terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Unesp mais visível


A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, a produção acadêmica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estará disponível para busca em bancos internacionais de pesquisa científica.
Segundo a Unesp, atualmente outras universidades brasileiras divulgam seus trabalhos nesses sistemas, mas de maneira indireta, pois precisam de um provedor externo que faz a intermediação com o acervo da instituição. A Unesp utilizará um acesso direto, por meio do protocolo The Open Archives Initiative, vinculado ao catálogo de produção científica da universidade, o Athena.

Segundo Marta Valentim, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), além da agilidade para realizar pesquisas científicas e tecnológicas, a adoção do protocolo garantirá maior qualidade da informação, com baixa taxa de erros de preenchimento.

“Ao depender de intermediários para tornar a produção acadêmica visível internacionalmente, algumas universidades aguardam meses para a inclusão de novos conteúdos ou sofrem com erros de cadastramento”, disse.

O acervo inclui revistas acadêmicas, partituras, trabalhos de conclusão de curso, artigos apresentados em congressos, livros, além de teses e dissertações.
A pós-graduação deverá se fortalecer com o aumento da visibilidade internacional da instituição, que intensificará o intercâmbio com grupos de pesquisa em diferentes países.

Entre os bancos de dados em que os trabalhos ficarão disponíveis está a Networked Digital Library of Theses and Dissertations, organização dedicada a definir padrões para a disseminação, criação, preservação e uso de cópias eletrônicas de material de papel, como teses e dissertações.
Agência FAPESP – 28/12/2009
Mais informações: www.unesp.br

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Portal das Artes

Funarte/MinC inaugura espaço virtual focado na interatividade e na disponibilização de conteúdo

Artes Visuais, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro, dentre outros segmentos culturais e temas relacionados, estão disponíveis no recém-lançado Portal das Artes - ambiente online da Fundação Nacional das Artes, instituição vinculada ao Ministério da Cultura.

Em funcionamento desde a semana passada, o espaço multimídia oferece inúmeras possibilidades aos internautas. A principal delas é a interação, como explica o diretor de Programas Integrados da Funarte/MinC, Tadeu Di Pietro: “em um site o conteúdo é fixo, estático, no portal o conteúdo é mais amplo, existe interatividade com os usuários, é um ambiente virtual mais dinâmico”.

Di Pietro esclarece, ainda, que até março de 2010 o Portal das Artes passará por diversas modificações e adequações. A intenção, segundo ele, é “ajustá-lo” às necessidades que surgirem no decorrer da implantação plena do novo sistema. “O portal, por ser um ambiente interativo, deve receber colaborações - críticas e sugestões - dos internautas.”

Ao acessá-lo, o usuário pode realizar inscrições para participar das ações, programas e projetos da Fundação, adquirir informações atualizadas no Mapa dos Teatros do Brasil e pesquisar a programação dos espaços culturais da instituição no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Outra novidade é a disponibilização de conteúdo. Todos os arquivos da Funarte/MinC, inclusive acervos documentais e sonoros, foram digitalizados e podem ser pesquisados por qualquer pessoa. Os textos publicados em livros, por exemplo, estão disponíveis, gratuitamente, aos interessados.

“O Portal tem um papel simbólico neste momento, pois vai colocar a Funarte ao alcance do público. A publicação desses livros também é muito importante para o desenvolvimento das artes no país”, disse Sérgio Mamberti, presidente da instituição.

Saiba mais sobre o Portal das Artes.

(Texto: Grazielle Machado, Comunicação Social/MinC)

Fonte: Portal do MinC
Data: 23/12/2009

Hacker quebrou protecção do Kindle

Um hacker israelita desenvolveu uma forma de ultrapassar as restrições do popular leitor de livros electrónicos da Amazon e de fazer com que os ficheiros possam ser transferidos para outros dispositivos.

O Kindle usa um formato proprietário para os e-books – o awz – que faz com que estes não sejam legíveis noutros aparelhos. A Amazon, porém, disponibiliza uma aplicação, chamada Kindle for PC, que permite a leitura num computador dos livros comprados e a sincronização entre PC e Kindle.

Também os termos de utilização do Kindle proíbem a transferência de livros comprados na Amazon, tanto entre utilizadores, como entre aparelhos.

O hacker isrealeita quebrou o sistema de Digital Rights Management (DRM) do Kindle como resposta a um desafio lançado num fórum online. A tarefa demorou apenas oito dias.

Este tipo de sistemas de protecção é muito usado na distribuição de conteúdo digital, como filmes ou música, e visa prevenir a partilha ilegal. Alguns utilizadores, porém, criticam o facto de o DRM os impedir de fazerem cópias legítimas das obras que compraram.

Para contornar o DRM do Kindle, o hacker desenvolveu um script. É, basicamente, um ficheiro de texto, que pode ser copiado da Web, e que contém as instruções necessárias para o próprio Kindle for PC converter os ficheiros num formato não proprietário chamado Mobipocket. Este é um formato aberto e legível por concorrentes do Kindle, como o Sony Reader.

O facto de os livros electrónicos não poderem ser emprestados – como acontece com as versões impressas – tem sido apontado como um dos defeitos desta tecnologia.

Para responder a este problema, o Nook, um leitor lançado apenas nos EUA pela gigante livreira Barnes&Noble, integra uma funcionalidade que permite aos utilizadores deste aparelho emprestarem livros electrónicos entre si.

Fonte: Público.pt
Data:23/12/2009

Biblioteconomia será novo curso da UAB

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estabeleceu parceria com o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) para o planejamento e a implementação do curso de bacharelado em biblioteconomia na modalidade a distância, por meio do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 23 de dezembro, o acordo tem o objetivo específico de formar profissionais atuantes nas bibliotecas dos polos de apoio presencial em caráter emergencial.

Pelo convênio, o CFB vai planejar e produzir os cursos, enquanto que a Capes deve viabilizar encontros, reuniões e oficinas para elaboração do projeto pedagógico e produção dos conteúdos do curso. Ambos vão elaborar um plano de avaliação e acompanhamento das atividades.

Para o desenvolvimento do curso, foi designada uma comissão de gestão formada por profissionais ligados a ambas as instituições. O resultado dos trabalhos será um edital de convocação de instituições de ensino superior interessadas em ofertar o curso. Ainda não há previsão de início das aulas.

Confira o extrato do acordo no Diário Oficial da União.

Fonte: Portal da Capes
Data: 23/12/2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Faça OCR com a ajuda da internet 2.0

Serviço transforma PDFs e textos contidos em imagens em um documento pronto para ser editado

Marc Garrido i Puig

Lembra dos scanners que vinham com software de reconhecimento óptico de caracteres (OCR)? O recurso servia para “ler” letras contidas em imagens e transformá-las num documento pronto para ser editado. Agora não é mais preciso de um aplicativo para fazer isso. É só acessar o FreeOCR e enviar o PDF ou a imagem. O serviço reconhece as letras e gera um arquivo no padrão DOC, PDF ou HTML. O ponto fraco é que o arquivo de entrada só pode ter até 1 MB. Já o TopOCR
não tem essas limitações, mas não encara PDFs, só arquivos de imagem. Por isso, é uma boa para usar junto com o scanner. Em ambos os casos, vale lembrar que nenhum processo de OCR é 100% eficaz, então prepare-se para alguns erros de reconhecimento.

Fonte: InfoOnline
Data: 23/12/2009

As marcas de Aleijadinho

Publicação da Biblioteca Nacional fala de curiosidades em torno da obra e da vida do artista barroco

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) fecha o ano de 2009 com a edição n° 51, de 98 páginas, que apresenta um conteúdo variado, capaz de atrair a atenção dos seus leitores.

A reportagem de capa mostra o minucioso trabalho de profissionais diante do legado artístico de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nascido na cidade histórica mineira de Ouro Preto, antiga Vila Rica, por volta de 1730 - não há exatidão com relação ao ano em que nasceu.

“Entra século, sai século, quanto mais se estuda Antônio Francisco Lisboa, mais perguntas vêm à tona”, cita a matéria, que expõe ao leitor um campo de interrogações relacionadas ao reconhecimento das obras do artista e também à sua própria vida pessoal. Ele deixou marcas nas ruas, nas igrejas e no imaginário dos católicos.

Pesquisadores, pintores e estudiosos de sua obra apresentam opiniões diversificadas em torno de episódios, como, por exemplo, o que aconteceu na Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Nova Lima (MG), onde restauradores encontraram inscrições das letras ‘AFL’ sobrepostas na peça do altar mineiro, que poderiam ser as iniciais do nome do artista.

A recuperação foi finalizada na última semana do mês de novembro. Mas, afinal, essas letras seriam ou não do período colonial? Para saber, “é preciso fazer um estudo apurado sobre essa marca”, disse à RNBN a pesquisadora Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira.

Segundo ela, fazer atribuições a Aleijadinho e a outros artistas de épocas passadas exige conhecimentos específicos, pois não é uma tarefa fácil. Assim como outros artífices de sua geração, Antônio Francisco Lisboa não assinava seus trabalhos.

Também foi abordada a popularidade do escultor barroco, que continua movimentando as cidades históricas de Minas Gerais. Ouro Preto, por exemplo, recebe cerca de 500 mil turistas por ano. O mestre do barroco brasileiro é uma referência para estrangeiros e moradores das cidades históricas, principalmente para artesãos e guias de turismo.

Outros Temas

Muitos assuntos interessantes fazem parte da última edição de 2009 da Revista de História da Biblioteca Nacional. Outra matéria que atrai a atenção do leitor é Divino Lucro, cujo texto mostra que os jesuítas acumularam patrimônio em terras brasileiras, investindo em vários negócios: de engenhos a prédios urbanos, de empréstimos a aluguéis.

Uma entrevista com o economista, professor e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman Vianna, também garante uma boa leitura. Ele fala que a desigualdade social continua sendo a nossa maior cicatriz. “Houve melhoria nos últimos anos por conta do crescimento econômico, da evolução do salário mínimo e do Bolsa Família”, diz ele, “mas estes avanços não se sustentam sozinhos, ao longo do tempo”.

RHBN – Publicação dedicada, exclusivamente, à divulgação da História no Brasil, a revista está no mercado desde julho de 2005. A RHBN traz, mensalmente, reportagens temáticas e artigos assinados por historiadores brasileiros, além de matérias enriquecidas por ilustrações do rico acervo iconográfico da Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura.

Saiba mais: www.revistadehistoria.com.br.

(Gláucia Lira, Comunicação Social/MinC)

Fonte: Portal do MinC
Data: 22/12/2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tribunal francês condena Google Books

Na mesma semana em que um tribunal de Paris condenou a Google por ter digitalizado livros, um consórcio francês surge como uma alternativa para a criação de uma biblioteca virtual. Reuters (arquivo)

O Google Books arrancou há cerca de cinco anos e tem sido muito polemico
Numa decisão inédita, e pondo fim a uma disputa legal de três anos, um tribunal francês ordenou, que a Google pagasse uma indenização de 300 mil euros por ter digitalizado e publicado online extratos de livros protegidos por direitos de autor.

