamente na área biomédica. Os autores destacam a contribuição da SciELO (Scientific Electronic Library Online) e do J-Stage (Japan Science and Technology Information Aggregator, Eletronic) como plataforma de publicação de periódicos em AA.
Leia este estudo na íntegra no seguinte link:
segunda-feira, 2 de março de 2009
Repositórios do Brasil no Ranking Web of World Repositories.
Encontra-se disponível no site http://repositories.webometrics.info/top300_rep.asp o ranking mundial dos repositórios na web.
Na luta pelo acesso livre à informação científica.
Brasil caminha para estabelecer uma sociedade do conhecimento com acesso totalmente livre e gratuito à informação científica.
O Brasil já é a 5ª maior nação do mundo em número de repositórios digitais, à frente de potências econômicas como França, Itália e Austrália, possui a 2ª maior Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do planeta (a BDTD), e ocupa o 3º lugar em quantidade de publicações periódicas de acesso livre.
No total, o Brasil tem mais de 50 repositórios institucionais (bibliotecas digitais contendo a produção científica de uma instituição), dispõe de um acervo de aproximadamente 75 mil teses e dissertações em texto integral, disponíveis somente na BDTD, e mais de 500 publicações periódicas eletrônicas oferecidas na Web graças à utilização do pacote do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), versão customizada do pacote de software Open Journal Systems, software desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP).
O Ibict, do MCT, foi decisivo neste processo de sedimentação da sociedade de conhecimento, trabalhando não só para estimular o registro da informação científica, mas agindo também para aumentar a visibilidade da produção científica nacional, bem como para reduzir as disparidades digitais e sociais no Brasil.
Desde o início dos anos 1990, o Instituto passou também a customizar softwares de acesso livre para produção de revistas, repositórios e bibliotecas, também treinou mais de mil técnicos de universidades e institutos de pesquisas e distribuiu, por meio de editais públicos, kits tecnológicos para viabilizar a implantação de bibliotecas digitais de teses e dissertações nessas instituições. Ainda neste ano, o Ibict irá distribuir mais 80 kits às instituições públicas de ensino superior e de pesquisa.
Hélio Kuramoto, coordenador-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, defende o acesso livre. "Este novo paradigma, em vias de se consolidar, é irreversível. No final, praticamente todos ganham. Os pesquisadores ganham maior conhecimento, e os resultados de suas pesquisas maior visibilidade; a ciência se desenvolve mais rapidamente e se torna mais transparente; e a sociedade tem acesso aos resultados das pesquisas financiadas pelos impostos que ela própria paga", observa.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Ibict)
Fonte: JC e-mail 3707, de 20 de Fevereiro de 2009.
Acesso aberto aumenta citações.
Estudo publicado na Science destaca importância de publicar artigos científicos em veículos abertos para estimular a "participação global na ciência".
Publicar artigos científicos em serviços de acesso livre e gratuito aumenta a quantidade de citações que os autores recebem. O aumento não é tão grande como se achava, mas ainda assim é significativo, particularmente nos países em desenvolvimento.
"A influência do acesso aberto (open access) é mais modesta do que foi estimado anteriormente. [O aumento] Está em torno de 8% para pesquisas publicadas recentemente, mas está clara a sua capacidade de ampliar o círculo global daqueles que podem participar e se beneficiar da ciência", destacaram os autores em artigo publicado nesta sexta-feira (20/2) na revista Science.
James Evans e Jacob Reimer, da Universidade de Chicago, usaram dados dos índices de bases da Thomson ISI, incluindo artigos e citações associadas dos 8.253 periódicos científicos mais citados desde 1945. Os dados foram comparados com a disponibilidade dos periódicos conforme a serviço Information Today.
No total, os pesquisadores analisaram dados de cerca de 26 milhões de artigos, dos quais 88% foram publicados em inglês. Os 77% de artigos que continham informação a respeito das instituições às quais os autores estão ligados tiveram seus dados confrontados com informações econômicas dos países, obtidos do Banco Mundial e de agências da Organização das Nações Unidas.
Os resultados indicaram que a influência da publicação em acesso aberto foi mais do que duas vezes maior nos países em desenvolvimento em comparação com os mais ricos. Nas nações mais pobres a tendência não ocorreu, segundo os autores, devido à precariedade do acesso à internet.
O artigo Open access and global participation in science, de James Evans e Jacob Reimer, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org
(Agência Fapesp, 20/2)
Fonte: JC e-mail 3707, de 20 de Fevereiro de 2009.
DataGramaZero de fevereiro de 2009 está disponível.
Confira abaixo os artigos publicados no v.10, n.1 de fevereiro de 2009 da DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação.
Os documentos de amanhã: a metáfora, a escrita e a leitura nas narrativas em formato digital por Aldo de Albuquerque Barreto
Resumo: A produção da informação se processa hoje como uma cultura de muitas vozes formando a narrativa intertextual. Neste artigo se fala e se compara no tempo atual os documentos lineares e os documentos digitais. Atualmente as tecnologias da informação estão definitivamente inseridas no contexto do pensamento e dos atos de informação. Os usuários agora com a web, podem se colocar frente ao grande arquivo da humanidade e navegar com instrumentos infinitamente mais corretos que os astrolábios de navegação marítima. Documentos digitais ampliam o acesso e a inclusão informacional e existe uma explicação econômica e uma explicação de proximidade da informação para indicar que os documentos de amanhã serão em sua maioria em formato digital. O artigo analisa como a escrita na internet subverte a estrutura da linguagem, pois agrega ao texto imagem, vídeo, som e outras condições que à aproximam da do pensamento do gerador e da oralidade.
