segunda-feira, 31 de maio de 2010

COMUNICADO

A equipe do Blog estará de férias até 21 de junho.

Folha lança "sãopaulo", nova revista dominical

No próximo domingo (6/6), a Folha de S.Paulo lança sua nova revista semanal, "sãopaulo". Com 150 páginas, a nova publicação entra em substituição à "Revista da Folha" e trará reportagens de arquitetura, comportamento, consumo, cultura, gente da cidade, poluição, trânsito e urbanismo.

A revista mostrará personagens e pontos interessantes da maior cidade do país, como na seção "São Paulo, SP", em que será feita uma entrevista com algum paulistano famoso. Outra seção, "GPS", trará uma foto e um mapa com os caminhos percorridos por alguém da cidade, anônimo ou conhecido, com lugares interessantes para o leitor.

"sãopaulo" também publicará um roteiro semanal de cultura e lazer, com programação de cinema, teatro, música, exposições, dança, passeio, restaurante e lugares. O jornalista Sílvio Lancellotti assina a seção "Outra São Paulo", que apresenta dicas de passeios incomuns na cidade. Já Manuel da Costa Pinto assina "Fique em Casa", com indicações de filmes em DVD, além de livros e discos.

"A proposta é garimpar o que a cidade tem de melhor e lançar um novo olhar sobre a vida na metrópole", diz a editora, Beatriz Peres. "Os repórteres vão às ruas, vivenciando com os pés no chão o que mexe com a vida das pessoas", completa o editor-assistente Thales de Menezes.

A revista dominical será distribuída em toda a Grande São Paulo, mas assinantes de outras localidades poderão acessar a versão digital. "sãopaulo" engloba o Núcleo de Revistas da Folha, comandado pela jornalista Cleusa Turra, também responsável pelo "Guia da Folha", que sai às sextas-feiras, e a revista mensal "Serafina".

Fonte: AdNews
Data: 31/05/2010


Fone de ouvido se chama "Música Para Os Surdos" e produz "som" através de vibrações

Um conceito do designer Frederik Podzuweit pode levar música aos surdos usando algo parecido com sinestesia -- a percepção de um dos cinco sentidos usando outro, como alguém que "vê" sons. Ou, como os Beach Boys poderiam definir, Good Vibrations.

O aparelho é colocando sobre o pescoço e os ombros, como um colar, e transmite os graves, médios e agudos direto para a pele. Há botões de "volume" para controlar a intensidade da vibração.

Como nota o CrunchGear -- e eu concordo --, isso é interessante o suficiente para que mesmo os audiófilos com audição normal queiram testar. Se um dia virar um produto real, é claro.

Fonte: Gizmodo Brasil
Data: 31/05/2010

Amazon deve lançar novo Kindle em agosto

Kindle chegará mais fino e com uma resolução de tela mais agradável para leitura

SÃO PAULO – O lançamento do iPad fez a Amazon se mexer. Por isso, no próximo mês de agosto, a loja virtual deve soltar no mercado um novo modelo do gadget de leitura.

O modelo será um pouco menor e terá a tradicional tela preta e branca. Contudo, ela virá com bastante inovações. Graças a uma nova tecnologia, será mais fina que as dos modelos atuais, o que deixará o equipamento ainda mais magrinho e econômico no gasto de energia.

A resolução da tela do equipamento também terá aprimoramentos e tornará a leitura mais agradável. Boa notícia para os fãs que criticam a tela dos atuais modelos do Kindle.

O novo Kindle poderá vir com uma espécie de navegador. No entanto, o software deve ser bastante simples para o acesso à web. O que faz sentido com o pensamento do CEO da Amazon, Jeff Bezos. Em inúmeras entrevistas, ele afirmou que o Kindle é apenas um dispositivo de leitura.

Nos rumores sobre o lançamento, dois consensos: o novo Kindle não terá tela sensível ao toque e, mesmo com inovações, não incomodará o iPad, da Apple.

E por falar em iPad, ele não foi o único motivo para a Amazon acelerar o lançamento, dizem especialistas. A Sony, na última semana, ampliou a venda do seu e-book para os mercados australiano, japonês e chinês. E a Amazon não quer perder leitores nesses países.

Fonte: Info Plantão
Data: 30/05/2010

COMUNICADO

A equipe do Blog estará de férias até 21 de junho.

Sistema de recomendação para bibliotecas digitais sob a perspectiva da web semântica

Dissertação de Mestrado defendida por Giseli Rabello Lopes na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Atualmente, pesquisadores e acadêmicos têm beneficiado-se muito com o crescimento acelerado das tecnologias Web, pois os resultados de pesquisa podem ser publicados e acessados eletronicamente tão logo a mesma tenha sido realizada. Esta possibilidade é vantajosa na medida em que minimiza as barreiras de tempo e espaço associadas à publicação tradicional. Neste contexto, surgem as Bibliotecas Digitais como repositórios de dados que, além dos documentos digitais propriamente ditos, ou de apontadores para estes documentos, armazenam os metadados associados. Para permitir que diferentes Bibliotecas Digitais possam interoperar surgiu a Open Archives Initiative (OAI) e, para resolver a questão da padronização dos metadados utilizados pelos repositórios, foi criado o formato Dublin Core (DC). Por outro lado, a enorme quantidade de documentos digitais disponíveis na Web tem causado o fenômeno conhecido como 'sobrecarga de informação'. Com o objetivo de suprir esta dificuldade, Sistemas de Recomendação têm sido propostos e desenvolvidos. Estes sistemas visam prover uma interface alternativa para tecnologias de filtragem e recuperação de informações, tendo como foco a predição daqueles itens ou partes da informação que o usuário acharia interessante e útil. Portanto, os Sistemas de Recomendação atuam baseados em personalização da informação sendo que as predições geralmente são realizadas utilizando-se um perfil de cada usuário. A personalização está relacionada com o modo pelo qual a informação e serviços podem ser ajustados às necessidades específicas de um usuário ou comunidade. Esta dissertação descreve um Sistema de Recomendação de artigos científicos, armazenados em bibliotecas digitais. Este sistema é dirigido à comunidade científica da área da Ciência da Computação. Tecnologicamente, o sistema proposto foi desenvolvido sob a perspectiva da Web Semântica, à medida que faz uso de suas tecnologias emergentes tais como: uso de metadados padrão para a descrição de documentos - Dublin Core, uso do padrão XML para a descrição do perfil do usuário - Currículo Lattes, e provedores de serviços e de dados (OAI) envolvidos no processo de geração das recomendações. Este trabalho ainda apresenta e discute alguns resultados de experimentos baseados em avaliações quantitativas e qualitativas de recomendações geradas pelo sistema.

Clique aqui para ler o texto completo

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 30/05/2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pesquisa em saúde ganha portal


Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – A produção científica dos 14 órgãos (entre institutos e unidades) ligados à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo será reunida na internet no Saúde-SP Portal de Revistas, lançado no dia 21.

De acordo com Sueli Gonsalez Saes, coordenadora da Rede de Informação e Conhecimento e secretária executiva do Conselho de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde, dos 14 órgãos oito são de pesquisa (Adolfo Lutz, Butantan, Clemente Ferreira, Dante Pazzanese de Cardiologia, de Infectologia Emílio Ribas, de Saúde, Lauro de Souza Lima e Pasteur) e os demais são centros de vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e outros.

“O portal busca dar visibilidade às produções científicas desses órgãos ligados à Secretaria, ampliando o acesso ao nosso banco de dados sobre saúde pública. Não havia uma unidade editorial nas publicações, mas agora queremos padronizá-las e indexá-las”, disse à Agência FAPESP.

O objetivo é oferecer acesso a textos completos das coleções de periódicos, de modo a ampliar e divulgar o conhecimento técnico e científico produzido no âmbito da saúde pública no Estado de São Paulo.

Cinco títulos já estão disponíveis no Saúde-SP http://periodicos.ses.sp.bvs.br Revista do Instituto Adolfo Lutz, Cadernos de História da Ciência,Hansenologia Internationalis,Boletim Epidemiológico Paulista e Boletim do Instituto de Saúde.

Os institutos e demais unidades integram a Rede de Informação e Conhecimento (RIC), já disponível no site da RIC, lançado em 2006 pela Secretaria em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

“Hoje dispomos de cerca de 46 mil registros, entre artigos, livros, teses, manuais técnicos, entre outros. É uma base de dados científica e técnica de produção institucional desses 14 órgãos. As demais bases científicas de dados em saúde, como Lilacs, Medline e Cochrane, estão disponíveis, junto com todos os outros serviços que a rede oferece”, explicou.

O sucesso da Rede deu origem ao Portal de Revistas como parte de um projeto de 2009, cujo objetivo foi ampliar os serviços de informação da RIC. Segundo Sueli, no Portal de Revistas foram priorizados, no primeiro momento, os periódicos que já estavam disponíveis eletronicamente.

“Mas a ideia é reunir as 24 publicações, entre boletins e revistas, produzidas pelas instituições da Secretaria. O objetivo é indexar todas as publicações elegíveis e transformá-las em revistas de alto impacto”, disse.

Os periódicos seguirão a metodologia da biblioteca científica eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library On-line), programa criado em 1997 pela FAPESP em parceria com a Bireme.

“Queremos organizar e padronizar os títulos na metodologia SciELO, para que se tornem indexáveis no futuro e componham a coleção da SciELO. Mas, para isso, precisamos atender os critérios exigidos”, explicou Sueli.

A rede SciELO disponibiliza coleções do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Bolívia, México, Costa Rica, Paraguai, Peru e Uruguai, além de Espanha, Portugal e, desde 2009, África do Sul, que optou por adotar a plataforma para publicação dos seus periódicos científicos.

A rede só indexa e publica periódicos com veiculação regular, com controle de qualidade por revisão de pares e que concordem em manter seu conteúdo totalmente aberto e com acesso gratuito. Além disso, a rede permite o acesso ágil às coleções de periódicos, com várias estratégias de pesquisa, como lista alfabética de títulos, busca por autor, por assuntos ou por palavras.

“A Revista do Instituto Adolfo Lutz e a Hansenologia Internationalis, do Instituto Lauro de Souza Lima, já são indexadas em suas áreas. Mas a proposta é unificá-las na metodologia SciELO para, além de conseguir mais visibilidade, ter, por exemplo, acesso aos indicadores bibliométricos”, disse Sueli.

