sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira


Este livro provê bases conceituais e práticas para a construção de repositórios institucionais de acesso aberto em universidades e institutos de pesquisa sob o contexto da gestão da informação científica e da comunicação científica

O livro digital pode ser acessado aqui.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 28/01/2010

Depósitos de patentes crescem 27% em cinco anos

O número de registro de patentes no Brasil cresceu 27% nos últimos cinco anos. De acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), as patentes concedidas passaram de 2.481 para 3.153 no período de 2004 a 2009. O órgão atribui o aumento a três fatores: contratação de pessoal, melhoria da estrutura e maior divulgação sobre o sistema.

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio de Janeiro, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também comemora os bons resultados. Somente no ano passado, foram sete depósitos realizados no Brasil junto ao Inpi, e mais seis internacionais. O INT ainda tem outros seis relatórios descritivos de patentes em fase de conclusão e planeja registrar dez produtos até o final do ano.

O coordenador de Gestão da Qualidade e Inovação Tecnológica do INT, Carlos Alberto Teixeira, reconhece o esforço do Inpi neste processo. Para ele, outros fatores também foram relevantes para o desempenho inédito da instituição, em especial, a estrutura que se criou no âmbito do MCT para dar suporte à inovação. “Esse é o esforço feito, enormemente, pelo ministério nos últimos anos, a partir do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PC&I 2007-2010), que tem um eixo específico relacionado à inovação nas empresas, onde se disponibiliza um conjunto grande de instrumentos justamente para fazer com que a inovação aconteça”, afirma.

Carlos Teixeira considera a criação do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), da Lei do Bem e da Lei de Inovação, regulamentada em 2005, como relevantes no sentido de proporcionar as condições necessárias para tornar mais efetiva a gestão das instituições e dos institutos tecnológicos. O coordenador do INT atribui o desempenho à trajetória de grande relacionamento com as empresas e com o meio industrial. O Instituto possui, atualmente, 38 patentes acumuladas na carteira e 69 produtos registrados, entre eles, marcas, programas de computador, modelos de utilidade e invenções.

Teixeira destaca experiência desenvolvida no município de Santo Antônio de Pádua, interior do Rio de Janeiro. A preocupação com o despejo de resíduos do pólo de serralherias de rochas ornamentais nos rios impulsionou estudos e a criação de uma tecnologia para evitar o impacto ambiental, resultado de uma parceria com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT) e o apoio de agências de fomento estaduais e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). O processo para separar sólidos finos na água foi patenteado. O material recolhido passou a ser utilizado na produção de argamassa para a construção civil.

“Uma empresa adquiriu o direito de uso da tecnologia, montou uma fábrica com capacidade de produzir 20 mil toneladas/mês de argamassa. Tem inúmeros aspectos e impactos econômicos sobre a região, como a arrecadação via impostos, exportação dos produtos, geração de quase 100 empregos diretos e indiretos, e, principalmente, resolveu uma questão relacionada ao meio ambiente”, relata o coordenador do INT, lembrando que os pesquisadores e tecnólogos envolvidos também passaram a receber os royalties pela invenção.

Fonte: Portal do MCT
Data: 29/01/2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IPad promete nova onda multimídia

Lançando ontem, o aguardado tablet da Apple é um misto de computador com smartphoneMesmo quem não é aficionado por tecnologia ainda vai falar do iPad (pronuncia-se aipéd), lançado ontem pela Apple. O novo equipamento promete inaugurar um segmento entre os eletrônicos domésticos e mudar a forma como se navega na internet, se joga videogames e se lê livros e jornais.

As apostas são altas porque a banca é de peso. Desde o modelo Apple II, de 1977, a empresa lançou padrões – o computador pessoal, o MP3 player, e o celular sensível ao toque. Nem tudo foi criado do zero, mas foi aprimorado com o projeto da marca. Com o iPad não é diferente. O aparelho, enquadrado nos tablets (computadores estilo prancheta), já teve uma tentativa da Apple há 17 anos, com o Newton. E até hoje existem modelos similares, sem representatividade no mercado.

– Até então, era um produto muito focado em usuários corporativos. Não é um computador barato e, por isso, não representa 0,5% do mercado mundial – explica Luciano Crippa, coordenador de pesquisas da consultoria IDC.

Desde os tempos do Newton, novas tecnologias foram experimentadas. Os computadores diminuíram e ficaram mais leves. A tecnologia touchscreen (tela sensível ao toque) evoluiu, substituindo o teclado convencional. Navegar na internet, ler livros e realizar outras tarefas em dispositivos portáteis tornou-se comum. O que a Apple fez foi aproveitar o momento certo para dar o seu toque. O que deve fazer diferença.

Relação forte com o usuário

– O (tablet) me parece um movimento natural da fusão do netbook (minilaptop) com o smartphone (celular inteligente) – comenta o professor João Antônio Zuffo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

– A empresa tem o mérito de ter construído uma estética que acaba localizando o que é a marca. A partir do momento em que a Apple conseguiu sintetizar os seus valores e as suas orientações internas, de oferecer um produto prático, bonito, contemporâneo, ela se relacionou com o usuário. Ela conseguiu criar experiências – explica Paula Visoná, coordenadora dos cursos de especialização em Design da Unisinos.

Steve Jobs soube utilizar esse charme na apresentação do iPad. Em San Francisco (EUA), o descolado presidente da Apple apresentou as características do novo aparelho ao público. Mostrou funções como acesso a redes sociais, leitura de jornais e livros, edição de imagens e música. Atividades comuns, que até quem não é fissurado por tecnologia faz.

– Ele vai ter um apelo para todas as pessoas. Desde o empresário até quem que só usa para navegar na web. Estudantes vão se beneficiar da portabilidade. (O iPad) e vai ter todo o tipo de uso para todos os usuários – diz Eduardo Campos Pellanda, professor do curso de Comunicação Digital da PUCRS

Fonte: Zero Hora Online
Data: 28/01/2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Doença Falciforme tem base de dados no site do Ministério

O projeto Indexfal, que unifica, em uma base de dados virtual, toda a informação sobre doença falciforme produzida no Brasil e publicada aqui ou no exterior, já pode ser acessada através do site do Ministério da Saúde.

Idealizado e criado pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/FM/UFMG) e realizado em parceria com o Ministério da Saúde, o Indexfal se comunica com outras bases de dados, permitindo, a partir de uma ferramenta de busca, acesso e visibilidade imediata da produção sobre a enfermidade. Desta forma, a base apresenta as referências em doença falciforme com informações como descrição do trabalho, autores, título, local de publicação, resumo e, se houver texto completo em versão eletrônica, apresenta o link para a publicação.

Em construção desde 2006, contando com mais de 1.200 registros, e disponível para o acesso desde outubro de 2009 no site do Nupad, o Indexfal pode ser acessado, desde dezembro do ano passado, na área de Saúde da População Negra da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério. “O fato de estar dentro do site do Ministério da Saúde é importante devido à maior visibilidade e acessibilidade que esses dados sobre a anemia falciforme terão, pois o Indexfal poderá ser acessado da BIREME/OPAS/OMS e por um público mais específico por estar na área de saúde da população negra”, destacou a bibliotecária Maria Piedade Ribeiro Leite, coordenadora do Setor de Documentação do Nupad e responsável pelo Projeto.

Para acessar a área do site do Ministério onde está publicado o Indexfal, clique aqui.

Saiba mais sobre o Projeto.

Fonte: Site da Faculdade de Medicina da UFMG
Data: 22/01/2010

Portal na internet para dar novo ritmo à educação musical

RIO - O aprendizado de música ganhou novo ritmo com o lançamento do portal de Educação Musical do Colégio Pedro II. Na página, de acesso livre e gratuito, há informações sobre intérpretes, compositores e diversos estilos musicais, além de um guia prático para quem quer aprender a tocar flauta, violão ou instrumento de percussão. O portal foi feito por professores com a ajuda de alunos dos ensinos fundamental e médio. O lançamento coincidiu com a organização de um movimento de defesa da aplicação da lei federal 11.769/08, que torna a música obrigatória em turmas de educação básica. As escolas têm até 2012 para se adaptar.

No Pedro II, a educação musical sempre fez parte do currículo. Há dois anos, a professora Mônica Leme teve a ideia de criar o portal a fim de contribuir para o ensino e aprendizado dessa arte.

- O objetivo da educação musical não é formar músicos. A música ajuda a despertar a sensibilidade. Muitos alunos com dificuldade de aprendizagem apresentam melhoras - diz Mônica, que é bandolinista do grupo Mulheres de Chico e dá aulas no Pedro II há cinco anos.

Quem acessa o endereço encontra, por exemplo, a história da música ocidental a partir da Antiguidade. O colégio disponibiliza suas apostilas, do 6º ano do ensino fundamental até o 1º ano do ensino médio e oferece espaço para professores publicarem dissertações, monografias e teses.

Fonte: O Globo
Data: 24/01/2010

Brasiliana: qualidade está melhor

Por Tatiana de Mello Dias

Entrou no ar hoje a nova versão da Brasiliana, biblioteca digital da USP.

A novidade da versão 1.1, na verdade, é um novo software de compressão que torna mais rápido o download dos arquivos em alta resolução (300 dpi). Agora não é preciso nem escolher entre as versões em alta e baixa resolução: é tudo rapidinho.

Se você não conhece, vale a pena nevegar no acervo da biblioteca. O projeto está digitalizando o gigantesco acervo doado pelo bibliófilo José Mindlin à USP em 2006.

“Não tenho o fetiche da propriedade, tão pouco da exclusividade”, disse ele em entrevista ao Link no ano passado.

O acesso ao conteúdo é livre. Você pode baixar, por exemplo, as versão digitalizada das primeiras edições dos livros de Machado de Assis, além de obras de Gonçalves Dias e Castro Alves. Há também muitos mapas, textos e imagens, como as lavadeiras retratadas por Jean Baptiste Debret em 1834 no Rio de Janeiro (acima).

Fonte: P2P
Data:26/01/2010

Apple lança tablet e esquenta disputa no mercado de e-books

Amazon é a principal rival da empresa neste mercado.

O duelo hi-tech do momento terá mais um round hoje, quando a Apple deverá anunciar seu tablet – um novo tipo de computador portátil. Apple e Amazon disputam corações e mentes de editoras, escritores e leitores no mercado de livros digitais, ou e-books. Hoje, a Amazon responde por mais de 70% das vendas de leitores digitais (e-readers). O tablet da Apple será um aparelho bem mais versátil do que o Kindle – e também mais caro, mas vai dar acesso a livros, jornais e outras publicações, para clientes da App Store do iTunes.

Na última quinta-feira, a Amazon antecipou-se ao anúncio da Apple e divulgou a abertura do Kindle a desenvolvedores externos de software. Assim, qualquer um poderá criar aplicativos para o aparelho – programas como os usados nos telefones celulares. Ao criar conteúdo para Kindle, programadores terão direito a 70% do faturamento com as vendas, descontados os custos de distribuição. Editoras também podem criar e vender softwares para o Kindle.

– Acho ótimo o que está acontecendo. Quanto mais gente vendendo livros, em qualquer formato, melhor – diz Richard Charkin, diretor executivo da Bloomsbury Publishing em Londres.