A Google foi colocada em tribunal, em 2006, pelo grupo editorial La Martinière, que mais tarde recebeu o apoio das entidades representantes dos editores e dos autores franceses. A indemnização pedida era de 15 milhões de euros.

O tribunal decidiu ainda que a Google tem também de retirar os excertos já colocados na Web – e pagará uma multa de 10 mil euros por cada dia em que estes permaneçam acessíveis.

A gigante da Web vai recorrer da sentença e alega que está agindo dentro do permitido tanto pela legislação francesa, como pelas leis americanas – que são consideravelmente diferentes no que diz respeito aos direitos de autor.

Entretanto, um consórcio de empresas privadas e laboratórios apoiados pelo Estado francês já tinha apresentado o projeto Polinum, que pretende digitalizar os livros franceses e ser uma alternativa ao Google Books.

Também em meados deste mês, o Presidente Nicolas Sarkozy tinha anunciado a disponibilização de 750 milhões de euros para digitalizar as obras culturais francesas, desde livros a música e filmes, naquilo que é uma resposta direta à Google.

Esta não é a primeira vez que a França se opõe à atividade da Google no panorama cultural: os franceses foram os principais impulsionadores da Europeana, um motor de pesquisa em bibliotecas, museus e outras instituições culturais europeias, lançado o ano passado e que pretendia servir de contraponto à “americanização” da Web.

Projeto polemico

O projeto Google Books arrancou há cerca de cinco anos (embora com outro nome) e tem sido muito polémico. A Google digitaliza livros, através de parcerias com bibliotecas e universidades, e depois coloca-os online e torna-os pesquisáveis.

Os livros que já estão no domínio público podem ser descarregados na íntegra. Já no caso daqueles que ainda estejam protegidos por direitos de autor, são disponibilizados apenas excertos e, em alguns casos, a Google redirecciona os utilizadores para sites onde é possível comprar a obra.

Um dos aspectos positivos apontados ao projecto é o fato de colocar à disposição de qualquer pessoa livros que já não são impressos e que são difíceis de obter.

Contudo, nos casos de livros cujos direitos de autor não são fáceis de determinar (são as chamadas obras órfãs), a Google tem uma política de digitalizar primeiro e permitir que os detentores de direitos os reivindiquem depois.

Este sistema, que tem sido duramente criticado por muitos autores, permite uma partilha de lucros (provenientes de publicidade exibida junto das páginas digitalizadas) entre a Google e os detentores de direitos.

No mês passado, e depois de uma maratona judicial, a Google recuou no plano de digitalizar obras de todo o mundo que estivessem disponíveis bibliotecas americanas. Em vez disso, colocará online apenas os livros anglófonos que existam nestas instituições.

Fonte: Público.pt
Data: 20/12/2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

YouTube avalia a cobrança de taxas para seu conteúdo

Para rentabilizar a plataforma, estuda-se alterar o formato totalmente livre do site.

Por Nátaly Dauer

O site de vídeos mais acessado do mundo poderá passar a oferecer inscrições pagas para conteúdos especiais, como programas de TV e filmes na íntegra, de acordo com David Eun, vice-presidente de parcerias estratégicas da Google.

Eun afirma que o formato atual do site e de suas propagandas faz com que nem todos os conteúdos possam ser exibidos. A ação é então também uma tentativa de fechar acordos com proprietários de direitos autorais, muitos deles relutantes em ceder vídeos para a internet sem uma compensação adequada.

O mercado dos vídeos online é, há bastante tempo, dominado pelo YouTube. Porém, apesar do imenso número de visitas, o site ainda não descobriu uma maneira eficiente de gerar renda significativa, já que seus anúncios têm pouca veiculação. Agora, o executivo- chefe da Google, Eric Schmidt, afirmou que tornar o YouTube rentável é prioridade total.

Há algum tempo, os responsáveis pela plataforma de vídeos acreditavam que a saída para aumentar a publicidade no site era obter conteúdo mais profissional. Assim, foram feitas propostas para redes de TV e estúdios de cinema sobre a possibilidade de disponibilizarem shows e filmes na íntegra, com a veiculação de propagandas. Até agora, porém, apenas alguns produtores concordaram com a idéia, diz o site de notícias Daily Tech.

A Google espera que a cobrança de inscrições anime as emissoras a liberar seu conteúdo para o site. A possibilidade de um modelo pay-per-view, como o utilizado pela iTunes Store e pela loja Amazon, não está descartada, conta o site do jornal inglês The Guardian.

A estratégia pode ajudar ainda o site na disputa com seus concorrentes, que crescem a cada dia, como o americano Hulu, que tem como parceiros a NBC, a News Corporation e a Disney, e exibe programas e episódios completos de diversos seriados.

“Acredito que trabalhar com um modelo gratuito é uma maneira muito difícil de mostrar o valor do nosso conteúdo”, explica Chase Carey, presidente da News Corporation – que ainda é dono de emissoras como a Fox e a Sky, além dos estúdios 20th Century Fox e Fox Searchlight.

Desde o lançamento da publicidade no site, em 2008, o Hulu se tornou a segunda plataforma de vídeos mais acessada nos EUA. Seu conteúdo pode ser acessado apenas no país, mas uma expansão já está sendo trabalhada, informa o próprio site, o que pode incluir ações no Reino Unido.

Fonte: Geek
Data:18/12/2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Revista da pós-graduação terá edições temáticas

Membros do Conselho editorial da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) decidiram na quinta-feira, 17, em Brasília, que, a partir de 2010, a revista passará a ter edições temáticas.

A princípio, foram escolhidos os dois primeiros temas das próximas revistas: Pós-Graduação e Inovação e Pós-Graduação e Educação Básica. As edições vão ser coordenadas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com a novidade da inclusão de um sumário trilíngue, em português, inglês e espanhol.

A linha editorial da revista também foi debatida. A ideia é reforçar o caráter acadêmico da RBPG, buscando a publicação de artigos que são resultantes de pesquisas.

RBPG - Lançada em agosto de 2004, a revista é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade semestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos.

Com uma média de 8,5 mil a 10 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

A publicação é distribuída para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de estar disponível na página da Capes.

Para adquirir um exemplar avulso da RBPG, deve-se efetuar depósito, por meio da Guia de Recolhimento de Receitas da União (GRU), disponível no sítio do Tesouro Nacional. O recolhimento dos valores deve ser efetuado no Banco do Brasil. O valor unitário da revista é de R$ 10, sendo a taxa de postagem por unidade R$ 1,50 para remessa simples, ou R$ 6 para remessa registrada. Após a realização do depósito, deve-se enviar o comprovante de pagamento, nome, telefone e endereço do destinatário por meio do fax (61) 2022-6902.

Fonte: Portal da Capes
Data: 18/12/2009

Biblioteca Digital Europeia atinge cinco milhões de artigos

A Biblioteca Digital Europeia, a Europeana, ultrapassou a marca dos cinco milhões de artigos culturais disponibilizados online. O próximo passo do projecto é chegar aos 10 milhões em 2010

A marca dos cinco milhões de artigos, disponibilizados por instituições culturais dos 27 Estados membros, foi alcançada no início de Dezembro com a inclusão de cerca de 257 mil imagens, textos, vídeos e sons enviados pela Polônia.

Neste grupo de artigos encontram-se retratos de algumas figuras históricas polacas, como Nicolau Copérnico ou Frederic Chopin.

De acordo com os responsáveis pela Europeana a conquista desta marca é também bastante positiva para o projeto EuropeanaLocal, que tem como objetivo ajudar as instituições e arquivos culturais regionais a divulgarem os seus conteúdos na Internet.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 17/12/2009

Digitalização da obra de Qorpo Santo

QORPO-SANTO ENSIQLOPÈDICO

A obra Ensiqlopèdia ou Seis Mezes de uma Enfermidade, preciosidade escrita pelo gaúcho José Joaquim de Campos Leão (1829 – 1883), foi recebida pela PUCRS em 2005, juntamente com o acervo do bibliófilo Júlio Petersen. No ano passado, em razão do estado danificado da publicação do autor que ficou conhecido com o nome de QORPO-SANTO, um especialista em restauração começou a trabalhar na centenária edição – e o resultado dessa recuperação já pode ser conferido na internet.


A Biblioteca Central da PUCRS digitalizou os três volumes originais da enciclopédia que possui (2, 4 e 7), além de outros três fotocopiados (1, 8 e 9). Os restauradores tiveram que se puxar para recuperar as páginas extremamente danificadas e degradadas pelo tempo – e o sistema ortográfico peculiar criado por Qorpo-Santo inviabilizou a utilização de programas que convertessem os textos em arquivos para leitura.

Lá no site www.pucrs.br/biblioteca/qorposanto você consegue visualizar toda a obra conhecida do escritor e dramaturgo e reproduções fac-similares como esta aí do lado, da primeira página da comédia Matheus e Matheuza. Considerado por uns como precursor mundial do teatro do absurdo e da literatura surrealista por outros, Qorpo-Santo foi diagnosticado na época como portador de transtornos psíquicos e chegou a ser interditado judicialmente pela própria família – a história desse artista vanguardista e inconformista foi contada por Luiz Antonio de Assis Brasil no romance Cães da Província (1986).

Fonte:Zero Hora Online
Data: 16/12/2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Novo site reúne imagens e textos sobre vida e obra do arquiteto Oscar Niemeyer

RIO - Para comemorar os 102 anos de vida de Oscar Niemeyer, completados nesta terça-feira, a Fundação Oscar Niemeyer lançou um novo site, totalmente interativo, com 60 trabalhos do arquiteto. O espaço virtual traça uma linha do tempo, dividida em vida, obra, Brasil e mundo. O projeto do site é da dupla de designers Pedro Segreto e Marcelo Alt, da Caos Vídeo & Design!. Para tornar a navegação ainda mais rica, foi incluída a ferramenta Google Maps, que permite que as edificações sejam localizadas no mapa das cidades. Para Pedro Segreto, o site conta um pouco da história da arquitetura do século XX.

- Antes, o site era um espaço ilustrativo. Agora, além de ser uma obra em movimento, se tornou uma ferramenta de estudo. Buscamos inspiração nas linhas curvas para desenvolver o layout, mas sem nos apoiar nos croquis do Niemeyer. O formato adotado permite o acesso a todas a informações, de uma forma fluida, lúdica - diz o designer Pedro Segreto.

O passeio pelo site de Niemeyer pede fôlego. Para começar, na linha do tempo "Obras", o internauta tem acesso ao acervo, com fotos e informações, escritas pelo próprio arquiteto, de cada obra, como a Casa Canoas, o Ministério da Educação e da Saúde, o Museu de Arte Moderna de Caracas e o croqui do Centro Musical. Já em "Vida", é feito um passeio saudoso pelos momentos marcantes de Niemeyer. São histórias e imagens de sua infância e o período em que se formou na Escola das Belas Artes. Tem também o cenário que preparou para a peça Orfeu da Conceição, do poetinha Vinicius de Moraes, com trilha sonora do maestro Antônio Carlos Jobim.

Ao passear pela linha cronológica "Brasil", são encontradas descrições de importantes edificações modernistas e depoimentos de Niemeyer sobre fatos marcantes do século XX, como o suicídio do presidente Getúlio Vargas e a deposição do presidente João Goulart. Por último, em "Mundo", são apresentados textos e imagens que contextualizam a arquitetura, a arte e a política na história mundial.