Segundo a coordenadora, além de indexar todas as publicações dos institutos e unidades ligados à Secretaria da Saúde, os próximos passos incluem fazer a digitalização das revistas mais antigas. “Até 2000, a Revista do Adolfo Lutz só existia na forma impressa”, contou.

O grupo envolvido no projeto realizou cursos de capacitação na metodologia Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) da Bireme para publicação eletrônica de periódicos científicos para bibliotecárias e os editores de revista científica.

“Embora tenha como público-alvo pesquisadores, médicos e profissionais de saúde, o objetivo é abarcar os diferentes tipos de público, para que a informação sobre saúde seja útil a todos”, disse.

A coordenadora também salientou, além do apoio institucional, o trabalho da equipe envolvida. “É um trabalho cuja realização se deve às equipes envolvidas, sejam de pesquisadores, diretores, coordenadores ou de bibliotecárias, que foram lideradas pela coordenadora das Bibliotecas da SES-SP, Lilian Schiavon”, destacou Sueli.

Desde que foi lançada em 2006, a RIC vem aumentando a visibilidade e se transformando em um importante banco de dados sobre saúde. De 2006 a 2010, o número de acessos passou de 500 para 4,5 mil mensais.

Mais informações:

http://periodicos.ses.sp.bvs.br/

•http://ses.sp.bvs.br

Fonte: Boletim Agência FAPESP
Datq: 28/05/2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Twitter para brasileiro ver:site prepara versão em português

RIO - O Twitter, site de microblogs mais popular da internet, já trabalha em uma versão para o português. De acordo com a companhia, o Brasil é um dos países estratégicos, embora inglês e japonês sejam os dois idiomas mais escritos na plataforma. O brasileiro é um dos povos mais ativos no Twitter, confirmou Jenna Dawn, porta-voz do site americano. Segundo a consultoria britânica comScore, há 5,945 milhões de usuários no país, cerca de 1,5 milhão de pessoas a mais que em todo o resto da América Latina, onde 4,498 milhões acessam o Twitter.

Em uma conferência com os jornais da América Latina que fazem parte do Grupo de Diarios América (GDA) - formado por 11 dos principais periódicos da região, entre eles O GLOBO - Jenna lembrou do forte crescimento do Twitter no Chile após o terremoto de fevereiro, quando o número de contas aumentou 500%. Com isso, a empresa percebeu, segundo ela, a importância de ter o site de microblogs em diversos idiomas. Atualmente, são seis: além de inglês, espanhol e japonês, há italiano, francês e alemão.

- Se não tivéssemos Twitter em espanhol, não teríamos conhecido o impacto (da importância do idioma). O Twitter estará disponível em português, mas ainda não temos uma data para o lançamento - revelou.

75% não postam comentários

A executiva destacou que o Twitter já aposta no Brasil. Isso porque o país é uma das seis nações que têm um "Trend Topic" - espécie de lista que conta com os assuntos mais populares entre os usuários de determinadas localidades. Ao lado do Brasil estão México, Reino Unido, EUA, Canadá e Irlanda. Em breve, haverá um do Chile. Há ainda os "Trend Topics" das cidades. Atualmente são 13 nos EUA (Nova York, Washington, Los Angeles, São Francisco, entre outras), além de Londres e São Paulo. A ideia do Twitter é criar em breve um "Trend Topic" até para bairros.

Segundo Jenna, Brasil, Chile e Venezuela são responsáveis pelas cifras mais importantes da América Latina. Mas ela não revelou os números.

Jenna Dawn detalhou o comportamento dos usuários do Twitter. Ela destacou que cerca de 75% dos acessos são feitos por aplicações móveis (telefones celulares) e os 15% restantes, no próprio site. E mais: 75% das pessoas com perfil no Twitter não postam comentários. A empresa também está preocupada com a segurança dos usuários, por isso vem conversando com os governos para manter a plataforma mais segura.

No Brasil, o Twitter - com 5,945 milhões de usuários - é o terceiro site de relacionamento mais acessado. Fica atrás do Orkut, da Google, com mais de 24,6 milhões de usuários, e do Windows Live Profile, da Microsoft, com 11,2 milhões. Já na América Latina (incluindo o Brasil), o Twitter é o quinto - com 10,4 milhões. Na região, o líder é o Facebook, com 48,7 milhões de usuários, seguido de Windows Live Profile (36,4 milhões), Orkut (25,2 milhões) e HI5.com (12,5 milhões).

Em entrevista ao jornal mexicano "El Universal", Jenna afirmou que o Twitter não é "nada sem as pessoas, elas tinham coisas a dizer antes de a plataforma existir".

- O Twitter não trata de estabelecer laços de amizade, mas sim de compartilhar informações pelo mundo, é um espaço aberto - afirmou a porta-voz, em visita ao México para o primeiro congresso latino-americano de Twitter (#140 México).

O Twitter se define como um serviço aberto de informação em tempo real, em que milhões de pessoas trocam conteúdo. A informação postada deve caber em 140 caracteres.

Fonte: O Globo
Data: 25/05/2010

Amazônia será fotografada em 3D para coleta de informações inéditas sobre composição da mata e atividade humana na região

Imagem de como seria a Amazônia se não houvesse floresta
/ Foto: Divulgação Embrapa
RIO - Moda no cinema, o 3D extrapolou as telonas e chegou à Amazônia. A tecnologia será testada no monitoramento da floresta a partir da semana que vem. À frente da experiência está a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que, com o novo modelo, desenvolvido dos EUA, espera conseguir informações inéditas sobre a composição da mata, as redes de drenagem e a atividade humana na região.

A tecnologia tridimensional já é aplicado em florestas temperadas dos EUA e Canadá. Para chegar ao Brasil, o sistema sofreu adaptações que propiciassem a penetração das imagens a uma mata mais densa. Isso porque, ao contrário do monitoramento por satélite, usado atualmente na Amazônia, a resolução em 3D consegue atravessar a cobertura vegetal e enxergar qualquer objeto a até 15 centímetros do solo.

- Vamos usar um equipamento aerotransportado, com um pulsor de laser acoplado a um GPS - explica Marcus Vinicio Neves d'Oliveira, pesquisador do Laboratório Virtual da Embrapa nos EUA, onde o novo monitoramento foi desenvolvido. - Esta máquina atua com frequência de 100 mil a 200 mil pulsos por segundo. A cada pulso emitido, ele retorna com até oito informações de três coordenadas: latitude, longitude e altitude.

A precisão do escaneamento permite aos pesquisadores selecionar pontos e, no sistema, simular a região sem árvores. A técnica é útil para o planejamento de manejos de solo.

Imagem em infravermelho da Amazônia
/ Foto: Divulgação Embrapa
Outra atividade humana que pode ser extensivamente vigiada é o desmatamento, em boa parte ainda oculta pela copa de árvores maiores.

- Como é possível rastrear qualquer coisa a 15 centímetros do solo, conseguimos identificar o corte ilegal de árvores - revela d'Oliveira.


- O modelo trabalha com uma resolução muito superior ao Google, que fornece visões apenas do que está a 30 centímetros do chão, e não enxerga além do topo das árvores maiores.

Além do que foi derrubado, o 3D mede a riqueza da vegetação resistente ao avanço humano. O levantamento tridimensional proporciona o cálculo da biomassa da floresta - leia-se: o volume de madeira das árvores e os estoques de carbono.

- São parâmetros avaliados separadamente em cada árvore, que podem ser úteis para traçar políticas públicas - ressalta o pesquisador da Embrapa.

A vocação multiuso do levantamento atinge até a paleontologia. A equipe responsável pelo 3D avalia se uma das prioridades do levantamento será detectar, sob a cobertura vegetal, a eventual existência de geoglifos ainda desconhecidos. Os geoglifos são figuras desenhadas nas rochas por povos antigos, supostamente demarcando terras sagradas. No Brasil, algumas imagens já foram encontradas no Acre, justamente o estado eleito para os primeiros monitoramentos tridimensionais.

Fonte: O Globo
Data: 27/05/2010

Centenas de publicações do Instituto Oriental (OI) da Universidade de Chicago disponíveis online

Quase três centenas de volumes do Instituto Oriental (OI) da Universidade de Chicago estão disponíveis online.

Se você tem interesse especial por estudos de assiriologia e áreas afins, confira aqui e aqui.

The Oriental Institute is a research organization and museum devoted to the study of the ancient Near East. Founded in 1919 by James Henry Breasted, the Institute, a part of the University of Chicago, is an internationally recognized pioneer in the archaeology, philology, and history of early Near Eastern civilizations.

Fonte: Observatório Bíblico
Data: 26/05/2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pesquisa inédita mostra que e-book é irreversível

Para 5% dos entrevistados, os distribuidores ficarão fora do mercado de e-books, mas 68% acreditam que continuarão tendo participação expressiva, adaptando-se à nova modalidade.(por Rosely Boschini - presidente da Câmara Brasileira do Livro - CBL)

A totalidade das editoras consultadas em pesquisa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) considera ser o e-book um meio adequado para a comercialização de conteúdos. No entanto, sua participação no mercado ainda é incipiente, pois somente 2% das empresas o adotam para a oferta de volume razoável de títulos (entre 30% e 50% do catálogo). Setenta por cento sequer iniciaram a implantação do processo e a grande maioria dos que já o utilizam tem menos de 10% de suas obras disponíveis na nova mídia.

Há, na própria enquete, explicações plausíveis sobre o porquê dessa baixa adesão. Para a plena disseminação do livro digital, os editores consideram necessário solucionar os seguintes obstáculos, por ordem de importância: digitação de fundos editoriais; gestão de direitos digitais; disponibilidade ainda baixa de dispositivos e-readers que facilitem a leitura; os hábitos dos consumidores quanto às obras impressas; e a integração do canal de distribuição com o de papelarias.

Os empresários acreditam, porém, na solução dessas questões e já indicam, na própria pesquisa da CBL, como vislumbram os sistemas de comercialização do e-book. Trinta e seis por cento optam pela venda direta e 25%, por plataformas de gerenciamento de direitos digitais (DRM, do inglês Digital Rights Management). O restante dos entrevistados ainda não têm posição firmada. Quanto aos canais de comercialização, 18% definem-se por seus próprios sites na Internet, enquanto 7% indicam a utilização de ferramentas de terceiros e outros 7%, a combinação das duas modalidades.

Para 5% dos entrevistados, os distribuidores ficarão fora do mercado de e-books, mas 68% acreditam que continuarão tendo participação expressiva, adaptando-se à nova modalidade. Vinte e três por cento creem que as livrarias solicitarão diretamente às editoras, projetos específicos para a venda.

