quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Debate eleitoral é liberado na web

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um item do projeto de minirreforma eleitoral, aprovado pelo Congresso, fará com que o pleito de 2010 tenha um grau inédito de liberdade. Lula derrubou a restrição a debates entre candidatos na internet. Assim, esse tipo de programa poderá ser levado ao ar sem as amarras como as que limitam rádio e TV com a participação obrigatória de candidatos nanicos.

No texto aprovado no Congresso, a internet era equiparada ao rádio e à televisão, seguindo as mesmas regras em relação a debates eleitorais, sendo obrigada a convidar todos os candidatos a governador e a presidente de partidos com representação na Câmara dos Deputados. O Palácio do Planalto não concordou com a restrição e sancionou ontem a legislação sem a proibição. No total, Lula vetou três itens do projeto aprovado pelos parlamentares.

A lei mantém a internet livre durante as campanhas eleitorais, sem limites à atuação de sites jornalísticos, blogs e páginas pessoais no período da disputa, desde que assegurado o direito de resposta aos candidatos ofendidos e o impedimento de anonimato em reportagens. Em outro ponto da lei, foi incluída uma proibição do anonimato, obrigando a identificação de todos os internautas, independentemente do teor do comentário. A proposta também permite que sites oficiais dos partidos e dos candidatos fiquem ativos até no dia da votação.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 30/9/2009

Scliar e Carpinejar vencem Jabuti

“Manual da Paixão Solitária” é o melhor romance, e “Canalha!” ganha na categoria contos e crônicas.

Um manifesto lírico canalha e as agruras de um homem mal afamado da antiguidade garantiram a Fabrício Carpinejar e a Moacyr Scliar os primeiros lugares nas categorias crônica/conto e romance do Prêmio Jabuti. Scliar e Carpinejar foram apenas dois dentre os nomes atuantes no Estado a figurar no pódio do mais tradicional prêmio literário entregue no Brasil.

O resultado foi divulgado ontem pela manhã, pela Câmara Brasileira do Livro, entidade que promove o prêmio. Foram anunciados os primeiros, segundos e terceiros lugares em 21 categorias, que abrangem gêneros literários e editoriais. O romance Manual da Paixão Solitária, publicado por Scliar, foi escolhido o melhor romance do ano, seguido de Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum, e de Cordilheira, de Daniel Galera. Manual da Paixão Solitária revisita os tempos bíblicos ao contar a história familiar do desafortunado Onã – que passou à posteridade equivocadamente como padroeiro do “vício solitário” da masturbação. Scliar recebeu a notícia em Washington, onde se encontra em viagem para conferências.

Carpinejar teve sua coletânea de crônicas Canalha! escolhida a melhor obra de Conto/Crônica, do ano. O livro reúne crônicas publicadas anteriormente pelo autor em seu blog na internet – algo que o próprio Carpinejar considera significativo.

– Eu mesmo antes de começar o blog sempre tive uma desconfiança com autores com intensa vida digital, como blogueiros, tuiteiros, de uma certa forma isso sinaliza que terminou essa separação – comentou Carpinejar, que se disse surpreso por seu primeiro Jabuti ter vindo com um livro de crônicas, apesar de sua carreira como poeta.

Outros gaúchos que concorriam ao prêmio ficaram entre os primeiros, como Luiz Cláudio Cunha e Letícia Wierzchowski (veja quadro) ou, nas categorias mais técnicas, Vera Maria Tietzmann Silva, terceiro lugar na categoria Didático/Paradidático, com o livro Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura.

O vencedor de cada categoria será premiado com R$ 3 mil. Os três primeiros ainda concorrem aos prêmios de Livro do Ano de Ficção e de Não Ficção, cujos vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação marcada para o dia 4 de novembro, na Sala São Paulo. Este ano, o Jabuti recebeu 2.573 obras inscritas – de acordo com a CBL, foram 20% a mais do que em 2008.

Vencedores das principais categorias

ROMANCE
Em negrito, obras de autores gaúchos ou com formação no Rio Grande do Sul:
1º lugar – Manual da Paixão Solitária, Moacyr Scliar
2º lugar – Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum
3º lugar – Cordilheira, Daniel Galera

CONTOS E CRÔNICAS
1º lugar – Canalha!, Fabricio Carpinejar
2º lugar – Ostra Feliz Não Faz Pérola, Rubem Alves
3º lugar – Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias, Déa Rodrigues da Cunha Rocha

POESIA
1º lugar – Dois em Um, Alice Ruiz S.
2º lugar – Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa, Instituto Moreira Salles
3º lugar – Cinemateca, Eucanaã Ferraz, e Outros Barulhos, Reynaldo Bessa

INFANTIL
1º lugar – A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim, Braulio Tavares
2º lugar – No Risco do Caracol, Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes
3º lugar – Era Outra Vez um Gato Xadrez, Leticia Wierzchowski

BIOGRAFIA
1º lugar – O Sol do Brasil, Lilia Moritz Schwarcz
2º lugar – José Olympio, o Editor e sua Casa, José Mario Pereira
3º lugar – O Santo Sujo: A Vida de Jayme Ovalle, Humberto Werneck

REPORTAGEM
1º lugar – O Livro Amarelo do Terminal, Vanessa Bárbara
2º lugar – O Sequestro dos Uruguaios – Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura, Luiz Cláudio Cunha
3º lugar – 1968 – O que Fizemos de Nós, Zuenir Ventura

TEORIA/CRÍTICA LITERÁRIA
1º lugar – Monteiro Lobato: Livro a Livro, Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini
2º lugar – Pensamento e “Lirismo Puro” na Poesia de Cecília Meireles, Leila V. B. Gouvêa
3º lugar – Literatura da Urgência: Lima Barreto no Domínio da Loucura, Luciana Hidalgo

CAPA
1º lugar – Moby Dick, Luciana Facchini
2º lugar – Jovem Stálin, João Baptista da Costa Aguiar
3º lugar – Introdução à Filosofia, Rex Design

Fonte: Zero Hora Online
Data:30/10/2009

China completa mapa de mais alta resolução da superfície lunar

Planisfério lunar tem três quilômetros por píxel de resolução.
Em 2008 a China havia divulgado versão mais limitada do mapa.


Mapa 3D da Lua; Chang'e-1 foi lançada em outubro de 2007 (Crédito: CNSA-1/Xinhua)

Especialistas chineses anunciaram a conclusão do mapa de mais alta resolução da Lua, cobrindo toda a superfície do satélite e elaborado com as imagens tomadas pela primeira sonda lunar chinesa, Chang'e-1, informou nesta terça-feira (29) a agência oficial Xinhua. A Chang'e-1 foi lançada em outubro de 2007.

O mapa será utilizado pelos especialistas do país asiático para estudar as leis de formação geológica da superfície lunar e sua evolução.

O mapa "fixa as bases para o estabelecimento de futuros projetos científicos" da China na Lua, destacou o acadêmico Liu Xianlin, chefe da equipe de especialistas que realizou o trabalho cartográfico.

A sonda lunar consolidou mais de nove milhões de unidades de informação, com as quais os especialistas elaboraram um planisfério lunar de três quilômetros por píxel de resolução.

O programa espacial lunar da China se prepara para sua segunda fase, que inclui a colocação de um veículo na Lua para recolher amostras de solo e pedras.

Em 2008, a CNSA, a agência espacial chinesa, já havia divulgado o mapa da Lua abaixo:


Mapa de 2008 (Crédito: CNSA)

Fonte: Globo.com
Data:30/9/2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Usuários do Portal de Periódicos da área de medicina podem avaliar três novas coleções

Periódicos publicados por três sociedades científicas da área de medicina estão disponíveis para avaliação no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os títulos podem ser acessados pelos usuários do Portal na modalidade de Trial. Se forem bem avaliadas, essas coleções podem ser assinadas pela Capes.

Estão disponíveis cinco periódicos da área de medicina pediátrica, editados pela American Academy of Pediatrics (AAP). Já os usuários da área de nefrologia podem avaliar títulos publicados pela American Society of Nephrology (ASN). Está disponível ainda o periódico Chest, publicado pelo American College of Chest Physicians (ACCP), que cobre as áreas de medicina torácica e pneumologia.

As três coleções em avaliação podem ser acessadas na página do editor até o dia 30 de novembro. Comentários sobre o conteúdo podem ser feitos no site do próprio editor ou pelo e-mail avaliacao.periodicos@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Fonte: Portal da Capes
Data:29/9/2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mais acesso à produção cultural

Entrevista | Pablo Ortellado

Áurea Lopes

O debate em torno dos direitos autorias não passa um único dia fora do noticiário, no Brasil e no mundo. Com as possibilidades criadas pelas novas tecnologias da comunicação e da informação, a produção cultural experimenta uma revolução, enquanto as tradicionais diretrizes regulatórias desse setor de mercado estão sendo postas em cheque. As leis de proteção aos direitos autorias, traçadas no início do século 18, não dão conta do novo cenário de publicações e reproduções gratuitas pela internet.

Para adequar o país a esse cenário, a lei de direitos autorias brasileira está prestes a ser reformada. Mas, o que deve ser mudado? Especialista no assunto, o professor doutor Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo, aponta, nesta entrevista, as deficiências da atual legislação, “que foi baseada em um sistema de monopólio”. Para crescer e galgar melhores níveis, a produção cultural e científica precisa ser “emancipada dos valores de mercado”, diz Ortellado. O caminho, na sua opinião, é a flexibilização no acesso da sociedade a obras e conteúdos.

Por que a lei de direito autoral precisa ser reformada?
Pablo Ortellado – A atual lei de direito autoral é uma lei de monopólio, de direito exclusivo. Vem do ano de 1.710, idealizada a partir das corporações de ofício. A corporação dos sapateiros, por exemplo, dizia: determinados sapateiros podem atuar, em determinada localidade, cobrando determinados preços. Assim aconteceu com a corporação dos livreiros, que criou a primeira lei moderna de direito autoral. No século 18, a proteção do direito do autor ia até 14 anos desde a criação da obra. Esse prazo foi se ampliando ao longo do tempo, primeiro na legislação inglesa, depois na estadunidense, na francesa. Nesse processo, foi aumentando de 28 para 56 anos, depois para a vida inteira do autor, a vida inteira mais vinte anos, mais cinquenta... Hoje caminha para mais setenta. No Brasil, já é mais setenta. Acontece que essa forma de monopólio é prejudicial ao consumidor porque impede a competição. Só depois que esse regime de monopólio expira, a obra cai em domínio público e pode ser livremente copiada, no regime de competição de mercado. Se existem, por exemplo, vinte edições concorrentes de uma obra de Machado de Assis, que está em domínio público, o preço do livro cai.

Por isso nós fizemos uma carta, do meio acadêmico (Veja o texto na página 28), que defende o fortalecimento de um circuito não comercial de produção e distribuição e consumo de bens culturais. Porque hoje nós podemos fazer isso, emancipar a produção cultural dos valores de mercado. Se a gente tem um sistema próprio, fora das pressões mercantis, a gente pode elevar o nível da produção cultural e científica no país. E é preciso que os nossos escritores e músicos entendam que isso não é contra eles.

Qual a diferença entre direito de propriedade intelectual e de propriedade de um bem físico?
Pablo - O direito de propriedade intelectual é de uma natureza diferente do direito sobre coisas físicas. Protege o conteúdo, não o papel, o livro, a coisa física. E esse conteúdo é um bem diferente de um bem físico. Uma casa, por exemplo, é um bem rival. Quer dizer, não pode ser utilizado simultaneamente. Quando uma pessoa usa, outra não pode usar. E os bens intelectuais não são rivais. Podem ser consumidos simultaneamente. A mesma canção pode ser cantada ao mesmo tempo por todos os habitantes do planeta e isso não priva o autor da posse dessa obra. Os bens intelectuais são, portanto, abundantes, infinitos. Com as tecnologias digitais, passou a ser possível fazer uma distribuição em larguíssima escala. O potencial é ilimitado. Então, essas práticas entraram em choque com a lei concebida para regular objetos físicos, por meio de monopólio.

Embora o direito autoral fosse concebido para proteger o conteúdo, não o físico, era difícil imaginar essa separação até alguns anos atrás. O produto cultural era resultado de uma atividade industrial. Para piratear livros, era preciso comprar uma impressora, ter uma infraestrutura de porte, não era uma coisa banal.

Normalmente, as disputas de pirataria se davam entre empreendimentos comerciais. Mas isso muda de natureza quando começa a surgir tecnologia doméstica de reprodução e produção. Hoje, um bilhão de pessoas estão conectadas a um computador, têm acesso à internet, gravador de CD, impressora etc.

Esse novo cenário muda o conceito de pirataria?
Pablo - No século 18, o termo pirataria e fazia sentido até porque os piratas estavam ativos. As disputas no campo do direito autoral se davam entre grupos capitalistas, editores ingleses e escoceses, por exemplo. Hoje, embora também exista uma pirataria comercial, estamos falando basicamente de pessoas que estão fazendo cópias sem finalidade comercial, com base em uma tecnologia doméstica. Na verdade, todas as novas tecnologias geraram debates sobre direitos autorais – as máquinas copiadoras, a fita cassete, o VHS. Mas isso tudo tinha alcance limitado. Com a tecnologia digital, temos grandes diferenças. Primeiro, conseguimos obter reproduções 100% fiéis, não tem queda de qualidade. Segundo, o custo é baixíssimo. Um CD custa R$ 1,00. E, terceiro, é possível distribuir para o mundo. Isso é uma revolução que gerou um choque com a forma antiga.

Com a possibilidade de copiar obras livremente, como fica um autor que vive do rendimento da sua produção?
Pablo - Esse cenário é um fato dado. Ninguém está propondo que as coisas sejam assim, mas as coisas já são assim. Já se copia abundantemente. E temos dez anos desse cenário. Muita coisa aconteceu nesse período. A indústria fonográfica está mudando. Sempre existiu uma classe significativa de artistas para a qual a principal forma de remuneração vem da performance e não de direitos autorais. Quer dizer, ganham com shows, o rendimento com CDs é marginal. Para esses artistas, esse novo cenário é uma libertação. Agora, eles podem distribuir diretamente essa música. E tem artistas redesenhando sua estratégia, abrindo mão dos direitos autorais, que passam a ser zero, mas usam a livre divulgação como estratégia para aumentar o público dos shows. Vários artistas estão começando a trabalhar exclusivamente na internet. Estão se articulando em torno de um movimento chamado Música Para Baixar (MPB – Veja revista ARede, edição 50). Tem até alguns fenômenos da internet, como a companhia O Teatro Mágico, que vendeu 180 mil CDs só na internet. Eles não tocam no Faustão, não tocam na rádio... isso é um sinal dos novos tempos. Até artistas mais main streaming, como o Leoni, aderiram ao MPB.

Outra estratégia, que é o que está fazendo a gravadora Apple, por exemplo, é não vender mais álbuns, mas vender músicas unitárias, a preços muito baixos. Vendendo em larga escala por esses preços, a Apple praticamente consegue competir com o mercado gratuito. Hoje, 10% do mercado fonográfico tem esse tipo de negócio, download a preço muito baixo. Tem também o mercado de gerenciamento de
shows. E ainda começa-se a explorar novas mídias, mercados em expansão, como o de música para games, música para celular.

A indústria fonográfica teve uma retração, que atribui aos downloads gratuitos.
Pablo - Há muita controvérsia nos estudos acadêmicos a respeito da queda na indústria fonográfica. Não se sabe se o fato da pessoa baixar música diminui a venda de discos. Muitos consumidores baixam música e compram CDs. Na USP, nós fizemos um estudo comparativo, no Brasil e no mundo, entre as músicas baixadas na internet e as mais vendidas. As duas relações são muito parecidas. Os que são mais baixados são os que vendem mais. O retraimento pode ter sido, por exemplo, por esgotamento de gênero. No final dos anos 1970, quando acabou a era do disco, a indústria também encolheu. Ou pode ser uma concorrência com a própria internet no tempo dedicado ao entretenimento. O tempo que o consumidor passava ouvindo música, agora passa navegando na internet. O fato é que não existe nenhum estudo conclusivo de que o retraimento da indústria fonográfica seja devido ao download gratuito. O que se sabe é que tem algum impacto negativo e tem algum impacto positivo. O download gratuito tem um importante papel de divulgação para o mercado. Não se sabe se o download gratuito tira mercado ou se, por outro lado, compensa, com a projeção que o artista tem nesse meio de ampla abrangência.

Qual é o panorama do direito autoral no Brasil?
Pablo - Existia uma lei de 1973, época da ditadura. Essa lei foi modificada em 1998, tornando-se mais dura. Todo o sistema autoral, como eu disse, tem como base um sistema de monopólio. Mas, ao longo do tempo, foram construídas certas exceções e limitações. Por exemplo: bibliotecas têm direito de fazer cópias para uso acadêmico, museus podem fazer cópias para preservar o patrimônio, acadêmicos têm direito de citar pequenos trechos para fins de resenhas e debates críticos; professores têm direito de fazer cópia para uso em sala de aula... Cada país tem o seu arcabouço de flexibilidades. E, com a mudança de 1998, o leque de flexibilidades no Brasil foi extremamente reduzido.

Um estudo da organização de consumidores Consumers International, do início de 2009, analisou 16 países no que diz respeito a exceções e limitações de direito autoral, entre outros dispositivos que garantem o que eles chamam de acesso ao conhecimento. O Brasil é o 4º pior da lista. Tem muito poucos dispositivos de acesso. Por exemplo, não permite cópia para fins educacionais, só pequenos trechos. Como pode? Em um dos meus cursos, utilizo um livro que custa R$ 600, para algumas aulas apenas. Fizemos um estudo com alunos da USP, que é uma universidade de elite, e vimos que, se fossem comprar toda a bibliografia básica exigida em um ano, 85% dos alunos gastariam toda a renda familiar por mês. É absolutamente impossível que um aluno estude, respeitando a lei editorial do jeito que a indústria acha que deve respeitar.

Quais são as principais deficiências da atual lei de direito autoral?
Pablo - No âmbito editorial, a restrição ao uso acadêmico é muito importante. A lei diz que é permitido copiar pequenos trechos, para uso próprio, sem finalidade de lucro. O que é pequeno trecho? Um parágrafo? Uma página, como diz a indústria editorial? O judiciário já entendeu até 30%, como pequeno trecho. Mas o mais comum é considerar até 10% ou um capítulo. Na USP, temos uma determinação nesse sentido, mas isso é uma interpretação liberal nossa. Também não pode fazer cópias para fins de preservação de patrimônio cultural. A Biblioteca Nacional não pode fazer reproduções sem autorização do titular, por exemplo. Outra coisa é que a lei não permite conversão de formatos. Se eu comprar um CD, legalmente, na loja, não posso converter para MP3. E tem uma situação absurda, que é a dos livros esgotados. Em outra pesquisa feita pela USP, que abrangeu 2 mil títulos adotados no sistema de ensino brasileiro, 30% estão esgotados. Eu não posso copiar, embora o livro esteja esgotado, porque ainda tem direito autoral. E o livro não existe, mas o aluno tem que ler.

O prazo de proteção da obra é mais um item relevante. No Brasil, esse prazo hoje vai até 70 anos depois da morte do autor. As obrigações internacionais do Brasil, segundo o acordo Trips, e a Convenção de Berna, estabelecem o prazo de 50 anos após a morte do autor. Que é o prazo, por exemplo, que o Canadá protege.

Mas existe uma enorme pressão da indústria de aumentar esse prazo, principalmente quando alguns bens muito valiosos estão chegando no limite. A Walt Disney conseguiu ampliar mais 20 anos, nos EUA, a proteção sobre os direitos referentes a alguns personagens. A obra dos compositores George e Ira Gershwin tiveram ampliações até retroativas.

A lei proíbe, ainda, quebrar o DRM. O que é um absurdo, uma trava tecnológica pode acabar impedindo um uso legal. Por exemplo: Pixinguinha é um autor em domínio público, mas se eu lanço um disco do Pixinguinha e ponho uma trava, estou criando um dispositivo técnico que impede o exercício do direito legal de copiar essa obra. E mais: se alguém criar um programa para destravar o CD, esse programa, sim, é ilegal. É assim que está na nossa lei.

Não deveria haver um política diferenciada para o segmento de livros didáticos?
Pablo - Olha que coisa curiosa... A indústria editorial é isenta de algumas tributações. Desde os anos 1960. Isso vale para jornal, revista e livro. O princípio é que essa indústria é o suporte da liberdade de expressão, portanto, deve ser estimulada. Então, tem uma discussão a respeito dessa imunidade tributária: se aplica ao bem, ao livro físico, ou a todo o processo industrial? As indústrias têm conseguido essa imunidade por todo o processo – maquinário, importação de papel. Em uma estimativa altamente conservadora, isso significa para o Brasil, em termos de não arrecadação de impostos – ICMS, IPI etc. –, cerca de R$ 1 bilhão por ano. Isso é mais do que o orçamento anual do MinC. E qual é a contrapartida que a indústria editorial dá para esses benefícios que recebe? No setor de livros técnicos e científicos, a situação é absurda. Essas publicações representam15% do mercado editorial, excluídos os didáticos. E são feitas por quem? Pela universidade pública, basicamente. Com um custo que não é barato. Produzir uma tese, que vai virar um livro técnico-científico, custa aos cofres públicos R$ 200 mil. E quem fica com a propriedade intelectual do livro? A indústria. Que não paga imposto, recebe R$ 200 mil reais de subsídio para o conteúdo. Fazendo uma conta rápida: o preço médio de um livro desses, no Brasil, é R$ 37,00, tiragem média de 2 mil exemplares. Então, paga-se 10%, que dá uns R$ 4 mil, para o autor, contra R$ 200 mil investidos para subsisdiar um pesquisador em uma universidade pública, com uma linha de financiamento de um órgão de fomento público. Além de tudo, as editoras em geral são públicas, ligadas a universidades. Isso sem falar das compras governamentais. Metade do nosso mercado de livro é compra de livro didático e para biblioteca de escolas. Então, tem muito dinheiro público envolvido. A indústria editorial não pode se negar a dar contrapartidas como as flexibilizações para usos sem fins lucrativos.

Como detentores da maior indústria de direito autoral do mundo – no setores editorial, audiovisual, de software –, os Estados Unidos exercem pressão comercial para favorecer a exportação dos seus bens culturais?
Pablo - Os Estados Unidos têm um dispositivo chamado Relatório Especial 301, publicado pelo United States Trade Representative, uma espécie de secretaria de comércio exterior. Esse relatório está ligado ao regime de importação de bens dos EUA por países em desenvolvimento com uma tarifa reduzida, que é o Sistema Geral de Preferências (SGP). Então, os países só podem pleitear entrar no SGP se tiverem uma avaliação positiva no relatório 301. E o que é esse relatório? O Relatório 301 avalia se os países estão respeitando a propriedade intelectual, na interpretação dos Estados Unidos. Não é só se o país está seguindo as leis de propriedade intelectual, mas se as leis do país são apropriadas, do ponto-de-vista do governo dos EUA. Isso é mais do que pressão, é ameça. É uma investida contra a soberania dos países. E veja que contraditório: naquele ranking de limitações e exceções que compara 16 países, onde o Brasil é o quarto pior, os EUA são o terceiro melhor. Ou seja, os EUA defendem as liberdades de acesso ao conhecimento internamente e, externamente, forçam os países a adotar medidas restritivas, coagidos por uma política agressiva de comércio exterior.

Quais são as perspectivas de avanço com a nova lei?
Pablo - Pelo documento publicado pelo MinC (Veja o texto na página 26), com base nas discussões dos fóruns nacionais, parece que o projeto vai adequar o Brasil ao novo cenário. Vai ampliar bastante o leque de exceções, permitir a cópia para fins de preservação de patrimônio, para usos educacionais, reintroduzir a cópia privada – quer dizer, eu comprei, posso copiar quantas vezes quiser, para uso próprio, sem finalidade de lucro.

A internet mudou o mercado audiovisual. Pode mudar também o mercado editorial?
Pablo - Sim, já há iniciativas no meio acadêmico que colocam a produção científica disponível na internet. Ou lançamentos de obras com licenças livres, como Creative Commons. O Brasil lidera, no mundo, a produção de revistas científicas, por meio do projeto SciElo. Já são mais de 200 entre as melhores revistas revistas científicas brasileiras integralmente disponíveis na internet. Outra ação importante criada em 2006: a Norma 13, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que trata da publicação das teses na internet. Não é obrigatório, mas se você não publica, perde pontos na avaliação. É um quesito de avaliação importante, que fez com que todas as nossas teses estivessem disponíveis. O Brasil provavelmente é o país que mais tem teses disponíveis no mundo. Em 2007, quando eu fiz o último levantamento, estávamos em segundo lugar, atrás da Alemanha e do Canadá. Hoje devemos estar na frente. Algumas editoras universitárias também estão implantando um projeto (Veja reportagem na página 43) para tornar disponível na internet o catálogo de títulos esgotados. (Colaborou Patrícia Cornils)


BOX: Propostas do governo

Desde 2007, o Ministério da Cultura vem realizando fóruns de debates sobre direitos autorias. No início deste ano, lançou um caderno com o diagnóstico do setor, acompanhado das propostas do governo para os seguintes temas:

> Gestão coletiva de direitos
> Mediação de conflitos e arbitragem
> Domínio público
> Registro de obras protegidas
> Estrutura organizacional
> Ambiente digital
> Relação entre o público e o privado
> Obras sob encomenda
> Relação entre investidores e criadores
> Obras audiovisuais

Veja o documento completo em www.cultura.gov.br/site/2009/01/19/debate-sobre-a-politica-e-a-lei-de-direito-autoral/

Carta de São Paulo pelo acesso a bens culturais

Acadêmicos, artistas, escritores, professores, editores e integrantes de organizações da sociedade civil elaboraram um documento em defesa da universalização do acesso a obras literárias, artísticas e científicas. Destacando que são contra “quaisquer usos comerciais da obra sem autorização de seu titular de direitos”, os signatários documento chamam atenção para “a necessidade de reequilibrar a posição do autor frente aos intermediários culturais, de forma a potencializar as alternativas dos autores de produzir, distribuir e comercializar suas obras diretamente por meio das novas tecnologias da informação”. Esse equilíbrio, argumentam, conferiria maior autonomia e independência econômica aos autores, permitindo alargar as fronteiras ainda muito limitadas do mercado cultural.

O texto também propõe “reequilibrar a tutela do direito individual de exploração da obra intelectual (cujo detentor frequentemente não é o próprio autor da obra) com a tutela do direito coletivo de acesso à cultura, direito este tão fundamental quanto o direito autoral e cuja previsão encontra-se igualmente no corpo de nossa Constituição Federal.

Veja um resumo das propostas para a reforma na Lei de Direito Autoral. O texto completo da Carta está em stoa.usp.br/acesso.

1) Permissão da cópia integral privada sem finalidade de lucro.
2) Permissão da livre utilização de obras protegidas com direito autoral, desde que tal uso não tenha finalidade comercial direta ou indireta.
3) Permissão da conversão de formatos e suportes de obras protegidas.
4) Introdução de um dispositivo assegurando o uso livre e gratuito para obras órfãs.
5) Redução do prazo de proteção do direito de autor para 50 anos após sua morte.

6) Proibição da cessão definitiva e exclusiva da obra, limitando o prazo de tal cessão a cinco anos.
7) Remoção do artigo que proíbe o contorno de travas anticópia e a introdução de uma proibição da inserção em equipamentos eletrônicos de qualquer dispositivo anticópia.
8) Introdução de um dispositivo de licenciamento compulsório de obras protegidas pelo direito autoral.
9) Revisão do capítulo de gestão coletiva.
10) Permissão de livre reprodução e utilização das obras culturais produzidas integralmente com financiamento público resguardando-se o direito moral do autor.

Pablo Ortellado é professor doutor da Universidade de São Paulo. Atua na área de Políticas Públicas, com ênfase em políticas para acesso à informação, principalmente nos seguintes temas: propriedade intelectual, movimentos sociais, teoria política, comunicação.

Fonte: ARede
Data: 28/9/2009

Supermáquina de pesquisa

O que estudos sobre a aerodinâmica de turbinas eólicas, o impacto de mudanças climáticas na agricultura ou o desenvolvimento de novas vacinas têm em comum? Essas são apenas algumas das 66 pesquisas atualmente em desenvolvimento no Centro Nacional de Supercomputação (Cesup) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Embora sejam trabalhos de diferentes áreas, todos precisam processar uma imensa quantidade de dados, e é aí que máquinas extremamente potentes os supercomputadores são essenciais.

Para os pesquisadores, a boa notícia é que, depois de 11 anos, o Cesup adquiriu um novo supercomputador, aposentando o Cray T90, em operação desde 1998 – um equipamento jurássico para os padrões de evolução cada vez mais meteóricos da computação. A nova máquina é um Cluster Sun Fire, com capacidade de processamento total de 12,76 teraflops, o que significa que é capaz de realizar mais de 12 trilhões de operações por segundo. Escolhido por licitação, o equipamento teve um custo de US$ 400 mil, bancados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Mais do que uma ampliação da capacidade, o novo supercomputador representa a migração do Cesup para um novo conceito de computação. Em lugar do processamento vetorial – sistema usado pelo equipamento anterior e pelo Cray Y-MP, o primeiro supercomputador instalado no Cesup, em 1992 – a nova máquina funciona com a arquitetura de cluster. Isso significa que são usados múltiplos processadores de forma integrada, que podem processar uma só ou diversas tarefas ao mesmo tempo. Os processadores – 108 no total – são todos do tipo AMD Opteron Quadcore (com quatro núcleos).

– São os mesmos processadores que podem ser usados num computador doméstico. Além de aumentar a capacidade de processamento, essa tecnologia tem a vantagem de baratear a ampliação do sistema porque basta adicionar mais processadores sem precisar trocar a máquina toda – explica a diretora do Cesup, Denise Grüne Ewald.

Além do Cesup, o Brasil tem mais sete centros de supercomputação, que formam o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad). Esses locais são interligados por meio da Rede Nacional de Pesquisa, com cabos de fibra óptica que permitem conexões de internet de altíssima velocidade, variando de 2,5 gigabits a 10 gigabits por segundo – 25 a 100 vezes mais veloz do que a conexão residencial mais rápida disponível no Estado.

No entanto, apesar de todos esses recursos, o Cesup ainda é utilizado apenas por universidades, uma situação que Denise espera mudar à medida que o novo supercomputador ficar mais conhecido.

– Por enquanto, só a comunidade acadêmica nos procura, temos pesquisadores até do Chile com projetos aqui, mas qualquer empresa pode utilizar nossos recursos. Basta entrar em contato e apresentar um projeto – afirma a diretora.

Para universidades, o uso do Cesup é gratuito. Empresas privadas pode utilizar o centro mediante pagamento. Mais informações podem ser obtidas no site www.cesup.ufrgs.br

Progressão constante

Desde o lançamento do Cray-1 em 1975, considerado o primeiro supercomputador do mundo, o processamento de dados evoluiu vertiginosamente. Há 34 anos, a capacidade de 133 megaflops da máquina – ou seja, a possibilidade de realizar 133 milhões de operações por segundo – era impressionante.

Hoje, o equipamento nem entraria no ranking dos 500 computadores mais potentes do mundo, divulgado semestralmente pelo site especializado Top 500 (www.top500.org). No gráfico à esquerda, é possível conferir a evolução dos supercomputadores desde 1993.

Na última edição da pesquisa Top 500, publicada em junho, o líder do ranking é um Roadrunner fabricado pela IBM e instalado no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos. A máquina tem capacidade de processamento de 1,105 petaflop – realiza mais de um quatrilhão de operações por segundo.

Apesar de sua capaciadade de 12,76 teraflops, o novo computador do Cesup/UFRGS não figura entre os 500 maiores do mundo. O 500º do ranking tem capacidade pouco maior: 17,08 teraflops.

Gráfico da Evolução

Fonte: Zero Hora Online
Data:28/9/2009

Biblioteca expressa

O anúncio do acordo entre o Google e a empresa On Demand Books vem gerando uma série de discussões nas últimas semanas. A primeira razão da polêmica é a abrangência da medida, que permite a impressão de 2 milhões de títulos que já são de domínio público dentro do acervo total de 10 milhões de obras que o gigante da internet tem digitalizadas.

Esse acordo foi anunciado às vésperas da decisão da Justiça norte-americana – marcada para 7 de outubro – sobre um processo movido contra o Google por empresas rivais, como Microsoft, Yahoo! e Amazon, que o acusam de violação de direitos autorais. Caso a Justiça dê ganho de causa ao Google, pelo menos mais 2 milhões de obras poderão estar integralmente disponíveis por meio do portal books.google.com.