Estimular a briga entre as gigantes de tecnologia não garantirá vida fácil para o mercado editorial. Ao sair das garras de Jeff Bezos, presidente da Amazon, cairão nas de Steve Jobs, da Apple, também conhecido por ser um executivo duro – a política de preços da companhia para vender músicas em sua loja digital arrepia as gravadoras.

Os aparelhos da Amazon e da Apple são diferentes. O Kindle é um equipamento para ler. Sua bateria tem longa duração e a tela não cansa os olhos. Para os adeptos do tablet da Apple, jogar videogame e assistir a vídeos será mais importante do que ler.

Mesmo assim, executivos da empresa de Steve Jobs passaram a última semana em Nova York conversando com representantes de grandes editoras. Teriam proposto um acordo mais vantajoso do que o da Amazon para distribuir e-books, no qual a Apple ficaria com uma comissão de 30%. Os editores, porém, definiriam o preço dos livros – um dos maiores problemas da relação com a Amazon, que fixa um preço de venda de US$ 9,99 para a maioria dos lançamentos.

A entrada do tablet da Apple no mercado de e-books dá às editoras a esperança de conseguir negociar melhor com a Amazon. Expectativa que será maior quando o Google também entrar na briga.

– Quanto mais empresas venderem e-books, mais importantes serão as editoras – afirma Mike Shatzkin, executivo-chefe da Idealog, que ajuda editores a desenvolver estratégias digitais.

Lançamentos temperam disputa

> Antecipando-se ao novo aparelho da Apple, a Amazon liberou qualquer programador a desenvolver aplicativos para o Kindle. A empresa espera que os programadores criem calculadoras, sistemas de acompanhamento da bolsa de valores ou joguinhos simples.

> A Amazon também acha que uma nova variedade de e-books surgirá, como livros de viagens com a função “localizar” e guias de restaurantes adaptados ao local onde o Kindle está. Surgirão também livros-texto com “quizzes” interativos e romances que combinem texto e áudio.

> O tablet da Apple (acima) será “mais multimídia” e deverá ser usado para jogar videogames e assistir a vídeos. Mas a Apple trabalha em acordos para oferecer conteúdo de livros, jornais e outras publicações pela loja App Store do iTunes.(THE NEW YORK TIMES)

Fonte: Zero Hora Online
Data: 27/01/2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Novos livros e jornais on-line disponíveis à comunidade universitária

Já está disponível para alunos, docentes e técnicos da UFRGS a coleção dos e-books da Editora Springer publicados em 2008. Com essa aquisição, gestada pela Biblioteca Central e pela Pró-reitoria de Pós-graduação, o período abrangido passa a ser de 2005 a 2008. A coleção contém mais de 36.000 livros de diversas áreas do conhecimento. Também foi renovada a assinatura da NewspaperDirect, base de jornais diários de vários países, a partir da qual é possível ler on-line periódicos como O Estado de São Paulo, O Globo, Folha de São Paulo, Clarin, El Mundo, Times, The Wall Street Journal, entre diversos outros. O acesso às publicações pode ser feito em computadores na instituição ou remotamente através da configuração do Proxy nas máquinas, conforme instrução disponível no site da Biblioteca Central, relacionado abaixo. Mais informações pelo telefone 3308-3883.

Fonte: Biblioteca Central da UFRGS
Data: 25/01/2010

Pesquisa científica dá salto na China; Brasil avança entre os Bric

Dados são da Thomsom Reuters e fazem apanhado desde 1981

A China passou pelo maior crescimento do setor de pesquisas científicas já visto em qualquer país nos últimos 30 anos, de acordo com dados compilados pelo "FT". E o ritmo não dá sinais de estar diminuindo.

Apenas 20 anos atrás, às vésperas da desintegração da União Soviética, a Rússia era uma superpotência científica, realizando mais pesquisas do que a China, a Índia e o Brasil juntos. A partir de então, os russos foram deixados para trás, não apenas pela ciência chinesa que se impõe ao mundo, mas também pela Índia e pelo Brasil.

Grandes mudanças na paisagem do mundo científico são revelados em uma análise da produção dos quatro países do Bric desde 1981, realizado para o FT pela Thomson Reuters, que indexa artigos científicos de 10,5 mil revistas de pesquisa científica no mundo.

Os números mostram não só "imponente expansão" da ciência chinesa, mas também um desempenho forte do Brasil, crescimento bem mais lento da Índia e declínio relativo na Rússia.

De acordo com James Wilsdon, diretor de ciências políticas na Royal Society, em Londres, três fatores principais estão impulsionando a pesquisa chinesa. Primeiro, o enorme investimento do governo, com aumentos de financiamento muito acima da taxa de inflação em todos os níveis do sistema - de faculdades a pesquisas em nível de pós-graduação.

Em segundo lugar, o fluxo organizado de conhecimentos de ciência básica para aplicações comerciais. O terceiro é a maneira eficiente e flexível como a China está aproveitando o conhecimento da sua vasta diáspora científica na América do Norte e Europa, seduzindo cientistas em meio de carreira a voltar ao país com propostas que lhes permitam passar parte do ano trabalhando no Ocidente e outra parte na China.

"Embora as estatísticas computem artigos científicos publicados em revistas e periódicos submetidos à aprovação de colegas e acima de um limiar de respeitabilidade, a qualidade [na China] é ainda bastante desigual", diz Jonathan Adams, diretor de avaliação de pesquisas da Thomson Reuters. Mas está melhorando: "Eles têm alguns incentivos muito bons".

Como a China, a Índia tem uma grande diáspora e muitos indianos não residentes com formação científica estão voltando, mas eles vão principalmente para trabalhar em empresas, e não para desenvolver pesquisas. "Na Índia, existe uma ligação muito fraca entre empresas de alta tecnologia e a base de pesquisa local", diz Wilsdon. "Mesmo o Instituto Indiano de Tecnologia (IIT), instituição de mais alto nível no sistema, tem dificuldades para recrutar professores."

Um sintoma disso é o fraco desempenho da Índia nas comparações internacionais de padrões universitários. O Ranking de Universidades de Ásia 2009, elaborado pela consultoria QS, revela que a mais importante instituição superior indiana é a IIT de Mumbai, na 30ª posição; dez universidades da China e de Hong Kong estão em posições mais altas.

Parte do problema acadêmico indiano pode estar na burocracia que amarra suas universidades, diz Ben Sowter, chefe da unidade de inteligência QS.

Em contraste com a China, Índia e Rússia, cujas pesquisas tendem a ser fortes nas ciências físicas, química e engenharia, o Brasil se destaca na área de saúde, ciências da vida, agricultura e investigação ambiental.

A Rússia produziu menos artigos científicos do que o Brasil ou a Índia em 2008. "O problema está na grande redução de financiamentos para pesquisa e desenvolvimento após o colapso da União Soviética", afirmou Adams.
(Clive Cookson, Financial Times)
(Valor Econômico, 26/1)

Fonte: JC e-mail 3937
Data: 26/01/2010

Capes e RNP: mais possibilidades tecnológicas para o Portal de Periódicos

Os textos científicos do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes) só chegam ao pesquisador brasileiro graças a um complexo sistema de troca e transmissão de informações. Se não houvesse uma infra-estrutura que permitisse conectar o banco de dados dos editores internacionais – dos quais a Capes assina periódicos e outros conteúdos – às instituições de ensino e pesquisa no Brasil, o Portal de Periódicos não seria mais do que um sonho bom e longínquo.

Felizmente, essa infra-estrutura existe no Brasil, e funciona no caso do Portal de Periódicos devido à parceria entre a Capes e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que é a rede de internet da comunidade acadêmica brasileira. Criada em 1989 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com o objetivo de construir essa conexão de internet entre as universidades brasileiras, a RNP integra hoje cerca de 600 instituições.

A instituição começou a montar essa estrutura em 1991, e atualmente oferece suporte e aplicações avançadas, como a tecnologia do backbone, que permite operar a múltiplos gigabits por segundo. A nova versão do Portal de Periódicos, lançada em novembro de 2009, está hospedada no Internet Data Center (IDC) da RNP, um ambiente muito mais moderno e seguro, com conexão em alta velocidade, de até 10 Gigabit/seg.

Graças a este e a outros recursos tornados possíveis pela parceria entre a Capes e a RNP que o Portal de Periódicos em breve poderá ser acessado pelos próprios pesquisadores a partir de qualquer computador, uma das ações do projeto da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe). Para tanto, basta um login e senha fornecidos e controlados pela instituição a que o usuário estiver vinculado.

Para nos contar um pouco mais sobre a instituição, bem como analisar os resultados da parceria com a Capes, Nelson Simões, diretor-geral da RNP, conversou com a equipe de comunicação do Portal por e-mail. Confira abaixo.


De que modo o novo Portal de Periódicos, desenvolvido no âmbito do Projeto Capes-RNP, pode melhorar o acesso a textos científicos utilizados pela comunidade acadêmica brasileira?

Nelson Simões: O acesso aos periódicos científicos, desenvolvido na última década pela Capes para as instituições de educação e pesquisa brasileiras, transformou-se em uma ferramenta poderosa e essencial de inclusão, capacitação e desenvolvimento científico e tecnológico. A decisão da agência em ampliar seu potencial e funcionalidade vai promover maior produtividade para pesquisadores e alunos. Suas novas facilidades de busca integrada, seleção de artigos, controle de navegação, histórico de buscas, entre outras, devem habilitar novas estratégias para seus usuários e, com isto, descortinar novas informações para enriquecer sua pesquisa. Da mesma forma, a própria Capes também poderá dispor de melhores informações sobre o uso de todos os periódicos científicos por nossa comunidade e, consequentemente, facilitar a gestão e o desenvolvimento futuro do portal.


O que muda com o fato de o novo Portal estar agora hospedado no Internet Data Center (IDC) da RNP? Quais as vantagens em termos de segurança da informação e suporte ao usuário?

NS: O Portal de Periódicos passou a contar com uma nova arquitetura que inicialmente trata as consultas de seus usuários em servidores capazes de implementar suas novas funcionalidades de forma eficiente e segura, como, por exemplo, a metabusca. Para aumentar sua confiabilidade, Capes e RNP optaram por mantê-los no centro de dados da RNP em Brasília. Neste local, o Novo Portal, hospedado no Ponto de Presença do Distrito Federal, dispõe de conexão de até 10 Gigabit/seg para outros estados e integra-se à rede metropolitana de alta velocidade em Brasília. Desta rede, participam a própria Capes e o MEC, além de várias outras organizações usuárias no Distrito Federal. Neste sítio, também o Portal se interliga diretamente a diversos outros backbones de internet comerciais (ex. Embratel, Oi, GVT, Net) e redes federais (ex. Datasus, Serpro), assegurando que consultas originadas em pontos externos aos campi também tenham acesso eficiente ao Portal. Complementam as ligações nacionais as conexões ao exterior, onde se localizam as bases de dados dos editores, com capacidades de 10 Gigabit/seg. A partir deste centro de dados, será possível gerenciar continuamente, todos os dias do ano, a disponibilidade do acesso aos periódicos, proporcionando uma operação mais segura e aumentando a eficiência para seus usuários.

Como você avalia a importância da parceria entre a Capes e a RNP?