Além de navegar por toda a história de Niemeyer, o internauta pode ainda ter acesso a notícias que são atualizadas periodicamente pela Fundação. E o site não vai parar por aí. Em janeiro, começam a ser publicados vídeos com o arquiteto. Até o meio de julho, os textos terão tradução para o inglês.

Fonte: O Globo
Data: 15/12/2009/

Quanto vale a informação?

Na internet, o valor depende do local onde ela estiver publicada. Se for na página da Agência Brasil ela é gratuita. Gratuita? Não exatamente, pois a agência pública é mantida com o dinheiro do contribuinte, logo, todos os cidadãos pagam pela sua produção, publicação e manutenção na base de dados, podendo ser acessada livremente, por qualquer leitor, a qualquer tempo.

No entanto, se exatamente a mesma informação, for copiada e colada em um portal de notícias pertencente a uma empresa de comunicação privada, ela passa a ter um outro preço a ser pago pelo leitor – que indiretamente já pagou por aquela informação produzida pela agência pública. Esse preço inclui a assinatura mensal do portal + o aluguel dos olhos do leitor que é obrigado a ver dezenas de propagandas e chamadas publicitárias que ficam piscando sobre a notícia quando você acessa a página. Ou seja, essas empresas que vendem o olhar dos leitores para os anunciantes – tenho tantos mil acessos por hora e portanto cada centímetro quadrado de minha página custa tanto, dizem eles ao negociar com os anunciantes, tal como fazem com o tempo na televisão, no rádio e em outras mídias, apropriam-se de algo que não lhes pertence.

Aproveitando-se da “gratuidade” da informação produzida pela agência pública, portais de notícias privados apropriam-se dela e a vendem como conteúdo para seus leitores e anunciantes, ou seja, privatizam a informação e ainda lucram com ela.

Indignado, o leitor Banto Palmarino escreveu para esta Ouvidoria: “ Curioso, estava eu procurando conteúdo sobre o Fórum Social Mundial em Belém e encontrei um com o título “Fórum Social Mundial Pan-Amazônico deve ser recriado” na folhaonline e eu não posso copiar o conteúdo porque no rodapé está escrito: copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online. Embora o mesmo conteúdo tenha sido copiado do site da Agência Brasil que libera seu conteúdo com a licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil, ou seja, a primeira não respeita os direitos autorais da segunda, que feio!”.

A Agência Brasil respondeu: “O leitor, no caso, pode usar a matéria da Agência Brasil.”

Não satisfeito o leitor pediu explicações ao ombudsman da Folha, que respondeu:

“Caro leitor.
Agradecemos por sua mensagem a respeito da Folha Online. Esclarecemos que as atribuições do ombudsman se referem à sua versão impressa. Assim, tomamos a liberdade de encaminhar suas considerações para conhecimento e avaliação do editor da FOL, que responde: ‘O copyright é evidentemente sobre o conteúdo da Folha e da Folha Online. Se o material está assinado pela Agência Brasil já significa de antemão que não é nosso. Mas mesmo assim a página, a url () é de nossa propriedade“. Ou seja, a informação uma vez publicada na página eletrônica do Grupo Folha, passa a ser propriedade deles por estar ocupando espaço em sua página eletrônica.

Banto, agradecendo à atenção da Ouvidoria da ABr, concluiu: “creio que assim como esse artigo outros de vocês estão sendo violados. Se mandam prender pessoas do MST por causa de violação de propriedade, creio que esse é o mesmo crime”.

Já a BBC, agência pública britânica, mantida com o dinheiro dos contribuintes ingleses, tem outra postura quanto à reprodução de seu conteúdo. No artigo 4 das regras de uso ela estabeleceu que: “Todos os direitos de propriedade literária/artística, marcas, direitos de desenhos, patentes e os demais direitos de propriedade intelectual (registrados e não-registrados) dentro e no bbc.co.uk e todos os conteúdos (inclusive todas as aplicações) localizados no site permanecerão empossados na BBC ou nas entidades que lhe concedem autorizações (que incluem outros usuários). Você não pode copiar, reproduzir, republicar, desmontar, descompilar, executar engenharia reversa, baixar, postar, transmitir, comunicar, tornar disponível ao público ou usar os conteúdos do bbc.co.uk de qualquer outra maneira salvo para seu próprio uso não-comercial. Você também concorda em não adaptar, modificar ou criar uma obra derivativa de qualquer conteúdo do bbc.co.uk salvo para seu próprio uso não-comercial. Qualquer outra utilização dos conteúdos do bbc.co.uk precisa da autorização prévia por escrita da BBC.” Ou seja, o seu conteúdo é livre para acesso e uso pessoal, mas o uso comercial depende de autorização expressa, por escrito.

Preocupados com a queda nos lucros, empresas de comunicação dos Estados Unidos da América, proprietárias de grandes veículos que geram conteúdos, criaram o Fair Syndication Consortium (consórcio por uma republicação justa, em tradução livre), em abril, que reúne mais de 1.500 empresas jornalísticas e tem como meta defender “uma economia de conteúdo on-line justo e aberto”.

Tal consórcio realizou um estudo que acompanhou 101 mil textos publicados por 157 jornais ao longo de 30 dias, entre 15 de outubro e 15 de novembro. Essa massa noticiosa deu origem a 112 mil reproduções na íntegra e 520 mil reproduções parciais em 75 mil sites que não tinham autorização para tal. Quem mais lucrou com a prática foi o Google, empresa que administrou 53% dos anúncios encontrados nas páginas com noticiário não autorizado, seguido de Yahoo!, com 19%, e Microsoft e Audience Science, com 5% cada uma. Embora o levantamento não calcule quanto as companhias noticiosas deixaram de ganhar com essa prática, outro estudo, feito em janeiro entre as 25 maiores empresas de mídia dos EUA, estima que esse grupo tenha deixado de faturar US$ 250 milhões com o uso indevido de conteúdo, diz o “Financial Times”.

Segundo matéria publicada pela própria Folha Online “Esse estudo vem a público num momento em que os grupos de mídia começam a se mexer contra o uso de conteúdo noticioso original, que tem custo alto e leva tempo para ser produzido, por sites que nada pagam por isso e lucram com anúncios veiculados junto das reportagens reproduzidas sem autorização. A ideia do Fair Syndication não é tanto impedir a reprodução dos artigos, e sim cobrar uma porcentagem de empresas como o Google, que lucram com ela. Isso ajudaria a pagar pela operação da apuração de notícias, que, no ‘New York Times’, por exemplo, custa mais de US$ 200 milhões por ano.”

Essa é a lógica do mercado: quando essas empresas, que vivem da venda de informação, são vítimas da reprodução de seus conteúdos, sem receber por eles, se organizam para dar um jeito e faturar algum em cima de quem os reproduziu, mas quando são elas que reproduzem conteúdos de outros, nada precisam pagar. Chamam isso de “uma economia de conteúdo on-line justo e aberto”.

Em face do exposto, caberia perguntarmos: “quem ajuda a pagar pela operação da apuração de notícias da EBC que custa mais de R$350 milhões por ano? O Sistema Único de Saúde, por exemplo, arrumou um jeito de ser ressarcido pelas empresas privadas quando presta atendimento médico a pessoas que pagam planos de saúde particulares.

Enquanto a EBC, empresa pública de comunicação, matem o conteúdo da Agência Brasil licenciado para reprodução gratuita, desde que citada a fonte, a indústria que explora a venda da informação, associada à autoridades reguladoras nacionais e internacionais como o Conselho Europeu de Publishers, lançaram em junho a “Declaração de Hamburgo”, para pedir leis que protejam o conteúdo dos textos jornalísticos. O documento foi endossado pela Folha e por outros jornais brasileiros.

Trazendo esse debate para suas páginas (*), com nítidos interesses na questão, a Folha ouviu a comissária da União Europeia para Sociedade de Informação e Mídia, Viviane Reding, responsável pela política de mídia do bloco, que declarou “Uma das questões mais complexas da sociedade da informação pelo mundo é como garantir modelos de negócios bem-sucedidos para a mídia em uma época de mudanças tremendas na tecnologia e no comportamento dos consumidores”.

Assim os leitores, referidos no debate apenas em sua dimensão de consumidores, são tratados como objeto a ser explorado por um “modelo de negócios”. Em nenhum momento os “especialistas” e interessados, agentes do mercado da informação, levam em consideração o direito dos cidadãos de acesso universal, livre e gratuito à informação e ao conhecimento como bens imateriais da humanidade, concepção que justifica a existência dos veículos públicos de comunicação. Fazer valer esses direitos e tornar esses bens propriedade coletiva da humanidade é o grande desafio que se coloca neste momento histórico em que vivemos, pois só assim eles podem cumprir sua função social de nos levar a uma nova sociedade mais justa e igualitária.

Tratá-los como mercadoria de um comércio altamente lucrativo para um pequeno grupo de pessoas, pode ser um “modelo de negócios” que está com os dias contados pois o valor da informação pode estar muito acima do que os “negociantes” imaginam e podem pagar. Basta que os seus legítimos donos reivindiquem sua propriedade após séculos de expropriação. O comércio de escravos também foi um negócio legal e legítimo dos escravocratas, enquanto durou. Precisamos todos nos engajar em um novo movimento abolicionista que liberte a comunicação do trafico de informações e de conhecimento. Referência: Agencia Brasil/ Por: Paulo Machado – Ouvidor Adjunto da EBC
Fonte: QI Referências
Data: 11/12/2009

A Associação Catarinense de Bibliotecários lança novo número da Revista ACB

A Revista ACB, do movimento associativo de bibliotecários, publica textos originais e inéditos na área de Biblioteconomia.

Vol. 14, No 2 (2009): ISSN 1414-0594

Sumário
Editorial
Bibliotecário: contexto de mudança e inovação necessária
Marli Dias de Souza Pinto

Artigos
Leitura: aspectos educacionais
Reading: education aspect
Karla Schmiegelow

A prática de ação cultural em bibliotecas
The practice of cultural action in libraries
Anelise Jesus Silva Rosa

Relato de pesquisa
Abordagem ergonômica do ambiente de trabalho na percepção dos trabalhadores: estudo de caso em biblioteca universitária
Approach ergonomics of the environment of work in the perception of the workers: case study in university library
Andrea Aparecida Silva, Elaine Rosangela de Oliveira Lucas

A criatividade nas unidades de informação
The creativity in units of information
Paulo de Castro Gonçalves, Nicole Patricia Silva

Comutação bibliográfica e as novas tecnologias de comunicação e informação: uma convivência pacífica?
Switching literature and new technologies of communication and information: a pacific coexistence?
Lívia Renata Santos, Nivaldo Oliveira, Marina Cajaíba da Silva

Organização da informação em portais de bibliotecas universitárias
Organization of the information in portals of university libraires
Fabiana Benine, Mariângela Pisoni Zanaga

Arquivista empreendedor
Archivist entrepreneur
Eliana Maria dos Santos Bahia, Eva Maria Seitz

Relato de experiência
Oficina na biblioteca: um dia de bibliotecário
Workshop in the library: one day of librarian
Raquel Pacheco

Rede Pergamum: história, evolução e perspectivas
The Pergamum network: history, evolution and perspectives
Heloisa Helena Anzolin

Pela preservação da memória documental como uma garantia do acesso à informação, à memória e à cidadania
The preservation of documental memory in order to guarantee the access to information, memory and citizenship
Mariza Inês da Silva Pinheiro, Edileusa Regina Pena da Silva, Alexandre Oliveira de Meira Gusmão, Sandra Monteiro de Barros Santos, Valquíria Chaves Barbieri

Resenhas de livros/mídia
O Leitor
The Lector - Book Review
Maria de Jesus Nascimento

A escolha do formato digital: resenha
The digital format choice - book review
Ursula Blattmann

Leia a revista online

Fonte: Site da ACB
Data: 16/12/2009

Nova Lei de Financiamento à Cultura

Ministro Juca Ferreira apresentou o Projeto de Lei na Comissão de Educação e Cultura

Na manhã desta quarta-feira, 16 de dezembro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que visa substituir a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) por uma legislação mais abrangente e dinâmica: a nova lei de fomento e incentivo à cultura e à arte.

