segunda-feira, 29 de junho de 2009

Leitura facilitada para pessoas com baixa visão

Um prancha de leitura acoplada a uma lupa, destinada a pessoas com baixa visão, foi criada por pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa incubada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP).
O produto mantém fixos a linha de leitura e o foco, proporcionando conforto em leituras prolongadas realizadas por pessoas com faixa de visão subnormal, termo utilizado para descrever a visão remanescente em indivíduos que sofrem de patologias como diabete, catarata ou glaucoma. Esse comprometimento da função visual impossibilita afazeres habituais mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos com o uso de óculos ou lentes de contato.
O desenvolvimento contou com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual (PAPI).
Fonte: Agência FAPESP
Data: 29/06/2009
Matéria Completa: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10696/especiais/leitura-facilitada.htm

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Programa amplia inclusão de pessoas com deficiência ao converter texto em áudio

O ministro da educação, Fernando Haddad, lançou nesta quarta-feira, 24, em Brasília a nova tecnologia Mecdaisy: um conjunto de programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital falado. A ferramenta está disponível gratuitamente no portal do ministério.
“Agora, além de ler o livro, posso me localizar no livro”, disse o aluno de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Neno Albernaz, que participou dos testes da nova tecnologia. Ele perdeu a visão aos 23 anos após ser atingido por uma bala. “Hoje, me sinto lendo um livro da mesma forma que fazia quando enxergava”, disse.
Antes de o software ser criado, os programas de leitura para deficientes visuais tinham recursos limitados que impediam o acesso autônomo às obras. “Eu tinha que contar com a ajuda de outras pessoas para ler notas de rodapé ou saber a numeração das páginas”, exemplifica Neno.
Baseado no padrão internacional Daisy - Digital Accessible Information System -, a ferramenta brasileira traz sintetizador de voz (narração) e instruções de uso em português brasileiro. O software permite converter qualquer texto em formato Daisy e, após a conversão, é possível manusear o texto sonoro de maneira semelhante ao texto escrito. “O Mecdaisy permite que o usuário folheie, consulte o índice, pesquise, faça comentários”, enumera o analista de sistemas da UFRJ, João Sérgio Assis, que participou da equipe de desenvolvimento da ferramenta.
“Pelo depoimento de quem usa, sabemos que as pessoas com deficiência terão a disposição facilidades para manusear livros de maneira mais proveitosa”, afirmou o ministro Haddad. De acordo com o ministro, estão sendo investidos R$ 1,5 milhão em projetos de recursos tecnológicos para pessoas com deficiência, sendo que R$ 680 mil já investidos na criação do Mecdaisy. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ.
Por meio do acesso ao Mecdaisy, qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em computação pode produzir livros digitais falados e ler as obras com mais autonomia. “Esse é um passo importante para fortalecer a educação inclusiva porque a ferramenta permite o manuseio do livro falado e navegabilidade simplificada”, sintetiza Haddad. por Maria Clara Machado
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13786:programa-amplia-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-ao-converter-texto-em-audio&catid=205&Itemid=86
Data: 24/06/2009.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sai primeiro grande dicionário adaptado ao Acordo Ortográfico