Obsolescência da literatura sobre a Lei de Lotka por Rubén Urbizagástegui Alvarado
Resumo: Analisa a obsolescência da literatura sobre a Lei de Lotka produzida de 1922 a 2003. Embora a distribuição da idade da literatura acumulada sincronicamente parece produzir um processo de obsolescência exponencial não parece existir um padrão de obsolescência definido. Não obstante, o modelo que melhor expressa à obsolescência da literatura estudada é o modelo polinomial de quarto grau.
A descoberta científica para alguns autores clássicos do século XX por Carlos José Saldanha Machado
Resumo: O objetivo deste artigo é contribuir para a superação do déficit de conhecimento nacional nas ciências sociais e humanas sobre o fenômeno da invenção no campo científico. Trata-se de responder à questão de como se concebe uma idéia científica nova através da análise das obras de autores canônicos do Século XX das áreas da medicina, da psicologia, da matemática, da filosofia, da física e da divulgação científica. Na primeira parte, analisamos autores que compartilham de uma visão sócio-histórica sobre a singularidade do indivíduo/descobridor e sua relação com a problemática e desafios de seu tempo. Para esses autores a conclusão é de que a grandeza de uma obra deve ser procurada na grandeza da personalidade daquele que a constituiu. A psicologia singular do descobridor se estende à estrutura psicológica idêntica de uma comunidade de pensamento, da qual ela é a representante. Na segunda parte, os autores reunidos chegam à conclusão de que a descoberta ocorre no momento em que a idéia nova surge, sob a forma de uma iluminação. A iluminação é o fruto de uma inspiração individual, espontânea e involuntária, mas misteriosa. Concluímos o artigo qualificando todas as abordagens analisadas de modelo difusionista posto que estão alicerçadas na divisão entre o momento em que se elabora o novo e aquele em que o novo será admitido e reconhecido por todos. São abordagens que promovem uma concepção mentalista da criação, concepção oposta àquela desenvolvida pelos Social Studies of Science.
Sentidos de Clarice na exposição do Museu da Língua Portuguesa por Lucília Maria Sousa Romão
Resumo: Esse trabalho tem por objetivo interpretar a exposição “Clarice Lispector - A hora da Estrela”, promovida pelo Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em São Paulo, ao longo de meses no ano de 2007, observando não o visível, o diagnosticável, o reconhecível nas imagens de e sobre Clarice, mas justamente torcendo-as pelo avesso, estranhando o modo como o não-verbal foi recortado, deslocando sentidos do visível para a esfera do ausente.
Resumo: Esse trabalho tem por objetivo interpretar a exposição “Clarice Lispector - A hora da Estrela”, promovida pelo Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em São Paulo, ao longo de meses no ano de 2007, observando não o visível, o diagnosticável, o reconhecível nas imagens de e sobre Clarice, mas justamente torcendo-as pelo avesso, estranhando o modo como o não-verbal foi recortado, deslocando sentidos do visível para a esfera do ausente.
Aplicando Algoritmos Genéticos na Recuperação de Informação por Edberto Ferneda
Resumo: O desenvolvimento dos Algoritmos Genéticos é baseado na teoria evolucionista de Darwin e nas descobertas sobre a reprodução humana e a genética. Este artigo apresenta uma forma de aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas recuperação de informação na qual as possíveis representações de um mesmo documento são consideradas um tipo de “código genético” deste documento. As buscas realizadas pelos usuários é considerado o “meio ambiente” no qual os documentos estão inseridos. Nesse ambiente as diversas representações de um mesmo documento competem entre si na busca de uma descrição mais adequada para o documento. Diversos experimentos têm apresentado resultados prometedores na aplicação de algoritmos genéticos na recuperação de informação na Web .
Las motivaciones del voluntariado para ofrecer servicios de información especializados a personas con discapacidad visual por Celso Martínez Musiño e Ana Laura Mar González
Resumo: El objetivo general de esta investigación es identificar las motivaciones que un grupo de universitarias tuvo para interesarse en ofrecer un servicio especializado de información, subrayando que no provienen de alguna especialidad informacional. El objetivo particular es determinar el papel que juega la sensibilización como un elemento de la educación superior especializada, que produce profesionistas capaces de entender las necesidades específicas que surgen de condiciones particulares como la discapacidad visual. Para realizar esta investigación se utilizó la técnica de entrevista de grupo focal a una comunidad de estudiantes de psicología de la Universidad Pedagógica Nacional. Las las estudiantes entrevistadas señalaron que el prepararse para ofrecer servicios de información a personas con discapacidad visual no obedeció a que en su entorno hubiera un familiar o conocido con ese impedimento o por la obtención de alguna constancia con valor curricular, ellas coincidieron en que su motivación comenzó por la formación profesional recibida dentro de la universidad, pues esta las sensibiliza y les promueve la inquietud y el interés de acercarse como voluntarias para ofrecer servicios de información.
Para acessar aos artigos entre em: http://www.datagramazero.org.br
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