Os objetivos gerais da nova Lei Rouanet são ampliar os recursos e fazer com que tenham melhor aplicação, financiando todas as dimensões da Cultura em todo o território nacional. A mudança se baseia em debates e estudos que o MinC vem promovendo desde 2003, e, particularmente, nos 45 dias de consulta pública e nos debates realizados em 19 capitais este ano para a reforma da lei.

“A diversidade cultural do Brasil precisa hoje de mais recursos, distribuídos em todas as áreas e segmentos, em todas as regiões onde se manifestam uma enorme riqueza de expressões e uma justa demanda de acesso à cultura”, diz um dos trechos do documento que apresenta os motivos e os objetivos do Projeto de Lei.

A lei renova o Fundo Nacional de Cultura (FNC), criando formas mais modernas de financiamento a projetos culturais e estabelecendo uma gestão feita em parceria com a sociedade e o setor cultural, garantindo que os recursos cheguem diretamente aos projetos, sem intermediários e sem burocracia desnecessária.

Leia a matéria completa

Fonte: Portal do Minc
Data: 16/12/2009

Vale-Cultura aprovado no Senado

Benefício de R$ 50 para aquisição de bens e serviços culturais será destinado a trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos

Após três anos em análise pela área técnica do governo até chegar à formatação final, o projeto de lei do Vale-Cultura - que tramitou em regime de urgência no Congresso Nacional desde o mês de agosto deste ano - foi aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 16 de dezembro.

Trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos federais que recebem até cinco salários mínimos vão receber o benefício de R$ 50 para aquisição de ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. O Vale-Cultura será destinado também a estagiários e a trabalhadores com deficiência remunerados até sete salários mínimos. Aposentados terão direito ao benefício no valor de R$ 30.

O texto aprovado pelo Senado inclui revistas e periódicos na relação de produtos culturais que podem ser adquiridos com o Vale-Cultura. Com a modificação, o projeto volta a ser apreciado pela Câmara Federal. Aos deputados caberá aceitar ou rejeitar a emenda dos senadores, sem possibilidade de novos acréscimos ao texto. Posteriormente, o projeto seguirá para sanção do Presidente da República.

Regulamentação

O Poder Executivo terá 60 dias para regulamentar a lei, a partir da data de sua publicação. Segundo previsão do Ministério da Cultura, o Vale-Cultura deverá ser aplicado em 2011, devido ao tempo necessário para a implementação do mecanismo e outras questões operacionais, como o cadastramento de empresas.

O vale será concedido via cartão magnético com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido. Independentemente das deduções previstas na Lei, os empregadores poderão adquirir o Vale-Cultura das empresas operadoras para fornecimento aos seus empregados, nos termos de negociação coletiva.

Os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00). Os que ganham mais de cinco salários mínimos também poderão receber o benefício, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados que ganham abaixo desse patamar. Para esse contingente de salário mais elevado o desconto do trabalhador poderá variar de 20% a 90%.

Estimativas do Ministério da Cultura mostram que o Vale-Cultura pode aumentar em até R$ 600 milhões/mês ou R$ 7,2 bilhões/ano o consumo cultural no país, beneficiando diretamente 12 milhões de brasileiros.

Veja quadro comparativo entre o projeto original e o aprovado pela Câmara.

Vale-Cultura - Primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural, visa estimular a visitação a estabelecimentos de serviços culturais e artísticos, promovendo a inclusão sociocultural e a agregação de capital simbólico ao trabalhador. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 14% da população brasileira vai ao cinema regularmente, 96% não frequenta museus, 93% nunca foi a uma exposição de arte e 78% nunca assistiu a um espetáculo de dança.

(Texto: Renina Valejo, Assessoria de Comunicação/MinC)

Fonte: Portal do Minc
Data: 17/12/2009

A pílula do conhecimento

100 anos de fracasso: 10 tecnologias que nos prometeram mas nunca chegaram.

No livro "Your Flying Car Awaits" (Seu carro voador o espera), o autor Paul Milo discute sobre "mordomos robóticos, férias lunares e outras previsões terrivelmente equivocadas do século XX". Eis aqui 10 calamitosos fracassos tecnológicos. Até as tecnologias que vieram à tona não têm nada a ver com suas versões originais.

Cidades sob domos
O arquiteto e visionário geral R. Buckminster Fuller acreditava que, um dia, as cidades em regiões frias poderiam ser encapsuladas dentro de domos geodésicos com temperatura controlada. Apesar de soar meio lelé, Fuller argumentou na década de 60 que um domo assim sobre a cidade de Nova York pagaria por si só em 10 anos, já que não haveria mais necessidade de remoção de neve. Além do controle de temperatura, os domos também deveriam conter filtros de germes que evitariam que as pessoas ficassem doentes.

A pílula alimentar e o sanduíche de alga
Nas décadas de 50 e 60, quando os especialistas achavam que a produção convencional de alimentos não seria capaz de acompanhar a produção de bebês (leia: Malthus), alguns acreditavam que precisaríamos nos valer de cápsulas industrializadas recheadas com todos os nossos nutrientes diários; o trabalho em cima de uma verdadeira pílula alimentar, em vez de simples suplementos vitamínicos, começou há mais ou menos 100 anos. Ou então, outra opção era termos de nos contentar com o gênero alimentício mais básico de todos: algas e plânctons. Um cientista acreditava que hoje todos nós teríamos tanques de algas nos nossos telhados. Outro achava que poderíamos enviar "baleias" robóticas para coletar a alga marinha dos oceanos.

O carro voador
Para os futuristas, esta é uma ideia antiga, mas muito boa. Em 1909, os visionários acreditavam que logo alguém seria capaz de combinar, como se fossem goiabada e queijo, o recém-inventado avião aos igualmente recentes automóveis. Há um século o carro voador tem sido uma daquelas inovações perenes de fundo de quintal, e apesar de alguns continuarem trabalhando em protótipos viáveis, não espere que o seu Volkswagen torne-se aéreo tão cedo. Apesar da NASA ter trabalhado um bocado na criação de uma "rodovia aérea", um corredor eletrônico no céu a ser usado por pilotos de pequenas aeronaves, a tecnologia ainda está nos estágios bastante preliminares.

A pílula do conhecimento
Cientistas da Universidade de Michigan, no início da década de 60, treinaram minhocas para que evitassem o choque elétrico, depoís notaram que outras minhocas ainda não treinadas repentinamente possuíam esta habilidade também após comerem suas primas mais sabidas. Achava-se então que as habilidades adquiridas eram mantidas no RNA, um semelhante químico do DNA que executa as funções genéticas nas células. Isto fez com que alguns especulassem que o conhecimento é mantido nos nossos corpos em forma comestível, chegando à bela conclusão de que, um dia, aprender espanhol seria tão fácil quanto comer uno o dos tabletes de hermanos.

Bombas nucleares para demolição e escavação
Na década de 50, quando as armas nucleares ainda eram novidade, havia um movimento para encontrar os tais "usos pacíficos para o átomo" — inclusive usar bombas atômicas como equipamento de escavação para projetos titânicos de construção. A ideia foi conhecida como "Project Plowshare" (Projeto Lâmina de Arado) e tinha o intuito de mostrar ao mundo que os EUA, à época preeminente potência nuclear, não tinha em mente a destruição global.

Oceanos feitos pelo homem
Ao final da década de 60, existiam planos para construir barragens ao longo do Rio Amazonas e escavar umas reservas de lá (possivelmente usando ogivas atômicas como as descritas acima) para criar um oceano interior que viria a cobrir boa parte da América do Sul. O projeto chegou a um estágio de planejamento razoavelmente avançado antes de ser abandonado pelos líderes das nações que seriam afetadas. Entre os muitos problemas encontrados neste planos: um engenheiro francês calculou que colocar muita água adiciona próximo à linha do Equador poderia desacelerar a rotação da Terra.

Colônias submarinas
Lá pela década de 60, engenheiros descobriram como economicamente extrair petróleo e outras riquezas minerais dos mares profundos. Alguns achavam que isto inevitavelmente levaria à criação das cidades submarinas semelhantes às californianas da época da Corrida ao Ouro, no século XIX, ou seja, comunidades inteiras que primordialmente abrigariam mineiros e, com o tempo, suas famílias. Uma inovação corolária era a criação de guelras artificiais que permitiriam que os residentes destas metrópoles respirassem debaixo d'água sem equipamentos volumosos. Em 1964, durante a Segunda Feira Mundial, sediada na cidade de Nova York, a General Motors patrocinou uma exibição para demonstrar estes lares submarinos que, logicamente, possuíam "carros marinhos" parados em seus estacionamentos aquáticos.

O carro que dirige sozinho
Hoje já devíamos todos ter a opção de tirar as mãos do volante e deixar que nossos carros se preocupem com a pilotagem. Na Feira Mundial de 1939 em Nova York, uma das exibições mostrava futuras vias expressas repletas de automóveis controlados por rádio a partir de uma torre central. Sessenta anos mais tarde, perto da cidade de São Diego, sul da Califórnia, engenheiros construíram uma "estrada inteligente" de demonstração que usava sensores e computadores para manter o tráfego fluindo. Com o advento do GPS, a avançada tecnologia de prevenção de colisões e carros capazes até de estacionar em paralelo sem assistência humana, esta é uma invenção que até poderemos de fato ver bem em breve.

O videofone
Uma combinação de telefone e televisão, engenheiros têm trabalhado nisto desde o fim da década de 1920, e até chegaram a construir protótipos nas cidades de Nova York e Washington. Mas por muito e muito tempo os custos eram proibitivos: mesmo após conseguirem fazer com que funcionasse, a empresa Bell Telephone ofereceu o serviço há 35 anos por pesadíssimos 90 dólares ao mês (lembre-se que isto era dinheiro de meados da década de 70, ou seja, uma fortuna atual). Outro problema: a própria pesquisa de mercado da Bell, datada do final da década de 50, revelou que as pessoas nem sempre querem ser vistas enquanto conversam ao telefone.

O cigarro seguro
Quando o Ministério da Saúde dos EUA declarou oficialmente, no início da década de 60, que os cigarros provocam câncer, as empresas de tabaco responderam com a tentativa de bolar um cigarro verdadeiramente seguro. Cientistas das empresas tentaram uma variedade de métodos, inclusive tentar identificar e filtrar as substâncias químicas; chegaram ao ponto de experimentar até alface fumável, mas a ideia foi um total fracasso e foi finalmente abandonada, seguida dos muitos processos bem-sucedidos contra as empresas de tabaco da década de 90.

O jornalista veterano Paul Milo é agora um escritor freelancer cujo trabalho é publicado no Wall Street Journal, Yahoo News, Beliefnet e na Editor and Publisher.

Fonte: Gizmodo
Data:17/12/2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ZH é o primeiro jornal do país a entrar no Kindle

Já é possível ler o jornal Zero Hora em leitor de E-books.

Leia a matéria completa e assista ao video de apresentação.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 16/12/2009

Brasil amplia acesso a patentes tecnológicas

Banco Mundial oferece no país plataforma virtual com 150 mil registros em domínio público

Cibelle Bouças escreve para o "Valor Econômico":

O InfoDev, braço do Banco Mundial focado no uso da tecnologia para promoção do desenvolvimento econômico, lançou no Brasil o Global Inovation Commons, uma plataforma virtual de registros de patentes em domínio público (que perderam exclusividade). A plataforma possui 150 mil patentes produzidas em 22 países desenvolvidos. Até o início do próximo ano, esse banco de dados será disponibilizado a outros países emergentes, como Índia e China.

A plataforma, desenvolvida desde 2006 pela empresa americana M-CAM, é a maior já criada e permite o acesso gratuito a patentes das áreas de recursos hídricos, energia alternativa, agricultura, alimentação e saúde pública. Juntas, essas 150 mil patentes propiciaram a criação de produtos e serviços que geram por ano US$ 2 trilhões em faturamento.

O potencial de multiplicação dessa receita com a liberação dos dados a países emergentes é incalculável, afirma David Martin, presidente da M-CAM. Isso porque muitas das patentes foram registradas pelas companhias para garantir a exclusividade de todo o processo e impedir o avanço de concorrentes no mesmo sentido. "Parte significativa dessas patentes não foi ainda transformada em um produto específico", afirma.

O registro de patentes "defensivas" é uma forma de proteger o invento principal da empresa, afirma o diretor de articulação e informação tecnológica do Instituto Nacional da Propriedade Industria (Inpi), Sérgio Paulino de Carvalho. No Brasil, diz, o custo de manutenção de um registro varia de R$ 60 a R$ 2,5 mil. No caso de produtos mais complexos, que exigem mais patentes complementares, o gasto chega a R$ 750 mil.

Segundo dados do Inpi, de 2005 a dezembro deste ano, 4.817 patentes registradas caíram em domínio público. A tendência, diz Carvalho, é que esse número cresça, acompanhando a evolução do número de registros. Em 1990, por exemplo, foram concedidas 3.872 patentes.

Em relação às patentes novas, neste ano foram registrados 21 mil pedidos e 2,7 mil concessões, número similar ao verificado no mesmo período do ano passado. Em média, um pedido de registro demora 18 meses para ser aprovado no Brasil e o dono da patente tem direito de uso exclusivo por um prazo entre 15 e 20 anos. O Inpi não sabe informar que parcela venceu aos 15 anos e quantas vencem em 2010.

A companhia Alpha Br Produtos Químicos, fundada em 2002 e que produz matérias-primas para a indústria farmacêutica, faz uso de patentes que caíram em domínio público no Brasil e agora pretende aproveitar as patentes internacionais disponíveis no Global Inovation Commons. "As décadas de 80 e 90 foram muito ricas na publicação de patentes na área farmoquímica e a maioria deve vencer agora", observa William Camicelli, diretor da empresa sediada em São Paulo.

Camicelli calcula que, de cada mil moléculas pesquisadas pela indústria farmoquímica, dez são economicamente viáveis e só uma chega de fato ao mercado. As pesquisas demoram de 10 a 12 anos e o custo chega a centenas de milhões de dólares. "Pular essa etapa e já apostar nas moléculas que dão certo facilitam o trabalho", diz. Em sete anos, a empresa lançou seis produtos e deve colocar outros três no mercado no próximo ano.(Valor Econômico, 16/12)

Fonte: Jornal da Ciência Online
Data: 16/12/2009

O DataGramaZero de dezembro de 2009 está disponível

Cada edição de DataGramaZero se propõe reunir textos, por afinidade temática, destinados às seções de artigos, comunicações e recensões visando divulgar e promover perspectivas críticas fundamentadas em áreas interdisciplinares da Ciência da Informação, tais como Informação e Sociedade, Informação e Políticas Públicas, Informação e Filosofia ou Informação e Comunicação.

Este é um periódico de acesso livre e tem o ISSN 1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e está disponível na Internet livre para leitura e cópias. No mesmo site é possivel o acesso aos dez anos do Datagramazero com cerca de 40 números da Revista, 350 artigos, algo como 500 autores e 4 mil referências vinculadas a estes artigos.

O periódico é unicamente virtual e tem por objetivo induzir e construir elementos facilitadores de um melhor acesso à informação por meio digital. Tem um leitorado médio estimado em 3.500 acessos com leitura ao mês e esta registrado no Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal em http://www.latindex.unam.mx/larga.php?opcion=1&folio=9535 e tem PAGEKANK 5 no Google. É, ainda, indicado, pelo Qualis da Capes para mais de uma área do conhecimento.

o DataGramaZero de dezembro de 2009 traz os seguintes artigos:

1 - O Bibliotecário 2.0 e a Emergência de Novos Perfis Profissionais
por Brasilina Passarelli

Resumo: A pesquisa original contempla o estado das redes sociais e das novas formas de aprender e produzir conhecimento complementada pelo mapeamento das novas competências necessárias ao bibliotecário para atuar neste contexto. A pesquisa de campo compreende o mapeamento das grades curriculares da graduação em biblioteconomia.

2 - O funcionamento discursivo das nuvens de tags na rede eletrônica: sentidos sobre Capitolina
por Vivian Lemes Moreira e Lucília Maria Sousa Romão

Resumo : Partindo do pressuposto de que a rede eletrônica é composta por diversas vozes formando um grande arquivo esse trabalho tem como intento analisar, à luz da Análise do Discurso de filiação francesa, o funcionamento discursivo da nuvem de etiquetas do campo textual que aparece em algumas páginas eletrônicas.

3 - Classificação Social da Informação na Web: Tecnologia, Informação e Gente
por Alessandra Galdo e Angel Freddy Godoy Viera e Rosângela Schwarz Rodrigues

Resumo : Analisa as razões que levam o usuário de informação a colaborar livre e espontaneamente na classificação social da informação ou folksonomias e a utilizá-las para navegar por informações na Web. Faz-se uma reflexão a respeito dos desafios que a Internet traz à classificação e recuperação da informação.

4 - Metadados e Web Semântica para estruturação da Web 2.0 e Web 3.0
por Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Rachel Cristina Vesú Alves

Resumo : O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação vem ocasionando uma evolução na Web e várias ferramentas e metodologias foram sendo desenvolvidas na tentativa de solucionar os problemas de busca e recuperação das informações em novos ambientes informacionais.

5 - O pós-moderno e a organização do conhecimento no ciberespaço: agenciamentos maquínicos
por Silvana Drumond Monteiro e Joel Gomes de Abreu

Resumo: O artigo elege e apresenta algumas categorias da organização do conhecimento, presentes no período pós-moderno e moderno, como base para discussão: imagem do conhecimento, modos de ser, linguagem, paradigma semiótico, suporte, representação e ontologias.

6 - Informação e construção de conhecimento no horizonte museológico
por Daniel M. V. Souza

Resumo: Neste artigo existe a intenção de analisar as múltiplas posturas teóricas e abordagens práticas nas quais se encontram envolvidas as ações de informação em museus. A importância, muitas vezes negligenciada, de não enfatizar procedimentos essenciais que permitem uma efetiva ação de inserção social.

Ainda, no DZG temos a recensão Desafios do Impresso Digital: questões contemporâneas da Informação e do conhecimento. Os LINKS remetem a sites relacionadas com os artigos deste número. Em Colunas o artigo de opinião Bibliotecas comunitárias como território de memória interagindo práticas da aprendizagem e mudanças por Geraldo Moreira Prado.

http://www.datagramazero.org.br/
http://www.dgz.org.br/

Fonte: DataGamaZero
Data: 16/12/2009

Lançada nova chamada do edital para estimular implantação de repositórios institucionais

Já está disponível a nova chamada do edital para apoio a projetos de implantação de repositórios institucionais nas instituições públicas federais, estaduais e municipais de ensino e pesquisa. O edital da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), em convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tem o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) como executor.

O edital, em sua primeira chamada, contemplou 27 instituições públicas (federais, estaduais e municipais) de ensino e pesquisa que possuem programas de pós-graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (MEC/CAPES). As instituições contempladas, após o I Encontro sobre Gestão de Repositórios Institucionais, já deram início à construção de seus respectivos repositórios institucionais.

A proposta do edital é possibilitar o registro e a disseminação da produção científica das instituições de ensino e pesquisa científicas e proporcionar maior visibilidade à produção científica nacional. O edital foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (11/12/09), mas também pode ser obtido na página principal do Ibict, acessando o link que se encontra no final desta matéria.

Podem participar do edital todas as instituições públicas (federais, estaduais e municipais) de ensino e pesquisa que possuem programas de pós-graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (MEC/CAPES).

As instituições contempladas pelo programa receberão um kit tecnológico, em regime de comodato, composto por 1 servidor pré-formatado e configurado com o sistema operacional baseado na plataforma unix/linux, com os softwares Apache, MySQL, PHP, Dspace e SEER.

As propostas contendo toda a documentação e informações estabelecidas no edital deverão ser encaminhadas via correio, juntamente com formulário próprio, disponível no endereço eletrônico do IBICT http://www.ibict.br/, totalmente preenchido e assinado pelo dirigente máximo da instituição de ensino e pesquisa, devendo ser postado nos correios, para o endereço do Ibict, até 30/04/2010. O endereço do Ibict é: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, SAS – Quadra 5 – Lote 6 – Bloco H – Sala 200, CEP 70070-912 - Brasília – D.F. O resultado final será divulgado na página do IBICT e publicado no Diário Oficial da União (DOU) entre os dias 18 a 22 de maio de 2010.

Esclarecimentos acerca do conteúdo da segunda chamada do Edital poderão ser obtidos através dos telefones (61) 3217-6302/6249 ou pelos e-mails: kuramoto@ibict.br ou bianca@ibict.br.

Acesse aqui a publicação no Diário Oficial da União (DOU) do edital kit nº03 2009

Fonte: Portal do IBICT
Data: 11/09/2009

O rival da Britannica

O fundador da Wikipédia diz que o objetivo da maior enciclopédia do
mundo é tornar-se uma fonte de informações de qualidade na internet

"A Wikipédia é um excelente
ponto de partida para uma pesquisa,
mas não é o melhor ponto final"

A Wikipédia funciona como um livro aberto, de acesso gratuito e escrito pelos próprios leitores. Qualquer pessoa pode alterar, adicionar ou apagar o conteúdo disponível no site. O crescimento da enciclopédia reflete o poder da criação coletiva na internet. A edição em inglês já contém quase 3,1 milhões de verbetes. Há versões em mais de 260 línguas, o que a torna um dos cinco sites mais visitados da rede. O grosso do trabalho é feito pelos wikipedistas, como são conhecidos os colaboradores voluntários da enciclopédia. O americano Jimmy Wales, 43 anos, foi quem a criou, em 2001. Wales diz que o principal objetivo da Wikipédia é superar a rival Encyclopaedia Britannica, publicada desde o século XVIII e a mais conceituada obra do gênero. "Em algumas áreas do conhecimento, nós já conseguimos essa façanha", afirma. Wales falou a VEJA do escritório da Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que mantém a enciclopédia no ar, em São Francisco.

Você recomendaria a Wikipédia como uma obra de referência a estudantes do mundo todo?
Sim, desde que sejam tomadas algumas precauções. Primeiro, a Wikipédia é um excelente ponto de partida. É uma enciclopédia abrangente, escrita numa linguagem simples e de fácil acesso. Mas a Wikipédia não é o melhor ponto final para uma pesquisa. É preciso aprofundar a investigação procurando outras fontes de informação. O leitor pode encontrá-las no rodapé dos verbetes, no qual há boas referências sobre o tema, como livros, jornais, revistas e outros sites na internet.

Quais medidas já foram adotadas para melhorar a qualidade dos artigos e impedir a ação de vândalos?
Muitas ferramentas já foram desenvolvidas com esse objetivo. Qualquer mudança feita nos artigos é arquivada, o que permite aos editores reverter rapidamente uma alteração maldosa ou incorreta. Colaboradores podem se encarregar de artigos com os quais têm mais familiaridade e receber notificações imediatas quando seu conteúdo é alterado. Esse trabalho também é realizado em grupo, por meio dos wikiprojetos. São voluntários que se reúnem para verificar se todos os artigos de determinado assunto estão escritos corretamente e trazem informações verdadeiras. Em geral, são pessoas que se interessam pelo tema e têm conhecimento de causa. Há grupos sobre pássaros, pontes, aviões, sobre praticamente qualquer assunto que você imaginar. Nosso objetivo é criar uma enciclopédia de alta qualidade, igual à Encyclopaedia Britannica ou melhor que ela. É um processo em andamento, e posso dizer que, em algumas áreas, essa meta já foi alcançada. Tradicionalmente, somos fortes em tecnologia, ciências exatas e cultura popular, sobretudo a cultura nerd, como as séries Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas. Estamos tentando atrair mais autores que escrevam sobre temas pouco explorados na Wikipédia, como as ciências humanas em geral. Poesia, por exemplo, é um de nossos pontos fracos.

Antes de criar a Wikipédia, você havia lançado a Nupedia, uma enciclopédia escrita unicamente por especialistas, como a Britannica. Por que o projeto não deu certo?
A Nupedia era construída de cima para baixo. Para participar, o voluntário precisava mostrar suas credenciais e provar que era apto a discorrer sobre o tema. Cada artigo criado passava por um processo de verificação com sete etapas. Além de ser uma grande barreira à participação, o processo não era tão divertido. Na Wikipédia, a motivação encontra um parceiro ideal - a diversão. Temos um objetivo humanitário, que é a criação de uma enciclopédia gratuita para todos os habitantes do planeta em sua própria língua. É uma meta grandiosa, que anima muita gente. O colaborador sabe que seu trabalho vai beneficiar pessoas no mundo todo. É fácil participar, mesmo que em pequenas doses. Se alguém domina um tema em particular, pode contribuir com informações ou corrigir pequenos erros. Uma vez iniciado o processo, as pessoas acabam conhecendo outros editores, gente que está interessada nos mesmos assuntos. Os wikipedistas discutem sobre o que deve ou não entrar em determinado verbete. Há interação social por trás de cada artigo da Wikipédia.

"Queremos ser uma enciclopédia de qualidade, igual à Britannica ou melhor que ela. Em algumas áreas, essa meta já foi alcançada. Somos fortes em tecnologia, ciências exatas e cultura popular. Já poesia é nosso ponto fraco"

Segundo um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, o tempo médio para a correção de um erro na Wikipédia é de doze horas. Como tornar o processo mais ágil?
Já está mais rápido. Criamos um software que funciona como um "filtro de ofensas". É uma ferramenta que permite a identificação automática de edições problemáticas. Isso diminuiu bastante o tempo de resposta no conserto de páginas vandalizadas. O fato de termos colaboradores que praticamente adotam os artigos de seu interesse também ajuda no controle de qualidade.

O que mais pode ser feito para melhorar a Wikipédia?
O passo mais importante que demos nos últimos anos foi o sistema de revisões assinaladas. A ideia é garantir que o público está lendo um verbete que já foi revisto por um membro de confiança da comunidade. Esse sistema foi testado como um projeto piloto na versão alemã da Wikipédia e o resultado foi bastante bom. Estamos próximos de conseguir um acordo com os voluntários da versão da Wikipédia em inglês para implementar um projeto parecido. É o tipo de coisa que estamos sempre fazendo para melhorar o con-teúdo da enciclopédia.

O artigo sobre Jesus Cristo inclui interpretações feitas por cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e ateus. É possível conseguir uma visão correta de um tema com base em visões tão díspares?
As pessoas podem não concordar sobre tudo, mas ainda assim encontrar formas de contribuir para uma polêmica de maneira que todos saiam satisfeitos com o resultado. A guerra no Iraque é um exemplo. O artigo na Wikipédia não vai dizer se a guerra é uma boa ou má ideia, mas pode deixar claro que é um tema controverso e listar os argumentos tanto de seus críticos quanto de seus partidários. É uma política que chamamos de ponto de vista neutro. Procuramos dar informações para que as pessoas possam formular opiniões por sua própria conta. A maioria dos voluntários entende isso e toma cuidado para não escrever verbetes tendenciosos. Se um tema é tão polêmico que é frequentemente editado, depois de cada alteração a página fica bloqueada temporariamente para que editores mais graduados na comunidade possam chancelar as mudanças. Até agora, essa política de neutralidade vem funcionando muito bem.

A versão em língua inglesa da Wikipédia tem verbetes sobre todos os personagens do desenho animado Pokémon, mas não sobre todos os presidentes da Argentina. Esse tipo de omissão não afeta a credibilidade da enciclopédia?
Essas críticas são válidas, mas não em todos os casos. Numa enciclopédia impressa, com um número limitado de volumes, um verbete extenso sobre um assunto está roubando espaço de outro. Nesse caso, é preciso selecionar bem os temas a ser abordados. Como não é feita de papel, a Wikipédia tem espaço para tudo. As pessoas podem escrever quanto quiserem sobre Pokémon sem que isso impeça que outros escrevam sobre os presidentes da Argentina. Uma vez recebi a reclamação de que o artigo sobre um personagem de cinema era mais extenso que o verbete sobre a China. Acontece que o artigo sobre a China é uma peça central com vários artigos coadjuvantes. No total, é óbvio que a quantidade de informações sobre o país é muito maior.

"Numa enciclopédia impressa, um artigo extenso sobre um assunto vai diminuir o conteúdo de outro. A abordagem precisa ser bem selecionada. Como não é feita de papel, a Wikipédia tem espaço para tudo"

Há alguns anos, você afirmou que a Wikipédia deveria ter artigos sobre todos os episódios dos Simpsons. Depois mudou de ideia. Por quê?
Porque descobrimos que o modo wiki de produzir informação em conjunto tem seus limites. É complicado escrever um bom artigo sem consultar fontes con-fiáveis, como livros, revistas e jornais. Seria o caso, por exemplo, dos episódios do seriado. Como nosso objetivo é fazer uma enciclopédia de qualidade, é melhor não ter esses verbetes de nível duvidoso.

É sabido que diversos políticos americanos já editaram a própria biografia na Wikipédia. Qual é o impacto da enciclopédia na política em geral?
Certamente há um impacto, embora seja difícil mensurá-lo. Acredito que a maioria das pessoas faz suas escolhas políticas com base em informações escassas e duvidosas, como as propagandas mais apelativas à emoção do eleitor. Em geral, espero que a enciclopédia ajude as pessoas a tomar decisões a partir de informações concretas, e não a partir da melhor piada no debate na televisão. Isso é importante em todas as esferas de governo, não só nas eleições presidenciais. Esse é o sonho, pelo menos.

Muitas iniciativas na internet adotam o princípio da Wikipédia de construção colaborativa. Há limites para o modelo wiki?
A capacidade de estimular a criação coletiva é uma das características mais fascinantes da internet. Em vez de apenas inserirem informações aleatórias, as comunidades estão se unindo para construir em conjunto algo de melhor qualidade. Estamos só no começo desse processo. No futuro, muitas inovações vão surgir dessa forma. Os vídeos de hoje se parecem com os textos da década passada. Se você entrar no YouTube, verá que os vídeos são, na maioria, produções modestas, feitas por uma única pessoa. Há poucos projetos em larga escala. Curiosamente, a literatura de ficção é um campo da cultura no qual a construção colaborativa ainda é muito tímida. Ao que parece, esse é um processo criativo individual, e não colaborativo.

Há dois anos, você criou o Wikia, um buscador para concorrer com o Google. A empresa faliu. O Google é imbatível?
Eu não temo o Google. Na verdade, sou um admirador do trabalho deles. O mercado de buscas on-line, do qual o Google é líder, não possui aquilo que os economistas chamam de externalidades de rede. Em outras palavras, eu posso passar a usar outro buscador sem me preocupar se os meus amigos farão o mesmo. É diferente da maneira como a Microsoft conseguiu o domínio do mercado. Por muitos anos, o fato de todos os meus colegas estarem usando o Microsoft Windows tornava difícil a migração para softwares de outras empresas por causa da falta de compatibilidade dos sistemas. As redes sociais, como o Facebook, são outro exemplo. Não há sentido em mudar para outro site se nenhum dos meus amigos vai estar lá. No caso do Google, isso não acontece. Há muito espaço para pesquisas e inovações no desenvolvimento de buscadores que podem minar a liderança da empresa. Obviamente, o Google faz um ótimo trabalho e, por isso, não é fácil desafiá-lo.

Você é um ávido leitor da escritora russo-americana Ayn Rand, uma ferrenha defensora da liberdade econômica. O que torna sua obra tão atual em tempos de crise?
A maior lição a ser aprendida com Rand é que devemos pensar mais. É preciso ser cauteloso para não estabelecer políticas baseadas apenas em emoções de curto prazo. Devemos refletir sobre o tipo de sociedade que queremos e pensar muito sobre a maneira como pretendemos resolver nossos problemas.

Por que não há anúncios nas páginas da Wikipédia?
Pusemos esse assunto em pauta na comunidade de voluntários que faz a enciclopédia, e eles decidiram que não queriam publicidade no site. Sempre procurei respeitar essas decisões. Em segundo lugar, acredito que as pessoas mudariam sua visão da Wikipédia caso colocássemos anúncios. Elas gostam do fato de sermos uma instituição sem fins lucrativos. Nosso objetivo não é conseguir o máximo de lucro com a enciclopédia, mas torná-la o mais precisa possível. Pelo menos por enquanto não temos planos de mudar o modelo de negócios da Wikipédia, que ainda é baseado em doações e algumas parcerias com empresas privadas.

Fonte: Veja.com
Data:16/12/2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ortega y Gasset e a missão do bibliotecário

Pierce Butler, em sua obra An introduction to library science, originalmente publicada em 1933 e tendo uma tradução brasileira, lançada em abril de 1971 [Introdução à ciência da biblioteconomia. Rio de Janeiro: Lidador, 1971. 86 p.], ao comentar o comportamento do bibliotecário, cunhou a expressão “simplicidade do seu pragmatismo” para relacioná-la com o exercício da sua profissão. A razão dessa expressão foi ocasionada pelo fato de que “ao contrário de seus colegas em outros campos da atividade social, o bibliotecário, por estranho que pareça, desinteressa-se pelos aspectos teóricos de sua profissão. Parece possuir uma imunidade peculiar a esse tipo de curiosidade (...) O bibliotecário aparentemente permanece isolado na simplicidade do seu pragmatismo: uma racionalização de cada processo técnico imediato, tomado isoladamente, parece satisfazer seu interesse intelectual. Na verdade, qualquer esforço para generalizar tais racionalizações na tentativa de compor uma filosofia profissional parece-lhe não apenas inútil, mas definitivamente perigoso” (BUTLER, p. ix-x).

Mas, por que estou falando dessa simplicidade do pragmatismo existente na maioria dos bibliotecários? É para assinalar a importância da tradução para a nossa língua, do ensaio de José Ortega y Gasset, intitulado Missão do bibliotecário [Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2006. 82 p.]. Tendo sido originalmente publicada em 1935, estranhamente, a obra só apareceu em português setenta anos depois! Mesmo assim, ela veio dar uma grande contribuição para a escassa bibliografia brasileira na área de filosofia da biblioteconomia.

Seu conteúdo faz parte do discurso inaugural proferido pelo filósofo espanhol – na época, ministro da educação – em 20 de maio de 1935, por ocasião da abertura do Segundo Congresso Internacional de Bibliotecas e Bibliografia, realizado em Madri. Complementa e enriquece a tradução brasileira o posfácio, elaborado por Antonio Agenor Briquet de Lemos, intitulado “Circunstância e recepção de Missão do bibliotecário” (p. 57-82).

Nessa obra, Ortega y Gasset começa comentando que “missão significa, antes de tudo, aquilo que um homem deve fazer em sua vida. Pelo visto, a missão é algo exclusivo do homem” (p. 3). Mais adiante, reforça esse conceito ao afirmar que “eis que toda vida humana tem uma missão. Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autêntico ser, daquilo que está chamado a realizar” (p. 7). A seguir, analisa a missão profissional, pois “a vida é, sobretudo, trabalho. Não nos damos a vida, mas é ela que nos é dada. (...) para viver devemos estar sempre fazendo algo, sob pena de sucumbir. Sim, a vida é trabalho. Sim, a vida dá trabalho, e, o maior de todos, acertar fazer o que é preciso fazer. (p. 7-8).

O intelectual espanhol aponta que “as profissões são tipos de atividade humana de que, pelo visto, a sociedade necessita. E um deles, há cerca de dois séculos, é o do bibliotecário” (p. 11). Adiante, o autor aponta para a existência de uma dualidade: “a missão do homem, o que cada homem deve fazer para ser o que é, e a missão profissional, em nosso caso a missão do bibliotecário, o que o bibliotecário deve fazer para ser um bibliotecário” (p. 12). Ele também pondera que o bibliotecário “ao exercer uma profissão, compromete-se a fazer o que a sociedade necessita. (...) para determinar a missão do bibliotecário, é preciso partir (...) da necessidade social a que serve vossa profissão. E esta necessidade, como tudo que é propriamente humano, não consiste em uma magnitude fixa, mas é, essencialmente, variável, migratória, evolutiva; em suma histórica” (p. 13, 16).

Portanto, como vemos, essa necessidade social é mutável ao longo do tempo e “o trabalho do bibliotecário variou sempre em função, rigorosamente, do que o livro significava como necessidade social” (p. 16). Como é sabido, historicamente o livro cumpriu diversas necessidades sociais ao longo dos séculos, assim “durante a Idade Média, a ocupação com os livros ainda é infra-social, não aparece para o público: está latente, secreta, pode-se dizer, intestina, confinada no recinto secreto dos mosteiros. (...) Ser guardião dos livros não era algo especial. Somente no alvorecer do Renascimento é que começa a delinear-se na área pública, a diferençar-se dos outros tipos genéricos de vida, a figura do bibliotecário. (...) é precisamente a época em que, também pela primeira vez, o livro é sentido socialmente como necessidade. (...) Neste sentido, digo que até o Renascimento a necessidade do livro não foi vigência social. E como foi então que se tornou vigência social aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão” (p.18-20).

Nessa fase do Renascimento “a catalogação não é ainda urgente. A aquisição e a produção de livros, em compensação, adquirem traços de heroísmo. Estamos no século XV” (p. 21). Passaram-se três séculos e o autor argutamente indaga: “o que aconteceu entrementes com os livros? Publicaram-se muitos e a impressão tornou-se mais barata. São tantos os que existem que se sente a necessidade de catalogá-los. (...) Agora se sente a necessidade não de buscar livros – isso deixou de ser um problema real – mas de promover a leitura e buscar leitores. E, de fato, nessa etapa as bibliotecas se multiplicam e com elas os bibliotecários. Já é uma profissão que ocupa muitas pessoas” (p. 21-22).

Continuando, Ortega y Gasset, como se fosse numa aula de história, comenta que a Revolução Francesa transformou a sociedade européia. Para ele “esta sociedade foi consequência última daquela fé no livro sentida pelo Renascimento. A sociedade democrática é filha do livro, é o triunfo do livro escrito pelo homem escritor sobre o livro revelado por Deus e sobre os livros das leis ditadas pela autocracia. (...) O livro tornou-se socialmente imprescindível. É a época, por isso, em que surge o fenômeno das enormes tiragens. (...) O Estado oficializa as ciências e as letras. Reconhece no livro uma função pública e o considera um organismo político fundamental. Em virtude disso, a profissão de bibliotecário se converte em burocracia, por uma razão de Estado. Chegamos, pois, (...) à fase em que o livro se tornou uma necessidade imprescindível” (p. 24-26).

Em seguida, o filósofo espanhol aponta que, no Ocidente, até os meados do século XIX, o livro era uma necessidade social e também um instrumento benéfico por minorar as dificuldades de conservar todas as idéias. Porém, já no século seguinte, com o aumento das tiragens e de novos títulos, em toda a Europa existia a impressão de que havia “demasiados livros, ao contrário do que acontecia no Renascimento. O livro deixou de ser um desejo e é sentido como um peso. O próprio homem de ciência adverte que uma das grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia do seu tema” (p. 34). Aqui, Ortega y Gasset aponta para o fenômeno que, tempos depois, seria denominado “explosão documental”.

Assinala-se aqui que, foi no século XX, que ocorreu o enorme incremento no volume de informação registrada e também das pessoas alfabetizadas, potencialmente produtoras de novos documentos. Daí a aceitação do uso da metáfora “explosão” para qualificar esse contexto como explosivo. Para domar essa “explosão” é sugerida uma nova missão para o bibliotecário, pois, até aquele momento, esse profissional tinha “se ocupado principalmente do livro como coisa, como objeto material. A partir de hoje terá que cuidar do livro como função viva: terá de exercer a polícia do livro e tornar-se domador do livro enfurecido” (p. 39).

Agora é preciso ver o livro como conflito. Nesse ponto o autor espanhol analisa três tópicos relacionados com essa situação conflituosa. O primeiro tópico se refere ao volume de livros, pois “mesmo reduzindo bastante o número de temas a que cada homem dedica sua atenção, a quantidade de livros que ele precisa absorver é tão gigantesca que supera os limites de seu tempo e sua capacidade de assimilação” (p.40). Assim, para penetrar nessa “selva de livros” serão necessários novos instrumentos. Neste ponto, de forma interessante, Ortega y Gasset propõe uma “estatística de idéias” – conceito anteriormente denominado bibliometria, em 1934, por Paulo Otlet, em seu clássico Traité de documentation – para determinar “com rigor o instante cronológico quando nasce uma idéia, o processo de sua difusão, o período exato durante o qual perdura como vigência coletiva e, por fim, a hora do seu declínio” (p. 42).

Nesse mesmo tópico o autor, dez anos antes do surgimento do primeiro computador, sugere a criação de “uma nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso” (p.43). É possível que aqui esteja a semente da idéia de utilização dos enormes potenciais do que hoje conhecemos por tecnologia da informação em prol da modernização do fluxo informacional. Foi acertada, portanto, a intuição do filósofo espanhol de uma ordenação rigorosa e rápida da bibliografia, felizmente conseguida com a utilização, cada vez mais crescente, do computador e da internet.
No segundo tópico, o autor ao comentar essa explosão documental sugere que a profissão do bibliotecário “será incumbida pela sociedade de regular a produção do livro, a fim de evitar que se publiquem os que forem desnecessários e, que, em compensação, não faltem aqueles que são exigidos” (p. 43-44).

É sugerido que o bibliotecário tenha um novo papel profissional, quase similar ao de censor. Essa ideia, conforme comentada no posfácio provocou enormes discussões em diversos países.

No último tópico, é apontada a importância do futuro bibliotecário “orientar o leitor não especializado na selva selvaggia dos livros, e ser o médico, o higienista de suas leituras” (p. 45). Aqui Ortega y Gasset está propondo ações relacionadas com o treinamento e educação do usuário. É possível que também esteja sugerindo uma seleção criteriosa dos volumes contidos nos acervos e nas indicações de leituras. Ao final deste tópico, o filósofo mencionou uma frase muito conhecida em nosso contexto: “nesta dimensão de seu ofício imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a torrente de livros e o homem” (p. 46). Propôs, portanto, que o bibliotecário seja o mediador/avaliador entre o documento e o usuário – um conceito que perdura até hoje.

Nota-se, assim, que veio em boa hora o lançamento da Missão do bibliotecário. Esse ensaio tem sido reeditado com frequência, traduzido para vários idiomas e objeto de inúmeras discussões e debates em artigos de periódicos, cursos e teses acadêmicas. Esse lançamento veio facilitar o acesso por parte do aluno de biblioteconomia à fonte original e, para o bibliotecário, a chance de sair um pouco do seu pragmatismo exacerbado, parando um pouco para refletir sobre uma filosofia da profissão sugerida sete décadas atrás pelo grande Ortega y Gasset. Suas idéias ainda são válidas e precisam ser conhecidas, discutidas e divulgadas na nossa área.(Murilo Bastos da Cunha)

Fonte: A Informação
Data:12/12/2009

Instituições já podem concorrer ao Pró-Multiplicar 2010

As instituições de ensino superior podem submeter suas inscrições até o dia 18 de dezembro para a edição 2010 do Programa de Formação de Multiplicadores do Portal de Periódicos (Pró-Multiplicar). A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que desenvolve o projeto, realizará dez treinamentos, um deles para suprir uma demanda ainda de 2009, solicitada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).

As demais solicitações podem ser feitas por instituições que ainda não participaram do Programa. Os cursos ocorrerão nas seguintes datas: 10 a 22 de abril; 11 a 13 de maio; 18 a 20 de maio; 8 a 10 de junho; 22 a 24 de junho; 29 de junho a 1º de julho; 24 a 26 de agosto; 14 a 16 de setembro; 21 a 23 de setembro; e 28 a 30 de setembro.

As instituições interessadas devem enviar a ficha de inscrição preenchida para o e-mail treinamento.periodicos@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Se houverem mais pedidos de participação do que a quantidade de treinamentos oferecidos pela Capes, a escolha será realizada com base nos critérios de representatividade regional, disponibilidade de vagas e interesse demonstrado pelas universidades.

Em 2008, ano do lançamento do Pró-Multiplicar, oito instituições de ensino superior participaram do projeto, o que resultou no treinamento de 316 bolsistas. Em 2009, mais 12 instituições se juntaram à iniciativa. Como se trata de um programa de fluxo contínuo, as 20 instituições que participaram nesses últimos dois anos continuam fazendo parte das ações de multiplicação do Pró-Multiplicar, tendo inclusive que enviar relatórios à Capes informando sobre os seus resultados.

Pró-Multiplicar
O Pró-Multiplicar tem por objetivo expandir o conhecimento sobre o uso do Portal de Periódicos. Direcionado à comunidade acadêmica que acessa a ferramenta, o Programa se fundamenta em treinamentos ministrados a bolsistas de mestrado e doutorado, que ficam responsáveis por repassar o conhecimento sobre o Portal de Periódicos a alunos de graduação e pós-graduação.

Veja mais informações sobre o Pró-Multiplicar.

Fonte: Portal da Capes
Data: 10/12/2009

Problemas com autoria de artigos provocam discussão na Academia

Uma recente sentença expedida pela Justiça do Paraná provocou polêmica no meio acadêmico sobre a autoria de artigos científicos. A juíza do caso, que envolve uma ex-mestranda e um professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiu que um orientador não pode ser coautor de trabalhos de alunos, o que contraria uma prática comum nas universidade – a assinatura conjunta de artigos científicos.

Leia a matéria completa

Fonte: Jornal da Ciência
Data: 04/12/2009

Novo Portal de Periódicos da Capes está acessível para 308 instituições

Laboratórios de pesquisa com cursos de pós-graduação, universidades municipais e estaduais, instituições privadas de ensino superior e fundações de amparo à pesquisa já podem utilizar os serviços do portal

Usuários de 308 instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil já podem acessar o conteúdo do novo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O novo sistema - que oferece, entre outras vantagens, uma ferramenta de busca integrada ao acervo assinado pela Capes - está disponível para essas instituições desde o dia 11 de dezembro.

A abertura de acesso ocorreu um mês após o lançamento do novo Portal de Periódicos para todas as universidades federais. A partir de agora, alunos, professores, pesquisadores e funcionários das instituições de ensino superior que atendem aos critérios para acesso ao conteúdo do Portal de Periódicos poderão utilizar o novo sistema.

Na lista estão incluídos laboratórios de pesquisa com cursos de pós-graduação, universidades municipais e estaduais, instituições privadas de ensino superior e fundações de amparo à pesquisa.

O novo Portal incorpora todas as funcionalidades da versão anterior - como a busca por título ou base de dados - e oferece também novos recursos. Além da busca integrada ao acervo, sistema permite a personalização do acesso ao conteúdo científico e informativo disponível no site e oferece aos usuários um layout mais amigável.

O acesso ao Portal é feito pelo endereço http://www.periodicos.capes.gov.br

Fonte: Jornal da Ciência 3911
Data:15/12/2009

Revista CPC recebe artigos para nova edição

A Revista CPC, publicação eletrônica do Centro de Preservação Cultural (CPC) da Universidade de São Paulo, receberá até 15 de fevereiro artigos acadêmicos para a décima edição, que vai de maio a outubro de 2010.

A revista tem periodicidade semestral e discute questões relacionadas ao patrimônio cultural. Está aberta a profissionais, pesquisadores e estudantes de várias áreas do conhecimento.

A publicação está organizada em quatro seções, sendo três de artigos inéditos que contemplam os seguintes temas: Patrimônio Cultural, Coleções e Acervos, Conservação e Restauração; e uma de Resenhas, Notícias e Depoimentos.

Segundo os editores, serão analisados apenas trabalhos inéditos e formatados de acordo com as normas que podem ser consultadas no site da revista.

Os textos devem ser enviados para o e-mail revistacpc@usp.br.

Mais informações: (11) 3106-3562

Fonte: Agência FAPESP
Data:15/12/2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Embrapa faz 25 anos e lança portal acessível

A solenidade de comemoração dos 25 anos da Embrapa Instrumentação agropecuária, em São Carlos (SP), na segunda-feira, 14, foi marcada por homenagens e lançamentos de tecnologias, entre elas, três softwares de diagnóstico por Imagem com aplicação agrícola para avaliação do comportamento de animais, análise de fibras e raízes e outro para aquisição de imagens e dados georreferenciados no campo.

Ainda será lançada a home page da Embrapa Instrumentação Agropecuária para deficientes visuais, como forma de inclusão social. Segundo a assessoria de comunicação da unidade, será o primeiro portal dos 43 centros de pesquisa da Embrapa com essa opção de acessibilidade.

O projeto foi desenvolvido em parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que há 15 anos cria soluções de computação para deficientes.

O navegador usado será o webvox, criado pelo analista de sistema e deficiente visual Bernard Condorcet Porto, durante o mestrado na universidade. O portal da Embrapa Instrumentação Agropecuária é o www.cnpdia.embrapa.br.

A Embrapa lançará ainda no evento outros dois softwares. O Sacam é utilizado na avaliação do comportamento de animais em movimento e será utilizado em estudos de insetos no controle biológico de pragas, de animais confinados antes do abate e em situações onde o comportamento retrata uma alteração do meio. Outro software é o Safira, sistema de análise por imagem que facilita a determinação de volume, área superficial e comprimento por faixa de diâmetros de fibras e raízes de plantas.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 13/12/2009

Museu britânico abre galeria dedicada inteiramente à Internet


Através de vídeos e exposições, o museu conta a história da rede desde as primeiras transmissões de telégrafo até a banda larga de alta velocidade.

Por Luciana Alves

Aficionados por tecnologia ganharam uma nova atração turística no Reino Unido. Trata-se da primeira galeria de museu do mundo dedicada à tecnologia da Internet, inaugurada recentemente no The National Museum of Computing , com uma exposição interativa sobre a história dos pioneiros britânicos da Web.

O museu fica localizado em Bletchley Park, também conhecida como Station X, uma antiga instalação militar secreta localizada em Bletchley (que fica 80 km ao norte de Londres). A entrada é gratuita.

De acordo como The Inquirer , a abertura da exposição contou com a presença de ex-funcionários do National Physical Laboratory , um dos mais importantes centros de ciência e pesquisa do Reino Unido, onde nasceu a tecnologia de comutação de pacotes, imprescindível para o funcionamento da Internet.

Na galeria, a história da Web é contada em uma linha do tempo desde as primeiras transmissões de telégrafo até a banda larga de alta velocidade dos dias atuais, usando como suporte exposições tradicionais, vídeos e mapeamento em tempo real das conexões de Internet para o site do próprio museu.

Além de proteger a memória da Internet, a galeria visa homenagear e lembrar a importante participação britânica na formação da rede.

Muito do que estamos fazendo no momento é lembrar que usamos essa tecnologia sem dar o devido reconhecimento aos que a criaram … as pessoas esquecem que ela foi desenvolvida na Grã-Bretanha, embora seja justo reconhecer que os americanos fizeram muitos avanços na área", disse Kevin Murrell, diretor e administrador do museu ao IT PRO .

Quem não tem dinheiro para ir ao Reino Unido pode fazer um tour virtual pelo museu em tnmoc.org .

Fonte: Yahoo Notícias
Data:10/12/2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Leitor comenta matéria "As patentes nas universidades públicas brasileiras, artigo de Benedito Adeodato"


"A industrialização no Brasil se deu de forma tardia, dependente das multinacionais e dos processos de substituição por importações. Hoje, ainda inovamos por importação"

Angelo Legat é diretor da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agipi) da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná.
"Proteger o conhecimento e não negociar é crime"

As universidades públicas são as maiores responsáveis pela produção patentária brasileira, como conseqüência natural dos resultados de suas pesquisas ou por força da inexistência ou da pouca interação entre as políticas públicas educacionais e industriais de C&T&I nos últimos 50 anos e até mesmo por omissão ou miopia do setor empresarial.

A industrialização no Brasil se deu de forma tardia, dependente das multinacionais e dos processos de substituição por importações. Hoje, ainda inovamos por importação e não é pouco.

As políticas educacionais seguiram um procedimento linear baseado na linha de pensamento e da repressão militar - do tipo um, dois, um dois, ... - e não na sua disciplina, o que seria bem mais salutar para o processo de aprendizagem. Hoje, fala-se em interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e até transdisciplinaridade, mas o índice de analfabetismo ainda é assustador.

Políticas de C&T&I são coisas do final da última década do século XX e que ingressaram no presente milênio um tanto quanto capengas e carentes de benfeitorias estruturais.

Pode-se dizer sim que estamos evoluindo e aprendendo a cada dia, mas poderíamos estar bem melhor e menos dependentes dos ditames emanados dos organismos internacionais, se olhássemos e agíssemos de maneira mais integrada e sistêmica.

Logicamente que conciliar interesses que a princípio são complementares e que por questões temporais e burocráticas podem se tornar conflitantes, que respeitar a diversidade de culturas organizacionais demanda sensibilidade e percepção aguçada e que negociar poderes e vaidades das mais diferentes formas e intensidades, não é uma tarefa fácil.

Contudo, cabe aqui alguns encaminhamentos: se os marcos regulatórios carecem de aprimoramentos, que se façam e isso já está acontecendo (MCT, MF e Receita Federal) e esperamos que até o ano que vem estejam à nossa disposição para que a interação ICT-Empresa-Governo se torne mais efetiva e segura para todas as partes; se as empresas precisam ser mais inovadoras, que assim seja, invistam mais em P&D, importem menos e contratem mais mestres e doutores; se os pesquisadores preferem publicar ao patentear, que a Capes e o CNPq estimulem e premiem mais esta atividade; se o percentual de recursos para P&D em relação ao PIB são poucos, que o governo priorize mais recursos.

O que não se pode é considerar que a onda da inovação chegou para salvar o mundo dos negócios e que sem ela estaremos fadados ao fracasso e à miséria."

A íntegra do artigo "As patentes nas universidades públicas brasileiras", Benedito Adeodato em: