Na manhã desta quinta-feira, 29, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) realizou o pré-lançamento do novo Portal de Periódicos. A ferramenta passou por um ano de aprimoramento e agora está mais interativa, ágil, com acesso facilitado e conteúdo expandido, atendendo a variados perfis de pesquisadores.
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, ressaltou o fato de os países mais desenvolvidos não possuírem um portal semelhante. “Possuem alguns com acesso de poucas instituições e para determinadas áreas, mas nada comparado ao Portal de Periódicos.” Para ele, o novo instrumento mudará o conceito de biblioteca e contribuirá para o desenvolvimento de cursos de biblioteconomia.
Nova ferramenta
O Portal continuará permitindo todas as buscas já existentes, no entanto, agora também estará disponível o sistema de busca integrada, que permite a pesquisa em todas as bases ao mesmo tempo. No antigo sistema era necessário procurar em cada uma separadamente.
O sistema permite várias possibilidades, entre elas, a busca por palavras-chave, títulos, autores, primeira letra do periódico e bases. Outra novidade é a possibilidade de cadastro de senha por usuário. O pesquisador poderá cadastrar seu e-mail e senha na instituição e, dentro do seu perfil, salvar as pesquisas já realizadas. “As inovações são no sentido de dar mais flexibilidade à pesquisa e mais capacidade de gestão das informações acessadas diariamente”, garante o presidente da Capes, Jorge Guimarães.
A coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara de Almeida, informou que, com o novo sistema, o portal passou de 15.475 periódicos para 21.500, pois agregou novos conteúdos de acesso livre. Ela disse ainda que, em 2010, outros módulos estarão disponíveis, entre eles o de estatísticas. “Hoje, cada editor encaminha seus dados estatísticos. No ano que vem a atualização dos dados será automática”, explica.
Outra melhoria apresentada pelo novo portal é o maior uso do idioma português nos menus, janelas e abas de navegação. “Este fato facilita a pesquisa por estudantes que não dominam outro idioma”, diz Jorge Guimarães.
Teste
A partir de hoje, 29, bibliotecárias, jornalistas e pró-reitores de pós-graduação de 12 instituições escolhidas para utilizarem o Portal, em caráter experimental, vão acessar o novo instrumento, realizar pesquisas e encaminhar à Capes, até o dia 8 de novembro, sugestões para melhoria e possíveis correções no sistema. As contribuições recebidas serão utilizadas no aprimoramento da ferramenta para o seu lançamento oficial, no dia 11 de novembro, data em que serão comemorados os nove anos do Portal de Periódicos.
As 12 instituições são: universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Goiás (UFG), de Minas Gerais (UFMG), de Pernambuco (UFPE), do Pará (UFPA), de Santa Catarina (UFSC), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Brasília (UnB). Outras instituições são: Universidade de São Paulo (USP), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Universidade Católica de Brasília (UCB) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Fonte: Portal da Capes
Data:30/10/2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Publicado novo número da Revista Encontros Bibli
Encontros Bibli: revista eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação tem como missão difundir o conhecimento novo e inovador em Biblioteconomia e Ciência da Informação, abrangendo interesses técnico-tecnológicos e humano-sociais.
Traz neste número o artigo Avaliação pelos pares nas revistas brasileiras de ciência da informação: procedimentos e percepções dos atores, de autoria das servidoras da UFRGS: Cleusa Pavan e Ida Regina Chitto Stumpf.
Leia a revista em http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb.
Traz neste número o artigo Avaliação pelos pares nas revistas brasileiras de ciência da informação: procedimentos e percepções dos atores, de autoria das servidoras da UFRGS: Cleusa Pavan e Ida Regina Chitto Stumpf.
Leia a revista em http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb.
Lançado debate público para a regulamentação da internet
Andrea Bruxellas
Interessados já podem contribuir para a regulação da internet no Brasil. Foi lançado nesta quinta-feira o Marco Regulatório Civil da Internet, num processo que envolve duas etapas de consulta pública. O objetivo é buscar regras que orientem a ação das pessoas e das organizações que usam a internet.
O marco vai tratar das responsabilidades do usuário e dos limites que garantirão o direito à privacidade, previsto na Constituição, sem entrar nas áreas dos crimes cibernéticos, direitos autorais ou da regulamentação de telecomunicações.
A proposta, segundo o ministério da Justiça, é reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivíduos e estabelecer claramente a delimitação da responsabilidade civil de quem atua na rede como prestador de serviço. A ideia, que conta com a parceria da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas, é ter o texto pronto para encaminhar o projeto de lei ao Congresso Nacional em março do ano que vem.
"Estamos partindo do pressuposto que a participação popular poderá enriquecer o processo de construção das nossas leis. Por isso decidimos usar mais as novas tecnologias para trazer as pessoas para o debate público. Será um espaço de discussão que privilegiará contribuições significativas. Esperamos que a iniciativa sirva de inspiração para outros processos legislativos", disse o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, no lançamento da consulta pública.
Os técnicos que trabalharam na elaboração do texto base do marco regulatório esperam que ele venha a ser uma afirmação de direitos e de construção de cidadania, e o debate promete ser bastante dinâmico. Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, "o interessante e importante é que instituímos uma metodologia que fará com que a própria internet seja a ferramenta, o meio e o objeto da discussão".
Como vai funcionar
A elaboração do marco regulatório ocorrerá em duas etapas. A primeira será um grande debate em torno das ideias, princípios e valores. Um blog - que poderá ser acessado por meio do site www.culturadigital.br/marcocivil - conterá um texto base sobre os principais temas da regulamentação, sujeitos a críticas e sugestões da população.
Cada parágrafo estará aberto para comentários, e os participantes poderão também votar nas contribuições dos outros, considerando-as positivas ou negativas. O texto será, aos poucos, modificado, em função dessa discussão coletiva. As alterações serão comunicadas.
Ao final dessa etapa será elaborado um anteprojeto de lei que, novamente, passará pelo crivo popular, da mesma maneira, durante outros 45 dias. Todos poderão participar, empresas e indivíduos, desde se inscrevam no portal. As discussões poderão ser acompanhadas pelo Twitter, em www.twitter.com/marcocivil.
O lançamento da consulta pública, realizado nesta quinta-feira na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, teve a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, representantes do Ministério da Cultura, Congresso Nacional, Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil.
Fonte: Portal Terra
Data:30/10/2009
Interessados já podem contribuir para a regulação da internet no Brasil. Foi lançado nesta quinta-feira o Marco Regulatório Civil da Internet, num processo que envolve duas etapas de consulta pública. O objetivo é buscar regras que orientem a ação das pessoas e das organizações que usam a internet.
O marco vai tratar das responsabilidades do usuário e dos limites que garantirão o direito à privacidade, previsto na Constituição, sem entrar nas áreas dos crimes cibernéticos, direitos autorais ou da regulamentação de telecomunicações.
A proposta, segundo o ministério da Justiça, é reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivíduos e estabelecer claramente a delimitação da responsabilidade civil de quem atua na rede como prestador de serviço. A ideia, que conta com a parceria da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas, é ter o texto pronto para encaminhar o projeto de lei ao Congresso Nacional em março do ano que vem.
"Estamos partindo do pressuposto que a participação popular poderá enriquecer o processo de construção das nossas leis. Por isso decidimos usar mais as novas tecnologias para trazer as pessoas para o debate público. Será um espaço de discussão que privilegiará contribuições significativas. Esperamos que a iniciativa sirva de inspiração para outros processos legislativos", disse o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, no lançamento da consulta pública.
Os técnicos que trabalharam na elaboração do texto base do marco regulatório esperam que ele venha a ser uma afirmação de direitos e de construção de cidadania, e o debate promete ser bastante dinâmico. Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, "o interessante e importante é que instituímos uma metodologia que fará com que a própria internet seja a ferramenta, o meio e o objeto da discussão".
Como vai funcionar
A elaboração do marco regulatório ocorrerá em duas etapas. A primeira será um grande debate em torno das ideias, princípios e valores. Um blog - que poderá ser acessado por meio do site www.culturadigital.br/marcocivil - conterá um texto base sobre os principais temas da regulamentação, sujeitos a críticas e sugestões da população.
Cada parágrafo estará aberto para comentários, e os participantes poderão também votar nas contribuições dos outros, considerando-as positivas ou negativas. O texto será, aos poucos, modificado, em função dessa discussão coletiva. As alterações serão comunicadas.
Ao final dessa etapa será elaborado um anteprojeto de lei que, novamente, passará pelo crivo popular, da mesma maneira, durante outros 45 dias. Todos poderão participar, empresas e indivíduos, desde se inscrevam no portal. As discussões poderão ser acompanhadas pelo Twitter, em www.twitter.com/marcocivil.
O lançamento da consulta pública, realizado nesta quinta-feira na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, teve a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, representantes do Ministério da Cultura, Congresso Nacional, Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil.
Fonte: Portal Terra
Data:30/10/2009
Programa de telecentros no Brasil
Decreto institui programa de telecentros comunitários
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR foi instituído hoje por decreto presidencial como parte da política pública para esse setor do governo federal, e com coordenação de um colegiado formado por integrantes dos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O objetivo central é a implantação e manutenção de telecentros públicos comunitários em todo o território nacional, unificando as ações nessa área dos três ministérios.
O decreto qualifica os telecentros como espaços que proporcionem acesso público e gratuito às tecnologias da informação e da comunicação, com computadores conectados à internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção ao desenvolvimento local. As unidades poderá ser implantadas diretamente pela administração pública direta e indireta ou em parceria com organizações privadas sem fins lucrativos. Nesse último caso, a seleção das entidades se dará por meio de editais de seleção, amplamente divulgados.
O Ministério das Comunicações ficará responsável pela disponibilização dos equipamentos de informática e mobiliário novos e o serviço de conexão em banda larga à internet. O Ministério da Ciência e Tecnologia concederá bolsas para auxílio financeiro dos monitores de telecentros apoiados. E o Ministério do Planejamento disponibilizarão equipamentos de informática recondicionados e a constituição de rede de formação para monitores.
Os telecentros funcionarão com sistemas operacionais e aplicativos softwares livres e de código aberto. A coordenação do programa também deve observar as diretrizes adotadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital do governo federal, coordenado pelo assessor especial da Presidência da República, César Alavarez.
Fonte: Tele.sintese.
Data: 28/10/2009.
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR foi instituído hoje por decreto presidencial como parte da política pública para esse setor do governo federal, e com coordenação de um colegiado formado por integrantes dos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O objetivo central é a implantação e manutenção de telecentros públicos comunitários em todo o território nacional, unificando as ações nessa área dos três ministérios.
O decreto qualifica os telecentros como espaços que proporcionem acesso público e gratuito às tecnologias da informação e da comunicação, com computadores conectados à internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção ao desenvolvimento local. As unidades poderá ser implantadas diretamente pela administração pública direta e indireta ou em parceria com organizações privadas sem fins lucrativos. Nesse último caso, a seleção das entidades se dará por meio de editais de seleção, amplamente divulgados.
O Ministério das Comunicações ficará responsável pela disponibilização dos equipamentos de informática e mobiliário novos e o serviço de conexão em banda larga à internet. O Ministério da Ciência e Tecnologia concederá bolsas para auxílio financeiro dos monitores de telecentros apoiados. E o Ministério do Planejamento disponibilizarão equipamentos de informática recondicionados e a constituição de rede de formação para monitores.
Os telecentros funcionarão com sistemas operacionais e aplicativos softwares livres e de código aberto. A coordenação do programa também deve observar as diretrizes adotadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital do governo federal, coordenado pelo assessor especial da Presidência da República, César Alavarez.
Fonte: Tele.sintese.
Data: 28/10/2009.
História de sobreviventes
Por Alex Sander Alcântara
Ao analisar documentos emitidos pelas missões diplomáticas sediadas no exterior entre 1933 e 1950 percebe-se a postura do governo brasileiro diante do antissemitismo e da perseguição aos judeus na Alemanha nazista e nos países colaboracionistas. Ofícios e relatórios secretos dão uma dimensão dos bastidores da política brasileira no período, como aponta pesquisa coordenada pela historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Milhares desses documentos estão disponíveis na internet desde 17 de outubro, no portal Arquivo Virtual sobre Holocausto e Antissemitismo (Arqshoah), projeto do Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) do Departamento de História da FFLCH.
Na base de dados, documentos oficiais podem ser cruzados com passaportes, fotografias, passagens e relatos de sobreviventes, permitindo reconstituir o cotidiano de algumas cidades europeias, como Berlim, Viena e Varsóvia, em um momento em que os judeus eram expulsos, presos ou exterminados. Todo esse acervo documental pode ser consultado livremente por pesquisadores, professores e pelo público em geral.
O projeto, intitulado “Arquivo virtual sobre Holocausto e antissemitismo: o Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo em 1933-1945”, tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. Tucci Carneiro também coordena o Projeto Temático “Arquivos da repressão e da resistência. História e memória. Mapeamento e análise da documentação do Deops/SP e Deip/SP”, apoiado pela Fundação.
De acordo com a coordenadora, cerca de 10 mil cópias dos documentos originais foram reunidas durante sua pesquisa de doutorado sobre o antissemitismo na Era Vargas (1930 a 1945), concluída em 1987 e publicada pela Editora Perspectiva. A coleta dessa documentação teve continuidade na investigação para sua tese de livre-docência, defendida em 2001 – “Cidadão do mundo – O Brasil diante da questão dos judeus refugiados do nazifascismo (1933-1950)”.
“Grande parte são documentos secretos confidenciais produzidos durante a época de Getúlio Vargas e o período do pós-guerra. Tendo em vista o volume e a riqueza dessas fontes, muitas das quais ainda inéditas, resolvi disponibilizá-las da melhor forma possível por meio de um arquivo virtual. Dessa forma, novos projetos de pesquisa podem ser elaborados ,contribuindo para a construção de novos conhecimentos sobre a história do Holocausto e do Brasil contemporâneo”, disse à Agência FAPESP.
Foram necessários dois anos para selecionar, classificar e digitalizar uma parte significativa do acervo da historiadora, que, somente sobre esse tema, reúne 10 mil documentos que estão sendo identificados pela equipe técnica.
“A maioria dos documentos foi reproduzida do Arquivo Histórico do Itamaraty, que nos autorizou a publicar na internet. Importante ressaltar que esses documentos estão disponíveis para consulta pública no Rio de Janeiro desde 1995. Devemos levar mais dois anos para digitalizar o restante, sem contar com novos documentos cedidos por sobreviventes e de outras bases, como o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro”, explicou.
Os documentos fornecidos pelo Itamaraty revelam, segundo Tucci Carneiro, as “decisões diplomáticas articuladas nos bastidores, a postura do governo brasileiro diante do genocídio praticado pela Alemanha nazista e os desdobramentos políticos na Europa durante a Segunda Guerra Mundial”.
“O governo brasileiro se tornou, indiretamente, colaboracionista. Fechou as portas, negando vistos de entrada aos judeus que procuravam fugir da Alemanha e dos países invadidos por Adolf Hitler”, apontou. Apesar de a política emigratória no país estar identificada com a postura intolerante da Alemanha, a posição pública do governo brasileiro era ambígua em relação ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial, disse a cientista.
“O governo se posicionava como solidário à política de salvamento aos judeus refugiados articulada pelos países líderes na Liga das Nações, dentre os quais estavam os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Em vários momentos, o Brasil comprometeu-se a fornecer, por mês, 3 mil vistos de entrada para esses refugiados, mas, na prática, o que se via era o oposto”, disse.
Segundo ela, essa postura foi mais sistemática de 1937 a 1945, endossada primeiro pelo Itamaraty e, depois, pelo Ministério da Justiça. “É como uma orquestra em que se somam ações intolerantes por parte de vários ministérios, que apregoavam o cumprimento das regras impostas por circulares secretas. Circulares que obstruíam o salvamento de milhares de judeus, centenas de ciganos e dissidentes políticos do nacional-socialismo. Essa é uma dívida que o Brasil tem para com o povo judeu e outras minorias tratadas como ‘raças indesejáveis’”, afirmou.
Esse é o conteúdo de grande parte dos documentos disponíveis no site, como, por exemplo, ofícios e circulares secretas antissemitas classificados na época como secretos pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Nesses registros – muitos dos quais são assinados por importante ministros, como Oswaldo Aranha, Gustavo Capanema, Francisco Campos e Raul Fernandes, e por diplomatas brasileiros em missão na Europa – fica evidente a recomendação de dificultar a entrada de judeus no país.
De acordo com a historiadora, ajudar judeus era visto como “um ato contra a nação”. Mas, durante a guerra, alguns raros nomes se sobressaíram como sinônimo de indignação e coragem.
“Foi o caso do embaixador brasileiro em Paris, Luiz Martins Souza Dantas, e de uma funcionária do consulado em Hamburgo, Aracy Moebius de Carvalho, mais tarde esposa do escritor Guimarães Rosa. Tanto Aracy, conhecida como ‘o anjo de Hamburgo’, como Souza Dantas desobedeceram às ordens do governo Vargas e liberaram centenas de vistos de judeus para o Brasil”, contou.
Ferramenta pedagógica
No portal, além de documentos oficiais, os usuários podem consultar um inventário de judeus refugiados no Brasil com dados e correspondências pessoais, fotografias, passagens de navio e bibliografia sobre o tema. Essas informações encontram-se distribuídas em vários links: “Arquivo”, “Justos & Salvadores”, “Periódicos”, “Artistas & Intelectuais”, “Rotas de fuga”, “Testemunhos” e uma “Biblioteca Virtual” com livros de memórias. O site também será alimentado com novos relatos, a partir do link “Indique um sobrevivente”.
O objetivo é disponibilizar histórias e memórias dos sobreviventes de campos de concentração e refugiados do nazifascismo radicados no Brasil até 1960, considerando o árduo e longo processo daqueles que procuraram naturalizar-se brasileiros.
Segundo Tucci Carneiro, a partir de 1950 o Itamaraty adotou uma postura mais liberal, após a divugação das atrocidades praticadas pelos nazistas e da resolução da Organização das Nações Unidas que definiu genocídio como crime contra a Humanidade.
A diplomacia deixou de, por exemplo, usar o termo “raça semita” e as circulares secretas antissemitas caíram no limbo da história. “Houve um esvaziamento da política antissemita enquanto instrumento do Estado, mas nem por isso o antissemitismo deixou de existir alimentado por grupos da extrema direita e da esquerda. Daí a importância do Arqshoah neste momento em que diferentes vozes negam o Holocausto”, disse.
Além de “arquivo-testemunho”, o Arqshoah pretende também ser uma ferramenta pedagógica importante para professores e alunos do ensino fundamental, médio e universitário. Segundo a professora da USP, tanto o Holocausto como o antissemitismo raramente são analisados nos livros didáticos e, quando aparecem, entram como adendo da Segunda Guerra Mundial.
“Normalmente, quando os professores falam sobre a guerra ou sobre a Alemanha nazista têm poucas informações sobre esse contexto. A ideia é romper o silêncio e promover o debate sobre o Holocausto enquanto genocídio singular e crime contra a humanidade”, disse a pioneira nos estudos sobre o antissemitismo na Era Vargas, título do seu livro publicado em 1988.
Memória oral
Além do acervo digitalizado, o portal Arqshoah terá arquivos de áudio e vídeo. Até o momento foram gravados mais de 30 depoimentos com sobreviventes ou seus filhos.
“Alguns dos entrevistados haviam gravado depoimentos para a Survivors of the Shoah Visual History Foundation (Fundação dos Sobreviventes da História Visual do Shoah), fundada em 1994 pelo cineasta norte-americano Steven Spielberg, cujas cópias procuramos recuperar. Novos registros estão sendo gravados sob um outro olhar, sendo esse mais um segmento coordenado pelo professor Pedro Ortiz e pela historiadora Rachel Mizrahi, ambos pesquisadores do LEER”, disse Tucci Carneiro.
“Vamos também tornar públicos os processos de naturalização dos judeus que entraram no Brasil de 1933 a 1950, documentos sob a guarda do Arquivo Nacional e que vão inaugurar a segunda fase do projeto, em 2010. Segundo a legislação brasileira, somente após dez anos os estrangeiros poderiam se naturalizar brasileiros. A partir do passaporte anexado ao processo é possível identificar o diplomata que emitiu o visto e a estratégia de entrada no Brasil, burlando as circulares antissemitas. Além disso, a naturalização exige atestados de trabalhos e, no caso dos intelectuais, eles anexavam também artigos e livros para mostrar sua produção, como ocorreu com o crítico e historiador de arte Otto Maria Carpeaux”, contou.
A difícil trajetória daqueles que conseguiram entrar no Brasil (com documentos falsos ou como católicos) pode ser conhecida através de alguns links, dentre os quais o do “Inventário de Sobreviventes” e “Artistas & Intelectuais”. “Pode também ser vislumbrado um conjunto de obras do pintor Lasar Segall, que entre 1936 e 1947 denunciou a a brutalidade praticada pelos nazistas contra os judeus”, disse Tucci Carneiro.
Mais informações: www.arqshoah.com.br ou arqshoah@usp.br.
Fonte: Agência FAPESP
Data: 30/11/2009
Ao analisar documentos emitidos pelas missões diplomáticas sediadas no exterior entre 1933 e 1950 percebe-se a postura do governo brasileiro diante do antissemitismo e da perseguição aos judeus na Alemanha nazista e nos países colaboracionistas. Ofícios e relatórios secretos dão uma dimensão dos bastidores da política brasileira no período, como aponta pesquisa coordenada pela historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Milhares desses documentos estão disponíveis na internet desde 17 de outubro, no portal Arquivo Virtual sobre Holocausto e Antissemitismo (Arqshoah), projeto do Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) do Departamento de História da FFLCH.
Na base de dados, documentos oficiais podem ser cruzados com passaportes, fotografias, passagens e relatos de sobreviventes, permitindo reconstituir o cotidiano de algumas cidades europeias, como Berlim, Viena e Varsóvia, em um momento em que os judeus eram expulsos, presos ou exterminados. Todo esse acervo documental pode ser consultado livremente por pesquisadores, professores e pelo público em geral.
O projeto, intitulado “Arquivo virtual sobre Holocausto e antissemitismo: o Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo em 1933-1945”, tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. Tucci Carneiro também coordena o Projeto Temático “Arquivos da repressão e da resistência. História e memória. Mapeamento e análise da documentação do Deops/SP e Deip/SP”, apoiado pela Fundação.
De acordo com a coordenadora, cerca de 10 mil cópias dos documentos originais foram reunidas durante sua pesquisa de doutorado sobre o antissemitismo na Era Vargas (1930 a 1945), concluída em 1987 e publicada pela Editora Perspectiva. A coleta dessa documentação teve continuidade na investigação para sua tese de livre-docência, defendida em 2001 – “Cidadão do mundo – O Brasil diante da questão dos judeus refugiados do nazifascismo (1933-1950)”.
“Grande parte são documentos secretos confidenciais produzidos durante a época de Getúlio Vargas e o período do pós-guerra. Tendo em vista o volume e a riqueza dessas fontes, muitas das quais ainda inéditas, resolvi disponibilizá-las da melhor forma possível por meio de um arquivo virtual. Dessa forma, novos projetos de pesquisa podem ser elaborados ,contribuindo para a construção de novos conhecimentos sobre a história do Holocausto e do Brasil contemporâneo”, disse à Agência FAPESP.
Foram necessários dois anos para selecionar, classificar e digitalizar uma parte significativa do acervo da historiadora, que, somente sobre esse tema, reúne 10 mil documentos que estão sendo identificados pela equipe técnica.
“A maioria dos documentos foi reproduzida do Arquivo Histórico do Itamaraty, que nos autorizou a publicar na internet. Importante ressaltar que esses documentos estão disponíveis para consulta pública no Rio de Janeiro desde 1995. Devemos levar mais dois anos para digitalizar o restante, sem contar com novos documentos cedidos por sobreviventes e de outras bases, como o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro”, explicou.
Os documentos fornecidos pelo Itamaraty revelam, segundo Tucci Carneiro, as “decisões diplomáticas articuladas nos bastidores, a postura do governo brasileiro diante do genocídio praticado pela Alemanha nazista e os desdobramentos políticos na Europa durante a Segunda Guerra Mundial”.
“O governo brasileiro se tornou, indiretamente, colaboracionista. Fechou as portas, negando vistos de entrada aos judeus que procuravam fugir da Alemanha e dos países invadidos por Adolf Hitler”, apontou. Apesar de a política emigratória no país estar identificada com a postura intolerante da Alemanha, a posição pública do governo brasileiro era ambígua em relação ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial, disse a cientista.
“O governo se posicionava como solidário à política de salvamento aos judeus refugiados articulada pelos países líderes na Liga das Nações, dentre os quais estavam os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Em vários momentos, o Brasil comprometeu-se a fornecer, por mês, 3 mil vistos de entrada para esses refugiados, mas, na prática, o que se via era o oposto”, disse.
Segundo ela, essa postura foi mais sistemática de 1937 a 1945, endossada primeiro pelo Itamaraty e, depois, pelo Ministério da Justiça. “É como uma orquestra em que se somam ações intolerantes por parte de vários ministérios, que apregoavam o cumprimento das regras impostas por circulares secretas. Circulares que obstruíam o salvamento de milhares de judeus, centenas de ciganos e dissidentes políticos do nacional-socialismo. Essa é uma dívida que o Brasil tem para com o povo judeu e outras minorias tratadas como ‘raças indesejáveis’”, afirmou.
Esse é o conteúdo de grande parte dos documentos disponíveis no site, como, por exemplo, ofícios e circulares secretas antissemitas classificados na época como secretos pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Nesses registros – muitos dos quais são assinados por importante ministros, como Oswaldo Aranha, Gustavo Capanema, Francisco Campos e Raul Fernandes, e por diplomatas brasileiros em missão na Europa – fica evidente a recomendação de dificultar a entrada de judeus no país.
De acordo com a historiadora, ajudar judeus era visto como “um ato contra a nação”. Mas, durante a guerra, alguns raros nomes se sobressaíram como sinônimo de indignação e coragem.
“Foi o caso do embaixador brasileiro em Paris, Luiz Martins Souza Dantas, e de uma funcionária do consulado em Hamburgo, Aracy Moebius de Carvalho, mais tarde esposa do escritor Guimarães Rosa. Tanto Aracy, conhecida como ‘o anjo de Hamburgo’, como Souza Dantas desobedeceram às ordens do governo Vargas e liberaram centenas de vistos de judeus para o Brasil”, contou.
Ferramenta pedagógica
No portal, além de documentos oficiais, os usuários podem consultar um inventário de judeus refugiados no Brasil com dados e correspondências pessoais, fotografias, passagens de navio e bibliografia sobre o tema. Essas informações encontram-se distribuídas em vários links: “Arquivo”, “Justos & Salvadores”, “Periódicos”, “Artistas & Intelectuais”, “Rotas de fuga”, “Testemunhos” e uma “Biblioteca Virtual” com livros de memórias. O site também será alimentado com novos relatos, a partir do link “Indique um sobrevivente”.
O objetivo é disponibilizar histórias e memórias dos sobreviventes de campos de concentração e refugiados do nazifascismo radicados no Brasil até 1960, considerando o árduo e longo processo daqueles que procuraram naturalizar-se brasileiros.
Segundo Tucci Carneiro, a partir de 1950 o Itamaraty adotou uma postura mais liberal, após a divugação das atrocidades praticadas pelos nazistas e da resolução da Organização das Nações Unidas que definiu genocídio como crime contra a Humanidade.
A diplomacia deixou de, por exemplo, usar o termo “raça semita” e as circulares secretas antissemitas caíram no limbo da história. “Houve um esvaziamento da política antissemita enquanto instrumento do Estado, mas nem por isso o antissemitismo deixou de existir alimentado por grupos da extrema direita e da esquerda. Daí a importância do Arqshoah neste momento em que diferentes vozes negam o Holocausto”, disse.
Além de “arquivo-testemunho”, o Arqshoah pretende também ser uma ferramenta pedagógica importante para professores e alunos do ensino fundamental, médio e universitário. Segundo a professora da USP, tanto o Holocausto como o antissemitismo raramente são analisados nos livros didáticos e, quando aparecem, entram como adendo da Segunda Guerra Mundial.
“Normalmente, quando os professores falam sobre a guerra ou sobre a Alemanha nazista têm poucas informações sobre esse contexto. A ideia é romper o silêncio e promover o debate sobre o Holocausto enquanto genocídio singular e crime contra a humanidade”, disse a pioneira nos estudos sobre o antissemitismo na Era Vargas, título do seu livro publicado em 1988.
Memória oral
Além do acervo digitalizado, o portal Arqshoah terá arquivos de áudio e vídeo. Até o momento foram gravados mais de 30 depoimentos com sobreviventes ou seus filhos.
“Alguns dos entrevistados haviam gravado depoimentos para a Survivors of the Shoah Visual History Foundation (Fundação dos Sobreviventes da História Visual do Shoah), fundada em 1994 pelo cineasta norte-americano Steven Spielberg, cujas cópias procuramos recuperar. Novos registros estão sendo gravados sob um outro olhar, sendo esse mais um segmento coordenado pelo professor Pedro Ortiz e pela historiadora Rachel Mizrahi, ambos pesquisadores do LEER”, disse Tucci Carneiro.
“Vamos também tornar públicos os processos de naturalização dos judeus que entraram no Brasil de 1933 a 1950, documentos sob a guarda do Arquivo Nacional e que vão inaugurar a segunda fase do projeto, em 2010. Segundo a legislação brasileira, somente após dez anos os estrangeiros poderiam se naturalizar brasileiros. A partir do passaporte anexado ao processo é possível identificar o diplomata que emitiu o visto e a estratégia de entrada no Brasil, burlando as circulares antissemitas. Além disso, a naturalização exige atestados de trabalhos e, no caso dos intelectuais, eles anexavam também artigos e livros para mostrar sua produção, como ocorreu com o crítico e historiador de arte Otto Maria Carpeaux”, contou.
A difícil trajetória daqueles que conseguiram entrar no Brasil (com documentos falsos ou como católicos) pode ser conhecida através de alguns links, dentre os quais o do “Inventário de Sobreviventes” e “Artistas & Intelectuais”. “Pode também ser vislumbrado um conjunto de obras do pintor Lasar Segall, que entre 1936 e 1947 denunciou a a brutalidade praticada pelos nazistas contra os judeus”, disse Tucci Carneiro.
Mais informações: www.arqshoah.com.br ou arqshoah@usp.br.
Fonte: Agência FAPESP
Data: 30/11/2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Guia coloca UFRGS entre as três melhores públicas do Brasil
V Prêmio Melhores Universidades 2009 faz parte do Guia do Estudante, da Editora Abril
A UFRGS ficou entre as três primeiras instituições públicas de ensino superior do país, no V Prêmio Melhores Universidades 2009, do Guia do Estudante. A premiação, promovida pela Editora Abril e pelo Banco Real, do Grupo Santander, foi recebida nesta quarta, em São Paulo, pela Pró-reitora de Graduação, Valquíria Link Bassani.
Em primeiro lugar ficou a Universidade de São Paulo (USP) e em segundo lugar a Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Foram avaliados 49 cursos da federal gaúcha. Entre os destacados como melhores estão Administração, Ciência da Computação, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, e Farmácia. Confira a lista completa abaixo.
Cursos cinco estrelas (excelentes): Administração, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Metalúrgica, Farmácia, Física, Geografia, Letras, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária, Música, Odontologia, Psicologia;
Cursos quatro estrelas (muito bom): Agronomia, Artes Cênicas, Biblioteconomia, Ciências Atuariais, Ciências Biomédicas, Ciências Contábeis, Engenharia de Alimentos, Engenharia Cartográfica, Engenharia da Computação, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia de Minas, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Filosofia, Geologia, História, Jornalismo, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Química, Relações Internacionais, Relações Públicas;
Cursos três estrelas (bom): Arquivologia, Estatística, Nutrição.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 29/10/2009
A UFRGS ficou entre as três primeiras instituições públicas de ensino superior do país, no V Prêmio Melhores Universidades 2009, do Guia do Estudante. A premiação, promovida pela Editora Abril e pelo Banco Real, do Grupo Santander, foi recebida nesta quarta, em São Paulo, pela Pró-reitora de Graduação, Valquíria Link Bassani.
Em primeiro lugar ficou a Universidade de São Paulo (USP) e em segundo lugar a Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Foram avaliados 49 cursos da federal gaúcha. Entre os destacados como melhores estão Administração, Ciência da Computação, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, e Farmácia. Confira a lista completa abaixo.
Cursos cinco estrelas (excelentes): Administração, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Metalúrgica, Farmácia, Física, Geografia, Letras, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária, Música, Odontologia, Psicologia;
Cursos quatro estrelas (muito bom): Agronomia, Artes Cênicas, Biblioteconomia, Ciências Atuariais, Ciências Biomédicas, Ciências Contábeis, Engenharia de Alimentos, Engenharia Cartográfica, Engenharia da Computação, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia de Minas, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Filosofia, Geologia, História, Jornalismo, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Química, Relações Internacionais, Relações Públicas;
Cursos três estrelas (bom): Arquivologia, Estatística, Nutrição.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 29/10/2009
Experimento considerado o embrião da internet completa hoje 40 anos
No Brasil, há 64,8 milhões de internautas com mais de 16 anos
Por Vanessa Nunes
Uma troca de dados entre computadores de duas universidades americanas, há exatos 40 anos, entraria para história como uma das iniciativas que daria origem ao que hoje conhecemos como internet, uma rede que conecta 1,7 bilhão de pessoas no mundo.
Dessa estatística, até Bruna Eifler Saraiva, quatro anos, faz parte. Não é alfabetizada ainda, mas mostra desenvoltura ao navegar em um site de jogos online. Já o irmão, Gustavo, nove anos, busca auxílio na rede para seus trabalhos da escola e até assiste a vídeos no YouTube. Os dois são parte da geração que já nasceu digital, para quem navegar na internet é algo natural. O que só é possível mesmo por causa da web, a interface gráfica da internet, que seria criada em 1989.
Avó de Gustavo e Bruna, Maria Shirley Eifler, 72 anos, teve de se adaptar à rede para não ficar de fora dos assuntos familiares:
– Todos sabiam (usar a internet), menos eu. Resolvi que tinha de aprender – conta a aposentada, que usa e-mails para se comunicar com os netos.
É a prova de que como a internet acabou se embrenhando na rotina das pessoas. A mãe de Gustavo e Bruna, Caroline, 39 anos, recorre ao Orkut, rede social utilizada por três em cada quatro internautas brasileiros, para manter contatos e mostrar aos amigos e parentes as fotos dos filhos. Conheceu a internet quando estava na faculdade, nos anos 1990, e acompanhou parte dessa evolução, mas não tem saudade dos lentos tempos de conexão discada – só a partir de 2005 as conexões de banda larga tornaram-se predominantes no Brasil.
No país, há 64,8 milhões de internautas com mais de 16 anos, projeta o Ibope Nielsen Online. Para o analista de internet do instituto, José Calazans, o maior impacto da web na vida das pessoas veio com a popularização das redes sociais, como o Orkut.
– Comunicação pela internet sempre houve. A grande mudança foi as pessoas se reunirem, terem um espaço próprio na rede – avalia.
Mas a evolução da web não para por aí. Em breve, a rede envolverá todo o seu universo pessoal.
– Não só as máquinas e as pessoas se falarão pela rede, mas até os equipamentos domésticos estarão interligados. A internet estará em todo lugar – afirma o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, considerado um dos pais da internet no Brasil.
Fonte: Zero Hora Online
Data:29/10/2009
Por Vanessa Nunes
Uma troca de dados entre computadores de duas universidades americanas, há exatos 40 anos, entraria para história como uma das iniciativas que daria origem ao que hoje conhecemos como internet, uma rede que conecta 1,7 bilhão de pessoas no mundo.
Dessa estatística, até Bruna Eifler Saraiva, quatro anos, faz parte. Não é alfabetizada ainda, mas mostra desenvoltura ao navegar em um site de jogos online. Já o irmão, Gustavo, nove anos, busca auxílio na rede para seus trabalhos da escola e até assiste a vídeos no YouTube. Os dois são parte da geração que já nasceu digital, para quem navegar na internet é algo natural. O que só é possível mesmo por causa da web, a interface gráfica da internet, que seria criada em 1989.
Avó de Gustavo e Bruna, Maria Shirley Eifler, 72 anos, teve de se adaptar à rede para não ficar de fora dos assuntos familiares:
– Todos sabiam (usar a internet), menos eu. Resolvi que tinha de aprender – conta a aposentada, que usa e-mails para se comunicar com os netos.
É a prova de que como a internet acabou se embrenhando na rotina das pessoas. A mãe de Gustavo e Bruna, Caroline, 39 anos, recorre ao Orkut, rede social utilizada por três em cada quatro internautas brasileiros, para manter contatos e mostrar aos amigos e parentes as fotos dos filhos. Conheceu a internet quando estava na faculdade, nos anos 1990, e acompanhou parte dessa evolução, mas não tem saudade dos lentos tempos de conexão discada – só a partir de 2005 as conexões de banda larga tornaram-se predominantes no Brasil.
No país, há 64,8 milhões de internautas com mais de 16 anos, projeta o Ibope Nielsen Online. Para o analista de internet do instituto, José Calazans, o maior impacto da web na vida das pessoas veio com a popularização das redes sociais, como o Orkut.
– Comunicação pela internet sempre houve. A grande mudança foi as pessoas se reunirem, terem um espaço próprio na rede – avalia.
Mas a evolução da web não para por aí. Em breve, a rede envolverá todo o seu universo pessoal.
– Não só as máquinas e as pessoas se falarão pela rede, mas até os equipamentos domésticos estarão interligados. A internet estará em todo lugar – afirma o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, considerado um dos pais da internet no Brasil.
Fonte: Zero Hora Online
Data:29/10/2009
Primeiro leitor de e-books flexível é desenvolvido pela Bridgestone (aquela empresa que faz pneus)

Enquanto a Bridgestone não faz pneus, eles criam leitores de e-book tão flexíveis que talvez possam aguentar até um carro passando por cima. Eles têm até um protótipo pra testes, mas ainda não sabem quando vão comercializar este e-reader fino e flexível.
Este leitor de e-books é com certeza fino, já que tem quase metade da espessura do Kindle 2. Diz-se que ele pode ser "retorcido até certo ponto, já que os circuitos e o papel eletrônico são flexíveis", mas ninguém explicou até que ponto ele pode ser curvado. Não importa. Mesmo que não haja muitos detalhes sobre o produto nem planos de comercializá-lo, a boa notícia é que outras empresas podem adaptar essa tecnologia para usar nos próprios produtos. Isso pode inaugurar uma era em que ninguém precisa se preocupar em quebrar a tela de um e-reader.
Fonte: Gizmodo
Data: 29/10/2009
Marco regulatório da internet começa a ser debatido nesta 5ª
O Ministério da Justiça lança nesta quinta-feira o debate sobre o Marco Regulatório Civil da Internet, que tem como objetivo definir os direitos e responsabilidades básicas no uso da rede mundial de computadores. A discussão quer estabelecer regras que orientem ações de indivíduos e organizações da web.
Estarão presentes ao lançamento o ministro da Justiça, Tarso Genro, representantes do Ministério da Cultura, Congresso Nacional, Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil. A discussão contará com uma consulta pública - em formato de blog - aberta a toda a população.
Regras de responsabilidade civil de provedores e usuários sobre o conteúdo postado na internet e as medidas para preservar e regulamentar direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão e a privacidade, serão discutidas no evento que ocorre no Rio de Janeiro, na Fundação Getúlio Vargas.
Temas como diretrizes para ações de governo com relação à internet também serão debatidos.
As discussões poderão ser acompanhadas pelo Twitter e pelo site www.culturadigital.br/marcocivil (ainda não está ativo, entrará no ar na quinta-feira).
As inscrições para o evento de lançamento - que será realizado às 15h na Fundação Getúlio Vargas (Praia de Botafogo, 190, no Rio de Janeiro), no Hall da Presidência (12º andar) - devem ser feitas no endereço http://direitorio.fgv.br/marco-regulatorio.
Redação Terra
Fonte: Portal Terra
Data: 28/10/2009
Estarão presentes ao lançamento o ministro da Justiça, Tarso Genro, representantes do Ministério da Cultura, Congresso Nacional, Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil. A discussão contará com uma consulta pública - em formato de blog - aberta a toda a população.
Regras de responsabilidade civil de provedores e usuários sobre o conteúdo postado na internet e as medidas para preservar e regulamentar direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão e a privacidade, serão discutidas no evento que ocorre no Rio de Janeiro, na Fundação Getúlio Vargas.
Temas como diretrizes para ações de governo com relação à internet também serão debatidos.
As discussões poderão ser acompanhadas pelo Twitter e pelo site www.culturadigital.br/marcocivil (ainda não está ativo, entrará no ar na quinta-feira).
As inscrições para o evento de lançamento - que será realizado às 15h na Fundação Getúlio Vargas (Praia de Botafogo, 190, no Rio de Janeiro), no Hall da Presidência (12º andar) - devem ser feitas no endereço http://direitorio.fgv.br/marco-regulatorio.
Redação Terra
Fonte: Portal Terra
Data: 28/10/2009
Google lança serviço de busca de músicas, mas sem downloads
O Google deu seu primeiro passo no mercado de música online com o lançamento nesta quarta-feira de um serviço de busca de canções na internet, mas a companhia não permitirá o download dos arquivos em seu portal e apenas dirigirá o internauta a páginas nas quais isso será possível.
Por meio de um evento em Hollywood e uma postagem em seu blog corporativo, a Google anunciou seu mais recente lançamento, que já está disponível nos Estados Unidos. A partir de agora, os usuários que escreverem o título ou trechos de uma música no campo de busca do portal de buscas Google verão entre os resultados links para ouvi-la.
Quem clicar nesses links poderá ouvir a música procurada em parte ou na íntegra em sites de parceiros do Google como Lala e iLike, de propriedade do MySpace. Não será possível baixar a canção diretamente da página da Google, mas haverá links para páginas de parceiros do buscador que oferecem o download. Também haverá entre os resultados links para portais como Rhapsody e Pandora para que o internauta possa encontrar música relacionada ao que foi procurado no buscador da Google.
"Este é apenas o primeiro passo para fazer com que as buscas sejam mais musicais", diz a postagem sobre o serviço no blog da companhia, assinada por Murali Viswanathan, gerente de produto, e Ganesh Ramanarayanan, engenheiro de software. "O Google reconhece que o espectro musical é imenso e muitas canções não estarão disponíveis, mas espera melhorar o serviço com o tempo".
Paralelamente ao anúncio no blog, o Google realizou em Los Angeles um evento de apresentação oficial do novo serviço com um painel de discussão sobre o tema e a participação de membros das bandas Linkin Park, OneRepublic e Dead By Sunrise, entre outras.
Embora algumas versões apontavam que a Google receberia de seus parceiros parte da renda gerada por downloads pagos, os responsáveis pelo site de buscas desmentiram tal boato e asseguraram que as receitas do novo serviço serão geradas pela publicidade online, assim como no resto de suas páginas. Com este passo, a Google entra em um negócio relativamente novo para a companhia, mas a empresa já está acostumada a andar por terrenos pouco ou nada relacionados com buscas na rede.
O negócio de download pago de música vem ganhando força na internet. Segundo um estudo da empresa de consultoria NPD, as vendas de CDs ainda representam 65% do total, mas caem entre 15% e 20% por ano. Os downloads legais crescem na mesma porcentagem. Assim, suas receitas se igualarão às das vendas de CDs no final de 2010. Em países como Estados Unidos, a maior fatia da venda de músicas pela internet está nas mãos do iTunes, a loja online da Apple, da qual o Google hoje se transforma em concorrente indireto. O iTunes já vendeu mais de 6 bilhões de músicas desde seu lançamento em 2003.
Fonte:Portal Terra
Data: 29/10/2009
Por meio de um evento em Hollywood e uma postagem em seu blog corporativo, a Google anunciou seu mais recente lançamento, que já está disponível nos Estados Unidos. A partir de agora, os usuários que escreverem o título ou trechos de uma música no campo de busca do portal de buscas Google verão entre os resultados links para ouvi-la.
Quem clicar nesses links poderá ouvir a música procurada em parte ou na íntegra em sites de parceiros do Google como Lala e iLike, de propriedade do MySpace. Não será possível baixar a canção diretamente da página da Google, mas haverá links para páginas de parceiros do buscador que oferecem o download. Também haverá entre os resultados links para portais como Rhapsody e Pandora para que o internauta possa encontrar música relacionada ao que foi procurado no buscador da Google.
"Este é apenas o primeiro passo para fazer com que as buscas sejam mais musicais", diz a postagem sobre o serviço no blog da companhia, assinada por Murali Viswanathan, gerente de produto, e Ganesh Ramanarayanan, engenheiro de software. "O Google reconhece que o espectro musical é imenso e muitas canções não estarão disponíveis, mas espera melhorar o serviço com o tempo".
Paralelamente ao anúncio no blog, o Google realizou em Los Angeles um evento de apresentação oficial do novo serviço com um painel de discussão sobre o tema e a participação de membros das bandas Linkin Park, OneRepublic e Dead By Sunrise, entre outras.
Embora algumas versões apontavam que a Google receberia de seus parceiros parte da renda gerada por downloads pagos, os responsáveis pelo site de buscas desmentiram tal boato e asseguraram que as receitas do novo serviço serão geradas pela publicidade online, assim como no resto de suas páginas. Com este passo, a Google entra em um negócio relativamente novo para a companhia, mas a empresa já está acostumada a andar por terrenos pouco ou nada relacionados com buscas na rede.
O negócio de download pago de música vem ganhando força na internet. Segundo um estudo da empresa de consultoria NPD, as vendas de CDs ainda representam 65% do total, mas caem entre 15% e 20% por ano. Os downloads legais crescem na mesma porcentagem. Assim, suas receitas se igualarão às das vendas de CDs no final de 2010. Em países como Estados Unidos, a maior fatia da venda de músicas pela internet está nas mãos do iTunes, a loja online da Apple, da qual o Google hoje se transforma em concorrente indireto. O iTunes já vendeu mais de 6 bilhões de músicas desde seu lançamento em 2003.
Fonte:Portal Terra
Data: 29/10/2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Lançado blog Clube do Explorador Mirim
Museu da Vida coloca no ar novo blog de divulgação científica para o público infantil
Livros interessantes, jogos maneiros, exposições intrigantes: imagine tudo isso num lugar só. Gostou? Pois é essa a ideia do Clube do Explorador Mirim, novo blog de divulgação científica para o público infantil lançado pelo Museu da Vida.
Haverá espaço também para sugestões de experimentos e atividades com materiais do dia-a-dia e, é claro, muita interação com o público leitor, por meio de seus comentários, críticas e sugestões. Afinal, um clube se faz assim: juntos.
A equipe será inicialmente formada por três jornalistas especializadas em ciência e com um pé na divulgação científica para crianças, mas a ideia é que, em breve, outros profissionais do Museu e crianças leitoras se juntem ao time. A idéia é escrever de maneira leve e deixar a imaginação rolar solta!
Visite: http://exploradormirim.blogspot.com
Fonte: JC e-mail 3877
Data: 27/10/2009
Livros interessantes, jogos maneiros, exposições intrigantes: imagine tudo isso num lugar só. Gostou? Pois é essa a ideia do Clube do Explorador Mirim, novo blog de divulgação científica para o público infantil lançado pelo Museu da Vida.
Haverá espaço também para sugestões de experimentos e atividades com materiais do dia-a-dia e, é claro, muita interação com o público leitor, por meio de seus comentários, críticas e sugestões. Afinal, um clube se faz assim: juntos.
A equipe será inicialmente formada por três jornalistas especializadas em ciência e com um pé na divulgação científica para crianças, mas a ideia é que, em breve, outros profissionais do Museu e crianças leitoras se juntem ao time. A idéia é escrever de maneira leve e deixar a imaginação rolar solta!
Visite: http://exploradormirim.blogspot.com
Fonte: JC e-mail 3877
Data: 27/10/2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Livros chegam à Praça da Alfândega
Feira começa nesta sexta-feira e vai até o dia 15 de novembro.
Barracas a postos, começam a chegar na Praça da Alfândega as estrelas da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O evento será aberto na sexta-feira, dia 30, e vai até o dia 15 de novembro, no centro da Capital.
José Luiz Fontoura, proprietário da distribuidora Projeto Educacional, chegou na praça por volta das às 7h de hoje, descarregando mais de mil livros vindos de Canoas, onde fica a sede da empresa. Segundo ele, hoje deve encerrar o transporte e organização dos títulos adultos e nesta quarta, das obras infantis — a distribuidora fornece 80% dos títulos infantis da feira.
— Eles (as crianças) gostam do Menino Maluquinho, Pica-pau. Principalmente os que vêm com DVD, quebra-cabeça e joguinhos. Os pais incentivam, mas a iniciativa maior é das crianças. Elas vêem na televisão os desenhos e filmes e querem comprar os livrinhos na feira — conta Fontoura.
Aposta na emoção para recuperar vendas
A organização da feira do Livro 2009 investiu em campanha publicitária que ressalta a emoção causada pela leitura. Um dos objetivos é recuperar as vendas, que ficaram abaixo do esperado no ano passado por causa da crise econômica.
Saiba mais sobre a 55ª Feira do Livro no site oficial do evento.
Leia a entrevista com o patrono Carlos Urbim
Fonte: Zero Hora Online
Data:27/10/2009
Barracas a postos, começam a chegar na Praça da Alfândega as estrelas da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O evento será aberto na sexta-feira, dia 30, e vai até o dia 15 de novembro, no centro da Capital.
José Luiz Fontoura, proprietário da distribuidora Projeto Educacional, chegou na praça por volta das às 7h de hoje, descarregando mais de mil livros vindos de Canoas, onde fica a sede da empresa. Segundo ele, hoje deve encerrar o transporte e organização dos títulos adultos e nesta quarta, das obras infantis — a distribuidora fornece 80% dos títulos infantis da feira.
— Eles (as crianças) gostam do Menino Maluquinho, Pica-pau. Principalmente os que vêm com DVD, quebra-cabeça e joguinhos. Os pais incentivam, mas a iniciativa maior é das crianças. Elas vêem na televisão os desenhos e filmes e querem comprar os livrinhos na feira — conta Fontoura.
Aposta na emoção para recuperar vendas
A organização da feira do Livro 2009 investiu em campanha publicitária que ressalta a emoção causada pela leitura. Um dos objetivos é recuperar as vendas, que ficaram abaixo do esperado no ano passado por causa da crise econômica.
Saiba mais sobre a 55ª Feira do Livro no site oficial do evento.
Leia a entrevista com o patrono Carlos Urbim
Fonte: Zero Hora Online
Data:27/10/2009
Após 15 anos, Yahoo! sepulta portal de sites GeoCities
O Yahoo! anunciou o encerramento de um dos sites precursores de páginas pessoais (uma espécie de protoblog), voltado ao armazenamento e criação de páginas pessoais de internet.
O site GeoCities, 15, deixa de existir oficialmente a partir desta segunda-feira (26) -com a promessa de ganhar alternativas para que "você se expresse on-line", de acordo com um breve comunicado aos internautas.
O GeoCities foi um dos primeiros portais que permitia ao internauta criar gratuitamente qualquer página de seu interesse (desde armazenamento de fotos até resenhas de cinema, por exemplo, em um espaço disponível de 15 Mbytes para cada site), em formato HTML.
A empresa de internet já havia anunciado planos de derrubar o Gecities em abril. "Decidimos descontinuar o processo de permitir novos usuários entrarem em novas contas no GeoCities, e vamos enfocar na ajuda aos nossos consumidores para explorar e construir novos relacionamentos on-line, em outras alternativas", disse, à época, a companhia. O desligamento do site foi anunciado em julho.
Fonte: Folha Online
Data: 26/10/2009
O site GeoCities, 15, deixa de existir oficialmente a partir desta segunda-feira (26) -com a promessa de ganhar alternativas para que "você se expresse on-line", de acordo com um breve comunicado aos internautas.
O GeoCities foi um dos primeiros portais que permitia ao internauta criar gratuitamente qualquer página de seu interesse (desde armazenamento de fotos até resenhas de cinema, por exemplo, em um espaço disponível de 15 Mbytes para cada site), em formato HTML.
A empresa de internet já havia anunciado planos de derrubar o Gecities em abril. "Decidimos descontinuar o processo de permitir novos usuários entrarem em novas contas no GeoCities, e vamos enfocar na ajuda aos nossos consumidores para explorar e construir novos relacionamentos on-line, em outras alternativas", disse, à época, a companhia. O desligamento do site foi anunciado em julho.
Fonte: Folha Online
Data: 26/10/2009
Tuites sobre literatura viram livro
Reuters
Decifrar as peças de William Shakespeare em ensaios escolares aparentemente não foi o bastante para dois universitários.
Eles escreveram um livro com frases do Twitter que resumem e satirizam obras da literatura.
O "Twitterature: The World´s Greatest Books Retold Through Twitter" (algo como Twitteratura: Os Maiores Livros do Mundo Recontados Através do Twitter), que será lançado pela Penguin no próximo mês na Grã-Bretanha, é uma coletânea de 20 comentários irreverentes, profanos e algumas vezes brilhantes sobre ideias e temas sobre cerca de 60 clássicos da literatura.
Os "tuites" de Emmett Rensin e de Alexander Aciman combinam o conhecimento da língua inglesa com as abreviações de textos de mensagens escritas por adolescentes.
"É engraçado se você tiver lido os livros", disse Rensin, que leu todos os romances descritos até os 19 anos. Rensin é estudante de Inglês e Filosofia na Universidade de Chicago, e o outro autor do livro, Aciman, é formado em Literatura.
Os autores deixam bem claro que o livro não pretende ajudar estudantes a compreender "Paraíso Perdido", de Milton, ou "A Metamorfose", de Kafka, mas provocar risadas.
Tome como exemplo o "Inferno", de Dante, - que os autores resumiram em entradas no Twitter de até 140 caracteres: "Estou tendo uma crise de meia-idade. Perdido na floresta. Deveria ter trazido meu iPhone".
Ou "Édipo Rei", de Sófocles: "FESTA EM TEBAS!!! Ninguém se importa que eu matei aquele velho, e a mulher dele está dando em cima de mim".
Mas o livro recebeu críticas mistas.
"Algumas pessoas o acharam engraçado e algumas pessoas acharam que era desrespeitoso", disse Aciman.
O objetivo era fazer as pessoas rirem, não ofender os defensores da grande literatura, dizem os autores.
Fonte: Info Online
Data:23/10/2009
Decifrar as peças de William Shakespeare em ensaios escolares aparentemente não foi o bastante para dois universitários.
Eles escreveram um livro com frases do Twitter que resumem e satirizam obras da literatura.
O "Twitterature: The World´s Greatest Books Retold Through Twitter" (algo como Twitteratura: Os Maiores Livros do Mundo Recontados Através do Twitter), que será lançado pela Penguin no próximo mês na Grã-Bretanha, é uma coletânea de 20 comentários irreverentes, profanos e algumas vezes brilhantes sobre ideias e temas sobre cerca de 60 clássicos da literatura.
Os "tuites" de Emmett Rensin e de Alexander Aciman combinam o conhecimento da língua inglesa com as abreviações de textos de mensagens escritas por adolescentes.
"É engraçado se você tiver lido os livros", disse Rensin, que leu todos os romances descritos até os 19 anos. Rensin é estudante de Inglês e Filosofia na Universidade de Chicago, e o outro autor do livro, Aciman, é formado em Literatura.
Os autores deixam bem claro que o livro não pretende ajudar estudantes a compreender "Paraíso Perdido", de Milton, ou "A Metamorfose", de Kafka, mas provocar risadas.
Tome como exemplo o "Inferno", de Dante, - que os autores resumiram em entradas no Twitter de até 140 caracteres: "Estou tendo uma crise de meia-idade. Perdido na floresta. Deveria ter trazido meu iPhone".
Ou "Édipo Rei", de Sófocles: "FESTA EM TEBAS!!! Ninguém se importa que eu matei aquele velho, e a mulher dele está dando em cima de mim".
Mas o livro recebeu críticas mistas.
"Algumas pessoas o acharam engraçado e algumas pessoas acharam que era desrespeitoso", disse Aciman.
O objetivo era fazer as pessoas rirem, não ofender os defensores da grande literatura, dizem os autores.
Fonte: Info Online
Data:23/10/2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Feira do Livro em construção
Começou a contagem regressiva para o maior evento literário do Estado, que se inicia na próxima sexta-feiraComo todo evento cultural de relevância, a Feira do Livro de Porto Alegre é também uma espécie de marco informal do calendário. A sua proximidade, sinalizada pela montagem da cobertura sobre a Praça da Alfândega, representa não apenas a passagem de mais um ano que se encaminha para o final mas uma temporada cheia de lançamentos. Embora para muitos autores, principalmente os iniciantes, a Feira não represente mais o momento ideal para apresentar um livro devido a seu gigantismo (o que dilui uma única obra entre centenas de sessões de autógrafos), sempre se pode contar com novidades na praça vindas de nomes já estabilizados no cenário cultural do Estado – que se tornam eles próprios marcos temporais da Feira.
Entre os livros de ficção, autores de diferentes perfis estão agendando seus lançamentos para o período de 30 de outubro a 15 de novembro. Mesmo alguns convidados internacionais farão sua estreia no Brasil em plena Feira, como o badalado autor italiano Paolo Giordano, que terá seu romance A Solidão dos Números Primos lançado pela editora Rocco. Confira as novidades que alguns pratas-da-casa estão preparando para a Feira do Livro de Porto Alegre:
A Mulher e a Barata
Uma mulher, uma casa vazia e uma barata no armário são o mote de uma das obras fundamentais da literatura brasileira: o denso romance de Clarice Lispector A Paixão Segundo G.H. A escritora e publicitária Cláudia Tajes lança nesta Feira a novela Só as Baratas e as Mulheres Sobreviverão (L&PM), que revisita o mote pelo viés do humor que é característico da autora.
Aforismos eletrônicos
Fabrício Carpinejar já lançou duas compilações de crônicas publicadas como textos diários em seu blog. A mais recente, Canalha! foi premiada este ano com o Prêmio Jabuti na categoria conto/crônica. Na Feira do Livro deste ano, outra incursão virtual de Carpinejar vai ganhar a página impressa: o livro www.twitter.com/carpinejar (Bertrand Brasil) – uma coletânea de 416 frases publicadas por Carpinejar em seu twitter.
Revolução inanimada
Patrono da Feira do Livro de 2008, Charles Kiefer volta à literatura infantil com A Revolta das Coisas (Record), em que a garota Sofia começa a negligenciar as coisas que tinha (canetas, por exemplo) após ganhar um cachorrinho. E provoca uma revolta de suas coisas em busca de atenção.
Pássaro capitalista
Outro ex-patrono da Feira Alcy Cheuiche lança na Feira do Livro deste ano seu primeiro livro infantil em quatro décadas de carreira. A Caturrita Americana (Libretos) narra a história de uma caturrita que, depois de uma temporada nos Estados Unidos, tenta transformar em empresários pássaros gaúchos como o Martim-Pescador, o Quero-Quero e o João-de-Barro.
Diálogos de criação
Vencedor do Jabuti na categoria romance com Manual da Paixão Solitária, Moacyr Scliar lança na Feira do Livro o diálogo Amor em Texto, Amor em Contexto (Papyrus), escrito a quatro mãos com Ana Maria Machado. O livro discute o papel do amor na criação literária e sua presença durante o processo criativo.
Um jogador
Ex-radialista e escritor, Antonio Carlos Resende lança Roubai-vos Uns aos Outros (L&PM), seu 12º romance, no qual, pela voz melancólica e revoltada de um homem de 80 anos viciado em jogo, aborda corrupção, obsessão, solidão e morte.
De volta aos contos
Luís Augusto Fischer estreou na ficção com os contos de O Edifício do Lado da Sombra e Rua Desconhecida. Retorna ao gênero com a publicação da coletânea de histórias curtas, Escuro, Claro (L&PM) – algumas publicadas anteriormente em veículos de imprensa e de internet.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 26/10/2009
Entre os livros de ficção, autores de diferentes perfis estão agendando seus lançamentos para o período de 30 de outubro a 15 de novembro. Mesmo alguns convidados internacionais farão sua estreia no Brasil em plena Feira, como o badalado autor italiano Paolo Giordano, que terá seu romance A Solidão dos Números Primos lançado pela editora Rocco. Confira as novidades que alguns pratas-da-casa estão preparando para a Feira do Livro de Porto Alegre:
A Mulher e a Barata
Uma mulher, uma casa vazia e uma barata no armário são o mote de uma das obras fundamentais da literatura brasileira: o denso romance de Clarice Lispector A Paixão Segundo G.H. A escritora e publicitária Cláudia Tajes lança nesta Feira a novela Só as Baratas e as Mulheres Sobreviverão (L&PM), que revisita o mote pelo viés do humor que é característico da autora.
Aforismos eletrônicos
Fabrício Carpinejar já lançou duas compilações de crônicas publicadas como textos diários em seu blog. A mais recente, Canalha! foi premiada este ano com o Prêmio Jabuti na categoria conto/crônica. Na Feira do Livro deste ano, outra incursão virtual de Carpinejar vai ganhar a página impressa: o livro www.twitter.com/carpinejar (Bertrand Brasil) – uma coletânea de 416 frases publicadas por Carpinejar em seu twitter.
Revolução inanimada
Patrono da Feira do Livro de 2008, Charles Kiefer volta à literatura infantil com A Revolta das Coisas (Record), em que a garota Sofia começa a negligenciar as coisas que tinha (canetas, por exemplo) após ganhar um cachorrinho. E provoca uma revolta de suas coisas em busca de atenção.
Pássaro capitalista
Outro ex-patrono da Feira Alcy Cheuiche lança na Feira do Livro deste ano seu primeiro livro infantil em quatro décadas de carreira. A Caturrita Americana (Libretos) narra a história de uma caturrita que, depois de uma temporada nos Estados Unidos, tenta transformar em empresários pássaros gaúchos como o Martim-Pescador, o Quero-Quero e o João-de-Barro.
Diálogos de criação
Vencedor do Jabuti na categoria romance com Manual da Paixão Solitária, Moacyr Scliar lança na Feira do Livro o diálogo Amor em Texto, Amor em Contexto (Papyrus), escrito a quatro mãos com Ana Maria Machado. O livro discute o papel do amor na criação literária e sua presença durante o processo criativo.
Um jogador
Ex-radialista e escritor, Antonio Carlos Resende lança Roubai-vos Uns aos Outros (L&PM), seu 12º romance, no qual, pela voz melancólica e revoltada de um homem de 80 anos viciado em jogo, aborda corrupção, obsessão, solidão e morte.
De volta aos contos
Luís Augusto Fischer estreou na ficção com os contos de O Edifício do Lado da Sombra e Rua Desconhecida. Retorna ao gênero com a publicação da coletânea de histórias curtas, Escuro, Claro (L&PM) – algumas publicadas anteriormente em veículos de imprensa e de internet.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 26/10/2009
Livro e leitura no Brasil
Já se sabe que a década atual não entrará para a história como aquela em que os problemas da baixa leitura foram sanados ou que o Brasil se aproximou dos índices dos países desenvolvidos. Porém, ela pode ficar conhecida no futuro como a mais importante da história das políticas públicas do livro e da leitura por ter representado o início da virada. Após uma derrapagem inicial (em 2003, o governo extinguiu, inexplicavelmente, a Secretaria Nacional do Livro e da Leitura), não houve, depois, um só ano sem que alguma medida importante tenha sido anunciada.
A primeira foi a Lei do Livro, um marco regulatório, assinada naquele mesmo ano pelo presidente Lula. No ano seguinte, houve a desoneração fiscal do livro. Em 2005, uma ampla parceria público-privada celebrou o Ano Ibero-Americano da Leitura com 100 mil ações, projetos e programas, numa mobilização sem precedentes. Em seguida, viriam o BNDES ProLivro e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Antes, a Câmara Setorial - outra novidade - aprovara as diretrizes dessa política até 2020. As editoras então criaram o Instituto Pró-Livro e o Prêmio Vivaleitura, do governo, catalogou 10 mil ações de fomento à leitura. O Ministério da Cultura, de sua parte, correu para eliminar a chaga social representada por 1.300 municípios sem bibliotecas - o que ocorrerá até o fim do ano.
Outro ganho notável foi a ampliação e consolidação dos programas sociais do livro, que chegam a 30 milhões de alunos pobres. O resultado de tudo isso é que o índice de leitura subiu para 4,7 livros por habitante/ano (entre os brasileiros acima de 15 anos e pelo menos três anos de escolaridade, era 1,8 livro/ano em 2000 e dobrou em 2008, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil). Embora o rumo pareça certo, o país está aquém de suas necessidades. É preciso, agora, pôr o pé no acelerador e intensificar as ações. O primeiro passo é acabar de cumprir a agenda feita pelo governo e a sociedade entre 2004 e 2006 e legitimada por 40 mil lideranças. Entre pontos que restam, estão o financiamento público dessas políticas e uma estrutura de gestão, que pode ser o Instituto Nacional do Livro e Leitura.
O Congresso votará, este ano, o Fundo Pró-Leitura (0,33% da receita), oferecido em troca da desoneração. Bem que os parlamentares poderiam aproveitar e destinar parte do fundo social do pré-sal para reforçar esse caixa. E o governo passar a destinar orçamentos dignos e instituir um amplo programa de revitalização da atual e precária rede nacional de bibliotecas. Com isso, teremos muito a comemorar.
Fonte: A Informação
Data: 26/10/2009
A primeira foi a Lei do Livro, um marco regulatório, assinada naquele mesmo ano pelo presidente Lula. No ano seguinte, houve a desoneração fiscal do livro. Em 2005, uma ampla parceria público-privada celebrou o Ano Ibero-Americano da Leitura com 100 mil ações, projetos e programas, numa mobilização sem precedentes. Em seguida, viriam o BNDES ProLivro e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Antes, a Câmara Setorial - outra novidade - aprovara as diretrizes dessa política até 2020. As editoras então criaram o Instituto Pró-Livro e o Prêmio Vivaleitura, do governo, catalogou 10 mil ações de fomento à leitura. O Ministério da Cultura, de sua parte, correu para eliminar a chaga social representada por 1.300 municípios sem bibliotecas - o que ocorrerá até o fim do ano.
Outro ganho notável foi a ampliação e consolidação dos programas sociais do livro, que chegam a 30 milhões de alunos pobres. O resultado de tudo isso é que o índice de leitura subiu para 4,7 livros por habitante/ano (entre os brasileiros acima de 15 anos e pelo menos três anos de escolaridade, era 1,8 livro/ano em 2000 e dobrou em 2008, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil). Embora o rumo pareça certo, o país está aquém de suas necessidades. É preciso, agora, pôr o pé no acelerador e intensificar as ações. O primeiro passo é acabar de cumprir a agenda feita pelo governo e a sociedade entre 2004 e 2006 e legitimada por 40 mil lideranças. Entre pontos que restam, estão o financiamento público dessas políticas e uma estrutura de gestão, que pode ser o Instituto Nacional do Livro e Leitura.
O Congresso votará, este ano, o Fundo Pró-Leitura (0,33% da receita), oferecido em troca da desoneração. Bem que os parlamentares poderiam aproveitar e destinar parte do fundo social do pré-sal para reforçar esse caixa. E o governo passar a destinar orçamentos dignos e instituir um amplo programa de revitalização da atual e precária rede nacional de bibliotecas. Com isso, teremos muito a comemorar.
Fonte: A Informação
Data: 26/10/2009
A inspiração do avestruz
Por Alberto Dines em 20/10/2009
O mais respeitado suplemento literário do mundo ibero-americano é o "Babelia" (sábados, El País). Na última edição (nº 934, 17/10) nenhuma palavra sobre a Feira de Frankfurt nem sobre o apresentação oficial do Kindle, o leitor de livros digitais, lançado dias antes pela Amazon. O silêncio contrasta com o comportamento do Brasil novidadeiro que comemorou com rojões o lançamento da nova trapizonga (no dizer de João Ubaldo Ribeiro).
A Feira de Frankfurt é o maior evento livreiro do mundo; não é propriamente literária, mas claramente comercial: os editores querem ver o que há de novo e o que podem comprar para lançar em seus países. Já os suplementos literários ou culturais funcionam na etapa seguinte e em outra direção: vendem conteúdo, acompanham os lançamentos, apuram o gosto do público, tentam despertar interesses e levar mais gente a freqüentar livrarias e a comprar livros.
A trepidação em torno do Kindle na mídia brasileira (inclusive nos cadernos culturais), além de prematura, excessiva, é caipira (ver "O avanço para trás"). O livro digitalizado pertence à esfera dos formatos e das tecnologias, o que pulsa dentro deles é literatura, qualquer que seja o gênero. E os veículos de comunicação, na condição de ferramentas disseminadoras de cultura, deveriam atentar para o seu "modelo de negócio" baseado no estímulo continuo à curiosidade intelectual e ao hábito de leitura. No papel ou numa maquineta eletrônica.
Futurismo sem lastro
Se no Brasil o Kindle transformar-se num incentivador da leitura e da busca do conhecimento, então viva o Kindle. Mas antes de promovê-lo ao status de "messias" e solucionador do nosso atraso cultural, conviria resolver os problemas subterrâneos que comprometem e atravancam a adoção universal das novas tecnologias de informação.
Nossa mídia detesta noticiar os apagões que freqüentemente silenciam os nossos celulares porque o telemóvel é o aparelho que mais se vende no Brasil (e também o que mais se rouba). Colocar o sistema de telefonia móvel sob suspeita pode representar um tranco pesado na publicidade do varejo de eletrodomésticos. Nossa mídia também não gosta de encarar a baixíssima qualidade da banda larga. Se o fizer estará admitindo que suas edições digitais apresentam sérios handicaps funcionais.
O avestruz é o símbolo e o inspirador da nossa mídia. Ao invés de identificar problemas e mostrar que sabe solucioná-los, prefere escondê-los. A melhor prova é a queda da qualidade das transmissões radiofônicas em FM, visivelmente prejudicadas pela interferência das antenas de telefonia celular instaladas aleatoriamente, sem controle, nas coberturas dos prédios e multiplicadas com incrível velocidade.
Os conglomerados de mídia que operam no segmento radiofônico jamais admitirão que ouvir rádio nas grandes cidades brasileiras deixou de ser um prazer. As agências de publicidade – que teoricamente deveriam defender os interesses dos anunciantes fiscalizando a qualidade da transmissão – preferem contornar e camuflar as dificuldades.
O rádio é um meio de comunicação insuperável – desde que funcione e seja ouvido. É mais confortável e mais rentável saudar o Twitter como a grande revolução na comunicação, inebriar-se com os milagres do Kindle e idolatrar a as novidades paridas diariamente pelos tecnocratas.
O futurismo sem lastro humanista é estéril. É o outro nome da cultura da obsolescência. Ambos são tabus. Principalmente na taba tupiniquim.
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=560JDB001
Data: 26/10/2009
O mais respeitado suplemento literário do mundo ibero-americano é o "Babelia" (sábados, El País). Na última edição (nº 934, 17/10) nenhuma palavra sobre a Feira de Frankfurt nem sobre o apresentação oficial do Kindle, o leitor de livros digitais, lançado dias antes pela Amazon. O silêncio contrasta com o comportamento do Brasil novidadeiro que comemorou com rojões o lançamento da nova trapizonga (no dizer de João Ubaldo Ribeiro).
A Feira de Frankfurt é o maior evento livreiro do mundo; não é propriamente literária, mas claramente comercial: os editores querem ver o que há de novo e o que podem comprar para lançar em seus países. Já os suplementos literários ou culturais funcionam na etapa seguinte e em outra direção: vendem conteúdo, acompanham os lançamentos, apuram o gosto do público, tentam despertar interesses e levar mais gente a freqüentar livrarias e a comprar livros.
A trepidação em torno do Kindle na mídia brasileira (inclusive nos cadernos culturais), além de prematura, excessiva, é caipira (ver "O avanço para trás"). O livro digitalizado pertence à esfera dos formatos e das tecnologias, o que pulsa dentro deles é literatura, qualquer que seja o gênero. E os veículos de comunicação, na condição de ferramentas disseminadoras de cultura, deveriam atentar para o seu "modelo de negócio" baseado no estímulo continuo à curiosidade intelectual e ao hábito de leitura. No papel ou numa maquineta eletrônica.
Futurismo sem lastro
Se no Brasil o Kindle transformar-se num incentivador da leitura e da busca do conhecimento, então viva o Kindle. Mas antes de promovê-lo ao status de "messias" e solucionador do nosso atraso cultural, conviria resolver os problemas subterrâneos que comprometem e atravancam a adoção universal das novas tecnologias de informação.
Nossa mídia detesta noticiar os apagões que freqüentemente silenciam os nossos celulares porque o telemóvel é o aparelho que mais se vende no Brasil (e também o que mais se rouba). Colocar o sistema de telefonia móvel sob suspeita pode representar um tranco pesado na publicidade do varejo de eletrodomésticos. Nossa mídia também não gosta de encarar a baixíssima qualidade da banda larga. Se o fizer estará admitindo que suas edições digitais apresentam sérios handicaps funcionais.
O avestruz é o símbolo e o inspirador da nossa mídia. Ao invés de identificar problemas e mostrar que sabe solucioná-los, prefere escondê-los. A melhor prova é a queda da qualidade das transmissões radiofônicas em FM, visivelmente prejudicadas pela interferência das antenas de telefonia celular instaladas aleatoriamente, sem controle, nas coberturas dos prédios e multiplicadas com incrível velocidade.
Os conglomerados de mídia que operam no segmento radiofônico jamais admitirão que ouvir rádio nas grandes cidades brasileiras deixou de ser um prazer. As agências de publicidade – que teoricamente deveriam defender os interesses dos anunciantes fiscalizando a qualidade da transmissão – preferem contornar e camuflar as dificuldades.
O rádio é um meio de comunicação insuperável – desde que funcione e seja ouvido. É mais confortável e mais rentável saudar o Twitter como a grande revolução na comunicação, inebriar-se com os milagres do Kindle e idolatrar a as novidades paridas diariamente pelos tecnocratas.
O futurismo sem lastro humanista é estéril. É o outro nome da cultura da obsolescência. Ambos são tabus. Principalmente na taba tupiniquim.
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=560JDB001
Data: 26/10/2009
Ediouro terá acervo completo no Google Books
por Filipe Serrano
A editora Ediouro fechou um acordo inédito no Brasil com o Google para digitalizar todo o acervo de 10.100 títulos e disponibilizá-los no site Google Books. O processo começará em novembro e deverá levar cerca de 3 meses até que o catálogo completo esteja disponível no site de buscas de livros.
Segundo Newton Neto, diretor executivo da Singular Digital, divisão responsável pelos projetos digitais da editora, a ideia é que, com a digitalização, mesmo os livros fora do estoque possam ser comercializados em formato digital. "Estamos procurando os autores agora para renovar os direitos autorais para poder vender o formato digital. (A digitalização) vai permitir acabar com o problema do livro esgotado. Também teremos a vantagem de ter todo o nosso catálogo 'buscável' na internet", afirmou Neto por telefone ao Link.
O diretor afirmou que o Google não terá participação nas vendas dos livros digitais. "O benefício para eles é continuar o projeto de indexar toda a informação do mundo", disse. Mas a Ediouro terá direito a um percentual dos links patrocinados do Google Books que aparecerão junto aos seus livros.
Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=ediouro_tera_acervo_completo_no_google_b&more=1&c=1&tb=1&pb=1
Data: 26/10/2009
A editora Ediouro fechou um acordo inédito no Brasil com o Google para digitalizar todo o acervo de 10.100 títulos e disponibilizá-los no site Google Books. O processo começará em novembro e deverá levar cerca de 3 meses até que o catálogo completo esteja disponível no site de buscas de livros.
Segundo Newton Neto, diretor executivo da Singular Digital, divisão responsável pelos projetos digitais da editora, a ideia é que, com a digitalização, mesmo os livros fora do estoque possam ser comercializados em formato digital. "Estamos procurando os autores agora para renovar os direitos autorais para poder vender o formato digital. (A digitalização) vai permitir acabar com o problema do livro esgotado. Também teremos a vantagem de ter todo o nosso catálogo 'buscável' na internet", afirmou Neto por telefone ao Link.
O diretor afirmou que o Google não terá participação nas vendas dos livros digitais. "O benefício para eles é continuar o projeto de indexar toda a informação do mundo", disse. Mas a Ediouro terá direito a um percentual dos links patrocinados do Google Books que aparecerão junto aos seus livros.
Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=ediouro_tera_acervo_completo_no_google_b&more=1&c=1&tb=1&pb=1
Data: 26/10/2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
7 trunfos do Windows 7
1 Hardware
Com o Windows 7, a Microsoft não repetiu o erro da versão anterior. O Vista, quando lançado para usuários domésticos em 2007, exigia um hardware bem superior ao do XP. Agora, se você já usa o Vista, não precisará de um computador novo para rodar o Windows 7.
Os requisitos mínimos são processador de 1 GHz, 1 GB de RAM (ou 2 GB para versão 64 bits), 16 GB de espaço em disco (ou 20 GB para 64 bits) e dispositivo gráfico DirectX9 com drive WDDM 1.0.
2 Barra de tarefas
O visual é de encher os olhos, com destaque para as transparências. Mas a repaginação do Windows traz algumas mudanças que facilitam a vida do usuário. De cara, a mais evidente é a nova (e maior) barra de tarefas. Basta passar o mouse sobre o ícone de um programa para serem exibidas miniaturas das janelas em uso. Outra novidade é a lista de atalhos: se você clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone de um programa, aparecem ações relacionadas à aplicação, como páginas mais visitadas na internet ou os arquivos mais recentes no bloco de notas.
3 Bibliotecas
Há uma nova forma de organização e localização dos arquivos, com a introdução do sistema de bibliotecas. Isso permite separar o conteúdo conforme a categoria, ou seja, se é documento, vídeo ou música. Digamos que você tenha fotos espalhadas em várias pastas em diferentes HDs, o sistema de bibliotecas junta todas em um único lugar.
4 Compatibilidade
O Windows é o software mais usado no mundo. Isso provoca uma corrida de desenvolvedores de softwares e de hardwares para adequar seus produtos à nova versão. Para saber se seu computador aguenta o novo Windows, baixe um programa gratuito da Microsoft que informa incompatibilidades (é útil, principalmente, se você ainda usa o XP). Faça o download em http://tinyurl.com/compatibi.
Outro trunfo é o Modo XP, disponível nas versões Professional e Ultimate. Significa que é possível baixar um programa para rodar os aplicativos compatíveis com o XP em uma máquina virtual dentro do Windows 7.
5 Velocidade
O desempenho foi o calcanhar de aquiles do Vista, a ponto de o seu principal concorrente ser a própria versão anterior do Windows, o XP. O Windows 7 está bem veloz. ZH Digital testou a versão 32 bits do Windows 7 Ultimate em um micro com processador Intel Core 2 Duo de 2,4 GHz e 3 GB de memória RAM. A Microsoft retirou programas não essenciais, como o Mail e Movie Maker. Eles podem ser baixados de graça em download.live.com.
6 Segurança
Se o recurso BitLocker já permitia criptografar os dados em disco no Vista, agora o Windows 7 Ultimate amplia a proteção para drives removíveis (pen drives ou HDs externos, por exemplo). Por ser o seu sistema mais atual, a Microsoft também garante que o Windows 7 é o mais protegido. O suporte estendido (para atualizações críticas de segurança) ao XP acaba em 2014 e ao Vista, em 2017.
7 Touchscreen
Para terminar, o Windows 7 pode ser operado diretamente com os dedos no monitor. O suporte nativo a telas sensíveis ao toque é o grande destaque da nova versão. Para experimentá-lo, porém, é preciso que o seu monitor tenha suporte a esse tipo de tecnologia. A boa notícia é que essas máquinas começam a tomar conta das prateleiras. A chegada do novo sistema operacional tem levado a uma série de lançamentos de computadores com esse recurso. A própria Microsoft já avisou que a melhor forma (e a mais em conta) de se comprar o Windows 7 é adquirindo um micro novo.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/10/2009
Com o Windows 7, a Microsoft não repetiu o erro da versão anterior. O Vista, quando lançado para usuários domésticos em 2007, exigia um hardware bem superior ao do XP. Agora, se você já usa o Vista, não precisará de um computador novo para rodar o Windows 7.
Os requisitos mínimos são processador de 1 GHz, 1 GB de RAM (ou 2 GB para versão 64 bits), 16 GB de espaço em disco (ou 20 GB para 64 bits) e dispositivo gráfico DirectX9 com drive WDDM 1.0.
2 Barra de tarefas
O visual é de encher os olhos, com destaque para as transparências. Mas a repaginação do Windows traz algumas mudanças que facilitam a vida do usuário. De cara, a mais evidente é a nova (e maior) barra de tarefas. Basta passar o mouse sobre o ícone de um programa para serem exibidas miniaturas das janelas em uso. Outra novidade é a lista de atalhos: se você clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone de um programa, aparecem ações relacionadas à aplicação, como páginas mais visitadas na internet ou os arquivos mais recentes no bloco de notas.
3 Bibliotecas
Há uma nova forma de organização e localização dos arquivos, com a introdução do sistema de bibliotecas. Isso permite separar o conteúdo conforme a categoria, ou seja, se é documento, vídeo ou música. Digamos que você tenha fotos espalhadas em várias pastas em diferentes HDs, o sistema de bibliotecas junta todas em um único lugar.
4 Compatibilidade
O Windows é o software mais usado no mundo. Isso provoca uma corrida de desenvolvedores de softwares e de hardwares para adequar seus produtos à nova versão. Para saber se seu computador aguenta o novo Windows, baixe um programa gratuito da Microsoft que informa incompatibilidades (é útil, principalmente, se você ainda usa o XP). Faça o download em http://tinyurl.com/compatibi.
Outro trunfo é o Modo XP, disponível nas versões Professional e Ultimate. Significa que é possível baixar um programa para rodar os aplicativos compatíveis com o XP em uma máquina virtual dentro do Windows 7.
5 Velocidade
O desempenho foi o calcanhar de aquiles do Vista, a ponto de o seu principal concorrente ser a própria versão anterior do Windows, o XP. O Windows 7 está bem veloz. ZH Digital testou a versão 32 bits do Windows 7 Ultimate em um micro com processador Intel Core 2 Duo de 2,4 GHz e 3 GB de memória RAM. A Microsoft retirou programas não essenciais, como o Mail e Movie Maker. Eles podem ser baixados de graça em download.live.com.
6 Segurança
Se o recurso BitLocker já permitia criptografar os dados em disco no Vista, agora o Windows 7 Ultimate amplia a proteção para drives removíveis (pen drives ou HDs externos, por exemplo). Por ser o seu sistema mais atual, a Microsoft também garante que o Windows 7 é o mais protegido. O suporte estendido (para atualizações críticas de segurança) ao XP acaba em 2014 e ao Vista, em 2017.
7 Touchscreen
Para terminar, o Windows 7 pode ser operado diretamente com os dedos no monitor. O suporte nativo a telas sensíveis ao toque é o grande destaque da nova versão. Para experimentá-lo, porém, é preciso que o seu monitor tenha suporte a esse tipo de tecnologia. A boa notícia é que essas máquinas começam a tomar conta das prateleiras. A chegada do novo sistema operacional tem levado a uma série de lançamentos de computadores com esse recurso. A própria Microsoft já avisou que a melhor forma (e a mais em conta) de se comprar o Windows 7 é adquirindo um micro novo.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/10/2009
Gaiman escreve livro via Twitter
O Twitter segue provando sua popularidade como ferramenta da hora na internet e despertando novos usos. Desta vez, quem está criando uma utilidade diferente para o microblog é o escritor britânico Neil Gaiman (foto ao lado). O autor de Sandman e Deuses Americanos está convidando seus mais de 1,2 milhão de seguidores no Twitter para ajudá-lo a escrever um livro. A primeira linha da trama foi postada pelo autor em seu perfil no Twitter (twitter.com/neilhimself), e agora cabe aos fãs darem continuidade.
Quem quiser contribuir com a história deve seguir @BBCAA e usar a tag #bbcawdio. Parceria de Gaiman com BBC, a iniciativa deve gerar um audiobook a partir da compilação de todos as postagens de fãs – tarefa que será executada pelo próprio autor. A promessa é liberar a obra gratuitamente no site Audiobooks America da BBC (www.bbcaudiobooksamerica.com) até o final do ano.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/10/2009
Quem quiser contribuir com a história deve seguir @BBCAA e usar a tag #bbcawdio. Parceria de Gaiman com BBC, a iniciativa deve gerar um audiobook a partir da compilação de todos as postagens de fãs – tarefa que será executada pelo próprio autor. A promessa é liberar a obra gratuitamente no site Audiobooks America da BBC (www.bbcaudiobooksamerica.com) até o final do ano.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/10/2009
Papel é processo do passado
Rio Grande é a primeira cidade do país a utilizar documentos virtuais nas varas federaisA partir de hoje, todo processo que entrar nas duas varas federais de Rio Grande, no sul do Estado, será totalmente virtual. A cidade gaúcha é a primeira do Brasil a utilizar na Justiça Comum o sistema chamado de e-Proc, o processo eletrônico.
– É o processo do século 21 – orgulha-se o juiz federal Sérgio Tejada, responsável pela implantação do e-Proc no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Feito com softwares livres, sem custos de patente, o sistema foi lançando ontem à noite, na Universidade Federal do Rio Grande. Com um usuário e uma senha, advogados, procuradores, promotores e juízes precisam só estar conectados à internet para trabalhar. Nada de pilhas ocupando espaço, como acontece com as 12 mil ações existentes nas duas varas riograndinas, que seguem em papel – o novo sistema não engloba casos em andamento.
Agora, tudo fica virtual através do endereço jef.jfrs.jus.br/eproc: desde a entrada do processo na vara federal até a decisão do juiz em primeira instância, abrangência inicial do sistema. A previsão é chegar à esfera estadual em novembro e à federal em janeiro. Até fevereiro de 2010, toda a 4ª Região deverá estar conectada ao e-Proc.
A evolução dependerá do sucesso do sistema em Rio Grande, escolhida como sede piloto por seu histórico na Justiça Federal. Lembra Tejada:
– Foi a primeira cidade do interior do Brasil a ter uma vara federal. Os juizados especiais nasceram aqui.
O e-Proc agiliza o andamento das ações, aumenta a transparência e reduz o uso do papel, um benefício tanto econômico quanto ambiental. Utilizado nos juizados especiais (pequenas causas) desde 2006, o sistema poupou cerca de R$ 40 milhões.
– O cálculo é simples – diz Carlos Abelaira, gerente da equipe de TI do TRF4. – Cada processo de pequenas causas tem entre 20 e 100 folhas e custa em média R$ 20. Em três anos foram distribuídos 2 milhões de processos, daí os R$ 40 milhões. Na Justiça Comum são de 100 a 300 folhas. Será uma economia maior ainda.
O QUE É
- O e-Proc é um sistema criado pela equipe de TI do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para tornar todos os processos virtuais. Criado com softwares livres, não possui custos de patente.
COMO FUNCIONA
- O advogado acessa o endereço www.jfrs.gov.br ou www.trf4.gov.br e clica no link do processo eletrônico: jef.jfrs.jus.br/eproc.
- O sistema abre uma página na qual é possível se cadastrar, com um nome de usuário e uma senha.
- Feito o registro, o advogado pode montar o processo online. Primeiro ele informa para qual localidade do Rio Grande do Sul vai o processo. Depois identifica o tipo da ação, seguido do valor da causa, do assunto e da qualificação de autor e réu.
- O sistema oferece um espaço para anexar documentos, que podem estar em arquivos de texto (como Word, por exemplo) ou escaneados.
- Ao concluir esta etapa, basta clicar em enviar. Imediatamente é informado o número do processo e o nome do juiz que o acompanhará.
- Junto, o advogado recebe uma senha, repassada ao cliente, que acessa no mesmo site o link da consulta pública (www.jfrs.gov.br/processos/acompanhamento/pesquisa) e confere o andamento do processo.
- A vara federal recebe o processo online. As citações e intimações são feitas e anexadas via e-Proc. Procuradores, promotores e juízes estão cadastrados no mesmo sistema e atuam no processo pelo e-Proc.
- O juiz dá a sentença pelo sistema. No mesmo instante ela fica disponível para o advogado e o cliente lerem.
PRINCIPAIS GANHOS
- Agilidade: o e-Proc pode acelerar em até cinco vezes o andamento de um processo.
- Sem deslocamentos: advogados não precisam mais ir até as varas para encaminhar os processos. Todo o trabalho pode ser feito de casa.
- Transparência: o cliente recebe uma senha a acompanha o andamento da ação. Assim, ele pode saber quem está trancando o processo.
- Economia: com a aposentadoria do papel, poupa-se em folhas, tintas e capas para os processos.
Fonte: Zero Hora Online
Data:21/10/2009
– É o processo do século 21 – orgulha-se o juiz federal Sérgio Tejada, responsável pela implantação do e-Proc no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Feito com softwares livres, sem custos de patente, o sistema foi lançando ontem à noite, na Universidade Federal do Rio Grande. Com um usuário e uma senha, advogados, procuradores, promotores e juízes precisam só estar conectados à internet para trabalhar. Nada de pilhas ocupando espaço, como acontece com as 12 mil ações existentes nas duas varas riograndinas, que seguem em papel – o novo sistema não engloba casos em andamento.
Agora, tudo fica virtual através do endereço jef.jfrs.jus.br/eproc: desde a entrada do processo na vara federal até a decisão do juiz em primeira instância, abrangência inicial do sistema. A previsão é chegar à esfera estadual em novembro e à federal em janeiro. Até fevereiro de 2010, toda a 4ª Região deverá estar conectada ao e-Proc.
A evolução dependerá do sucesso do sistema em Rio Grande, escolhida como sede piloto por seu histórico na Justiça Federal. Lembra Tejada:
– Foi a primeira cidade do interior do Brasil a ter uma vara federal. Os juizados especiais nasceram aqui.
O e-Proc agiliza o andamento das ações, aumenta a transparência e reduz o uso do papel, um benefício tanto econômico quanto ambiental. Utilizado nos juizados especiais (pequenas causas) desde 2006, o sistema poupou cerca de R$ 40 milhões.
– O cálculo é simples – diz Carlos Abelaira, gerente da equipe de TI do TRF4. – Cada processo de pequenas causas tem entre 20 e 100 folhas e custa em média R$ 20. Em três anos foram distribuídos 2 milhões de processos, daí os R$ 40 milhões. Na Justiça Comum são de 100 a 300 folhas. Será uma economia maior ainda.
O QUE É
- O e-Proc é um sistema criado pela equipe de TI do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para tornar todos os processos virtuais. Criado com softwares livres, não possui custos de patente.
COMO FUNCIONA
- O advogado acessa o endereço www.jfrs.gov.br ou www.trf4.gov.br e clica no link do processo eletrônico: jef.jfrs.jus.br/eproc.
- O sistema abre uma página na qual é possível se cadastrar, com um nome de usuário e uma senha.
- Feito o registro, o advogado pode montar o processo online. Primeiro ele informa para qual localidade do Rio Grande do Sul vai o processo. Depois identifica o tipo da ação, seguido do valor da causa, do assunto e da qualificação de autor e réu.
- O sistema oferece um espaço para anexar documentos, que podem estar em arquivos de texto (como Word, por exemplo) ou escaneados.
- Ao concluir esta etapa, basta clicar em enviar. Imediatamente é informado o número do processo e o nome do juiz que o acompanhará.
- Junto, o advogado recebe uma senha, repassada ao cliente, que acessa no mesmo site o link da consulta pública (www.jfrs.gov.br/processos/acompanhamento/pesquisa) e confere o andamento do processo.
- A vara federal recebe o processo online. As citações e intimações são feitas e anexadas via e-Proc. Procuradores, promotores e juízes estão cadastrados no mesmo sistema e atuam no processo pelo e-Proc.
- O juiz dá a sentença pelo sistema. No mesmo instante ela fica disponível para o advogado e o cliente lerem.
PRINCIPAIS GANHOS
- Agilidade: o e-Proc pode acelerar em até cinco vezes o andamento de um processo.
- Sem deslocamentos: advogados não precisam mais ir até as varas para encaminhar os processos. Todo o trabalho pode ser feito de casa.
- Transparência: o cliente recebe uma senha a acompanha o andamento da ação. Assim, ele pode saber quem está trancando o processo.
- Economia: com a aposentadoria do papel, poupa-se em folhas, tintas e capas para os processos.
Fonte: Zero Hora Online
Data:21/10/2009
Windows 7 chega às lojas amanhã para apagar fiasco do Vista
RAFAEL CAPANEMA
da Folha de S.Paulo
Chega amanhã às lojas do mundo inteiro o Windows 7, o novo sistema operacional da Microsoft.
Uma de suas missões é expurgar as nódoas que o antecessor, o malfadado Vista, deixou na reputação da empresa.
Windows 7 inclui uma série de novos papéis de parede; além dos tradicionais, há fundos de tela multicoloridos
As novidades do Windows 7 vão desde os novos recursos de segurança até aquelas aparentemente banais --como os papéis de parede multicoloridos desenhados por vários artistas.
Com a pecha de pesado e problemático, o Vista, lançado em 2006, foi preterido por muitos usuários em favor da versão anterior, o Windows XP, introduzido no distante ano de 2001.
A expectativa da Microsoft é que, com o lançamento do Windows 7, as pessoas finalmente atualizem seus sistemas operacionais -hoje ecoa nos ouvidos da empresa um agradável uníssono da mídia especializada em tecnologia, que, em sua maioria, fez avaliações bastante positivas do novo sistema.
Ainda assim, até o sempre efusivo e autoconfiante executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer, está cauteloso. "O feedback dos testes [do Windows 7] foi bom, mas o feedback dos testes do Vista foi bom. Estou otimista, mas é ver para crer", disse à Bloomberg.
O site Technologizer fez uma minuciosa retrospectiva (bit.ly/bomvista, em inglês) de textos publicados à época do lançamento do Vista -a maior parte deles elogiosa ao hoje malvisto sistema.
Fonte: Folha Online
Data: 21/10/2009
da Folha de S.Paulo
Chega amanhã às lojas do mundo inteiro o Windows 7, o novo sistema operacional da Microsoft.
Uma de suas missões é expurgar as nódoas que o antecessor, o malfadado Vista, deixou na reputação da empresa.
Windows 7 inclui uma série de novos papéis de parede; além dos tradicionais, há fundos de tela multicoloridos
As novidades do Windows 7 vão desde os novos recursos de segurança até aquelas aparentemente banais --como os papéis de parede multicoloridos desenhados por vários artistas.
Com a pecha de pesado e problemático, o Vista, lançado em 2006, foi preterido por muitos usuários em favor da versão anterior, o Windows XP, introduzido no distante ano de 2001.
A expectativa da Microsoft é que, com o lançamento do Windows 7, as pessoas finalmente atualizem seus sistemas operacionais -hoje ecoa nos ouvidos da empresa um agradável uníssono da mídia especializada em tecnologia, que, em sua maioria, fez avaliações bastante positivas do novo sistema.
Ainda assim, até o sempre efusivo e autoconfiante executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer, está cauteloso. "O feedback dos testes [do Windows 7] foi bom, mas o feedback dos testes do Vista foi bom. Estou otimista, mas é ver para crer", disse à Bloomberg.
O site Technologizer fez uma minuciosa retrospectiva (bit.ly/bomvista, em inglês) de textos publicados à época do lançamento do Vista -a maior parte deles elogiosa ao hoje malvisto sistema.
Fonte: Folha Online
Data: 21/10/2009
MinC fará reunião para debater preservação de obras
CAIO BARRETTO BRISO
colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, está convocando uma reunião para o próximo dia 9, no Rio, devido à destruição de parte do legado de Hélio Oiticica. "Queremos discutir com todo o setor de artes visuais políticas que envolvam aquisição e preservação de acervos de artistas, pois está claro que, como está, a situação não pode ficar", disse à Folha o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José Carlos do Nascimento Júnior, organizador do encontro.
Entre os convocados para a reunião, estão membros da Receita Federal. Curadores ouvidos pela Folha consideram esta uma medida acertada.
"Creio que é legítimo o direito à herança, mas é legítimo também o Estado cobrar impostos sobre a transferência de legados familiares. Não digo isso apenas no caso das famílias de artistas, mas me refiro a todas aquelas que possuam patrimônio a ser transferido", diz o crítico e curador Tadeu Chiarelli.
Para ele, a experiência de outros países deve servir como modelo: "Sabemos que, em alguns outros países, impostos sobre herança têm possibilitado o incremento de acervos públicos e mesmo a criação de novos museus."
Maior presença do Estado nessa questão também é defendida por Aracy Amaral, que admite que acervos como os recebidos pelas famílias de Hélio Oiticica e Lygia Clark poderiam ser tombados pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Nacional), "para ser protegidos e mantidos em local que garantisse minimamente a sua preservação".
O tombamento poderia ser a chave para um dos principais problemas que envolvem instituições e herdeiros, pois muitas vezes os museus investem para preservar uma coleção, que segue particular, e pode ser vendida a qualquer momento.
Mas o incêndio revela ainda outra faceta que envolve os herdeiros: "É o momento, em função desse desastre, de repensar os direitos das famílias de artistas já falecidos, sobre direitos de divulgação, igualmente, da obra de artistas. Há casos em que as famílias cobram tão elevadas somas que eventos e exposições desistem de reproduzir em catálogos obras de determinados artistas", conta Amaral. Um caso exemplar é o livro "Lygia Clark: Obra e Trajeto", de Maria Alice Milliet, publicado em 1992 e um dos primeiros estudos extensos sobre Clark (1920-1988). O livro nunca foi reeditado porque a família cobra um valor que o torna inviável para uma editora universitária, como a Edusp, que o publicou.
Para Álvaro Clark, filho da artista, o acervo de artistas mortos deve permanecer sob a responsabilidade da família.
"Mas caso a obra fosse adquirida por algum museu, deveria ser cuidada por profissionais da arte, e não por administrações públicas, que mudam de quatro em quatro anos", disse, por telefone, de Paris.
Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), diz que o incêndio no acervo de Hélio Oiticica não é capaz de iniciar uma política de aquisição de obras nos museus brasileiros. "Tudo será igual ao que sempre foi. As famílias continuarão cuidando da obra de seus artistas mortos sem apoio de ninguém."
Já o acervo de Franz Weissmann (1911-2005) está em um galpão no bairro de Ramos, na zona norte do Rio. Quem o mantém é a filha do artista, Wal Weissmann. "Dói ter que entrar naquele galpão, em uma região perigosa da cidade, e ver a obra de meu pai reclusa. Ela deveria estar em algum museu.
Essa obra não é da família. É um patrimônio cultural da humanidade", disse Wal.
Apesar disso, ela afirma que o acervo de um artista é um bem da família. "Somos nós, os herdeiros, quem passamos por diversas dificuldades para manter as obras preservadas. Ninguém ajuda, nem governos nem empresas. É um direito da família ser a dona do acervo."
Jandira Feghali, secretária de Cultura do município, disse que a secretaria tem interesse em criar um museu a céu aberto para expor a obra de Weissmann, possivelmente na Quinta da Boa Vista.
Colaborou FABIO CYPRIANO, da Folha de S.Paulo
Fonte: Folha Online
Data: 21/10/2009
colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, está convocando uma reunião para o próximo dia 9, no Rio, devido à destruição de parte do legado de Hélio Oiticica. "Queremos discutir com todo o setor de artes visuais políticas que envolvam aquisição e preservação de acervos de artistas, pois está claro que, como está, a situação não pode ficar", disse à Folha o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José Carlos do Nascimento Júnior, organizador do encontro.
Entre os convocados para a reunião, estão membros da Receita Federal. Curadores ouvidos pela Folha consideram esta uma medida acertada.
"Creio que é legítimo o direito à herança, mas é legítimo também o Estado cobrar impostos sobre a transferência de legados familiares. Não digo isso apenas no caso das famílias de artistas, mas me refiro a todas aquelas que possuam patrimônio a ser transferido", diz o crítico e curador Tadeu Chiarelli.
Para ele, a experiência de outros países deve servir como modelo: "Sabemos que, em alguns outros países, impostos sobre herança têm possibilitado o incremento de acervos públicos e mesmo a criação de novos museus."
Maior presença do Estado nessa questão também é defendida por Aracy Amaral, que admite que acervos como os recebidos pelas famílias de Hélio Oiticica e Lygia Clark poderiam ser tombados pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Nacional), "para ser protegidos e mantidos em local que garantisse minimamente a sua preservação".
O tombamento poderia ser a chave para um dos principais problemas que envolvem instituições e herdeiros, pois muitas vezes os museus investem para preservar uma coleção, que segue particular, e pode ser vendida a qualquer momento.
Mas o incêndio revela ainda outra faceta que envolve os herdeiros: "É o momento, em função desse desastre, de repensar os direitos das famílias de artistas já falecidos, sobre direitos de divulgação, igualmente, da obra de artistas. Há casos em que as famílias cobram tão elevadas somas que eventos e exposições desistem de reproduzir em catálogos obras de determinados artistas", conta Amaral. Um caso exemplar é o livro "Lygia Clark: Obra e Trajeto", de Maria Alice Milliet, publicado em 1992 e um dos primeiros estudos extensos sobre Clark (1920-1988). O livro nunca foi reeditado porque a família cobra um valor que o torna inviável para uma editora universitária, como a Edusp, que o publicou.
Para Álvaro Clark, filho da artista, o acervo de artistas mortos deve permanecer sob a responsabilidade da família.
"Mas caso a obra fosse adquirida por algum museu, deveria ser cuidada por profissionais da arte, e não por administrações públicas, que mudam de quatro em quatro anos", disse, por telefone, de Paris.
Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), diz que o incêndio no acervo de Hélio Oiticica não é capaz de iniciar uma política de aquisição de obras nos museus brasileiros. "Tudo será igual ao que sempre foi. As famílias continuarão cuidando da obra de seus artistas mortos sem apoio de ninguém."
Já o acervo de Franz Weissmann (1911-2005) está em um galpão no bairro de Ramos, na zona norte do Rio. Quem o mantém é a filha do artista, Wal Weissmann. "Dói ter que entrar naquele galpão, em uma região perigosa da cidade, e ver a obra de meu pai reclusa. Ela deveria estar em algum museu.
Essa obra não é da família. É um patrimônio cultural da humanidade", disse Wal.
Apesar disso, ela afirma que o acervo de um artista é um bem da família. "Somos nós, os herdeiros, quem passamos por diversas dificuldades para manter as obras preservadas. Ninguém ajuda, nem governos nem empresas. É um direito da família ser a dona do acervo."
Jandira Feghali, secretária de Cultura do município, disse que a secretaria tem interesse em criar um museu a céu aberto para expor a obra de Weissmann, possivelmente na Quinta da Boa Vista.
Colaborou FABIO CYPRIANO, da Folha de S.Paulo
Fonte: Folha Online
Data: 21/10/2009
Nova ferramenta de busca é lançada na Web 2.0 Summit
A versão beta da Wowd (www.wowd.com), uma nova ferramenta de busca em tempo real, será lançada na Web 2.0 Summit, nesta terça-feira, em São Francisco, nos Estados Unidos. A sexta edição do evento, que se realiz até quinta-feira, tem, entre seus principais objetivos, debater formas de aprimorar o uso de ferramentas e princípios da Web 2.0 para otimizar os negócios.
Veja fotos da Web 2.0 Summit 2009»
Web 2.0 Summit discute a produção coletiva na internet
Siga a cobertura no Twitter
A Wowd, empresa fundada em 2007, anunciou que a versão pode ser baixada gratuitamente em seu site. A ferramenta propõe um novo conceito de busca focando descobertas, novas tendências, últimas notícias, assuntos de redes sociais e páginas populares da web.
"O volume e a velocidade das novas informações na web são opressores. As pessoas simplesmente não têm tempo de se manter atualizadas na enxurrada de dados em tempo real. A Wowd resolve esse problema oferecendo uma alternativa dento das ferramentas de busca das últimas décadas", disse Mark Drummond, CEO da Wowd Inc.
A Wowd usa como base de suas buscas o histórico de navegação daqueles que usam o browser da empresa. Ou seja, uma simples visita a um site permite o registro do conteúdo acessado em um banco de dados.
Assim, a Wowd acredita que seu buscador consiga um mergulho na inteligência coletiva dos internautas. Conteúdos de páginas de toda a web ficam registrados - como o Twitter, blogs e outras redes sociais - e o resultado das buscas seria sempre um conteúdo popular e atualizado.
Os aplicativos da Wowd, tanto o navegador quanto a ferramenta de busca, estão disponíveis para Mac, PC e Linux, gratuitamente.
Fonte: Redação Terra
Data:21/10/2009
Veja fotos da Web 2.0 Summit 2009»
Web 2.0 Summit discute a produção coletiva na internet
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A Wowd, empresa fundada em 2007, anunciou que a versão pode ser baixada gratuitamente em seu site. A ferramenta propõe um novo conceito de busca focando descobertas, novas tendências, últimas notícias, assuntos de redes sociais e páginas populares da web.
"O volume e a velocidade das novas informações na web são opressores. As pessoas simplesmente não têm tempo de se manter atualizadas na enxurrada de dados em tempo real. A Wowd resolve esse problema oferecendo uma alternativa dento das ferramentas de busca das últimas décadas", disse Mark Drummond, CEO da Wowd Inc.
A Wowd usa como base de suas buscas o histórico de navegação daqueles que usam o browser da empresa. Ou seja, uma simples visita a um site permite o registro do conteúdo acessado em um banco de dados.
Assim, a Wowd acredita que seu buscador consiga um mergulho na inteligência coletiva dos internautas. Conteúdos de páginas de toda a web ficam registrados - como o Twitter, blogs e outras redes sociais - e o resultado das buscas seria sempre um conteúdo popular e atualizado.
Os aplicativos da Wowd, tanto o navegador quanto a ferramenta de busca, estão disponíveis para Mac, PC e Linux, gratuitamente.
Fonte: Redação Terra
Data:21/10/2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Biblioteca Mundial da Google causa indignação na Feira de Frankfurt
(AFP) – há 2 dias
FRANKFURT, Alemanha — O projeto da Google, site de buscas mais poderoso da internet, de transformar milhões de livros em literatura eletrônica para serem consultados on-line, foi recebido com descontentamento na 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt.
Roland Reuss, professor de Literatura da Universidade de Heidelberg (sudoeste da Alemanha), é um dos que denunciam o plano da Google de digitalizar vários livros esgotados ou difíceis de ser encontrados para oferecê-los na internet e obter lucros por meio da publicidade.
"Isso não tem sentido de A a Z, é lixo e propaganda histérica", afirmou Reuss em um debate realizado sobre este assunto em Frankfurt, advertindo para o risco do aniquilamento da indústria editorial tradicional.
"Vocês revolucionam o mercado (do livro), mas o custo será a destruição daqueles que produzem livros", declarou.
Um executivo da Google na Grã-Bretanha, Santiago de la Mora, respondeu: "Resolvemos um dos grandes problemas mundiais: o fato de um livro que não se pode encontrar ser quase um livro morto".
O projeto da biblioteca digital Google Books deparou-se nos Estados Unidos e na Europa com vários críticos, que temem uma violação dos direitos autorais.
No final de 2008, os autores e os editores norte-americanos concluíram com a Google um acordo sobre a exploração desses títulos disponibilizados on-line e sobre o pagamento pelos respectivos espaços publicitários. No entanto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em nome dos direitos autorais, ordenou a revisão do projeto. A discussão continua na justiça em Nova York, onde se espera um veredicto para novembro.
O acordo de 2008 também é contestado pelos governos de França e Alemanha. As editoras europeias e os poderes públicos consideram que a Google violou as leis vigentes na União Europeia ao escanear sem autorização prévia 10 milhões de obras, algumas provenientes da Europa.
"Antes de qualquer utilização comercial de uma obra, é preciso pedir permissão", afirmou Christian Sprang, advogado da Associação de Editoras e Livrarias Alemãs.
Ao ser consultado pela AFP sobre este debate, o comissário europeu encarregado do multilinguismo, Leonard Orban, disse que "é preciso garantir o acesso do público aos livros, se possível, gratuitamente, e também é preciso proteger os autores".
Em Frankfurt, a Google confirmou o lançamento em 2010 na Europa de seu serviço Edições Google, que permitirá baixar livros inteiros pelo telefone celular ou em qualquer leitor digital.
Desde que a Amazon.com lançou o serviço Kindle, a perspectiva de um novo concorrente causa apreensão nas editoras, que temem uma forte queda das vendas de livros "clássicos". Segundo as previsões do setor, os libros eletrônicos estarão entre os principais presentes de Natal.
Para as editoras, o Edições Google é mais ameaçador do que a Amazon. Qualquer aparelho eletrônico dotado de um navegador para a web --dos smartphones aos livros eletrônicos, passando pelos computadores, portáteis ou de mesa-- poderá ter acesso ao catálogo do Edições Google.
Já a compra de obras que podem ser lidas nos livros eletrônicos Kindle só pode ser feita através do Kindle.
Segundo a Google, cerca de 500.000 obras estarão disponíveis a partir do primeiro semestre de 2010 na Europa.
Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iqkElOqXs6sfaplhOXexpqZqQA3w
Data: 20/10/2009
FRANKFURT, Alemanha — O projeto da Google, site de buscas mais poderoso da internet, de transformar milhões de livros em literatura eletrônica para serem consultados on-line, foi recebido com descontentamento na 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt.
Roland Reuss, professor de Literatura da Universidade de Heidelberg (sudoeste da Alemanha), é um dos que denunciam o plano da Google de digitalizar vários livros esgotados ou difíceis de ser encontrados para oferecê-los na internet e obter lucros por meio da publicidade.
"Isso não tem sentido de A a Z, é lixo e propaganda histérica", afirmou Reuss em um debate realizado sobre este assunto em Frankfurt, advertindo para o risco do aniquilamento da indústria editorial tradicional.
"Vocês revolucionam o mercado (do livro), mas o custo será a destruição daqueles que produzem livros", declarou.
Um executivo da Google na Grã-Bretanha, Santiago de la Mora, respondeu: "Resolvemos um dos grandes problemas mundiais: o fato de um livro que não se pode encontrar ser quase um livro morto".
O projeto da biblioteca digital Google Books deparou-se nos Estados Unidos e na Europa com vários críticos, que temem uma violação dos direitos autorais.
No final de 2008, os autores e os editores norte-americanos concluíram com a Google um acordo sobre a exploração desses títulos disponibilizados on-line e sobre o pagamento pelos respectivos espaços publicitários. No entanto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em nome dos direitos autorais, ordenou a revisão do projeto. A discussão continua na justiça em Nova York, onde se espera um veredicto para novembro.
O acordo de 2008 também é contestado pelos governos de França e Alemanha. As editoras europeias e os poderes públicos consideram que a Google violou as leis vigentes na União Europeia ao escanear sem autorização prévia 10 milhões de obras, algumas provenientes da Europa.
"Antes de qualquer utilização comercial de uma obra, é preciso pedir permissão", afirmou Christian Sprang, advogado da Associação de Editoras e Livrarias Alemãs.
Ao ser consultado pela AFP sobre este debate, o comissário europeu encarregado do multilinguismo, Leonard Orban, disse que "é preciso garantir o acesso do público aos livros, se possível, gratuitamente, e também é preciso proteger os autores".
Em Frankfurt, a Google confirmou o lançamento em 2010 na Europa de seu serviço Edições Google, que permitirá baixar livros inteiros pelo telefone celular ou em qualquer leitor digital.
Desde que a Amazon.com lançou o serviço Kindle, a perspectiva de um novo concorrente causa apreensão nas editoras, que temem uma forte queda das vendas de livros "clássicos". Segundo as previsões do setor, os libros eletrônicos estarão entre os principais presentes de Natal.
Para as editoras, o Edições Google é mais ameaçador do que a Amazon. Qualquer aparelho eletrônico dotado de um navegador para a web --dos smartphones aos livros eletrônicos, passando pelos computadores, portáteis ou de mesa-- poderá ter acesso ao catálogo do Edições Google.
Já a compra de obras que podem ser lidas nos livros eletrônicos Kindle só pode ser feita através do Kindle.
Segundo a Google, cerca de 500.000 obras estarão disponíveis a partir do primeiro semestre de 2010 na Europa.
Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iqkElOqXs6sfaplhOXexpqZqQA3w
Data: 20/10/2009
Descoberta reforça a busca por “novas Terras”
Astrônomos encontraram mais 32 planetas fora do nosso Sistema SolarUma descoberta reforçou a convicção dos cientistas de que planetas são comuns na galáxia – e aumentou as esperanças de encontrar, no futuro, algum que sustente vida, como a Terra. Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) localizaram mais 32 exoplanetas (de fora do Sistema Solar) orbitando estrelas distantes.
Os novos planetas extrassolares, observados pelo telescópio do ESO em La Silla, no Chile, são gigantes, compostos de gases. Os maiores têm cinco vezes a massa de Júpiter. Os menores, cinco vezes a massa da Terra. Foram encontrados em torno de estrelas “pobres em metal”, até então considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.
Conforme as estimativas dos cientistas, liderados por Michel Mayor, da Universidade de Genebra, pelo menos 40% das estrelas da Via Láctea similares ao Sol contam com planetas de baixa massa em sua órbita. O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com o anúncio do ESO, o número total sobe agora para 400.
A descoberta anunciada ontem foi feita com uso do instrumento Harps, um espectrógrafo – ferramenta que decompõe a luz para analisá-la. O dispositivo criado pelo grupo de Mayor já permitiu a localização de 75 exoplanetas. Segundo o astrônomo Stéphane Udry, um novo instrumento está em desenvolvimento – e deve possibilitar a detecção de “planetas gêmeos” da Terra em cinco a 10 anos.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 20/10/2009
Os novos planetas extrassolares, observados pelo telescópio do ESO em La Silla, no Chile, são gigantes, compostos de gases. Os maiores têm cinco vezes a massa de Júpiter. Os menores, cinco vezes a massa da Terra. Foram encontrados em torno de estrelas “pobres em metal”, até então considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.
Conforme as estimativas dos cientistas, liderados por Michel Mayor, da Universidade de Genebra, pelo menos 40% das estrelas da Via Láctea similares ao Sol contam com planetas de baixa massa em sua órbita. O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com o anúncio do ESO, o número total sobe agora para 400.
A descoberta anunciada ontem foi feita com uso do instrumento Harps, um espectrógrafo – ferramenta que decompõe a luz para analisá-la. O dispositivo criado pelo grupo de Mayor já permitiu a localização de 75 exoplanetas. Segundo o astrônomo Stéphane Udry, um novo instrumento está em desenvolvimento – e deve possibilitar a detecção de “planetas gêmeos” da Terra em cinco a 10 anos.
Fonte: Zero Hora Online
Data: 20/10/2009
Faça um passeio virtual pela Bienal
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Gosto por livros leva Picada Café longe
Município gaúcho representa a Região Sul em prêmio nacional de incentivo à leitura.
É uma quinta-feira chuvosa. Assim que o ônibus se aproxima, crianças saem correndo de casa para não perder a carona. no Expresso da Leitura, um transporte com 22 lugares e mordomo que as leva a um único destino, a biblioteca.
O projeto de Picada Café, que tem lugar também para adultos, levou o município de cinco mil habitantes, localizado na encosta da Serra, a representar a Região Sul em um prêmio nacional, o Vivaleitura – criado para reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura no Brasil.
Mas o Expresso da Leitura é apenas um dos motivos por que Picada Café chegou à finalíssima. Há também as 25 sacolas que percorrem cada localidade do município, com os mais variados tipos de livros, e o professor que alfabetiza os moradores a domicílio. Com tudo isso, não existe criança fora da escola em Picada Café, o índice de analfabetismo beira o zero, e a biblioteca oferece pelo menos um exemplar para cada habitante.
– Dizem que os livros não mudam o mundo, mas as pessoas sim – diz o secretário de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Dilson Jahn.
São estas convicções que a subsecretária de Educação da cidade, Marcia Schneider, irá representar na premiação esta quinta, em São Paulo. Se Picada Café ficar com a premiação de R$ 30 mil, o valor será revertido em livros. (Letícia Barbieri)
Fonte: Zero Hora Online
Data:20/10/2009
É uma quinta-feira chuvosa. Assim que o ônibus se aproxima, crianças saem correndo de casa para não perder a carona. no Expresso da Leitura, um transporte com 22 lugares e mordomo que as leva a um único destino, a biblioteca.
O projeto de Picada Café, que tem lugar também para adultos, levou o município de cinco mil habitantes, localizado na encosta da Serra, a representar a Região Sul em um prêmio nacional, o Vivaleitura – criado para reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura no Brasil.
Mas o Expresso da Leitura é apenas um dos motivos por que Picada Café chegou à finalíssima. Há também as 25 sacolas que percorrem cada localidade do município, com os mais variados tipos de livros, e o professor que alfabetiza os moradores a domicílio. Com tudo isso, não existe criança fora da escola em Picada Café, o índice de analfabetismo beira o zero, e a biblioteca oferece pelo menos um exemplar para cada habitante.
– Dizem que os livros não mudam o mundo, mas as pessoas sim – diz o secretário de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Dilson Jahn.
São estas convicções que a subsecretária de Educação da cidade, Marcia Schneider, irá representar na premiação esta quinta, em São Paulo. Se Picada Café ficar com a premiação de R$ 30 mil, o valor será revertido em livros. (Letícia Barbieri)
Fonte: Zero Hora Online
Data:20/10/2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Papel da mulher ainda é subestimado na ciência
Prêmios aumentam o reconhecimento feminino, afirma vencedora de Nobel
Janaina Lage escreve para a "Folha de SP":
Dia 5 de outubro, o telefone toca muito cedo na casa da bióloga Carol Greider, 48. Aquela ligação mudaria a vida da cientista americana, que em seu cotidiano estuda como os cromossomos podem ser copiados sem falhas. Em segundos, ela saberia que acabara de ganhar o Nobel de Medicina, prêmio de grande prestígio para qualquer pesquisador.
Greider, que dividiu a alegria com dois cientistas que estudam o mesmo tema, entrou para a história. Principalmente porque neste ano cinco mulheres receberam a distinção. Para a sociedade em geral, o importante é saber como esses estudos ajudarão a retardar o envelhecimento ou a controlar o câncer.
A ganhadora mais jovem do Nobel deste ano, professora da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, afirma que ainda há uma subrepresentação no número de mulheres que ocupam cargos de destaque na carreira científica. Ela diz ter esperanças de que, conforme novas descobertas tenham sua aplicação comprovada, haja um aumento no número de mulheres ganhadoras de prêmios e reconhecimento da comunidade acadêmica.
O Nobel deste ano premiou cinco mulheres, um número recorde, em áreas como química, medicina, literatura e economia. Greider dividiu o prêmio de US$ 1,4 milhão do Nobel de Medicina com Elizabeth Blackburn e Jack Szostak por resolver um dos grandes problemas da biologia: como os cromossomos podem ser copiados de forma completa durante o processo de divisão celular e como se protegem da degradação.
Eles descobriram que a solução fica nas pontas dos cromossomos, nos telômeros, e na enzima que os "monta", a telomerase. Os telômeros já foram comparados aos plásticos que protegem a ponta dos cadarços de sapatos. A pesquisa tem implicações no tratamento de doenças degenerativas associadas ao envelhecimento e também no tratamento de câncer.
Em entrevista à Folha, a pesquisadora fala sobre como recebeu a notícia do prêmio, a necessidade de tornar a ciência um assunto mais discutido na sociedade e sobre a mudança na relação do governo americano com a ciência na era Obama:
- Como foi receber a notícia do prêmio?
Eles ligam muito cedo por conta da diferença de horário. Eles me ligaram por volta de 5h da manhã, no horário dos EUA, e eu estava acordada. Normalmente nesse horário pratico exercícios. Estava dobrando roupa na lavanderia enquanto esperava uma amiga para ir a uma aula de spinning.
- E continuou cuidando da roupa depois de saber?
Tinha acabado de dobrar a roupa e até hoje não consegui trazê-la para cima...
- Como a sra. se interessou por essa área de pesquisa?
Tinha muito interesse desde que era estudante, quando comecei a trabalhar com Elizabeth Blackburn. Estava interessada nos cromossomos e em como eles se mantêm durante a divisão celular.
- Já existe uma relação definida entre telômeros e câncer?
Está claro que os telômeros têm de se manter em todas as células que se dividem muitas vezes. E células de câncer são um dos tipos de célula a fazer isso. Nós temos visto em camundongos, usados como modelo, que quando você não tem telômeros é possível bloquear certos tipos de crescimento tumoral. É possível que eles tenham um papel no tratamento do câncer, mas são estudos ainda em curso.
- A sra. comentou algumas vezes sobre a importância da curiosidade na pesquisa científica. Como isso se refletiu no estudo?
No momento em que estávamos pesquisando os cromossomos, nós não tínhamos nenhuma doença em mente. Estávamos apenas curiosos porque sabíamos que, a cada vez que uma célula se divide, os cromossomos deveriam ficar mais curtos, mas isso não acontecia. A pesquisa fez a aposta de que talvez houvesse algo que os alongasse, então os cromossomos poderiam encurtar e alongar sucessivamente. Era uma hipótese interessante, então a testamos para verificar o que acontecia com os cromossomos. Com a curiosidade, tínhamos em mente que se conseguíssemos entender os fundamentos de como a célula funciona, poderíamos posteriormente descobrir implicações relativas a doenças humanas. Nós não tínhamos nenhuma doença em mente, apenas a curiosidade de descobrir como resolver o problema.
- Quais são as aplicações clínicas do estudo?
Em primeiro lugar, o tratamento de câncer, porque as células cancerosas precisam dos telômeros a fim de se dividir tantas vezes. E mais recentemente ficou claro que há doenças degenerativas associadas ao envelhecimento em que também os telômeros precisam existir para a divisão celular.
- A sra. avalia que o estudo poderá ter aplicações na indústria cosmética, que busca esse ideal de juventude eterna?
Há aplicações ótimas no estudo relacionadas a doenças do envelhecimento. A cada ano 20 mil pessoas morrem por doenças degenerativas relacionadas ao encurtamento dos telômeros. Existem doenças sérias para as quais não há tratamento, e é nelas que estamos focando. Não há evidência até agora de que o estudo teria implicações na aparência. Há muita coisa escrita sobre telômeros hoje que se assemelha à ficção científica.
- Esta edição foi considerada o Nobel das mulheres, com cinco vencedoras. Como a sra. analisa o papel da mulher hoje na pesquisa?
Ao longo dos anos tem havido um crescente número de mulheres em uma grande gama de cargos, como professoras associadas, professoras universitárias e cargos elevados na administração das universidades. Mas ainda há uma subrepresentação das mulheres que ocupam papéis importantes [de chefia] nos laboratórios fazendo experimentos. Quando estava na graduação, 50% dos alunos da turma e da própria universidade eram mulheres. Agora estou numa posição em que há menos de 10% de mulheres no mesmo patamar.
- A sra. quer dizer que há um baixo número de mulheres que atuam na área de pesquisa?
Não há um baixo número de mulheres na pesquisa, os números estão crescendo. Apesar disso, os prêmios só são concedidos depois que se comprovam as implicações médicas da descoberta, o que pode levar bastante tempo. Espero que seja apenas uma questão de tempo, um intervalo, até que mais mulheres sejam premiadas, porque mais mulheres estão atingindo esse patamar.
- A sra. avalia que ainda há preconceito na comunidade acadêmica? Há poucos anos, o atual conselheiro econômico do governo de Barack Obama, Larry Summers, disse, quando era reitor de Harvard, que diferenças inatas entre homens e mulheres eram um dos fatores que justificavam o fato de que poucas mulheres teriam êxito em carreiras na ciência e na matemática...
Ao menos entre as cientistas que conheço, soaria como anormal dizer algo tão absurdo. Provavelmente a razão de haver poucas mulheres nessas áreas está ligada a aspectos mais sutis. Alguns homens tendem a se sentir mais confortáveis ao recomendar colegas homens. Há algumas poucas questões sociológicas envolvidas. Tenho visto pouca discriminação clara e aberta. Não penso que precise existir uma discriminação tão franca e aberta [quanto a do comentário de Summers] para perpetuar uma situação em que se tende a ter mais homens atuando nessas áreas.
- O fato de que está em curso um processo de envelhecimento populacional, principalmente nos países ricos, aumenta o interesse e a disponibilidade de recursos para esse tipo de pesquisa?
Certamente mais recursos seriam úteis para entender as implicações das doenças ligadas ao envelhecimento. Temos tido sorte de contar com recursos do NIH [Instituto Nacional de Saúde] apesar de muito do que fazemos ser ligado à curiosidade científica. Agora precisamos ir adiante para estudos clínicos.
- Como vê a atitude do governo Obama em relação à ciência?
O governo Obama tem uma atitude muito positiva em relação à ciência. Há poucas semanas Obama esteve no NIH. Vemos como o dinheiro do programa de estímulo é empregado. Tanto em termos de ideias ou quanto em relação ao papel da ciência na sociedade e ao apoio material, avalio que tem sido fenomenal.
- Alguns ganhadores anteriores fizeram comentários polêmicos, como James Watson, vencedor do Nobel de Medicina em 1962, que afirmou que a beleza feminina deveria ser geneticamente planejada. O Nobel permite a um pesquisador dizer qualquer coisa?
As pessoas vão dizer o que quer que venha a suas cabeças, mas penso que há muita responsabilidade envolvida nessa repentina exposição à mídia. E há pessoas ouvindo você porque você ganhou o Nobel. De outro lado, é uma oportunidade única, porque não ouvimos muito sobre o papel da ciência. Isso não está nos jornais todos os dias, não se fala sobre isso na TV e, no fundo, não fica muito claro para as pessoas o que um cientista faz. Penso que há uma responsabilidade de colocar a ciência à disposição da opinião pública. Talvez isso seja capaz de arregimentar mais pessoas para que no futuro mais trabalhos possam concorrer a um Nobel.
Fonte: Folha de SP
Data: 19/10/2009
Janaina Lage escreve para a "Folha de SP":
Dia 5 de outubro, o telefone toca muito cedo na casa da bióloga Carol Greider, 48. Aquela ligação mudaria a vida da cientista americana, que em seu cotidiano estuda como os cromossomos podem ser copiados sem falhas. Em segundos, ela saberia que acabara de ganhar o Nobel de Medicina, prêmio de grande prestígio para qualquer pesquisador.
Greider, que dividiu a alegria com dois cientistas que estudam o mesmo tema, entrou para a história. Principalmente porque neste ano cinco mulheres receberam a distinção. Para a sociedade em geral, o importante é saber como esses estudos ajudarão a retardar o envelhecimento ou a controlar o câncer.
A ganhadora mais jovem do Nobel deste ano, professora da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, afirma que ainda há uma subrepresentação no número de mulheres que ocupam cargos de destaque na carreira científica. Ela diz ter esperanças de que, conforme novas descobertas tenham sua aplicação comprovada, haja um aumento no número de mulheres ganhadoras de prêmios e reconhecimento da comunidade acadêmica.
O Nobel deste ano premiou cinco mulheres, um número recorde, em áreas como química, medicina, literatura e economia. Greider dividiu o prêmio de US$ 1,4 milhão do Nobel de Medicina com Elizabeth Blackburn e Jack Szostak por resolver um dos grandes problemas da biologia: como os cromossomos podem ser copiados de forma completa durante o processo de divisão celular e como se protegem da degradação.
Eles descobriram que a solução fica nas pontas dos cromossomos, nos telômeros, e na enzima que os "monta", a telomerase. Os telômeros já foram comparados aos plásticos que protegem a ponta dos cadarços de sapatos. A pesquisa tem implicações no tratamento de doenças degenerativas associadas ao envelhecimento e também no tratamento de câncer.
Em entrevista à Folha, a pesquisadora fala sobre como recebeu a notícia do prêmio, a necessidade de tornar a ciência um assunto mais discutido na sociedade e sobre a mudança na relação do governo americano com a ciência na era Obama:
- Como foi receber a notícia do prêmio?
Eles ligam muito cedo por conta da diferença de horário. Eles me ligaram por volta de 5h da manhã, no horário dos EUA, e eu estava acordada. Normalmente nesse horário pratico exercícios. Estava dobrando roupa na lavanderia enquanto esperava uma amiga para ir a uma aula de spinning.
- E continuou cuidando da roupa depois de saber?
Tinha acabado de dobrar a roupa e até hoje não consegui trazê-la para cima...
- Como a sra. se interessou por essa área de pesquisa?
Tinha muito interesse desde que era estudante, quando comecei a trabalhar com Elizabeth Blackburn. Estava interessada nos cromossomos e em como eles se mantêm durante a divisão celular.
- Já existe uma relação definida entre telômeros e câncer?
Está claro que os telômeros têm de se manter em todas as células que se dividem muitas vezes. E células de câncer são um dos tipos de célula a fazer isso. Nós temos visto em camundongos, usados como modelo, que quando você não tem telômeros é possível bloquear certos tipos de crescimento tumoral. É possível que eles tenham um papel no tratamento do câncer, mas são estudos ainda em curso.
- A sra. comentou algumas vezes sobre a importância da curiosidade na pesquisa científica. Como isso se refletiu no estudo?
No momento em que estávamos pesquisando os cromossomos, nós não tínhamos nenhuma doença em mente. Estávamos apenas curiosos porque sabíamos que, a cada vez que uma célula se divide, os cromossomos deveriam ficar mais curtos, mas isso não acontecia. A pesquisa fez a aposta de que talvez houvesse algo que os alongasse, então os cromossomos poderiam encurtar e alongar sucessivamente. Era uma hipótese interessante, então a testamos para verificar o que acontecia com os cromossomos. Com a curiosidade, tínhamos em mente que se conseguíssemos entender os fundamentos de como a célula funciona, poderíamos posteriormente descobrir implicações relativas a doenças humanas. Nós não tínhamos nenhuma doença em mente, apenas a curiosidade de descobrir como resolver o problema.
- Quais são as aplicações clínicas do estudo?
Em primeiro lugar, o tratamento de câncer, porque as células cancerosas precisam dos telômeros a fim de se dividir tantas vezes. E mais recentemente ficou claro que há doenças degenerativas associadas ao envelhecimento em que também os telômeros precisam existir para a divisão celular.
- A sra. avalia que o estudo poderá ter aplicações na indústria cosmética, que busca esse ideal de juventude eterna?
Há aplicações ótimas no estudo relacionadas a doenças do envelhecimento. A cada ano 20 mil pessoas morrem por doenças degenerativas relacionadas ao encurtamento dos telômeros. Existem doenças sérias para as quais não há tratamento, e é nelas que estamos focando. Não há evidência até agora de que o estudo teria implicações na aparência. Há muita coisa escrita sobre telômeros hoje que se assemelha à ficção científica.
- Esta edição foi considerada o Nobel das mulheres, com cinco vencedoras. Como a sra. analisa o papel da mulher hoje na pesquisa?
Ao longo dos anos tem havido um crescente número de mulheres em uma grande gama de cargos, como professoras associadas, professoras universitárias e cargos elevados na administração das universidades. Mas ainda há uma subrepresentação das mulheres que ocupam papéis importantes [de chefia] nos laboratórios fazendo experimentos. Quando estava na graduação, 50% dos alunos da turma e da própria universidade eram mulheres. Agora estou numa posição em que há menos de 10% de mulheres no mesmo patamar.
- A sra. quer dizer que há um baixo número de mulheres que atuam na área de pesquisa?
Não há um baixo número de mulheres na pesquisa, os números estão crescendo. Apesar disso, os prêmios só são concedidos depois que se comprovam as implicações médicas da descoberta, o que pode levar bastante tempo. Espero que seja apenas uma questão de tempo, um intervalo, até que mais mulheres sejam premiadas, porque mais mulheres estão atingindo esse patamar.
- A sra. avalia que ainda há preconceito na comunidade acadêmica? Há poucos anos, o atual conselheiro econômico do governo de Barack Obama, Larry Summers, disse, quando era reitor de Harvard, que diferenças inatas entre homens e mulheres eram um dos fatores que justificavam o fato de que poucas mulheres teriam êxito em carreiras na ciência e na matemática...
Ao menos entre as cientistas que conheço, soaria como anormal dizer algo tão absurdo. Provavelmente a razão de haver poucas mulheres nessas áreas está ligada a aspectos mais sutis. Alguns homens tendem a se sentir mais confortáveis ao recomendar colegas homens. Há algumas poucas questões sociológicas envolvidas. Tenho visto pouca discriminação clara e aberta. Não penso que precise existir uma discriminação tão franca e aberta [quanto a do comentário de Summers] para perpetuar uma situação em que se tende a ter mais homens atuando nessas áreas.
- O fato de que está em curso um processo de envelhecimento populacional, principalmente nos países ricos, aumenta o interesse e a disponibilidade de recursos para esse tipo de pesquisa?
Certamente mais recursos seriam úteis para entender as implicações das doenças ligadas ao envelhecimento. Temos tido sorte de contar com recursos do NIH [Instituto Nacional de Saúde] apesar de muito do que fazemos ser ligado à curiosidade científica. Agora precisamos ir adiante para estudos clínicos.
- Como vê a atitude do governo Obama em relação à ciência?
O governo Obama tem uma atitude muito positiva em relação à ciência. Há poucas semanas Obama esteve no NIH. Vemos como o dinheiro do programa de estímulo é empregado. Tanto em termos de ideias ou quanto em relação ao papel da ciência na sociedade e ao apoio material, avalio que tem sido fenomenal.
- Alguns ganhadores anteriores fizeram comentários polêmicos, como James Watson, vencedor do Nobel de Medicina em 1962, que afirmou que a beleza feminina deveria ser geneticamente planejada. O Nobel permite a um pesquisador dizer qualquer coisa?
As pessoas vão dizer o que quer que venha a suas cabeças, mas penso que há muita responsabilidade envolvida nessa repentina exposição à mídia. E há pessoas ouvindo você porque você ganhou o Nobel. De outro lado, é uma oportunidade única, porque não ouvimos muito sobre o papel da ciência. Isso não está nos jornais todos os dias, não se fala sobre isso na TV e, no fundo, não fica muito claro para as pessoas o que um cientista faz. Penso que há uma responsabilidade de colocar a ciência à disposição da opinião pública. Talvez isso seja capaz de arregimentar mais pessoas para que no futuro mais trabalhos possam concorrer a um Nobel.
Fonte: Folha de SP
Data: 19/10/2009
Incêndio que consumiu obras de Oiticica provoca debate sobre conservação e guarda de acervos
Obras destruídas não tinham seguro e perdas podem chegar a US$ 200 milhões
A perda de quase toda a obra do artista plástico brasileiro de maior projeção internacional pode abrir novo debate sobre como o país administra suas coleções e acervos culturais. Um incêndio, na noite de sexta-feira, na casa em que morou Hélio Oiticica (1937 – 1980), no Rio de janeiro, destruiu mais de 2 mil itens. Isso correspondia a pelo menos 90% do legado.
José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus, órgão ligado ao Ministério da Cultura, declarou que vai pedir um laudo para, a partir dele, fazer um diagnóstico. O presidente do Centro Cultural São Paulo, Martin Grossmann, foi mais direto, classificando o episódio como “desastroso”:
– É mais um fato que mostra como é frágil a relação entre o público e o privado. Por que as famílias têm tanto poder sobre o legado de um artista já morto?
As obras destruídas não tinham seguro, e o arquiteto César Oiticica, irmão do artista e guardião do acervo, estima a perda em US$ 200 milhões:
– É o maior prejuízo sofrido pela cultura brasileira em sua história. Queria ter morrido junto com as obras.
César mora na casa do Jardim Botânico em que Hélio residiu na última década de vida e onde eram mantidas as peças. Provocado por razões ainda desconhecidas, o fogo, que teria começado por volta das 22h de sexta-feira, destruiu totalmente a chamada reserva técnica, que contava com sensores de umidade e temperatura, alarme anti-incêndio e outros dispositivos de segurança. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas três horas depois, antes que elas se expandissem para o segundo andar da residência.
Algumas das obras mais importante de Oiticica, como Tropicália e Cosmococas, não se perderam porque estão nos acervos da Tate Modern, em Londres, e do Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
Em nota divulgada à imprensa, a secretária municipal de Turismo do Rio, Jandira Feghali, pediu a apuração das causas do incêncio e afirmou que tentava levar o acervo do artista novamente para o Centro Hélio Oiticica, mas “(...) apesar de nossos esforços, não conseguimos trazê-lo de volta, em regime de comodato”.
Leia a matéria completa
Fonte: Zero Hora Online
Data: 19/10/2009
A perda de quase toda a obra do artista plástico brasileiro de maior projeção internacional pode abrir novo debate sobre como o país administra suas coleções e acervos culturais. Um incêndio, na noite de sexta-feira, na casa em que morou Hélio Oiticica (1937 – 1980), no Rio de janeiro, destruiu mais de 2 mil itens. Isso correspondia a pelo menos 90% do legado.
José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus, órgão ligado ao Ministério da Cultura, declarou que vai pedir um laudo para, a partir dele, fazer um diagnóstico. O presidente do Centro Cultural São Paulo, Martin Grossmann, foi mais direto, classificando o episódio como “desastroso”:
– É mais um fato que mostra como é frágil a relação entre o público e o privado. Por que as famílias têm tanto poder sobre o legado de um artista já morto?
As obras destruídas não tinham seguro, e o arquiteto César Oiticica, irmão do artista e guardião do acervo, estima a perda em US$ 200 milhões:
– É o maior prejuízo sofrido pela cultura brasileira em sua história. Queria ter morrido junto com as obras.
César mora na casa do Jardim Botânico em que Hélio residiu na última década de vida e onde eram mantidas as peças. Provocado por razões ainda desconhecidas, o fogo, que teria começado por volta das 22h de sexta-feira, destruiu totalmente a chamada reserva técnica, que contava com sensores de umidade e temperatura, alarme anti-incêndio e outros dispositivos de segurança. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas três horas depois, antes que elas se expandissem para o segundo andar da residência.
Algumas das obras mais importante de Oiticica, como Tropicália e Cosmococas, não se perderam porque estão nos acervos da Tate Modern, em Londres, e do Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
Em nota divulgada à imprensa, a secretária municipal de Turismo do Rio, Jandira Feghali, pediu a apuração das causas do incêncio e afirmou que tentava levar o acervo do artista novamente para o Centro Hélio Oiticica, mas “(...) apesar de nossos esforços, não conseguimos trazê-lo de volta, em regime de comodato”.
Leia a matéria completa
Fonte: Zero Hora Online
Data: 19/10/2009
Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, acerta na radicalidade
Já em seu início, em 1997, a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, com curadoria de Frederico Morais, era marcada por um caráter experimental. Naquela época, sua pretensão foi reescrever a história da arte a partir de uma visão não-hegemônica, ou seja, fora do eixo europeu e norte-americano.
Montagem de obra de Iran do Espírito Santo, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Agora, em sua sétima edição, esse caráter experimental alcança sua maior radicalidade, ao colocar o artista e seu processo criativo --e não mais a figura do curador-- como o centro de organização.
É uma das mostras mais inovadoras dentro do confuso universo das bienais, que costuma transitar entre o apelo fácil para o público e o discurso direcionado a especialistas.
"Grito e Escuta" foi concebida pela curadora argentina Victoria Noorthoorn e pelo artista chileno Camilo Yáñez, ao lado de outros oito artistas cocuradores --uns responsáveis por áreas específicas, como o projeto pedagógico, a cargo da argentina Marina de Caro, outros por segmentos expositivos, como a brasileira Laura Lima.
O resultado é um trabalho efetivamente polifônico, que apresenta exposições surpreendentes e muito distintas umas das outras.
Curiosamente, as mais tradicionais são as organizadas por Noorthoorn: "Ficções do Invisível", no Cais do Porto, e "Desenho das Ideias", no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Isso não significa que sejam menos impactantes.
A primeira, com uma cenografia elegante (de ilhas marcadas por tecidos negros), é uma constelação que tem no teatro e na dança seu começo e seu fim: começa com "Breath" (Respiração), uma peça de 67 segundos de Samuel Beckett encenada por Daniela Thomas, e termina com o coreógrafo francês Jérôme Bel em um vídeo metalinguístico.
Já "Desenho das Ideias" reúne um grupo mais histórico que trabalha com desenho, mas não só, buscando revelar o processo criativo de artistas como Anna Maria Maiolino, Cildo Meireles, Paulo Bruscky, Flávio de Carvalho e León Ferrari.
Curadorias dos artistas
O trabalho mais impactante, contudo, é de Iran do Espírito Santo, uma parede que parece um buraco negro, para onde é difícil deixar de olhar. Lenora de Barros, curadora da Radiovisual, alocou nesse segmento algumas obras, provocando interessantes fricções.
Contudo, são as curadorias dos artistas as grandes surpresas. A começar pela mostra "Absurdo", de Laura Lima, num dos armazéns do Cais do Porto, com o piso recoberto por nada menos do que 20 caminhões de areia.
Paisagem lunar, num contraponto brilhante com o rio Guaíba, que se vê por grandes portas, ela reúne obras projetadas em telas, como o lindo vídeo de Marcellvs L., ou mesmo na areia, como Márcia Xavier, ou então numa pequena casa, como o surreal vídeo "Lucia", assinado pelos chilenos Niles Atallah, Joaquin Cociña e Cristóbal Léon. Esse é um dos trabalhos mais incríveis da mostra, uma mistura de William Kentridge e Stanley Kubrick.
Esse pavilhão é das experiências mais vibrantes que se pode ter em arte contemporânea.
Finalmente, o armazém que reúne as mostras "Texto Público", organizada por Artur Lescher, e "Biografias Coletivas", a cargo de Camilo Yáñez, é outro destaque. Nesses dois segmentos, fortalece-se uma tese que é desenvolvida ao longo de toda a Bienal: a junção arte e vida, princípios que nortearam os anos 1960 e 70, é hoje o cerne do pensamento mais intrigante na cena contemporânea.
7ª BIENAL DO MERCOSUL
Quando: de ter. a dom., das 9h às 21h; até 29/11
Onde: Armazéns do Cais do Porto, Santander Cultural e Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre; tel. 0/ xx/51/3433-7686
Quanto: entrada franca
Cotação: ótimo
Fonte Folha Online
Data: 19/10/2009
Montagem de obra de Iran do Espírito Santo, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Agora, em sua sétima edição, esse caráter experimental alcança sua maior radicalidade, ao colocar o artista e seu processo criativo --e não mais a figura do curador-- como o centro de organização.
É uma das mostras mais inovadoras dentro do confuso universo das bienais, que costuma transitar entre o apelo fácil para o público e o discurso direcionado a especialistas.
"Grito e Escuta" foi concebida pela curadora argentina Victoria Noorthoorn e pelo artista chileno Camilo Yáñez, ao lado de outros oito artistas cocuradores --uns responsáveis por áreas específicas, como o projeto pedagógico, a cargo da argentina Marina de Caro, outros por segmentos expositivos, como a brasileira Laura Lima.
O resultado é um trabalho efetivamente polifônico, que apresenta exposições surpreendentes e muito distintas umas das outras.
Curiosamente, as mais tradicionais são as organizadas por Noorthoorn: "Ficções do Invisível", no Cais do Porto, e "Desenho das Ideias", no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Isso não significa que sejam menos impactantes.
A primeira, com uma cenografia elegante (de ilhas marcadas por tecidos negros), é uma constelação que tem no teatro e na dança seu começo e seu fim: começa com "Breath" (Respiração), uma peça de 67 segundos de Samuel Beckett encenada por Daniela Thomas, e termina com o coreógrafo francês Jérôme Bel em um vídeo metalinguístico.
Já "Desenho das Ideias" reúne um grupo mais histórico que trabalha com desenho, mas não só, buscando revelar o processo criativo de artistas como Anna Maria Maiolino, Cildo Meireles, Paulo Bruscky, Flávio de Carvalho e León Ferrari.
Curadorias dos artistas
O trabalho mais impactante, contudo, é de Iran do Espírito Santo, uma parede que parece um buraco negro, para onde é difícil deixar de olhar. Lenora de Barros, curadora da Radiovisual, alocou nesse segmento algumas obras, provocando interessantes fricções.
Contudo, são as curadorias dos artistas as grandes surpresas. A começar pela mostra "Absurdo", de Laura Lima, num dos armazéns do Cais do Porto, com o piso recoberto por nada menos do que 20 caminhões de areia.
Paisagem lunar, num contraponto brilhante com o rio Guaíba, que se vê por grandes portas, ela reúne obras projetadas em telas, como o lindo vídeo de Marcellvs L., ou mesmo na areia, como Márcia Xavier, ou então numa pequena casa, como o surreal vídeo "Lucia", assinado pelos chilenos Niles Atallah, Joaquin Cociña e Cristóbal Léon. Esse é um dos trabalhos mais incríveis da mostra, uma mistura de William Kentridge e Stanley Kubrick.
Esse pavilhão é das experiências mais vibrantes que se pode ter em arte contemporânea.
Finalmente, o armazém que reúne as mostras "Texto Público", organizada por Artur Lescher, e "Biografias Coletivas", a cargo de Camilo Yáñez, é outro destaque. Nesses dois segmentos, fortalece-se uma tese que é desenvolvida ao longo de toda a Bienal: a junção arte e vida, princípios que nortearam os anos 1960 e 70, é hoje o cerne do pensamento mais intrigante na cena contemporânea.
7ª BIENAL DO MERCOSUL
Quando: de ter. a dom., das 9h às 21h; até 29/11
Onde: Armazéns do Cais do Porto, Santander Cultural e Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre; tel. 0/ xx/51/3433-7686
Quanto: entrada franca
Cotação: ótimo
Fonte Folha Online
Data: 19/10/2009
Usuários do Kindle falam os prós e contras do leitor eletrônico
MARINA LANG
da Folha Online
Carregar 500 livros de uma vez só era humanamente impossível até 2007, ano em que a Amazon sacudiu o mercado editorial com o lançamento do primeiro leitor eletrônico a ficar famoso no mundo, o Kindle.
Dois anos se passaram até que, nesta segunda-feira (19), o aparelho chegasse aos consumidores no Brasil. Mas, será que o aparelho consegue sobreviver ao próprio "hype" por aqui?
Arquivo pessoal
Miguel da Rocha Cavalcanti, usuário do Kindle desde abril de 2008, opina que o dispositivo da Amazon não vai ser "febre" no Brasil
"Vai depender do catálogo em português. No Brasil se lê muito pouco. Acho difícil que venha a ser um mercado importante", diz o articulista da Folha, Hélio Schwartsman, 44, que adotou o leitor eletrônico antes de ele chegar ao Brasil.
A "sentença de morte" prematura rima com a de outro "early adopter", o engenheiro e diretor de tecnologia do Yahoo!, Antonio Carlos Silveira, 33. "Para o Brasil, o preço é inibidor. A galeria de livros serve para quem lê coisas em inglês. É coisa de viciados em eletrônicos", analisa. "Acho que não vai vender nada. Mil reais por um aparelho preto-e-branco, sem luz e sem resolução de imagens? Só maluco."
Outro usuário procurado pela Folha Online, o engenheiro agrônomo Miguel Cavalcanti, 31, segue a mesma linha. "Acho que não vai [pegar no Brasil]. É um mercado muito menor que o do iPhone, por exemplo", observa.
O modelo internacional do Kindle, que vai estar disponível para compra no Brasil, tem um display de seis polegadas com tecnologia E-Ink (é possível ver a página, que tem contraste semelhante ao do papel, por diversos ângulos) e capacidade de armazenamento de 1.500 livros em 2 Gbytes.
Pesa 289,2 g --para comparação, um iPhone tem 135 g. Possui conexão wireless, ou seja, é possível baixar livros da Amazon em qualquer lugar, a diversos preços (US$ 9, em média). A bateria é um dos pontos altos: todos os usuários consultados pela reportagem relataram uma duração extensa, de duas semanas, em média.
Os livros, de acordo com a loja, chegam em 60 segundos. O preço do aparelho é US$ 279 (R$ 480), mais taxas de importação e entrega. Na moeda brasileira, isso significa uma cifra que beira os R$ 1.000. A aquisição é feita por intermédio do site da Amazon
Leve e funcional
"O que mudou na minha vida foram as malas, que ficaram mais leves. E também a ansiedade por um livro mais novo, que agora mais fácil de obter", observa Cavalcanti, que tem "uns 40 livros, mais dez arquivos convertidos para o formato". O engenheiro agrônomo comprou o Kindle em abril de 2008 --trata-se do primeiro modelo do aparelho.
"O interessante é que o Kindle cria um espaço para ter classe média de autores. Aquele autor nem tão conhecido ganha 35% sobre a venda", aponta.
Embora não lembre exatamente a data de aquisição, Silveira também endossa a opinião quanto à funcionalidade de levar vários livros no formato. "Você consegue mover, mudar eletronicamente, iluminar um trecho, sincronizar para o computador. Ele lê a tela, emula voz de homem e mulher para ler automaticamente", enumera.
"Além de ser leve, outra vantagem é dicionário acoplado", diz Schwartsman. "No Brasil, é útil porque você consegue comprar o livro na hora, e de forma barata. Senão de graça."
Fonte: Folha Online
Data: 19/10/2009
da Folha Online
Carregar 500 livros de uma vez só era humanamente impossível até 2007, ano em que a Amazon sacudiu o mercado editorial com o lançamento do primeiro leitor eletrônico a ficar famoso no mundo, o Kindle.
Dois anos se passaram até que, nesta segunda-feira (19), o aparelho chegasse aos consumidores no Brasil. Mas, será que o aparelho consegue sobreviver ao próprio "hype" por aqui?
Arquivo pessoal
Miguel da Rocha Cavalcanti, usuário do Kindle desde abril de 2008, opina que o dispositivo da Amazon não vai ser "febre" no Brasil
"Vai depender do catálogo em português. No Brasil se lê muito pouco. Acho difícil que venha a ser um mercado importante", diz o articulista da Folha, Hélio Schwartsman, 44, que adotou o leitor eletrônico antes de ele chegar ao Brasil.
A "sentença de morte" prematura rima com a de outro "early adopter", o engenheiro e diretor de tecnologia do Yahoo!, Antonio Carlos Silveira, 33. "Para o Brasil, o preço é inibidor. A galeria de livros serve para quem lê coisas em inglês. É coisa de viciados em eletrônicos", analisa. "Acho que não vai vender nada. Mil reais por um aparelho preto-e-branco, sem luz e sem resolução de imagens? Só maluco."
Outro usuário procurado pela Folha Online, o engenheiro agrônomo Miguel Cavalcanti, 31, segue a mesma linha. "Acho que não vai [pegar no Brasil]. É um mercado muito menor que o do iPhone, por exemplo", observa.
O modelo internacional do Kindle, que vai estar disponível para compra no Brasil, tem um display de seis polegadas com tecnologia E-Ink (é possível ver a página, que tem contraste semelhante ao do papel, por diversos ângulos) e capacidade de armazenamento de 1.500 livros em 2 Gbytes.
Pesa 289,2 g --para comparação, um iPhone tem 135 g. Possui conexão wireless, ou seja, é possível baixar livros da Amazon em qualquer lugar, a diversos preços (US$ 9, em média). A bateria é um dos pontos altos: todos os usuários consultados pela reportagem relataram uma duração extensa, de duas semanas, em média.
Os livros, de acordo com a loja, chegam em 60 segundos. O preço do aparelho é US$ 279 (R$ 480), mais taxas de importação e entrega. Na moeda brasileira, isso significa uma cifra que beira os R$ 1.000. A aquisição é feita por intermédio do site da Amazon
Leve e funcional
"O que mudou na minha vida foram as malas, que ficaram mais leves. E também a ansiedade por um livro mais novo, que agora mais fácil de obter", observa Cavalcanti, que tem "uns 40 livros, mais dez arquivos convertidos para o formato". O engenheiro agrônomo comprou o Kindle em abril de 2008 --trata-se do primeiro modelo do aparelho.
"O interessante é que o Kindle cria um espaço para ter classe média de autores. Aquele autor nem tão conhecido ganha 35% sobre a venda", aponta.
Embora não lembre exatamente a data de aquisição, Silveira também endossa a opinião quanto à funcionalidade de levar vários livros no formato. "Você consegue mover, mudar eletronicamente, iluminar um trecho, sincronizar para o computador. Ele lê a tela, emula voz de homem e mulher para ler automaticamente", enumera.
"Além de ser leve, outra vantagem é dicionário acoplado", diz Schwartsman. "No Brasil, é útil porque você consegue comprar o livro na hora, e de forma barata. Senão de graça."
Fonte: Folha Online
Data: 19/10/2009
Portal sobre câncer infantil é modernizado
Para atender às demandas e necessidades de cada grupo envolvido no tratamento do câncer infantil, o Portal Oncopediatria (www.oncopediatria.org), no ar desde 2004, ganhou uma nova configuração. Agora, são três áreas de acesso, adequadas segundo o perfil do usuário: uma para oncopediatras; outra para profissionais da saúde em geral, como enfermeiros e psicólogos; e uma última para pacientes e familiares. Além disso, o portal passou a contar com um twitter (http://twitter.com/oncopediatria), que divulga quaisquer tipos de notícias relacionadas ao tema - de enquetes sobre o combate ao câncer à campanhas de doação de medula. Até agora, o sistema tem 180 usuários médicos provenientes de 30 hospitais em todo o Brasil.
O portal foi desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da USP, sob a coordenação dos professores Marcelo Zuffo e Adilson Hira. A iniciativa conta com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) e hospitais de tratamento oncológico-pediátricos. O objetivo era introduzir a telemedicina como ferramenta de apoio ao tratamento e divulgação do câncer infantil. Hoje, espera-se ampliar a troca de informações entre os médicos e fornecer dados para levantamentos estatísticos e epidemiológicos sobre a doença. No Brasil, existem cerca de 60 mil pacientes com câncer infantil, e, a cada ano, são diagnosticados de 8 a 12 mil novos casos. O índice de cura está abaixo dos de países desenvolvidos.
O canal voltado para os pacientes e seus familiares reúne informações sobre os diversos tipos de câncer que acometem crianças e adolescentes e dicas de cuidados com alimentação e higiene. Além disso, disponibiliza um mapa com todos os hospitais e casas de apoio de oncologia pediátrica do país. Há, ainda, histórias de superação de pacientes que são enviadas pelos próprios usuários.
Já o canal para pediatras e outros profissionais de saúde comporta teses e dissertações em português sobre oncologia e vídeo-aulas feitas por profissionais da Sobope. Por fim, o canal dos oncopediatras permite que o médico inclua seus artigos científicos, além de colaborar com a enciclopédia do site e divulgar os protocolos de tratamento de seus pacientes.
O protocolo de tratamento define quais procedimentos são utilizados após o diagnóstico, como exames, medicamentos quimioterápicos e respectivas dosagens. O uso de protocolos mais avançados aumenta significativamente a chance de cura do paciente. “Essas informações servirão de subsídio para que grupos de pesquisa de todo o país conheçam, avaliem e melhorem os protocolos de tratamento da doença”, diz Hira.
Fonte: Portal da FINEP
Data: 15/10/2009
O portal foi desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da USP, sob a coordenação dos professores Marcelo Zuffo e Adilson Hira. A iniciativa conta com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) e hospitais de tratamento oncológico-pediátricos. O objetivo era introduzir a telemedicina como ferramenta de apoio ao tratamento e divulgação do câncer infantil. Hoje, espera-se ampliar a troca de informações entre os médicos e fornecer dados para levantamentos estatísticos e epidemiológicos sobre a doença. No Brasil, existem cerca de 60 mil pacientes com câncer infantil, e, a cada ano, são diagnosticados de 8 a 12 mil novos casos. O índice de cura está abaixo dos de países desenvolvidos.
O canal voltado para os pacientes e seus familiares reúne informações sobre os diversos tipos de câncer que acometem crianças e adolescentes e dicas de cuidados com alimentação e higiene. Além disso, disponibiliza um mapa com todos os hospitais e casas de apoio de oncologia pediátrica do país. Há, ainda, histórias de superação de pacientes que são enviadas pelos próprios usuários.
Já o canal para pediatras e outros profissionais de saúde comporta teses e dissertações em português sobre oncologia e vídeo-aulas feitas por profissionais da Sobope. Por fim, o canal dos oncopediatras permite que o médico inclua seus artigos científicos, além de colaborar com a enciclopédia do site e divulgar os protocolos de tratamento de seus pacientes.
O protocolo de tratamento define quais procedimentos são utilizados após o diagnóstico, como exames, medicamentos quimioterápicos e respectivas dosagens. O uso de protocolos mais avançados aumenta significativamente a chance de cura do paciente. “Essas informações servirão de subsídio para que grupos de pesquisa de todo o país conheçam, avaliem e melhorem os protocolos de tratamento da doença”, diz Hira.
Fonte: Portal da FINEP
Data: 15/10/2009
Obras digitalizadas do Instituto para a Integração da América Latina e do Caribe - INTAL disponível na internet
El Centro de Documentación INTAL (CDI) identifica, recopila, organiza y disemina información sobre integración, comercio, infraestructura, desarrollo y temas relacionados aplicados principalmente a las regiones de América Latina y el Caribe.
La colección cubre tanto aspectos de actualidad como históricos.
Pone énfasis en las publicaciones del INTAL, unidad del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) especializada en temas de Integración, además de analizar otras fuentes de prestigio producidas por Organismos Multilaterales, Organizaciones Internacionales, Organismos Gubernamentales, Universidades e Institutos y Centros de Investigación de distintas partes del mundo.
Se pone de manifiesto una clara tendencia a la recopilación de la producción de documentos electrónicos en texto completo. Sin embargo, los documentos en soportes tradicionales siguen teniendo una importante incidencia en el desarrollo de la colección.
Acceso al Centro de Documentación INTAL
Fonte: Portal do INTAL
Data:19/10/2009
La colección cubre tanto aspectos de actualidad como históricos.
Pone énfasis en las publicaciones del INTAL, unidad del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) especializada en temas de Integración, además de analizar otras fuentes de prestigio producidas por Organismos Multilaterales, Organizaciones Internacionales, Organismos Gubernamentales, Universidades e Institutos y Centros de Investigación de distintas partes del mundo.
Se pone de manifiesto una clara tendencia a la recopilación de la producción de documentos electrónicos en texto completo. Sin embargo, los documentos en soportes tradicionales siguen teniendo una importante incidencia en el desarrollo de la colección.
Acceso al Centro de Documentación INTAL
Fonte: Portal do INTAL
Data:19/10/2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Feira de Frankfurt tem edição "econômica"
MARCOS STRECKER
da Folha de S.Paulo, enviado especial a Frankfurt
Por mais que os organizadores tentem aparentar normalidade, é senso comum que a 61ª Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, está mais econômica e modesta por conta dos efeitos da crise. As delegações internacionais estão enxutas, a oferta de títulos para editores diminuiu e o circuito "social" encolheu.
Os dados oficiais indicam retração modesta. O número total de exibidores praticamente se manteve (7.314 em 2009, contra 7.373 em 2008), com o mesmo número de países participantes (cem). Mas as cifras não refletem o dia a dia dos negócios entre editoras, agentes e escritores. É voz corrente que a cautela dá o tom dos negócios.
Isso se reflete também na venda de títulos para editoras brasileiras, ainda que o otimismo com a recuperação do mercado nacional seja bem maior do que nos EUA e na Europa.
Segundo Roberto Feith, da Objetiva, com a retração vão sofrer mais os títulos "midlist", aqueles que vendem bem, "mas não o suficiente para fazer o ano de uma editora". Para ele, as editoras europeias tendem a reduzir lançamentos. Luciana Villas-Boas, diretora-editorial da Record, concorda que os títulos intermediários serão os mais afetados. Isso compreende obras de não ficção e literatura de qualidade.
Entre os best-sellers, no entanto, o mercado continua aquecido. O "título da feira", que está causando frisson em Frankfurt, é a coletânea de diários, notas e cartas de Nelson Mandela. Trata-se de uma edição, ainda em preparação, que inclui toda a memória pessoal do líder antiapartheid.
Michael Jackson
Outro título que está sendo muito comentado é uma "graphic novel" (história em quadrinhos de luxo) de Michael Jackson, que o astro pop teria escrito com Gotham Chopra (filho do autor de autoajuda Deepak Chopra), com ilustrações de Mukesh Singh. Intitulado "Faith", teria como personagem um ícone pop chamado Gabriel Star e deve ser lançado nos EUA em junho de 2010.
Antes da feira, a editora portuguesa Leya, que acaba de estrear no Brasil, já havia comprado em leilão "The Shadow Effect", de Deepak Chopra, por US$ 100 mil. Para Paulo Rocco, da editora Rocco, a disputa pelos best-sellers continua, ainda que a média dos preços negociados tenha caído.
O livro de Mandela já provoca corrida entre editores brasileiros, que tiveram nos últimos meses disputas ousadas por best-sellers. O maior exemplo é o leilão que movimentou as editoras na semana passada, a trilogia "A Discovery of Witches" (uma descoberta de feiticeiras), de Deborah Harkness, que deve sair em 2011.
A Rocco venceu a disputa e pagou cerca de US$ 165 mil pelos direitos de publicação do primeiro volume. É uma cifra elevada, mesmo comparando com o US$ 1 milhão negociado para o mercado americano. A história: professora descobre um manuscrito de alquimia, vira feiticeira e tem romance com vampiro de 1.500 anos.
A Câmara Brasileira do Livro, que tem um stand em Frankfurt, fechou com a feira uma parceria para a realização de um encontro internacional em São Paulo, em março de 2010, para debater novas tecnologias. O evento será simultâneo ao 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros.
Fonte: Folha Online
Data: 16/10/2009
da Folha de S.Paulo, enviado especial a Frankfurt
Por mais que os organizadores tentem aparentar normalidade, é senso comum que a 61ª Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, está mais econômica e modesta por conta dos efeitos da crise. As delegações internacionais estão enxutas, a oferta de títulos para editores diminuiu e o circuito "social" encolheu.
Os dados oficiais indicam retração modesta. O número total de exibidores praticamente se manteve (7.314 em 2009, contra 7.373 em 2008), com o mesmo número de países participantes (cem). Mas as cifras não refletem o dia a dia dos negócios entre editoras, agentes e escritores. É voz corrente que a cautela dá o tom dos negócios.
Isso se reflete também na venda de títulos para editoras brasileiras, ainda que o otimismo com a recuperação do mercado nacional seja bem maior do que nos EUA e na Europa.
Segundo Roberto Feith, da Objetiva, com a retração vão sofrer mais os títulos "midlist", aqueles que vendem bem, "mas não o suficiente para fazer o ano de uma editora". Para ele, as editoras europeias tendem a reduzir lançamentos. Luciana Villas-Boas, diretora-editorial da Record, concorda que os títulos intermediários serão os mais afetados. Isso compreende obras de não ficção e literatura de qualidade.
Entre os best-sellers, no entanto, o mercado continua aquecido. O "título da feira", que está causando frisson em Frankfurt, é a coletânea de diários, notas e cartas de Nelson Mandela. Trata-se de uma edição, ainda em preparação, que inclui toda a memória pessoal do líder antiapartheid.
Michael Jackson
Outro título que está sendo muito comentado é uma "graphic novel" (história em quadrinhos de luxo) de Michael Jackson, que o astro pop teria escrito com Gotham Chopra (filho do autor de autoajuda Deepak Chopra), com ilustrações de Mukesh Singh. Intitulado "Faith", teria como personagem um ícone pop chamado Gabriel Star e deve ser lançado nos EUA em junho de 2010.
Antes da feira, a editora portuguesa Leya, que acaba de estrear no Brasil, já havia comprado em leilão "The Shadow Effect", de Deepak Chopra, por US$ 100 mil. Para Paulo Rocco, da editora Rocco, a disputa pelos best-sellers continua, ainda que a média dos preços negociados tenha caído.
O livro de Mandela já provoca corrida entre editores brasileiros, que tiveram nos últimos meses disputas ousadas por best-sellers. O maior exemplo é o leilão que movimentou as editoras na semana passada, a trilogia "A Discovery of Witches" (uma descoberta de feiticeiras), de Deborah Harkness, que deve sair em 2011.
A Rocco venceu a disputa e pagou cerca de US$ 165 mil pelos direitos de publicação do primeiro volume. É uma cifra elevada, mesmo comparando com o US$ 1 milhão negociado para o mercado americano. A história: professora descobre um manuscrito de alquimia, vira feiticeira e tem romance com vampiro de 1.500 anos.
A Câmara Brasileira do Livro, que tem um stand em Frankfurt, fechou com a feira uma parceria para a realização de um encontro internacional em São Paulo, em março de 2010, para debater novas tecnologias. O evento será simultâneo ao 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros.
Fonte: Folha Online
Data: 16/10/2009
Neues Museum de Berlim reabre após 70 anos, com busto de rainha egípcia

da France Presse, em Berlim
Destruído pelos bombardeios aliados na Segunda Guerra Mundial, o Neues Museum de Berlim volta a abrir suas portas 70 anos depois, neste sábado (17). Totalmente renovado, tem como principal atração o célebre busto da rainha egípcia Nefertiti.
Situado na região leste de Berlim, na chamada "ilha dos museus" --declarada patrimônio da Humanidade--, o Neues Museum (Novo Museu, em tradução) vai expor cerca de 9 mil peças procedentes, em sua maioria, da Pré-História e das civilizações antigas.
Inaugurado em 1859, bombardeado na guerra e deixado em ruínas no período da Alemanha dividida, o museu foi totalmente reformado ao longo de seis anos, a um custo de 212 milhões de euros.
Uma importante coleção egípcia ocupa boa parte de seus 8 mil m2 de exposição. O busto de Nefertiti é alvo de uma demanda do Egito, que reclama sua devolução, considerando que a estátua foi tirada ilegalmente do país.
A célebre estátua também é alvo de uma polêmica sobre sua autenticidade, já que o historiador de arte Henri Stierlin afirma que foi fabricada em 1912 com o objetivo de fazer ensaios de policromia --emprego de muitas cores em mesmo trabalho.
As autoridades alemãs descartam essa hipótese, ignorando a polêmica.
Fonte: Folha Online
Data:16/10/2009
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