Objetiva lança Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e ganha corrida instituída entre editoras desde que as novas normas de escrita entraram em vigorAgora não tem mais erro. Quem quiser confirmar a nova grafia de palavras como “infraestrutura”, “feiura” ou “paraquedas” já pode acessar o volume do novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Editora Objetiva, 2048 páginas, R$ 250), que deve chegar às livrarias na semana que vem.Desde o ano passado, quando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa recebeu a assinatura de Portugal e virou realidade próxima, as editoras brasileiras instituíram uma corrida para ver quem lançaria em primeiro lugar as versões atualizadas de suas antigas e já obsoletas compilações do léxico.Para remediar a demora do preparo de volumes mais completos, já na Bienal do Livro de São Paulo do ano passado saíram versões concisas dos três mais populares dicionários brasileiros: o Houaiss (Objetiva), o Aurélio (Positivo) e o Michaelis (Melhoramentos). Mas isso foi antes da elaboração do Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (Volp), lista confeccionada pela Academia Brasileira de Letras com a grafia oficial dos vocábulos - o que poderia causar interpretações distintas do novo acordo.O Dicionário Houaiss que sai agora é fruto de um trabalho de três anos e oito meses. Começou a ser preparado com o intuito de oferecer ao consumidor uma opção mais compacta e menos cara para o chamado Grande Dicionário Houaiss, que saiu em 2001 com 3 mil páginas e que tem hoje um custo médio de R$ 450. “Há um ano e meio a nova versão ficou pronta, mas a aprovação do novo acordo inviabilizou sua publicação”, conta Roberto Feith, diretor da Objetiva.A solução foi arregaçar as mangas e topar o desafio de adaptar o livro o mais rápido possível. Valeu o esforço da equipe do Instituto Antônio Houaiss. Com investimento de quatro milhões de reais, o volume sai agora com mais 442 mil entradas, locuções e acepções, além de extras como um quadro prático para consulta do emprego do hífen, o texto do Acordo Ortográfico e um CD-ROM com a opção digital. Mais importante que tudo isso, o lançamento foi pioneiro, o que deve fazer a concorrência perder uma grande oportunidade de faturar com as intermináveis dúvidas de grafia que surgiram desde a instituição das novas normas.
Fonte: Revista Época. Data: 19/06/2009.

Livro on-line de saúde mais lido no mundo

Publicação editada pela empresa Merck disponível agora em português, o Manual Merck - Saúde para a Família foi desenvolvido pela empresa com base na constatação do interesse crescente das pessoas por assuntos ligados a saúde e bem-estar. Sua elaboração, que levou cinco anos e envolveu duas centenas de profissionais gabaritados, chega agora a sua versão em português.
Organização em seções, o livro é facilmente manuseável na forma de guias, que possibilitam uma maior rapidez na localização de assuntos. Abordando desde temas fundamentais e básicos de saúde, o guia explora especificações mais comuns de acordo com o gênero, idade e devido à lesões. Além disso, está disponível ainda uma seção completa sobre fármacos.
Elaborado a partir de uma linguagem clara, o guia objetiva ser um auxiliar no processo de promoção de saúde e autocuidado.

Fonte: SIS.Saúde. Data: 23/06/2009
Manual Merck - Biblioteca Médica Online

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tesouro brasileiro na internet

Foi lançado oficialmente, na última terça-feira (16/6), o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP.
A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.
A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa - Regular. Os recursos fornecidos pela Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização robotizada de livros encadernados.
A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e manuscritos sobre assuntos brasileiros.
O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para a compra do robô e apoio a 15 bolsistas.
Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
A concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.
O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.
"A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os índios", disse Mindlin. (Agência FAPESP - Fábio de Castro em 18/6/2009).
Brasiliana Digital:
www.brasiliana.usp.br/bbd
Fonte:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10650/tesouro-brasileiro-na-internet.htm

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Periódico científico aceita publicar trabalho forjado.


