quarta-feira, 31 de março de 2010

Museu Imperial de Petrópolis comemora 70 anos e ganha acervo disponível na Internet



POR GUILHERME SCARPA

Rio - Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial de Petrópolis conserva móveis, objetos e obras de arte que pertenceram à Família Real Portuguesa durante a monarquia, no Brasil do século 19. Agora, para comemorar seus 70 anos de existência, o mais precioso museu do País prepara comemoração em grande estilo, que traz como carro-chefe a digitalização de todo o seu acervo. “O projeto vai levar mais de uma década para ser concluído.

Mas o público já poderá desfrutar de informações a partir de segunda-feira, quando disponibilizaremos duas coleções: a do Visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802- 1872), e a coleção Carlos Gomes, doada pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho”, adianta o diretor do Museu, o historiador Maurício Vicente Ferreira Júnior. O projeto, cuja primeira fase foi orçada em R$ 3,5 milhões, já recebeu R$ 1,5 milhões da IBM e conta com conjuntos de peças representados pelas coleções de diversos doadores, que serão disponibilizados no site da instituição (www.museuimperial.gov.br).

Parte das comemorações, o Sarau Imperial — elogiado selo Tour da Experiência do Ministério do Turismo — está de volta com aulas de história, música e poesia. “O Museu preserva objetos-símbolo da monarquia, como as coroas e o cetro dos imperadores e o trono do Paço de São Cristóvão, entre outros”, explica o diretor.

Também serão lançados os livros ‘Almanaque de Petrópolis — O Palácio Imperial’, de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna, e ‘Caderno de Conservação – Coleção Chapéus’, de Eliane Marchesini Zanatta. Monumento arquitetônico, o Museu Imperial, construído a partir de 1845, era o palácio de verão de D. Pedro II, residência preferida do Imperador.

Fonte: O Dia Online
Data: 26/03/2010

Computação ou informática?

de Daltro José Nunes
"Todos os alunos das universidades deveriam aprender uma introdução à Ciência da Computação"

Daltro José Nunes é professor titular do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Computação e informática são termos que tem causado alguma confusão. Nos países de língua inglesa usa-se a palavra computação (do latim computare) e nos demais países, normalmente, usa-se a palavra informática, de origem francesa (informatique).

Entretanto, o significado das palavras é o mesmo. Computação para os americanos, por exemplo, tem o mesmo significado que informática para os alemães. Atualmente, tem-se usado também a expressão Tecnologia da Informação. Já à palavra computador correspondem diferentes termos, conforme a língua: nos Estados Unidos, computer; na Alemanha, rechner (mesma palavra para calculadora); e na França, ordinateur (ordenador). Do ponto de vista cientifico, os americanos chamam a ciência que aborda os algoritmos de "Computer Science (1)" (Ciência do Computador), que foi traduzida para o português como Ciência da Computação.

No Brasil, a partir da década de 60, o termo passou de processamento eletrônico de dados para informática e computação. Mas, com o passar do tempo, ao invés do país adotar uma das duas palavras, passou a usar ambas, com significados diferentes.

A palavra informática é usada em referência ao processo de aplicação das tecnologias de computação aos processos de automação. Assim, é frequente dizer-se que uma organização está sendo informatizada, significando que seus processos (manuais) estão sendo automatizados com a introdução de computadores, redes, banco de dados, softwares etc. Seria estranho dizer que a organização está sendo computadorizada.

Por outro lado, pode-se dizer que uma função (matemática) está sendo computada e é estranho dizer que a função está sendo informatizada.

Da mesma forma, usa-se o termo tomografia computadorizada para referir-se ao processo computacional e seria estranho chamar este processo de tomografia informatizada.

Assim, a função do computador é a de "computar" termos, não importando seu tipo: números, textos, imagens, sons etc. A computação de termos, como dados de entrada, fornece termos, como dados de saída. O conceito de Tecnologia da Informação, abrangendo as aplicações e os recursos da computação, se aproxima muito do conceito brasileiro de Informática.

A falta de uma semântica correta para os termos computação e informática tem refletido também nas universidades. Algumas criaram os Institutos de Computação (por exemplo, Unicamp, UFF e Ufal) e outras os Institutos de Informática (por exemplo, UFRGS e UFG), mas com as mesmas finalidades: o ensino, a pesquisa e a extensão em Ciência da Computação e suas aplicações.

A computação, como ciência, pode ser considerada nova ou uma das mais antigas do mundo, dependendo do ponto de vista. A humanidade sempre se preocupou com a construção de máquinas para calcular, principalmente, operações aritméticas. Aproximadamente no ano 100 d. C., Herão de Alexandria descreveu suas ideias de vincular rodas dentadas de maneira a realizar a operação de "vai um" e de usar cilindros rotatórios, com pinos e cordas, para controlar seqüências de ações.

Ao longo da historia várias máquinas foram construídas com o objetivo de realizar operações matemáticas. Um dos primeiros computadores de propósito geral completamente eletrônico, o Eniac, foi construído em 1945, na Universidade de Pensilvânia. Mas, se considerarmos que a Ciência da Computação começou com a descrição (matemática) de como as máquinas funcionam, então, a Ciência da Computação começou em torno de 1936, com Alan Mathison Turing quando descreveu, logicamente, como sua máquina, a máquina de Turing, funciona.

Os dados são colocados na memória da máquina para serem computados. A máquina de Turing é uma máquina abstrata, pois abstrai aspectos físicos (elétricos, mecânicos etc.) de como ela é construída. Ou seja, ela independe dos materiais de como é implementada. Até hoje não foi definida uma máquina mais poderosa que a máquina de Turing (uma máquina que, matematicamente, pode provar que tem a capacidade de resolver problemas que a máquina de Turing não resolve).

Em 1944, John von Neumann desenvolveu o conceito de "programa armazenado" que foi usado no computador EDVAC - um dos primeiros computadores binários - construído em 1951. Programa e dados são colocados na memória da máquina (o leitor é convidado, aqui, a usar um navegador - Google, por exemplo - e buscar informações sobre Alan Turing e John von Neumann).

A arquitetura de Von Neuman, apesar de constituir a organização moderna dos computadores, corresponde à máquina de Turing, abstraindo-se os aspectos elétricos. A partir da máquina de Turing, máquinas mais abstratas ainda, como Fortran, Prolog, Pascal, Java, Haskell, ML, C etc. foram construídas. Entretanto, todos os programas escritos para estas máquinas são decompostos em programas para a máquina de Turing. Portanto, todas essas máquinas não diferem das máquinas de Turing.

No final, quem executa o programa é uma máquina no máximo equivalente à de Turing, implementada, atualmente, com tecnologia de semi-condutores (mas existem promessas que outras tecnologias, como quântica, nanotecnologia, óptica etc., possam, no futuro, implementar também a máquina de Turing).

Algoritmos

Um algoritmo é uma descrição precisa, passo a passo, da solução de um problema. Muitos problemas não têm uma solução algorítmica (computacional). A teoria da computação estuda os limites da computação (2).

Um professor de Letras que estudava "Os Lusíadas" suspeitou que certas repetições percorriam todo o livro (como ondas). Construiu então um procedimento (processo) através da numeração das palavras. Observou que, quando um certo número de palavras ou um determinado assunto surgia, uma determinada palavra com certa tonicidade se repetia.

Considerando o número de combinações, e o volume do livro, o professor estava prestes a desistir de investigar o fenômeno, quando comentou com um profissional de computação. O profissional reconheceu tratar-se de um problema de computação que poderia ser resolvido através do computador. Encurtando a historia, o profissional traduziu o procedimento em um programa de computador, digitou o livro e aplicou o programa sobre o texto do livro.

Esta história revela um fato interessante. Certamente existem inúmeros problemas das áreas das ciências exatas, humanas, das artes e da realidade cotidiana que poderiam ser resolvidos com o auxílio da área de computação.

Conclui-se que todos os alunos das universidades deveriam aprender uma introdução à Ciência da Computação, que os capacitasse a identificar os problemas da área que poderiam ser solucionados por métodos desenvolvidos pela computação, bem como a descrever as soluções, usando uma linguagem científica apropriada e simples.

Noções como as de Algoritmos, Complexidade Computacional, Organização de Computadores, Linguagens de Programação, Redes de Computadores, Banco de Dados, Sistemas Operacionais são fundamentais para que os futuros sociólogos, economistas, músicos possam interagir com profissionais de computação, desenvolvendo um pensamento interdisciplinar (3) além de, como cidadãos, adquirir conhecimentos sobre este importante e novo ramo da ciência.

Ao contrário, o ensino de aplicativos/ferramentas como Word, Excel, Access, CAD/CAM, incluindo linguagens de programação como Java, C etc. não deve fazer parte do programa regular das universidades. Essas ferramentas podem ser trabalhadas através, por exemplo, de cursos de extensão. Ferramentas como essas não são necessárias para aprender ciências.

Assim como, por exemplo, para aprender português, não é necessário aprender datilografia ou o programa Word; ou para aprender matemática, não é necessário o uso de calculadoras ou o programa Excel.

No futuro, quando a ciência da computação for efetivamente introduzida na educação básica, os alunos vão chegar à universidade com esses conhecimentos. Os cursos de Licenciatura em Computação têm uma enorme responsabilidade de formar professores para introduzir ciência da computação na educação básica e disseminar o chamado "pensamento computacional (3)".

(1) Embora a terminologia Computing Science seja amplamente utilizada no Reino Unido, Canadá e várias universidades norte-americanas.

(2) H. David. Computers Ltd. What they really can´t do. Oxford University Press Inc. New York. 2000.

(3) Wing J.M. Computational Thinking. COMMUNICATIONS OF THE ACM. March 2006/Vol. 49, No. 13

Fonte: JC e-mail 3979
Data: 30/03/2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Site disponibiliza dicionário bibliográfico de comunicação

O site www.almanaquedacomunicacao.com.br disponibiliza, a partir desta quinta-feira (25), um dicionário bibliográfico de comunicação, contendo duas mil referências de livros publicados no Brasil sobre imprensa, rádio, televisão, propaganda, cinema, internet, e relações públicas, classificados em 28 temas ou categorias.

Organizado pelo jornalista Nelson Varón Cadena, o projeto pretende incluir três mil referências até julho. Segundo o autor, que colabora com várias publicações, entre elas o CORREIO, o objetivo é oferecer aos pesquisadores, professores e alunos universitários informações sobre opções específicas de livros na sua área de interesse.

O site do Almanaque da Comunicação reúne um rico acervo sobre memória da imprensa e da propaganda, com mais de 1,8 mil páginas disponíveis sobre o assunto.

(Notícia publicada na edição impressa do dia 25/03/2010 do CORREIO )

Fonte: Correio24horas
Data: 25/03/2010

"Lei Áurea da Ciência Brasileira"

Essa é a expressão que melhor identifica a relevância, para as pesquisas científicas brasileiras, da Lei nº 8.010. Promulgada em 29 de março de 1990 é o impositivo legal que, dispondo sobre as importações de bens e materiais destinados às pesquisas científicas e tecnológicas, constitui-se num divisor de águas para a ciência deste País.

Caracterizada como benefício fiscal concedido à realização de pesquisas científicas, o normativo prevê a isenção dos impostos de importação (II), sobre produtos industrializados (IPI), a dispensa do exame de similaridade, e do adicional ao frete para renovação da Marinha Mercante (AFRM), tendo ampliado, de US$ 3 mil para US$ 10 mil, o limite para aplicação do regime simplificado, tanto no licenciamento quanto no despacho aduaneiro. Ficou estabelecido que, acima desse limite, o processamento das importações é realizado pelo regime normal, observados os trâmites administrativos de praxe.

Otimizado o processo em si, as importações amparadas pela Lei 8.010/90, alterada pela Lei nº 10.964/2004, são favorecidas por facilitadores administrativos, muitos deles graças à informatização de procedimentos e rotinas, à medida que recebem tratamento prioritário nos despachos e desembaraços procedidos pela Receita Federal, suportados pelo credenciamento, junto ao CNPq, das instituições e centros de pesquisas sem fins lucrativos que se habilitam à importação dos bens a que se destina a lei.

Completadas duas décadas de edição da Lei nº 8.010 que, facilitando e agilizando o processo de importação, viabiliza a realização e desenvolvimento das pesquisas capitaneadas pelos pesquisadores brasileiros, indispensável salientar a significativa contribuição do Professor CASPAR ERICH STEMMER , grande, senão o maior idealizador da lei.

Graduado pela UFRGS, desde então o Engenheiro Mecânico-Eletricista e Civil buscou implantar novas práticas de ensino da engenharia, inserindo em sua atuação valores agregados na prática docente. Aliada ao espírito inovador e revolucionário, sua mente criativa lhe permitiu visão privilegiada das necessidades vivenciadas pela comunidade científica nacional. Distanciando-se dos entraves burocráticos ou meramente administrativos, coube ao Professor STEMMER conceber a idéia da lei, elaborando em rascunho o que seria o esboço da hoje reconhecida “ Lei Áurea da Ciência Brasileira ”.

No aniversário de vinte anos da Lei 8.010 fica consignado o reconhecimento desta agência governamental de fomento a C & T, aos esforços empreendidos pelo Professor Caspar Erich Stemmer , cuja contribuição mais que propiciou, criou e consolidou um instrumento vital de incremento às ações e atividades de pesquisas científicas e tecnológicas no País.

Fonte: Portal do CNPq
Data:29/03/2010

Iniciativa do Sebrae promete transformar lan houses em plataformas de educação

O Projeto Raio, que tem como meta capacitar 800 lan houses de todo o país até o fim de 2010, foi lançado na última quinta-feira (25), na Fundação Progresso, no Rio de Janeiro. O objetivo é potencializar os locais com acesso à internet em plataformas de educação, para que haja impacto no desenvolvimento social das regiões onde estão localizadas. A ação foi promovida pelo Sebrae em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI Lan).

As ações do programa devem ser implementadas, inicialmente, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Pará. O lançamento da parceria é parte da programação da Semana de Inclusão Digital, comemorada nos 19 Estados onde a CDI está presente.

De acordo com informações da Agência Sebrae, entre os meses de maio e julho, o projeto deve ser implementado também nos Estados da Bahia, Pernambuco, Paraná e Goiás. A idéia é que, a partir de agosto, a ação se extenda as demais unidades da Federação. A coordenadora nacional do projeto pelo Sebrae, Márcia Santos, adiantou que a iniciativa está atraindo empresas, como UOL e Microsoft, além de parceiros de forma voluntária.

Para o gerente de atendimento individual do Sebrae, Ênio Pinto, a instituição deve atuar em três frentes: mapeamento do setor, profissionalização dos donos dos empreendimentos e parceria com a rede de lan houses. Ele informou que algumas lan houses devem ser capacitadas para atuarem como pontos avançados do Sebrae.

"Hoje a estrutura do Sistema Sebrae conta com 738 postos de atendimento para 5.563 municípios. Ou seja, ainda cobrimos muito pouco do Brasil. Desta forma, contamos com as lan houses, presentes em todos os Estados, para tornar possível o acesso da população a produtos e serviços da instituição e do CDI. São por esses empreendimentos que 49% da população brasileira acessa a internet", disse Pinto.


Informações sobre o projeto podem ser obtidas no site http://lanhousedofuturo.wordpress.com/.

Fonte: Gestão C&T N° 915
Data:29 a 31/03 de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Bibliotecas mais atraentes

Para acompanhar o avanço tecnológico e atrair leitores, espaços implantam programas diferentes ligados ao livro

Rodrigo Levino - O Estado de S.Paulo

"É como um Game Boy (videogame portátil), só que para livros?", indaga Antonio Claudio, tentando entender o que é um e-reader. O estudante de 12 anos frequenta cinco dias por semana a Biblioteca Pública Érico Veríssimo, em Parada de Taipas, na periferia de São Paulo, e desde 2007 anota num caderno escolar os livros que lê, seguidos de pequenos resumos. A lista de títulos é variada, entre eles cinco volumes da série Harry Potter, de J. K. Howling, seis romances de Sidney Sheldon e algumas peças de William Shakespeare. Claudio nunca ouviu falar de leitores eletrônicos e ao ser apresentado a um demonstrou desinteresse: "Nada se compara a um livro."

Tratado como prodígio pelas atendentes da biblioteca, o adolescente destoa de seus pares pelo tanto que lê e com os quais pouco tem o que conversar, a não ser sobre "os livros da moda, Crepúsculo, Lua Nova, essas coisas", reclama. Claudio encaixa-se na estatística do Ministério de Cultura, aferida na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, segundo a qual apenas um em cada quatro brasileiros frequenta regularmente bibliotecas públicas (uma para cada 33 mil habitantes). Ele ultrapassa, no entanto, a média nacional de 4,7 livros lidos por ano. "Acho que em dezembro, a lista de 2010 terá uns 20", especula.

Em São Paulo, a Prefeitura administra 52 bibliotecas cujo acervo soma pouco mais de 2 milhões de livros, catalogados por 277 bibliotecários em atividade. O volume de empréstimos foi de 955 mil em 2009, distribuídos entre os 85 mil usuários inscritos e a lista dos mais retirados iguala-se à dos best-sellers nas livrarias. Na biblioteca frequentada por Claudio há uma lista de espera com 21 nomes de interessados - já foi de 38 - em ler Crepúsculo, da norte-americana Stephenie Meyer. Os campeões de empréstimos são também os mais furtados ou não devolvidos. Em cada biblioteca da cidade, pelo menos 20 livros não retornam às estantes, todo mês.

A imagem austera e sisuda de lugares silenciosos e dedicados à leitura pouco corresponde ao que se vê nas bibliotecas da capital paulistana. A reportagem do Estado visitou seis delas. As salas de leitura existem, mas não é o principal atrativo. Telecentros com acesso à internet, oficinas de desenho e contação de histórias preenchem uma vasta programação em todas as unidades da rede, municipal e estadual.

Na tarde do último sábado, cerca de 50 crianças estavam no térreo da Biblioteca São Paulo, recém-inaugurada e que custou aos cofres públicos cerca de R$ 12 milhões, onde anteriormente funcionou o presídio do Carandiru.

Internet. A reportagem abordou 10 delas, das quais apenas 2 portavam livros. Pablo Henrique, de 10 anos, disse que costuma ir todo fim de semana para acessar a internet - "atualizar meu Orkut" - e ver filmes. Dois primos, o irmão mais novo e três amigos, todos na mesma faixa etária, deram depoimentos semelhantes. Do outro lado, as exceções. Jenifer e Giovana Marques, irmãs de 9 e 6 anos, respectivamente, levadas pelo pai Wagner, corretor de seguros, dividiam-se entre livros de Pedro Bandeira e Ziraldo.

Arquitetada nos moldes de uma grande livraria, repleta de recursos eletrônicos e com uma programação de eventos que inclui shows musicais aos domingos, a Biblioteca São Paulo amplia a tendência de transformar as bibliotecas em centros de eventos relacionados à leitura (palestras, saraus, oficinas, seminários) e não somente dedicada ao ato em si. É a única na cidade que disponibiliza um Kindle para uso dos frequentadores. O uso do aparelho é raro, mais por curiosidade que por hábito.

A conta

Os números das bibliotecas:

33 mil
Habitantes para uma biblioteca pública

300
Municípios brasileiros ainda não dispõem de bibliotecas

720
Elas somam no Estado de São Paulo

52 mil
Bibliotecas escolares existem no País, 2.200 universitárias

Fonte: Estadão.com.br
Data:28/03/2010

Biblioteca do Vaticano entra na era da Internet

A Biblioteca Apostólica do Vaticano, fundada em 1475, começou a digitalizar seus 80 mil manuscritos religiosos em um projeto que deverá levar dez anos para ser concluído, informou ontem o responsável pela Biblioteca, Cesare Pasini.

Esta será a primeira vez que todos os manuscritos serão fotografados para serem disponibilizados na internet. Ao todo serão 40 milhões de páginas, todas em alta definição.

A biblioteca abriga 1,6 milhões de textos e 80 mil manuscritos. Entre suas joias destacam-se o antigo Codex Vaticanus, o mais completo códice da Bíblia grega, ou a "Topografia cristã", desenhada por Cosma Indicopleuste, em 518, primeiro geógrafo cristão, que descrevia a terra perfeitamente plana e unida ao céu por suas bordas.