O outro ponto que chama a atenção é o próprio funcionamento da impressora expressa, que permite ao usuário escolher a obra desejada e obtê-la impressa com capa dura (veja ao lado) em poucos minutos. Cada uma dessas máquinas custa cerca de US$ 100 mil.

Ainda há poucas unidades instaladas em livrarias e bibliotecas de cidades de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e Egito, mas a expectativa é de que o preço desses equipamentos caia à medida que a procura pelo serviço aumentar

Veja como é feito o processo de digitalização de livros pelo Google e como funciona a impressora expressa da On Demand Books.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 28/9/2009

Banco de Dados França-Brasil na internet

Agência FAPESP – O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo lançou no dia 24 a versão eletrônica do Banco de Dados França-Brasil “Mario Carelli” (BFB).

Agora podendo ser consultado pela internet, o BFB é um banco bibliográfico bilíngue sobre as relações culturais e científicas entre os dois países, com referências desde o século 16. Foi criado em 1987 na Casa das Ciências do Homem (MSH, da sigla em francês), por Mario Carelli, um dos maiores especialistas nas relações culturais França-Brasil.

A iniciativa teve o patrocínio dos ministérios do exterior francês e brasileiro e auxílio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Em 1988, a partir de um acordo de cooperação entre a MSH o IEA, o banco de dados foi instalado no Brasil. Para acolher e implementar o BFB, a reitoria da USP oficializou a criação do Núcleo de Pesquisa Brasil-França (Nupebraf), coordenado por Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Mais informações: www.iea.usp.br/bfb

Fonte: Agência FAPESP
Data: 28/9/2009

Edital destina R$ 5 milhões para incentivar a publicação de periódicos científicos

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) lançam Edital com o objetivo de apoiar e estimular a editoração e publicação de periódicos científicos brasileiros que abranjam todas as áreas do conhecimento. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos estimados em R$ 5 milhões, sendo 50% proveniente do CNPq e 50% da CAPES. As inscrições vão até 9 de novembro.

O proponente deve possuir titulo de doutor, ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, e ser obrigatoriamente coordenador de apenas um projeto.
É considerado prioritário o apoio às revistas divulgadas por meio eletrônico, na Internet com acesso aberto, ou de forma impressa/eletrônica simultaneamente. O prazo para a execução é de um ano.

O periódico deve ser mantido e editado por instituição, associação ou sociedade científica brasileira, sem fins lucrativos; estar disponível em indexadores relevantes e reconhecidos pela comunidade científica e tecnológica, além da base de dados SciELO; e/ou estar classificado no Qualis da CAPES; possuir abrangência nacional/internacional; ter mais de 80% de artigos científicos e/ou técnico-científicos publicados e gerados a partir de pesquisas originais; ter circulado de forma regular nos dois anos anteriores e representar, em relação a outros periódicos da mesma área, opção majoritária de publicações por autores brasileiros.

O editor deve ser bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ) ou bolsista de Produtividade em Pesquisa Tecnológica e Inovação (DT) do CNPq. As inscrições devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. Os resultados serão divulgados a partir do dia 23 de novembro.

Para saber mais consulte o Edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/016.htm.

Fonte: Portal da Capes
Data: 25/9/2009

Consultas ao 'Dr. Google' sobre doenças preocupam médicos

Automedicação e informações incorretas são os grandes riscos. Pesquisadora diz que surge um novo ator social, o 'paciente expert' .

Que a internet modificou todo o sistema de comunicação do planeta, todos sabem. Mas um detalhe está deixando alguns médicos em alerta: são os internautas que buscam informações na área da saúde e chegam aos consultórios com opiniões já formadas ou até se automedicam.

Para esses pacientes, o site de pesquisa da internet Google vira a autoridade 'Dr. Google'. Por outro lado, pesquisadores acreditam que a web também pode melhorar a relação do médico com o paciente.

Essa discussão é o tema da tese de doutorado da médica Helena Garbin, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp): “Se a informação sobre saúde e doença está acessível na internet, muitas vezes ela é incompleta, contraditória, incorreta ou até fraudulenta”, afirmou ela, que nomeia o novo ator social como 'paciente expert'. “Ele é um paciente que busca informações sobre diagnósticos, doenças, sintomas, medicamentos e tratamentos”.

De acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, órgão responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre o uso da internet no Brasil, 33 % do total de usuários buscam informações relacionadas à saúde.

“É um fenômeno importante e é sem volta. Não tem retorno, esse processo vai continuar”, ressaltou a médica. Ela citou dois pontos positivos em ser um ‘paciente expert’: primeiro, ele tem mais informação sobre o seu estado de saúde e, com isso, pode se tratar melhor. “Ele compreende por que fazer determinadas coisas e vai fazer com mais naturalidade”. O segundo ponto a favor é que o diálogo não é mais de cima pra baixo: “Não é mais o médico mandou, você obedece”, afirma Garbin.

Porém, os pontos negativos estão em maior quantidade: “Você pode ter pessoas arrogantes que exigem que o médico receite determinado remédio; tem paciente que fica aborrecido porque acha que sabe mais do que o médico; existe o risco do automedicamento; e existe o risco do autodiagnostico, quando a pessoa se trata de forma incorreta e pode até morrer”.

Dr. Google já assustou muita gente

A publicitária Clarissa Ferreira, de 28 anos, é freqüentadora do ‘Dr. Google’ confessa: “O 'Dr. Google' é o que há! Sempre consulto por curiosidade, antes de ir ao médico, porque sou muito ansiosa”. Para ela, as informações encontradas na internet são mais exageradas do que o que o médico fala.

E foi numa dessas que ela passou por um susto grande. Adepta da corrida, a publicitária teve uma lesão no pé, mas não sabia ainda o que era. “Quando peguei a ressonância, tinha lá escrito ‘medula óssea’. Entrei na internet e a pesquisa começou a dar ‘leucemia’, fiquei em pânico, comecei achar que tinha algo muito sério e não era nada disso, era só uma fratura na fíbula. Eu chorei e tudo”, confessou.

“Já tomei muitos sustos com o 'Dr. Google', mas eu continuo consultando, não confio somente no médico”, disse Clarissa.

A empresária Luciane Shimizu não vai ao médico sem antes ir à internet (Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal)
A consultora de Tecnologia da Informação (TI), Patrícia Shimizu, de 28 anos, contou que a irmã mais velha é outra viciada no 'Dr. Google': “Ela pesquisa tudo para todo mundo da família e tira as conclusões dela. Vai para o médico com toda a pesquisa feita na internet. Teve uma vez que ela me assustou muito, achando que a minha mãe estava com câncer de mama, e eu morava em outra cidade, sozinha. Fiquei com muita raiva. Para mim, não ajuda, eu me desespero sempre, não gosto nem de olhar exame”.

A irmã, a empresária Luciane Shimizu, se defende: “Eu pego qualquer resultado e já vou ver, palavra por palavra. Mas nunca me automedico. A internet me tranquiliza mais do que preocupa. Minha sogra está com um tumor, eu vi na internet que era benigno e ficamos mais calmos”.

Consultas médicas de hoje são mais curtas

A corretora de imóveis Ana Maria Parkinson Martins, de 67 anos, também já teve experiências boas e ruins com na busca por informação na área da saúde. Ela teve uma hérnia de disco e acabou descobrindo um médico, na internet, que falava de um novo tratamento, com uma agulha que fazia o disco crescer. Ana Maria pesquisou sobre o procedimento e chegou a mudar o plano de saúde para se consultar com o profissional. Não deu resultado.

“Um outro médico que eu fui depois disse que não ia adiantar nunca, porque além do disco tinha uma vértebra fora do lugar. Acabei operando e colocando parafuso”, afirmou ela.

“Eu não me automedico, mas descubro, nesses sites que tem fóruns, depoimentos de pessoas que têm o mesmo problema. Para isso é muito bom. Eu sinto que hoje em dia os médicos não têm interesse de pesquisar mais a fundo o que você tem. As consultas são muito rápidas, sinto que não tem mais aquele médico de antigamente que ia na sua casa, examinava você, hoje eles examinam seus exames”, contesta.

O curto tempo de consulta médica também preocupa a doutoranda Helena Garbin. “Esse é um problema grave. Com que tempo , com a estrutura sobrecarregada, você discute informação, diagnóstico, constrói um diálogo com o paciente? O médico de hoje tem uns cinco empregos, como ele ainda vai estudar e ficar na internet?”, indaga a doutoranda, alegando que a tendência, por conta disso, é as pessoas buscarem informações sobre saúde na internet. “Não é só a postura do médico que tem que mudar, é a estrutura da saúde”, afirmou.

Solução: orientações para uso de sites

André Pereira, médico e orientador da doutoranda Helena Garbin na Ensp, estuda a relação médico-paciente há 20 anos. Para ele, o grande perigo é que na internet não há controle na divulgação da informação.

“É um problema grave. O Pierre Lévy (filósofo francês e estudioso sobre a relação entre o virtual e o real) faz uma analogia entre a internet e o dilúvio da Arca de Noé. Estamos com a água já subindo e matando as informações. Temos que criar arcas, ou seja, lugares com informações boas e corretas. Nós vamos começar a fazer isso na Fiocruz, mas já temos pessoas realizando isso timidamente. São médicos que analisam sites e recomendam sites adequados, essa é a saída: criar orientações para uso de site”, afirmou.

Além dos profissionais, a idéia é que os pacientes também avaliem os sites, para que a linguagem seja acessível a todos. O laboratório de avaliação de sites da Fiocruz, segundo Pereira, deve funcionar até o fim de 2009.

Para Helena, a busca de informações ligadas à saúde na internet aproxima o médico do paciente, porque este passa a ter conhecimento para fazer perguntas e dialogar, o que, para ela, é importante: “Nos Estado Unidos e na Inglaterra isso está mais intenso. O governo tem um site para garantir que a informação seja de qualidade”, exemplifica.

Fonte: SIS.Saúde
Data:25/9/2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Docentes africanos criam livro sobre prática do aprendizado

A criação de um livro com 96 histórias pessoais sobre o aprendizado da leitura e da escrita é destaque do curso de formação em língua portuguesa e matemática para professores de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A coleção foi produzida entre 21 de julho e 14 de agosto, em Fortaleza, onde os educadores africanos fizeram o curso ministrado pelo Instituto UFC Virtual, da Universidade Federal do Ceará.

Yvanowik Dantas Valério, coordenador da formação, explica que depois de estudar como as crianças aprendem a ler e a escrever, os educadores relataram suas experiências e depois as escreveram. O conjunto das histórias formou um livreto que foi impresso pelo Instituto UFC Virtual e entregue aos professores.

Da oficina de leitura da canção, onde analisaram canções de seus países e do Brasil – textos e melodias – também surgiu um produto, diz o professor Yvanowik. A primeira idéia era criar canções, mas os professores não ficaram nisso. “Eles foram ao estúdio e gravaram um CD”, segundo o coordenador. O CD também foi reproduzido e levado para as escolas africanas onde eles lecionam. Criaram também jogos para o ensino da leitura, da escrita e de matemática, tendo por base a cultura dos países de origem.