Editor pede demissão após denúncia, feita pela revista americana “The Scientist”.
Autores inventaram nomes e instituição e geraram seu "estudo" num programa de computador que compõe artigos de forma aleatória.
O editor-chefe do periódico científico de acesso aberto "The Open Information Science Journal", Bambang Parmanto, pediu demissão anteontem, depois que foi revelado que sua revista aceitou publicar um artigo científico sem sentido, gerado por computador por dois pesquisadores brincalhões. A denúncia foi feita na quarta-feira pela revista norte-americana "The Scientist".
O periódico teria informado aos dois "autores" que seu manuscrito já havia passado por "peer-review" (revisão pelos pares), processo pelo qual artigos científicos são avaliados por pareceristas independentes -justamente para evitar erros ou fraudes. Em seguida, teria cobrado deles US$ 800 de taxa de publicação.
Acontece que tudo no artigo, intitulado "Desconstruindo Pontos de Acesso", era falso. A começar de seus autores, David Philips e Andrew Kent, pseudônimos do doutorando em comunicação científica Philip Davis, da Universidade Cornell (EUA), e de Kent Anderson, executivo do periódico de acesso fechado "New England Journal of Medicine". No artigo de gozação, os autores se intitulavam pesquisadores de um certo Center for Research in Applied Phrenology, ou Crap ("titica"), na sigla em inglês.
Davis e Anderson produziram seu artigo usando um programa de computador criado no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que gera randomicamente artigos científicos. Em sua página na internet (pdos.csail.mit.edu/scigen), os criadores do programa dizem logo de cara: "Nosso objetivo é maximizar a diversão, não a coerência". "Eu queria ver se esse artigo passaria por "peer-review'", disse Davis à "The Scientist". "[Ele] tem a aparência de um artigo, mas não faz sentido nenhum", afirmou.
Uma prova do que ele diz é o seguinte trecho do falso estudo: "Simetrias compactas e compiladores amealharam tremendo interesse tanto de futuristas quanto de biólogos nos últimos anos. A falha desse tipo de solução, no entanto, é que os DHTs podem ser empáticos, extensíveis e em larga escala."
Por favor, publique
Davis disse que começou a desconfiar da Bentham Science Publishers, empresa que edita o "Open Information Science Journal", depois de receber diversos spams solicitando que submetesse artigos a um de seus "mais de 200 periódicos". "Uma das coisas que nos chamaram atenção foi o fato de que eles estavam agressivamente solicitando manuscritos", disse Anderson à "The Scientist".
O artigo falso foi submetido para publicação em janeiro. Na semana passada, Anderson recebeu um e-mail da Bentham dizendo que o artigo havia sido aceito para publicação - e pedindo o cheque de US$ 800. Mas nunca recebeu os comentários dos pareceristas, algo corriqueiro em publicações com "peer-review". Davis decidiu que seria antiético pagar e suspendeu o "experimento".
O episódio é mais um da guerra que envolve publicações de acesso fechado, como o "New England Journal of Medicine", e periódicos abertos.
Estas revistas ajudam a democratizar a informação científica ao torná-la disponível para qualquer pessoa. Em vez de cobrar do leitor, elas cobram dos autores pela publicação de um artigo - taxas que podem chegar a US$ 3.000, frequentemente pagas por universidades e instituições de fomento.
Por outro lado, diz Davis, o acesso aberto pode facilitar o surgimento de periódicos caça-níqueis, sem qualidade - como parece ser o caso do "The Open Information Science Journal".
Mahmud Alam, diretor de publicações da Bentham, disse à revista "New Scientist" que seu pessoal apenas fingiu que aceitara a fraude para flagrar os falsos autores. O editor que renunciou, porém, disse não ter visto o artigo nem ter ficado sabendo da estratégia do chefe.
(Folha de SP, 13/6)
JC e-mail 3783, de 15 de Junho de 2009.

O custo da publicação de um artigo científico.