Fonte: Estadão.com
Data: 29/03/2010

Metabuscadores combinam forças de vários sites de pesquisa

da Folha Online

Quando o assunto é pesquisa virtual, um nome surge quase que automaticamente na cabeça dos internautas: Google. Segundo dados da empresa de monitoração de tráfego Hitwise, a companhia detém 70,95% do mercado mundial de buscas.

Mas o que pouca gente sabe é que existem ferramentas que podem ser até mais eficazes que o próprio Google.

São os chamados metabuscadores, programinhas que varrem a internet em busca de informação utlizando vários sites de pesquisa ao mesmo tempo.

O Gluwi (gluwi.com.br) é uma alternativa brasileira num mercado dominado por sites estrangeiros. Ele pesquisa nos sites YouTube, Google, Wikipedia, Flickr e nos principais jornais do Brasil. Há ainda versões em inglês e espanhol.

A interface é limpa e amigável --o Gluwi mostra tudo na mesma aba do navegador, mas os resultados dos sites não se misturam -são exibidos em janelas separadas para facilitar a visualização. O aplicativo oferece ainda previsão do tempo e horóscopo.

Algumas opções

Para utilizar os bancos de dados do Google, do Yahoo! e do Bing simultaneamente, consulte o Dogpile (dogpile.com), o Clusty (clusty.com) ou o Metacrawler (metacrawler.com). O Clusty mostra resultados em português.

O Sidekiq (sidekiq.com) compila uma quantidade impressionante de ferramentas, além de facilitar a pesquisa avançada do Google, pré-inserindo códigos no campo de busca que podem ajudar bastante o usuário a encontrar arquivos específicos, como apresentações, livros e músicas.

O ChaCha ('[chacha.com]":http://chacha.com) e o Mahalo (mahalo.com´) seguem a linha do Yahoo! Respostas (br.answers.yahoo.com). A ideia é montar um banco de dados com informações geradas pelos próprios internautas.

Busca social

Se a intenção é saber o que as pessoas estão falando em tempo real sobre um determinado tema, o Who's Talkin (whostalkin.com) é o endereço certo. Ele é capaz de realizar buscas em sites como Twitter, Wordpress, Facebook e MySpace, entre dezenas de outros, e mostra apenas o que foi publicado no momento em que a pesquisa foi feita.

Fonte: Folha Online
Data:28/03/2010

FABICO recebe ciclo de painéis e palestras sobre bibliotecas

A FABICO - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, em parceria com o Conselho Regional de Biblioteconomia, recebe esta semana o Ciclo de Painéis e Palestras “Bibliotecas: desafios e perspectivas”. Amanhã, dia 30, será realizado o painel “Bibliotecas Públicas como referência cultural: perspectivas e desafios”. Na quarta, dia 31, o tema será “Práticas de Gestão em Bibliotecas Universitárias”. As duas palestras serão seguidas de debate e acontecerão no auditório da FABICO (Rua Ramiro Barcelos, 2705 - Campus Saúde), a partir das 8h30 da manhã. A entrada é franca, com vagas limitadas por ordem de chegada. Mais informações e consulta à programação completa estão disponíveis no site abaixo

www.ufrgs.br/fabico/noticias.anexos/cartaz_Ciclo_de_Palestras.pdf

Fonte: UFRGS
Data: 29/03/2010

"Censura 2.0" faz frente ao avanço das redes sociais

O fechamento do Google.cn é o episódio mais ruidoso de uma disputa cada vez mais acirrada que a ONG Repórteres sem Fronteiras descreve como a luta da "web 2.0" contra a "censura 2.0", em relatório divulgado este mês. O confronto opôs o maior provedor de informações do mundo ao país que mais investe em monitorá-las. Mas a ONG também chama atenção para as batalhas silenciosas travadas em países que considera "inimigos da internet".

A maioria são ditaduras habituadas a controlar os meios tradicionais de comunicação e subitamente desafiadas pelo alcance, a rapidez, a mobilidade e o relativo anonimato que envolve a troca de informações na internet. O desafio é tal que alguns governos, conforme a pesquisa, se dão ao luxo de reprimir todo o acesso à rede (Coreia do Norte, Mianmar). Outros inibem seu uso derrubando serviços e conexões (Irã), praticando preços proibitivos (Cuba) ou "investindo" em uma rede tão precária que a simples consulta ao um e-mail pode consumir vários minutos (Turcomenistão).

Para facilitar o controle, muitos dos "inimigos da internet" limitam a atividade on-line a uma espécie de intranet, um arremedo da rede mundial sob rígido controle policial (Uzbequistão). E a grande maioria opta por uma combinação de estratégias: ferramentas de censura baseadas em listas negras de sites e palavras-chave (Arábia Saudita); controle ou intimidação dos provedores (Eritreia); estímulo à auto-censura e à delação (Tailândia); prisões "exemplares" (Vietnã, Síria).Em quase todos, o maior inimigo são as redes de compartilhamento, ícones da chamada web 2.0: Flickr, YouTube, Twitter, Picasa etc.


ISOLAMENTO E CANSAÇO - De todos, a China é a que mais investe na censura. Mantém um sofisticado sistema de filtros baseado em uma lista negra de sites e termos "sensíveis" ("democracia", "direitos humanos", "Praça da Paz Celestial"), constantemente atualizada, numa operação que envolve diversos ministérios e órgãos administrativos. É a chamada Grande "Muralha de Fogo" (Great Firewall), em alusão à muralha milenar.

"Mesmo quem não costuma pesquisar assuntos delicados acaba dando de cara com uma mensagem de erro, um indicativo da intervenção da Great Firewall", conta a especialista em mídias digitais Érica Benites Manssour, 24 anos, que há dois anos mora em Dongguan, na província de Guangdong, no sul da China. A brasileira conta que já foi "pega" pelo sistema de censura ao pesquisar até termos aleatórios (como "banana"). "De vez em quanto eu me desespero: dá uma sensação de 'exclusão' e 'isolamento' quando alguém envia algum link e não conseguimos visualizá-lo", conta. Manssour é uma "heavy user" assumida. De acordo com ela, o usuário médio mal percebe a existência de um filtro em seus resultados de busca.

Para Manssour, o governo muitas vezes “tenta vencer o usuário pelo cansaço”. Ela conta que, entre as várias estratégias para burlar a censura, uma delas se resume a atualizar a página "dezenas de vezes" até que o resultado seja exibido sem cortes. O objetivo das autoridades, para a especialista, é que os “internautas passem a utilizar uma ferramenta de busca local", de mais fácil controle. Mesmo antes de sua saída, o Google nunca dominou o mercado chinês. Por lá, o principal buscador é o Baidu.com, que detém aproximadamente 60% do mercado.

Manssour diz que o redirecionamento do Google.cn para o Google.com.hk, de Hong Kong, não muda a experiência do internauta na China continental. "No geral continua como antes: eu tento fazer uma busca sobre um assunto que incomoda 'o partidão' e caio direto numa página de erro", diz. Ela enviou a VEJA.com imagens de tela com os resultados da busca no Google para um dos termos mais "sensíveis" às autoridades chinesas, "Tiananmen", a Praça da Paz Celestial, palco do massacre de 1989. As buscas ilustram a ação da muralha digital, conforme é feita em inglês ou mandarim. No segundo caso, as célebres imagens dos protestos e do massacre simplesmente não aparecem.

SOB VIGILÂNCIA - Além dos "inimigos da internet", o levantamento da ONG Repórteres Sem Fronteiras relaciona também o que chama "países sob vigilância", em que aponta certo furor contra o livre trânsito de informações na internet. Entre estes, chama a atenção o ímpeto de certas democracias. O caso mais notório é o da Austrália. Em nome de combater a pornografia, a violência e o consumo de drogas, o governo avança com um polêmica proposta de criar um filtro de abrangência nacional para bloquear uma lista negra de sites. Google, Yahoo e mais de uma centena de empresas de tecnologia já manifestaram preocupações.

Fonte: Veja.com
Data: 25/03/2010

Brasil precisa aprender a transferir conhecimento, diz secretário

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, apresentou ontem (25), a palestra “Papel da Inovação na Sociedade Brasileira”. Ele esteve presente na abertura da 1ª Conferência Regional Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Porto Alegre (RS).

Segundo Mota, o Brasil é um país de sociedade inovadora, mas que não tem, em números significativos, empresas inovadoras. Mesmo diante desse contexto, o país conseguiu dar um salto na produção do conhecimento científico. “Nossa produção científica cresceu a uma taxa de 12% ao ano, ou seja, chegamos em meados da década de 80 produzindo 0,5% da produção científica mundial e hoje estamos em 2,6%”, disse.

Quanto a essa evolução, Mota fez uma ressalva. De acordo com ele, o Brasil produz conhecimento com muita qualidade, mas ainda se mostra frágil na capacidade de transferí-lo para o setor produtivo. Para o secretário, nenhum país se torna inovador sem ter uma base consolidada de ciência e tecnologia.

“Temos os elementos básicos para, por meio da inovação, nos afirmarmos como um país capaz de crescer de forma sustentável. E o crescimento sustentável não se dará sem o processo inovativo incorporado na sociedade”, destacou.

Ao finalizar o seu discurso, o secretário disse que esta conferência se dá num momento de mudança de conceitos e de postura, e de reexaminar as estratégias básicas, contribuições estas que podem ser prestadas pela região Sul. “São três Estados que têm domínio de como se construir uma academia competente e de fazer essa competência transcender seus muros e transformar, em sincronia, em sociedades que são inovadoras”.(Isadora Lionço, de Porto Alegre, para o Gestão C&T online)

Fonte: Gestão C&T Nº 914 - Edição Extra
Data:26/03/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Universo dos livros eletrônicos

(clique na imagem para ampliá-la)

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 25/03/2010

Twitter desafia poder midiático de Chávez

Reuters

CARACAS - O vertiginoso crescimento do Twitter como meio alternativo de informação na Venezuela fez disparar os alarmes para o presidente Hugo Chávez, que, após uma década travando uma "guerra midiática" contra seus opositores, percebeu ter deixado um lado desprotegido: a internet.

Com 200 mil contas ativas, a Venezuela é um dos países latino-americanos com mais 'twiteiros' per capita entre internautas e, apenas em 2009, o número de usuários do popular serviço de microblogs disparou mais de 1000% no país.

Jornalistas, líderes de opinião e a mídia no geral, a maioria opositores do governo, se inscreveram em massa no serviço que permite postar mensagens de 140 caracteres para seguidores de seu perfil, contribuindo para dar cada vez mais relevância em uma sociedade em que falta informação.

Embora seu impacto real na cena política venezuelana seja limitado, muitos veem estes 'telegramas digitais' como uma poderosa ferramenta para desafiar a avassaladora presença midiática de Chávez em um momento em que sua popularidade se encontra em xeque devido às crises elétrica e econômica.

"O Twitter não vai mudar tendências eleitorais, não vai convencer alguém a mudar seu voto. O que está, sim, mudando é a forma de se comunicar e se organizar dos usuários, dando-lhes um poder e uma presença informativa inéditos", disse Luis Carlos Díaz, do Centro Gumilla.

Analistas acreditam que, com o país tão dividido, as redes sociais poderiam ter um papel importante na mobilização do voto opositor frente à grande maquinaria eleitoral do chavismo nas eleições legislativas de setembro.

No começo do ano, estudantes que se opõem ao projeto socialista de Chávez coordenaram, através do Twitter, vários protestos contra a retirada da grade da TV a cabo do canal RCTV, cuja concessão de sinal aberto não foi renovada pelo governo em 2007.

Além disso, um país com uma presença de telefonia celular de 80% e mais 1,2 milhão de smartphones - cerca de 7% do mercado ante média de 2% para a América Latina - tem o perfil perfeito para cultivar o crescimento desse tipo de rede social.

Fonte:InfoPlantão
Data:25/03/2010

Empresa pode vigiar tudo que funcionário faz no computador do trabalho

Monitoramento é possível desde que esteja no contrato.
Confira formas que as empresas têm de fazer a vigilância.

Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo

As empresas têm o direito de monitorar tudo o que os funcionários fazem no computador do trabalho, desde que a vigilância seja previamente informada e esteja prevista em contrato. Segundo advogados consultados pelo G1, caso o profissional seja pego pelo monitoramento fazendo algo proibido pelo empregador, ele pode ser demitido por justa causa.
Para quem fica o dia inteiro na frente do computador, o rastreamento pode soar invasivo, mas o argumento das empresas é que, se o instrumento é para o trabalho, ele não pode ser usado da forma que os empregados bem entendem.

Empresa paga o pato

De acordo com o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito eletrônico, o que legitima o poder das empresas de vigiar os empregados é a própria legislação. O Código Civil prevê que o empregador é responsável por tudo o que os trabalhadores fazem usando as conexões e os equipamentos da empresa.

Isso significa que, se um funcionário fizer um crime por meio do computador do trabalho, a empresa responde judicialmente pelo caso. O funcionário também poderá responder pelo crime, mas os prejudicados costumam processar as empresas por conta de elas terem mais poder e dinheiro em caso de indenizações. “Quem paga o pato é a empresa”, afirma Blum.

E-mail pessoal

O monitoramento do e-mail pessoal é a questão mais polêmica, explica o advogado trabalhista Alan Balaban Sasson, uma vez que muitos profissionais alegam ser invasão de privacidade.

De acordo com o advogado, o monitoramento único e exclusivo do e-mail pessoal do trabalhador não é permitido, mas os programas de vigilância acabam monitorando o e-mail particular quando ele é acessado no computador da empresa.

No entanto, se está previsto em contrato que o computador é monitorado e que, caso o funcionário entrar no e-mail pessoal a página também poderá ser monitorada, e mesmo assim o profissional opta por acessar o e-mail, fica difícil querer questionar a empresa pelo ocorrido.

“O contrato é a palavra-chave. O que o chefe não pode é simplesmente chegar a falar ‘deixa eu olhar seu e-mail pessoal’. Nesse caso, seria uma coação”, afirma. Coação é uma ação injusta feita a uma pessoa, impedindo a livre manifestação da vontade do coagido.

O advogado Blum aconselha que as empresas proibam ou bloqueem o acesso ao e-mail pessoal para evitar dores de cabeça com a questão.

Bloqueios

Desde que registrado no contrato, as empresas têm o direito de permitir ou bloquear qualquer tipo de ferramenta no computador, além de poder usar de diversos meios para vigiar o funcionário. “Do mesmo jeito que é permitido colocar um supervisor para monitorar o trabalho, é possível fazer a vigilância eletrônica”, explica Sasson.

É permitido, inclusive, gravar conversas do MSN, rastrear arquivos deixados na máquina e monitorar as palavras escritas pelo funcionário.

Justa causa
Além da questão jurídica, as justificativas das empresas para fazer o monitoramento são muitas, explicam os advogados, e vão desde proteger informações confidenciais da companhia a até mesmo acompanhar a produtividade do trabalhador.

Objetivos vão desde proteger informações confidenciais da companhia a até mesmo acompanhar a produtividade do trabalhador"
Caso um funcionário seja pego pelo monitoramento fazendo algo proibido em contrato pela empresa, ele pode ser mandado embora por justa causa, dizem os advogados.

Em casos de flagrantes de descumprimentos não tão graves, como o acesso a uma rede social quando isso for proibido, o funcionário recebe uma advertência. Em caso de reincidência, ele recebe suspensão e, se repetir pela terceira vez, pode ser mandado embora por justa causa.

Já se ele for pego fazendo algo mais grave, como acessando sites de pornografia infantil, por exemplo, a demissão por justa causa pode ser imediata.

Mercado

De olho nesse grande mercado, uma vez que o computador é cada vez mais a principal ferramenta de trabalho nas empresas, desenvolvedoras de softwares usam a criatividade para oferecer programas que atendam às demandas dos empregadores

O diretor da desenvolvedora BRconnection, Francisco Odorino Pinheiro Neto, afirma que tanto empresas pequenas como grandes o procuram em busca de soluções.

MSN

Entre os programas desenvolvidos pela empresa está um software que controla o uso do MSN. Com a ferramenta, é possível definir com quais pessoas o funcionário pode interagir e gravar as conversas realizadas. Neto explica que o programa notifica os participantes sobre a gravação.

O programa também rastreia as palavras usadas pelo funcionário na conversa e, se necessário, impede que alguns termos sejam enviados.

Senha bancária

A Guidance Software, outra empresa que desenvolve softwares de monitoramento, oferece um produto que monitora tudo o que o funcionário faz no computador, desde arquivos utilizados, a e-mails escritos e sites visitados.

Fabrício Simão, gerente técnico para a América Latina da empresa, diz que, com determinados produtos, é possível gravar até a senha bancária digitada nos sites dos bancos. Portanto, recomenda-se muito cuidado ao utilizar serviços bancários em computadores do trabalho.

Confira as possíveis formas de monitoramento dos serviços clicando aqui

Fonte: G!
Data: 26/03/2010

Com DNA, grupo acha nova espécie de humano na Ásia

REINALDO JOSÉ LOPES

da Folha de S. Paulo

Um único osso do polegar (não se sabe nem se da mão direita ou esquerda) pode servir de base para revelar um irmão extinto da humanidade, de cuja existência nenhum antropólogo sequer desconfiava até agora.

Transformado em pó, o ossinho rendeu DNA suficiente para identificar um indivíduo que provavelmente não é nem Homo sapiens nem neandertal.

Se as estimativas feitas pelos cientistas que estudaram esse material genético estiverem corretas, a criatura, que viveu nas montanhas do Altai, no sul da Sibéria, representa uma migração independente de hominídeos (como é conhecido o grupo ao qual pertence o homem e seus parentes fósseis) da África rumo à Eurásia.

Com cerca de 40 mil anos de idade, ele pode até ter tido contato com humanos modernos e neandertais, cujos ossos e ferramentas foram achadas nessa mesma região da Rússia.

Surpresa

Em entrevista coletiva por telefone, Johannes Krause e Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), contaram como se deu a descoberta, publicada no site da revista científica britânica "Nature". Segundo Krause, inicialmente o grupo não tinha nenhuma razão para acreditar que o DNA obtido do osso fosse diferente do dos neandertais que a equipe já estudou diversas vezes.

"Quando eu vi os dados, liguei imediatamente para o celular de Svante, que estava num congresso em Cold Spring Harbor [EUA]. Disse que era melhor ele se sentar antes de ouvir o que eu tinha para contar", afirma Krause.

"No começo, achei que ele estava de brincadeira", diz Pääbo. "Seja lá o que for isso, trata-se de uma nova criatura, que simplesmente tinha escapado ao nosso radar até agora." A comparação mais próxima, arrisca Pääbo, é com o chamado "hobbit", ou Homo floresiensis, da Indonésia --um hominídeo-anão que parece ter sobrevivido isolado na ilha de Flores até uns 17 mil anos atrás.

O "hobbit" foi descoberto só em 2004, e os dois casos indicam uma diversidade oculta de humanos extintos, que teriam florescido em locais remotos e épocas relativamente recentes.

Cópias

Por enquanto, o material genético obtido é apenas o DNA mitocondrial, ou mtDNA, presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células.

É mais fácil extrair mtDNA de ossos antigos porque há 8.000 cópias dele em cada célula, contra apenas uma do DNA "principal", o do núcleo. "Mas já conseguimos obter DNA do núcleo também, e devemos apresentar dados sobre ele em questão de meses", afirma Pääbo.

Essa informação --ou, de preferência, fósseis mais completos-- é indispensável para tentar saber que cara tinha o "hominídeo fantasma" do sul da Sibéria.

Mutações no mtDNA são muito usadas para diferenciar uma espécie de outra e funcionam em mais de 90% dos casos.

Considerando que há uma taxa "média" de mutações, é possível estimar o tempo de separação a partir de um ancestral comum. Nesse caso, a conta chega a cerca de 1 milhão de anos --algo como o dobro do tempo que separa a linhagem humana moderna da dos neandertais.

Contudo, dispondo apenas do mtDNA, é muito cedo para cravar que se trata de uma espécie nova de hominídeo, alerta John Hawks, antropólogo da Universidade de Wisconsin em Madison (EUA).

"Pode ser que haja divergências muito antigas dentro do mtDNA dos neandertais que nós ainda não tínhamos observado. Precisamos de algo além do polegar", disse Hawks ao comentar o achado em seu blog.

Fonte: Folha Online
Data:25/03/2010

O DataGramaZero de fevereiro de 2010 está disponível

Cada edição de DataGramaZero se propõe reunir textos, por afinidade temática, destinados às seções de artigos, comunicações e recensões visando divulgar e promover perspectivas críticas fundamentadas em áreas interdisciplinares da Ciência da Informação, tais como Informação e Sociedade, Informação e Políticas Públicas, Informação e Filosofia ou Informação e Comunicação.

Este é um periódico de acesso livre e tem o ISSN 1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e está disponível na Internet livre para leitura e cópias. No mesmo site é possivel o acesso aos dez anos do Datagramazero com cerca de 40 números da Revista, 350 artigos, algo como 500 autores e 4 mil referências vinculadas a estes artigos.

O periódico é unicamente virtual e tem por objetivo induzir e construir elementos facilitadores de um melhor acesso à informação por meio digital. Tem um leitorado médio estimado em 3.500 acessos com leitura ao mês e esta registrado no Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal em http://www.latindex.unam.mx/larga.php?opcion=1&folio=9535 e tem PAGEKANK 5 no Google. É, ainda, indicado, pelo Qualis da Capes para mais de uma área do conhecimento.

o DataGramaZero de fevereiro de 2010 traz os seguintes artigos:


Planos de ensino de “Usuário da Informação” nos cursos de Biblioteconomia do Brasil
Information Users: an educational structured plan of Library Science Courses in Brazil

por Maria de Jesus Nascimento

O modelo explicativo de Herbert Alexander Simon sobre a descoberta científica

The explicative model of Herbert Alexander Simon on the scientific Discovery
por Carlos José Saldanha Machado

Tecnologias de descoberta de conhecimento na gestão do conhecimento: contextualizações com a sociedade do conhecimento

Technologies for knowledge discovery in knowledge management: the contextualization of the society knowledge

por Gisele Dziekaniak


Análise documental: concepções do universo acadêmico brasileiro em Ciência da Informação
Subject analysis:theoretical conceptions in the Brazilian Library and Information Science environment
por José Augusto Chaves Guimarães e Rodrigo de Sales

Cenários prospectivos, monitoração ambiental e metadados

Foresight, environmental scanning and metadata

por Eduardo Amadeu Dutra Moresi e Hércules Antonio do Prado e Alexandre de Alcântara


Fonte: DataGramaZero

Data: acessado em 25/03/2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Video sobre restauro de livro






Fonte: YouTube
Data: acessado em 25/03/2005

Morre, aos 71 anos, István Jancsó

Professor titular do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, Jancsó atualmente era coordenador geral do Projeto Brasiliana, que inclui a digitalização dos 40 mil volumes que integravam a coleção de José Mindlin.

O historiador István Jancsó, coordenador-geral do Projeto Brasiliana USP e braço direito do bibliófilo José Mindlin (1914- 2010), morreu nesta terça-feira (23/3), aos 71 anos, em decorrência de uma complicação renal.

Jancsó havia sido internado poucos dias antes da morte de Mindlin, no último dia 28 de fevereiro. O corpo foi cremado na tarde de ontem no Crematório da Vila Alpina, em São Paulo.

Professor titular do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, Jancsó foi um dos grandes mentores da Brasiliana, responsável por levar o projeto - que inclui a construção de uma biblioteca no câmpus e a digitalização dos 40 mil volumes que integravam a coleção de Mindlin - até a universidade. Desde 2004, Jancsó desenvolvia sua pesquisa sobre a problemática das estruturas nacionais dentro do projeto A Formação do Estado e da Nação Brasileiros (1780-1850), com apoio da Fapesp.

O Ministério da Cultura divulgou nota na qual Juca Ferreira lamenta a morte de István e destaca seu trabalho de "tornar um acervo de excelência disponível para a população". Juca ressalta o esforço de István em estimular redes de pesquisa e a criação de um modelo brasileiro de compartilhamento de documento", descrevendo-o como "um intelectual engajado na decifração de um país que para ele era um "enigma" humano e histórico."
(O Estado de SP, 24/3)

Fonte: JC e-mail 3975
Data: 24/03/2010

Programa apresenta o Portal de Periódicos da Capes e os recursos eletrônicos disponíveis na página da Biblioteca Central e o catálogo eletrônico SABi

O Programa de Capacitação para Novos Bibliotecários da UFRGS gestado pela Biblioteca Central em parceria com a Divisão de Capacitação da Progesp, tem por objetivos prover os cursos necessários para a capacitação dos novos bibliotecários nomeados que atuarão no SBU, qualificar os serviços prestados no SBU e otimizar os processos técnicos e administrativos adotados nas bibliotecas.

Embora a atividade seja dirigida aos bibliotecários e auxiliares das bibliotecas, toda a comunidade academica da UFRGS interessada em conhecer melhor os Recursos on-line disponibilizados pelo SBU poderá participar como ouvinte do evento.

Data de realização: 31/03/2010, das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30

Local: Faculdade de Odontologia – Auditório – 2. and

Programa:

Manhã - Rejane Raffo Klaes
Portal de Periódicos da Capes: Apresentação do vídeo institucional.
Apresentação da nova interface do Portal de Periódicos da Capes: atualização funcional e tecnológica.
Estrutura e conteúdos do Portal de Periódicos da Capes.
Busca integrada: pesquisa básica; pesquisa avançada; opções de refinamento da pesquisa.
Help/search tips/hints/ajuda.
Serviços personalizados.
Informações sobre os periódicos; informações para autores /submissão de artigos.

Tarde - Maria Cristina Bürger
Apresentação dos recursos informacionais disponíveis na página da Biblioteca Central (Repositório institucional Lume, bases de dados, livros eletrônicos, jornais eletrônicos)
Apresentação dos recursos SABi/Web (Catálogos, Pesquisar palavras, Percorrer lista, Salvar/enviar resultados de busca, Imprimir, Renovar, Reservar, Controle de empréstimos/reservas/débitos e Emissão de relatórios da Produção Intelectual)

Fonte: Biblioteca Central
Data: 22/03/2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho (AHPAMV) apresenta seu blog.



O lançamento do blog e do novo Guia do Acervo do AHPAMV fazem parte das comemorações do 238 anos de Porto Alegre, que ocorrem de 22 a 28 de março.

No blog será possível encontrar informações sobre o acervo, serviços, a produção dos pesquisadores que visitam o arquivo,o Programa de Educação Patrimonial, bem como atividades de outras instituições afins.

Fonte: AHPAMV
Data: 24/03/2010

Os direitos autorais no Ciberespaço.

É indiscutível a atuação revolucionária da Internet como meio propagador de conteúdo e informações. A base de dados do conhecimento humano se amplia geometricamente na medida em que a tecnologia da rede se amadurece e atinge as diversas camadas sociais.

A permissibilidade à publicação das criações do espírito provém amplitude exponencial para a rápida disseminação da obra intelectual, auxiliando drasticamente na divulgação e absorção do conteúdo apresentado.

Os meios de difusão se aprimoram a cada dia, transformando a rede no maior repositório de informações até hoje conhecido.

Diante de tamanho conteúdo, a proteção autoral se torna necessária a fim de garantir os direitos de criação, propiciando a continuidade e confiança necessária para a edição de conteúdos no ambiente cibernético.

Tratando-se de matéria de Direito Internacional, os Direitos autorais são reflexos do Copyright Act (1790), da Convenção de Berna (1886 - Association Littéraire et Artistique Internationale) e da Convenção de Roma (1961). No Brasil a norma vigente é a Lei 9.610/98 e regula os Direitos Patrimoniais e Morais do autor e dos direitos conexos das pessoas que interpretam e divulgam as obras do autor (produtores, editores, transmissores, executantes, entre outros).

O fito da Lei tem condão de proteger a forma de expressão do autor da idéia, que seja de qualquer modo exteriorizada num suporte tangível ou intangível, seja este conhecido ou que ainda venha a ser inventado.
Tamanha flexibilidade de abrangência propicia a plenitude de ação da Lei no ambiente virtual, já que não importa o suporte, basta que haja a publicação para que o autor detenha os direitos sobre a obra, permitindo a utilização conforme sua vontade.

São protegidos, conforme o art. 7º da LDA: I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas; II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza; III - as obras dramáticas e dramático-musicais; IV - as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma; V - as composições musicais, tenham ou não letra; VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas; VII - as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia; VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética; IX - as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza; X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência; XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova; XII - os programas de computador;XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.

De outra ponta, não estão protegidos, por força do art. 8º da LDA: I - as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais; II - os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios; III - os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções; IV - os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; V - as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; VI - os nomes e títulos isolados; VII - o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras.

Na tonalidade, não constituem ofensa aos direitos autorais (art. 46 da LDA): I - a reprodução: a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos; b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza; c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros; d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários; II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro; III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra; IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou; V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização; VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro; VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa; VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.

A Lei garante as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito e representação livre de obras situadas permanentemente em logradouros públicos.

Com duração de setenta anos, contados a partir do primeiro dia de janeiro seguinte à morte do autor, os direitos autorais são plenos independente de qualquer providência de registro, sendo recomendável para garantir a presunção júris tantum na originalidade da obra.

Ou seja, quem cria e expressa uma obra original tem direito autoral, sejam eles patrimoniais ou morais, em relação a essa criação, considerando ilícito civil e penal a violação dos direitos resguardados pela Lei.

No ambiente cibernético, a contrafação é a violação costumeira e responsável por inúmeras demandas judiciais.

A jurisprudência já anotou e reconheceu a Internet como meio de suporte válido das obras intelectuais.

A dificuldade está em discriminar o que é público e o que é privado na rede.

Diante da interação com o usuário, a obra é renovada a cada momento, não se limitando a um uso passivo, e múltiplos usos são direcionados ao conteúdo apresentado.

Seja no Blog do vizinho ou no site de vídeos YouTube, há de avaliarmos se existe uma possível violação dos direitos autorais e quais os reflexos jurídicos e sociais insculpidos na conduta.

As sansões civis estão anotadas nos artigos 101 a 110 da LDA. No campo penal, a tipicidade da conduta está registrada nos artigos 184 a 185 do Código Penal.

Se houver fraude à obra, reprodução ou divulgação não autorizada poderá pedir a apreensão do material, a suspensão da divulgação indevida, podendo a sentença determinar que todos os meios para a elaboração sejam apagados e que os equipamentos sejam destruídos.

Quem vende, adquire, distribui, guarda em depósito ou utiliza obra produto de violação de direito autoral, com intuito de lucro direto ou indireto, responde junto com o contrafator pelos danos causados ao autor.

No mesmo lado está quem edita obra protegida sem autorização do autor, pagará ao autor o preço dos exemplares vendidos, e se não souber a quantidade, presume-se de três mil cópias, alem dos apreendidos.

Não requer sequer o dolo, bastando que haja a edição não autorizada. Inclui-se nesse caso o comprador de computador com programa pirata instalado, que responderá pela multa de três mil vezes o valor do software.

Nesse caso, abre-se discussão dicotômica, no sentido de avaliar as circunstâncias a que foi cometido o ilícito, dentre a capacidade econômica do agente e do autor, a fim de não gerar enriquecimento ilícito, e considerar a finalidade da atividade-fim, por força a interpretação do artigo 103, em relevância a obtenção de lucro direto ou indireto com o ilícito, sendo dispensada a punição ao infrator que limitou o uso da obra para si, sem intuito pecuniário.

Sobre os sites que reproduzem vídeos, sejam eles incorporados no Blog ou no e-mail, por força do art. 105 da LDA, a transmissão e a retransmissão, por qualquer meio ou processo, e a comunicação ao público de obras artísticas, literárias e científicas, de interpretações e de fonogramas, realizadas mediante violação aos direitos de seus titulares, deverão ser imediatamente suspensas ou interrompidas pela autoridade judicial competente, sem prejuízo da multa diária (astreintes) pelo descumprimento e das demais indenizações cabíveis, independentemente das sanções penais aplicáveis; caso se comprove que o infrator é reincidente na violação aos direitos dos titulares de direitos de autor e conexos, o valor da multa poderá ser aumentado até o dobro.

Há de se considerar que pelas características da Internet, o detentor de direito autoral que publica o conteúdo na rede, sem protegê-lo, estará, de forma tácita, autorizando a reprodução, já que é cediço que no ambiente virtual é possível copiar e retransmitir a obra com extrema facilidade.

Os termos de uso do site, entendo, não serem suficientes para restringir os direitos autorais, já que normalmente se encontram em local inacessível ao usuário comum – diligens pater famílias – e tem o hiperlink gravado em letra de tamanho diminuto e pouco amigável.

A proteção deve estar relacionada com mecanismos de criptografia e codificação, como o sistema de gestão de direitos autorais (GDD/DRM) ou equivalente, não autorizando a reprodução em equipamentos que não dão suporte ao mecanismo e exigindo do usuário final a respectiva autorização do autor para a reprodução do conteúdo multimídia.

A proteção contra a supressão ou inutilização do GDD/DRM, ou a simples disponibilização ao público, sem autorização do autor, dessas obras, sabendo que houve a violação do GDD/DRM, responderá por perdas e danos, em valores nunca inferiores aos resultantes de quem edita obra violando o direito autoral.

Atenção aos Blogs, que deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma: I - tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos; II - tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete e do editor ou produtor; III - tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que se refere o inciso anterior. (art. 108 da LDA).

Como visto, o direito autoral tem pleno resguardo na Internet, sendo o infrator punido na forma da LDA e Código Penal. O ambiente anárquico da rede não pode ser utilizado de forma ilícita e é vedado ao internauta o desconhecimento da Lei. Inúmeros casos litigiosos são divulgados e sempre com punições severas a quem viola do direito do autor.

Claramente a Internet tem se revelado como o melhor meio propagador das informações intelectuais, seja pelo custo da mídia, ou pela sua abrangência. Muitos autores autorizam a reprodução de suas obras intelectuais, seja pela Licença Pública Geral (GNU) ou por licenças padronizadas (Creative Commons). É dever do Internauta conhecer as políticas de licenciamento do site e do seu conteúdo, para que não seja responsabilizado futuramente por violações ao direito do autor.

O autor Fabiano Rabaneda é advogado especializando em Direito Eletrônico e Tecnologia da Informação.

Fonte: 24HorasNew
DFata: 24/03/2010

Biblioteca Britânica disponibiliza manuscrito de "Alice no País das maravilhas"



A Biblioteca Britânica acaba de disponibilizar digitalmente o manuscrito original de "Alice no País das Maravilhas" (Alice's adventures underground), obra clássica da literatura inglesa, escrito e ilustrado por Lewis Carroll

Acesse a obra, clicando aqui.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 24/03/2010

Pesquisa diz que 83% das mulheres da classe C usam a web diariamente

86% das donas de casa entre 25 e 49 anos estão em redes sociais.
Duas horas diárias é o tempo que 40% delas passam on-line.

Mais de 80% das donas de casa brasileiras da classe C estão em redes sociais e se conectam todos os dias à internet, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pelas empresas Predicta e Multifocus.

Segundo o estudo, 40% dessas mulheres, entre 25 e 49 anos, passam mais de duas horas por dia navegando em páginas da web.

O acesso à internet também está mudando os hábitos das donas de casa: 66% confessam que estão lendo menos off-line e 60% dizem que diminuíram o tempo de pesquisa em lojas físicas, já que fazem isso pela internet. Do total, 63% buscam informações sobre os produtos nos sites das empresas e 12% registraram participação em fóruns ou comunidades a favor ou contra uma marca.

Em 11 dias de pesquisa, realizada em dezembro, foram registrados 94.250 acessos em 2,7 mil endereços diferentes: 44% em páginas de relacionamento, 38% em sites de informação, 10% em entretenimento, 6% em e-commerce e 2% em serviços. Entre os sites de relacionamento, o Orkut foi o mais visitado, com 94% dos acessos. Dos sites de informação, apenas 10% eram portais, jornais ou revistas, enquanto buscadores foram responsáveis por 56% das visitas.

Entre as mulheres pesquisadas, 33% considera a internet um passatempo melhor do que a televisão, 78% se sentem “mais globalizadas” na web e 15% chegam a se sentir mais inteligentes.

Fonte: G1
Data: 24/03/2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Arte todo dia


O site, ainda só em inglês, é especializado em notícias e informações sobre obras de arte. Além das notícias diárias sobre exposições, ele também traz imagens de galerias, de museus, vídeos, fotografias e links para as principais páginas de museus e artistas.

http://artdaily.org

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 23/03/2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Google põe Dante e Petrarca online

A divisão de livros gratuitos do Google acaba de fechar um acordo com o governo italiano e irá disponibilizar online o acervo das bibliotecas de Florença e Roma.

Dentro de algum tempo, já será possível encontrar na internet edições antigas de autores clássicos italianos como Dante e Petrarca. O Google Books vai escanear centenas de milhares de títulos que, uma vez na rede, terão acesso gratuito.

O Google Books, que já existe em mais de cem países, também traz obras recentes. Segundo a empresa, o objetivo é levar estes livros ao maior número possível de leitores, por isso chama os editores a colaborar, estimulando-os com a possibilidade de um gigantesco público potencial.

No entanto, muitos dos livros mais recentes são protegidos por direitos autorais. Isso explica porque editoras europeias e autores têm tantas reservas com relação ao Google Books. Alguns escritores que descobriram que seus livros estão disponíveis gratuitamente no site já entraram com processos.

Em alguns casos, o direito autoral venceu nos Estados Unidos enquanto ainda está em vigor na União Europeia. Por isso a Comissão Europeia está pedindo que o Google negocie a questão de direitos autorais com todos os editores na Europa.

Tecnologia
Google Books deu seu primeiro passo com cautela ao contatar algumas das mais importantes bibliotecas dos Estados Unidos já em 2004. Estas bibliotecas ficaram felizes com a rápida técnica para escanear criada pelo Google, uma vez que isso as poupou de investir milhares de horas de trabalho que, de outra forma, seriam necessárias para digitalizar os livros.
Até agora, o Google Books já escaneou um número enorme de livros de dezenas de bibliotecas de todo o mundo.

França: sob gerência própria
O governo francês rejeitou o plano do Google de criar a maior biblioteca virtual do planeta, descrevendo o projeto como uma ameaça à diversidade cultural. Paris, dizem os franceses, deve gerenciar sua própria herança cultural e não depender de uma companhia estrangeira, por isso está criando sua própria biblioteca digital, a Gallica.

Há dois anos, a União Europeia também estabeleceu sua própria rede digital, contendo material de todos os países da UE, a Europeana, que contém milhões de imagens, textos, filmes, música e outros materiais de áudio. No entanto, a aparentemente simples atividade de ler um livro neste site é praticamente impossível.

Desvantagens
Também há algumas desvantagens quando se trata de ler livros no Google Books. Alguns tipos antigos de letras não são transcritos corretamente no processo de escanear, e com isso um S se transforma num F, por exemplo. E os leitores podem se perder com facilidade nas montanhas de textos e letras. Também não há links para outras fontes e autores.

A questão continua sendo qual será a opção final dos consumidores/leitores. Os competidores do Google poderão enfrentar o gigante da internet? Desde que sites nacionais e europeus não podem oferecer alternativas gratuitas e atualizadas, a maioria dos leitores digitais continuará a ‘googlar’ seu livro de preferência. Ou talvez comprem um livro de verdade?

Fonte: Radio Nederland
Data: 18/03/2010

Novo número da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciencia da Informação

A Revista Digital de Biblioteconomia e Ciencia da Informação acaba de publicar seu último número (v. 7, N° 2, 2010)

Segue o sumário da revista com os devidos links para o acesso aos artigos.
Editorial
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Editorial - v.7 - n.2 - jan./jun. 2010
Danielle Thiago Ferreira, Universidade Estadual de Campinas - Biblioteca
Central Cesar Lattes
Gildenir Carolino Santos, Universidade Estadual de Campinas - Faculdade
de Educação

Artigos
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Card Sorting: noções sobre a técnica para teste e desenvolvimento de
categorizações e vocabulários
Mauricio Marques de Faria,

Integração do framework manakin com a plataforma dspace para múltiplas
apresentações visuais de informações nos repositórios digitais
José Eduardo Santarem Segundo,
Liriane Soares de Araújo de Camargo,
Milton Shintaku,
Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti,

A contribuição de C. Kuhlthau para a ciência da informação no Brasil
Carlos Alberto Ávila Araújo,
Rogério Manoel de Oliveira Braga,
Wellington Oliveira Vieira,

A abordagem teórica de A. I. Mikhailov sobre o termo informação científica
Roberto Lopes dos Santos Junior,
Lena Vania Ribeiro Pinheiro,

Classificação facetada: um olhar sobre a construção de estruturas
semânticas
elizabeth andrade duarte,

Marketing arquivístico: uma análise curricular do curso de graduação em
arquivologia da Universidade Federal da Paraíba
Jobson Louis Santos de Almeida,
Helane Cibeyl Albuquerque da Silva,
Gustavo Henrique de Araújo Freire,

A recuperação de informação em trabalhos apresentados em encontros
nacionais e regionais de estudantes de biblioteconomia, documentação,
ciência e gestão da informação: uma proposta de utilização do programa
open conference systems
Josué Sales Barbosa,
Lucas Carlos de Oliveira Silva,
Hugo Oliveira Pinto e Silva,

A tríade identidade, ética e informação na biblioteconomia brasileira:
análise sobre o código de ética do bibliotecário
Jonathas Luiz Carvalho Silva,

Aspectos conceituais e metodológicos de redes sociais e sua influência
no estudo de fluxos de informção
Cibele Roberta Sugahara,
Waldomiro Vergueiro,

Formação e competência informacional do bibliotecário médico brasileiro
Alexander Willian Azevedo,
Vera Silvia Marão Beraquet,

Política de indexação na catalogação de assunto em bibliotecas
universitárias: a visão sociocognitiva da atuação profissional com
protocolo verbal
Milena Polsinelli Rubi,
Mariângela Spotti Lopes Fujita,

A relação interdisciplinar entre a ciência da informação e a ciência da
comunicação: o estudo da informação e do conhecimento na biblioteconomia
e no jornalismo
Sandryne Bernardino Barreto Januário,

O uso de patentes como fonte de informação em dissertações e teses de
engenharia química: o caso da Unicamp
Juliana de Paula Ravaschio,
Leandro Innocentini Lopes de Faria,
Luc Quoniam

Recursos de formulação e visualização de indicadores para apoiar
processos de gestão educacional em IESs
Nadi Helena Presser, Eli Lopes da Silva e Raimundo Nonato Macedo dos Santos,

Formación para la información: información para la innovación
Noel Angulo,

Resenhas de livros/mídia
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Resenha - Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia
Gildenir Carolino Santos,

Data:18/03/2010

Thomson Reuters divulga lista de autores mais citados

O pesquisador mais citado nos periódicos indexados pela empresa é o bioquímico Rudolf Jaenisch, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês)

Na edição março/abril da "Science Watch", a Thomson Reuters identificou os autores cujos trabalhos recentes foram citados mais frequentemente por outros pesquisadores durante o ano de 2009. Jaenisch foi autor de 14 destes trabalhos mais destacados. Sua pesquisa investiga as células de fibroblasto reprogramadas em modelos de mal de Parkinson, anemia falciforme e outras condições.

Mark J. Daly, do Broad Institute, também do MIT, produziu 13 trabalhos publicados sobre estudos associados ao mapeamento genético e ao genoma em geral. Vários desses relatórios foram feitos em coautoria com David Altshuler e Paul I.W. de Bakker, do Broad Institute, e Gonçalo Abecasis, da Univerisdade de Michigan. Todos eles aparecem pela primeira vez na lista anual dos 12 autores mais citado da Thomson Reuters.

O Broad Institute tem um quarto pesquisador na lista: o pesquisador de genômica Eric S. Lander. Dois professores de materiais da Universidade de Manchester, na Inglaterra, também fazem parte da lista: Andre K. Geim e Konstantin Novoselov.

Shizuo Akira, da Universidade de Osaka, homenageado pela Thomson Reuters como o pesquisador mais citado em 2005 e 2006, retornou à lista este ano, com nove trabalhos explorando receptores de imunidade (toll-like) e aspectos da imunidade inata.

Fechando a lista estão Carlo M. Croce, da Universidade do Estado de Ohio; Mikhail Katsnelson, da Universidade de Radboud, em Nijmegen (Holanda); e Ji-Huan He, da Universidade de Donghua, em Xangai (China).

Os artigos mais citados (classificados como "hot paper") da Thomson Reuters são derivados da base de dados da Web of Science. Um trabalho publicado é identificado como um "hot paper" se tiver menos de dois anos e ter alcançado um bom índice de citações em publicações científicas e seja marcadamente mais alto do que estudos comparáveis do mesmo tipo e idade.

Os 12 pesquisadores listados publicaram os principais artigos no período dos últimos dois anos nos periódicos indexados pela Thomson Reuters pela inclusão na Web of Science.

Mais informações em www.sciencewatch.com
(Assessoria de Comunicação da Thomson Reuters)

Fonte: JC e-mail 3972
Data: 19/03/2010

Novo número da Revista Em Questão da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS

A revista Em Questão da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil), Qualis B2, anuncia o lançamento da edição de volume 15, número 2, julho a dezembro de 2009 .
Aproveita a ocasião para divulgar a chamada de artigos, ensaios e resenhas, na área da Informação e Comunicação (temas livres), para a próxima edição. O prazo para o envio é até o dia 25 de abril de 2010.
Edição atual e submissões pelo site www.ufrgs.br/revistaemquestao.
Comissão Editorial Em Questão.

Em Questão
Vol. 15, No 2 (2009)
ISSN 1807-8893 E-ISSN 1808-5245

Sumário


Editorial
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Editorial 2009/2
Comissão Editorial Em Questão


Artigos
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Notas sobre o conceito de “transposição” e suas implicações para os estudos da leitura de jornais on-line
Ana Elisa Ferreira Ribeiro

A responsabilidade social do jornalista e o pensamento de Paulo Freire
Jorge Kanehide Ijuim

Estratégias comunicativas para a (des)construção da imagem pública: a política de imagem no contexto de campanhas eleitorais
Célia Lúcia Silva, Angela Cristina Salgueiro Marques

O PCB e a modernização midiática: propostas para a análise das relações entre comunistas e a televisão nos anos 1970
Igor Sacramento, Marco Antonio Roxo da Silva, Ana Paula Goulart Ribeiro

Maysa: dos limites entre o real e a ficção
Elizabeth Bastos Duarte

O Cinema enquanto polissistema: a Teoria do Polissistema como ferramenta para análise fílmica
Rosângela Fachel de Medeiros

O Uso da Rede Social Fragmentada Como Fonte de Referências na Prática de Lifestreaming
Sandra Bordini Mazzocato

Bibliotecas escolares e web 2.0
Cassia Cordeiro Furtado

Estudo sobre como autores de artigos de revista de Ciências da Comunicação verbalizam seus objetos de estudo em termos de palavras-chave
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Maria Helena Morais, Marcos
Mucheroni, Josefina Perez

Pesquisa de Marketing e Estudos de Usuário: um paralelo entre os dois processos
Helen Frota Rozados, Bárbara Pilatti Piffer


Ensaios
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Significação e design
Flávio Vinícius Cauduro


Relatos
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De mochila nas costas, reconstruindo as trilhas da revista Realidade e em busca de novas narrativas. Revista Campus Repórter-UnB
Dione Oliveira Moura, Marques Márcia

Internet e Participação Política no Caso do Estado Brasileiro: Um Relato de Pesquisa
Francisco Paulo Jamil Almeida Marques


Resenhas
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As revistas científicas em foco
Simone da Rocha Weitzel

Fonte: A informação
Data: 19/03/2010

A ciência no Brasil

de Gauss Moutinho Cordeiro

"O número de cientistas no Brasil deveria crescer substancialmente. O país tem 0,92 cientista para cada mil trabalhadores - muito abaixo da média de 7,5 cientistas por mil trabalhadores dos países do primeiro mundo"

Guass Moutinho Cordeiro é professor do Departamento de Física e Matemática da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Artigo publicado pelo boletim "Notícias da SBPC/PE":

A produção acadêmica brasileira cresceu cerca de 56% de 2007 a 2008, colocando o Brasil como o 13º maior produtor de ciência no ranking mundial de artigos publicados em periódicos especializadas.

A produção científica brasileira ultrapassou a da Rússia, outrora potência científica, que ocupa agora a 15ª posição. Entretanto, esse resultado deve ser comemorado com cuidado, pelo fato de sermos a 10ª economia do mundo (7ª economia se for medida em termos de paridade do poder de compra).

Ademais, produzimos somente 2% do conhecimento científico mundial, percentual inferior a economias menos expressivas, como aquelas da Índia, Coreia do Sul e Austrália. Em 1990, o Brasil detinha um percentual muito mais reduzido da ciência: somente 0,6% da produção global.

Podemos chegar à simples conclusão: a produtividade científica do Brasil não está evoluindo como a nossa produção de bens e serviços. Com efeito, Inglaterra e Itália têm economias (medidas pelo poder de paridade de compra) equivalentes ao Brasil, mas produziram, entre 2007 e 2008, 2,58 e 1,66 mais artigos em revistas científicas do que nosso país, respectivamente. Urge, portanto, melhorar as nossas universidades e o nosso capital humano universitário.

Para corroborar com essa assertiva, temos apenas quatro universidades listadas entre as 500 melhores universidades do mundo, a saber: USP, Unicamp, UFRJ e Unesp. Essas quatro universidades foram classificadas após a 100ª posição. O Brasil poderia estar melhor situado na produtividade científica mundial, se não tivesse exportado cérebros para os Estados Unidos e Europa.

Um outro ponto desabonador: a qualidade da produção científica brasileira - medida pelo número de citações - persiste abaixo da média mundial. Ficamos entre 30ª e 50ª em termos de citações em inúmeras áreas do conhecimento.

Comparando com a produção científica do início dos anos 90, segundo pesquisa elaborada pela Thomson Reuters, a produção brasileira avançou bastante, aproximadamente, 8,30 vezes, ou seja, de 3,7 mil para 30,4 mil artigos científicos.

Esse crescimento brasileiro ocorreu devido ao aumento do fomento à pesquisa no país nas duas últimas décadas, notadamente, por conta do aumento das bolsas de produtividade científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do crescimento do número de bolsas para mestres e doutores.

De 1996 a 2007, o número dessas últimas bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) cresceu de 19 mil para 41 mil. Entretanto, o valor da bolsa de produtividade do CNPq continua muito baixo: valor médio mensal de R$ 1.000.

"Mutatis mutandis" para as demais bolsas. A título ilustrativo, um senador custa aos cofres públicos o equivalente a 82 bolsistas de produtividade de pesquisa do CNPq - que são os maiores responsáveis pela ciência desenvolvida no Brasil.

O número de cientistas no Brasil deveria crescer substancialmente. O país tem 0,92 cientista para cada mil trabalhadores - muito abaixo da média de 7,5 cientistas por mil trabalhadores dos países do primeiro mundo.

No meu entender, esse número deveria ser pelo menos quadruplicado para que a ciência brasileira fosse mais compatível com a dimensão de sua economia. Estratégias para isso devem ser elaboradas no curto prazo, pois daqui a 40 anos, seremos provavelmente a quinta maior economia do planeta.

Fonte: JC e-mail 3971
Data: 18/03/2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Smithsonian inaugura ala sobre evolução humana que custou US$ 21 mi

Ala tem 285 fósseis e artefatos, incluindo o único esqueleto Neandertal dos Estados Unidos
Associated Press

Entrada do recém-inaugura Ala da Origem Humana do Museu Smithsonian

WASHINGTON - O Museu de História Natural Smithsonian, localizado em Washington, nos EUA, inaugurou nesta quarta-feira, 17, uma ala permanente que exibe a evolução humana no período de 6 milhões de anos.

Com um custo aproximado de US$ 21 milhões, o Ala da Origem Humana terá 285 fósseis e artefatos, incluindo o único esqueleto Neandertal dos Estados Unidos. O curador responsável pela nova ala, Rick Potts, diz que a exposição exibe as principais etapas do desenvolvimento do ser humano.

Esqueletos humanos de diversos períodos podem ser vistos na nova ala do museu

Grande parte do fundo utilizado na construção da nova ala do museu foi doado pelo bilionário David H. Koch, vice-presidente executivo da companhia de energia elétrica Koch Industries Inc.

O Museu de História Natural Smithsonian atrai 7,4 milhões de visitantes por ano, o que o faz o mais visitado nos Estados Unidos.

Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 17/03/2010

Pierre Lèvy fala sobre inteligência coletiva para público da Zona Sul

Por: Camila Weinmann

“Quem aqui ainda não está no Twitter? Pois deveriam…” Assim o pesquisador francês Pierre Lèvy iniciou a palestra sobre inteligência coletiva na manhã desta segunda-feira (15). Na Universidade Federal do Rio Grande, o auditório do Centro de Integração e Desenvolvimento Costeiro e Oceânico (Cidec-Sul) esteve lotado de estudantes e profissionais interessados no tema. A atividade marcou a abertura da segunda Semana da Ciência da Informação, que vai até sexta.

A criação de uma linguagem universal para organizar o conhecimento disponível no espaço virtual é o eixo principal da teoria apresentada pelo professor. Ele defende que até 2015 deverá haver um sistema coordenado para direcionamento de conceitos e ideias, o que chama de rede de metadados. “Estes dados são seriam físicos ou materiais, como hoje são, e sim semânticos.”

Após remontar a evolução histórica da comunicação, desde a criação do alfabeto até a informatização, Lèvy destacou o período atual como a era da memória digital: o conhecimento disponível na web é acessível de qualquer parte do globo. “Hoje temos pessoas indexando e catalogando pontos de vista na internet, seja em blogs ou em redes sociais, mas as instituições, escolas e universidades não foram planejadas para esta situação. Uma forma de organização precisa ser criada.”

Apresentados à sociedade em 1950, os computadores são definidos por Lèvy como máquinas baseadas na transformação de dados e memorização. Já a internet, que se tornou pública em 1980, é apenas um protocolo capaz de criar comunidades virtuais. A web sim, desde 1995 nos revelou um “hipertexto global”, que gera conexão entre endereços (links), convergência multimídia e um ambiente propício à colaboração.

Na sequência desta evolução, o próximo passo seria a criação da chamada “esfera semântica”, a língua capaz de catalogar a inteligência coletiva automaticamente. “Nossas línguas naturais não foram criadas para a manipular dados digitais e ainda são um obstáculo na interconexão propiciada pela web.”

Consagrado internacionalmente pelas pesquisas no campo da cibercultura, Pierre Lèvy é professor do Departamento de Comunicação da Universidade de Ottawa (Canadá). Realiza estudos sobre inteligência coletiva, gestão do conhecimento e teoria da comunicação.

Confira trechos da palestra de Pierre Lèvy

Fonte: Diário Popular
Data: 15/03/2010

Ensino digital tem vantagens mas esconde armadilhas

Estudar em sala de chat, ter aulas no Second Life ou aprender a escrever no celular. O aprendizado digital, o chamado e-learning, parece não ter limites. Porém, ele carece de boas ideias e esconde algumas armadilhas.

Plataformas de aprendizado na internet e provas orais por conferência em vídeo são apenas algumas das muitas possibilidades encontradas no âmbito da educação digital. Muitas escolas e universidades já experimentam com as mais variadas modalidades de aprendizado em plataformas virtuais.

Alunos marcam encontros com seus professores na sala de chat para discutir sobre assuntos da aula. Estudantes de arquitetura da universidade britânica de Leicester reconstroem juntos, no Second Life, sociedades do mundo antigo.

No ensino superior, as ofertas virtuais são uma boa ajuda para quem não pode estar presente na sala de aula, e permitem às universidades atingir um público que, de outro modo, ficaria de fora, como o dos profissionais altamente atarefados.

Muito mais do que aulas gravadas

Mas nem todas as ofertas esbanjam criatividade. Muitas vezes as aulas são simplesmente gravadas e disponibilizadas na internet. Para que o aprendizado digital tenha sucesso, ele precisa de muito mais, afirma Ulrike Tippe, professora de informática econômica na Universidade Técnica de Wildau, nos arredores de Berlim.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Plataformas como Second Life são opção no ensino
"As pessoas pensam que, se a técnica está funcionando, está tudo bem. E a coisa não é bem assim, como muito que ocorre na vida. A tecnologia não resolve tudo sozinha", diz. "Muitas plataformas de aprendizado acabam ficando vazias", constata.

Há muitos motivos para isso. Uma aula na internet requer do professor tanta disciplina quanto uma aula normal. Além disso, as ofertas de e-learning têm uma desvantagem fundamental, destaca a especialista: no mundo virtual é mais difícil se aprender competência social e técnicas de comunicação e apresentação.

Tendência é interação

A tendência do aprendizado virtual aponta para o intercâmbio com os outros internautas, característica que marca a web 2.0. "Formas colaborativas de aprendizado são cada vez mais presentes, plataformas onde há um intercâmbio entre os estudantes. É o mesmo princípio que experimentamos hoje nas várias comunidades da web 2.0", explica Tippe.

O ensino digital é parte do futuro. Entretanto, segundo os especialistas, deve atuar como um complemento, e não como um substituto às formas tradicionais de ensino. Blended learning, ou "b-learning", é a nova tendência já há alguns anos, combinando unidades virtuais e eventos com presença dos participantes.

Novas mídias têm limites

Entretanto, um mau professor no mundo real não se transforma em um bom mestre no mundo virtual. E muitas vezes os instrutores têm até menos conhecimento das novas ferramentas do que seus próprios alunos. Certos professores temem a complexidade técnica ligada às novas mídias, afirma Tippe.

Mas quando se trata de pura transferência de conhecimento como, por exemplo, nas carreiras da área de administração e nos setores técnicos, o e-learning é um método promissor. As empresas podem economizar os altos custos de viagem e hospedagem dos funcionários, oferecendo workshops e cursos de treinamento pela internet.

A professora de Berlim lembra que s custos reaparecem na hora de se desenvolver métodos novos e mais eficazes de e-learning. Mas, no futuro, eles trarão dividendos.

Autor: Andrea Lueg (md)
Revisão: Augusto Valente

Fonte: DW-WORLD.DE
Data: 16/03/2010

Um em cada três leitores pagaria por notícias on-line, diz estudo

Pesquisa mundial foi realizada com 27 mil pessoas em 52 países.
Maioria, porém, prefere que conteúdo que hoje é gratuito continue assim.

Da Reuters

As notícias publicadas na internet são, no geral, gratuitas. Mas quantos leitores estariam dispostos a pagar por elas? Foi a pergunta feita pelo centro de estudos Nielsen em uma pesquisa mundial com 27 mil pessoas em 52 países, obtendo uma resposta negativa em boa parte dos casos.

Na pesquisa, realizada em meados de 2009 em cinco regiões geográficas – Europa, Ásia/Pacífico, Oriente Médio/África/Paquistão, América do Sul e América do Norte –, a Nielsen buscou responder à pergunta que vem chamando a atenção do mercado e dos grandes grupos editoriais nos últimos tempos, uma vez que estão avaliando distribuir conteúdo pago na web para combater a crise no setor.

Segundo o estudo, muitos consumidores estariam dispostos a pagar por conteúdo on-line. Um terço dos entrevistados em 52 países afirmou que, de fato, considerariam pagar para ter acesso aos sites dos principais jornais.

Já 58% afirmaram ser contrários à medida, enquanto apenas 8% já pagaram para acessar informações on-line.

A maioria dos entrevistados, cerca de 85%, preferiria que o conteúdo que hoje em dia é gratuito permaneça assim.

Mas uma análise mais profunda das respostas pode ser encorajadora para as empresas de mídia. De fato, afirmou a Nielsen, depende muito do tipo de conteúdo oferecido: quanto maior for o valor atribuído, mais dispostos estariam os entrevistados a pagar por ele.

Fonte: G1.com
Data: 17/03/2010