Na avaliação do coordenador-geral de tecnologias da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Cláudio Fernando André, o curso motivou muito os professores dos cinco países. Ele destaca o contato dos docentes com a cultura brasileira, a oportunidade de conhecer outras experiências de ensino-aprendizagem, a observação de como acontece a aplicação do Acordo Ortográfico entre os países por eles representados e pelo Brasil. “Foi uma imersão não só nas atividades curriculares, mas, principalmente, na cultura brasileira”, de acordo com Cláudio André.

Integração – O Programa Linguagem das Letras e dos Números é uma ação governamental que faz parte do processo de integração do Brasil com os países africanos de língua portuguesa. A proposta é socializar informações, trocar experiências, oferecer materiais desenvolvidos nas escolas brasileiras para que cada país crie projetos próprios.

Os cursos foram ministrados por educadores das universidades federais do Ceará (UFCE) e do Rio Grande do Sul (URGS) e da estadual de Campinas (Unicamp), sob a coordenação é do Instituto UFC Virtual, da UFCE, com recursos dos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia. A formação compreende 192 horas, sendo 144 horas de estudos acadêmicos e 48 horas de atividades culturais.

Em outubro, um professor do Instituto UFC Virtual terá um encontro com os professores em Cabo Verde para planejamento de atividades e em julho e agosto de 2010acontecerá, também em Cabo Verde, a última parte da formação presencial.

Fonte: Portal do MEC
Data:25/9/2009

Livro marca 50 anos da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP)

Lançamento aconteceu durante o XXI Congresso Brasileiro de Paleontologia, que aconteceu na última semana, em Belém

Segundo o presidente da SBP, João Carlos Coimbra, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pequenos encontros comemorativos em várias regiões do país e o lançamento de um calendário marcaram o aniversário no ano passado. "Mas, como o nosso evento máximo, o Congresso Brasileiro de Paleontologia, ocorre somente em anos ímpares, o lançamento do livro dos 50 anos ficou para este ano", informou Coimbra, por e-mail.

O livro, com 113 páginas, é uma edição especial do Boletim Paleontologia em Destaque, informativo da SBP. A obra foi editada pelas paleontólogas Carla Bender Kotzian, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Ana Maria Ribeiro, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Elas são, respectivamente, diretora de publicações e vice-presidente da SBP.

A publicação propõe-se a reconstruir parte da história da paleontologia brasileira, reunindo depoimentos dos professores Irajá Daminiani Pinto, Maria Eugênia Marchesini Santos, Sérgio Mezzalira e Setembrino Petri. Os quatro paleontólogos figuram entre os 42 profissionais e pesquisadores que fundaram a SBP, em 1958.

Leia a matéria completa.

Fonte: Jornal da Ciência E-mail 3885
Data: 24/9/2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Feira do Livro Infantil

O Jardim Botânico (Rua Dr. Salvador França, 1.427) será sede da 3ª Feira do Livro Infantil, de 8 a 12 de outubro, das 10h às 18h. O ingresso é a doação de um livro infantil. Na última edição, 25 mil pessoas visitaram o evento. As doações de livros obtidas nos dois primeiros anos da feira permitiram a criação de 50 minibibliotecas em escolas comunitárias.

Fonte: Zero Hora Online
Data:24/9/2009

Carlos Urbim foi eleito o patrono da 55ª edição da Feira do Livro

O novo patrono da Feira do Livro de Porto Alegre é um guri de 61 anos. Jornalista de formação e um dos mais respeitados autores para crianças do Estado, Carlos Urbim, autor de clássicos para a petizada, como Um Guri Daltônico e Uma Graça de Traça, é o homenageado da Feira do Livro de Porto Alegre, que vai de 30 de outubro a 15 de novembro.

Discípulo assumido de Mario Quintana, o novo patrono é conhecido tanto por seu temperamento afável e generoso quanto por suas obras marcadas por um olhar infantil de inocência mesclada com poesia.

– Esse olhar dos meus livros ainda é o olhar do guri que eu fui lá em Livramento – definiu o patrono, que se mudou para Porto Alegre aos 18 anos, para cursar jornalismo.

Os dois últimos patronos, Charles Kiefer e Antônio Hohlfeldt, também têm obras voltadas para crianças e jovens. A diferença é que Urbim é um escritor conhecido e reconhecido principalmente por sua obra infantil e juvenil – algo que não ocorria desde a escolha de Maria Dinorah, em 1989.

Urbim foi eleito dentre cinco indicados, que incluíam ainda Airton Ortiz, Luís Augusto Fischer, Juremir Machado da Silva e Regina Zilberman. A escolha vem em um ano que ele próprio considera significativo: o dos 25 anos de sua estreia na literatura, com Um Guri Daltônico, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre em 1984. Até hoje, é uma de suas obras mais conhecidas, e vai ganhar nova edição na Feira deste ano, com ilustrações em mosaico da artista plástica Cláudia Sperb.

– Eu me tornei escritor depois que virei pai de dois guris, chegava em casa da redação e ficava contando histórias – lembrou ontem, durante a solenidade oficial, na qual recebeu o troféu das mãos do patrono 2008, Charles Kiefer.

Como jornalista, Urbim passou pelas redações da Folha da Manhã, Istoé, Diário do Sul e Zero Hora. Também é roteirista de televisão e coordenou a pesquisa e a redação de especiais da RBS TV, como Rio Grande do Sul: Um Século de História e Os Farrapos, trabalhos mais tarde reunidos em livro.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 24/9/2009

Google lança sistema de comentários universal Sidewiki

O Google anunciou o lançamento da ferramenta Sidewiki, na quarta-feira (23), em seu blog oficial.

Trata-se de uma barra lateral que aparece em qualquer site, pela qual se pode fazer e ler comentários a respeito da página lida.

"Esteja você pesquisando sobre conselhos para evitar doenças cardíacas ou procurando museus para visitar em Nova York, muitas outras pessoas já o fizeram também", aponta o Google. "E elas poderiam acrescentar o próprio conhecimento pelo caminho".


Ferramenta do Google permite fazer notas e apontamentos, à medida que o internauta navega por páginas

Uma inovação na qual a empresa afirma ter especialmente se esforçado no desenvolvimento foi para atribuir pontuações aos comentários e aos usuários, de modo que apareçam em destaque as anotações mais úteis possíveis em cada página --e não simplesmente as últimas.

Outro ponto chamativo é que os seus comentários não vão aparecer somente no endereço em que você os colocou. "Por exemplo, um comentário sobre um discurso do presidente [dos EUA Barack] Obama vai aparecer em todas as páginas que incluam a mesma citação", explica o Google.

Falta o Chrome

A ferramenta pode ser utilizada como plugin no Google Toolbar [barra de ferramentas], aplicável aos navegadores Firefox e Internet Explorer. Ironicamente, ainda não é possível utilizá-la no Chrome, o próprio navegador do Google.

O site "TechCrunch" observou que ferramentas de outras empresas com funções similares já foram lançadas anteriormente, como o Kutano, em março.

Mais do que isso: a ideia de espalhar anotações pelos sites já circulava até há uma década, diz o jornal "The New York Times". "Nos tempos da Web 1.0, uma pequena empresa chamada 'Terceira Voz' permitia que as pessoas colocassem comentários sem moderação pelos sites". Depois de causar certa agitação em 1999, a empresa acabou fechando em 2001, lembra o periódico norte-americano.

Uma diferença relevante a mais no caso desta nova ferramenta, segundo o "The New York Times", será a ampla distribuição do Google Sidewiki, considerando que o Toolbar já é utilizado por milhões de pessoas.

Fonte: Folha Online
Data:24/9/2009

Lei só protege governo da violação em bancos de dados, diz advogada

No Brasil, acesso a banco privado não colocaria ninguém na cadeia.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para punir criminalmente aquele que acessar dados pessoais armazenados em sistemas informatizados -- exceto se o sistema em questão for do governo. Ainda assim, obter e vender informações são atos criminosos comuns: um “cadastro completo”, com todas as informações pessoais de um cidadão, pode ser vendido por R$ 0,90 a R$ 3,30 no mercado negro brasileiro. As vítimas podem até ser indenizadas, mas ninguém responde criminalmente por esse ato.

Com isso, “qualquer acesso a informação de terceiros constante em um banco de dados, bem como a sua divulgação, fornecimento, distribuição e comercialização, se não autorizada, é passível de indenização por danos materiais e morais”, explica a advogada Laine Moraes Souza. O Código de Defesa Consumidor também pode ser acionado, e empresas que não protegerem os dados de seus clientes adequadamente podem ser obrigadas a indenizar as vítimas pelos danos.

Porém, acessar um banco de dados sem autorização não configura um crime, isto é, não poderia colocar ninguém na cadeia. “Não há no Brasil a tipificação de crime resguardando o banco de dados, proibindo adquirir, acessar, modificar, distribuir, vender ou disponibilizar banco de dados de terceiro, sem a devida autorização”, diz a advogada.

Em outros países, como Estados Unidos, a história já é diferente. Recentemente, por exemplo, o hacker norte-americano Albert Gonzales assumiu ter invadido bancos de dados e roubado informações financeiras. Ele pode pegar de 15 a 25 anos de prisão em seu país. Gonzales não teria cometido crime algum, no entanto, apenas ao acessar e distribuir as informações.

Caso a caso

Souza ainda explica que a violação dos dados pode ser crime em alguns casos, mas, para isso, o indivíduo terá de se aproveitar das informações, como no caso dos crimes de estelionato e “furto mediante fraude”. No Código Penal há ainda um crime de “divulgação de segredo”, mas este só se aplica a quem detém a informação, não sendo aplicável no caso de uma invasão ao banco de dados. Isso porque o hacker não é o dono da informação obtida.

A lei brasileira protege apenas as informações armazenadas em bancos de dados do governo. Nesse caso, distribuir ou alterar os dados é crime. Apenas adquiri-los, porém, não é.

O projeto de lei sobre crimes de informática relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) visa fechar esse “buraco” na legislação. Mas o projeto, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados, foi duramente criticado até mesmo pelo presidente Lula. Especula-se que ele seja arquivado devido ao que especialistas do Direito veem como problemas de redação, e que a carência legislativa permaneça.

O dilema de especialistas: como relatar a exposição de dados
O programador conhecido na web como K-Max foi recentemente indiciado por divulgar na web dados de clientes da Telefônica. Em nota divulgada à imprensa, K-Max informa que seu objetivo ao mostrar a brecha para um jornal não era causar danos, mas alertar a operadora sobre o problema para que o mesmo fosse solucionado.

Para Souza, K-Max não cometeu o crime do qual está sendo acusado – “divulgação de segredo” – porque não era o detentor das informações, e o banco de dados não é “documento particular ou correspondência” – critério necessário para o enquadramento nesse crime. “Como” divulgar uma brecha é um dilema constante para especialistas que as encontram.

Um especialista ouvido pelo G1, que prefere não ser identificado, teve o mesmo problema, ao tentar entrar em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para relatar uma falha no site da agência.

Cautela

Um pacote contendo 300 cadastros com “informações completas” – como RG, CPF e endereço – custa cerca de R$ 280, ou cerca de R$ 0,90 por cadastro, segundo a fonte anônima. O valor pode chegar até R$ 3,30 por cadastro.

Não há muito que os consumidores podem fazer, exceto tomar cuidados básicos com a segurança do computador e evitar ceder informações, principalmente a quem oferecer serviços na rua.

Em uma conversa pela web com um programador, este colunista foi certa vez confrontado com todas as suas informações pessoais – endereço, telefone, RG, CPF, data de nascimento e nome completo dos membros da família. O indivíduo advertiu que, para encontrar essas informações, basta um nome completo. “Você deveria pelo menos usar um pseudônimo”, sugeriu ele.

Na Califórnia, nos EUA, uma lei estadual obriga todas as empresas a avisarem os cidadãos que tiverem seus dados pessoais comprometidos por roubo de informações, seja por invasão a bancos de dados ou mídias de armazenamento extraviadas. No Brasil, não existe nada próximo disso.

Prejuízos

Nos Estados Unidos, roubo de identidade gerou um prejuízo total de US$48 bilhões em 2008, segundo um levantamento anual da Javelin Strategy & Research publicado em fevereiro deste ano. Quase dez milhões de norte-americanos foram vítimas de fraude.

Criminosos podem usar as informações roubadas para criar contas bancárias falsas. No Brasil, os chamados “laranjas” usam essas contas para receber o dinheiro das vítimas de fraude online, que foram infectadas por vírus.

De onde parte essa informação, difícil de descobrir – não há, no Brasil, uma preocupação com a proteção dos bancos de dados, que se reflete na falta de legislação penal.

“Enquanto a sociedade não perceber a importância do banco de dados e começar a cobrar meios legais para protegê-lo, continuaremos vulneráveis às mazelas advindas da sociedade da informação, sofrendo agressões a nossos direitos fundamentais sem meio de nos defender”, afirma a advogada Laine Souza.

Fonte: Globo.com
Data: 24/9/2009

Projeto de Atualização do Portal de Periódicos é apresentado na Finlândia

Integrantes do Projeto de Atualização Funcional e Tecnológica do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), participaram, nos dias 6 e 9 de setembro, do IGeLU Conference 2009. O evento aconteceu em Helsinki, na Finlândia, e contou com a participação dos técnicos da Capes Ronan Moraes e Gustavo Portella.

O IGeLU é uma organização formada por bibliotecas e por instituições usuárias dos produtos da empresa israelense ExLibris. Ela reúne mais de 150 integrantes de 26 países. A partir deste ano, a o Portal de Periódicos também passou a integrar a IGeLU.

Durante a Conferência, foi apresentada a comunicação Clustering MetaLib at Brazilian Government Portal. Além de Gustavo Portella e Ronan Moraes, o paper foi assinado por Rodolfo Luz, gerente de projetos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), instituição parceira da Capes no Projeto. A comunicação descreve os procedimentos técnicos adotados na implantação de uma ferramenta de busca integrada ao acervo do Portal de Periódicos.


Técnicos da Capes apresentam novidades para o Portal (Foto: Portal de Periódicos)

Para desenvolver essa ferramenta, a Capes utilizou os programas Metalib e SFX, da ExLibris. O processo de adaptação desses produtos ao contexto brasileiro e às necessidades da Capes foram abordados durante a conferência. “Na ocasião, explicamos as dificuldades encontradas e algumas estratégias utilizadas. Trocamos experiências com representantes da Alemanha e Portugal, que possuem projetos significativos e que utilizam algumas ferramentas em comum com a Capes”, explicou Portella.

Acesse a página da Conferência.

Atualização
O Projeto de Atualização do Portal de Periódicos desenvolve soluções para facilitar a consulta e a gestão das informações científicas disponíveis no Portal. Além da busca integrada, o Projeto vai melhorar a gestão dos contratos entre a Capes e os editores internacionais e o acesso às estatísticas de uso do Portal. Também será desenvolvido um novo layout para o site e a possibilidade de acesso personalizado às notícias da página, de acordo com a área de interesse do usuário.

Fonte:Portal da Capes
Data:23/9/2009

Estado atual do universo dos e-books...

Uma representação interessante do estado atual em que se encontra o mercado dos e-books.



Leia a matéria completa em TechFlash

Fonte: A informação
Data: 24/9/2009

IFLA: 10 maneiras de fazer funcionar uma Biblioteca Pública

A Seção de Bibliotecas Públicas da IFLA publicou recentemente recomendações que vêm complementar o Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas de 1994. Com o título 10 ways to make a public library work / Update your libraries são apontados caminhos para colocar os serviços da biblioteca pública no século XXI, através do recurso às novas tecnologias.

As recomendações assinalam o importante papel da biblioteca no universo digital em constante mudança.

Sublinham a necessidade de criar uma sabedoria global – World Wide Wisdom –, conhecimento e entendimento capazes de transpor barreiras ao diálogo entre diferentes culturas. Defendem que o bibliotecário deve actuar enquanto educador e formador da comunidade, e não apenas como guardião do conhecimento.

É sustentada a necessidade de fazer da biblioteca pública um espaço de encontro da comunidade, no qual coexistam os papéis de biblioteca, arquivo, museu e centro de cultura, criando a “biblioteca combinada”.

Acesse ao texto integral do documento: 10 ways to make a public library work / Update your libraries (pdf | inglês).

Fonte: A Informação
Data: 22/9/2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Livros expressos



GOOGLE FAZ ACORDO COM EMPRESA PARA IMPRESSÃO DE OBRAS ONLINE

Nem todo mundo gosta de ler livros na tela do computador ou de aparelhos de e-books. Apostando no potencial desse público, o Google fez um acordo com a empresa On Demand Books para imprimir o acervo de 2 milhões de livros de domínio público que o gigante da internet digitalizou nos últimos cinco anos.

Livros com até 300 páginas deverão ficar prontos em menos de cinco minutos, prometem as empresas, e o preço sugerido para cada título é de US$ 8. As impressoras expressas já existem há alguns anos, mas seu uso ainda é restrito. Há pouco mais de uma dezena de máquinas em países como Canadá e EUA, mas a expectativa é de que a oferta cresça agora.

Caso a Justiça norte-americana aprove acordo firmado entre o Google e editoras para digitalizar livros fora de catálogo, o novo serviço poderá ter uma abrangência maior, oferecendo obras raras. Empresas rivais como Yahoo!, Microsoft e Amazon contestam o acordo. O Departamento de Justiça dos EUA também se posicionou contra, mas uma decisão sobre o caso só deverá sair em outubro.

Fonte: Zero Hora
Data:23/9/2009

Pesquisadores brasileiros recebem Prêmio Scopus 2009

A Editora Elsevier, com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), realiza a quarta edição do Prêmio Scopus Brasil, que vai consagrar pesquisadores brasileiros com significativa produção científica. A cerimônia de entrega será realizada no dia 28 de setembro, a partir das 20h, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, serão contemplados 16 pesquisadores brasileiros. Os vencedores do Prêmio foram selecionados de acordo com sua produção científica, traduzida pelo número de artigos publicados e indexados na base Scopus, pelo número de citações feitas por outros pesquisadores, pelo índice H, e pelo número de orientandos de cada pesquisador, de acordo com o Currículo Lattes. O Prêmio Scopus acontece também em outros países da América Latina, como forma de homenagear representantes das diversas comunidades científicas.

Scopus
O Scopus contém resumos e referências de mais de 18 mil títulos científicos, técnicos e médicos de 5 mil editoras, garantindo ampla cobertura interdisciplinar e internacional. O Scopus também integra buscas em patentes e 435 milhões de páginas de conteúdo científico da internet. A ferramenta permite análise de citações de todos os artigos e informações detalhadas dos os autores, incluindo o índice H, sendo utilizada para estudos bibliométricos e avaliações de produção científica. Para mais informações visite www.info.scopus.com.

Editora
A Elsevier é uma das mais antigas editoras do mundo, líder global em publicações de saúde, ciência e tecnologia. Com sede em Amsterdam, na Holanda, a editora possui mais de 7 mil funcionários em 77 escritórios de 24 países, atendendo a uma comunidade de 30 milhões de cientistas, estudantes e profissionais de informação e saúde em todo o mundo. A Elsevier publica mais de 2 mil periódicos e 1.900 novos livros por ano e oferece produtos eletrônicos como o ScienceDirect e o Scopus. Para mais informações acesse www.elsevier.com.

Confira, abaixo, os 16 pesquisadores brasileiros contemplados.

Luiz Henrique Capparelli Mattoso - Embrapa
Philip Martin Fearnside - INPA
Ado Jorio de Vasconcelos - UFMG
Carlos Ricardo Soccol - UFPR
Diogo Onofre Gomes de Souza - UFRGS
Martin Schmal - UFRJ
Rosendo Augusto Yunes - UFSC
Paulo Roberto Cecon - UFV
Rui Curi - USP
Olacio Dietzsch - USP
Ohara Augusto - USP
Berenice Bilharinho Mendonça - USP
Walter Colli - USP
Hernan Chaimovich Guralnik - USP
Shirley Schreier - USP
José Carlos Costa da Silva Pinto - UFRJ

Fonte: Portal da Capes
Data: 23/9/2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Deak, o paleoartista

Viktor Deak reúne talentos próprios de um artista renascentista. Ele conhece com maestria a anatomia humana, as técnicas de modelagem e do desenho. Sua vantagem sobre os mestres do passado é o domínio da computação gráfica. A combinação de habilidade, conhecimento e equipamento fez com que Deak se tornasse, aos 32 anos, o mais respeitado paleoartista em atividade.

O paleoartista é um especialista em recriar representações de espécies extintas, sobretudo aquelas aparentadas ao homem moderno na árvore da evolução. Deak é o autor de boa parte dos hominídeos expostos na sala Origens Humanas, do Museu Americano de História Natural, em Nova York. Assina também um mural de 24 metros exibido na mostra Legado de Lucy.

O esqueleto incompleto dessa fêmea Australopithecus afarensis que viveu há 3,2 milhões de anos, descoberto em 1974, na Etiópia, constitui o achado fóssil mais famoso da paleontologia. Os ossos revelam que essa diminuta fêmea já andava ereta, sobre duas pernas, apesar de, nos demais aspectos fisiológicos, ser mais parecida com o macaco do que com o homem. Imenso, o painel, que circula atualmente por cidades americanas, faz uma síntese imagética de 6 milhões de anos da evolução do homem.

As reconstruções de espécies extintas estão para a antropologia como os grandes telescópios estão para a cosmologia: abrem janelas para o passado longínquo. A paleoarte floresceu em meados do século XIX. Nessa época, entre as ossadas de dinossauros, peixes cascudos e mamíferos extintos, uma em particular intrigou os naturalistas: parte do esqueleto de um homem primitivo, encontrada no Vale de Neander, na Alemanha, em 1856. O estudo desse fóssil, catalogado como Homo neanderthalensis, ou homem de Neandertal, que viveu na Ásia e na Europa entre 250 000 e 28 000 anos atrás, marcou o nascimento de um ramo da ciência: a paleoantropologia - e, por tabela, o florescimento da arte de reconstruir hominídeos.

Deak, húngaro radicado em Nova York, ocupa o topo da cadeia evolutiva dos paleoartistas. "Suas recons-truções unem criatividade e conhecimento científico na dose certa", disse a VEJA Ian Tattersall, curador da divisão de antropologia do Museu Americano de História Natural.

O paleoartista também pratica ioga, ciclismo, corrida e levantamento de peso. A atividade não é uma forma de quebrar a rotina sedentária de horas diante do computador. Ele acredita que fazer exercícios físicos pode ser ilustrativo sob o ponto de vista anatômico. "Eles me ajudam a compreender a mecânica do corpo humano, algo que preciso levar em conta quando faço uma reconstrução", conta. Qual o sonho de Deak? Construir figuras tão realistas que convençam o observador, ainda que por segundos, de que o ser representado está vivo. "O grande truque é fazer de minhas imagens uma espécie de máquina do tempo, que traga nossos ancestrais até nossos dias", diz. Talvez esse objetivo não esteja tão distante.

Fonte: Veja.com
Data: 20/9/2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nova chance aos livros digitais

Os e-books, ou livros eletrônicos, ainda buscam aceitação massiva do mercado. O aparelho mais popular para leitura nesse formato, por hora, é o Kindle, da Amazon, vendido apenas online nos Estados Unidos por US$ 299 (cerca de R$ 540). No final de agosto, a Sony decidiu entrar com mais força nesse segmento lançando o seu novo leitor de e-books, o Touch Edition, que está à venda no mercado norte-americano – inclusive em lojas físicas – também por US$ 299.

– A indústria de e-books ainda não se tornou popular. O nosso foco é oferecer mais recursos. Precisamos agregar valor ao produto – afirma o presidente da Divisão de Negócios de Leitura Digital da Sony, Steve Haber.

Mas, apesar dos esforços da companhia, alguns analistas de tecnologia identificam deficiências no produto da Sony. Uma delas é que, diferentemente do Kindle, o Touch Edition não tem conexão sem fio à internet. Isso significa que, para fazer download de um livro de uma loja online, é preciso conectar o aparelho a um computador.

O leitor de e-books da Sony também não consegue acessar revistas ou jornais online, e a empresa ainda precisa desenvolver uma versão de seu software de leitura para outros dispositivos, como o iPhone, da Apple. Segundo Haber, a Sony está ciente dessas limitações e trabalha no aperfeiçoamento desses pontos.

Para Sarah Epps, analista da empresa de pesquisa Forrester Research, as declarações de Haber confirmam as especulações de que o Touch Edition é apenas parte de uma suíte de produtos para leitura digital que a empresa está desenvolvendo. Conforme a analista, é provável que a Sony lance um novo dispositivo desse tipo, desta vez com acesso sem fio à web, ainda este ano.

Conheça os recursos do novo leitor de e-books da Sony, o Touch Edition

Fonte: Zero Hora Online
Data:21/9/2009

Taxa de analfabetismo recua pouco no país

Índice caiu de 9,9% para 9,8% entre 2007 e 2008; em números absolutos, total de analfabetos adultos subiu de 14,14 mi para 14,25 mi. Entre os dados positivos, IBGE registrou queda no percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, que recuou de 17,9% para 15,9%

Nos indicadores da educação, um dado do IBGE destoa das boas notícias econômicas: a taxa de analfabetismo recuou só 0,1 ponto percentual na comparação entre 2007 e 2008. Os dados mostram que chegou até mesmo a haver um pequeno aumento no número absoluto de analfabetos adultos, que passou de 14,136 milhões para 14,247 milhões, mas, como a população de 15 anos ou mais aumentou, a taxa acabou caindo 0,1 ponto.

Em compensação, a pesquisa registrou avanço em uma taxa que há cinco anos dava sinais preocupantes de estagnação: o percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, que caiu de 17,9% para 15,9%.

Analisando a série histórica da taxa de analfabetismo, se percebe que o Brasil não consegue mais reduzi-la no mesmo ritmo da década passada. De 1992 a 1999, a proporção de adultos analfabetos caiu de 17,2% para 13,3%, redução de 3,9 pontos percentuais em sete anos. De 2001 para 2008, o recuo foi menor: 2,5 pontos percentuais, de 12,3% para 9,8%.

Um dos maiores entraves para a redução do analfabetismo é que ele se concentra nas populações mais velhas, já que entre 15 e 24 anos, o percentual de analfabetos é de apenas 2,2%.

Como os idosos estão vivendo mais, a redução do analfabetismo entre crianças tem tido impacto menor na taxa total. Outra explicação para essa queda lenta é que, apesar das campanhas lançadas pelo governo para reduzir o analfabetismo adulto, os programas não conseguem atrair para a sala de aula essa população mais velha. Prova disso é que a Pnad mostra que apenas 3% dos analfabetos diziam estar frequentando uma sala de aula em 2008.

Bolsa Família

O ministro da Educação, Fernando Haddad, comemorou os resultados de aumento da escolarização divulgado pelo IBGE, mas reconheceu que os dados de analfabetismo preocupam.

"Precisaremos analisar melhor a Pnad para entender por que houve esse aumento no número absoluto de analfabetos. Por se tratar de uma pesquisa amostral, não se pode descartar que isso seja resultado de algum ajuste estatístico. Não dá para entender como o número de analfabetos aumenta na população de 25 anos ou mais se os dados mostram que as gerações mais jovens têm taxa bem menor", afirmou Haddad.

No caso da queda na taxa de jovens fora da escola, Haddad comemorou a notícia porque, segundo ele, esse segmento populacional é o mais difícil de ser atraído para a escola. "No caso dos jovens, não basta construir escolas. É preciso torná-la atraente, e os dados indicam um movimento positivo de volta à sala de aula."

Ele também disse que pode haver relação entre a ampliação do Bolsa Família e o aumento de matrículas entre os jovens de 15 a 17 anos. Em março do ano passado, as famílias inscritas no programa federal passaram a receber R$ 33 por filho dentro dessa faixa etária matriculado na rede de ensino. O benefício é válido por até dois jovens por família.

"O Bolsa Família, tendo sido estendido para a faixa de 15 a 17 anos, pode ter repercutido na melhoria do atendimento. O aluno volta à escola porque, caso contrário, perde o benefício", afirmou o ministro. (Colaborou Larissa Guimarães)
(Folha de SP, 19/9)

Fonte:Jornal da Ciência e-mail 3852
Data: 21/9/2009

Avô do T-Rex muda teoria evolutiva

O crânio do recém descoberto Raptorex quase desaparece ao lado da cabeça de um T-Rex adulto.

Fóssil de 125 milhões de anos encontrado na China possui estrutura exata do T-Rex e muda a teoria evolutiva do dinossauro.

Com cerca de três metros, medidos da ponta da cauda até a cabeça, e pesando o mesmo que um adulto humano, ele recebeu o nome de Raptorex - e surpreendeu paleontologistas por se tratar de uma versão em miniatura do gigante Tyrannosaurus rex.

Durante anos, cientistas acreditaram que os temidos T-Rex tivessem surgido a partir de outros grandes predadores – um dos fortes candidatos era o Allosaurus, de tamanho parecido e que vivera 50 milhões de anos antes do tiranossauro.

Mas a existência Raptorex muda tudo isso, pois o fóssil encontrado no nordeste da China possui um design praticamente idêntico ao do tiranossauro, mas em uma escala cem vezes menor - o que significa que, em milhões de anos de evolução, o animal aumentou seu tamanho mas não sua estrtura básica.

Com as mesmas carcaterísticas do grande predador, o Raptorex é uma versão em miniatura de seu descendente famoso.(Todd Marshall/University og Chicago)

O pequeno ancestral possui todas as características que tornaram o T-Rex famoso: uma cabeça grande demais se comparada ao corpo, os braços pequenos e os pés aptos para correr. Seu cérebro também possui bulbos olfativos bastante grandes, indicando que, assim como o T-Rex, seu olfato era bastante desenvolvido.

Se hoje o grande predador tem fama mundial, especialmente por aparições em filmes como Parque dos Dinossauros, há cerca de 90 milhões de anos, quando surgiu, o T-Rex era ainda mais conhecido. Um dos maiores predadores jurássicos, ele dominou seu nicho ecológico tanto na Ásia como na América do Norte até a grande extinção que, há cerca de 65 milhões de anos, exterminou todos os dinossauros do planeta.

A descoberta descrita na Science online tem como principal autor o paleontologista Paul Sereno, da Universidade de Chicago. Foi ele quem obteve acesso à ossada, encontrada há muitos anos nos sendimentos de um antigo lago no nordeste da China e vendida diretamente para um colecionador. O homem que comprou o fóssil, um oftalmologista de Massachussets chamado Henry Kriegstein, eventualmente acabou procurando Sereno e seus colegas.

Após concluir mais alguns estudos, os pesquisadores americanos pretendem devolver a peça a um museu na Mongólia, em local próximo do qual a ossada foi encontrada. (Paul Sereno/University of Chicago)

O crânio do recém descoberto Raptorex quase desaparece ao lado da cabeça de um T-Rex adulto

Fonte: Abril.com
Data: 21/9/2009

Capes realiza solenidade de entrega do Prêmio Thomson Reuters

No dia 17 de setembro, representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Thomson Reuters se reuniram na sede da Capes, em Brasília, para a entrega do Prêmio Thomson Reuters de Produtividade de Impacto Científico, que reconhece pesquisadores vinculados a instituições brasileiras, autores dos artigos mais citados nos últimos cinco anos, segundo a análise bibliométrica do Thomson Reuters High Impact Papers.

Também foi premiado o autor do melhor trabalho na área de Bibliometria e Cienciometria e o bibliotecário que mais se destacou na divulgação do Portal de Periódicos e da base Web of Science em sua instituição.

Durante a solenidade, Jorge Guimarães, presidente da Capes, lembrou a forte parceria entre a agência e a Thomson Reuters para o desenvolvimento da ciência brasileira, iniciada na década de 1990."Hoje, temos o prazer de conceder essa premiação a alguns de nossos pesquisadores. Quero parabenizar os agraciados e dizer que continuaremos com a parceria para concessão deste prêmio que vai, novamente, reconhecer nossos estudantes e a sociedade".

O vice-presidente executivo da Thomson Reuters, Keith MacGregor, além de reforçar a parceria, apresentou as principais ações da instituição. Mostrou ainda dados sobre o crescimento da produtividade e da visibilidade da ciência brasileira no cenário internacional.

Além do presidente da Capes e do vice-presidente da Thomson Reuters, estavam presentes na solenidade o diretor de Programas e Bolsas no País da Capes, Emídio Cantídio de Oliveira Filho; a diretora de Gestão da Capes, Denise Menezes Neddermeyer; a coordenadora geral do Portal de Periódicos, Elenara Chaves Edler de Almeida; reitores e dirigentes de instituições usuárias do Portal de Periódicos e outros convidados.

Premiados
Na categoria de Ciências Puras, recebeu o prêmio Jairton Dupont, autor do artigo Ionic liquid (molten salt) phase organometallic catalysis, publicado no periódico Chemical Reviews. O premiado na categoria Ciências Sociais foi o autor do artigo Is obesity replacing or adding to under-nutrition? Evidence from different social clases in Brazil, publicado no periódico Public Health Nutrition, Carlos Augusto Monteiro. Na categoria Artes e Humanidades, destacou-se Peter Henry Fry, autor do artigo Politics, nationality, and the meanings of "race" in Brazil, publicado no periódico Daedalus.

Considerado o melhor trabalho na área de Bibliometria e Cienciometria, Pablo Diniz Batista recebeu o prêmio pelo artigo Is it possible to compare researchers with different scientific interests?, publicado no periódico Scientometrics.

Finalizando a premiação, Jane Rodrigues Guirado, foi condecorada pela eficiente divulgação do Portal de Periódicos e da base de dados Web of Science.

Fonte: Portal da Capes
Data:18/9/2009

Mais de 600 mil passaram pela Bienal do Livro no Rio

Recorde de público aconteceu no sábado, quando 100 mil passaram por lá.
Foram vendidos 2,45 milhões de livros e faturamento foi de R$ 15 milhões.

Cerca de 640 mil pessoas passaram pela XIV Bienal do Livro no Rio. Segundo a organização, ao longo dos 11 dias de evento, foram vendidos 2, 45 milhões de livros, representando um faturamento de mais de R$ 51 milhões.

O número de visitantes estava dentro do estimado pelos organizadores. O recorde de público aconteceu no sábado (19), quando 100 mil pessoas passaram pelo RioCentro. O evento reuniu mais de cem autores brasileiros e 18 internacionais.

Mais famílais e menos escolas

Ainda segundo a organização, nesta edição houve um aumento de público de bilheteria e uma pequena redução nas visitas escolares em relação à edição anterior. Este ano foram 120 mil estudantes em visitação escolar e 520 pessoas em visitação espontânea.

“Tivemos sessões concorridas, filas para senhas e a capacidade dos espaços completamente preenchida na maioria das sessões”, afirmou Roberto Feith, vice-presidente do Sindicato Nacional das Editoras de Livros, que credita a segmentação dos espaços e a reorganização da grade como elementos dos resultados positivos.

Fonte: Globo.com
Data: 20/9/2009

Governo dos EUA é contra acordo para Google publicar livros online

Parecer do departamento de Justiça americano faz ressalvas a proposta da empresa de internet.

O departamento de Justiça do governo americano pediu que um tribunal federal em Nova York rejeite um acordo que permite que a empresa Google publique milhões de livros na internet.

Segundo um parecer do departamento americano de Justiça, o acordo tem sérios problemas de direitos autorais e deveria ser vetado pelo tribunal, mas as negociações sobre o assunto deveriam continuar. A decisão será tomada no começo de outubro.

Inicialmente, o Google havia anunciado um projeto para publicar na internet milhões de livros que estão fora de catálogo, mas a empresa foi processada em 2005 pelas associações de autores e de editores dos Estados Unidos.

Em outubro de 2008, a empresa e as associações fecharam um acordo. Pela proposta, o Google criaria um registro geral de autores cujas obras seriam publicadas e um fundo de US$ 125 milhões para recompensá-los.

O acordo está sendo contestado por empresas rivais do Google, como Microsoft, Amazon e Yahoo.

Competição

O departamento de Justiça dos Estados Unidos diz que o acordo gera "preocupações legais significativas".

O governo argumenta que o acordo daria ao Google propriedade de direitos autorais no caso de obras onde o autor não fosse encontrado. Além disso, a proposta não protegeria estrangeiros detentores de direitos autorais, levaria a uma distorção de preços e afetaria outros competidores no mercado, segundo o parecer do governo.

"(O tribunal) deveria rejeitar o acordo proposto na sua forma atual e incentivar que as partes continuem negociando para modificá-lo", afirma o parecer do departamento de Justiça sobre o assunto.


O Google afirma que, com o negócio, os leitores teriam acesso a vários livros que estão esgotados há anos. (Da BBC)

Fonte: Globo.com
Data:19/9/2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Domicílios brasileiros conectados à web chegam a 13,7 milhões em 2008

Acesso é maior no Sudeste, onde 31,5% das residências têm internet.
Pesquisa também mostra que 82,1% dos domicílios do país têm telefones.

O número de domicílios brasileiros com acesso à internet cresceu de 11,1 milhões em 2007 para 13,7 milhões em 2008. Em números relativos, 20% dos domicílios estavam conectados em 2007, contra 23,8% no ano seguinte.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 e 2008, que traz indicadores socioeconômicos do país, segundo pesquisas que foram realizadas em setembro de cada um dos anos. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira (18), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Das 57,6 milhões de residências contabilizadas no país em 2008, 17,95 milhões (31,2%) possuíam computadores, sendo que mais da metade deles estava no sudeste (10,2 milhões; 7,98 milhões com acesso à web). A porcentagem de domicílios conectados no Sudeste é de 31,5%, seguida pela região Sul (2,5 milhões; 28,6%), Centro-oeste (999 mil; 23,5%), Nordeste (1,7 milhão; 11,6%) e Norte (427 mil; 10,6%).

Telefonia

Em relação à presença de telefonia nos domicílios, a pesquisa aponta forte evolução – sobretudo sobre a telefonia móvel. Entre 2007 e 2008, mais de 4,4 milhões de domicílios passaram a ter algum tipo de telefone, fazendo com que o número total chegasse a 47,2 milhões (82,1% dos domicílios).

Desses novos aparelhos, 3,98 milhões eram telefones celulares. Segundo o estudo, 21,7 milhões de residências no Brasil possuem somente aparelhos móveis, número que representa 37,6% do total.

Fonte: Globo.com
Data:18/9/2009

Norma da ABNT sobre produtos perigosos passa por atualização

A norma ABNT NBR 7500:2009 está com uma nova versão, trazendo inovações em relação à edição anterior, de 2007. De acordo com informações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a norma passou por uma revisão para que se adequasse à legislação.

Segundo a ABNT, esta norma estabelece os símbolos convencionais e seu dimensionamento, para serem aplicados nas unidades de transporte e nas embalagens para indicação dos riscos e cuidados a serem tomados no transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento.

A coordenadora da Comissão de Estudo de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos do Comitê Brasileiro de Transportes e Tráfego, vinculada à ABNT, Glória Benazzi, disse, em entrevista no site da associação, que uma das alterações é que o rótulo de risco pode ser intercambiável, desde que seja em material metálico e possua dispositivo de encaixe com trava segura, especificada em norma.

Outra alteração, segundo Benazzi, diz respeito aos produtos perigosos comercializados e distribuídos no país. Ela explica que se as embalagens tiverem a natureza de risco escrita em outro idioma no rótulo, também podem ter a natureza de risco escrita no idioma oficial do Brasil.

De acordo com a associação, a nova versão ainda estabelece que a permissão para a transferência de produto perigoso em via pública somente acontecerá em caso de emergência ou se houver legislação específica.

Para conhecer a norma e as ações da ABNT acesse o site www.abnt.org.br.

Fonte: Gestão C&T N° 865
Data:17/9/2009

Experimento na USP mostra base de internet do futuro

O computador quântico --o processador dos sonhos dos físicos, capaz de resolver problemas matemáticos intermináveis em frações de segundo-- ainda não existe. Se no futuro for necessária uma "internet quântica" para conectar essas máquinas, porém, um grupo de brasileiros acaba de demonstrar uma maneira pela qual elas poderão se comunicar.

Em estudo publicado hoje no site da revista "Science", Paulo Nussenzveig e colegas do Instituto de Física da USP (Universidade de São Paulo) mostraram como manipular feixes de laser de cores diferentes para deixá-los "emaranhados" uns nos outros. O esquema criado pelos físicos faz com que as propriedades de cada um dos raios de luz se torne dependente das dos outros dois. Isso gera um sistema pelo qual seria possível transmitir informação digital passível de ser processada num computador quântico. (RAFAEL GARCIA)

Fonte: Folha Online
Data:18/9/2009

Brasileiros terão um único número para todos os documentos

Os documentos de identificação do brasileiro passarão a ter um só número. Segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei aprovado na noite de quarta-feira pelo Senado, que cria no país o Registro da Identidade Civil - uma carteira de identidade unificada que reunirá sob um só número o RG, o CPF, a carteira de trabalho (CTPS), a carteira de motorista (CNH) e o passaporte.

Assim que a lei entrar em vigor, quem for tirar algum dos documentos receberá a carteira unificada. Não será preciso trocar os documentos antigos por um novo. O autor do projeto é o deputado federal Celso Russomano (PP-SP).

A proposta determina, ainda, que a carteira unificada informe o tipo sanguíneo do portador para facilitar o atendimento em caso de emergência. O documento de pessoas com deficiência terá um selo para facilitar o acesso desse público, por exemplo, ao transporte público gratuito.

Para o relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Almeida Lima (PMDB-SE), a unificação também vai dificultar fraudes.

Fonte:Veja.com
Data:17/9/2009

A Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) recebe propostas para nova edição

Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade semestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

Com uma média de 8,5 mil a 10 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

Qualidade

Recentemente, a RBPG foi incluída no Qualis de algumas áreas do conhecimento passando a ser considerado um veículo importante de divulgação da produção científica da pós-graduação. Referendada por uma comissão de avaliação de periódicos da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) em 2007, a revista se consolidou como um instrumento de divulgação dos trabalhos acadêmicos da área de educação.

No decorrer dos anos, cerca de 760 textos foram apresentados para avaliação, sendo publicados 111 artigos completos, abrangendo os diversos campos do conhecimento. O processo adotado para avaliação dos textos é realizado por pares da comunidade científica, um trabalho voluntário e sem remuneração. Para cada texto apresentado, dois ou três pesquisadores são acionados para exame dos artigos submetidos à publicação, atestando desta forma a sua excelência.

Colaboração

A Revista Brasileira de Pós-Graduação aceita para publicação trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros em forma de estudos e pesquisas de caráter acadêmico-científico, opiniões e experiências inovadoras relativos à educação superior, ciência e tecnologia e cooperação internacional que tenham como foco a pós-graduação, seus programas e desafios. Os textos devem ser encaminhados para o e-mail rbpg@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O envio espontâneo de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão dos direitos autorais à Capes. A publicação de artigos não é remunerada, sendo permitida sua reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. Serão remetidos a cada autor cinco exemplares da edição em que for publicada sua colaboração.

Confira as normas de colaboração.

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Fonte: Portal da Capes
Data:17/9/2009