“No Brasil, as agências ainda não fixaram uma política em relação às publicações científicas. No entanto, isto é uma questão de tempo, uma vez que regulamentar a publicação de artigos científicos pelas agências que os financiam é uma tendência mundial”.
Wanderley de Souza é professor titular da UFRJ, ex-Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e diretor de programas do Inmetro. Artigo publicado no “Jornal do Brasil”:
A cada ano aumenta o número de artigos científicos publicados nas mais variadas áreas do conhecimento. Na área científica, tal fato se deve a quatro fatores básicos. Primeiro, cresce anualmente o número de pesquisadores atuantes e produtivos, sobretudo nos países emergentes como China, Índia, Coréia do Sul, Brasil, Paquistão, Cingapura e África do Sul, para citar os mais relevantes.
Segundo, os mecanismos atualmente existentes de financiamento à atividade científica por parte de agências governamentais e fundações privadas exigem maior produtividade, em geral medida pelo número de artigos publicados e a qualidade das revistas.
Terceiro, o fluxo mais rápido da informação pressiona o pesquisador a publicar o mais rapidamente possível seus resultados. Atualmente, as revistas são consultadas on-line por vários pesquisadores em todo o mundo, sendo que muitas revistas divulgam o conteúdo futuro antes da sua publicação definitiva.
Quarto, cresce rapidamente o número de revistas publicadas exclusivamente on-line e com acesso livre. Tais revistas, inicialmente recebidas com algum descrédito, vêm alcançando grande sucesso. Cito como exemplo, na área biológica, a série PLoS (Public Library of Science) lançada inicialmente em agosto de 2003 com a PLoS Biology e que já conta com sete séries nas mais variadas áreas das ciências biomédicas.
Algumas, como a PLos Biology e a PLos Medicine, já alcançam índices de impacto da ordem de 13.5 e 12.6, respectivamente, valores estes obtidos apenas por um número restrito de revistas tradicionais, muitas das quais criadas há mais de 50 anos.
Posso assegurar que face ao grande número de revistas existentes, é muito difícil escolher aquela para onde submeter um artigo científico. As opções são muitas e crescentes. Muitas vezes nos deparamos com o dilema entre publicar em uma revista clássica da área e conhecida por todos, mas que tem menor índice de impacto, ou por uma nova e que já conta com índice maior.
Acresce ainda o fator econômico, uma vez que existem hoje, pelo menos, três tipos de revistas.
Primeiro, as publicadas por grandes editoras tradicionais, como a Elsevier, Willey-Blackwell e a Springer Verlag. Estas não cobram pela publicação e muitas vezes ainda oferecem algumas cópias do artigo ou a sua versão em pdf.
O segundo tipo de revista é, em geral, publicado por associações científicas, contam com elevado prestígio e cobram valores variáveis, algo em torno de US$ 80 por página.
O terceiro inclui as revistas exclusivamente on-line e de livre acesso, mas que cobram do autor valores que vão de US$ 800 a US$ 3 mil a título de manutenção do sistema de livre acesso. Cabe ressaltar que autores que comprovem não contar com apoio financeiro podem pedir isenção deste pagamento.
Cresce a pressão de várias agências no sentido de que as publicações científicas sejam acessíveis a todos. O sistema do National Institutes of Health, uma das principais fontes de financiamento à pesquisa médica nos Estados Unidos, exige que a versão eletrônica de artigos aceitos para publicação e que foram financiados com seus recursos sejam depositados no PubMed Central (http://www.pubmed.org).
A Wellcome Trust, importante agência inglesa, obriga a que o artigo seja disponibilizado gratuitamente tão logo seja publicado. Para isto, libera recursos ao pesquisador, da ordem de US$ 3 mil por artigo, no sentido de que tal regra seja cumprida.
Com isto, estes artigos poderão ser lidos por um número maior de pesquisadores, objetivo principal de todos os autores. Esta política aumenta a chance de que um determinado artigo tenha maior impacto, seja mais citado por outros autores e, com isto, aumente o prestígio da revista que o publicou.
No Brasil, as agências ainda não fixaram uma política em relação às publicações científicas. No entanto, isto é uma questão de tempo, uma vez que regulamentar a publicação de artigos científicos pelas agências que os financiam é uma tendência mundial.
(Jornal do Brasil, 14/6)
Fonte: JC e-mail 3783, de 15 de Junho de 2009

UNESCO elege Buenos Aires paraCapital Mundial do Livro em 2011.


Buenos Aires, capital da Argentina, foi a cidade escolhida pela UNESCO, para Capital do Livro em 2011, uma iniciativa que visa promover a leitura e a literatura em todo o mundo. A capital argentina foi escolhida “pela qualidade e variedade dos programas propostos, bem como a consolidação da estratégia nos quais os programas assentam”, disse o comité da UNESCO, responsável pela iniciativa. A UNESCO escolhe todos os anos uma cidade capital do livro, pelo prazo de 12 meses, a contar do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra a 23 de Abril. Buenos Aires é a 11ª cidade a receber esta distinção, este ano a capital é Beirute e em 2010 será Ljubljana.

Conteúdo de dois editores está disponível para avaliação no Portal de Periódicos.


Base de dados Dentistry & Oral Sciences Source poderá ser testada até 30 de junho; já o SciBX: Science Business eXchange, até 1º de setembro.
Dois editores disponibilizaram o seu conteúdo para avaliação pelos usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Essa modalidade de acesso, chamada de “trial”, permite que professores, pesquisadores, estudantes e funcionários das instituições que utilizam o Portal possam acessar temporariamente uma coleção e manifestar sua opinião sobre a qualidade das informações disponíveis. Caso o conteúdo seja bem avaliado, a Capes pode decidir pela aquisição desses títulos para o Portal de Periódicos.
Para estudantes e professores da área de odontologia está disponível a base de dados Dentistry & Oral Sciences Source, recém-lançada pela Ebsco. Ela permite o acesso a 134 revistas com texto completo, além da versão integral de livros eletrônicos. O conteúdo inclui títulos como Critical Reviews of Oral Biology & Medicine, Journal of Dental Research, Journal of Adhesive Dentistry, Periodontology 2000, Clinical Oral Implants Research, International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, International Journal of Prosthodontics, Pediatric Dentistry e Journal of Periodontal Research. O conteúdo estará disponível para avaliação até o dia 30 de junho.
Outro título disponível para avaliação é o SciBX: Science Business eXchange, editado pela Nature Publishing Group (NPG). Com periodicidade semanal, o SciBX combina o conhecimento científico da Nature e o conhecimento empresarial da BioCentury na publicação das principais descobertas no campo da pesquisa biomédica. O “trial” está disponível até o dia 1º de setembro.
Opiniões e comentários sobre o conteúdo em avaliação podem ser enviados para os endereços periodicos@capes.gov.br
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
Fonte: JC e-mail 3782, de 12 de Junho de 2009.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Confira o Blog da Biblioteca da ESEF/UFRGS.

A Biblioteca Edgar Sperb da Escola de Educação Física da UFRGS possui agora um blog.
Confira: http://www.bibesef.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Capes e Elsevier oferecem acesso livre a artigos.

Dentro de alguns meses, os artigos científicos escritos por pesquisadores brasileiros em periódicos da editora holandesa Elsevier poderão ser consultados livremente no mundo inteiro. Essa iniciativa é resultado de um acordo entre o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Elsevier.

Desde janeiro deste ano, quando um autor submete um manuscrito para publicação em um periódico da Elsevier, ele tem a opção de escolher se o artigo pode ou não ter seu acesso liberado. Para isso, é necessário que ele esteja afiliado a uma instituição de ensino e pesquisa brasileira e que tenha seu trabalho financiado com verbas públicas. Será a Capes quem vai indicar quais artigos ficarão disponíveis para consulta. A liberação acontecerá após um período, que varia conforme a área do conhecimento da pesquisa publicada.

"O acordo é um reconhecimento da importância da parceria entre Capes e Elsevier no desenvolvimento da Pesquisa no Brasil e busca contribuir para que o país continue alcançando novos patamares de excelência em ciência e tecnologia", afirmou Dante Cid, diretor regional de Vendas e Marketing da América do Sul da Elsevier. Segundo ele, a solução vai aumentar ainda mais visibilidade da produção científica brasileira, que estará disponível inclusive para pesquisadores e instituições que não têm acesso ao Portal de Periódicos.

O Portal de Periódicos pode ser acessado no site.
http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp

Elsevier

A Elsevier é uma das mais antigas editoras do mundo, líder global em publicações de saúde, ciência e tecnologia. Com sede em Amsterdam, na Holanda, a editora possui mais de sete mil funcionários em 77 escritórios de 24 países, atendendo a uma comunidade de 30 milhões de cientistas, estudantes e profissionais de informação e saúde em todo o mundo. Ao todo, a Elsevier publica mais de dois mil periódicos e 1.900 novos livros por ano, além de oferecer produtos eletrônicos inovadores, como o ScienceDirect, o Scopus e o MD Consult, entre outros. Para mais informações, visite o site.

http://www.elsevier.com.br/bibliotecadigital/

Fonte: Portal Capes

Legislativo em pauta na rede.

Câmara dos Deputados lança portal para ampliar debate sobre projetos de lei com a sociedade.
Se você já teve vontade de participar de uma sessão da Câmara dos Deputados, sugerir projetos ou alterar leis, esse desejo agora pode ser concretizado. Foi lançado em junho o e-Democracia, um espaço virtual que vai reunir informações e sugestões para os textos em tramitação na casa. A iniciativa permite ampliar a participação da sociedade na elaboração de leis, mas o acesso ao debate ainda não é totalmente democrático.

O portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados, reúne diversas ferramentas de Web 2.0 para ampliar a discussão de projetos de lei com a população (imagem: reprodução). O portal disponibiliza à população, entre outras ferramentas, uma biblioteca digital com estudos e projetos de lei, fóruns de discussão e uma interface colaborativa chamada Wikilégis, em que os internautas poderão elaborar versões das leis e até sugerir emendas aos projetos da Câmara. Especialistas, políticos e agentes do Estado atuarão como mediadores, ajudando a transformar as ideias discutidas no portal em projetos de lei.
Segundo o coordenador do projeto, Cristiano Ferri, integrante do Observatório de Práticas Legislativas Internacionais da Câmara, o portal surgiu da solicitação dos próprios parlamentares, que verificaram a necessidade de ampliar a discussão sobre os projetos desenvolvidos com a sociedade. “O site da Câmara tem fóruns e muitos deputados têm blogs, mas a informação fica difusa. O e-Democracia é uma ferramenta organizada, onde toda essa pluralidade pode ser convertida em algo concreto.”
Ferri ressalta que o portal oferece diversas possibilidades de participação direta da sociedade no processo legislativo. “Estudamos plataformas internacionais já existentes e desenvolvemos um projeto totalmente inovador”, afirma. Além das páginas gerais, o e-Democracia tem duas áreas restritas: o Espaço Cidadão, disponível para qualquer pessoa cadastrada que queira dar sua opinião; e as Comunidades Virtuais, onde apenas especialistas poderão discutir os temas com maior profundidade.
Web 2.0 a serviço da democracia
Para o jornalista e cientista político Juliano Borges, a página é ousada e tem a seu favor o amplo uso das ferramentas da Web 2.0, como os grupos de discussão e o caráter colaborativo, observado em especial na Wikilégis. “Em geral as experiências do governo na internet não costumam ser assim”, compara. “Páginas virtuais institucionais têm alguns espaços de abertura, mas esse portal oferece um envolvimento muito maior.”
Borges critica, no entanto, a distinção feita pelo portal entre cidadãos comuns e especialistas. “Ao estabelecer uma hierarquia, o sistema quebra o conceito democrático da internet”, afirma. “Essa diferenciação pode desestimular as pessoas a participarem. Eu mesmo teria menos interesse se soubesse que a minha opinião tem menor peso.”
Outro ponto levantado pelo pesquisador é o alcance ainda limitado desse tipo de projeto no Brasil, onde grande parte da população não tem acesso à internet e a participação em questões políticas é fraca. “O que pode favorecer o interesse da sociedade pelo portal é a popularidade das redes sociais, como Orkut e Facebook, já que o e-Democracia pode ser visto como uma rede social politizada”, pondera.
O portal, lançado no dia 3 de junho, ainda é experimental. O primeiro tema a ser debatido é a Política Nacional de Mudança do Clima, que tem projetos em tramitação na Câmara. A partir dessa experiência, os organizadores pretendem fazer os devidos ajustes e ampliar as discussões no portal.
Barbara Marcolini
Ciência Hoje On-line 08/06/2009
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/146936

Piratas saem vencedores de eleição.

Com 7,1% dos votos na Suécia, legenda que defende desregulamentação da web conquista assento.

por Joana Duarte

O Partido Pirata da Suécia defende apenas três causas: a abolição dos direitos autorais, do sistema de patentes e a redução da vigilância na internet. Com esse apelo, conseguiu 7,1% dos votos nas eleições europeias na Suécia – ou cerca de 200 mil votos – e vai ocupar pelo menos um dos 18 assentos destinados ao país escandinavo no Parlamento Europeu, de um total de 736 deputados. O partido foi o quinto mais votado pelos eleitores suecos e deve ser representado por seu atual vice-presidente, o programador Christian Engstrom, de 49 anos.

– Isto é fantástico – comemorou Engstrom. – Mostra que há muitas pessoas que acham a integridade pessoal importante e que acreditam que devemos lidar com a internet e com a nova sociedade da informação de maneira correta.

Fundado em 2006 pelo empresário de informática Rickard Falkvinge, a legenda nasceu de uma reação a ataques contra o site sueco de compartilhamento de arquivos Pirate Bay e, naquele mesmo ano, concorreu ao pleito para o Parlamento sueco. Recebeu 0,6% dos votos, o que não foi suficiente para eleger ninguém. Três anos mais tarde, com mais de 40 mil partidários, o PP é hoje a terceira maior organização política da Suécia.

