sexta-feira, 30 de abril de 2010

Disputas atrasarão revolução dos e-books


Allen Weiner, do Gartner
De acordo com análises gerais, 2009 foi um ano estelar para os e-books, que iniciaram o seu ciclo da fama. Antes que este setor do mercado de editoração digital se transforme “na menina dos olhos” da indústria, diversos conflitos entre as partes interessadas precisam ser solucionados. Questões sobre formatos, proteção de conteúdo e modelos de negócio são apenas alguns dos temas relacionados a essas áreas de conflito.

Leia a matéria completa

Fonte: Info Online
Data: 26/04/2010

Mais de 20% dos municípios não têm bibliotecas públicas, diz censo

Pesquisa foi realizada em 2009. Segundo Ministério da Cultura, em algumas cidades já houve implementação

O Ministério da Cultura divulgou nesta sexta-feira (30) um censo sobre as bibliotecas públicas municipais em todo o Brasil. O estudo foi realizado no ano de 2009 e constatou que 21% dos municípios não têm o serviço.

O Ministério da Cultura esclarece que em alguns casos pode ter havido a implantação após a realização do censo. A pesquisa foi realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do ministério. O levantamento aconteceu entre setembro e novembro do ano passado. Foram 4905 municípios visitados e outros 660 monitorados por telefone.

Segundo os dados do estudo, existem 4.763 bibliotecas públicas em 4.413 municípios e 1.152 cidades estavam sem este serviço no ano passado. O censo aponta que em 13% dos municípios brasileiros haviam espaços em implementação ou em processo de reabertura. Em 8% das cidades, no entanto, as bibliotecas estavam fechadas ou nunca existiram e não havia previsão de abertura.

De acordo com o levantamento, o estado do Tocantins é o que tem a maior proporção de bibliotecas por habitantes. São 100 bibliotecas públicas no estado que tem população estimada em cerca de 1,29 milhão. Na sequência aparecem os estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

A pior proporção acontece no Amazonas, onde há apenas 24 bibliotecas públicas em um estado com mais de 3,3 milhões de habitantes. Também tem uma proporção baixa o Distrito Federal e os estados de Rio de Janeiro e Acre.

Em relação aos municípios, a cidade de Barueri (SP), é a que tem mais bibliotecas em proporção a população. São 11 espaços na cidade de 270 mil habitantes. Na segunda colocação aparece Curitiba, que tem 55 bibliotecas públicas e uma população de cerca de 1,8 milhão.

O censo mostra que as bibliotecas públicas emprestam, em média, 296 livros por mês. Quase a metade das bibliotecas existentes (45%) tem computador com acesso a internet, mas somente 29% oferecem este serviço para a população. O levantamento mostra que 65% dos usuários utilizam as bibliotecas públicas para pesquisas escolares.

Segundo a pesquisa, somente 12% das bibliotecas existentes estão abertas aos sábados e somente 1% está à disposição também no domingo. Somente 24% delas ficam abertas no período noturno no meio da semana. A pesquisa mostrou ainda que 84% dos dirigentes destas bibliotecas são mulheres e 57% dos dirigentes têm ensino superior.

O censo afirma que 91% das bibliotecas não possuem condições de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e 94% não tem serviços para permitir o acesso de pessoas com demais necessidades especiais.

O levantamento mostra ainda que 83% do acervo das bibliotecas é proveniente de doações. Em 13% das bibliotecas o acervo é inferior a 2 mil volumes e em 35% das bibliotecas o acervo está entre 2 e 5 mil volumes. Em 25% das bibliotecas os usuários podem ter acesso a mais de 10 mil volumes.

O Ministério da Cultura lançou nesta sexta-feira um edital para dar apoio às bibliotecas públicas municipais. Segundo a pasta, serão investidos R$ 30,6 milhões em 300 bibliotecas para a modernização de equipamentos, construção de espaços e adequação dos locais a portadores de deficiência.(G1, 30/4)

Fonte: JC e-mail 4000
Data: 30/04/2010

Rio de Janeiro ganha primeira Biblioteca-Parque do país

Ministério da Cultura investe R$ 2,5 milhões no Complexo Cultural de Manguinhos, além dos R$ 23,5 milhões aplicados em bibliotecas, pontos de cultura, agentes de leitura e demais ações do MinC no estado

Um novo conceito de biblioteca nasceu hoje no país. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, inauguraram nesta quinta-feira, 29 de abril, a primeira biblioteca-parque do Brasil, em Manguinhos, na capital fluminense. O projeto é baseado na experiência colombiana de Medellín, que investe na construção de equipamentos culturais como forma de promover inclusão social.

O Ministério da Cultura investiu R$ 2,5 milhões para equipar a Biblioteca-Parque de Manguinhos. Os recursos do Programa Mais Cultura possibilitaram a construção de um cineteatro, além da aquisição de equipamentos, mobiliário e acervo de 25 mil livros, 800 filmes e três milhões de músicas para audição, dentre outros itens. O equipamento teve investimento total de R$ 8,6 milhões, dos quais R$ 7,4 milhões do Governo Federal e R$ 1,2 milhão da contrapartida do governo do estado.

A Biblioteca-Parque de Manguinhos ocupa 2,3 mil m² do terreno do antigo Depósito de Suprimento do Exército e atenderá a 16 comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, cuja população soma, aproximadamente, 100 mil habitantes. O local foi totalmente urbanizado e transformado no lugar de maior concentração de equipamentos sociais em uma área carente da cidade, com escola, centro de saúde, complexo esportivo, entre outros.

“Esta não é uma biblioteca que fica esperando o leitor, mas que o convida a entrar”, disse o ministro Juca Ferreira. Também destacou que o MinC já investiu R$ 26 milhões no Rio de Janeiro, em ações de livro e leitura. Os recursos foram aplicados na modernização de 72 bibliotecas, na criação de 139 Pontos de Leitura e 50 Pontos de Cultura, na instalação de 51 Cines Mais Cultura, em 15 bibliotecas comunitárias e na seleção e formação de 200 Agentes de Leitura.

Conceito

A Biblioteca-Parque de Manguinhos faz parte de um novo conceito deste tipo de equipamento cultural que o governo brasileiro começa a implantar. Inspirada no modelo colombiano, é um ambiente de convivência da comunidade. O espaço físico é amplo, com janelas que interligam tanto o prédio internamente quanto com a parte externa, oferecendo lugares para que a comunidade usufrua de fato do local: o acervo está ao alcance do usuário e há poltronas e sofás disponíveis – além de revistas espalhadas por todos os cantos.

Pensando neste novo conceito de biblioteca, o complexo cultural tem ludoteca, filmoteca, sala de leitura para portadores de deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, acesso gratuito à Internet e uma sala denominada Meu Bairro, para que a comunidade da região faça reuniões.

“Queremos encurtar as distâncias nesta cidade e a cultura é o menor caminho para juntar pontos diferentes”, disse a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes. Ela lembrou, na inauguração, que a biblioteca de Rui Barbosa tinha um acervo de 30 mil volumes e, por isso, disse que quer a de Manguinhos maior que esta, com acervo em constante construção. O governador Sérgio Cabral lembrou ainda que, antes das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Manguinhos, a área estava abandonada.

Embaixadora da Cultura - Durante a cerimônia de inauguração de Manguinhos, a personagem Mônica, criada por Maurício de Sousa, recebeu do ministro Juca Ferreira o título de Embaixadora da Cultura. Além da relevância das histórias da Turma da Mônica como conteúdo cultural e da eficácia das revistas como recurso pedagógico de estímulo à leitura, Maurício doou três milhões de gibis ao Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, para distribuição em bibliotecas e Pontos de Leitura de todo o país. Deste total, 100 mil foram destinados para a nova biblioteca. “Isso que está acontecendo aqui é uma revolução”, disse o cartunista. Na cerimônia, ele anunciou que pretende fazer com que um percentual de cada livro seu possa, também, ser doado para as ações do MinC.

Investimentos em Bibliotecas

Além da Biblioteca-Parque de Manguinhos, o MinC já investiu R$ 18,5 milhões para modernizar bibliotecas de grande porte em vários estados brasileiros - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco; Biblioteca de São Paulo; Biblioteca Pública Estadual de Alagoas; Biblioteca Nacional, em Brasília; Biblioteca de Referência Governador Menezes Pimentel, no Ceará; Biblioteca Pública do Estado da Bahia; Biblioteca Thiago de Mello, no Amazonas; e Biblioteca de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Até o fim do ano serão investidos mais R$ 14,3 milhões na Biblioteca Digital Latinoamericana, no Pará; Biblioteca Pública de Santa Catarina; Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul; Biblioteca Thiago de Mello (2ª etapa); Biblioteca de Cruzeiro do Sul (2ª parcela); Biblioteca de Referência de Canoas, no Rio Grande do Sul; e Biblioteca Pública do Rio de Janeiro.

Entre 2003 e 2009, o MinC investiu mais de R$ 286 milhões em políticas públicas de incentivo à leitura e acesso ao livro. O aporte de recursos no setor saltou de R$ 6 milhões, em 2003, para R$ 95 milhões em 2009, por meio do Programa Mais Cultura – crescimento superior a 1.500%.

Fonte: Portal do MinC
Data: 30/04/2010

Censo faz Raio X das bibliotecas no país

O Rio Grande do Sul tem a maior quantidade de bibliotecas públicas municipais com acervos superiores a 10 mil volumes no Sul do país (36%), o que corresponde à quarta melhor média brasileira.

Esse é um dos dados revelados pelo 1º Censo Nacional de Bibliotecas Públicas Municipais, que será apresentado hoje em Brasília pelo Ministério da Cultura. Na ocasião, o MinC anunciará investimentos.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 30/04/2010

Regras sobre guarda de log geram polêmica no debate sobre o marco civil da internet

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI) promoveu nesta terça-feira (27) um debate sobre o marco civil da internet, que está sendo elaborado pelo Ministério da Justiça. A audiência, realizada em Brasília (DF), foi marcada pela polêmica que envolve, principalmente, a guarda pelos provedores de logs de acesso dos usuários e a regra para solução de controvérsias em relação aos conteúdos publicados na web.

O presidente da comissão, deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), defendeu o estabelecimento de regras claras sobre a responsabilidade do conteúdo publicado na rede. "Esse é um texto inicial, e vamos debater as propostas na comissão e no plenário", disse Oliveira sobre a proposta que deve chegar ao Congresso Nacional no mês de junho. O texto, que ficará em consulta pública até o dia 23 de maio, já recebeu mais de 500 sugestões e/ou comentários.

O secretário-substituto de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula, destacou que a existência de um marco regulatório civil para a internet tem como objetivo disciplinar o uso da rede a partir dos direitos e responsabilidades dos diversos agentes, garantindo segurança jurídica e evitando decisões contraditórias do Poder Judiciário. Segundo ele, o texto em discussão garante ainda privacidade e ao mesmo tempo liberdade de expressão e informação.

Já o professor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Lemos, que auxilia o Ministério da Justiça na elaboração do anteprojeto de lei que vai estabelecer o marco regulatório civil da internet, destacou que a ausência de regras específicas para a internet gera uma imprevisibilidade jurídica, e a tendência é a criminalização. Ele defendeu que a regulamentação civil seja feita antes da criminal, prevista no PL 84/99.(Com informações da CCTCI)

Fonte: Gestão C&T N° 927
Data: 30/04/2010

Site pretende amenizar o impacto da diabetes na adolescência


Danielle Kiffer

O site, voltado para adolescentes e escolas, contém informações completas sobre diabetes.

A adolescência é reconhecida como uma fase difícil da vida. Nesse período, qualquer doença que requeira cuidados constantes, pode significar algo devastador. Pensando nessas circunstâncias, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) desenvolveu o site www.diabetesnasescolas.org.br para auxiliar jovens e escolas. O projeto é coordenado pela médica Marilia de Brito Gomes, professora e endocrinologista do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). "O adolescente tem mais dificuldade em aceitar a doença e, por conseguinte, tem mais resistência a aderir ao tratamento. Com o site, pretendemos não apenas informar esses jovens, mas também ajudar pais, professores e responsáveis a se prepararem melhor para lidar com a doença", explica a pesquisadora.

Até 2025, o Brasil deve ocupar o quarto lugar no ranking mundial de maiores de 18 anos com diabetes. Hoje, 7,3 milhões de brasileiros adultos convivem com a doença, mas esse número vem crescendo a uma média de cerca de 650 mil novos casos por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Números preocupantes, principalmente quando se sabe que, segundo pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) 64% dos adolescentes obesos, entre 15 e 19 anos, já apresentam pré-diabetes do tipo 2 – a que está associada ao excesso de peso e tem se tornado uma ameaça cada vez mais precoce à saúde de jovens e de adolescentes.

Diante de números tão preocupantes, a ideia do site foi mais do que oportuna. A página, toda ilustrada com desenhos, foi criada porque, durante os últimos anos, a professora vinha observando como era difícil a rotina de adolescentes diabéticos na escola. "Percebi que um dos problemas era a falta de informação específica em relação à doença para esses jovens. Com a página na internet, pretendemos mostrar que, com acompanhamento, precauções e alimentação correta, o jovem diabético pode levar uma vida normal."

Diabetesnasescolas.org.br procura informar tudo sobre a doença: os tipos de diabetes existentes, suas características, os principais cuidados com a alimentação, como fazer a monitorização da glicemia e até a receita do kit de hipoglicemia para casos de emergência. "Mostramos também como devem se portar pais ou responsáveis e professores desses adolescentes, em um passeio escolar ou em uma festa. Nesses casos, é aconselhável que os pais ou responsáveis adequem as refeições do jovem diabético em casa, para que depois ele possa desfrutar do lazer sem maiores preocupações", explica. A página também traz, disponível para download, uma cartilha ilustrada com as principais informações acerca do diabetes.

Navegando pelo site, o jovem pode conferir alguns dos sintomas da doença, enquanto pais e professores vêem as dicas apresentadas. Entre elas, a que sugere aos professores que, considerando que muitas crianças se sentem envergonhadas pelo fato de ter diabetes, encorajarem-nas a conversar com os colegas sobre o assunto, respeitando-lhes a privacidade, caso elas se neguem. Ou a de simplesmente autorizar o aluno diabético a sair da sala da aula para ir ao banheiro, beber água ou ingerir algum alimento, mesmo fora dos intervalos. Pequenas ações como essas ajudam a amenizar os sintomas da doença. Além disso, como qualquer mudança de comportamento da criança ou adolescente pode indicar uma mudança de glicemia, o site orienta pais e professores a medir a glicemia quando isso acontecer.

O que é diabetes

A primeira descrição documentada dos sintomas do diabetes encontrada até hoje está no papiro egípcio de Ebers, datado de 1.552 a.C. Trata-se de uma doença metabólica, caracterizada pela redução da secreção do hormônio insulina pelo pâncreas. Os tipos mais comuns são o diabetes tipo 1 (ou insulinodependente), e o tipo 2. A doença faz com que a membrana celular se torne menos permeável à glicose. Sem ser absorvida pelas células, a glicose se acumula no sangue (hiperglicemia). O organismo também se torna menos sensível à ação da insulina. O excesso de glicose é eliminado pela urina, fazendo com que o diabético urine muito, eliminando também muita água nesse processo, e consequentemente desidratando-se. Com isso, ele também sente mais sede e bebe mais água. Outros sintomas indicam a doença, como perda de peso, fadiga, fraqueza, maior suscetibilidade a infecções e visão turva. Muitas vezes, no entanto, a doença se instala sem apresentar sintomas, o que leva um grande número de portadores a desconhecer que apresentam a doença. Acreditando que estão bem, nem chegam a procurar um médico ou a submeter-se a qualquer tratamento. Como alertam os especialistas, trata-se de uma epidemia silenciosa. Sem tratamento adequado, o diabetes pode levar a várias outros problemas, como insuficiência renal, lesões de difícil cicatrização, problemas visuais e até cegueira, infarto e derrame cerebral.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 250 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes e a projeção para 2030 é que esse número venha a dobrar. A enfermidade é responsável por cerca de 5% das mortes anuais do mundo. No Brasil, segundo a SBD, pelo menos 10 milhões de pessoas têm a doença, o que equivale a 5,9% da população. Segundo os especialistas, um dos fatores que mais vêm contribuindo para o crescimento do número de casos é o consumo de fast-food, símbolo do estilo de vida contemporâneo das nações mais ricas, mas que tem se espalhado pelas demais regiões do planeta.

Fonte: Boletim da FAPERJ nº28
Data: 30/04/2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Messenger de cara nova

Recursos do programa de mensagens instântaneas do Microsoft busca integração com redes sociaisFebre da internet há anos, o Windows Live Messenger, programa de mensagens instantâneas da Microsoft, vai mudar. Mais do que só uma atualização, a versão apresentada ontem, em São Paulo, pelo presidente mundial da companhia, Steve Ballmer, é uma adoção radical do novo jeito de fazer as coisas em tecnologia: com a participação de todos.

Previsto para estar disponível até o fim do ano, pelo link downloadlive.com, o novo Messenger integra, em uma só tela, conteúdos de redes sociais como o Facebook e o MySpace, e permite usar serviços de outros sites sem sair de dentro do programa.

– Vivemos num mundo em que as pessoas têm múltiplas faces online, e o Brasil tem participação muito intensa nas redes sociais – afirmou Ballmer.

As mudanças no Messenger ilustram a adesão da Microsoft à cloud computing – tendência que coloca a maior parte dos recursos de informática disponíveis via internet e não mais por meio de programas instalados em apenas um computador. É um movimento no território de seu principal inimigo atualmente, o Google, que ainda reina em serviços online.

O Google também procura uma solução que congregue as atividades dos internautas, cada vez mais pulverizadas. Mais da metade do tempo gasto online é dividida entre mensagens instantâneas, e-mail, buscas e compras – o resto, em sites de conteúdo. Juntar isso tudo em um só programa tem valor maior para anunciantes.

– Não temos medo de lançar produtos totalmente novos, que não foram testados. Também não nos furtamos de melhorar o que deu certo – disse Ballmer, ao ser questionado se a Microsoft não estaria marcando passo ao apenas atualizar um programa que já existe em vez de tentar ideias novas.

O Windows Live Messenger em números:
- O programa é utilizado por 320 milhões de pessoas no planeta, que trocam cerca de 10 bilhões de mensagens instantâneas por dia.
- O Brasil tem a maior base de usuários: 46 milhões, superando inclusive os Estados Unidos.
- Cerca de 25% dos minutos gastos na internet no país, segundo a Microsoft, são passados no Messenge.

Fonte: ZHOnline
Data: 29/04/2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Visualização do Google Earth agora no Google Mapas

Nova ferramenta “Earth View” busca a união entre os dois aplicativos populares da empresa.

Por Nátaly Dauer

Para usuários que possuem instalado o Google Earth em seus computadores, a nova ferramenta agora integra o Google Mapas com a visualização 3D em alta resolução de terrenos, prédios e construções, tornando o aplicativo Maps tão atraente quanto o Earth.

Nova funcionalidade da Google também está disponível para o Maps Brasil.
De início, a Google criou imagens 3D de 36 locais da Terra, como a Torre de Pisa, Taj Mahal, Titanic e Cataratas de Niágara.

O site Cnet ressalta a diferença entre as imagens que hoje existem com a opção “Satélite” no Google Mapas e o Earth View. Segundo o site, as imagens disponíveis até hoje são representações em duas dimensões do terreno ao passo que a nova ferramenta proporciona a visualização tridimensional de construções, montanhas e outras feições de interesse.

É possível ver vídeos da utilização do 3D pelo site Mashable, que pode ser acessado pela URL encurtada http://tiny.cc/3an8b.

Fonte: Geek
Data: 27/04/2010

Pesquisadores usam BitTorrent para compartilhar dados científicos

Serviço usa mesma tecnologia utilizada em sites de pirataria. Objetivo é facilitar troca de grandes arquivos especializados

Pesquisadores da Universidade da Califórnia Davis criaram um site baseado no protocolo BitTorrent dedicado à Ciência. O BioTorrents é um "serviço de compartilhamento de arquivos de dados científicos", criado com o objetivo de permitir que pesquisadores compartilhem grandes quantidades de dados - de forma mais rápida e confiável.

Com isso, é possível que os cientistas compartilhem rapidamente os seus resultados, conjuntos de dados e software necessários para o desenvolvimento de pesquisas científicas. O sistema utiliza tecnologia conhecida como "peer-to-peer" (P2P), ou "ponto a ponto", a mesma usada por piratas para troca de arquivos de filmes e música ilegamente na internet.

"A transferência de dados científicos surgiu como um grande desafio, à medida que o continua a crescer tamanho de conjuntos de dados e aumenta a procura por compartilhamento com acesso livre. Os métodos atuais para transferência de arquivos não se adaptam bem a grandes arquivos, podendo levar muito tempo", dizem os criadores do site.

"Nós apresentamos o BioTorrents, um site que permite o compartilhamento de acesso público a dados científicos e usa a popular tecnologia de compartilhamento peer-to-peer BitTorrent. O BioTorrents permite que arquivos sejam transferidos rapidamente devido ao compartilhamento de banda entre múltiplas instituições e prevê transferências de arquivos mais confiáveis, devido à checagem de erro da tecnologia de compartilhamento de arquivo", explica o site.

"Esta forma de publicação de dados permite o acesso livre e rápido à informação que poderia acelerar a ciência, especialmente em eventos temporais, tais como os recentes surtos de gripe H1N1 ou síndrome respiratória aguda grave (SARS)", dizem os cientistas. "Não importa em qual circunstância, BioTorrents fornece um recurso útil para promover o compartilhamento público de informação científica".
(G1, 27/4)

Fonte: JC e-mail 3998
Data: 28/04/2010

Dez bibliotecas universitárias digitais

Desde sus orígenes las bibliotecas han actuado como centros de conservación, preservación y custodia de los escritos más valiosos de la humanidad. En el siglo XXI, la aplicación de las nuevas tecnologías de la información al ámbito las bibliotecas, archivos, centros de documentación ha dado lugar al nacimiento y expansión de las llamadas bibliotecas digitales.

Según la Digital Library Federation, las bibliotecas digitales son “organizaciones que proporcionan los recursos, para ello cuentan con el personal especializado, para seleccionar, estructurar, ofrecer el acceso, interpretar, distribuir, preservar la integridad y asegurar la preservación de las colecciones digitales de manera que estén disponibles de forma fácil y económica para el uso de una comunidad definida o un conjunto de comunidades”.

En UniversiaG10 hemos seleccionado 10 bibliotecas digitales, la mayoría ligadas a universidades, que merece la pena visitar.

1. Biblioteca Dioscórides, creada por la Biblioteca de la Universidad Complutense de Madrid, cuyo principal objetivo es ofrecer acceso público a un fondo bibliográfico histórico, de gran valor para la historia de la ciencia y de las humanidades.

2. Biblioteca virtual Miguel de Cervantes, iniciativa conjunta de la Universidad de Alicante y del Banco Santander Central Hispano que intenta promover la suma de esfuerzos y proyectos de otras universidades, instituciones y empresas españolas, latinoamericanas o de cualquier otro lugar del planeta interesadas por el conocimiento, estudio y difusión de la lengua española.

3. Biblioteca digital del Campus tecnológico de Monterrey, en México.

4. Biblioteca de la Universidad Federal do Rio grande Do Sul.

5. Biblioteca Digital del Instituto Latinoamericano de la Comunicación Educativa, creada en 1998, perteneciente al Instituto Latinoamericano de la Comunicación Educativa (ILCE).

6. Biblioteca histórica de Santa Cruz, de la Universidad de Valladolid.

7. Biblioteca Virtual de Salud en Salud Pública, BVS-SP, de Brasil.

8. Biblioteca digital de Fondo Antiguo, de la Universidad de Zaragoza.

9. Proyecto Gutenberg, desarrollado por Michael Hart en 1971 con el fin de crear una biblioteca de libros electrónicos gratuitos. Los textos que se proporcionan son principalmente de dominio público, bien porque nunca tuvieron derechos de autor o bien porque si los tuvieron, ya han expirado.

10. Biblioteca digital mundial, que permite acceder a los fondos de las grandes bibliotecas internacionales en varios idiomas.

¿Nos recomiendas alguna más?

Fonte: Universiag10
Data: 23/04/2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Marco Civil da Internet: muitos avanços e uma ameaça

Por Lia Ribeiro

Na contramão das recentes legislações aprovadas na França (Lei Hadopi) e na Inglaterra (Digital Economy Act), que têm como o objetivo única e exclusivamente apertar o cerco sobre a comercialização e, principalmente, sobre a simples troca na internet de conteúdos protegidos por direito autoral, o Marco Civil da Internet brasileiro, submetido à segunda consulta pública, estabelece os direitos dos cidadãos brasileiros na internet. Seus princípios são os mesmos estabelecidos nos Princípios para Governança e Uso da Internet o Brasil, definidos pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) no ano passado. Garantem a liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento; a proteção à privacidade e aos dados pessoais, na forma da lei; a preservação da neutralidade da rede, de sua estabilidade e segurança e de sua natureza participativa.

Seus objetivos, também inspirados no decálogo do CGI.br, procuram estabelecer um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais, buscando garantir a todos os cidadãos o acesso à internet e o acesso à informações, ao conhecimento e à participação cultural. Por outro lado, o marco se propõe a fortalecer a livre iniciativa e a livre concorrência, a promover a inovação e a padronização, a acessibilidade e a interoperabilidade, a partir de padrões abertos.

Outro ponto muito importante e positivo do Marco Civil, que recebeu 822 contribuições em forma de comentários na primeira consulta pública, no final do ano passado, é a forma como propõe regular os direitos e deveres relativos aos vários dados gerados pelo usuário quando navega. “Essa é uma tarefa crucial, uma vez em que há interesses conflitantes e legítimos envolvidos. De um lado, o interesse de privacidade dos usuários, assegurado pela Constituição Federal. E de outro, o interesse de estabelecer condições para a investigação de delitos. Além disso, é importante lembrar que são informações que, inevitavelmente, são geradas pela navegação do usuário, e acabam armazenadas de uma forma ou de outra durante determinado tempo”, observa Pedro Augusto, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Os registros relativos à conexão (data e hora do início e término, duração e endereço IP vinculado ao terminal para recebimento dos pacotes) terão que ser armazenados por seis meses pelo provedor de acesso à internet, que estará proibido de fiscalizar os pacotes que trafegam na sua rede. Em relação ao registro de acesso aos serviços de internet (e-mails, blogs, perfil nas redes sociais etc.), o provedor não tem obrigação de armazenar os dados. Mas, se o fizer, terá que informar o usuário, discriminando o tempo de armazenamento. Quanto aos dados cadastrais (informações pessoais que o usuário fornece ao provedor do serviço quando se cadastra em um portal ou faz uma compra, por exemplo) são informações protegidas que, assim como os registros relativos à conexão, só podem ser reveladas mediante autorização judicial. Também os dados relativos à comunicação eletrônica – os conteúdos trafegados pelos usuários – são protegidos, pois a inviolabilidade e o sigilo das comunicações pessoais estão garantidos na Constituição.

Com essa política de tratamento dos dados, o Marco Civil reforça o princípio constitucional do anonimato. E, quando transformado em lei, impedirá situações como as que ocorrem hoje quando, por falta de uma legislação relativa à internet, o usuário é “revelado” por mera requisição administrativa, sem uma ordem judicial. Além disso, essa política, diz Guilherme Almeida, chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, impede que um provedor de acesso e um provedor de serviços cruzem os dados do usuário: “São duas pontas. O provedor, que atribui um endereço IP ao usuário, sabe qual é o endereço mas não sabe quem é esta pessoa. Quem tem as informações sobre o internauta e o que ele acessa são os provedores de serviços.”

Apesar dos muitos avanços contemplados pelo Marco Civil, ele tem um dispositivo que vem gerando muita polêmica. Esse mecanismo permite que qualquer pessoa que se sentir prejudicada em seus direitos (aqui entendidos no sentido mais amplo, da honra pessoal ao direito autoral sobre uma obra) entre em contato com o provedor e peça retirada do ar do conteúdo gerador do conflito. Se o provedor não atender à solicitação, será responsabilizado. Se atender e notificar o responsável pela sua postagem e este decidir republicá-lo, ficará livre da corresponsabilidade. Ela será exclusivamente do internauta.

Com esse mecanismo, o Ministério da Justiça pretende, segundo Almeida, inibir batalhas judiciais e democratizar a solução de conflitos, já que hoje só quem pode pagar um advogado, normalmente o poder econômico, recorre à Justiça quando tem seus direitos prejudicados na internet. Acontece que esse mecanismo abre precedentes perigosos. Pode cercear o acesso a informações legítimas, como apontam entidades empresariais e profissionais ligadas ao jornalismo, que temem censura dos noticiários online. E pode acima de tudo iniciar uma caça, pela indústria cultural – especialmente gravadoras e livrarias --, aos internautas que fazem download, mesmo que para consumo próprio e doméstico, de conteúdos protegidos por direito autoral, e às redes P2P de troca de arquivos. Como bastará uma notificação ao provedor, mesmo que os argumentos tenham pouca consistência, o risco de arbitrariedades é muito grande. Por isso é importante que a suspensão de conteúdos publicados na internet só possa ser executada por ordem judicial e não por medida administrativa.

Os objetivos da proposta brasileira são bem diversos daqueles da lei francesa, mas mesmo as autoridades daquele país recuaram da decisão de determinar a retirada de conteúdo do ar apenas mediante medida administrativa. Só que o alvo da Lei Hadopi é única e exclusivamente a proteção do direito autoral, especialmente da indústria cultural.

Abrir essa brecha à censura na internet é um risco ainda maior num momento em que cresce o cerco à liberdade na rede. No dia 21 de abril, o grupo de 16 países (do qual o Brasil não faz parte) que compõe o Acta (sigla em inglês de Anti-Counterfeiting Trade Agreement), um acordo que vem sendo negociado fora do âmbito da Organização Mundial de Propriedade Intelectual da ONU, divulgou sua proposta, após muita pressão de entidades mundiais de defesa da liberdade na internet. Embora trate do combate à pirataria em geral, ele inlcui os bens imateriais ao lado das mercadorias, e dedica um capítulo de suas 39 páginas à internet. Menos incisiva do que a minuta que vazou anteriormente, a proposta estimula que os provedores adotem políticas preventivas em relação a conteúdos protegidos por direitos autorais; propõe aos países membros desenvolverem políticas de aproximação entre provedores e portadores de direitos autorais para que aqueles possam lidar adequadamente com patentes, marcas e copyright; e sugere que adotem proteção legal às medidas tecnológicas (dispositivos de proteção) adotadas pelos detentores de direitos autorais para impedir o acesso não autorizado a seus trabalhos. Essas são apenas algumas das diretrizes pretendidas pelo Acta, que reúne, entre seus membros, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Japão, entre outros.

Diante das legislações nacionais coercitivas, como as recentes leis aprovadas na França e Inglaterra, e das medidas de controle que propõem os membros do Acta, negociado em sigilo desde 2007, não convém o Marco Civil deixar uma porta aberta à suspensão de conteúdos publicados na internet apenas com base em medidas administrativas. Os possíveis prejuízos à liberdade na rede poderão ser bem maiores do que vantagens de minimizar as demandas judiciais.

Fonte: TeleSíntese
Data: 27/04/2010

Direitos autorais e acesso ao conhecimento

artigo de Guilherme Carboni, Pablo Ortellado e Carolina Rossini
"O projeto de reforma da lei de direitos autorais, apesar de modernizador, fica a dever ao onerar a cópia de livros nas universidades"

Guilherme Carboni é advogado e professor universitário; Pablo Ortellado é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, onde coordena o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação; Carolina Rossini é "fellow" no Berkman Center for Internet and Society (centro Berkman para internet e sociedade) da Universidade Harvard e coordenadora do projeto Recursos Educacionais no Brasil: Desafios e Perspectivas. Artigo publicado na "Folha de SP":

O Ministério da Cultura vem, ao longo dos últimos quatro anos, promovendo com a sociedade amplo debate sobre a reforma da lei de direitos autorais (lei nº 9.610/ 98).

Esse debate, que incluiu a realização de seminários temáticos, reuniões setoriais e que, em breve, passará por ampla consulta pública, deve ser saudado como a mais participativa reforma de uma lei de direito autoral de que se tem notícia.

As propostas de alteração da atual lei são muitas, mas aqui destacamos as que visam um melhor balanceamento entre o interesse privado dos titulares de direitos autorais e o interesse público pelo livre acesso ao conhecimento.

O projeto de reforma da lei, divulgado parcialmente em um dos debates promovidos pelo Ministério da Cultura, diz claramente que "a proteção dos direitos autorais deve ser aplicada em harmonia com os princípios e normas relativos à livre iniciativa, à defesa da concorrência e à defesa do consumidor".

Além disso, regula expressamente a sua função social, ao dizer que a lei terá que atender "às finalidades de estimular a criação artística e a diversidade cultural e garantir a liberdade de expressão e o acesso à cultura, à educação, à informação e ao conhecimento, harmonizando-se os interesses dos titulares de direitos autorais e os da sociedade".

O objetivo visto acima pressupõe alargamento das atuais limitações e exceções aos direitos autorais - hipóteses em que as obras protegidas podem ser livremente usadas, sem necessidade de autorização prévia ou pagamento aos titulares de direitos.

Na atual lei, essas hipóteses são restritivas, com a proibição, por exemplo, da "cópia privada", da mudança de suporte e da cópia feita para fins de preservação do patrimônio cultural.

A cópia privada é aquela feita em um único exemplar, sem fins lucrativos, para uso do próprio copista, e é um recurso que permite, por exemplo, que alguém copie um CD legitimamente adquirido para escutar no carro, sem risco de estragar o original.

Além de autorizar a cópia privada, o projeto de lei autoriza também a livre cópia quando há mudança de suporte - ou seja, quando o dono do CD copia suas músicas para um iPod. Por fim, o projeto permite ainda que qualquer obra possa ser copiada para fins de preservação do patrimônio cultural.

Embora todas essas possibilidades sejam de bom senso, hoje não são permitidas pela lei atual. Por esse motivo, em recente comparação entre 16 países, a lei brasileira foi considerada a quarta pior no que diz respeito ao acesso ao conhecimento.

Apesar de o projeto modernizar a nossa lei, buscando torná-la compatível com o mundo digital, ele fica a dever em pelo menos dois pontos: ao onerar a fotocópia de livros nas universidades e ao não reduzir o prazo de proteção dos direitos autorais.

Embora no projeto de lei a cópia feita pelo copista sem fins lucrativos seja livre e sem ônus financeiro, a cópia de livros passa a ser onerada.

Isso não apenas cria distorção injustificada entre a cópia de livros e a cópia de CDs ou fotos como onera desnecessariamente o estudante brasileiro que faz uso de fotocópias simplesmente porque não tem os meios econômicos para adquirir livros ou então porque alguns livros estão esgotados no mercado.

O projeto também não reduz o prazo de proteção dos direitos autorais. A reprodução das obras permanece, assim, monopólio dos detentores de direitos por 70 anos após a morte do autor (embora o direito internacional só obrigue a 50 anos após a morte).

Estamos vivendo uma oportunidade única para reverter essa situação da atual legislação de direitos autorais, que cria barreiras ao acesso ao conhecimento e ao desenvolvimento nacional. (Folha de SP, 27/4)

Fonte: JC e-mail 3997
Data: 27/04/2010

Novas mídias como ferramenta de veiculação científica

Bernardo Esteves, editor da Ciência Hoje On-line, fala sobre novas tendências de revistas de divulgação científica em seminário da Capes.

Youtube, twitter e wikipedia são ferramentas cada vez mais usadas nas publicações de divulgação científica e ajudam o leitor a compreender melhor o mundo da ciência. Esta é a opinião de Bernardo Esteves, editor executivo da revista Ciência Hoje On-line, presente ao seminário "A Capes e os Novos Paradigmas da Comunicação Científica".

Em palestra feita na segunda-feira (26/4), Esteves abordou as novas mídias como as redes sociais e destacou a evolução de cada uma delas, assim como o aumento de redes que se dedicam à divulgação de assuntos ligados à ciência e tecnologia.

Entre as mídias, foram citadas as de vídeo, como Youtube, pelo qual a revista Ciência Hoje on-line tem divulgado vídeos em complemento às suas matérias. Um vídeo apresentado pelo editor mostra como as ferramentas áudio visuais podem contribuir para a divulgação da C&T. O vídeo abaixo foi apresentado por Esteves como exemplo da mídia utilizada como forma de complementar uma matéria da revista CH on-line.



O editor falou ainda do Twitter e como a ferramenta tem sido usada por cientistas e instituições para divulgação de ações e também como um elemento de comunicação com o público leigo. Entre os usuários voltados à comunidade científica o editor citou o da Casa da Ciência, do cientista Gilberto Câmara, da revista Ciência Hoje e o da Capes.

Bernardo Esteves falou ainda da popularidade da Wikipédia e a importância de os cientistas passarem a alimentá-la para que os usuários passem a ter conteúdos de mais qualidade e com boas referências.

A ferramenta possui reconhecidamente grande volume de acesso, principalmente por adolescentes e jovens, mas por ter a característica de ser alimentada por quem se dispõe a fazê-la, muitas informações ali colocadas não são confiáveis. "Gosto de repetir uma frase 'a Wikipédia é um ótimo local para se começar uma pesquisa, mas nunca para terminá-la'. Depende do perfil e do conhecimento do usuário para que ela seja utilizada com cautela." (Assessoria de Imprensa da Capes)

Fonte:JC e-mail 3997
Data: 27/04/2010

Biblioteconomia é o tema do programa de TV "Globo Universidade"

O programa *Globo Universidade* a ser exibido no próximo sábado terá como tema a Biblioteconomia.
Data: 01 de maio
Hora: 07:15 horas da manhã
Canal: Rede Globo

Fonte: Kátia Midori Hiwatashi - Bibliotecária da Embrapa Uva e Vinho por e-mail.
Data: 27/04/2010

Academia passa a utilizar redes sociais da internet para pesquisa

Cientistas utilizam sites de relacionamento e ferramentas virtuais para realizar seus trabalhos de campo, relacionarem-se com fins de estudo e divulgar suas publicações para além das paredes universitárias

Entre as vantagens dessa prática, segundo pesquisadores consultados pelo Jornal da Ciência, estão a rapidez na troca de dados de pesquisa, a possibilidade de integrar mais pessoas a um determinado estudo e o aumento de informações abertas sobre pesquisas em andamento.

"Não são poucos os grupos de pesquisa que utilizam a internet como plataforma de interação e troca de informação, mobilização, escrita de artigos científicos etc", garante Raquel Recuero, professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), no Rio de Grande do Sul, e autora do livro Redes Sociais na Internet.

Para Raquel, as redes têm muitas outras funções. "Os sites de rede social proporcionam maior contato com pesquisadores que focam o mesmo objeto, que comungam de aportes teóricos semelhantes, e melhor difusão de artigos, periódicos e revistas científicas", enfatiza.

Para a pesquisadora Maria Beatriz Bonacelli, chefe do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as redes de relacionamento podem ter ainda outras aplicações. "Elas podem auxiliar na localização de pesquisadores para a formação de grupos, bem como 'vitrines' específicas de profissionais de ciência e tecnologia, como o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e a Plataforma Lattes", analisa.

Negócio

De olho nesses potenciais, empresas e pesquisadores já constroem sites voltados exclusivamente para cientistas. Entre eles está o Mendeley (www.mendeley.com), que se intitula "o ITunes para artigos de pesquisa". O ITunes é a plataforma de venda eletrônica de música da Apple, empresa inventora do Ipod, o mais famoso tocador de música do mercado.

O Mendeley, de acordo com seu diretor e fundador, Jan Reichelt, quer funcionar da mesma forma, porém, voltado para a pesquisa científica. "Fornecemos não só uma plataforma de trabalho para pesquisa, como as ferramentas para ação colaborativa, entre elas o compartilhamento de anotações, listas bibliográficas e meios de correspondência entre as partes", afirma.

O site ainda oferece ferramentas de geração de citações, organização de listas de artigos e integração com programas de produção de texto, como o Word, a fim de facilitar a tarefa de indexação de títulos e autores.

"O aspecto social dos dados também aumenta a transparência na ciência, pois mostramos métricas baseadas no impacto do uso, como número de leitores, localização dos acessos e, em breve, tempo de leitura de cada artigo, o que provê contatos e conteúdos aos pesquisadores que não teriam essa possibilidade antes", diz Reichelt.

Segundo dados da empresa, a rede acadêmica eletrônica abriga mais de 18 milhões de documentos, compartilhados por 250 mil pesquisadores, envolvidos em 21 mil grupos de pesquisa abrigados em sete mil instituições. Os brasileiros são 20 mil, nas contas de Ricardo Vidal, gerente de conteúdo em português do site britânico. "A comunidade brasileira está em quarto lugar no ranking, atrás apenas de EUA, Reino Unido e Alemanha", diz.

Brasil

Outra rede social na internet que tem chamado atenção é a brasileira Follow Science (www.followscience.com). Criado pelo programador Cleyverson Costa durante seu mestrado em Ciências da Computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o site publica informações sobre chamada de revistas e congressos científicos.

A alimentação da página é feita pelos próprios usuários, que também podem publicar artigos que considerem interessantes e acompanhar, gratuitamente, notícias sobre o mundo acadêmico.

"Durante meu mestrado, senti falta de um veículo que publicasse chamadas de artigos e aberturas de inscrições para congressos", relembra o pernambucano. "Conhecia outras redes sociais e decidi fazer algo parecido, porém voltado para o mundo da ciência." A inspiração veio da rede de notícias Digg (www.digg.com), também alimentada pelos usuários, que linkam suas notícias favoritas na página e, a partir daí, as comentam com outros internautas.

No ar desde outubro de 2009, a rede brasileira conta com cerca de mil visitas únicas por dia, sendo a maior parte dos acessos oriunda do Brasil, seguido por EUA e Portugal.