É interessante notar como os próprios editores analisam a transformação do mercado após o advento do e-book. Para 45% deles, o negócio de suas empresas deve ser adaptado de modo que elas se transformem em habilitadoras ou facilitadoras dos conteúdos. Vinte por cento preconizam apenas a adequação dos conteúdos, mas com a manutenção do seu controle por parte da editora. No tocante ao impacto nas livrarias, 35% acreditam que elas serão praticamente iguais no futuro. Quarenta e três por cento acham que serão voltadas ao comércio eletrônico e 23% pensam que sequer existirão como as conhecemos atualmente.

As editoras entrevistadas participaram do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, recentemente realizado pela CBL, na capital paulista, e se incluem entre as mais de 300 que terão estandes na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, também promovida pela entidade, de 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Neste evento — o momento do livro no Brasil! —, as tendências do mercado delineiam-se de maneira mais clara.

O que deverá ficar cada vez mais nítido quanto ao e-book, conforme se pôde aferir na pesquisa, é que se trata de tendência irreversível. Surgirá um consistente mercado de equipamentos de leitores eletrônicos, que cativarão parte dos consumidores. Isto, entretanto, não significará o fim do livro impresso, cujo encanto, praticidade e caráter lúdico continuarão determinando a preferência de bilhões de pessoas. Saber explorar a convergências de mídias significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda. Cabe ao setor livreiro aproveitar tais possibilidades, desenvolvendo uma vertente mercadológica promissora e capaz de contribuir para o aumento do número de leitores.

Obviamente, como também se observa nas respostas dos editores, será necessário um novo ordenamento dos direitos autorais. Sem tal providência, a ser normalizada internacionalmente, ficará difícil desenvolver e consolidar o mercado do e-book. Segurança quanto à autenticidade e legalidade dos conteúdos também será fundamental, pois a digitalização de conteúdos editoriais, mesmo sob a tutela de direitos legais, suscitará facilidades para a reprodução ilegal, como se vê nos CDs e DVDs, ampliando a ameaça de falsificação muito além das máquinas copiadoras, que há muito afrontam o mercado. As dificuldades e problemas a serem superados, contudo, não devem impedir o avanço da tecnologia. É preciso conviver com as transformações, adaptar-se a elas e as converter em real oportunidade.

Fonte: Administradores.com.br
Data: 25/05/2010

Digitalização de livros aumenta no mundo


No Brasil, as bibliotecas na internet contribuem para a democratização da informação

por Nahima Maciel

José Mindlin: pouco antes de morrer, o bibliófilo doou parte do seu acervo para a USP

O livro ainda não acabou, prateleiras de bibliotecas e livrarias continuam abarrotadas e nem o anúncio do sedutor iPad fez caírem os índices da lista dos mais vendidos do New York Times. Mas há, sim, uma batalha travada silenciosamente na galáxia do livro impresso. Enquanto se discute por aí se e-books vão substituir o papel, uma indústria paralela se prepara para digitalizar a maior quantidade de livros possível e coloca em pauta a mais importante das discussões sobre a ligação entre tecnologia e acesso à informação. Disponibilizar o conhecimento na web é democratizar a informação, mas como fazê-lo? E nesse campo de batalha há pelo menos dois fronts bem definidos. De um lado está a lógica comercial, que aceita o risco de burlar os direitos autorais. Do outro, as instituições apegadas à ética da preservação do objeto e seu autor.

Nos Estados Unidos, a Google passou por cima das leis de direitos autorais e digitalizou 12 milhões de livros. O que não está em domínio público fica indisponível na web, mas permanece integralmente armazenado nos discos rígidos da empresa para futura comercialização. Em Paris, a Biblioteca Nacional da França (BNF) criou o Gallica, sistema que armazena, online, mais de um milhão de livros e documentos. O Brasil ainda engatinha nessa trilha.

O projeto mais expressivo começou a ser realizado na Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. A instituição disponibilizou na web 1.200 volumes da coleção de 40 mil títulos doada por José Mindlin em 2006. A biblioteca digital intitulada Brasiliana pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e é um braço de projeto mais amplo que envolve a construção de um prédio para receber o acervo de Mindlin.

O projeto de digitalização conta com financiamento de R$ 1,8 milhão do Ministério da Cultura e da Fapesp. Quase nada se comparado aos 14 milhões de euros anualmente destinados ao projeto da francesa Gallica. Na França, toda compra de equipamentos audiovisuais implica o pagamento de imposto reservado para a digitalização do acervo da BNF.

Para montar a Brasiliana, a USP conta com um scanner robótico único na América Latina. Dotado de braço mecânico, o equipamento tem capacidade para digitalizar 2.400 páginas por hora. "Mas não estamos conseguindo atingir essa meta porque temos livros raros, delicados. Tenho conseguido colocar três livros novos por dia", conta Pedro Puntoni, diretor da Brasiliana. A intenção é colocar online todo o acervo livre de direitos autorais, aqueles livros que já estão em domínio público.

Políticas sólidas
Também em São Paulo, a Mario de Andrade, maior biblioteca pública do país, amarga a falta de políticas sólidas para o livro na era digital. Entre 2000 e 2006, a instituição conseguiu disponibilizar apenas 200 obras raras e quatro mil do acervo de 3,3 milhões de itens. "É pouco. Mas temos projetos para digitalizar livros raros sobre o Brasil, são projetos que mandamos para a Fapesp", conta a bibliotecária Joana Moreno de Andrade, responsável pela seção de obras raras.

No Rio de Janeiro a situação traz um alento. Desde 2006, a Biblioteca Nacional (BN) tem laboratório próprio e equipe de oito pessoas para digitalização do acervo. O financiamento vem de instituições estrangeiras como a Unesco, a Mellon Foundation e a brasileira Finep. "A digitalização tem dois objetivos: acesso e preservação", diz Angela Bitencourt, coordenadora da Biblioteca Digital da BN. "Visamos democratizar o acesso à coleção, que representa a memória documental do país. É uma digitalização feita com mais cuidado, a captura tem que ser feita em qualidade alta para que esse arquivo digital possa ser cópia fiel do original." No site, o usuário tem acesso a 30 mil itens, entre eles cinco mil áudios e oito mil imagens.

Brasília no começo

A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB), a maior da cidade, não tem projetos de digitalização do acervo físico de 500 mil livros. "Digitalizamos apenas as dissertações ainda em formato impresso e a produção dos pesquisadores. Nosso acervo de livros não está digitalizado nem vai estar tão cedo por causa do volume e do custo, que é muito alto", avisa Sely Costa, diretora da instituição.

A Biblioteca do Senado Federal é a única da cidade engajada em um programa de digitalização. É possível consultar em rede 180 das quatro mil obras raras da instituição. São mapas e relatos dos séculos 18 e 17, documentos históricos como a Nova orbis, que narra a expedição de Joannes de Laet à América e foi publicado em 1633. "Nossa capacidade varia de acordo com a qualidade dos documentos. Obras raras têm que ter manuseio cuidadoso, mas fazemos de seis mil a sete mil páginas por mês e o projeto começou em agosto de 2009", conta o bibliotecário André Luiz Lopes. Já na Biblioteca Nacional Leonel Brizola, nem mesmo o acesso ao acervo físico está liberado para os usuários.

Curiosidades online

Biblioteca Digital do Senado
Documentos e relatos sobre a expedição Cruls, cartas trocadas entre Dom Pedro I e Dom João VI na época do Brasil Império.

Biblioteca Brasiliana USP
É a única biblioteca pública no Brasil cujo acervo possui cinco livros de Francisca Júlia, poeta paulistana do início do século 20 importante para a história da literatura na cidade. A Brasiliana também colocou online toda a poesia de Vinicius de Morais, depois de um acordo com a família do compositor, que liberou os direitos autorais.

Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
A coleção de mais de duas mil fotografias da imperatriz Maria Thereza Chirstina está disponível no site. Cada imagem vem acompanhada de fichas detalhadas sobre a foto.



Fonte: Correio Braziliense
Data: 24/05/2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Faltam meios de divulgar produção acadêmica do Brasil

artigo de Nelson Pretto

"A 4ª CNCTI pode se constituir em mais um destes importantes espaços de discussão para a elaboração de políticas públicas que permitam avançar na formação do cidadão, especialmente no que diz respeito à sua formação científica"

Nelson Pretto (nelson@pretto.info) é professor associado da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Artigo publicado no portal "Terra Magazine":

As conferências nacionais começaram a ser realizadas no Brasil no ano de 1941. Recente pesquisa feita pelo Iuperj identificou, no entanto, que houve um salto na realização das mesmas nos dois mandatos do presidente Lula. Na amostra de 80 conferências, 56 ocorreram nos últimos sete anos; e de 33 temas identificados pela pesquisa, 32 foram tratados no período.

Além disso, a mesma pesquisa identificou "3.750 projetos de lei no Congresso Nacional que guardavam afinidade com 1.937 diretrizes resultantes das conferências".

Nesta semana será realizada em Brasília a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI). Reveste-se de importância a participação da sociedade organizada como forma de poder discutir os temas cruciais para o desenvolvimento científico e tecnológico de forma mais ampla.

A 4ª CNCTI pode se constituir em mais um destes importantes espaços de discussão para a elaboração de políticas públicas que permitam avançar na formação do cidadão, especialmente no que diz respeito à sua formação científica, desde já a compreendendo numa perspectiva expandida.

Antes de mais nada, necessário se faz pensar que o acesso ao conhecimento tem que ser tratado como um direito inalienável de todos os cidadãos. Mas esse acesso tem que ser entendido para além da perspectiva de se consumir informações produzidas externamente, em geral a partir de uma produção fechada e elitista. Precisamos, ao mesmo tempo, estimular a produção de culturas e conhecimentos locais, pensadas aqui no seu plural pleno.

Dessa forma, buscamos o fortalecimento da cidadania planetária, com fronteiras e bordas cada vez mais diluídas, possibilitando que as interações entre pessoas e culturas se deem de forma intensa, hoje enormemente favorecidas pela presença marcante das tecnologias digitais, especialmente a internet.

Permitam-me destacar aqui, entre tantos outros, dois ou três pontos que me parecem fundamentais para a discussão. O momento contemporâneo demanda o estabelecimento de uma política nacional de informação para o país articulando diversas áreas.

Esta política não deveria estar centrada apenas na questão do registro e disseminação da informação, mas na criação de uma infraestrutura que permita a toda a sociedade o acesso à informação em conjunto com o estímulo à produção de conhecimentos em todos os espaços sociais. Esta seria uma política básica e fundamental para a geração de conhecimentos e culturas e deveria ter como base o seu compartilhamento.

Tomemos inicialmente o caso do acesso à produção científica mundial. Importante investimento vem sendo feito pelo governo brasileiro com a aquisição dos direitos de acesso às principais revistas acadêmicas do mundo através do Portal de Periódicos da Capes, criado em 2000, com um custo anual de mais de 50 milhões de dólares, fruto de exaustivas negociações com os editores privados das principais revistas acadêmicas do mundo.

Seguramente essa é uma política que tem de ser fortalecida como a única forma de viabilizar, neste momento, que os resultados das pesquisas científicas desenvolvidas em todo o mundo estejam acessíveis e de forma fácil, para todos. No entanto, precisamos pensar em políticas públicas nesse campo que olhem para além disso.

Necessário se faz intensificar a importante política pública do governo federal através do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), instituto da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia que tem favorecido a publicação de revistas acadêmicas brasileiras fomentando o acesso aberto ao conhecimento.

O Ibict implantou e está disseminando o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) e o Inseer, uma incubadora de revistas para dar suporte àquelas instituições e grupos que já possuem publicações impressas mas que não possuem as condições institucionais para realização da migração para o novo sistema.

O que se está conseguindo com isso é a ampliação do acesso para toda a população dos países falantes da língua portuguesa da produção científica nacional e internacional. Hoje, já são 777 revistas em acesso aberto no país e esta ação precisa ser fortalecida, estimulada e ampliada.

No entanto, é fato que, desde a implantação do Portal de Periódicos e das Revistas de Acesso Livre, praticamente mais nada se investiu na aquisição dos periódicos nacionais e muito menos estrangeiros para alimentar as nossas bibliotecas públicas.

Com a não aquisição das versões impressas dos periódicos, o que terminou acontecendo é que para aqueles usuários, notadamente os mais pobres em recursos financeiros, que não têm acesso doméstico à infraestrutura de comunicação ficou praticamente impossível a leitura desses artigos porque também as nossas bibliotecas não estão equipadas com infraestrutura suficiente para permitir a leitura em tela e a sua impressão.

Dessa forma, cria-se um quase paradoxo: o grande investimento para viabilizar o acesso ao conhecimento produzido é inviabilizado para aqueles que mais precisam justamente porque "na ponta" do sistema não está garantido esse acesso através de banda larga, computadores e impressoras.

Não podemos esquecer que no campo da formação de professores são os nossos alunos os mais carentes, e normalmente de pouco tempo dispõem para a leitura desses artigos em tela, sendo absolutamente fundamental, pelo menos em um primeiro momento, a impressão dos artigos para o seu estudo em lugares distintos e sem conexão.

Complementarmente, e talvez aí tenhamos uma das ações de maior impacto, necessário se faz que a Capes passe a considerar as publicações que adotam o acesso aberto como sendo aquelas que merecem maior pontuação - não deixando de lado o rigor científico - nos mecanismos institucionais de avaliação de professores e programas de pós-graduação.

Assim, o sistema Qualis de avaliação de periódicos e livros precisaria pontuar favoravelmente editoras e publicações que tivessem como critério o acesso livre, fazendo com isso um movimento indutivo no fortalecimento desta política.

Por fim, pensar nestas políticas implica, como sempre, pensar na necessidade de intensas articulações interministeriais, com evidentes interfaces da ciência e tecnologia com ações de outros Ministérios, a exemplo do Plano Nacional de Banda Larga, do Programa Nacional do Livro Didático e Plano Nacional do Livro e da Leitura, dos programas de informatização das escolas do ensino básico (Proinfo) e do projeto Um Computador por Aluno (UCA), só para citar alguns exemplos.

Desafios postos, cabe-nos pensar - como faz o físico italiano Marcelo Cini - para além de nós mesmos. Marcelo Cini: "Atualmente estamos trabalhando com todos os fatores que a ciência tentou exorcizar, minimizar, deixar fora de suas fronteiras". Essa, quem sabe, pode ser uma oportunidade histórica para pensarmos um pouco além do nosso próprio umbigo.(Portal Terra Magazine, 22/5)

Fonte: JC e-mail 4016
Data: 24/05/2010

Lula sanciona lei que determina instalação de bibliotecas em escolas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. De acordo com o texto, publicado no "Diário Oficial" da União nesta terça-feira (25), cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado.

A organização, a manutenção e o funcionamento desses novos espaços devem ser definidos pelas instituições.

Ainda segundo a publicação oficial, as bibliotecas escolares devem contar com "coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura". O prazo máximo para a instalação dessas bibliotecas é de dez anos.

Também no "Diário Oficial", há uma lei que autoriza a instalação de salas de aulas em presídios. Nesses locais, devem ser realizados cursos do ensino básico e profissionalizante. Essa determinação entra em vigor a partir da data da publicação.

Fonte: G1
Data: 25/05/2010

Segue íntegra da Lei n.12.244, de 24.05.2010, publicada no DOU-I de 25.05.2010, dispondo que as instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, concedendo um prazo de dez anos para sua efetivação e que sejam respeitadas as Lei 4084/1962 e 9.674/1998 (que estabelecem que compete ao bibliotecário a organização, direção, administração de bibliotecas e serviços de documentação, execução dos serviços técnicos etc.)

LEI Nº 12.244, DE 24 DE MAIO DE 2010

Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos desta Lei.

Art. 2o Para os fins desta Lei, considera-se biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura.
Parágrafo único. Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares.

Art. 3o Os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num prazo máximo de dez anos, respeitada a profissão de Bibliotecário, disciplinada pelas Leis nos 4.084, de 30 de junho de 1962, e 9.674, de 25 de junho de 1998.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Carlos Lupi

Fonte: www.in.gov.br

SIR 2010 - Análise e evolução das atividades de pesquisa em instituições de ensino superior iberoamericanas

El Ranking Iberoamericano SIR 2010 se presenta como una herramienta de análisis y evaluación de la actividad investigadora de las Instituciones de Educación Superior en Iberoamérica. El informe, elaborado en forma de conjunto de rankings, muestra información ordenada sobre la actividad investigadora de las universidades. Los indicadores han sido seleccionados para ofrecer información relevante a los responsables de política científica y a gestores de recursos de investigación y con la finalidad de poner de relieve algunas de las dimensiones más importantes que caracterizan la actividad investigadora de las instituciones.

El objetivo final es servir de herramienta de análisis y evaluación en una doble vertiente. Por un lado pretende ofrecer una visión general, ayudando a los responsables políticos a vislumbrar como se adecuan los resultados de investigación obtenidos a nivel institucional a los objetivos expuestos en los planes, programas y políticas científicas tanto a nivel institucional y nacional, como fundamentalmente dentro del contexto iberoamericano. Y por otro lado, desde un punto de vista más específico, ofreciendo a los responsables institucionales un instrumento de benchmarking para evaluar la adecuación de los resultados en investigación con los recursos asignados, las prioridades establecidas y los desafíos planteados.

Metodología

El Ranking Iberoamericano SIR 2010 presenta un perfil detallado basado en datos cuantitativos de publicación y citación para analizar la actividad investigadora de todas las instituciones iberoamericanas de Enseñanza Superior. Para su elaboración se han analizado las publicaciones científicas incluidas en el índice de citas Scopus producido por Elsevier. Scopus es la mayor base de datos científica del mundo con más de 20.000 publicaciones científicas, incluyendo más de 17.000 revistas “per review”, libros y actas de congresos.

El ranking incluye todas las universidades iberoamericanas que han producido alguna comunicación científica en el periodo 2003-2008. Los datos relativos a la producción de las instituciones corresponden a aquellos artículos que incluyen alguna dirección perteneciente a dichas instituciones. Para los datos basados en citación se han analizado todas las publicaciones del mundo en el periodo establecido.

Análisis General

El ranking incluye las 607 universidades iberoamericanas que han publicado algún documento recogido en Scopus en el periodo 2003-2008. En total son 28 los países que incluyen al menos una institución en el ranking, sin embargo la distribución es muy desigual, a España, Brasil y Colombia pertenecen casi el 50% de las instituciones.

Acesse aqui o documento completo

Fonte: Site do The SCImago Institutions Rankings (SIR)
Data: 25/05/2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Thomson Reuters compra Revista dos Tribunais


A revista da CBBU está recebendo submissões de artigos para o seu próximo número

No intuito de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da informação através do relato das atividades, das inovações, da luta por recursos, dos sucessos obtidos e mesmo das tentativas, foi criada a revista da CBBU - a RevIU.

Trata-se de um lugar certo para divulgar as experiências profissionais; uma revista cuidadosamente preparada, com seriedade, que oferece à CBBU a oportunidade de diversificar e ampliar sua atuação.

A RevIU está recebendo submissões de artigos para o seu próximo número que será lançado em outubro durante o XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias.

Os artigos devem seguir as orientações que estão disponíveis em http://www.siglinux.nce.ufrj.br/~gtbib/site/normas-para-a-publicacao/ e devem ser enviados até 15 de agosto, para dptbib@sibi.ufrj.br.

Acesse o site do XVI SNBU

Fonte: CBBU_IES por e-mail
Data: 23/05/2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sistema de Bibliotecas da UFMG seleciona artigos para periódico científico

A Biblioteca Universitária-Sistema de Bibliotecas da UFMG
irá selecionar, até o dia 18 de junho, artigos científicos, revisões
de literatura, relatos de experiência e resenhas bibliográficas com a
finalidade de compor o primeiro volume da revista Bibliotecas
Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas.

A Revista, que é voltada para pesquisadores e profissionais de
informação, tem como objetivo
difundir o conhecimento em Biblioteconomia e Ciência da Informação,
temas pertinentes às bibliotecas universitárias, abrangendo as
questões teóricas e práticas das áreas em seus aspectos tecnológicos,
humanos, sociais e afins.

Com periodicidade semestral, a revista será disponibilizada em formato
impresso e digital e a
submissão de artigos será realizada pelo portal da revista.

Mais informações no site da revista www.bu.ufmg.br/rbu, pelo telefone
31 3409-5521 ou revista@bu.ufmg.br.

Fonte: Biblioteca Universitária - Sistema de Bibliotecas da UFMG por email
Data: 21/05/2010

As semelhanças e diferenças na redação de um artigo científico e de uma patente

Sonia Regina Federman é examinadora de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Artigo enviado pela autora ao "JC e-mail":

Mundialmente, a necessidade de publicar artigos é reconhecida como inerente a universidades e centros de pesquisa, para a liberação do conhecimento. É inquestionável, portanto, que escrever artigos "já está no sangue" do pesquisador. A prática de publicar artigos levou o cientista nacional a vencer as mais rígidas normas internacionais.

Por outro lado, escrever patentes ainda é um problema para ele, que considera o assunto complicado e trabalhoso, levando alguns a "esquecer" esse procedimento tão sério e importante para o pesquisador, universidade e Brasil.

O primeiro artigo nunca é esquecido. Para a publicação do artigo, são muitas as normas - espaçamentos, tamanhos da fonte, referências, etc. - a serem obedecidas que, para a colocação em prática, só depois da leitura de muitos artigos. Depois de tudo isso, o artigo é submetido ao revisor que, normalmente, faz algumas exigências e questionamentos que devem ser cumpridos e satisfeitos.

Após a publicação do artigo, o pesquisador já está pronto para redigir os próximos. Depois do primeiro, os outros são quase automáticos, ao longo da carreira acadêmica. O mesmo acontece com a redação da primeira patente, é como se fosse o primeiro artigo. Tudo é difícil, complicado e burocrático no início, mas, depois, também passa a ser automático para o pesquisador preocupado em proteger anos de pesquisa.

Quais, então, as diferenças e semelhanças entre a redação do artigo científico e a da patente? Inicialmente, a publicação de um artigo concretiza o direito autoral e, consequentemente, o crescimento profissional do pesquisador. Quanto mais artigos, mais conhecido ele será, mais facilmente conseguirá financiamentos para seus projetos.

Por outro lado, o simples depósito do pedido de patente garante a expectativa do direito de propriedade industrial, garantindo o recebimento de royalties provenientes da comercialização da patente, ou mesmo do simples pedido depositado. Enquanto o artigo confirma a competência científica do pesquisador, a patente comprova sua responsabilidade na proteção do conhecimento obtido através do investimento direcionado a sua pesquisa.

O artigo é subdividido em introdução, materiais e métodos, resultados e discussão, conclusão, agradecimentos e referências. Na introdução, é feita uma breve explanação sobre a pesquisa bem como a descrição do estado da arte de conhecimento do autor, citando sempre os artigos relacionados.

O relatório do pedido de patente é semelhante. Ele começa com a introdução, que é composta do campo da invenção (onde se menciona as áreas tecnológicas em que a patente poderá ser utilizada), o estado da técnica (estado da arte + patentes) - onde são descritos os problemas técnicos existentes, de conhecimento do depositante, que se pretende solucionar -, fazendo sempre menção às patentes que o reflitam e finalmente, um resumo da solução proposta para o(s) problema(s) apontado(s).

No artigo, existe a parte onde são descritos os materiais e os métodos empregados na obtenção dos resultados, por exemplo: tipos de reagentes, etapas e variáveis processuais, equipamentos para a realização e/ou caracterização do material, etc.

No relatório descritivo da patente, também existe uma parte semelhante, onde se descreve detalhadamente a invenção, através das etapas processuais, equipamentos empregados, tabelas comparativas entre o que está sendo protegido e o que já é conhecido. A parte relativa aos resultados e discussão do artigo científico se equipara à descrição detalhada no relatório descritivo da patente, onde:

(i) a invenção é descrita pormenorizadamente de modo a permitir sua reprodução por um técnico no assunto; (ii) é ressaltada a diferença entre a matéria pleiteada e o que já é conhecido do estado da técnica; (iii) são apresentados e discutidos os resultados alcançados; (iv) são apresentados os exemplos da melhor forma de realização bem como, os exemplos comparativos entre os resultados alcançados e aqueles atingidos pelo estado da técnica, enfatizando, assim, a atividade inventiva introduzida no que já é conhecido.

Tanto a redação do artigo quanto a do relatório descritivo da patente, terminam com uma conclusão. Diferentemente de alguns artigos, na patente, os desenhos e gráficos devem ser apresentados como anexo, após o quadro reivindicatório e antes do resumo.

Entretanto, existem algumas diferenças na redação do artigo e da patente: (i) na patente, diferentemente do artigo, não existe a parte relativa aos agradecimentos e referências bibliográficas. Nela, as referências são citadas ao longo do texto e não, ao final, como se fosse um anexo; (ii) na patente existe uma parte denominada "quadro reivindicatório", local onde os direitos do depositante estão delimitados e protegidos, segundo o artigo 41 da Lei 9.279/96. Em uma demanda, os direitos do depositante estarão restritos ao que está definido no quadro reivindicatório e não, no relatório descritivo; (iii) o foco do artigo é a pesquisa científica enquanto que o da patente, uma descrição essencialmente técnica, passível de industrialização; (iv) no artigo, por exemplo, a temperatura, o pH, etc., descritos na metodologia devem ser definidos - temperatura 200 oC, pH igual a 3, etc. - enquanto que, na patente, essas informações devem vir sob a forma de faixas (100 °C a 500 °C, pH de 1 a 6, etc.) para resguardar os direitos do depositante.

Sem dúvida, uma outra diferença entre a patente e o artigo é o tempo para sua concessão. Enquanto o artigo é publicado em meses, a patente leva cerca de cinco ou seis anos para ser concedida, dependendo da área tecnológica. O que muita gente não sabe, entretanto, é que essa demora não é exclusiva do Brasil. A concessão de uma patente nos Estados Unidos, por exemplo, leva em média cinco anos. As exceções ficam por conta do Japão e da Coreia do Sul, com uma média de dois anos e meio para liberar a patente.

Assim, está claro que a maneira de escrever um pedido de patente é bastante semelhante à de um artigo. Se o artigo precisa seguir uma formatação específica, a patente, também e, ambas - espaçamentos, tamanhos de letra, margens, etc. - são simples. O mais difícil de aceitar é despender anos de pesquisa, tirando "leite de pedra" e ver terceiros que não fizeram qualquer esforço, se apropriando do árduo trabalho, simplesmente porque se considera a redação de uma patente complicada e burocrática.

Então, como redigir um pedido de patente? Muito simples. Para a redação de artigos internacionalmente respeitados foi necessário, além do conhecimento técnico, a leitura de vários artigos semelhantes para aprender a formatação exigida. Para começar a redigir o pedido de patente, além do conhecimento técnico, é imprescindível a leitura de outras patentes para se familiarizar com sua redação (o que e até onde descrever), protegendo a pesquisa e garantindo os direitos industriais.

É importante ressaltar que a leitura de patentes não permite apenas aprender a redigir um pedido de patente, mas, considerando que ela é uma das maiores e mais importantes fontes de pesquisa - devido a exigência de descrever tecnicamente a melhor forma de realizar a invenção - permite conhecer e ser reconhecido pelos concorrentes/parceiros nacionais e internacionais, conhecer tecnologias alternativas além de, quando for o caso, realizar a engenharia reversa.

O pesquisador nacional está acostumado a vencer as mais rigorosas normas internacionais para a publicação de artigos, uma vez que, reconhecidamente a pesquisa nacional tem potencial tecnológico para tanto. Consequentemente, ele também possui condições de redigir pedidos de patentes também de alcance internacional, bastando para tanto, apenas "enfrentar o bicho de sete cabeças" e começar a redigir pedidos de patente da pesquisa que possui potencial tecnológico e industrial. Tudo é uma questão de cultura. A cultura de redigir artigos já está perfeitamente consolidada. Agora, é preciso fazer o mesmo com a redação da patente.

Fonte: JC e-mail 4015
Data: 21/05/2010

Furto em museu surpreende a polícia em Paris


Para levar quadros de mestres como Pablo Picasso, bastou quebrar uma janela e arrombar um cadeadoUm furto de obras de arte colocou em xeque a segurança dos museus franceses. Um ladrão precisou apenas quebrar uma janela e arrombar um cadeado para entrar no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris e levar cinco quadros de pintores famosos, como Henri Matisse e Pablo Picasso, com valores estimados em 100 milhões de euros (R$ 227 milhões).

O crime foi descoberto na manhã de ontem, antes da abertura do museu que ocupa parte do Palais de Tokyo, prédio em estilo Arte Déco, debruçado sobre o Rio Sena em um bairro chique da capital da França. Os responsáveis pelo museu constataram a violação da janela e do cadeado, além de imagens registradas pelas câmeras de segurança do momento em que o ladrão entrou no estabelecimento e desligou o alarme.

O Museu de Arte Moderna de Paris, inaugurado em 1961 e mantido regularmente graças as doações, abriga mais de 8 mil obras ilustrando as diversas vertentes da arte do século 20, como o cubismo e o novo realismo.

Os serviços especializados da polícia apontaram diversas vezes para a falta de proteção dos museus, principalmente em Paris. Em junho de 2009, um caderno de desenhos de Picasso, com valor estimado em 3 milhões de euros (R$ 6,8 milhões), foi furtado durante o dia do museu do artista na capital francesa. Em dezembro, um desenho em pastel do francês Edgar Degas, Les Choristes (As Coristas), foi levado do museu Cantini de Marselha.

Desde que o crime foi descoberto, a ocorrência e fotos dos quadros foram divulgadas em todas as bases de dados policiais existentes no mundo, via Interpol (polícia internacional). O escritório central de luta contra o tráfico de bens culturais, serviço da polícia judiciária único e especializado desde 1975 nesse domínio, mostra uma base de dados que contabiliza 80 mil imagens de obras de arte desaparecidas. A Interpol tem uma base similar que rastreia cerca de 26 mil imagens de “obras de arte mais procuradas no mundo”.

Paris
Obras furtadas

- “Pigeon aux petits pois” (“Os pombos e as ervilhas”), do espanhol Pablo Picasso
- “La pastorale” (“A pastoral”), do francês Henri Matisse
- “L’olivier près de l’Estaque” (“A oliveira perto de Estaque”), do francês Georges Braque
- “Nature morte, chandeliers” (“Natureza morta com candelabros”), do francês Fernand Léger
- “La femme à l’éventail” (“A mulher com leque”), do italiano Amedeo Modigliani (imagem acima)

Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/05/2010

Google apresenta TV com internet


Tecnologia permitirá fazer pesquisas, assistir a vídeos do YouTube e a trailers na televisãoUma conferência anual de desenvolvedores em San Francisco, EUA, foi palco do anúncio da Google TV. O projeto, apresentado ontem, deve estar disponível ainda em 2010 no mercado norte-americano, segundo executivos da empresa. A ideia é trazer a internet para os televisores. Em parceria com as fabricantes Sony (TVs) e Logitech (conversores), a Google TV virá com o navegador de internet Chrome instalado.

Na apresentação, os desenvolvedores disseram que o objetivo é transportar a experiência de navegação já vivenciada nos computadores para as telas de TV. Assistir a vídeos do YouTube, pesquisar episódios de seriados ou usar outros programas de computador será possível no equipamento. Como resume a apresentação: passar menos tempo procurando conteúdos e mais assistindo.

A tecnologia estará presente em televisores da Sony, com processadores da Intel adaptados. Também serão vendidos conversores e aparelhos de Blu-ray que permitirão o uso da Google TV em outros equipamentos. A Logitech deve produzir teclados e outros acessórios para a TV.

A Adobe informou que o Flash Player 10.1 será integrado ao navegador Chrome para a visualização dos conteúdos, e aplicativos do Android Market poderão ser baixados na TV. Não foram divulgados preços ou data de lançamento em outros mercados.

Como funciona

- O usuário poderá realizar pesquisas em grade de programação, vídeos do YouTube, internet e conteúdos já salvos no HD da televisão.

- Ao digitar o nome de um filme na barra de buscas, por exemplo, a Google TV indicará em que canal a atração está passando, qual o próximo horário de exibição, como comprar o filme online ou a opção de assistir ao trailer.

- Outros conteúdos, como fotos e músicas, também poderão ser pesquisados. Ainda será possível navegar na internet.

Fonte: Zero Hora Online
Data: 21/05/2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cientistas arquivam em caixa-forte nos Alpes códigos para ler tecnologias extintas



Diferentemente de hieróglifos em pedras ou pergaminhos, os arquivos digitais têm prazo de validade curto; muito menor do que se pensa.

E, para a Humanidade não correr o risco de perder conhecimentos preciosos, como ocorreu após o incêndio da Biblioteca de Alexandria, cientistas europeus esconderam num bunker nos Alpes suíços uma cápsula que contém o "genoma digital". Ela servirá para que as próximas gerações possam ler dados arquivados em tecnologia obsoleta ou extintas nas próximas décadas. Uma espécie de Pedra de Rosetta - as inscrições encravadas que permitiram decifrar os hieróglifos - da era digital.

Nessa missão que lembra o cenário de filmes de espionagem, cientistas foram acompanhados de corpulentos seguranças vestidos de preto. A cápsula do tempo foi levada através de um labirinto de túneis, passando por cinco zonas de segurança, e guardada numa câmara blindada protegida por uma porta de 3,5 toneladas, resistente o suficiente a um ataque nuclear contra à instalação, o"Fort Knox" suíço, próximo às pistas de esqui de Gstaad.



A caixa selada contém a chave, ou códigos, para decifrar os formatações digitais extintas, e será guardada pelos próximos 25 anos.

A preocupação dos cientistas é que, hoje, para ler as anotações de Albert Einstein, basta pegar seus cadernos numa biblioteca.

Mas em 50 anos, as pesquisas de Stephen Hawking, por exemplo, estarão em formato digital, e talvez não seja possível a futuras gerações lê-las, diz o bibliotecário britânico Adam Farquhar, que faz parte do projeto, iniciado há quatro anos e chamado Planetas.

O projeto tem o apoio de 16 bibliotecas europeias e instituições de pesquisa para preservar os recursos digitais de todo o mundo, já que hardware e software são substituídos num ritmo vertiginoso.

- A cápsula do tempo contém o equivalente digital do código genético de diferentes formatos de dados, ou seja, um genoma digital - comentou Farquhar, coordenador do projeto que custou US$ 18,5 milhões.

- Eu não posso ler a minha própria tese hoje, exceto a cópia impressa em papel, porque não havia nada disso quando a escrevi.

Para se ter uma ideia, cada indivíduo do planeta já gerou nada menos que 100 GB de dados, o equivalente a 24 toneladas de livros.

São desde fotos de férias até prontuários médicos, passando por praticamente quase todas as atividades diárias atuais. Este volume equivale a mais de um 1 trilhão de CDs cheios. Porém, à medida em que as tecnologias avançam, a duração de cada uma delas diminui. Estima-se que só a União Europeia perde em informação digital o equivalente a 3 bilhões de euros ao ano, dizem especialistas.

E os estudos mostram que os formatos comuns de arquivos de dados, como os CD e DVDs, duram 20 anos, enquanto outros formatos têm um prazo de validade menor ainda, de cinco a sete anos.

- Se não forem tomadas medidas adequadas de preservação digital, isso poderá nos custar milhares de milhões no futuro - diz Andreas Rauber, da Universidade de Viena.

Aplicações em várias áreas

A cápsula terá aplicações em diversas áreas: de empresas farmacêuticas que quiserem acessar pesquisas realizadas há décadas à indústria aeroespacial que precise, por exemplo, analisar detalhes de de aviões construídos para voar por 30 ou 40 anos.
- As pessoas vão se surpreender quando abrirem a cápsula - diz Raube.(O Globo, 19/5)

Fonte: JC e-mail 4013
Data: 19/05/2010

RNP e Oi fecham acordo de cooperação técnica

Empresa disponibilizará infraestrutura de transmissão de dados à rede de pesquisa

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT) e a Oi, empresa de telecomunicações brasileira, assinaram nesta quarta-feira (19/5) acordo de cooperação técnica e científica para a realização conjunta de projetos para evolução da internet, em plataforma experimental (aplicações, serviços e protocolos de rede) e a estruturação de ambientes de teste para projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos na área de telecomunicações.

O acordo é decorrente de um compromisso firmado entre a Oi e a Anatel para aprovar a compra da Brasil Telecom pela empresa. A agência estabeleceu que a companhia resultante da fusão devesse investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D), nos próximos 10 anos, os valores correspondentes a 100% do recolhimento feito anualmente ao Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), o que equivale hoje a, aproximadamente, R$ 140 milhões.

Pelo convênio, a Oi disponibilizará infraestrutura de capacidade de transmissão em fibras ópticas para uso não comercial pela RNP, além de operar e realizar a manutenção dos sistemas.

Nesta primeira etapa, o alcance da rede acadêmica nacional, operada pela RNP, será ampliado, com múltiplos gigabits, para 24 capitais, beneficiando iniciativas em ciência, tecnologia, educação, saúde e cultura e ampliando a infraestrutura de backbone da organização.

Estima-se que o maior impacto social deste acordo se refira às ações de suporte à pesquisa e educação a distância, que produzem novas aplicações utilizadas nas políticas públicas de formação de professores (exemplo: Universidade Aberta do Brasil), pesquisa e educação em saúde (exemplos: Rede Universitária de Telemedicina e Programa Nacional de Telessaúde), entre outras.

A rede da RNP interliga hoje cerca de 600 instituições de ensino superior e de pesquisa e beneficia mais de um milhão de usuários. Além disso, viabiliza a conexão destas a instituições acadêmicas internacionais, por meio da conexão às redes acadêmicas latino-americana (RedClara), europeia (Géant) e norte-americana (Internet2), além de ter conexão própria à Internet mundial.
(Assessoria de Comunicação da RNP)

Fonte: JC e-mail 4013
Data: 19/05/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Restrito a convidados, Google agora abre Wave para o público

Antes fechado para convidados, o Wave, sistema de comunicação em desenvolvimento pelo Google, foi aberto ao público nesta quarta-feira (19).

Para testar o serviço, é preciso ter uma conta do Google e acessar wave.google.com.

Chegada do Buzz coloca desempenho do Google Wave em xeque

O audacioso Wave, que mistura aspectos de rede social, correio eletrônico e programa de mensagens instantâneas, foi lançado com estardalhaço em maio de 2009.


Google Wave, promessa de integração de MSN, rede social, correio eletrônico e aplicativos, segundo empresa

Na época, o Google apresentou o Wave como "o que o e-mail seria se fosse inventado hoje". Segundo a empresa, o correio eletrônico é basicamente o mesmo desde a sua criação, mais de 40 anos atrás.

No início, apenas cerca de 3.000 desenvolvedores tinham acesso ao Wave.

Convites para testar o serviço chegaram a ser negociados no site de leilões eBay a preços em torno de US$ 150.

Aos poucos, os convites começaram a chegar a mais pessoas, mas o Wave foi recebido com apatia e acabou sendo abandonado por boa parte dos usuários.

"Se você testou o Google Wave um tempo atrás e achou que ele não estava muito pronto para uso real, agora é uma boa hora de voltar para uma segunda tentativa", escreveu Stephanie Hannon, gerente de produto do Wave.

Segundo Hannon, o serviço está mais rápido, estável e fácil de usar.

Fonte: Folha Online
Data: 19/05/2010

Microsoft tenta melhorar o Hotmail

Apesar das poucas mudanças nos últimos doze anos, o serviço gratuito de e-mail continuar o mais popular do mundo com 360 milhões de usuários

O serviço de webmail gratuito da Microsoft vai mudar cara. Segundo a empresa de Bill Gates, o novo Hotmail terá vantagens comparativas em relação aos rivais Yahoo e Google.

A atualização, que deverá estar disponível em julho ou agosto, classificará automaticamente as mensagens recebidas em diversas categorias sincronizando com a lista de contatos dos usuários e com as redes sociais. Também irá fornecer amostra de fotos recebidas, vídeos e outros materiais sem ter que abrir um anexo ou clicar em um link. O Yahoo e o Google já disponibilizam essas funções.

Outras ferramentas estão sendo adicionadas para torná-lo menos pesado para enviar fotos, vídeos, documentos e outros acessórios para destinatários de email. Outra ideia é fazer a sincronia do Hotmail com celulares mais fácil.

Tudo isso faz parte da reforma mais ampla do Hotmail desde que a Microsoft comprou o serviço há 12 anos, disse Chris Jones, um executivo da Microsoft, que está supervisionando as renovações.

"Nosso serviço não estava fazendo o melhor trabalho que poderia fazer", disse Jones, durante uma prévia das novidades.

As novas funcionalidades vão, supostamente, permitir que as pessoas gastem menos tempo gerenciando suas caixas de entrada e mais tempo desfrutando e digerindo o que está nas mensagens.

Mesmo com poucas alterações, o Hotmail permanece o serviço mais utilizado do mundo com 360 milhões de usuários, de acordo com estatísticas comScore. O Yahoo ocupa a segunda posição mundial, com cerca de 284 milhões de usuários, seguida pelo Gmail do Google com 173 milhões de usuários.

A Microsoft também vai tentar tornar o serviço mais seguir, copiando a ideia do Google, que pergunta ao usuário se ele realmente quer abrir o endereço que foi enviado pelo e-mail. A funcionalidade deixa o computador menos vulnerável aos hackers.

Fonte: Abril.com
Data: 18/05/2010

O poder incendiário de uma palavra

Ruy José Válka Alves

"Quantos Butantans ainda serão necessários para nossos tesouros científicos, culturais e históricos terem a guarda que merecem?"

Ruy José Válka Alves é professor do Departamento de Botânica do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do qual foi vice-diretor. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

O Brasil acaba de perder um acervo insubstituível da diversidade biológica, graças à precariedade da infraestrutura de segurança, carência tão comum em nossas instituições públicas. Com muita propriedade, Miguel Trefaut e Hussan Zaher dizem no artigo de 16/05, que esse incêndio era uma tragédia anunciada, pela falta de condições adequadas - Estadão, www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100516/not_imp552414,0.php
No Museu Nacional (UFRJ), grande parte dos acervos de biodiversidade, antropologia e geologia se encontram acondicionados no Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista, importante edifício histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O palácio possui três pavimentos com pisos e estruturas de madeira. A escada que dá acesso aos andares é igualmente de madeira, o que expõe pessoas e acervos a riscos adicionais em caso de incêndio.

Ao longo de vários anos, a extinta Fundação Vitae, fazendo o papel que caberia ao governo, custeou a reforma da rede elétrica do palácio e promoveu melhorias no acondicionamento dos acervos, o que melhorou em muito a segurança do patrimônio científico e histórico.

Ao longo das últimas décadas, várias gestões do museu se preocuparam com os riscos de incêndio, muito evidentes no palácio. Para os céticos, tais riscos foram documentados através de um laudo de uma especialista em prevenção de incêndios, Roária Ono.

Em 2004, o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil liberou uma verba emergencial de R$ 500 mil para melhorias na segurança do Museu Nacional. Os recursos foram alocados no Iphan. Destinou-se R$ 160 mil à construção de duas escadas externas de incêndio, que permitiriam a evacuação das centenas de pessoas que trabalham no palácio.

O Iphan aprovou o projeto e realizou duas licitações buscando quem construísse as escadas, mas apenas uma empresa compareceu. Em 16 de dezembro, a Superintendência do Iphan informou ao Museu Nacional de que, não havendo mais prazo para nova licitação, os recursos seriam devolvidos à União.

Entendendo que as escadas eram de vital importância, em 21/12 a Direção apelou da decisão. O Iphan, então, informou que seria possível construir as escadas caso a Direção obtivesse um documento do Corpo de Bombeiros, comprovando o caráter emergencial. No mesmo dia, obtivemos o documento cobrado, assinado pelo Diretor Geral de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros, dizendo que "sem dúvida a adoção das escadas propostas (...) iria melhorar consideravelmente as condições de escape da edificação, diminuindo os efeitos negativos causados por um sinistro".

Faltou, no documento, a palavra "emergencial" - a única que interessava à Procuradoria do Iphan. Em 22 de dezembro a Procuradoria Geral do Iphan bateu o martelo. O dinheiro foi devolvido à União. Um novo pedido de apoio ao ministro da Cultura não foi atendido. O museu continua sem as escadas até hoje.

Se um dia, ao Museu Nacional, as chamas levarem os preciosos acervos, veremos mais um triste exemplo do poder de uma palavra. E caberá a pergunta: quantos Butantans ainda serão necessários para nossos tesouros científicos, culturais e históricos terem a guarda que merecem?

Fonte: JC e-mail 4012
Data: 18/05/2010

Europa cria "genoma digital" para formatos de mídias de dados

SAANEN, Suíça (Reuters) - Em um complexo subterrâneo secreto nos Alpes suíços, pesquisadores depositaram nesta terça-feira um "genoma digital" que servirá como orientação a futuras gerações para que possam ler dados armazenados por meio de tecnologias extintas.

Acompanhados por um forte esquema de segurança, os cientistas carregaram uma "cápsula do tempo" por um labirinto de túneis e atravessaram cinco zonas de segurança para chegar ao cofre onde ela será armazenada, perto das reservas de esqui Gstaad.

A caixa selada contendo as chaves para decifrar formatos digitais extintos ficará trancada pelos próximos 25 anos, protegida por uma porta de 3,5 toneladas, forte o bastante para resistir a um ataque nuclear contra a instalação, conhecida como "o Fort Knox suíço."

"Pode-se apanhar os cadernos de anotações de Einstein em uma estante e lê-los ainda hoje. Mas daqui a 50 anos é possível que a maior parte das anotações de Stephen Hawking só existam em forma digital, e talvez não tenhamos como lê-las," disse Adam Farquhar, da British Library, um dos dois cientistas da computação e arquivistas encarregados da transferência da cápsula.

A cápsula representa a conclusão do projeto "Planets," iniciado quatro anos atrás com o apoio de 16 bibliotecas, arquivos e instituições de pesquisa europeias, a fim de preservar os ativos digitais do planeta em meio ao ritmo acelerado de substituição de hardware e software.

"A cápsula do tempo que será depositada no Fort Knox suíço contém o equivalente digital ao código genético de diferentes formatos de dados, um 'genoma digital,'" disse Farquhar, coordenador do projeto avaliado em 15 milhões de euros (18,49 milhões de dólares).

"Não tenho como ler minha dissertação hoje, a não ser em papel, porque na época em que a escrevi não existia um sistema como este disponível," disse.

Já existem cerca de 100 gigabytes de dados --o equivalente a 24 toneladas de livros-- por habitante do planeta, variando de fotos de férias a fichas médicas, disseram os organizadores do projeto, acrescentando que esse volume equivaleria a mais de 1 trilhão de CDs repletos de dados, em todo o mundo.

Mas à medida em que os avanços tecnológicos se sucedem e permitem que as pessoas vivam por mais tempo, a duração de cada tecnologia se reduz, o que significa que, na União Europeia apenas, o equivalente a 3 bilhões de euros em informação são perdidos a cada ano.(Por Jason Rhodes)

Fonte: Reuters Brasil
Data: 18/05/2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jean-Claude Carrière: "O e-book vai desaparecer"

Escritor diz que o livro eletrônico será substituído a partir do momento em que outra engenhoca puder conectar os leitores com todas as bibliotecas do mundo

Dois escritores, amantes do livro e da leitura, encontram-se para registrar diálogos sobre o que será do objeto de seu afeto quando as novas tecnologias começarem a democratizar os livros eletrônicos. As conversas de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, organizadas por Jean-Philippe de Tonnac, transformam-se no livro _não contem com o fim do livro que está sendo lançado no Brasil pela Editora Record.

Além de escritor, Jean-Claude Carrière é dramaturgo e roteirista. Nasceu em 1931, trabalhou com Luis Buñuel, escreveu mais de 80 roteiros e é autor de mais de 30 livros. De Paris, Jean-Claude Carrière conversou com ÉPOCA sobre os diálogos com Umberto Eco, o livro, o futuro da leitura e a preservação da memória.

ÉPOCA - De quem foi a ideia de fazer o livro e como ele foi realizado?
Jean-Claude Carrière - Conheço Umberto há muito tempo. Temos mais ou menos a mesma idade. Já trabalhamos juntos em outro livro, há alguns anos. A idéia surgiu com o aparecimento do e-book, o livro eletrônico. Foi Jean-Philippe Tonnac, o jornalista que fala conosco no livro, quem teve a ideia. Ele falou com um editor, da Grasset, que imediatamente concordou em fazer o livro. Ele foi feito em vários tempos, quer dizer, primeiramente trabalhamos em Paris, na minha casa. Logo depois fui passar duas semanas na casa de campo de Umberto, na Itália. Nós trabalhamos muito, os dias inteiros, e em seguida revisamos as transcrições dos nossos textos orais. O material é apresentado como conversas, mas na verdade nós reescrevemos e retrabalhamos as falas. E Jean-Philippe de Tonnac organizou o material e dividiu-o em capítulos.

ÉPOCA - No texto, vocês se referem à permanência do livro considerando quase sempre o livro no papel. Em sua opinião, o que faz do livro um livro?
Carrière - Essa é uma pergunta que ninguém nunca se faz. Pois um livro é um objeto que nós lemos. Então, por exemplo, nós chamamos de “livro” um manuscrito da Idade Média, escrito à mão, que não é impresso. Da mesma maneira, nós chamamos de “livro” também o livro eletrônico. Então, um livro não é necessariamente um objeto impresso, cujas páginas a gente vira com o auxílio da mão. É um objeto que é lido e que tomou várias formas ao longo dos tempos. Mas nem foram tantas formas assim, afinal, desde o século XV, quando foi inventado o livro impresso, essa forma se manteve a mesma em todos os lugares do mundo. Ele continua sendo sempre o mesmo tipo de objeto e tudo leva a crer que assim continuará por um bom tempo. Como diz Umberto, é uma forma que foi encontrada, como um martelo, como uma colher, e que atende perfeitamente a demanda que temos para essa forma.

ÉPOCA - Em várias passagens do seu livro, o senhor demonstra uma grande preocupação com a preservação da memória. Que riscos correm o livro e a leitura?
Carrière - Confunde-se muito o livro e a leitura. Não é a mesma coisa. O livro é um objeto, a leitura é uma atividade. Será que a leitura está sendo ameaçada? Por ora, não. Absolutamente. Pois, para usar um computador e todos os objetos eletrônicos que nós utilizamos, é preciso saber ler. Além disso, utilizamos às vezes um certo vocabulário, ainda mais complicado, que é a linguagem do próprio computador. Há signos novos a serem aprendidos. Umberto e eu pensamos - e não somos os únicos - que cada vez que surgem novas técnicas, essas pretendem eliminar todas as outras. Por exemplo, quando o cinema apareceu, pensou-se que era o fim do teatro, da ópera e até mesmo o fim da literatura. De modo algum. O cinema ocupou um lugar entre as várias formas de expressão. Então, é provável que a leitura eletrônica seja extremamente útil para documentos, para cientistas, para juristas, e mesmo para mim às vezes será útil. E é muito provável que ela vá ocupar um espaço entre outras formas de leitura.

ÉPOCA - Se o senhor pudesse resumir, quais seriam as vantagens e as desvantagens dos livros digitais?
Carrière - Quando eu trabalhava com Luis Buñuel, em um filme que se chamava Via Láctea, e que trata das heresias da religião cristã, eu era obrigado a carregar comigo 50 livros sobre a história das heresias. Hoje, eu poderia carregar todos num e-book. Tomaria tempo para fazê-lo, mas seria muito mais cômodo para transportar. E até mesmo para consultar, porque eu poderia ter um sistema de referências que me permitiria ir diretamente ao assunto que gostaria de consultar.

ÉPOCA - E as desvantagens?
Carrière - O uso do livro digital não é igual ao uso do livro. O inconveniente é que lemos todos os livros no mesmo suporte, que não tem diferença de formato e que não tem diferença quanto à qualidade do papel, temos o mesmo objeto para ler coisas extremamente diferentes, ao passo que – pensamos Umberto e eu, como todos os admiradores do livro – há uma relação entre a forma de um livro, seu aspecto exterior, e seu conteúdo. Não é o caso do e-book, evidentemente, que é sempre o mesmo.

ÉPOCA - Há uma funcionalidade no Kindle que permite, ao sinalizar ou fazer anotações em um determinado trecho do livro, que outros leitores, que destacaram o mesmo trecho, possam ter acesso a esses comentários. Como o senhor vê essa possibilidade de compartilhamento, de socialização das observações, sendo a leitura um exercício tão íntimo, ao menos até hoje em dia?
Carrière - Sim, conheço isso, é extremamente útil para todos os trabalhos de pesquisa, de erudição, trabalhos científicos e da área do direito. Pode ser muito útil, pode prestar grandes serviços. Mas é também preciso dizer que o e-book já está obsoleto. Já está ultrapassado. Pois teremos no ano que vem uma nova geração de telefones celulares que nos colocarão diretamente em contato com as bibliotecas, ou seja, não teremos mais necessidade de abastecer o nosso e-book. É esse o problema no momento: o mais cansativo é colocar no e-book o que queremos levar na viagem, ou o que queremos consultar a seguir. A partir do momento em que tivermos outra engenhoca que poderá nos conectar com todas as bibliotecas do mundo, o e-book vai desaparecer.

ÉPOCA - Desde que os diálogos do livro foram gravados, algumas mudanças ocorreram no mercado de livros digitais. Uma delas, o surgimento do iPad, da Apple. Diante disso, o que o senhor acrescentaria ao que está dito no livro? Cabe alguma atualização?
Carrière - Isso não muda nada do que dissemos no livro, absolutamente nada. O verdadeiro problema da técnica contemporânea, que nós seguimos de perto – Umberto e eu somos espíritos totalmente abertos às novas técnicas -, é que elas ficam obsoletas muito rápido. É a rapidez extrema com que se sucedem as invenções. O número de vezes que mudamos nosso suporte para poder olhar filmes é impressionante. E nos custou muito dinheiro. A questão a se colocar é: será que esse desenvolvimento espetacular das novas tecnologias vai chegar a um ponto de parada? Será que em alguns anos se chegará a um objeto que será definitivo? É essa a verdadeira questão que todos ao nosso redor se colocam. Por ora, não se trata, de modo algum, de comprar um e-book, pois você sabe, com certeza, que o conteúdo que se coloca nos e-books não vai durar mais que cinco anos.

ÉPOCA - A propósito, o senhor acredita que com a conectividade e as outras tantas possibilidades dos livros eletrônicos, poderíamos ter uma espécie de livro vivo, um texto literário em constante atualização?
Carrière - De todo modo um texto nunca permanece igual. Ele muda de acordo com o leitor. Se você e eu lermos o mesmo texto, leremos cada um à nossa maneira. Não será o mesmo texto.

Fonte: Revista Época
Data: 14/05/2010

Comitê desativa satélite Sino-brasileiro que gerou vasto acervo fotográfico

Depois de 13 mil órbitas em torno da Terra e a distribuição gratuita de um acervo de 270 mil imagens a usuários brasileiros e outras 60 mil a usuários de mais de 40 países, o satélite Cbers-2B teve suas operações encerradas no último dia 11 pelo Comitê Conjunto do Programa Cbers. O anúncio aconteceu na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).

Após fornecer milhares de imagens do Brasil e China, de outros países da América do Sul e África, desde o dia 16 de abril os centros de controle brasileiro e chinês não conseguiram mais estabelecer contato com o equipamento, que envia sinais indicando falta de energia. Como as chances de se restabelecer o funcionamento normal são mínimas, a Agência Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) e o Inpe, responsável no Brasil pelo Programa Cbers, deram como encerrada a vida útil do artefato.

Lançado em 19 de setembro de 2007, o satélite tinha vida útil prevista para dois anos. Enquanto esteve em atividade, o Cbers-2B gerou cerca de 74 mil imagens com a câmera CCD, 11 mil com a WFI e 300 mil com a HRC, apenas sobre a América do Sul. O término da operação reduz o número de imagens utilizadas em programas como Prodes e Deter, que monitoram o desmatamento na Amazônia e passam a utilizar as imagens geradas a partir dos satélites americanos Terra/Modis e Landsat-5, e do indiano Resourcesat.

Os satélites do Programa Cbers são resultado do acordo assinado em 22 de agosto de 1988 entre a Agência Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) e o Inpe, que planejam o lançamento do próximo satélite do programa em 2011. O Cbers-3 será o primeiro satélite da segunda geração desenvolvida sob a parceria sino-brasileira. Entre as principais inovações está a presença de quatro câmeras imageadoras, uma a mais do que o modelo anterior.

O Inpe é uma instituição associada à ABIPTI.

As imagens geradas pelo Cbers-2 podem ser acessadas sem custo acessando o site www.dgi.inpe.br/CDSR.

Para informações sobre o Programa Cbers acesse http://www.cbers.inpe.br.

Fonte: Gestão C&T N° 932
Data: 17 a 19/05/2010

Ministério do Meio Ambiente disponibiliza mapa da Amazônia atualizado

Está disponível na internet a nova base cartográfica da Amazônia. A iniciativa traz informações básicas e atualizadas de hidrografia, malha viária, localidades, florestas e divisão política compondo um conjunto de informações sobre a estruturação do território amazônico.

O diretor de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Vizentin, avalia que as informações vão servir como base para o planejamento e gestão do território além da questão ambiental. "Ela cobre todos chamados vazios cartográficos, áreas sobre as quais se tem pouco ou nenhum conhecimento territorial, beneficiando vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações numa escala inédita", explica Vizentin.

Considerado um dos mais completos instrumentos norteadores para políticas públicas na Amazônia, o mapa passa a integrar o Sistema Cartográfico Nacional e cumpre papel importante no Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que é implementado pelo Departamento de Zoneamento Territorial do MMA.

O mapa está no sítio eletrônico do MMA em escala de 1:100.000 e foi desenvolvido em parceria com o Banco Mundial, Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ver o novo mapa acesse http://www.noticiasdaamazonia.com.br/arquivos/2010/05/cartografia.jpg.

Fonte: Gestão C&T N° 932
Data: 17 a 19/05/2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Digitalização de acervo do Butantã pode ter sido destruída em incêndio

Documentos em papel foram perdidos

Junto com os mais de 500 mil espécimes de animais, o acervo digitalizado do Instituto Butantã pode ter se perdido no incêndio que atingiu um galpão do centro de pesquisas, na zona oeste da capital paulista, na manhã de sábado.

Uma funcionária estava catalogando digitalmente documentos, livros e projetos científicos. O trabalho, que não estava concluído, poderia diminuir o impacto do incidente, caso seja localizado. Os registros em papel foram queimados.

O fogo destruiu a maior coleção científica de cobras do mundo, iniciada há 120 anos. Cerca de 85 mil exemplares eram guardados no prédio. O acervo de aracnídeos, com 450 mil aranhas e escorpiões, também se perdeu.

No domingo de manhã, o Corpo de Bombeiros voltou ao galpão destruído para controlar um princípio de incêndio. As chamas teriam sido provocadas pelo contato das cinzas com o que restou de álcool e formol, onde os animais mortos eram conservados.

A Polícia Civil deve instaurar um inquérito hoje para apurar as causas do incêndio no Instituto Butantã. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) vão elaborar o laudo técnico sobre o acidente.

A investigação também pode apontar se alguém será responsabilizado pelo desastre. O instituto afirmou que aguarda o trabalho da perícia para se pronunciar. A suspeita inicial dos bombeiros que atuaram na ocorrência é de que o fogo foi provocado por curto-circuito ou sobrecarga elétrica.

Interditado. O prédio do laboratório de répteis foi interditado pela Defesa Civil. Há risco de desabamento, segundo funcionários. "O teto está apoiado sobre umas prateleiras de ferro que foram compradas recentemente. Acho que, se não fosse isso, tudo teria caído", afirma um dos pesquisadores do instituto, que prefere não se identificar.

Durante o dia, estudantes visitaram o Butantã para saber se alguma coisa poderia ser salva. Na portaria, eram informados de que não poderiam entrar. "Tenho um amigo fazendo mestrado em cima desse acervo. Vai ter de começar de novo ou mudar a pesquisa, porque não tem como continuar sem a coleção daqui", conta o universitário Caio Amadeu Souza, de 23 anos, que cursa Biologia na Universidade de São Paulo (USP).

O acesso ao parque do instituto permaneceu fechado no domingo. O local será reaberto ao público junto com os museus na terça-feira (18/5), segundo informou o órgão. Além dos seguranças, trabalharam domingo funcionários que recebem animais doados pela população. O instituto é procurado diariamente por pessoas que encontram serpentes ou aranhas em suas casas.

Como não tem onde armazenar esses bichos temporariamente, o biólogo Antônio Carlos Barbosa diz estar levando alguns deles para casa. "É muito triste para todo mundo o que aconteceu. Trabalho aqui há dez anos. Ver o fogo consumir todo aquele prédio foi muito difícil", declara o biólogo, visivelmente abalado.

O incêndio no Instituto Butantã começou por volta das 7h30 de sábado e destruiu um galpão de 1 mil m². O fogo se espalhou rapidamente e só foi controlado pelos bombeiros por volta das 19 horas. Ninguém ficou ferido.

O prédio não tinha sistema de combate a chamas. O centro de pesquisa afirmou, em nota, que "não havia no prédio qualquer problema relacionado às instalações que possa ter originado o incêndio".

(Tiago Dantas)
(O Estado de SP, 17/5)

Fonte: JC e-mail 4011
Data: 17/05/2010