Em abril, após a condenação pela Justiça sueca dos quatro responsáveis pelo Pirate Bay, o partido viu sua popularidade aumentar. No mesmo dia em que a sentença foi divulgada, recebeu 16 mil novas filiações, mais do que as 15 mil que tinha até então. Os réus foram condenados a um ano de prisão por cumplicidade na partilha ilegal de arquivos na internet e a pagamento de multa de US$ 3,9 milhões.

Para Bruno Magrani, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio, o Partido Pirata é fundamental no contexto da politização do debate sobre direitos autorais e downloads de obras. Magrani lembra que nos últimos anos a indústria de conteúdo vem promovendo uma série de ações contra usuários e implementando travas tecnológicas para tentar impedir o download de obras na internet, o que gera grande revolta, particularmente entre os internautas mais jovens.

Engstrom também creditou a vitória do partido ao comparecimento dos jovens às urnas – cerca de 19% dos eleitores com menos de 30 anos votaram na legenda.

– Estamos muito fortes entre os jovens com menos de 30 anos. São os que compreendem que um novo mundo de liberdade de informação é o melhor, e já deram sinais de que não gostam como os grandes partidos tratam esses assuntos. Vamos usar toda a nossa força para defender nossa integridade pessoal e direitos civis – prometeu Engstrom.

Para Magrani, o sucesso do partido mostra que havia uma falta de legitimidade no discurso oficial no que diz respeito a questões de direitos autorais.

– Apesar de a lei de direito autoral dizer que não se pode fazer cópias, todo mundo baixa obras na internet. A Justiça está começando a punir os usuários, e como a sociedade já incorporou o hábito de baixar coisas da internet, está vendo que precisa fazer alguma coisa para se proteger, com regras que permitam o download de conteúdo.

Com a conquista de uma a duas cadeiras no Parlamento Europeu, o PP começa a ver a si próprio como uma força política em rápida ascensão na União Europeia. Para Rick Falkvinge, seu partido acaba de "entrar para a história da política".

– Hoje, os políticos reconheceram que apoiar o que os grupos de interesses especiais querem poderá custar seus empregos. Somos o maior partido no segmento abaixo de 30 anos. Estamos construindo um futuro de liberdades.

Há Partidos Piratas oficialmente registrados também na Áustria, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Polônia e Finlândia.
Jornal do Brasil - Terça-feira, 09 de Junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

UFSC organiza biblioteca virtual de obras catarinenses.


Digitalização das obras amplia acesso
.
A UFSC está ampliando o acesso à literatura catarinense. O trabalho é realizado a partir do projeto ‘Autores, obras e acervos literários catarinense em meio digital’, executado pelo Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística (Nupill), ligado ao Curso de Pós-Graduação em Literatura e ao Departamento de Línguas e Literaturas Vernáculas, do Centro de Comunicação e Expressão.

A proposta foi a única do estado na área de Humanas aprovada pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) em 2008. Com recursos de quase R$ 400 mil, concedidos pelo CNPq e Fapesc, a equipe realiza atividades de complementação e aprimoramento do Banco de Dados de História Literária e da Biblioteca Digital de Literatura (www.literaturabrasileira.ufsc.br/).
Atualmente, a biblioteca digital conta com mais de 500 títulos em versão integral e gratuita na internet. São obras literárias do Brasil e de Portugal, que foram digitalizadas a partir das melhores edições disponíveis. O banco de dados tem informações sobre mais de 60 mil obras e, aproximadamente, 16 mil autores cadastrados.

Portal Catarina

Os recursos do Pronex permitiram também o início do projeto Portal Catarina, que pretende viabilizar o acesso a obras literárias, críticas e informações sobre autores catarinenses de todas as épocas.

O site é desenvolvido numa parceria entre UFSC, Univali, Univille e Academia Catarinense de Letras. Na UFSC integram a atividade três grupos: o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística e o Núcleo Literatura e Memória, do Centro de Comunicação e Expressão, além do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos, do Centro Tecnológico. O Portal será integrado ao site www.nupill.org e proporcionará um dicionário de autores e obras catarinenses.