Consciente de seu potencial internacional, o Follow Science já possui versão em espanhol e inglês. "O legal é que ele permite centralizar informações ao mesmo tempo em que fomenta a colaboração entre estudantes e pesquisadores", analisa Costa, também mantenedor do site.

No campo

As redes sociais têm gerado benefícios para diversos pesquisadores não só por permitirem interação entre cientistas e facilitar seu trabalho, mas também por facilitar sua comunicação com pessoas envolvidas na pesquisa que não fazem parte da academia.

No Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Toxicologia (INCTTox), que envolve diversas instituições de pesquisa, a participação dos estudiosos se dá de forma colaborativa e as redes sociais ajudam no trabalho de campo.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, integrante do INCT, por exemplo, costumam se comunicar pelo site de relacionamentos Orkut com moradores de Belterra, município paraense onde realizam algumas de suas pesquisas.

"O projeto de pesquisa voltado para a História da Saúde em Belterra vem acompanhando a restauração do Centro de Documentação e Memória do município, o que é facilitado pela inserção de imagens e comentários por representantes locais", conta Djana Contier, pesquisadora do Núcleo de Comunicação do INCT.

"As redes sociais podem contribuir muito na comunicação entre os cientistas e os não cientistas. É importante que pesquisadores tenham em mente que muitas vezes esta situação os coloca em um mesmo patamar com o público em geral no que se refere à troca de informações", recorda. "Essa troca pode ser entendida como um desafio para a comunidade científica - que deve entender sua importância e saber tirar proveito desta união."

O instituto ainda busca interagir com o público em geral por meio do site Ciência em Rede (www.cienciaemrede.com.br). A página veicula informações sobre a pesquisa e as instituições participantes nos estudos em forma de blog. Também estimula a participação de visitantes e o envio de perguntas.

Perigos

Apesar do otimismo de usuários desse tipo de ferramentas e muitas pesquisas apontarem diversos benefícios, há que se fazer algumas ressalvas ao uso indiscriminado da internet no mundo acadêmico. Da mesma forma que as demais redes sociais da internet, os sites de relacionamento inseridos no conceito de web 2.0, aquele no qual a participação dos usuários é de extrema importância para o funcionamento da plataforma, suscitam medos.

No mundo acadêmico, há quem tema perder controle comercial sobre suas publicações ou facilitar plágios. Ou seja, ser vítima de fraudes. Afinal, como lembra Raquel Recuero, as redes sociais da internet são reflexo do que acontece no mundo offline.

"Onde há maior acessibilidade de informações, há maior risco de essas informações serem utilizadas de forma desviante", endossa. "Mas não podemos condenar a acessibilidade das informações científicas por conta de plágios e outras práticas que já aconteciam anteriormente. A rede também facilita a identificação do plágio. O que temos a ganhar, como cientistas, é muito maior do que os riscos que corremos com a disponibilização dos trabalhos na internet."

O diretor do Mendeley, por sua vez, garante que não existe a possibilidade de vender informações publicadas pelos autores ou mesmo dados pessoais de quem participa da rede.

Segundo Reichelt, o site se financia por meio de cobrança a acesso privilegiado a determinadas informações, como dados agregados, e pela veiculação de publicidade direcionada aos usuários, de acordo com sua navegação.

O diretor garante que a intenção da empresa, assim como de outras que atuam no segmento, é abrir essas informações aos próprios usuários para que eles possam construir aplicativos que tornem a comunidade do site mais interessante. "Os brasileiros, por serem bastante inovadores, podem se beneficiar disso", lembra.
(Marcelo Medeiros, do Jornal da Ciência)

Nota da redação: Esta matéria foi publicada na edição 664 do "Jornal da Ciência", que tem conteúdo exclusivo. Informações sobre como assinar a edição impressa pelo fone (21) 2295-5284 ou e-mail jciencia@jornaldaciencia.org.br

Fonte: JC e-mail 3996
Data:26/04/2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Rodoviária ganha biblioteca no embarque.

A Prefeitura lança hoje mais um programa de incentivo à leitura, o Passagens Literárias. Todas as sextas-feiras à noite, passageiros que aguardam embarque na Rodoviária de Curitiba poderão emprestar livros de todos os gêneros, para todas as idades. A minibiblioteca é uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Fundação Cultural e da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), a Fundação Sidônio Muralha e Ministério da Cultura.

Na sexta-feira passada o prefeito Luciano Ducci lançou o programa Curitiba Lê e inaugurou a primeira Estação da Leitura da cidade, no Terminal Pinheirinho, e mais uma Casa da Leitura. “O acesso dos curitibanos à cultura, em todos bairros de Curitiba, é uma das grandes prioridades da Prefeitura”, disse Luciano Ducci.


O programa Passagens Literárias em Curitiba é uma iniciativa inédita no país, por ser a primeira vez que a minibiblioteca percorrerá um terminal rodoviário. “O programa incentiva pessoas de todas as idades e níveis de escolaridade a descobrir mundos novos através da leitura, enquanto esperam no saguão de embarque”, diz Rubico Camargo, diretor de Desenvolvimento da Urbs.
A minibiblioteca ficará na sala de espera central de cada bloco da Rodoferroviária. O empréstimo de livros será feito com ajuda de três monitoras todas as sextas-feiras, das 19 horas às 20h30 no bloco interestadual e das 20h30 às 22 horas, no bloco estadual.


O Programa Ponto de Cultura - Passagens Literárias foi idealizado em julho de 2008, com o objetivo de aplicar um projeto de literatura com a comunidade local. No terminal rodoviário de Curitiba, a proposta é incentivar a leitura durante o tempo ocioso de passageiros que esperam para embarcar, e também das pessoas que aguardam a chegada de ônibus.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=142264&t=rodoviaria-ganha-biblioteca-no-embarque



10 coisas que foram eliminadas ou arruinadas, pela Internet (e 5 que escaparam)


Para alguns, a internet é “matadora” – literalmente. Dos jornais e páginas amarelas à privacidade e contato pessoal, a rede já foi acusada de assassinar, eviscerar, arruinar e obliterar mais coisas do que o Incrível Hulk. Algumas acusações são mais verdadeiras que outras, mas a rede com certeza já fez um bom número de vítimas.

A seguir, dez coisas que foram praticamente extintas por ela, e cinco que ainda sobrevivem

1. Confiança nas enciclopédias

Quando eu era um garoto, se algo estava na Enciclopédia Britânica era verdade. Agora – graças à Wikipedia – ter “conhecimento enciclopédico” sobre determinado tópico não é tão impressionante quando você leva em conta que há boa chance de que o que você pensa que sabe foi inventado por um moleque de 12 anos. Depois que um estudo elaborado em 2005 pela revista britânica Nature mostrou que a Wikipedia e a Britânica são igualmente imprecisas, a fé nas enciclopédias despencou. A Britânica atacou o estudo, dizendo que sua metodologia tinha “falhas mortais”, mas era tarde demais.

Também morreu: a confiança em estudos sobre as enciclopédias.

2. Discussões na mesa de bar

Antigamente era possível matar muitas horas, e ainda mais neurônios, tomando cerveja e discutindo sobre trivia obscura. Quem foi o melhor jogador, Maradona ou Pelé? Em uma disputa mano-a-mano, quem ganharia: Robinho ou Garrincha? Agora, sempre que um fato é questionado, alguém puxa um smartphone e faz uma busca no Google, ou uma consulta ao Wolfram Alpha, e solta uma análise estatística completa sobre o tema. Qual a graça disso?

3. Aquela paixão do passado

Não importa qual o estado do seu relacionamento atual, sempre era possível escapar por alguns minutos sonhando com as paixões que se foram. Em sua mente, elas continuam tão irresistíveis quanto décadas atrás, quando eram o capitão do time de futebol ou a líder das jogadoras de vôlei. Mas agora todo mundo está no Facebook. E adivinha só? Se as fotos forem atuais, estas pessoas estão tão velhas, e gordas, quanto você.

A boa notícia? Talvez você não se importe. Há uma razão para o Facebook ser apontado como um dos motivos para 20% dos divórcios nos EUA no ano passado. E tenha cuidado com quem você reencontra: pesquisadores britânicos notaram um aumento significativo no número de doenças sexualmente transmissíveis entre a população inglesa graças em parte ao, dizem eles, aumento no número de encontros arranjados através de redes sociais.

4. Discussões civilizadas

A prática de “discordar respeitosamente” está praticamente morta, graças à internet. Falta de educação e ofensas evoluíram para verdadeiras formas de entretenimento, e sites inteiros são dedicados apenas a documentar as discussões mais acaloradas, conhecidas como “flame wars”. E embora seja possível encontrar alguns fóruns de discussão e comunidades que encorajam as boas maneiras e penalizam quem ofende, estas estão se tornando incrivelmente raras.

Não concorda? Então vai pros comentários que eu vou te quebrar, palhaço!

5. Ouvir um disco inteiro

Você se lembra de colocar Dark Side of the Moon no toca-discos ou Graceland no CD Player? Seus filhos não vão se lembrar. Não só a idéia de música entregue em uma mídia física parecerá totalmente ultrapassado, como todo o conceito de “álbum” (sem falar em “álbum conceitual”) passará batido por eles. Ao longo da década passada, as vendas de álbums completos nos EUA, mesmo em versões digitais, caíram 55% para chegar a apenas US$ 400 milhões em 2009, de acordo com o Nielsen Soundscan. Durante o mesmo período, as vendas de faixas individuais foram de zero para quase US$ 1.2 bilhão.

O iTunes da Apple e as redes de compartilhamento de arquivos destruíram completamente a noção de ouvir mais de uma música de determinado artista de cada vez. “Pai, como você fazia antes da Apple inventar o Shuffle? Caramba, como você é velho!”

6. Perícia

Antes da internet, se você quisesse ser considerado um perito em determinado assunto precisaria ter experiência e qualificação na área. Agora tudo o que é preciso é de um blog e uma quantidade suficiente de cara-de-pau. Por exemplo, em uma pesquisa recente conduzida pela PR Week, 52% dos blogueiros se consideravam “jornalistas”. Talvez porque se considerar um mero “digitador” não é tão impressionante.

7. A reputação da Nigéria

Houve um tempo em que a Nigéria era uma nação soberana na África cujo principal produto de exportação era o petróleo. Agora, seu principal produto parecem ser mensagens de e-mail falsas procurando otários dispostos a ajudar ex-ministros a roubar milhões de dólares. O nome do país ficou tão associado a estas mensagens que elas ficaram conhecidas como “Golpe 419″ (419 Scam), por causa da seção do código-penal nigeriano que violam.

Mas nós temos um meio para consertar a reputação nigeriana. Vamos divulgá-lo assim que alguém de lá depositar US$ 35 milhões em uma de nossas contas numeradas na Suíça.

8. Ortografia

Você pode culpar o crescimento das mensages de texto, o Windows Live Messenger ou mesmo o Twitter pela morte do bom português (e inglês, e muitos outros idiomas), embora padrões menos rigorosos de qualidade adotados por blogueiros também tenham sua parcela de culpa. Será que o último revisor a sair pode “apagah as lus”, ops, “apagar as luzes”?

9. Celebridades

Nos velhos tempos uma pessoa precisaria ser muito bonita ou talentosa para ser famosa. Agora, graças aos “reality shows”, vídeos virais e redes sociais, quão mais gorda e imbecil ela for, melhores as chances de se tornar conhecida; Por exemplo, seus últimos 17 filmes podem ter sido uma droga (Kevin Smith, estamos falando com você), mas se você tem mais de 1.6 milhões de seguidores no Twitter, quem se importa? De fato, a batalha do rotundo diretor com a American Airlines após ele ter sido retirado de um vôo por ser gordo demais com certeza foi melhor que filmes como “Cop Out”.

10. Sexo

Era algo misterioso e excitante. Para ver dois estranhos em pleno ato era preciso ir a um cinema pornô ou se tornar um voyeur. Agora a pornografia está em toda a parte, e novos vídeos de sexo com “celebridades” aparecem na rede a cada poucas semanas (felizmente, nenhum deles com o Kevin Smith). Qualquer um que tenha visto mais do que cinco minutos de “1 Night in Paris” está mais familiarizado com a anatomia da Srta. Hilton do que o ginecologista dela. Sim, sexo é cada vez mais abundante, graças à internet. Mas sabem o que ele não é mais? Sexy.

Cinco coisas que a internet não matou ou arruinou

1. Fé cega

Era de se esperar que a implosão das .com tivesse ensinado alguma coisa às pessoas. Mas estávamos errados. A fé cega nas novas tecnologias se mudou para as mídias sociais, e ultimamente anda junto com o iPad, da Apple. “Vai mudar sua vida!”. Claro….

2. A confiança na “sabedoria das multidões”

Só não sabemos ainda o porquê. Qualquer um que já tenha usado sites como o Digg, Reddit ou mesmo Google sabe que as coisas mais populares na Internet são raramente as melhores. No final das contas, as multidões não são melhores que os indivíduos. São só mais barulhentas.

3. Lojas “de verdade”

As boas e velhas lojas “de verdade” ainda estão conosco, apesar dos esforços da Amazon, Buy.com e similares.

4. Disfarces

A internet permite que as pessoas se reinventem de formas que nunca seriam possíveis no mundo real. Você pode ser um gordo de 40 anos que não consegue mais ver os dedões do próprio pé há uma década, mas seu avatar no Second Life é um garotão sarado. Com pele azul e um rabo.

5. Chuck Norris

Só Chuck Norris é poderoso o suficiente para matar Chuck Norris, e ainda assim ele se replicaria automaticamente.

Fonte:QI Referências
Data: 23/04/2010

Poesias de Vinicius de Moraes terão acesso livre

Quinze livros do poeta são digitalizados e ficam disponíveis ao público pela Internet no acervo da Biblioteca Brasiliana USP, a partir desta segunda-feira, 26 de abril

A Biblioteca Brasiliana USP diponibiliza a partir das 11h, desta segunda-feira, 26 de abril, o acervo completo de poemas de Vinicius de Moraes para leitura e acesso livre pela Internet, na página www.brasiliana.usp.br. Toda poesia de Vinicius de Moraes reúne 15 livros do poeta, que foram doados ao projeto pelo bibliófilo José Mindlin. O lançamento da obra digitalizada será realizado durante a abertura do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, promovido pelo Ministério da Cultura, Casa da Cultura Digital e Brasiliana USP, em São Paulo.

Entre os livros que compõem a coleção destacam-se O caminho para a distância (1933), o primeiro livro publicado; a primeira edição de Orfeu da Conceição (1956), peça em três atos premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário de São Paulo; e Livro de sonetos (1957), uma das mais populares publicações do poeta.

O público poderá conhecer a obra num ônibus-biblioteca de 1928, inspirado pela Biblioteca Circulante de Mário de Andrade, dos Anos 30. O veículo ficará estacionado na Rua Martins Fontes, no centro da cidade de São Paulo - local de realização do Simpósio -, adaptado com cinco e-books e som ambiente na voz do próprio Vinicius declamando seus poemas.

A publicação para livre acesso pela Internet só foi possível depois de autorização da VM Empreendimentos Artísticos e Culturais, que detém os direitos sobre a obra do autor. Pela Lei de Direitos Autorais em vigor na época do falecimento de Vinicius de Moraes, esses poemas só entrariam em domínio público 60 anos após sua morte, ou depois da morte do último herdeiro direto, ou seja, apenas em 2040.

Perfil – Em 2010 completam-se 30 anos da morte de Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 1913-1980). O Poetinha, como era chamado, deixou um legado dos mais significativos à cultura brasileira. Foi diplomata e escritor - autor de teatro, crítico de cinema, cronista de colaboração constante na grande imprensa do país. A partir dos Anos 50, com o advento da Bossa Nova, Vinicius tornou-se uma das figuras centrais da música popular brasileira como compositor e letrista. Das diversas parcerias que fez na música, destacam-se grandes nomes como Antônio Carlos Jobim, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Seguem os poemas do projeto Toda a poesia de Vinicius de Moraes, com resumo do professor Marcelo Sandmann:

O caminho para a distância (1933) - Trata-se do primeiro livro de Vinicius de Moraes, publicado em 1933. Compõe-se ao todo de quarenta poemas, a maior parte em versos livres. Sob o influxo do catolicismo militante de Jackson de Figueiredo, Tristão de Athayde e Octavio de Faria, a estreia do autor põe em cena uma poesia às voltas com os temas do espiritualismo cristão, de tom elevado e solene, distante do humor e da irreverência que predominavam no Modernismo de 1922.

Forma e exegese (1935) - Publicado em 1935, o segundo livro de Vinicius de Moraes recebeu, nesse mesmo ano, o prêmio Filipe d’Oliveira. Seus vinte e sete poemas, escritos todos em versos livres e distribuídos em cinco seções numeradas, apresentam uma poesia de caráter hermético, onírico e visionário, tributária da escola simbolista e sua impregnação na poesia do início do Século XX.

Ariana, a mulher (1936) - Publicado originalmente no ano de 1936, em edição limitada de trezentos exemplares, numerados e fora do comércio, Ariana, a mulher apresenta um único e extenso poema, de título homônimo ao do livro, datado de maio de 1935. Escrito em longos versos livres, à maneira de versículos bíblicos, o poema distribui-se em dezoito estrofes de seis versos cada uma, com exceção da última, em destaque, com cinco versos.

Novos poemas (1938) - O quarto livro de poesia de Vinicius de Moraes, saído a público em 1938, traz em epígrafe verso de Poética, de Manuel Bandeira: Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis. De fato, o poeta apresenta neste volume uma poesia bastante variada, com textos em versos livres, outros com recurso a metros e formas tradicionais (como o decassílabo e a redondilha, o soneto e a balada), e ainda poemas em prosa. O tom elevado convive aqui com uma linguagem mais despojada e coloquial.

Cinco elegias (1943) - O livro é dedicado a Octavio de Faria, José Arthur da Frota Moreira e Mário Vieira de Mello, colegas do poeta durante seus anos de estudante na Faculdade de Direito do Catete, entre 1930 e 1933. No prefácio, escrito pelo autor, registra-se que as cinco elegias foram concebidas e realizadas entre o sítio do escritor Octavio de Faria, em Itatiaia, em 1937, e Londres e Oxford, na Inglaterra, onde Vinicius, com bolsa do Conselho Britânico, estudou língua e literatura inglesas entre 1938 e 1939. Merece destaque a de número 5, escrita em português e inglês, com seus neologismos e explorações gráficas.

Poemas, sonetos e baladas (1946) - Os quarenta e sete poemas contidos no volume, publicado em 1946, vêm acompanhados de vinte e dois desenhos de Carlos de Leão. Predominam textos metrificados e escritos dentro das formas da tradição, com especial destaque para o soneto. Encontram-se aqui algumas das mais celebradas realizações de Vinicius de Moraes dentro do gênero, como Soneto de fidelidade e Soneto de separação.

Pátria minha (1949) - Trata-se da publicação do poema inédito Pátria minha, em edição limitada de cinquenta e cinco exemplares, realizada por João Cabral de Melo Neto, em sua prensa manual, em Barcelona, Espanha, no ano 1949. Desde 1946, Vinicius ocupava o cargo de vice-cônsul em Los Angeles, Estados Unidos, onde permaneceria durante cinco anos sem retornar ao Brasil.

Orfeu da conceição (1956) - Com ilustrações de Carlos Scliar, esta é a primeira edição em livro, no ano de 1956, da peça Orfeu da conceição. Escrita em três atos e com o subtítulo Tragédia Carioca, a peça atualiza o mito grego de Orfeu e Eurídice, ambientado-o no contexto contemporâneo de uma favela de morro, com protagonistas negros e de origem popular, em pleno carnaval. O texto, premiado no Concurso de Teatro do IV Centenário de São Paulo, foi encenado pela primeira vez no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em setembro de 1956, com direção de Leo Jusi, cenografia de Oscar Niemayer e música de Antônio Carlos Jobim, entre outros colaboradores.

Livro de sonetos (1957) - Com este livro de 1957, Vinicius de Moraes consagra-se como um dos principais cultores modernos de uma das formas fundamentais da tradição lírica luso-brasileira. Reúnem-se aqui trinta e sete sonetos, alguns já publicados em outros livros. Com poucas exceções, predominam aqueles dentro dos moldes do soneto italiano, em versos decassílabos. Na temática, destacam-se as homenagens a outros poetas e artistas e o lirismo erótico e amoroso característico do autor. Abre o volume o ensaio O soneto na obra de Vinicius de Moraes, de Luiz Santa Cruz.

Receita de mulher (1957) - Edição volante e ilustrada do poema Receita de mulher, com data de outubro de 1957, Recife. O texto, um dos mais conhecidos de Vinicius de Moraes, iria integrar posteriormente o volume Novos Poemas II, de 1959.

Novos poemas II (1959) - Publicado em 1959, o volume reúne dezessete poemas, escritos entre 1949 e 1956. Entre eles, encontram-se alguns dos mais celebrados do poeta, como Receita de mulher e Soneto do amor total, na vertente lírico-amorosa, e O operário em construção, de engajamento social e político.

Antologia poética (1960) - Esta é a segunda edição, revista e aumentada, da Antologia poética, originalmente publicada no ano de 1954, que reunia uma seleção de poemas presentes nos primeiros volumes do autor e outros inéditos em livro até aquela data. Nesta segunda edição, acrescentam-se textos extraídos do volume Novos Poemas II, de 1959. Na Advertência, o autor reconhece a existência de duas fases em sua poesia, ambas contempladas na antologia: uma primeira, “transcendental, frequentemente mística, resultante de sua fase cristã”; e uma subsequente, “de aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos”.

O mergulhador (1968) - Este volume, publicado em 1968, apresenta uma antologia de dezesseis poemas, entre eles alguns dos mais conhecidos do poeta, ilustrados com fotos de seu filho Pedro de Moraes. Da edição de dois mil exemplares, os cinquenta primeiros foram numerados e assinados por seus autores.

A casa (1975) - Com capa de Carlos Bastos, esta é a publicação do poema homônimo A casa, pela Edições Macunaíma, de Salvador, no ano de 1975. Neste poema em versos livres, datado 19 de outubro de 1974, Vinicius de Moraes toma como tema a casa por ele mandada construir na praia de Itapuã, em Salvador, onde viveu com a atriz baiana Gesse Gessy, a quem o texto é endereçado.

Um signo, uma mulher (1975) - Trata-se da edição em livro, datada de setembro de 1975, composta e impressa em Buenos Aires, de doze pequenos poemas, cada um deles intitulado e escrito a partir de um dos signos do zodíaco, com as características amorosas da mulher de cada signo, à maneira de horóscopo. Os poemas haviam sido originalmente publicados, sob encomenda, no primeiro número da Revista Manchete de 1971, como presente de Ano Novo aos leitores. A edição apresenta ilustrações de Aldary Toledo e reproduz xilogravuras do Século XVI.

Informações à imprensa: (61) 2024-2280, com Ismália Afonso, na Ascom da SPC/MinC; e 2024-2407, com Susanna Scarlet ou Marcelo Lucena, na Comunicação Social/MinC

Fonte: Portal do Ministério da Cultura
Data: 26/04/2010

O museu como meio de comunicação

Museus brasileiros desenvolvem suas ferramentas na internet e começam a encarar um novo papel cultural

Paula Alzugaray

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MAIS QUE UMA VISITA
Museus nacionais começam a firmar
presença em redes sociais e a criar seus próprios canais online

Desde a inauguração da nova sede, em 2008, a Fundação Iberê Camargo, de Porto Alegre, realizou sete exposições, com palestras e mesas de debate, que foram devidamente documentadas em vídeo e gravadas em áudio. Elas estão disponibilizadas para visitas virtuais e em podcasts (arquivos em áudio) no site do museu. Já o MIS-SP, desde sua reinauguração em 2009, colocou a vida virtual em sua agenda de prioridades e, com o uso de uma plataforma livre, criou uma comunidade digital, a Rede MIS. A Fundação Iberê Camargo e o novo MIS são instituições reestruturadas no contexto do novo século, à luz das necessidades de um público habituado a ter toda a informação do mundo ao alcance de um clique. Por isso, tendem a reconhecer suas ferramentas digitais não como mecanismos de armazenamento de dados, mas como veículos de comunicação, de produção de conhecimento em tempo real e de fomentação de uma participação mais ativa do público.

No Brasil, com todas as dificuldades que os museus têm para colocar seus projetos institucionais em andamento, a maioria dos sites ainda está correndo atrás do básico: fazer a digitalização dos acervos e atualizar seu banco de dados online. Em março, o Masp conseguiu disponibilizar para consulta virtual imagens e fichas técnicas de 10% de seu acervo de oito mil peças de arte ocidental do século IV até hoje. Já é um avanço. Mas a nova categoria de “visitantes virtuais” ainda se ressente. Diante de uma lista de 20 sites de instituições brasileiras, oferecida em istoé.com.br, ficou claro que o brasileiro quer mais interatividade. “Falta aproveitar melhor as ferramentas da web 2.0, a fim de criar um espaço em que os usuários possam participar, comentar e acrescentar ao acervo dos museus”, opina a internauta Camila Piovesana.

“Os sites dos museus no Brasil ainda são piores do que os de supermercados. Há um problema conceitual que nossos museus não veem: museus são canais de distribuição e devem ser pensados como veículos”, afirma Patricia Canetti, responsável pelo site do MIS-SP e gestora do canalcontemporaneo.art. br, lançado em 2000 como comunidade digital focada na arte contemporânea. Com a popularização das potencialidades interativas da web 2.0., os blogs, os arquivos de compartilhamento audiovisual e as redes sociais se tornaram tão importantes para os museus quanto os seus espaços físicos. A adesão a uma estrutura wiki, em que todos contribuem e editam informações, tem sido uma tendência seguida por sites de diferentes museus ao redor do mundo. A Museum and the Web 2010, conferência anual sobre os museus e as mídias digitais, que aconteceu entre os dias 13 e 17 de abril, no Colorado, EUA, teve um enorme contingente de palestrantes que dedicaram suas falas à implantação de estruturas semelhantes à Wikipédia. O Indianapolis Museum of Art (IMA) anunciou um serviço de consulta chamado IMA LAB, que permite aos internautas acompanhar detalhes como orçamento, estatísticas de consumo de energia da instituição e obras em empréstimo; e o whitney.org acaba de lançar o Artist Wiki Project que oferece aos artistas as ferramentas para a edição de informações.

Ainda não temos nos sites brasileiros nada parecido com as plataformas wiki, mas há outros dados que determinam a qualidade de um museu online: o uso de mídias em múltiplos formatos, a criação de maneiras inovadoras de complementar exposições físicas e a concepção de formas criativas de cativar a participação da audiência. Antenada, a pinacoteca.org.br disponibiliza o projeto “Museu Para Todos”, em que o internauta acessa links, fóruns e textos de apoio à compreensão das mostras. Também é interessante notar como uma ferramenta virtual pode ajudar a mudar o museu físico. Um bom exemplo é a sessão Como Participar no site do MAM-SP, que dá o passo a passo sobre como apoiar o museu e expõe os benefícios de tornar-se um parceiro.

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Colaborou Nina Gazire

Fonte: Isto é
Data: 23/04/2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

8 milhões de visitas

É o número de visitas que o site Biblioteca Digital Mundial recebeu em um ano. A ONG coloca na rede algumas das mais importantes publicações do planeta, de forma gratuita e em vários idiomas.

Visite o site: http://www.wdl.org/pt/

Fonte: Zero Hora
Data:23/04/2010

Ciência é informação

Portal propõe uma nova forma de compartilhar e divulgar conhecimento científico: disponibilizar dados de pesquisas por meio de arquivos em 'torrents'

Detalhe da versão impressa do genoma humano em exposição no museu Wellcome Collection, em Londres. O genoma inteiro ocupa 118 volumes como os da foto. Imagine quanto pesa isso em dados para o computador? (foto: Bernardo Esteves).

Uma casa aberta. Onde, por maior que seja a informação a ser compartilhada, ela sempre cabe. Assim é a internet para muita gente. Pessoas que usam esse espaço – que muitas vezes dá a impressão de ser fisicamente infinito – com vários fins, entre eles o profissional.

A ciência ainda engatinha quando o assunto é disponibilizar conteúdo na rede

Essa casa aberta ainda não é, no entanto, a realidade do meio científico. Por vários motivos. Seja pelo fato de ter de lidar com processos lentos de revisão por pares, seja pela publicação em revistas de acesso restrito, por falta de hábito e, às vezes, até por vaidade, a área ainda engatinha quando o assunto é disponibilizar conteúdo na rede.

Algumas iniciativas tentam romper com isso. Nas ciências exatas, muitos cientistas disponibilizam seus estudos no portal arXiv antes mesmo de eles serem aceitos para publicação em periódicos. Nas ciências da vida, há projetos como o Bio-Mirror, por exemplo, que dá acesso a sequências de genes e proteínas. Mas ainda são escassas as iniciativas que apontam para esse caminho.

Um dos impeditivos é que, cada vez mais, os arquivos nos quais os estudos são salvos aumentam em tamanho. E, por maior que seja a ilusão de que o espaço na internet é infinito, a premissa não é verdadeira. Há servidores, megacomputadores, responsáveis pelo armazenamento desses dados. É caro mantê-los.

Só não é tão caro, quando se divide a despesa. E é aí que entra a ideia do torrent. Trata-se de um tipo de compartilhamento peer-to-peer, ou seja, de par para par. É como se todos os computadores que possuem um determinado arquivo fossem também servidores do mesmo. Todo mundo compartilhando e fornecendo um pedacinho do documento.

Torrents para cientistas

O torrent já é bem usado na internet. Sobretudo para compartilhamento de filmes, livros, música. Enfim, para compartilhar informação cultural. No meio científico, ainda não. Por isso a ideia do portal BioTorrents, que entrou no ar recentemente, chama a atenção. Um portal que agrega todos os trackers que o cientista quiser enviar para a página. O tracker é uma espécie de 'seta' que aponta para onde, de fato, o arquivo está hospedado. Quanto mais pessoas baixam o arquivo via torrent, mais pessoas (computadores) são 'hospedeiros' desse arquivo.

O que o BioTorrents se propõe é agregar e organizar por meio de palavras-chave, temas e busca o conteúdo (torrent) disponibilizado pelo cientista. É, portanto, uma página temática. Assim como existem portais que organizam os torrents de música, o BioTorrents pretende organizar os de ciência.

Ainda são poucos os usuários que usam o serviço. Há 25 arquivos em torrent disponíveis para baixar e 92 usuários cadastrados. A maioria dos estudos que estão no portal é da área de genômica – um campo que lida com um volume imenso de dados e no qual a bioinformática tem papel essencial. Mas já estão sendo compartilhados também dados da área de química, por exemplo.

O objetivo é cuidar para que os dados científicos disponibilizados em torrent não se percam na internet

Esta semana, o projeto BioTorrents ganhou destaque em um artigo publicado no periódico de acesso livre PLoS One. Assinado pelo idealizador do projeto, Morgan Langille, o texto explica o objetivo maior da iniciativa – cuidar para que as informações científicas disponibilizadas em torrent não se percam na internet.

Os motivos para que isso aconteça são vários. Por exemplo: o servidor em que o dado foi publicado pode sair do ar, ou o arquivo pode ser danificado. Por isso, ele garante, o BioTorrents duplica todo material que é enviado para lá, criando automaticamente ao menos um computador-servidor do qual o dado poderá ser baixado.

A outra razão da criação da página – e talvez essa seja a principal – é a velocidade com que as informações poderão ser compartilhadas. Nas palavras de Langille:

O BioTorrents permite que os pesquisadores disponibilizem os seus dados imediatamente, sem a exigência de um processo de apresentação oficial [...]. Essa forma de publicação de dados permite o acesso livre e rápido à informação. [O torrent] poderia acelerar a ciência, especialmente em eventos que acontecem de modo muito rápido, como os recentes surtos de H1N1 ou da síndrome respiratória aguda severa (Sars)

Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do BioTorrents.

Fonte: Ciência Hoje
Publicado em 15/04/2010

Como anda o modelo autor paga?

Um dos destaques na matéria de Declan Butles recentemente publicada pela Nature News diz respeito à discussão a respeito do modelo autor paga. Aproveito para reproduzir neste blog esta parte da matéria. Segue abaixo:

Atualmente, os mandatos parecem ser a ferramenta escolhida para os governos e agências de fomento para promover maior acesso do público aos resultados de pesquisa científica, enquanto que o modelo de negócio “autor paga” (authors pay), modelo adotado pelas revistas de acesso livre, continua a ser um modelo iniciante. Editores como PLoS, sem fins lucrativos, e BioMed Central, com fins lucrativos, que em 2008 foi comprada pela editora International Springer, com sede na Alemanha, só recentemente mostrou que o modelo autor-paga pode ser sustentável para alguns tipos de revistas. Mas o modelo provou ser incapaz de gerar investimentos necessários para revistas altamente seletivas ou para aquelas que fornecem quantidades substanciais de editoriais com valor agregado, tais como as revistas científicas melhor classificadas no ranking mundial.

Um número crescente de agências de fomento está pagando taxas de autor (author’s fee no modelo autor paga), em nome dos cientistas por elas apoiadas ou financiadas, mas esta abordagem está ainda longe de se tornar uma tendência. Numa tentativa de mudar isso, cinco grandes centros de pesquisa americanos, incluindo a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology, ambos em Cambridge, Massachusetts, lançou o Compact for Open-Access Publishing Equity (pacto pela eqüidade das publicações de acesso livre), em setembro de 2009 para incentivar mais as agências de fomento e as instituições que apóiam o pagamento das taxas de autor ou author’s fee (no modelo autor paga). Isso poderia “reduzir o risco para os editores da mudança para um modelo de negócio de acesso livre”, diz Stuart Shieber, que dirige o escritório de Harvard para a comunicação científica e defende este modelo.

Matthew Cockerill, diretor executivo da BioMed Central, congratula-se com o movimento. “Os membros do pacto estão ativamente pensando em como trazer uma mudança sustentável na forma como sua produção acadêmica está sendo publicada, e estão começando a estabelecer os canais de financiamento necessários para facilitar”, diz ele.

Fonte: Blog do Kuramoto
Data: 22/04/2010

Direitos Autorais - Por que as normas devem voltar às raízes

Por The Economist em 20/4/2010

Reproduzido do semanário The Economist, 8/04/2010; tradução de Jô Amado

Quando o Parlamento decidiu, em 1709, criar uma lei que protegesse os livros da pirataria, os editores e livreiros londrinos – que vinham pressionando por esse tipo de medida – ficaram radiantes. Quando a rainha Anne ratificou a lei no dia 10 de abril do ano seguinte – exatamente há 300 anos –, tornando-a "um ato para o incentivo do aprendizado", eles ficaram menos entusiasmados. O Parlamento concedera-lhes direitos, mas impusera-lhes um prazo: 21 anos para os livros já impressos e 14 anos para livros novos, com uma prerrogativa de mais 14 anos caso o autor ainda estivesse vivo quando terminasse o primeiro prazo. Após esses prazos, o material se tornaria de domínio público e qualquer pessoa poderia reproduzi-lo. Dessa forma, os legisladores pretendiam fazer acompanhar o incentivo à criação com o interesse da sociedade em ter livre acesso ao conhecimento e à arte. A Lei de Anne, portanto, ajudou a alimentar e canalizar o fluxo de criatividade de que usufruiu a sociedade do iluminismo e seus sucessores desde então.

Ao longo dos últimos 50 anos, entretanto, esse equilíbrio mudou. Em grande parte devido aos advogados e lobistas da indústria do entretenimento, a amplitude e a duração dos direitos autorais aumentaram consideravelmente. Nos Estados Unidos, os detentores de direitos autorais gozam de 95 anos de proteção em consequencia de um prolongamento concedido em 1998 – ridicularizado pelos críticos, que o chamaram o "decreto de proteção do rato Mickey". Atualmente, vêm pedindo proteção ainda maior e já vêm sendo empreendidos esforços para introduzir dispositivos semelhantes na Europa. Esses argumentos podem encontrar resistências: é hora de voltar à ideia inicial de equilíbrio.

Tecnologia digital

Considera-se que a proteção duradoura é um incentivo à criação. A tecnologia digital, aparentemente, reforça esse argumento: tornando mais fácil copiar, parece exigir maior proteção de volta. A ideia de ampliar os direitos autorais também tem um aspecto moral. A propriedade intelectual pode se parecer muito com a propriedade concreta, em especial quando se trata da sua, e não de uma empresa invisível. Consequentemente, as pessoas entendem que se os direitos são propriedade sua – particularmente se decorrem de um trabalho seu –, então devem continuar sendo, da mesma forma que uma casa pode ser deixada aos descendentes. Por essa leitura, a proteção deveria ser perpétua. Adiantar o limite do prazo regularmente poderia tornar-se uma maneira razoável de se aproximar dessa perpetuidade.

Entretanto, a ideia de que um acréscimo na vigência dos direitos autorais aumenta a criatividade é questionável. Escritores e artistas, em geral, não consultam a legislação antes de decidirem se pegam ou não a caneta e o pincel. E direitos autorais demasiado longos muitas vezes representam uma limitação, e não um incentivo, à disseminação, impacto e influência do trabalho. Pode ser difícil localizar detentores de direitos autorais de modo a obter a autorização de tornar a usar material antigo. Consequentemente, muito conteúdo acaba ficando num limbo legal (e, no caso de antigos filmes e gravações musicais, são deixados para se deteriorarem – fazer uma cópia para preservá-los pode constituir uma infração legal).

As penalidades, mesmo para os casos de infração involuntária, são tão rigorosos que os autores normalmente autocensuram seus trabalhos. O advento da tecnologia digital também não reforçou o aspecto da extensão do período de proteção. A proteção dos direitos autorais é necessária, em parte, para cobrir os custos de criar e distribuir os trabalhos fisicamente. A tecnologia digital corta esses custos, restringindo, dessa forma, o argumento em favor da proteção.

Ferramenta vital

Originalmente, os direitos autorais foram uma concessão de um monopólio temporariamente apoiado pelo governo no sentido de evitar a cópia de um trabalho – e não, um direito de propriedade. A partir de 1710, envolveu um acordo a partir do qual o criador, ou editor, desiste de qualquer reivindicação natural ou perpétua de forma a que o Estado proteja um direito artificial ou limitado. E é assim até hoje.

A questão está em saber como esse acordo pode ser feito de maneira justa. Atualmente, os termos comerciais favorecem demasiadamente os editores. Uma volta aos direitos autorais de 28 anos da Lei de Anne seria, de muitas maneiras, arbitrária, mas não seria injusta. Em se tratando de um caso de prazos mais longos, estes deveriam ser feitos com base na renovação, de forma a que o conteúdo não seja automaticamente bloqueado. O valor que a sociedade atribui à criatividade significa que uma utilização justa deveria ser ampliada e as infrações involuntárias deveriam ser minimamente penalizadas. Nada disto deveria impedir o controle legal dos direitos autorais, que permanecem sendo uma ferramenta vital para o incentivo ao aprendizado. Mas as ferramentas não são fins em si.

Fonte: Observatório da Imprensa
Data: 20/04/2010

Dia Mundial do Livro


O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha.

A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.

No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.

Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e dos Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.

No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efectivamente 10 dias depois de Cervantes.

Fonte: Wikipédia
Data: acessado em 23/04/2010

MCT e Ibict organizam eventos na área de tecnologia da informação

O 3º Seminário sobre Informação na Internet e a 3ª Conferência Internacional sobre Inclusão Digital será realizada no período de 16 a 19 de novembro, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Os dois eventos representam a soma dos esforços do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) no sentido de promover ações que levem ao melhor uso das tecnologias de informação disponíveis e à inclusão digital dos cidadãos brasileiros.

O 3º Seminário sobre Informação na Internet é realizado pelo Ibict a cada dois anos. Com o tema “Construindo o futuro da Internet no Brasil”, o evento será dividido em painéis que tratam sobre o futuro da internet mundial e seus reflexos no Brasil e cenários futuros da internet no Brasil.

A 3ª Conferência Internacional sobre Inclusão Digital é um compromisso assumido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Ibict, no sentido de dar sequência aos eventos anteriores realizados na Costa Rica, em 2008, e na Espanha, em 2009, possibilitando a difusão das metodologias e das melhores práticas no processo de inclusão social na sociedade da informação. Especialistas de diversos países, dos quadros do governo, iniciativa privada e terceiro setor apresentarão no evento desde o processo de diagnóstico, até as metodologias científicas que vão possibilitar a inclusão social das camadas menos privilegiadas das populações ibero-americanas.

Entre outros temas, a 3ª Conferência Internacional sobre Inclusão Digital pretende discutir questões como o impacto social das tecnologias; alfabetização tecnológica; entidades e organismos perante a inclusão social: desenvolvimento de modelos e boas práticas; políticas e planos de ação para a inclusão digital; bibliotecas: espaço de integração e ampliação da sociedade de informação; educação para a sociedade do conhecimento; ensino a distância; e-learning; Web 2.0 e bibliotecas digitais.

Fonte: Portal do MCT
Data: 22/04/2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais - Transmissão ao vivo

Acontece, de 26 a 29 de abril de 2010, O Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, no Auditório Jaraguá do Novotel Jaraguá, em São Paulo-SP (Brasil).

O evento é gratuito e aberto a público. A inscrição será feita na entrada do evento, no Novotel Jaraguá, e está sujeita à lotação do Auditório que tem 250 lugares.

As mesas de discussão serão transmitidas na íntegra, ao vivo, no site do evento. Não será necessário nenhum tipo de cadastramento para assistir ao Simpósio pela rede

O evento reunirá especialistas para colaborar com a formulação de um modelo sustentável de preservação e acesso universal do patrimônio cultural brasileiro.

Haverá painéis sobre os seguintes temas: "Grandes Projetos de Digitalização"; "Direito à Cultura – Acesso Qualificado"; "Preservação (patrimônio cultural)"; "Direitos de Autor e Diversidade Cultural"; "Sustentabilidade para Ações de Digitalização" e "Políticas Públicas – Por um Plano Nacional".

Acesse o site do evento e saiba mais.

Data: 22/04/2010