NS: Para a RNP, é importante que o novo Portal seja amplamente utilizado pelas nossas organizações usuárias. Hoje existem cerca de 600 organizações interligadas à rede em todo o país – todas as universidades federais, institutos federais, as unidades de pesquisa do MCT, os centros de pesquisa da Embrapa e Fiocruz, os hospitais de ensino, laboratórios e, mais recentemente, museus, entre outros. O trabalho conjunto com a Capes nos permite ampliar o uso de aplicações inovadoras para o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. Uma biblioteca digital de periódicos científicos é também uma oportunidade para pensarmos em conjunto a integração futura de ambientes de aprendizagem à distância. Vemos também que outras parcerias entre RNP e Capes, como a implantação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), nos conduzirá a novas oportunidades de cooperação pela crescente demanda de aplicações de tecnologia de informação e comunicação.

Você poderia fazer um histórico dessa parceria?

NS: Na verdade, a criação do Programa Interministerial MCT/MEC em 1999, responsável pelo financiamento da RNP, tem relação direta com a criação do Portal de Periódicos. A proposta de um novo programa que permitisse à rede acadêmica brasileira, até aquele momento um projeto do CNPq, assegurar alto desempenho e qualidade para comunicação em âmbito nacional e internacional, inovação tecnológica e capacitação de recursos humanos em tecnologias de informação era essencial para o sucesso do projeto de uma biblioteca digital de periódicos científicos. Da mesma forma que o estabelecimento do Portal se constituiu em um grande desafio para a Capes, os desafios também foram enormes para a RNP, pois não tínhamos todas as instituições conectadas à rede. Um sistema consolidado como hoje nasceu de um esforço contínuo de ampliação das capacidades da rede e de seus serviços. Principalmente através da inovação, conseguimos chegar a esta rede de alto desempenho e a um conjunto rico de aplicações. O sistema de periódicos e a rede brasileira de pesquisa são um dos melhores casos que conheço de sistema integrado para comunicação, colaboração e geração de conhecimento. A RNP nasceu no final dos anos 80 para construir uma conexão Internet entre as universidades brasileiras. Neste caminho, a parceria com a Capes seguiu ampliando-se em direção a novas gerações de aplicações. Recentemente, temos concentrado esforços na colaboração para a utilização de educação a distância para as universidades e pólos da UAB, com o apoio da Secretaria de Educação a Distância do MEC. O uso de vídeo digital com qualidade, em tempo real ou sob demanda, deverá apoiar muito a formação de novos professores.

Como vai funcionar o projeto da Comunidade Acadêmica Federada [projeto que reúne instituições de ensino e pesquisa brasileiras em uma rede de confiança, na qual cada instituição é responsável por autenticar e prover informações de seus usuários]?

NS: Nos grupos de trabalho de inovação da RNP, foram propostas e desenvolvidas soluções que facilitam a gestão de identidade na rede. A ideia de uma comunidade acadêmica que possua mecanismos confiáveis para identificar e autorizar o acesso aos seus recursos é o que já estamos experimentando entre um grupo de 15 universidades e centros de pesquisa. Trata-se de conformar uma federação de instituições que adotem práticas compartilhadas para identificar suas pessoas e sistemas de forma autônoma, mas coordenada. Com isto, será possível simplificar o acesso aos recursos disponibilizados na rede e aumentar sua segurança, garantindo autorização e autenticação de cada usuário. Por exemplo, uma identidade gerada por uma universidade integrante da CAFe para seu pesquisador ou aluno será reconhecida por outra instituição federada. Com isto, aumentaremos as possibilidades de integração com grande aumento de eficiência na gestão de diversos níveis de segurança.

Na sua avaliação, quais serão os impactos do CAFe para o acesso ao Portal de Periódicos?

NS: Assim como outras agências federais e estaduais, a Capes é, naturalmente, uma grande provedora de serviços para a federação acadêmica. Estas instituições provêem distintos serviços baseados em políticas e regras diferenciadas para seus usuários. O reconhecimento, entre instituições e agências na federação, de seus mecanismos de identificação e autorização fortalecerá a utilização dos serviços prestados pela sua grande simplificação. No caso da Capes, será possível, por exemplo, garantir acesso ao Portal, independente de localização (no campus ou fora dele) ou plataforma (computador, terminal móvel, leitor de livros, etc), baseado nas credenciais geradas, pela instituição qualificada, para seu pesquisador, professor ou aluno.

Qual o papel da RNP na promoção do ensino superior e da pesquisa no país?

NS: Somos uma organização orientada para viabilizar o uso inovador de aplicações de redes, principalmente para que a educação, a pesquisa e a cultura no Brasil sejam sempre beneficiadas, de forma antecipada, pelos importantes avanços que as tecnologias de informação e comunicação produzem. Especialmente no nosso país, será extremamente importante aproveitar este conhecimento para estudar e criar soluções adequadas à nossa realidade, formar massa crítica em todo o sistema para amplificar seu uso autônomo e, principalmente, apoiar a superação dos grandes desafios nacionais.


Nelson Simões é Engenheiro de Computação formado pela PUC-Rio e diretor-geral da Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP-OS). Como diretor-geral, é responsável pela infraestrutura nacional de alto desempenho para comunicação e colaboração que engloba cerca de 600 das principais organizações brasileiras de ensino superior, pesquisa e inovação. Ele também é membro do Diretório da Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas (CLARA), organização internacional responsável pela rede regional de pesquisa latino-americana.
Rômulo Teixeira Farias

Fonte: Portal de Periodicos da Capes
Data: 22/01/2010

Fórum Social Mundial reúne elite universitária

Percentual de frequentadores do encontro que têm nível universitário é de 81%; média na população não chega aos 20%

Criado para ser o ícone de um mundo democrático, plural e de inclusão social, o Fórum Social Mundial completa dez anos consagrado como a reunião de uma elite jovem, universitária ou com nível superior completo, que usa a internet como maior fonte de informação.

Uma pesquisa realizada pelo Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) com participantes da última edição, em janeiro de 2009, em Belém, detalha o público que participa dele desde 2001, apontando este caráter do evento, que abre mais uma edição amanhã, em Porto Alegre.

Enquanto a média brasileira de pessoas com nível universitário está abaixo dos 20%, essa porcentagem, entre frequentadores do fórum, chega a 81%.

Segundo o diretor do Ibase, Cândido Grzybowski, o percentual de participantes com doutorado e mestrado (em 2009 foi de 8%) já foi maior. A diminuição se deve ao aumento da participação jovem. Um terço dos frequentadores tem até 24 anos. "Eram crianças ou adolescentes quando o fórum surgiu, e são esses jovens que não deixarão a peteca cair", diz ele. "O público jovem do fórum quebra com a visão generalizada que jovem não se interessa por política", afirma.

Os dados mostram ainda que quase 40% dos frequentadores do evento se identificam ou participam de movimentos ambientais ou de direitos humanos. Percentuais muito menores são reservados para quem se dedica a movimentos estudantis ou partidários.

Grzybowski diz que o "lado elite" do fórum se dá pelo custo alto de se participar e pela natureza do evento, que é, segundo ele, "debater, refletir, buscar direções".

Desorganização

A pesquisa confirmou a principal crítica recebida pelo fórum -de ser muito disperso e pouco propositivo. Enquanto quase 90% dos participantes acham que a diversidade é o ponto forte do evento, 60% reclamam da organização. A cada edição, os encontros têm mais de mil atividades, descentralizadas e pulverizadas.

"Nós não precisamos, para exprimir nossa diversidade, de 2.310 atividades inscritas. A autogestão precisa ser includente. É preciso buscar convergências. Está inviável logisticamente", diz Grzybowski.

Além das atividades autogeridas, pela primeira vez haverá um seminário promovido pelo grupo que deu origem ao fórum para discutir as perspectivas e estratégias. "Não adianta ter a melhor análise do mundo se a gente não consegue mudar este mundo", diz uma das idealizadoras do fórum, Moema Miranda.
(Ana Flor)

Fonte: JC e-mail 3936
Data: 25/01/2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

De volta ao RS - Um Fórum diferente

Um Fórum diferenteDescentralizado, o Fórum Social Mundial volta hoje ao seu palco de origem mas com peso político e formato diferentes. O evento, que se encerra na sexta-feira, ocorrerá em Porto Alegre e mais seis cidades da Região Metropolitana

Cinco anos depois de sua última edição em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial volta hoje à Capital com formato e peso político diferentes em relação ao evento de 2001 e 2005.

Em vez de figurar como palco central das discussões da esquerda internacional, desta vez os debates e palestras dividem atenções com eventos realizados em outras cidades do RS e do mundo. De atração principal, passou a ser um braço da descentralizada edição de 2010.

Entre tantas discussões geograficamente dispersas, coube a Porto Alegre sediar os debates em torno do seu legado e futuro após um década de história. Tanto que o principal eixo da programação gaúcha do FSM, que vai de hoje até sexta-feira, é o seminário “10 Anos Depois: Desafio e propostas para um outro mundo possível”.

O clima de retrospectiva também está presente no ponto alto do FSM em Porto Alegre. Trata-se da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encontro em que será apresentado um balanço da trajetória do Fórum, amanhã, no Gigantinho. Para a ocasião, também são aguardadas as presenças, ainda não confirmadas, dos presidentes Fernando Lugo, do Paraguai, e Evo Morales, da Bolívia, além do recém-eleito José Mujica, do Uruguai.

O dia anterior à abertura foi dedicado à montagem das estruturas de som e iluminação nos principais locais de seminários e palestras na Capital. Na Usina do Gasômetro, o movimento dos técnicos mexeu com a rotina do local e pegou de surpresa os visitantes que queriam aproveitar o domingo para visitar um dos principais pontos turísticos de Porto Alegre.

A todo instante, turistas eram barrados por seguranças que tentavam conciliar o movimento do público e dos instaladores de caixas de som.

– Não sabia que ia ter esse movimento – lamentou a arquiteta Isabel Kouzmine, que tinha levado parentes do Paraná ao Gasômetro.

A dezenas de metros dali, cerca de cinquenta trabalhadores ajustavam redes de computadores e decoravam palcos em dois auditórios montados em armazéns do cais do porto.

O barulho de martelos e furadeiras se misturava ao da conversa de um grupo de cerca de 30 pessoas que fazia um “debate pré-fórum” sobre comunicação colaborativa. Entre eles, o moçambicano Viriato Tamele, diretor executivo da Coligação para a Justiça Econômica. Participante do FSM desde 2001, Tamele fez o seu balanço dos 10 anos:

– Produziu um espaço para o encontro de movimentos sociais e para fazer um retaliação ao Fórum de Davos. Agora, tem de crescer mais e valorizar as diferenças entre os continentes – analisou.

Ainda no Gasômetro, Laura Carvalho e Elisabeth Lima, coordenadoras de uma cooperativa de confecções, traduziam nas suas projeções de venda a perspectiva de um Fórum menos expressivo do que em outros anos.

– Devemos vender umas 200 camisetas. Nas outras vezes, vendíamos entre 700 e mil – garantiu Elizabeth.

No centro montado para credenciar participantes e imprensa na Assembleia Legislativa, o movimento era tranquilo na tarde de ontem. A maioria dos inscritos no final de semana era de jornalistas e pesquisadores latino-americanos, alemães e franceses. O maior movimento é esperado a partir da manhã de hoje, quando começam a chegar caravanas de estudantes e movimentos sociais, segundo Ana Console, membro da organização do Fórum

Confira a programação do Evento
Confira também como participar e como chegar lá

Fonte: Zero Hora Online
Data: 25/01/2010

Ensino a Distância - EAD em Biblioteconomia

No dia 23 de dezembro de 2009, o Diário Oficial da União, em sua Seção 3, publicou o extrato do Acordo de Parceria firmado entre o Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB e a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, que tem como objeto estabelecer as bases para cooperação entre as partes signatárias, com vistas ao planejamento e à implantação do curso de bacharelado em Biblioteconomia, a ser ofertado nos pólos de apoio presencial do Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB. O acordo tem a validade de um ano, a partir da data de sua publicação, podendo ser prorrogado.

Conforme divulgado no Boletim Eletrônico do CFB, edição especial n. 09, de 23 de novembro de 2009, a equipe de professores doutores que está trabalhando no delineamento do curso é composta por especialistas nas áreas do conhecimento, em
consonância com as diretrizes curriculares estabelecidas pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação – Abecin, e são oriundos de todas as regiões do país. O CFB está representado pela coordenadora da Comissão de Ensino, profª. dra. Rosane Lunardelli (UEL), que também responde pela área de Organização e Representação da Informação, juntamente com o prof. doutor José Augusto Guimarães (Unesp/Marília).

O convênio prevê as responsabilidades do CFB no sentido de planejar e produzir os cursos, enquanto que a Capes deve viabilizar encontros, reuniões e oficinas para elaboração do projeto pedagógico e produção dos conteúdos do curso. O CFB e a Capes/UAB vão elaborar um plano de avaliação e acompanhamento das atividades. O acordo prevê, também, a designação de uma comissão de gestão formada por profissionais ligados a ambas instituições.

Em breve deve ser lançado um edital de convocação de instituições de ensino superior interessadas em ofertar o curso. Por razões operacionais, o início das aulas, que seria em março, deve ocorrer no segundo semestre de 2010. As informações podem ser acompanhadas pelos sites das instituições: www.cfb.org.br e http://uab.capes.gov.br.

Fonte:Boletim Eletrônico do Sistema CFB/CRB nº 35Data:25/01/2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nova base de dados de moléculas com acesso livre

Lúcia Vinheiras Alves
© TV Ciência

Cientistas têm agora à disposição uma base de dados de compostos quimicos de acesso livre. ChEMBLdb contém o registo de quase meio milhão de compostos e pode ajudar a descobrir novos medicamentos.
ChEMBLdb é a mais recente base de dados sobre compostos químicos, moléculas, propriedades e actividades de medicamentos do European Molecular Biology Laboratory's, do European Bioinformatics Institute (EMBL-EBI), do Reino Unido, aberta a cientistas de todo o mundo.

Esta base de dados da empresa de biotecnologia Galapagos NV foi adquirida pelo Laboratório inglês, no valor de 4,7 milhões de libras inglesas, com financiamento do Wellcome Trust e está a partir de agora no domínio público.

«Esta transferência sem precedentes de fontes de dados farmacêuticos do sector privado para o domínio público deverá ter um grande impacto na academia e nas pequenas empresas com orçamentos reduzidos», afirma Alan Schafer, Director do Science Funding do Wellcome Trust, citado em comunicado do EMBL-EBI e adianta que «o ChEMBLdb vai ser uma grande fonte de informação para seguir em frente na química médica e desenvolvimento de medicamentos no Reino Unido e a nível internacional».

A base de dados constituída por 520 mil registos de pequenas moléculas, aos quais foram adicionados mais 100 mil compostos recentemente, contabiliza já um total de 2,4 milhões de registos sobre os efeitos dos mesmos nos sistemas biológicos.

De acordo com os cientistas, a base de dados não contém apenas o registo dos compostos, sendo que disponibiliza também informação sobre a forma como pequenas moléculas atingem os seus alvos, como estes compostos afectam as células e todos os organismos, assim como, informação sobre a absorção, distribuição, metabolismo, excreção e toxicidade das moléculas.

John Overington, coordenado do ChEMBLdb , afirma que «esperamos que o ChEMBLdb assista à tradução de novos conhecimentos genómicos em terapias inovadoras com base em medicamentos» e adianta que «estamos contentes que já tenha havido uma grande procura de informação do ChEMBLdb – não apenas de grandes companhias farmacêuticas mas também de instituições académicas e pequenas empresas que podem beneficiar de forma particular do acesso livre aos dados».

Os especialistas indicam que a sequenciação do genoma humano vai ser uma parte essencial de funcionamento desta base de dados, já que para desenvolver novos medicamentos é importante catalogar a forma como partes do genoma (isto é, genes e proteínas) interagem com certas moléculas.

Neste sentido, o ChEMBLdb conjuga informação do interface do genoma com a química, numa colecção de bases de dados ‘quimogenética’ que pode ser usada para ajudar a determinar se uma molécula específica tem as propriedades certas para produzir um medicamento efectivo.

Fonte: TV Ciência Online
Data: 20/01/2010

França entra na corrida pela digitalização de livros

Sophie Hardach

Em meio às amplas campinas na área central da França, uma equipe de especialistas em informática está preparando a herança literária da Europa para a era digital. Em termos menos glamurosos, isso significa que na prática eles ganham a vida virando páginas.

A empresa para a qual trabalham, a Safig, é uma das poucas na Europa a digitalizar livros, usando funcionários e sistemas automatizados para virar as páginas. Isso dá a ela uma posição privilegiada frente ao plano francês para criar uma imensa biblioteca online e negociar um acordo sobre livros digitais com o gigante norte-americano da internet Google.

"Vivemos um período delicado em termos políticos", disse Christophe Danna, o líder do projeto, em referência ao processo. "Qualquer que venha a ser o resultado, ele determinará o futuro do mercado de livros", disse ele à Reuters, diante de um cenário formado por scanners que zuniam discretamente e braços robotizados que viravam páginas.

Os fãs do projeto francês de 750 milhões de euros (US$ 1 bilhão) para digitalizar o acervo das bibliotecas e museus o encaram como um misto de orgulho cultural e estratégia industrial ¿ Bruno Racine, presidente da Bibliothèque Nationale de France, por exemplo, também é consultor estratégico da aliança militar Otan.

Os céticos apontam que os 10 milhões de livros digitalizados pelo Google ofuscam os esforços franceses realizados até o momento, como o contrato trienal da Safig para digitalizar 300 mil livros para a Bibliothèque Nationale.

Um possível desfecho seria um acordo com o Google que aceleraria a digitalização em massa de volumes. "É mais ou menos como uma fábrica. Não fazemos carros, mas existe um forte paralelo", disse Danna. A Safig recebe por página, quer o livro seja um clássico literário ousado ou o código belga de leis sindicais ¿ um dos volumes amarelados que aguardava digitalização no local.

Alguns analistas veem um segundo paralelo: como na indústria automobilística, a França vem sendo acusada de protecionismo com empresas estrangeiras do setor, ao reordenar um mercado editorial que movimenta quatro bilhões de euros ao ano.

Fonte: Terra
Data:21/01/2010

Presidente da Ex Libris para a América do Norte fala sobre o novo Portal de Periódicos

Uma ferramenta valiosa para encontrar aquela agulha no palheiro da informação científica”. Foi assim que, o presidente da Ex Libris na América do Norte, Carl Grant classificou a busca integrada, recurso implementado na nova versão do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A ferramenta, que permite a consulta a uma vasta parcela do conteúdo do Portal a partir de um único termo, utiliza os softwares Metalib e SFX, desenvolvidos pela Ex Libris. Ela pode ser acessada pela comunidade acadêmica das 311 instituições usuárias do Portal desde o dia 11 de janeiro. Em entrevista à equipe de comunicação do Portal de Periódicos, Grant falou sobre o processo de desenvolvimento do novo sistema.

Segundo o presidente, o papel da busca integrada precisa ser compreendido pelo usuário final. “Esse papel pode ser chamado de ‘descoberta’. Quando não se sabe onde procurar ou quais são os recursos disponíveis, o uso de uma ferramenta de metabusca, fornecida por uma organização como a Capes, pode trazer enorme economia de tempo para os usuários finais”, afirmou.



Grant destacou ainda a complexidade do projeto de desenvolvimento do novo sistema, que buscou atender às diferentes necessidades das instituições participantes a partir de uma única família de softwares.

Vanguarda
Para o presidente da Ex Libris, o vestimento em soluções para bibliotecas é essencial para que os pesquisadores consigam permanecer na vanguarda das suas áreas de atuação. Ele acredita que os aperfeiçoamentos realizados no Portal de Periódicos podem garantir agilidade para descobrir, encontrar e recuperar a informação científica. “A pesquisa brasileira será, dessa forma, um exemplo a ser imitado pelo restante do mundo”.

Com mais de 30 anos de experiência na profissão de bibliotecário, Grant defende uma postura mais ousada das bibliotecas, que “devem estar onde quer que o usuário esteja”, criando o que ele chama de presença virtual. Não importa se um potencial usuário de bibliotecas esteja em casa, no escritório, ou em contato intenso com celulares, computadores e iphones: “Recursos digitais podem ser oferecidos em qualquer desses ambientes”, diz.

Veja a íntegra da entrevista na página do Portal de Periódicos.
(Fonte: Portal de Periódicos da Capes)

Fonte: Portal da Capes
Data: 21/01/2010

Inpe disponibiliza novo sistema de avisos meteorológicos na internet

Está disponíveis na página do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) um novo sistema de avisos meteorológicos, que agrega informações sobre eventos severos às previsões de tempo por cidades. Por meio dele, o usuário pode obter de forma rápida e clara as previsões de tempo e, quando for o caso, os avisos de eventos severos para uma determinada região ou cidade.

Os eventos reportados neste sistema de avisos são: chuva intensa, vento, nevoeiro, baixa umidade do ar, temperatura baixa e alta, neve, geada, queimadas e temporal. Ele traz as informações (avisos) na forma de mapas com bandas sobre as regiões com previsões de ocorrência de eventos meteorológicos severos. Os mapas estarão disponíveis sempre que houver previsão de pelo menos um dos eventos citados acima.

O sistema também permite atribuir as informações dos avisos para as cidades que estejam localizadas dentro da área onde o aviso meteorológico foi estabelecido. Para visualizar os avisos por cidades, o usuário deve consultar as informações da previsão de tempo para a cidade desejada por meio da página principal do CPTec.

A nova forma de apresentação dos avisos meteorológicos é mais uma iniciativa pioneira do CPTec em prol da melhoria na qualidade da previsão de tempo no País.

Acesse aqui o sistema.

Fonte: Portal do MCT
Data:21/01/2010

Professores farão réplicas de museu para deficientes visuais

Desde 1974, o Museu do imigrante de Bento Gonçalves (RS) contribui para a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade. No entanto, as obras disponíveis em exposições ainda não podem ser exploradas pelas mãos curiosas de deficientes visuais. Para sanar o problema, surgiu a idéia de construir réplicas em miniatura de peças do museu e torná-las acessíveis ao público deficiente.

Para viabilizar esse plano, foi firmada uma parceria entre o campus Bento Gonçalves do Instituto Federal Rio Grande do Sul e o Museu do Imigrante. O projeto Olhos D´Alma prevê a instalação de uma oficina de artes, que será composta por artistas plásticos e professores de desenho cedidos pela prefeitura. A eles caberá produzir as réplicas. Para a aquisição de materiais e a infraestrutura da oficina, o programa Educação, Tecnologia e Profissionalização Para Pessoas com Necessidades Especiais (Tec Nep) liberou R$ 30 mil.

De acordo com Andréa Poletto Sonza, educadora especializada e coordenadora do núcleo de inclusão do campus Bento Gonçalves, os deficientes visuais poderão conhecer a arte divulgada pelo museu de maneira mais fácil. “A oficina vai permitir também a capacitação das pessoas que fazem parte do núcleo de inclusão do campus”, disse. Andréa garantiu que a oficina começará a funcionar no segundo semestre.

Ana Júlia Silva de Souza

Fonte: Portal do MEC
Data: 21/01/2010

Grupo norte-americano pede livre acesso a pesquisas bancadas pelo governo

Relatório afirma necessidade de aumentar o uso de artigos para inovação

Um relatório publicado no dia 13 de janeiro recomenda ao governo norte-americano a obrigação de tornar públicos artigos resultantes de pesquisas financiadas por verbas federais. O documento é assinado por representantes de universidades, grupos de pesquisadores, bibliotecários e departamentos de ciência da informação.

Segundo o relatório, é preciso "balancear a necessidade de aumentar o acesso a artigos acadêmicos com a de preservar as funções essenciais das empresas de publicação acadêmica".

Para tanto, sugerem uma "quarentena" de pagamento para os artigos. Ou seja, o acesso a eles seria cobrado durante um determinado período e, após esse intervalo, sua leitura seria liberada a todos. O tempo de cobrança seria determinado de acordo com a área da publicação.

"Os produtos da pesquisa precisam ser publicados e mantidos em meios que maximizem as possibilidades para o reuso criativo e a interoperabilidade entre sites que os hospedam", argumentam os signatários.

A recomendação atinge um mercado que movimenta cerca de US$ 8 bilhões ao ano em assinaturas de periódicos científicos no mundo. Desse montante, US$ 3 bilhões são referentes aos EUA. De acordo com o relatório, 96% dos artigos produzidos atualmente no mundo estão disponíveis na internet e nove em cada dez publicações cobram pelo acesso a suas páginas.

Clique aqui para ler o relatório.

No momento, ele está sendo debatido na Câmara dos Deputados norte-americana.

Fonte: JC e-mail 3934
Data: 21/01/2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Comissão de Anistia quer acesso a documentos

Comissão quer acesso a documentosA Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, entrará em contato com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para pedir acesso a documentos do período da ditadura militar (1964-1985).

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo de domingo mostrou que uma série de documentos dados como perdidos expõe os bastidores da perseguição política contra docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Localizado no acervo do Centro de Documentação da UCS, o material é composto por centenas de páginas de atas de uma Comissão Especial de Investigação Sumária (Ceis) criada na universidade em maio de 1964 com o objetivo de punir a “subversão política” na instituição.

O material – atas de reuniões, cópias de decretos e leis e depoimentos de acadêmicos – fazia parte do arquivo do sociólogo Laudelino Teixeira de Medeiros, morto em 1999.


Fonte: Zero Hora Online
Data:20/01/2010

Disponível manuscrito original sobre a maçã de Isaac Newton

Isaac Newton e a maçã revivem em manuscrito A história de como a maçã o inspirou a descobrir a teoria da gravidade, se encontrava, até então, nos arquivos da Royal Society de Londres, e agora já pode ser consultada na web

LONDRES - O manuscrito original de 100 páginas em que o biógrafo de Newton, William Stukeley, narrou o fato ocorrido em 1752 é um dos primeiros tesouros dos arquivos dos séculos XVII, XVIII e XIX. A história de como a maçã o inspirou a descobrir a teoria da gravidade, se encontrava, até então, nos arquivos da Royal Society de Londres, agora já pode ser consultada na web.

Por ocasião de seu 35º aniversário, a prestigiosa instituição científica britânica resolveu disponibilizá-la na internet.

Stukeley relata em suas "Memórias da vida de Isaac Newton" como um dia, depois de jantar na casa do genial cientista, ambos saíram para tomar chá à sombra das macieiras.

"Newton me disse que se encontrava na mesma posição em que previamente lhe ocorrera a noção da gravidade. Foi motivada pela queda de uma maçã enquanto se encontrava sentado em estado contemplativo. Por que esta maçã sempre cai perpendicularmente no solo?", questionou a si mesmo", escreveu o físico britânico.

O documento pode ser consultado, com outros seis manuscritos históricos digitalizados, na página "Turning the Pages" (http://royalsociety.org/Turning-the-Pages/).

Na seleção se destacam também as contribuições do filósofo inglês John Locke a uma primeira versão da Constituição americana em 1681 ou o desenho de uma revolucionárias ponte de ferro de Thomas Paine em 1789, assim como excepcionais ilustrações de história natural.

Fundada em 1660, a Royal Academy, uma das sociedades científicas mais antigas da Europa, celebra desde novembro passado seu 350o. aniversário com inúmeras ativades destinadas a promover a divulgação e a pesquisa.

fONTE: JB Online
Data:18/01/2010

Mapas a partir do chão

Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – Aviões e satélites deixaram mais fácil um antigo trabalho da humanidade, a cartografia. Ao mesmo tempo, essas tecnologias também encareceram a atividade. Por conta disso, cientistas norte-americanos desenvolveram na década de 1980 um meio de traçar mapas a partir de veículos terrestres.

A inovação levou o professor João Fernando Custódio da Silva, do Departamento de Cartografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, a um pós-doutorado na Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, na década de 1990.

De volta ao Brasil, Custódio ajudou a criar, em 1997, o Laboratório de Mapeamento Móvel (Lammov), a fim de desenvolver uma tecnologia nacional do tipo. O sistema de mapeamento móvel consiste, basicamente, em equipamentos de localização e de captação de imagens acoplados a um automóvel.

Duas câmeras fotográficas digitais são utilizadas como filmadoras e afixadas em cima do veículo, apontadas para a frente. Entre elas, um GPS registra as coordenadas geográficas, e um terceiro equipamento, o sistema de navegação inercial (INS), estabelece o referencial da posição das câmeras em relação a um ponto fixo.

São necessárias duas câmeras para que possibilitar os cálculos de triangulação, que posicionam e dimensionam os objetos filmados. No veículo ainda vão dispositivos de conexão dos aparelhos e um computador portátil para rodar os softwares que coordenam a operação.

“Parte do nosso trabalho foi desenvolver as interfaces entre esses aparelhos”, contou Custódio, que também criou com a sua equipe os softwares de interpretação e de processamento dos dados. O grupo da Unesp mapeou um bairro de Presidente Prudente com a tecnologia.

Atualmente, o desenvolvimento do trabalho está sendo feito dentro da empresa Cartovias, criada por um ex-orientando de Custódio, o engenheiro cartógrafo Rodrigo Bezerra de Araújo Gallis. O projeto tem apoio da FAPESP por meio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e colaboração de Custódio e de sua equipe na Unesp.

A Cartovias nasceu do envolvimento de Gallis com o mapeamento móvel. O engenheiro começou a pesquisar essa tecnologia em 1999, durante sua iniciação científica, na qual contou com Bolsa da FAPESP. Os estudos continuaram na pós-graduação e, após o doutorado, ele decidiu aprimorar o projeto. A Cartovias é uma das empresas residentes da Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente (Intepp), mantida pela Unesp com outras instituições parceiras.

O projeto agora espera a chegada de duas câmeras fotográficas digitais profissionais, que estão em processo de importação. Elas serão utilizadas como filmadoras acopladas no teto de um automóvel. “Usaremos resolução de cerca de 12 megapixels. Acima disso, as imagens saem com trepidação”, explicou Gallis.

A aquisição de equipamentos, de acordo com o professor Custódio, é mais fácil em outros países devido à participação mais ativa das empresas de eletrônicos. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a fabricante da máquina fotográfica leva o seu novo produto para a universidade testar. Aqui isso não ocorre”, lamenta.

Instaladas no carro, as câmeras do projeto Sistema de Mapeamento Móvel (Simmov) coletarão dados cartográficos que depois serão transformados em mapas no laboratório. “A diferença básica entre o levantamento aéreo e o terrestre é a perspectiva das imagens”, disse Gallis, destacando que ambos permitem precisão de centímetros.

Custódio explica que os processos são complementares. “Em imagens aéreas não dá para saber o que está embaixo da copa de uma árvore, assim como não dá para ver o interior de um quarteirão somente com o mapeamento móvel”, disse.

Detector de buracos

O professor da Unesp trabalha agora em mais um equipamento para integrar o sistema. Trata-se de um projetor de laser cujo desenvolvimento também conta com apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

No projetor, dois fachos perpendiculares são apontados para o solo e executam a leitura das imperfeições da superfície. O intuito é fazer um levantamento detalhado de buracos, trincas e demais irregularidades com grande precisão a fim de auxiliar o trabalho de serviços municipais ou o de administradores de estradas.

O novo equipamento ainda será montado e testado no veículo protótipo da Cartovias. No futuro, o pesquisador pretende substituir os dois fachos fixos por lasers de varredura, que ainda não foram empregados devido ao alto preço.

Apesar de existir outros equipamentos de mapeamento móvel no Brasil, poucos utilizam o sistema de navegação inercial, encontrado somente em mapeamento aéreo. A presença do INS no solo garante resultados mais rápidos, segundo os pesquisadores, uma vez que ele traz dados mais completos, economizando várias etapas do processamento de dados.

“O mapeamento móvel permite uma captação de dados bem rápida (5% do tempo de todo o processo). Além disso, funciona em qualquer via que permita o acesso de automóveis abrindo múltiplas perspectivas de aplicação”, disse Gallis.

Por ser mais econômico que os mapeamentos aéreos e por satélite, os móveis poderão ser largamente empregados por prefeituras, empresas de telefonia, eletricidade, água e esgoto e qualquer instituição que atue com geoprocessamento.

Fonte: Agencia FAPESP
Data: 20/01/2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Melhores sites para baixar livros

As obras de escritores como Machado de Assis, Shakespeare e Fernando Pessoa estão à distância de apenas um clique. Romances, livros didáticos e ensaios científicos são oferecidos gratuitamente em diversos endereços virtuais.

O mais conhecido deles é o Domínio Público, criado pelo Ministério da Educação. Nele – como sugere o próprio nome – estão apenas livros que entraram em domínio público, ou seja, obras de autores que morreram há mais de 70 anos ou que foram cedidas por eles em vida.

O site Catraca Livre selecionou este e outros endereços para você baixar os títulos de seu interesse, os quais podem ser lidos na tela do computador ou impressos em papel. Boa leitura!

Domínio Público: o site do Governo Federal oferece mais de 1.000 livros gratuitos, entre obras de ficção, documentários e material didático. Seu sistema de busca permite pesquisas pelo nome da obra, do autor ou categoria. Veja

Biblioteca Virtual Portuguesa: romances, contos e poesias de escritores portugueses estão disponibilizados para download para serem lidos na tela. Veja

Cultura Brasil: livros de Euclides da Cunha, Maquiavel e Castro Alves fazem parte do acervo reunido pelo site. Veja

e-Book: a educação é o forte do site, que disponibiliza livros de direito, ciências sociais, medicina, psicologia e línguas estrangeiras. Veja

Gutemberg: livros de domínio público de diversas línguas estão hospedados no site, todo escrito em inglês.
Veja

Portal da Filosofia: obras de filósofos consagrados, como Francis Bancos, Sócrates e Aristóteles, são baixados gratuitamente. Veja

Troca de Livros: é indicado para os aficionados pelos livros físicos, que são trocados entre os usuários de todo o Brasil. Veja

Virtual Books: oferece uma variedade de livros em mais de seis línguas. Veja

Veja também: 3.000 livros para download no site da USP

Fonte: Catraca Livre
Data: 13/12/2009

Obras Musicais - Presidente da República sanciona lei que dispõe sobre o depósito legal de obra editada ou gravada

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que dispõe sobre o depósito legal de obras musicais na Fundação Biblioteca Nacional. A Lei nº 12.192 foi publicada nesta sexta-feira, dia 15 de janeiro, no Diário Oficial da União (Seção 1, páginas 1 e 2).

Impressores e gravadoras fonográficas e videofonográficas agora deverão remeter à Biblioteca Nacional, no prazo de 30 dias após a publicação, dois exemplares de cada obra editada ou gravada, assim como sua versão em arquivo digital.

São consideradas obras musicais, partituras, fonogramas e videogramas musicais, produzidos por qualquer meio ou processo, para distribuição gratuita ou venda. Com essa medida, para efeitos legais, estão assegurados o registro, a guarda e a divulgação da produção musical brasileira, bem como a preserção da memória fonográfica nacional.

A Biblioteca Nacional fornecerá recibos de depósitos de todas as obras musicais arrecadadas e disponibilizará para consulta pública do material em versões imprensas, em formato digital, em videograma (imagem), em fonograma (som) e em outros suportes.

Dinâmica do Depósito Legal

A coordenadora de Serviços Bibliográficos da FBN, Luciana Grings, esclarece que a dinâmica do depósito legal de obras musicais seguirá exatamente os mesmos moldes do que ocorre com as obras bibliográfias e caberá a produtores e editores fazer o envio no prazo determinado pela lei.

“A Lei 12192/10 será aplicada do mesmo modo que a Lei do Depósito Legal (L 10994/04), uma vez que a regulamentação desta já preveria a captação do material fonográfico. A equipe da Divisão de Depósito Legal será responsável pela cobrança junto às editoras e produtoras, fornecendo os recibos quando da entrega do material”, disse Luciana Grings.

O material deverá ser enviado para Fundação Biblioteca Nacional - Divisão de Depósito Legal - Av. Rio Branco, 219 - 3º. andar, 20040-008 Rio de Janeiro/RJ. Porém, de acordo com a lei sancionada, convênios com outras instituições poderão ser assinados para descentralizar o processo de entrega e recolhimento das obras. Assim músicos e compositores que moram em diversos pontos do país poderão recorrer a esses locais que farão o repasse do material à Biblioteca Nacional.

O não cumprimento da lei poderá acarretar em multa que poderá chegar a cem vezes o valor de mercado da obra ou apreensão de exemplares em número que dê para cumpri a exigência da lei. Quando se tratar de publicação musical oficial a autoridade responsável pessoalmente pelo cumprimento da lei.

Veja a Lei nº 12.192.

(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)

Fonte: Portal do MinC
Data: 18/01/2010

Lançado o sistema ABCD de gestão de bibliotecas

Com evento de lançamento realizado no mês de dezembro, o sistema ABCD de administração de bibliotecas e centros de documentação faz parte da família de software ISIS e é baseado na Web. O ABCD é viabilizado pela BIREME/OPAS/OMS com o apoio do Consórcio de Universidades de Flandres e a colaboração de 60 apoiadores de 19 países. O sistema reúne a experiência de profissionais respeitados na área de Software Livre e Aberto aliada à experiência das comunidades ISIS.

Ver matéria completa

Fonte: Newsletter BVS 095
Data: 28/12/2010

LILACS atinge meio milhão de registros

O alcance da marca de meio milhão de documentos indexados em 2009 fortalece a LILACS como referência em índice bibliográfico da produção científica e técnica em saúde na América Latina e Caribe. A LILACS é operada na rede BVS, com a participação de Centros Cooperantes, ou seja, mais de 800 instituições de 39 países. A perspectiva é manter a tendência do aumento de registros, bem como de documentos disponíveis em texto completo
ver matéria completa

Fonte: Newsletter BVS 095
Data: 28/12/2010

Novo censo recebe dados sobre cursos, docentes e estudantes

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) abre nesta segunda-feira, 18, o período para que as instituições de ensino preencham o Censo da Educação Superior 2009. A coleta será realizada até 5 de abril, por meio de preenchimento via internet.

Serão levantados dados sobre instituições, cursos, docentes e alunos. Ao contrário dos anos anteriores, o Censo passará a levantar informações individualizadas por docente e aluno, assim como ocorre desde 2007 com o Censo Escolar da Educação Básica. Dessa forma, a coleta viabilizará a construção de indicadores mais sólidos que retratem a qualidade dos cursos e instituições do país.

No que diz respeito a instituições, serão coletados dados sobre infraestrutura da sede, campi e polos, com a localização e estrutura de bibliotecas e laboratórios. As instituições também devem informar o número de vagas ofertadas em cada um de seus cursos, modalidade de ensino, nível acadêmico, vínculo com a unidade e com instalações para aulas práticas.

O Inep está encaminhando ofício a todas as instituições, com maiores informações sobre o novo censo. Para auxiliar no levantamento também foi criado uma página na internet, com instruções detalhadas sobre o novo sistema e as etapas de preenchimento e migração de dados. Nessa página, é possível acessar um atalho para contatos ou pedidos de informações (“fale conosco”).

Na próxima semana, o Inep inicia um ciclo de treinamentos. De 18 a 22 de janeiro, técnicos da autarquia apresentarão o novo sistema a 390 instituições de ensino. O encontro reunirá cerca de 500 representantes de instituições de ensino superior para treinamento dos procedimentos de migração (importação e exportação) dos dados dos sistemas próprios das instituições para o banco de dados do censo.

Realizado anualmente pelo Inep, o Censo da Educação Superior é o principal instrumento de coleta de informações sobre a educação superior no Brasil. Suas informações subsidiam a formulação e o acompanhamento das políticas e programas da educação superior, subsidiando o trabalho dos gestores públicos, instituições públicas e privadas, pesquisadores e estudantes do Brasil e de outros países, bem como de organismos internacionais.

Assessoria de Imprensa do Inep

Fonte: Portal do MEC
Data: 18/01/2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecimento pela Arte

Universidade de Brasília mantém o único núcleo do país especializado em ilustração científica.


Ilustração científica da Caliandra - (Marco Antônio dos Santos Silva/Reprodução)

Há quem acredite que ciência e arte não andam juntas. Essas pessoas provavelmente não conhecem o trabalho realizado pelo Núcleo de Ilustração Científica da Universidade de Brasília (UnB), o único do país a se dedicar a um dos ramos de pesquisa mais antigos que existem, apesar de pouco conhecido: a arte de retratar, por meio de desenhos e pinturas, espécies de plantas e animais.

Em uma era dominada pela fotografia digital, pode parecer estranho que a atividade ainda resista. “Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, a fotografia e outros meios digitais ainda não conseguem descrever as espécies com a mesma riqueza de detalhes que existe em um desenho ou pintura”, explica o professor do Instituto de Ciências Biológicas da UnB Marcos Antônio Santos-Silva, coordenador do núcleo, criado há 11 anos.

Ele lembra que a ilustração científica teve origem no trabalho de pesquisadores como Charles Darwin e Leonardo da Vinci, que tinham no desenho a única forma de retratar as espécies que estudavam. “Muitas vezes, em uma foto, as partes mais importantes não podem ser vistas, e os detalhes menos importantes ficam muito aparentes. A grande vantagem da ilustração é que ela pode retratar as características comuns a toda uma espécie e esconder a individualidade de um animal”, afirma o professor, que recebe pedidos de trabalhos de todo o país. “Nós produzimos desde desenhos para orientar estudantes de medicina em cirurgias até a representação de espécies minúsculas, como plânctons que vivem na costa brasileira”, conta.

Durante o processo de ilustração, é muito importante lembrar que não se trata de uma expressão individual. “Nós temos de ter em mente que, se mudamos a direção da antena de algum inseto ou não ficamos atentos à quantidade exata de escamas de um peixe, podemos estar representando uma espécie completamente diferente”, conta o professor. “Nessas horas, paciência é essencial, não dá para ser ilustrador científico sem isso”, completa.

Como as espécies retratadas são de todos os tipos, a comunicação entre desenhistas e especialistas é muito importante. “Nós fazemos os primeiros esboços e mandamos para o pesquisador. Ele aponta o que precisa ser modificado e nos devolve. Esse caminho de ida e volta tem de ser feito várias vezes para garantir que a ilustração seja a mais fiel possível”, explica o ilustrador.

Saiba mais...
Cerrado é retratado em calendário com ilustrações científicas As técnicas utilizadas dependem da finalidade do trabalho, mas a grande maioria dos desenhos é feita em nanquim. “Essa técnica permite um trabalho rápido e com muitos detalhes, mais utilizada para fins técnicos, como teses de doutorado, artigos científicos e livros didáticos”, explica o professor. Um trabalho desse tipo demora, em média, de três a cinco dias para ser finalizado.

Quando a finalidade é mais artística, a técnica preferida é a aquarela. “Essas pinturas são utilizadas principalmente em catálogos de biodiversidade, quando, além de ser importante a representação fiel da espécie, a questão estética também é importante”, explica Santos-Silva. Nesses casos, as obras podem levar até dois meses para serem concluídas.

Terapia
O interesse do pesquisador pela ilustração começou no início dos anos 1990, quando ele cursava doutorado em biologia molecular na Alemanha. “Como eu estava muito estressado por causa dos estudos, resolvi me matricular em um curso de ilustração científica, meio que por terapia”, lembra. Ao retornar ao Brasil, o professor decidiu oferecer uma disciplina no curso de graduação em biologia. “A procura foi tão grande que tivemos de fazer um processo seletivo para escolher os alunos. Hoje oferecemos cinco disciplinas para a graduação, abertas a todos os cursos da universidade, e uma para os cursos de pós-graduação”, completa.

Se o professor Santos-Silva fez o caminho da ciência em direção à arte, o estudante Luiz Veras, 22 anos, seguiu a direção oposta. O jovem se interessou pela ilustração científica durante o curso de artes plásticas e teve de aprender anatomia e biologia para se dedicar ao trabalho. “Ainda na época do vestibular, eu fiquei na dúvida entre biologia e artes plásticas. Agora, tenho a possibilidade de unir as duas áreas”, conta o estudante.

Veras trabalha em um projeto que pretende criar um catálogo das principais espécies de plâncton que vivem na costa brasileira. Na mesa, lápis e papel dividem espaço com um microscópio e material de laboratório. “Eu boto na placa os plânctons que foram trazidos da costa e fico procurando até encontrar algum em que a característica que preciso retratar esteja mais visível. Assim, em um desenho, eu retrato partes de vários exemplares diferentes de uma mesma espécie”, conta.

O estudante aponta como a principal vantagem do trabalho a possibilidade de aprender sobre os mais variados assuntos. “Eu já desenhei plantas, animais e partes do corpo humano. Nessas horas, a gente acaba tendo de aprender um pouco sobre o que estamos retratando e isso é muito interessante. Hoje, posso pesquisar o pequi do cerrado e, amanhã, alguma espécie marinha”, conclui.
Fonte: Correio Braziliense
Data: 18/01/2010

Diretoria de Avaliação da Capes divulga calendário para 2010

Avaliação Trienal começa em 19 de julho

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13/1) a Portaria nº 5 de 2010 que estabelece o calendário de atividades relativas às atividades de avaliação dos cursos de pós-graduação, a cargo da Diretoria de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

As atividades se iniciam com a atualização do Qualis-Periódicos e seguem com o recebimento dos dados do Coleta Capes. As propostas de cursos novos na modalidade de Mestrado Profissional poderão ser encaminhadas de fevereiro a abril, enquanto novos mestrados e doutorados acadêmicos entre abril e julho, por meio dos respectivos aplicativos (APCN).

Entre os eventos do ano, o mais importante é a Avaliação Trienal, que irá analisar com atribuição de nota todos os cursos de pós-graduação stricto sensu do país. O processo terá início em 19 de julho e segue até setembro. As avaliações serão feitas pelas Comissões de Áreas seguindo as orientações contidas nos Documentos de Área triênio: 2007-2009.

Confira como ficou o calendário:

Atualização do Qualis-Periódicos - 23 de janeiro a 6 de fevereiro

CAPESNET/Coleta: dados do ano 2009 - 8 de fevereiro a 12 de março

Apresentação de novas propostas de mestrado profissional (APCN-MP) - 2 de fevereiro a 30 de abril

Apresentação de novas propostas de mestrado e doutorado acadêmicos (APCN) - 6 de abril a 3 de julho

Avaliação trienal/reuniões presenciais das Comissões de Área - 19 de julho a 14 de agosto

Reuniões do CTC/deliberação dos resultados da Avaliação Trienal - 30 de agosto a 10 de setembro

Divulgação dos resultados da Avaliação Trienal - 13 de setembro

Pedidos de reconsideração sobre a avaliação trienal (prazo legal de 30 dias) - 14 de setembro a 15 de outubro

(Assessoria de Imprensa da Capes)

Fonte: JC e-mail 3929
Data: 14/01/2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tempo de recontar fatos

Arquivo Público paulista cria mega site com 360 mil documentos e sistema de orientação para professores.

Não é fácil consultar arquivos públicos e todo pesquisador sabe disso. O principal problema é a falta de tempo de ir ao local, de procurar documentos e de seguir os horários preestabelecidos. Desde dezembro, porém, parte deste trabalho pode ser feita de casa, no que se chama de “pesquisa remota”. O Arquivo Público do Estado de São Paulo (www.arquivoestado.sp.gov.br) acaba de lançar um mega-acervo digital que reúne mais de 360 mil imagens de documentos e fotos que podem ser baixados com alta resolução. A iniciativa pretende ampliar consideravelmente não apenas o número de pesquisadores que consultarão o arquivo, mas a qualidade, completude e diversidade dos estudos. “Não podemos ainda fazer uma estimativa, mas tudo será redimensionado em grande escala”, observa entusiasmado o professor Carlos de Almeida Prado Bacellar, Coordenador da instituição

O novo site reúne, entre outros tesouros, a coleção completa do jornal Última Hora e outra da revista feminina A Cigarra, editada entre 1914 e 1956, além de documentos dos Núcleos Coloniais, fazendas coletivas que recebiam os imigrantes chegados ao Brasil no começo do século. O usuário pode ter acesso à publicação eletrônica Revista Histórica e ao portal Memórias Reveladas, com um riquíssimo banco de dados sobre a luta contra a ditadura. Há também notícias sempre atualizadas sobre sistema de arquivos públicos, oficinas pedagógicas e cursos de preservação. E não termina aí. A página de Memória da Imprensa apresenta coleções de diversos tipos de publicações, como o jornal anarquista A Lanterna, editado por Edgard Leuenroth no começo do século passado. Algumas dessas publicações, inclusive, têm coleções completas no site.

Noventa dos 200 funcionários do arquivo estão envolvidos nas diferentes etapas do projeto, até o documento chegar à tela dos usuários. O Departamento de Preservação e Difusão do Acervo, observa o diretor Marcelo Lopes, continua trabalhando em ritmo intenso para ampliar o volume de informações do site. Responsável pela custódia da documentação permanente depositada no arquivo, entre as diversas ações que promove, ele destaca o Memória Pública, programa de ação permanente cujo objetivo é promover o acesso aos documentos que constituem uma parte da memória da sociedade sob responsabilidade do Estado.

No espaço dedicado ao setor na rede, o internauta pode conhecer detalhes de sofisticados processos de restauração e também receber dicas para a preservação dos seus próprios documentos. Boa parte está relacionada à microfilmagem e digitalização do acervo – fundamental para o site. São nada menos que 60 mil imagens digitalizadas e/ou microfilmadas mensalmente. Com estes processos, além de facilitar a consulta do material, o centro também ajuda a preservar os originais. “A princípio, todos os documentos são higienizados, reconstituídos ou acondicionados”, conta Lopes.

De acordo com ele, seu departamento trabalha com 35 pessoas especializadas em restauro e outros funcionários que recebem treinamento. A prioridade ainda é microfilmar porque é a forma mais segura de conservação. Todos os rolos são guardados num espaço climatizado. “A gente digitalizou todas as imagens que vão para o site e tem guardado em alta definição. Depois convertemos para internet.” Os documentos da rede têm leitura em duas resoluções: para ler, de 150 DPIs, e de 300, para baixar. Tudo, finaliza Lopes, é feito com empenho para que o conhecimento chegue ao maior número de brasileiros.

Sala de aula - O portal é algo grandioso para os padrões brasileiros que promete iniciar uma nova era na pesquisa histórica brasileira, que vai refletir inclusive no uso da internet em sala de aula. Embora pesquisadores de pós-graduação sejam os principais interessados, um dos focos será estender e estimular a consulta em salas de aula por estudantes de todos os níveis de graduação. Para isso, uma equipe de educadores da instituição criou uma série de atividades dirigidas a professores para ampliar as possibilidades de aprendizado de seus alunos com tudo que o arquivo oferece.

São exercícios que podem ser aplicados diretamente pelo computador, que inclui busca ou impressão de documentos e fotos e exercícios ou temas para debate. “A ideia era criar algo bastante interativo, informar o que temos e fazemos dentro do arquivo, propor um módulo com roteiro, porque, muitas vezes, o professor fica perdido quanto a encontrar meios que fixem mais informações junto aos alunos”, explica Bacellar. “No caso de história em sala de aula”, prossegue ele, documentos são pouco usados, uma vez que os educadores se orientam por livros. Com o site, acrescenta ele, “o aluno poderá ver a fonte primária de importantes acontecimentos do nosso país, aprender como se davam os fatos na prática, de que modo a polícia política agia contra os cidadãos”. Ao mesmo tempo, saberá de outras formas de conhecimento, como a linguagem, a caligrafia de cada época. “Enfim, é um complemento que vai muito além do usual, do modelo convencional desse tipo de site.”
Bacellar acredita que em tempos de internet é preciso pensar em formas mais agradáveis para seduzir os estudantes que não os da universidade. “Uma coisa é falar da escravidão pelos livros, outra é ver um anúncio de venda de escravos ou de busca daqueles que eram foragidos.” O coordenador observa que não apenas professores do interior de São Paulo terão um grande manancial de informações, mas de todo país, uma vez que muitos fatos importantes da história do Brasil tiveram mais relevância aqui, como a imigração e a repressão durante o regime militar. E explica que a reformulação completa do site foi baseada em dois conceitos. Primeiro, a democratização do acesso ao acervo da instituição. Depois, a contextualização do que o arquivo vem armazenando, tratando e publicando ao longo desse tempo – antes da reformulação, 85 mil documentos e fotos estavam na rede. Agora o número pulou para 360 mil e deve passar de 2 milhões até o fim do ano.

O portal tem ainda outras atividades educativas, como as exposições temporárias, semelhantes às feitas em qualquer museu físico. A primeira celebra os 30 anos da anistia política rea­lizada durante a ditadura militar. Nas imagens e registros documentais, os cinco anos de luta até que a mesma se concretizasse. Para facilitar a pesquisa, tudo foi organizado em forma de sites temáticos. Inicialmente são três: Memória da Imprensa, Cotidiano em São Paulo e Imigração, com um guia eletrônico para navegar por todo esse conteúdo. Assim, o pesquisador pode descobrir material desconhecido para seu trabalho ou usá-lo como ponto de partida para o estudo de uma determinada época ou tema histórico.

A diretora do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa, Haike Roselaine Kleber, diz que não é possível dimensionar o aumento nos trabalhos acadêmicos desde que o arquivo passou a colocar suas coleções na internet. Mas acredita que o crescimento na procura tanto física quanto virtual é bem expressiva. Segundo ela, a instituição tem procurado, em outra frente, construir uma relação forte com escolas e professores, valorizando o acesso às fontes primárias e ensinando a usar o material do seu acervo em sala de aula. “Os sites temáticos não são fechados e terão atualizações constantes, além dos novos que virão no próximo ano. O carro-chefe do modelo será sempre o trabalho na sala de aula.” Não significa que os serviços convencionais serão abandonados. Pelo contrário. O departamento editorial para obras impressas está sendo reativado, com a montagem de uma nova equipe. Ainda em 2009 serão lançados dois títulos e mais cinco virão no começo do ano que vem. “Nosso foco é explorar todas as possibilidades do acervo”, ressalta.

Preciosidades - O Centro de Acervo Iconográfico e Cartográfico do Arquivo Público conta com cerca de 1,5 milhão de imagens, entre negativos, cópias fotográficas, postais, caricaturas, ilustrações, mapas e plantas. Uma riqueza que está refletida no site também, como destaca Bacellar. Através do guia do acervo – instrumento de busca presente em todas as páginas – o pesquisador pode, por exemplo, olhar todo o material do Centro de Acervo Permanente, que inclui sete quilômetros lineares de documentos públicos e particulares. Também abriga o chamado Fundo Deops, com fotos históricas tiradas dos arquivos da repressão – uma das atrações do site, aliás, que exibe desde a ficha de identificação da comunista Olga Benário (entregue aos nazistas por Getúlio Vargas) até uma foto do integralista Plínio Salgado, festejando as bodas de prata da AIB (Ação Integralista Brasileira). Ainda na página do Fundo Deops existe uma série de instruções para realizar a pesquisa nos arquivos da repressão, ou para resgatar um dossiê relativo ao consulente ou a alguém de sua família.

No momento estão disponíveis 5 mil imagens on-line e até junho de 2010 entrarão mais 82.500 fotos. Parte do site deve oferecer uma “genealogia” dos municípios paulistas mais importantes. A começar, é claro, pelo mais antigo: São Vicente, fundado em 1532. Há ainda as séries documentais de ofícios ao governo paulista de 1822 a 1919, com informações fundamentais para quem quiser entender a história administrativa brasileira. Lauro Ávila Pereira, diretor do Departamento de Preservação e Difusão do Acervo, observa que até então o site apresentava uma lógica arquivística, mas que era pouco funcional para a maioria dos usuários, não arquivistas. “Agora valorizamos o conceito de memória pública para ir além dos pesquisadores e chegar a graduações e a professores do ensino médio.” Pereira recorda que o novo site começou a ser discutido em julho e já em agosto teve início sua preparação. “Estabelecemos no decorrer da montagem outras ferramentas para reforçar a ação educativa que sempre nos orientou.”

FAPESP - Desde 1994 a FAPESP mantém acordos de parceria com o Arquivo Público para montagem e ampliação de infraestruturas diversas. O primeiro deles, por exemplo, foi fundamental para a criação da primeira rede de informática da instituição. No ano seguinte, recursos da Fundação foram usados para compra de equipamentos de microfilmagem e conservação do material fotografado. Em 2000 foram destinados R$ 497 mil para a montagem do laboratório fotográfico e climatização dos documentos, além de atualização no setor de microfilmagem. Nessa fase, 40 mil documentos foram digitalizados – os pesquisadores podiam copiar os mesmos em disquetes ou CDs e continuar suas pesquisas em casa. “Tudo isso permitiu que ocupássemos o prédio atual (ao lado do metrô Tietê)”, observa Lauro Pereira.

Para Carlos Bacellar, pela tradição da Fundação, a formalização de um acordo de cooperação foi fundamental para manter e ampliar o trabalho. “Estamos aprimorando e descobrindo novas necessidades a todo instante e esperamos continuar contando com apoio da FAPESP porque somos um centro de preservação da memória pública e agente multiplicador para a pesquisa em São Paulo e no Brasil”, acrescenta Lauro Pereira.

Fonte: Pesquisa FAPESP Online
Data: janeiro 2010

Bibliotecas devem estar onde estão os usuários

A Ex Libris é a empresa responsável pelos softwares Metalib e SFX, que foram utilizados na nova versão do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As ferramentas viabilizaram um dos destaques do novo sistema: a busca integrada ou metabusca, que permite a consulta a várias bases de dados Portal a partir de um termo indicado pelos usuários.

O educador e bibliotecário Carl Grant, presidente da empresa na América do Norte, atuou no processo de implementação desses recursos atendendo às necessidades do Portal de Periódicos da Capes. Por e-mail, ele conversou com a equipe de Comunicação do Portal e contou um pouco da experiência dele e da Ex Libris no desenvolvimento do novo Portal. Com mais de 30 anos de experiência na profissão de bibliotecário, Grant defende uma postura mais ousada por parte das bibliotecas, que “devem estar onde quer que o usuário esteja”. Diferente do pensamento corrente, Carl Grant vê no software livre uma rentável oportunidade de negócios.

Fonte: Portal de Periódicos da Capes
Data: 14/01/2010

A história do Direito do Consumidor

A proteção do consumidor, mesmo que sem essa denominação, remonta à Idade Antiga. Registros históricos, a exemplo do Código de Hamurabi – Babilônia, que datam do século XVIII a.C. apontam para a existência de regras para tratar questões de cunho familiar e sucessório, além de patrimoniais. Assuntos relativos a preço, qualidade e quantidade de produtos também são mencionados. Têm-se ainda anotações sobre decisões envolvendo direitos e obrigações de profissionais liberais, arquitetos, cirurgiões, etc. e autônomos, como os empreiteiros, com penas tanto pecuniárias como, nos casos mais graves, com castigos corporais e até a morte.

No século XIII a.C., o Código de Massu – Índia estabelecia sanções para os casos de adulterações de alimentos.

Na Idade Média, século XV – França, os mesmos casos eram tratados com castigos físicos aplicados aos falsificadores.

No século XVII, o microscópio passou a ser um grande aliado dos consumidores no auxílio da análise da água, alimentos e adulterações, principalmente de especiarias.

No final do século XIX, o movimento de defesa do consumidor, já sendo tratado com essa denominação, ganhou força nos Estados Unidos em virtude do avanço do capitalismo. Surgia o mundo industrializado. Como marco inicial da defesa do consumidor tem-se resumidamente o resultado da união de reivindicações trabalhistas tendo em vista a exploração do trabalho das mulheres e crianças e pela atuação direta frente ao mercado de consumo, realizada por meio de boicote a produtos como exigência do reconhecimento de direitos enquanto trabalhadores e seres humanos.

Em 1891 por iniciativa de Josephine Lowel foi criada a “New York Consumers League”, atual “Consumers Union”, que ao adquirir uma identidade própria deu início efetivo ao movimento consumerista, que se espalharia ao longo do século XX para todo o mundo.

Já no século XX é importante destacar alguns fatos que impulsionaram o movimento que continua até os dias de hoje em evolução.

Em 1906, nos Estados Unidos, foi elaborada a Regulamentação Para Inspeção de Carne e a Lei de Alimentos e Medicamentos.

Em 1927, foi criada a FDA (Food and Drugs Administration), que passou em 1938 a abranger atribuições e competências também do segmento de cosméticos. A atuação do FDA tem repercussão no mundo inteiro, sendo um dos órgãos mais respeitados do mundo.

A década de 60 foi o grande marco mundial para os consumidores. Logo no início de 1960 foi criada a IOCU – International Organization of Consumers Unions, atualmente denominada de CI – Consumers International. A IOCU foi inicialmente composta por cinco países: Austrália, Bélgica, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido. O Brasil atualmente participa da IOCU por meio da Fundação Procon e do IDEC.

Em 15 de março de 1962, o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, encaminhou mensagem ao Congresso Nacional Americano reconhecendo os direitos dos consumidores (segurança, informação, escolha e a ser ouvido). Em sua homenagem o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor passou a ser comemorado nessa data.

Em 1964 e ainda nos Estados Unidos, Esther Peterson foi designada como assistente do Presidente Lyndon Johnson para assuntos de consumidores. Esther Peterson por mais de cinqüenta anos lutou e participou ativamente de vários movimentos, incluindo-se nesses o de consumidores. Na mesma época Ralph Nader deu inicio a um trabalho que culminou em denúncias que apontavam falhas de segurança nos automóveis americanos. Em 1965 publicou um livro sobre o assunto – “Unsafe Any Speed”. Pelas lutas que iniciaram, ambos passaram a sofrer grandes oposições e até perseguições. O tempo e a história entretanto se encarregaram de reconhecer o grande trabalho desenvolvido, que tem continuado a se difundir por todo o mundo.

No ano de 1965 foi criada na Malásia a primeira organização de consumidores em países em desenvolvimento – “Selangor and Federal Territory Consumers Association”.

Na década de 70, os países menos industrializados passaram a receber um volume grande de informações sobre legislações, movimentos, associações de consumidores etc., em virtude do avanço tecnológico dos meios de comunicação.

Ainda nessa década, outro assunto passou a ser motivo de preocupação dos consumidores: a preservação do meio ambiente.

Em 1985, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas adotou a Resolução 39-248, que estabeleceu Diretrizes para a Proteção do Consumidor ressaltando a importância da participação dos governos na implantação de políticas de defesa do consumidor.

Os anos 90 demonstraram a importância da defesa do consumidor em função da grande transformação econômica e tecnológica mundial. A globalização e a informática alcançaram todos os países indistintamente, levando cada vez mais informação sobre movimentos, direitos e acesso a produtos e serviços oferecidos à população. O movimento dos consumidores passou a se difundir em grande escala nos países em desenvolvimento com ênfase aos trabalhos preventivos e educativos, despertando o interesse pelos valores da cidadania.

Referências:
Procon: Acesso: http://www.procon.pr.gov.br/ - (Esse portal tem acesso a reclamações)
· Arquivos do Centro de Documentação da Fundação Procon
· Abrindo a Empresa Para o Consumidor – Maria Lúcia Zülzke – Qualitymark Editora/97
· Manual de Direitos do Consumidor – José Geraldo Brito Filomeno – Editora Atlas/91
· Código Brasileiro de Defesa do Consumidor – Comentado pelos autores do anteprojeto – Editora Forense Universitária/92
· Entrevistas pessoais
· Livro Procon – 25 anos
Procon Paraná e São Paulo

Fonte:QI REFERÊNCIAS
Data: 12/01/2010

Pedidos de registro de marcas e patentes devem crescer após crise, estima INPI

A crise financeira internacional provocou um “soluço” no depósito de marcas e patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2009, disse o presidente da instituição, Jorge Ávila. Ele acredita, no entanto, que a queda será revertida este ano.

Em entrevista à Agência Brasil, Ávila afirmou que nos últimos cinco anos, os pedidos de patentes feitos ao INPI subiram mais de 50%, “mesmo com a crise”, passando de 18 mil, em 2004, para 25.517 no ano passado. O crescimento médio anual supera 10%. A retração provocada pela crise internacional foi de 5% em 2009 em comparação a 2008, quando foram registrados 26.226 pedidos de patentes.


O exame de quase 30 mil patentes exigirá do INPI um aumento do número de profissionais. “A inserção do Brasil na dinâmica tecnológica global tem um custo institucional. E o INPI precisa se organizar para isso”, afirmou.

O presidente do instituto informou que fará uma prestação detalhada de contas e apresentará ao Ministério do Planejamento a necessidade de novo concurso visando à ampliação de vagas de examinadores de patentes. A idéia é elevar para 600 o número desses profissionais especializados. Ávila vai pedir também ao ministério o aumento do orçamento de custeio, hoje de R$ 160 milhões por ano, para cerca de R$ 270 milhões/ano.

Ele explicou que “o aumento do orçamento é amplamente superado pelo aumento da receita”, decorrente das taxas cobradas pelos exames de marcas e patentes, que resultaram em uma arrecadação de R$ 202 milhões para o instituto em 2009 e poderá chegar, este ano, a R$ 300 milhões.

Na área de marcas, o crescimento do número de depósitos tem sido de 10% por ano, alcançando 111.363 pedidos no ano passado. A crise externa afetou também esse setor, reduzindo em 10% a entrada de pedidos de registro de marcas no INPI em 2009.

Jorge Ávila informou que graças à ampliação do quadro de examinadores, por meio da realização de concursos públicos, o INPI conseguiu reduzir de 14 anos para dois anos o tempo médio de espera para a obtenção de registro de marcas. A previsão é qde ue a última marca da fila vai ser examinada em 14 meses. “A gente está chegando a uma situação de equilíbrio e vai chegar à meta, que é cair para 12 meses”. O Brasil continua entre os dez principais países do mundo em número de pedidos de marcas apresentados.

No setor de patentes, dependendo da área tecnológica, o INPI consegue decidir sobre os pedidos no prazo de seis a nove anos. Com a entrada de 63 novos examinadores no ano passado, que estão sendo treinados, Ávila acredita que a situação ficará melhor em 2010, aproximando-se da meta de examinar os pedidos em até quatro anos. Para isso, reiterou que “vai ser preciso aumentar [o número de funcionários] mais uma vez e aprofundar a cooperação com outros escritórios de patentes”. Referência: Agencia Brasil – Foto: inpi.gov.br

Fonte: QI REFERÊNCIAS
Data: 15/01/2010