“Será um grande avanço, pois teremos acesso a textos e informações de grandes escritores catarinenses, como Luis Delfino e Franklin Cascaes, que não seriam facilmente encontrados de outra forma. O Portal é também uma forma de prestigiar a literatura do estado”, avalia Rodrigo Sales, membro do Nupill e um dos idealizadores da proposta.

Estudantes também valorizam a iniciativa. “Acrescenta muito, com certeza. Ter a oportunidade de conhecer melhor os autores do estado é muito bom para a nossa formação, e também para o conhecimento da população em geral”, destaca Luiza Wigger, aluna da terceira fase do Curso de Letras/Português da UFSC. “Eu, particularmente, conheço um pouco da literatura do estado. Mas sei que não é de conhecimento geral. O Portal vai colaborar também no sentido de trazer o interesse pela literatura catarinense”, complementa a estudante.

O poeta catarinense Alcides Buss, que tem muitas de suas obras disponibilizadas na Biblioteca Digital no Nupill, espera que o Portal Catarina alcance seus objetivos. “É uma grande iniciativa. É importante ter um espaço na internet dedicado à literatura local. Eu percebi isso quando me perguntavam onde podiam encontrar meus livros e eu não sabia dizer com certeza. Hoje em dia a melhor forma de divulgar a literatura é pela internet. Espero que tenha muito sucesso”, incentiva Alcides.

Saiba mais

A literatura catarinense na história do Brasil

Quando se fala em literatura catarinense, um nome logo vem à cabeça:

João da Cruz e Sousa. Nascido em 24 de novembro de 1861 na cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Cruz e Sousa foi um dos precursores do simbolismo no Brasil, no século XIX. Por ser negro, foi por diversas vezes vítima de preconceito racial e tratou do tema em grande parte de suas obras. Seus textos também eram marcados por características do Romantismo, como o pessimismo e a angústia. O apelo para a formalidade da língua e o uso de vocábulos refinados estavam sempre presentes nas obras do autor.

Cruz e Sousa morreu em 19 de março de 1898, aos 36 anos de idade, na cidade mineira de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis. O catarinense é até hoje o grande nome do Simbolismo no país e um dos maiores nomes da literatura brasileira.

Mais informações no site www.nupill.org ou pelo telefone (48) 3271-6590

Por Tiago Pereira / Bolsista de Jornalismo na Agecom

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Google revela o segredo do seu scanner de livros.

texto original de Maureen Clements
tradução livre de Moreno Barros

Outro dia, meu colega Kee Malesky me deixou surpreso com um artigo incrivelmente interessante publicado no site da New Scientist sobre o registro da patente 7508978. E você se pergunta, o que há de tão importante com a Patente 7508978 ? É a patente que explica como funciona a tecnologia proprietária do Google para scaneamento de livros.

Antes do Google entrar em cena, o scaneamento de livros era um processo entediante que algumas vezes resultava na morte do livro. O software utilizado para scanear livros, chamado Optical Character Recognition ou simplesmente OCR, exigia que cada página do livro estivesse perfeitamente reta. Mas qualquer pessoa que já abriu um livro sabe que é quase impossível deixar um livro perfeitamente reto sem a ajuda de algum tipo de aparato. Uma solução para esse problema foi utilizar pranchas de vidro que achatavam cada página, mas esse método não era muito eficiente. A outra solução era desencadernar o livro, mas esse método destruía o livro. Como que alguém poderia scanear um livro de maneira rápida e eficiente sem destruí-lo? Era uma problema que irritou os scaneadores de livros, até que o Google apareceu com esta solução.
O Google criou uma interessante tecnologia de câmeras infravermelhas que detecta a forma tridimensional e o ângulo das páginas dos livros quando o livro é colocado sobre o scanner. Essa informação é transmitida ao software OCR, que ajusta as distorções e permite que o software de OCR leia o texto mais precisamente. Sem mais destruição das encadernações, sem mais pranchas de vidro ineficientes. O Google finalmente arranjou uma maneira de digitalizar livros em massa. Para todos aqueles que se perguntam “Como eles fariam isso?”, finalmente vocês tem suas respostas.
Veja a reportagem na íntegra com as imagens em: