segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Revista Time divulga os 50 melhores websites de 2010
Confira os 50 melhores websites de 2010, de acordo com a revista Time: http://www.time.com/time/specials/packages/0,28757,2012721,00.html
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo
Outras cinco instituições brasileiras aparecem na lista de 500 melhores. Harvard, nos EUA, lidera o ranking pelo oitavo ano consecutivo
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150 melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo. A lista foi divulgada nesta sexta-feira (13).
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times Higher Education Supplement".
O ranking de Xangai especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Além da USP, fazem parte do ranking as brasileiras Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre as 300 melhores, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre as 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre as 500 melhores.
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma estagnação da França, onde sofreu muitas críticas. Como no ano passado, a relação das 500 melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz os EUA na liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda posição no ranking das 500 melhores, com 39 universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154 instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem à frente da França, que com 22 instituições caiu da quinta para a sexta posição, empatada com Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org.
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de excelência. O ranking é muito criticado na Europa, especialmente na França, que denuncia uma avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da formação.
A Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de medalhas Fields (Nobel da matemática) e de artigos publicados em revistas como "Nature" e "Science". A União Europeia prevê criar no próximo ano seu próprio ranking das melhores universidades, orientado pela formação dos estudantes.
Outra universidade da América Latina bem colocada foi a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que ficou entre as 200 melhores.
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72810
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150 melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo. A lista foi divulgada nesta sexta-feira (13).
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times Higher Education Supplement".
O ranking de Xangai especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Além da USP, fazem parte do ranking as brasileiras Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre as 300 melhores, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre as 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre as 500 melhores.
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma estagnação da França, onde sofreu muitas críticas. Como no ano passado, a relação das 500 melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz os EUA na liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda posição no ranking das 500 melhores, com 39 universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154 instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem à frente da França, que com 22 instituições caiu da quinta para a sexta posição, empatada com Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org.
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de excelência. O ranking é muito criticado na Europa, especialmente na França, que denuncia uma avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da formação.
A Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de medalhas Fields (Nobel da matemática) e de artigos publicados em revistas como "Nature" e "Science". A União Europeia prevê criar no próximo ano seu próprio ranking das melhores universidades, orientado pela formação dos estudantes.
Outra universidade da América Latina bem colocada foi a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que ficou entre as 200 melhores.
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72810
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Livros digitais e de papel não coexistirão, diz cientista
Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM na Califórnia, prevê a substituição dos títulos impressos pelos ebooks desde a década de 1990.
A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos. O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta.
O cientista formou-se em 1959 pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foi parar na IBM durante uma missão pessoal: queria percorrer o mundo inteiro em 25 anos. "Passaria um ano em cada país, e comecei pela França, Holanda, Suécia e acabei nos Estados Unidos. Gostei tanto da Califórnia que acabei ficando", conta. Hoje, é pesquisador emérito da empresa, o que, segundo ele, em outras palavras, quer dizer "velho e aposentado".
Algumas previsões de Jacob, como a que envolve os livros digitais, contrariam a de outros futurólogos. Mas ele explica que não diz nada ao acaso. "Já errei algumas vezes e aprendi muito com isso. Refletindo sobre o porquê errei, fui desenvolvendo uma metodologia para fazer meu trabalho ao longo de todos esses anos", garante. Três fatores principais baseiam os cenários futuros projetados pelo engenheiro: "o que está sendo desenvolvido no mundo"; "o que as pessoas querem"; e "quais são os problemas que precisam ser resolvidos".
"Tenho problemas de visão e quando vejo um livro, peço para ele aumentar o tamanho da letra. Não acontece nada no papel. Quando não entendo um termo ou uma expressão ele também não me responde. Queremos interatividade, variar o tamanho dos caracteres, deixar anotações verbais e tudo isso é impossível no livro físico, que chamo de 'tinta sobre árvore morta'", sintetiza o pesquisador. "O livro digital mantém o conteúdo, que é o que importa, e permite todas essas coisas e muito mais. Na internet isso já existe há bastante tempo, só que não é portátil como em um e-reader".
Na conversa que teve com o site Exame, Jacob falou ainda sobre os tablets, carros voadores, videochamadas e as tecnologias que vêm por aí nos próximos anos. Ele disse ainda que tem dificuldade de compreender a mentalidade da geração atual.
Célio Yano, de EXAME.com
Confira nas próximas páginas a íntegra da entrevista
Fonte: http://portalexame.abril.com.br/tecnologia/noticias/livros-digitais-papel-nao-coexistirao-diz-cientista-585533.html
Divulgação/IBM
Jacob, hoje com 73 anos: "há quatro décadas, vejo 10 anos à frente"
São Paulo - Jean Paul Jacob, 73 anos, não é um pesquisador qualquer. No Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, Estados Unidos, há 47 anos sua especialidade é prever o futuro. Desde 1963, ele já previu o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil, o caráter colaborativo da sociedade contemporânea e conceitos como internet das coisas e computação em nuvem. Na década de 1990, antes do lançamento dos e-readers, profetizou o surgimento dos livros digitais, que substituiriam as obras em papel.
A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos. O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta.
O cientista formou-se em 1959 pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foi parar na IBM durante uma missão pessoal: queria percorrer o mundo inteiro em 25 anos. "Passaria um ano em cada país, e comecei pela França, Holanda, Suécia e acabei nos Estados Unidos. Gostei tanto da Califórnia que acabei ficando", conta. Hoje, é pesquisador emérito da empresa, o que, segundo ele, em outras palavras, quer dizer "velho e aposentado".
Algumas previsões de Jacob, como a que envolve os livros digitais, contrariam a de outros futurólogos. Mas ele explica que não diz nada ao acaso. "Já errei algumas vezes e aprendi muito com isso. Refletindo sobre o porquê errei, fui desenvolvendo uma metodologia para fazer meu trabalho ao longo de todos esses anos", garante. Três fatores principais baseiam os cenários futuros projetados pelo engenheiro: "o que está sendo desenvolvido no mundo"; "o que as pessoas querem"; e "quais são os problemas que precisam ser resolvidos".
"Tenho problemas de visão e quando vejo um livro, peço para ele aumentar o tamanho da letra. Não acontece nada no papel. Quando não entendo um termo ou uma expressão ele também não me responde. Queremos interatividade, variar o tamanho dos caracteres, deixar anotações verbais e tudo isso é impossível no livro físico, que chamo de 'tinta sobre árvore morta'", sintetiza o pesquisador. "O livro digital mantém o conteúdo, que é o que importa, e permite todas essas coisas e muito mais. Na internet isso já existe há bastante tempo, só que não é portátil como em um e-reader".
Na conversa que teve com o site Exame, Jacob falou ainda sobre os tablets, carros voadores, videochamadas e as tecnologias que vêm por aí nos próximos anos. Ele disse ainda que tem dificuldade de compreender a mentalidade da geração atual.
Célio Yano, de EXAME.com
Confira nas próximas páginas a íntegra da entrevista
Fonte: http://portalexame.abril.com.br/tecnologia/noticias/livros-digitais-papel-nao-coexistirao-diz-cientista-585533.html
O futuro do livro: e-readers e fórum do livro digital
Evento pré-Bienal do Livro discute novas plataformas de leitura e como será o mercado editorial daqui para frente. Na feira, visitantes poderão manipular e-readers
A tecnologia móvel tende a diminuir a produção de livros, que serão substituídos por e-readers, como o iPad e o Klinde, que já conhecemos. É o que dizem os teóricos sobre o futuro do livro impresso. A leitura não cessará, mas haverá outras plataformas para a transmissão do conhecimento por escrito, e adaptadas a novas necessidades. Ainda que muitos prevejam a "morte anunciada" do papel, a Bienal Internacional do Livro entende que apreender essas novas tecnologias e inseri-las no contexto do mercado editorial é importante para que não haja perdas nem para os editores, nem para os leitores. Esse é o motivo do Fórum Internacional do Livro Digital, que precede a feira literária de São Paulo e está atrelado à sua programação oficial. Ele acontece nos dias 10 e 11 de agosto no auditório Elis Regina, no Parque Anhembi.
A primeira palestra será do americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company, expert em toda cadeia produtiva do livro (redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão). No blog The Shatzkin Files, ele publica textos sobre o impacto da mudança digital no mercado de livros. No segundo dia, o britânico John B. Thompson falará sobre a transformação da indústria editorial do livro. Ele é autor de Books in the Digital Age (Livros na Era Digital ainda não traduzido para o português) e professor de sociologia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Thompson pesquisa a sociologia da mídia e da cultura moderna, a organização social das indústrias da mídia e o impacto social e político de tecnologias de informação e comunicação. Para fechar o fórum, o convidado é Jean Paul Jacob, engenheiro eletrônico brasileiro que profetizou o fim do livro, a exemplo do que já havia feito na década de 1980, quando decretou o fim do vinil diante do aparecimento de CDs e DVDs. É pesquisador emérito da IBM e cientista consultor residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.
Na Bienal propriamente dita, a tecnologia e cultura digitais estarão presentes em debates e no espaço digital da Impresa Oficial do Estado de São Paulo. Lá, os visitantes poderão manipular cerca de 50 equipamentos de leitura digital e de navegação pela Internet, os e-readers. O estande terá conexão wi-fi e o acesso será livre, sem restrição de tempo. Além dos livros da Imprensa Oficial, será possível consultar títulos de outras editoras. Entre as atividades culturais, três mesas abordarão a produção literária no ambiente digital e o próprio livro virtual. No dia 19, às 15h, a mesa "Diversão virtual" terá Angela-Lago e Marisa Lajolo em debate sobre futuro do livro infantil na era digital. No mesmo dia, às 19h, "Literatura em miniatura" traz escritores experimentais que conversarão sobre o microconto e do impacto de blogs e Twitter sobre a ficção contemporânea (com Marcelino Freire, Fabrício Carpinejar, Verônica Stigger e Michel Laub). No dia 21, às 13h, o tema é "O romance fora da página", em que Ana Maria Machado (autora infanto-juvenil), Moacyr Scliar (autor de romances inspirados na Bíblia) e Contardo Calligaris (psicanalista que mergulhou na ficção) discutem para onde vai a subjetividade do escritor e do leitor.
21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 – Anhembi
Período: de 12* a 22 de agosto de 2010 (o dia 12 é dedicado a profissionais do livro)
Horário: das 10h às 22h (dia 22 com entrada até as 18h)
Ingressos: R$ 10,00, R$ 5,00 (estudantes) e gratuita (professores, profissionais da cadeia produtiva do livro, bibliotecários, estudantes inscritos pelo sistema de visitação escolar programada, maiores de 60 anos ou crianças com até 12 anos)
Acesso: Ônibus gratuito na estação Tietê do Metrô e no estacionamento Unipare (Rua Voluntários da Pátria, 344)
Site: www.bienaldolivrosp.com.br
Fórum Internacional do Livro Digital
Local: Auditório Elis Regina, Complexo Parque Anhembi
10 de agosto
20h – Abertura oficial do Fórum Internacional do Livro Digital.
20h – 21h30 – Palestra ― O futuro do livro impresso num mundo digital, de Mike Shatzikin. 11 de agosto
8h30 – 10h – Palestra ― Os livros na Era Digital, de John B. Thompson.
18h00 – 19h30 — Palestra ― O Futuro já não é mais o que era!, de Jean Paul Jacob.
Inscrições: digital@cbl.org.br
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI161855-15220,00.html
A tecnologia móvel tende a diminuir a produção de livros, que serão substituídos por e-readers, como o iPad e o Klinde, que já conhecemos. É o que dizem os teóricos sobre o futuro do livro impresso. A leitura não cessará, mas haverá outras plataformas para a transmissão do conhecimento por escrito, e adaptadas a novas necessidades. Ainda que muitos prevejam a "morte anunciada" do papel, a Bienal Internacional do Livro entende que apreender essas novas tecnologias e inseri-las no contexto do mercado editorial é importante para que não haja perdas nem para os editores, nem para os leitores. Esse é o motivo do Fórum Internacional do Livro Digital, que precede a feira literária de São Paulo e está atrelado à sua programação oficial. Ele acontece nos dias 10 e 11 de agosto no auditório Elis Regina, no Parque Anhembi.
A primeira palestra será do americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company, expert em toda cadeia produtiva do livro (redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão). No blog The Shatzkin Files, ele publica textos sobre o impacto da mudança digital no mercado de livros. No segundo dia, o britânico John B. Thompson falará sobre a transformação da indústria editorial do livro. Ele é autor de Books in the Digital Age (Livros na Era Digital ainda não traduzido para o português) e professor de sociologia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Thompson pesquisa a sociologia da mídia e da cultura moderna, a organização social das indústrias da mídia e o impacto social e político de tecnologias de informação e comunicação. Para fechar o fórum, o convidado é Jean Paul Jacob, engenheiro eletrônico brasileiro que profetizou o fim do livro, a exemplo do que já havia feito na década de 1980, quando decretou o fim do vinil diante do aparecimento de CDs e DVDs. É pesquisador emérito da IBM e cientista consultor residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.
iPad, um dos e-readers que os visitantes poderão manipular na Bienal do Livro
21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 – Anhembi
Período: de 12* a 22 de agosto de 2010 (o dia 12 é dedicado a profissionais do livro)
Horário: das 10h às 22h (dia 22 com entrada até as 18h)
Ingressos: R$ 10,00, R$ 5,00 (estudantes) e gratuita (professores, profissionais da cadeia produtiva do livro, bibliotecários, estudantes inscritos pelo sistema de visitação escolar programada, maiores de 60 anos ou crianças com até 12 anos)
Acesso: Ônibus gratuito na estação Tietê do Metrô e no estacionamento Unipare (Rua Voluntários da Pátria, 344)
Site: www.bienaldolivrosp.com.br
Fórum Internacional do Livro Digital
Local: Auditório Elis Regina, Complexo Parque Anhembi
10 de agosto
20h – Abertura oficial do Fórum Internacional do Livro Digital.
20h – 21h30 – Palestra ― O futuro do livro impresso num mundo digital, de Mike Shatzikin. 11 de agosto
8h30 – 10h – Palestra ― Os livros na Era Digital, de John B. Thompson.
18h00 – 19h30 — Palestra ― O Futuro já não é mais o que era!, de Jean Paul Jacob.
Inscrições: digital@cbl.org.br
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI161855-15220,00.html
Unesco lança a campanha "Um Livro Para Uma Criança no Haiti"
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou uma campanha de arrecadação de livros para as crianças haitianas. Por meio do projeto "Um Livro para Uma Criança no Haiti", doações são enviadas para os campos de deslocados internos da ilha caribenha.
A proposta da agência da ONU é um esforço de recomeçar o processo de aprendizado dos jovens do país, uma vez que escolas e bibliotecas foram destruídas pelo terromoto de janeiro.
Doações
A Unesco está coletando livros em francês (idioma oficial do Haiti) entre os funcionários, amigos e editores. No começo deste mês, um carregamento com 800 publicações foi enviado para a capital haitiana, Porto Princípe.
Os romances, contos e histórias em quadrinhos são oferecidos para crianças entre três e 17 anos de idade, como uma distração para amenizar a dura realidade enfrentada por eles e como uma oportunidade para a leitura.
Paris A agência também sugere aos pais e comunidades do Haiti a encorajar as crianças ao hábito da leitura e da escrita, para que eles não percam o que já haviam aprendido antes do terremoto.
A Unesco irá pedir ainda a estudantes de Paris, onde fica a sede da organização, para doarem livros no início do ano letivo, em setembro. Os jovens franceses poderão escrever mensagens de solidariedade nos livros doados.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4608051-EI8266,00-Unesco+lanca+a+campanha+Um+Livro+Para+Uma+Crianca+no+Haiti.html
A proposta da agência da ONU é um esforço de recomeçar o processo de aprendizado dos jovens do país, uma vez que escolas e bibliotecas foram destruídas pelo terromoto de janeiro.
Doações
A Unesco está coletando livros em francês (idioma oficial do Haiti) entre os funcionários, amigos e editores. No começo deste mês, um carregamento com 800 publicações foi enviado para a capital haitiana, Porto Princípe.
Os romances, contos e histórias em quadrinhos são oferecidos para crianças entre três e 17 anos de idade, como uma distração para amenizar a dura realidade enfrentada por eles e como uma oportunidade para a leitura.
Paris A agência também sugere aos pais e comunidades do Haiti a encorajar as crianças ao hábito da leitura e da escrita, para que eles não percam o que já haviam aprendido antes do terremoto.
A Unesco irá pedir ainda a estudantes de Paris, onde fica a sede da organização, para doarem livros no início do ano letivo, em setembro. Os jovens franceses poderão escrever mensagens de solidariedade nos livros doados.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4608051-EI8266,00-Unesco+lanca+a+campanha+Um+Livro+Para+Uma+Crianca+no+Haiti.html
Viver de sonhos e revoluções
Um dos principais convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, o historiador americano Robert Darnton defende a criação de bibliotecas públicas com obras digitais com acesso liberado
O pesquisador americano Robert Darnton terá jornada dupla na Festa Literária Internacional de Paraty, que começa na quarta-feira: ele participará de duas mesas que tratam do futuro do livro. Não se trata de um exagero - diretor da biblioteca de Harvard, Darnton é autor de A Questão dos Livros (Companhia das Letras), "uma apologia descarada da palavra impressa e seu passado", como escreve na introdução. Ou seja, busca conciliar a obra tradicional, em papel, com as novidades digitais. Mais que isso, defende a criação de uma biblioteca nacional de e-books, com acesso livre. Utópico? Pode ser, mas não o suficiente para frear esse colecionador de livros proibidos da França pré-revolucionária, que falou com o Sabático por telefone.
É possível comparar a revolução dos livros digitais com a de Gutenberg e a criação da imprensa?
Acredito que revoluções são coisas do passado. Podemos fazer uma lista de tudo o que é considerado revolucionário, desde novas formas de se vestir até táticas defensivas no futebol. Por isso que só uso essa palavra para algo realmente grandioso, como é o caso do livro digital, tão fabuloso como a revolução provocada por Gutenberg. Posso estar errado pois é preciso uma distância temporal muito grande para se avaliar devidamente o valor de uma transformação, mas, como vivemos, nos últimos 15 anos, mudanças decisivas na forma de comunicação que atingem nossa vida diária, o risco é seguro. Por outro lado, há quem não defenda como revolucionária a criação de Gutenberg: para alguns pesquisadores, como o francês Lucien Lefevre, a prensa retardou mudanças especialmente no tocante aos manuscritos que, ao serem adaptados ao formato de livro, perdiam muitas qualidades. Assim, segundo Lefevre, tal malefício não pode ser considerado revolucionário.
Mas o senhor concorda?
Não, acredito que Lefevre agiu como um provocador. Basta observar a evolução do papel, que atingiu níveis elevados um século antes de Gutenberg e que é mais importante que a própria invenção da prensa. Ou seja, é um assunto complicado. De uma maneira geral, acredito que a invenção da prensa trouxe mudanças menos dramáticas do que se imagina, mas, por outro lado, essas alterações são mais profundas do que se acredita.
Podemos concluir que o livro tradicional pode conviver com a versão digital, ao menos durante um tempo?
Sim, exatamente, esse é um dos principais argumentos do meu livro. Acredito que as pessoas ainda não entenderam quais são as mudanças provocadas por essa revolução. Comenta-se muito que vivemos na era da digitalização - é verdade, mas isso não significa obrigatoriamente a morte do livro tradicional. Ao contrário: ele se torna mais importante a cada ano. Basta conferir a quantidade de obras impressas que, a cada ano, ultrapassa a do anterior. Aproximadamente 1 milhão de livros a mais são impressos em todo o mundo em um ano, uma loucura.
Qual é o principal problema provocado pela migração de uma obra tradicional, em papel, para a versão digital?
Creio que você se refere à preservação dos textos digitais, um problema que preocupa a grande maioria dos bibliotecários de todo o mundo. Talvez seja esse nosso maior desafio - evitar o desaparecimento de textos extremamente frágeis. Por outro lado, o material impresso em papel resiste por décadas, especialmente o branco, utilizado a partir do século 19. Tal persistência não é ainda garantida no digital que, por conta da evolução tecnológica, tem diversos arquivos obsoletos, como aqueles guardados em disquetes, por exemplo. E um último problema está na dificuldade de muitas pessoas em coletar textos no ciberespaço, pois é preciso ter muitos detalhes desse arquivo para então encontrá-lo. Para piorar, as formas de descrição mudam com o passar dos anos, o que torna inviável hoje um caminho que antes era aconselhável. Assim, se você não dominar o método apropriado, provavelmente seu texto será perdido para sempre. Bem, colocando todos esses empecilhos em uma cesta, você estará criando uma colossal dor de cabeça, especialmente para alguém responsável por uma grande biblioteca como é meu caso, em Harvard. Para evitar isso, investimos pesadas somas de dinheiro para manter nosso arquivo digital, migrando de um sistema para outro quando surge uma nova tecnologia, ou ainda buscando lugares seguros, à prova de terremotos por exemplo, a fim de mantê-lo atualizado ou, melhor dizendo, vivo.
E quais mudanças o senhor observa em nossa noção de narrativa?
É uma boa questão. Para ser totalmente honesto, eu não sei. Mas suspeito que estamos mudando nossa forma de ler. Atualmente, os mais jovens criaram o hábito de ler pequenos blocos de texto e em grande velocidade, seja em Twitter, blogs, ou ainda na troca de mensagens recebidas em celulares e portáteis. Assim, a leitura de um livro tornou-se um ato pouco usual. Por conta disso, é possível acreditar que logo os livros serão adaptados a esse tipo de escrita, ou seja, uma prosa breve, segmentada. Isso vai influenciar decisivamente a forma de se apresentar personagens, descrever cenários, criar atmosferas, utilizar recursos narrativos. Tudo ficará achatado. É uma possibilidade. Ou ainda poderá existir um tipo de escritor que utilize a estratégia típica de um blog, por exemplo, para construir seu romance e assim capturar a atenção do leitor jovem. O fascinante é que a narrativa vai persistir, como vem acontecendo há séculos, período em que passou (e continuará passando) por transformações. Acredito que isso ocorrerá com facilidade no Brasil, por ser seu país muito aberto a novidades tecnológicas. E, como dispõem de grandes escritores, quem sabe se vocês, brasileiros, não acabarão ensinando o resto do mundo sobre novas formas narrativas?
O senhor acredita que, com a escrita digital, surgirão escritores clássicos do naipe de Dickens ou Capote?
Grandes escritores surgem independentemente da forma como é produzido seu texto, seja escrevendo com uma pena ou em um computador. O bom autor se molda com trabalho incessante e determinação, de intensa escrita e reescrita, além de uma boa dose de talento. A escrita digital, por sua praticidade, não confere naturalmente seriedade ao texto de seja qual for o autor. Mas é justamente essa praticidade que deverá modificar, no meu entender, a formação do escritor do futuro, que certamente será diferente do passado. Muitas novas ferramentas estão à disposição, o ato de escrever parece mais cômodo mas, volto a insistir, a determinação exigida há cem anos continuará necessária nos próximos cem.
Por que o senhor defende a criação de uma biblioteca de obras digitais?
É uma causa que tem tomado muito do meu tempo atualmente. Tudo começou quando o site de buscas Google decidiu digitalizar milhões de livros e torná-los públicos. Inicialmente, aprovei a ideia e a biblioteca de Harvard foi uma das cinco primeiras a liberar seu acervo. Mas o perigo do monopólio e da comercialização me fizeram repensar o caso e até a escrever um artigo a respeito. Como despertou uma série de protestos, o acordo acabou na Justiça por conta do risco de infringir as leis antitruste dos Estados Unidos. Admiro o trabalho dos diretores do Google, que prometem cobrar um preço moderado pelo acesso das bibliotecas ao seu banco de dados, mas quem estiver no comando daqui a dez anos vai manter a mesma posição? A ação é civil, não criminal, e vem sendo julgada em Nova York. Como deve se estender por um tempo, gostaria de aproveitar para incentivar a criação de uma biblioteca nacional de obras digitais, que ofereceria um acesso muito mais democrático, gratuito. O financiamento pode vir de fundações e o trabalho seria feito por pesquisadores de bibliotecas. Espero que outros países, como o Brasil, façam o mesmo, a fim de termos uma biblioteca mundial. Sei que é utópico, mas não podemos viver sem sonhos.
Ubiratan Brasil - O Estado de S.Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100731/not_imp588479,0.php
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
É possível a convivência do livro com novas plataformas digitais?
Coexistência é a expressão mais utilizada pelos autores que participam da oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio, ao comentar o futuro do livro em papel e das novas plataformas digitais que permitem a leitura eletrônica, como o e-book.
O inglês Peter Burke, autor de mais de 30 livros - entre eles A Fabricação do Rei, Uma História Social do Conhecimento e, em parceria com sua mulher (Maria Lúcia Pallares-Burke), a obra Repensando os Trópicos: Um Retrato Intelectual de Gilberto Freyre -, acredita que o livro de papel ainda resiste por mais 30 anos, mas, em longo prazo, pode desaparecer como gênero literário.“Como tantas inovações, isso tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é a acessibilidade e o lado ruim é a imaginação de crianças crescendo com a internet e lendo mais na tela que nos livros de papel. Eles vão ler de outro modo, diferente da minha geração. Para eles é fácil ler rapidamente para achar informações, mas lendo tudo na tela é muito difícil se entregar completamente à literatura. Para ler jornais, tudo bem. Para ler livros pequenos não há grande problema. Mas, não consigo ver alguém lendo na internet um livro como Guerra e Paz", afirmou Burke.
O autor cearense Ronaldo Correia de Brito, que tem suas obras caracterizadas pela mescla do imaginário sertanejo e da cultura popular nordestina, acredita que há espaço para todos. "Quando surgiu a imprensa e o livro, foi disseminada a escrita, mas isso não acabou com a oralidade. As histórias continuaram sendo narradas. Da mesma forma, acho que o livro vai continuar existindo enquanto houver celulose”.
Da mesma maneira pensa o jornalista Sérgio Dávila, mediador de um dos debates promovidos pela Casa da Cultura. Ele acredita que assim como a televisão não acabou com o rádio, os meios eletrônicos não devem ser, por enquanto, vistos como uma ameaça ao livro de papel e destacou aspectos insubstituíveis como a portabilidade e “o prazer tátil que você tem ao ler um livro”.
Segundo Dávila, a crise mundial que atingiu a literatura nos últimos anos está sendo mitigada por dois fatores. “O mercado do livro está em ascensão, principalmente nos países emergentes como Brasil, porque tem toda uma classe C e D que está consumindo livro pela primeira vez na vida. Isso pelo lado do livro em papel, formato tradicional. Por outro lado, as editoras estão vendo uma possibilidade maior se abrir o uso das plataformas eletrônicas. Acho que essas plataformas vão conviver”.
Tiago Lacerda, que vive das ilustrações e quadrinhos e coleciona três publicações independentes, aposta que o livro é um elemento insubstituível. “O livro não vai acabar nunca. Um livro digital nunca vai substituir. O e-book não é a evolução do livro. O livro já chegou ao topo e o e-book, na verdade, tenta simular um livro. Não poderia ser evolução, se copia”.
O peruano Julio Villanueva Chang, editor da revista literária Etiqueta Negra e autor do livro de perfis Elogios Criminales, prefere não falar de futuro ou prever o que pode acontecer à indústria literária, mas lamenta que “jornais, revistas e impressos queiram se parecer mais com as páginas webs, twitters e redes sociais como facebook”. Segundo ele, o desafio dos escritores hoje é maior porque vivemos uma época de "crise universal de atenção, que tem a ver com uma transformação paulatina de como percebemos o mundo por meio da tecnologia. Estou te respondendo aqui e, ao mesmo tempo, ouvindo a música que está tocando e a mulher que está conversando na minha frente. Vivemos uma época em que todos querem falar e ninguém escuta”.
Fonte: Agência Brasil
http://www.rubro.paginaoficial.ws/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=134693
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Inep vai mudar sistema de acesso às notas do Enem
Inep vai mudar sistema de acesso às notas do Enem
Esta é a primeira alteração realizada pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais, que também motivou abertura de auditoria
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai mudar o modo pelo qual os estudantes têm acesso às notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela internet. Essa é a primeira alteração no sistema do exame realizado pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais de mais de 12 milhões de estudantes que prestaram o Enem entre 2007 e 2009. O episódio também motivou abertura de uma auditoria interna no instituto que deve durar cerca de 30 dias, segundo o Inep.
Para os inscritos, já não é mais possível recuperar a senha de inscrição na página do exame. Um dispositivo nesse site dava acesso à senha dos candidatos assim que um usuário informasse número de inscrição, CPF, nome, estado de origem e data de nascimento - as mesmas informações disponíveis nos arquivos que ficaram expostos na internet. A avaliação é que o caminho era frágil e, por isso, será alterado. O novo sistemas de senhas deve entrar no ar na próxima semana e durante esse período as instituições que necessitem de informações devem entrar em contato com o Inep.
O MEC enfrentava problemas com sistemas de tecnologia bem antes do vazamento dos dados. No começo do ano, usuários enfrentaram congestionamento durante a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos do Enem para as vagas de institutos e universidades federais. Em março, outro problema técnico no Sisu fez com que estudantes não classificados aparecessem como convocados para matrícula. A auditoria interna que o Inep está tocando ainda não tem data para terminar. A ideia é monitorar as "fragilidades" de todo o sistema, segundo informou o instituto.
(Com Agência Estado)
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/inep-vai-mudar-sistema-de-acesso-as-notas-do-enem?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Esta é a primeira alteração realizada pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais, que também motivou abertura de auditoria
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai mudar o modo pelo qual os estudantes têm acesso às notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela internet. Essa é a primeira alteração no sistema do exame realizado pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais de mais de 12 milhões de estudantes que prestaram o Enem entre 2007 e 2009. O episódio também motivou abertura de uma auditoria interna no instituto que deve durar cerca de 30 dias, segundo o Inep.
Para os inscritos, já não é mais possível recuperar a senha de inscrição na página do exame. Um dispositivo nesse site dava acesso à senha dos candidatos assim que um usuário informasse número de inscrição, CPF, nome, estado de origem e data de nascimento - as mesmas informações disponíveis nos arquivos que ficaram expostos na internet. A avaliação é que o caminho era frágil e, por isso, será alterado. O novo sistemas de senhas deve entrar no ar na próxima semana e durante esse período as instituições que necessitem de informações devem entrar em contato com o Inep.
O MEC enfrentava problemas com sistemas de tecnologia bem antes do vazamento dos dados. No começo do ano, usuários enfrentaram congestionamento durante a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos do Enem para as vagas de institutos e universidades federais. Em março, outro problema técnico no Sisu fez com que estudantes não classificados aparecessem como convocados para matrícula. A auditoria interna que o Inep está tocando ainda não tem data para terminar. A ideia é monitorar as "fragilidades" de todo o sistema, segundo informou o instituto.
(Com Agência Estado)
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/inep-vai-mudar-sistema-de-acesso-as-notas-do-enem?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Flip 2010: Darnton e Makinson afirmam: 'O livro não morreu e nem vai'

Diante de uma plateia interessada, que por várias vezes vibrou com as opiniões expostas na palestra, Darnton foi categórico ao afirmar que vê muito futuro à frente da literatura e que livros tradicionais e digitais podem coexistir pacificamente.
- O rádio não matou o jornal, a TV não matou o rádio. É claro que o futuro é digital, mas o livro não morreu e nem vai. Neste ano serão publicados 1 milhão de livros em todo mundo, só estamos passando por uma transição.
Por sua ligação com as questões de mercado, Makinson acabou sendo questionado sobre os métodos que as editoras estrangeiras vêm buscando para não enfrentar uma crise similar à que afetou a indústria fonográfica, reduzindo a venda de CDs em até 70% nos últimos anos.
- Há uma grande diferença entre o mercado musical e o de livros. Com a era digital, o consumidor viu que era possível comprar apenas uma música, mas ninguém vai chegar em uma livraria e comprar apenas um capítulo de um livro. As pessoas podem ter 35 mil músicas num iPod, mas não faz sentido terem 35 mil livros num e-reader - explicou o convidado, que além de publisher, é dono de uma pequena livraria independente na Inglaterra. - Diferentemente da indústria fonográfica, a impressão ilegal ainda não afeta as vendas de livros.
Outro ponto importante da discussão atual sobre o processo de digitalização de livros é o Google Books, projeto do qual Darnton é crítico ferrenho.
- Admiro o Google e acho excelente que o Google Books tenha 2 milhões de livros em domínio público para o livre acesso, mas é inaceitável o projeto deles de pegar os livros de bibliotecas como a de Harvard, digitalizar e cobrar de nós o acesso a este acervo que é de pesquisa. E isso me preocupa, é a privatização do conhecimento e um monopólio comercial - disse o historiador, arrancando aplausos da plateia da Flip.
Para uma mesa que tratou de assuntos como a morte do livro, do autor, do jornal e até das bibliotecas, a previsão sobre aquilo que ainda vai ser escrito, publicado e lido foi bastante otimista. Para a dupla de debatedores, autores e editores têm muito a ganhar com a transição literária do papel para o meio eletrônico e as possibilidades de integração com áudio, vídeo, realidade aumentada e hipertexto.
- Quanto mais disponível um livro está, mais ganha o autor. O editor, quando compra os direitos sobre uma obra, recebe os direitos para publicá-los na forma digital e física. O papel do editor não vai morrer. Pelo contrário, tende a aumentar com o as possibilidades de integração de conteúdo. Nós, os editores, temos que desenvolver ferramentas e capacidades para tirar vantagem deste negócio. Temos a chance de experimentar e enriquecer o leitor - disse Makinson.
Para Darnton, os editores ainda têm o importante papel de proteger os direitos dos autores.
- Com a tecnologia, é fascinante perceber que os autores podem dialogar com os leitores diretamente. Mas devemos proteger os direitos dos autores no meio digital, eles merecem ser recompensados pela propriedade intelectual de suas obras.
Segundo os debatedores, o e-book, que não conta com despesas de impressão, estocagem e distribuição, ainda precisa buscar um modelo econômico viável. Métodos como o da subscrição, semelhante o das TVs por assinatura, são possíveis, mas não suficientes, segundo Makinson.
- Acho que há mercado para a subscrição, como no caso de uma pessoa pagar para baixar uma coleção inteira de livros clássicos, mas não sei se esse modelo vai se tornar regra pois as pessoas vão continuar querendo comprar livros 'a la carte', de acordo com interesses específicos.
Foonte: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2010/08/06/flip-2010-darnton-makinson-afirmam-livro-nao-morreu-nem-vai-314152.asp
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O futuro da biblioteca: dez coisas para se ter em mente.
The Future of the Library -- Ten Things to Keep in Mind
1. Within ten years, most academic information will be available in digital format.
2. The campus network is vital to your information delivery system/library. Now is the time to assure that it is robust and can remain so.
3. Librarians today need to be: intellectually curious, collaborative, technologically sophisticated, good teachers, and adaptable.
4. Purchasing and cataloging functions are changing rapidly and the need for traditional technical services staff is shrinking.
5. Licensing, rather than purchasing, material is prevalent.
6. The Open Source movement is making many learning materials and computer applications freely available. However, maintenance of the applications requires staff. It is a trade-off between purchased applications with support and open source applications that you have to support yourself.
7. Digital asset management and production is becoming the name of the game.
8. Helping students find and evaluate accurate information is one of the most important roles for librarians now. In order to do this well, they need to work closely with faculty.
9. Libraries are becoming the group study and social centers for many campuses, as well as the place to explore new information, tools and ways of developing and sharing information. Some library areas are beginning to look like Apple Computer Stores. These are often the most heavily used areas within the library.
10. To support these new learning centers well, librarians and instructional technologists, as well as faculty, must work together.
Fonte: http://www.insidehighered.com/blogs/law_policy_and_it/the_future_of_the_academic_library
1. Within ten years, most academic information will be available in digital format.
2. The campus network is vital to your information delivery system/library. Now is the time to assure that it is robust and can remain so.
3. Librarians today need to be: intellectually curious, collaborative, technologically sophisticated, good teachers, and adaptable.
4. Purchasing and cataloging functions are changing rapidly and the need for traditional technical services staff is shrinking.
5. Licensing, rather than purchasing, material is prevalent.
6. The Open Source movement is making many learning materials and computer applications freely available. However, maintenance of the applications requires staff. It is a trade-off between purchased applications with support and open source applications that you have to support yourself.
7. Digital asset management and production is becoming the name of the game.
8. Helping students find and evaluate accurate information is one of the most important roles for librarians now. In order to do this well, they need to work closely with faculty.
9. Libraries are becoming the group study and social centers for many campuses, as well as the place to explore new information, tools and ways of developing and sharing information. Some library areas are beginning to look like Apple Computer Stores. These are often the most heavily used areas within the library.
10. To support these new learning centers well, librarians and instructional technologists, as well as faculty, must work together.
Fonte: http://www.insidehighered.com/blogs/law_policy_and_it/the_future_of_the_academic_library
O livro digital em debate.
"Acho que daqui a dois ou três anos, os tablets – esses modelos híbridos de mini-laptops e leitores eletrônicos – serão o grande sucesso entre os e-readers, batendo de longe a maioria dos dispositivos dedicados lançados no mercado até aqui", escreve Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em tecnologia digital, no seu blog, 03-08-2010.
Segundo ele, "o que pode quebrar todos os paradigmas atuais na disputa com os livros de papel é o fato de o leitor eletrônico não apenas armazenar milhares de livros mas também acessar jornais e revistas". Deste modo, "com a nova tecnologia, estudantes poderão levar para o colégio ou universidade dezenas de livros de textos e dicionários, sem que isso pese um grama a mais em sua mochila. Além de tudo isso, os modelos tablets, como o do iPad serão, também, alternativas para os laptops ou netbooks".
Eis o artigol
Gosto tanto de livros que, se fosse rico, investiria o máximo que pudesse em uma biblioteca particular tão grande e valiosa quanto à de meu querido e saudoso amigo José Mindlin. Por isso, não perco uma única edição da Bienal do Livro. Este ano tenho, além do prazer de visitá-la, um evento a mais para comparecer: o Fórum Internacional do Livro Digital, que será realizado nos dois dias que antecedem à Bienal.
O tema central desse fórum não é, a rigor, prever o fim do livro, mas discutir as transformações a que ele estará sujeito nos próximos anos. Por mais que me entristeça reconhecê-lo, concordo com a maioria dos estudiosos desse tema sobre as consequências das profundas inovações tecnológicas sobre o futuro do livro.
Para muitos especialistas, o livro impresso em papel estará praticamente extinto daqui a 30 anos, e só será encontrado em museus, nas últimas bibliotecas pessoais ou nas mãos de bibliófilos e colecionadores. Na melhor das hipóteses, como um mercado de nicho, sobreviverão livros de arte e obras de luxo, com as mais belas ilustrações ou reproduções de pinturas.
Em lugar dos livros de papel, teremos, provavelmente, o livro digital interativo, como um novo conceito, com novos formatos e funções. Os embriões desse novo livro já estarão tomando forma, à medida que vai desaparecendo seu antigo e secular antecessor, nascido praticamente com Gutenberg.
A boa perspectiva é que, com os leitores eletrônicos e a universalização da tecnologia digital, venha a crescer substancialmente o número de pessoas que leem, numa reversão surpreendente do declínio do hábito de leitura das novas gerações.
As ferramentas dessa revolução estão aí. São leitores eletrônicos como o Kindle DX da Amazon, o Sony e-Reader Touch PRS 500, o BeBook Neo, o Alex e-Reader, o PanDigital Novel, o Kobo e-Reader, o Barnes & Noble Nook, o Cool-er e, obviamente, a vedete mundial da Apple, o iPad.
Testemunhei em janeiro, em Las Vegas, algo surpreendente. De tal modo os e-readers atraíram e dominaram as atenções dos milhares de visitantes do Consumer Electronics Show 2010, que ouso afirmar que esses novos leitores digitais de e-books terão enorme impacto sobre a indústria do livro, bem como do jornalismo impresso. Tudo depende de alguns poucos avanços da tecnologia de monitores, bem como da capacidade de comunicação sem fio WiFi e 3G dos tablets e da disponibilidade da banda larga na maioria dos países.
A Amazon anunciou na semana passada a versão mais barata do Kindle, chamado Kindle Wi-Fi, seu leitor de livros digitais, por US$ 139. O aparelho tem apenas conexão via rede local sem fio e não 3G. Embora seja o mais barato da categoria, esse Kindle pode armazenar 3,5 mil livros. Um pouco mais cara é a versão desse e-reader com capacidade de comunicação 3G, que custará US$ 189.
Qual é o futuro do livro?
Vou conferir no fórum do livro digital na semana que vem tudo que penso sobre o tema e confrontar minhas ideias com as previsões dos especialistas. Acho que daqui a dois ou três anos, os tablets – esses modelos híbridos de mini-laptops e leitores eletrônicos – serão o grande sucesso entre os e-readers, batendo de longe a maioria dos dispositivos dedicados lançados no mercado até aqui.
Eu já era otimista desde o lançamento dos primeiros leitores eletrônicos, como o Kindle, da Amazon. Agora sou ainda mais, com os milhões de iPads vendidos pela Apple e o dado mais impressionante da semana passada: a venda de livros eletrônicos vendidos pela Amazon para o e-reader Kindle no primeiro semestres deste ano foi três vezes superiores às vendas do primeiro semestre do ano passado, ou seja, um crescimento de 200%.
Além de oferecer mais de 1,8 milhão de livros digitais gratuitos, disponíveis para download, a Amazon comercializou no último trimestre mais de 630 mil títulos, a maioria com preços até US$ 10.
O que pode quebrar todos os paradigmas atuais na disputa com os livros de papel é o fato de o leitor eletrônico não apenas armazenar milhares de livros mas também acessar jornais e revistas. Conheço dezenas de pessoas que já se tornaram usuárias habituais dos e-readers porque querem ter a liberdade de ler em viagem, em férias, em qualquer lugar, com o maior número de opções de obras, fotos, vídeos e documentos.
Com a nova tecnologia, estudantes poderão levar para o colégio ou universidade dezenas de livros de textos e dicionários, sem que isso pese um grama a mais em sua mochila. Além de tudo isso, os modelos tablets, como o do iPad serão, também, alternativas para os laptops ou netbooks.
Três palestrantes notáveis
O Fórum Internacional do Livro Digital, que acontecerá no Auditório Elis Regina, no Pavilhão de Congressos do Anhembi, terá três palestrantes imperdíveis: Mike Shatzkin, John B. Thompson e Jean Paul Jacob.
O primeiro é o norte-americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da empresa The Idea Logical Company, que falará sobre O futuro do livro impresso num mundo digital, no dia 10, das 20h30 às 22h00. Consultor especializado na cadeia produtiva do livro, que envolve redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão, Shatzkin tem um dos blogs com maior audiência no mundo voltado para a discussão do impacto da mudança digital no mundo dos livros (The Shatzkin Files).
A segunda palestra – Os livros na Era Digital – será proferida no dia 11, das 8h30 às 10h00, pelo professor de sociologia da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e autor do livro do mesmo nome (Books in the Digital Age, em inglês), com uma análise especial das transformações da indústria editorial do livro.
O último palestrante do Fórum Internacional do Livro Digital será o cientista brasileiro Jean Paul Jacob, ex-pesquisador da IBM em Almadén, Califórnia, e atualmente cientista-consultor da Universidade da Califórnia em Berkeley. O título de sua será O futuro já não é mais o que era, a ser proferida no dia 11, das 18h às 19h30.
Jean Paul Jacob adianta alguns aspectos de sua palestra: “O auditório fará um passeio guiado por mim por cenários que poderão fazer parte de sua vida no futuro de curto e de longo prazo. O mundo físico em que vivemos está sendo ampliado por muitos mundos digitais virtuais. No cinema, uma cena de grande perigo para um ator ou atriz é, na verdade, vivida virtualmente por desenhos ultra-reais produzidos por tecnologia digital”.
A palestra do cientista brasileiro mostrará ainda as transformações que poderão ocorrer no mundo dos livros, com a popularização dos leitores eletrônico-digitais, que usam tinta eletrônica, como o Kindle, o Sony e outros.
“É nesse mundo virtual – diz Jean Paul Jacob – em que os átomos são substituídos por bits, que vamos explorar novas paisagens, nunca antes imaginadas. Páginas de livros e revistas, por exemplo, terão a possibilidade de mostrar um vídeo e até manter um diálogo por voz com o usuário”.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34959
Segundo ele, "o que pode quebrar todos os paradigmas atuais na disputa com os livros de papel é o fato de o leitor eletrônico não apenas armazenar milhares de livros mas também acessar jornais e revistas". Deste modo, "com a nova tecnologia, estudantes poderão levar para o colégio ou universidade dezenas de livros de textos e dicionários, sem que isso pese um grama a mais em sua mochila. Além de tudo isso, os modelos tablets, como o do iPad serão, também, alternativas para os laptops ou netbooks".
Eis o artigol
Gosto tanto de livros que, se fosse rico, investiria o máximo que pudesse em uma biblioteca particular tão grande e valiosa quanto à de meu querido e saudoso amigo José Mindlin. Por isso, não perco uma única edição da Bienal do Livro. Este ano tenho, além do prazer de visitá-la, um evento a mais para comparecer: o Fórum Internacional do Livro Digital, que será realizado nos dois dias que antecedem à Bienal.
O tema central desse fórum não é, a rigor, prever o fim do livro, mas discutir as transformações a que ele estará sujeito nos próximos anos. Por mais que me entristeça reconhecê-lo, concordo com a maioria dos estudiosos desse tema sobre as consequências das profundas inovações tecnológicas sobre o futuro do livro.
Para muitos especialistas, o livro impresso em papel estará praticamente extinto daqui a 30 anos, e só será encontrado em museus, nas últimas bibliotecas pessoais ou nas mãos de bibliófilos e colecionadores. Na melhor das hipóteses, como um mercado de nicho, sobreviverão livros de arte e obras de luxo, com as mais belas ilustrações ou reproduções de pinturas.
Em lugar dos livros de papel, teremos, provavelmente, o livro digital interativo, como um novo conceito, com novos formatos e funções. Os embriões desse novo livro já estarão tomando forma, à medida que vai desaparecendo seu antigo e secular antecessor, nascido praticamente com Gutenberg.
A boa perspectiva é que, com os leitores eletrônicos e a universalização da tecnologia digital, venha a crescer substancialmente o número de pessoas que leem, numa reversão surpreendente do declínio do hábito de leitura das novas gerações.
As ferramentas dessa revolução estão aí. São leitores eletrônicos como o Kindle DX da Amazon, o Sony e-Reader Touch PRS 500, o BeBook Neo, o Alex e-Reader, o PanDigital Novel, o Kobo e-Reader, o Barnes & Noble Nook, o Cool-er e, obviamente, a vedete mundial da Apple, o iPad.
Testemunhei em janeiro, em Las Vegas, algo surpreendente. De tal modo os e-readers atraíram e dominaram as atenções dos milhares de visitantes do Consumer Electronics Show 2010, que ouso afirmar que esses novos leitores digitais de e-books terão enorme impacto sobre a indústria do livro, bem como do jornalismo impresso. Tudo depende de alguns poucos avanços da tecnologia de monitores, bem como da capacidade de comunicação sem fio WiFi e 3G dos tablets e da disponibilidade da banda larga na maioria dos países.
A Amazon anunciou na semana passada a versão mais barata do Kindle, chamado Kindle Wi-Fi, seu leitor de livros digitais, por US$ 139. O aparelho tem apenas conexão via rede local sem fio e não 3G. Embora seja o mais barato da categoria, esse Kindle pode armazenar 3,5 mil livros. Um pouco mais cara é a versão desse e-reader com capacidade de comunicação 3G, que custará US$ 189.
Qual é o futuro do livro?
Vou conferir no fórum do livro digital na semana que vem tudo que penso sobre o tema e confrontar minhas ideias com as previsões dos especialistas. Acho que daqui a dois ou três anos, os tablets – esses modelos híbridos de mini-laptops e leitores eletrônicos – serão o grande sucesso entre os e-readers, batendo de longe a maioria dos dispositivos dedicados lançados no mercado até aqui.
Eu já era otimista desde o lançamento dos primeiros leitores eletrônicos, como o Kindle, da Amazon. Agora sou ainda mais, com os milhões de iPads vendidos pela Apple e o dado mais impressionante da semana passada: a venda de livros eletrônicos vendidos pela Amazon para o e-reader Kindle no primeiro semestres deste ano foi três vezes superiores às vendas do primeiro semestre do ano passado, ou seja, um crescimento de 200%.
Além de oferecer mais de 1,8 milhão de livros digitais gratuitos, disponíveis para download, a Amazon comercializou no último trimestre mais de 630 mil títulos, a maioria com preços até US$ 10.
O que pode quebrar todos os paradigmas atuais na disputa com os livros de papel é o fato de o leitor eletrônico não apenas armazenar milhares de livros mas também acessar jornais e revistas. Conheço dezenas de pessoas que já se tornaram usuárias habituais dos e-readers porque querem ter a liberdade de ler em viagem, em férias, em qualquer lugar, com o maior número de opções de obras, fotos, vídeos e documentos.
Com a nova tecnologia, estudantes poderão levar para o colégio ou universidade dezenas de livros de textos e dicionários, sem que isso pese um grama a mais em sua mochila. Além de tudo isso, os modelos tablets, como o do iPad serão, também, alternativas para os laptops ou netbooks.
Três palestrantes notáveis
O Fórum Internacional do Livro Digital, que acontecerá no Auditório Elis Regina, no Pavilhão de Congressos do Anhembi, terá três palestrantes imperdíveis: Mike Shatzkin, John B. Thompson e Jean Paul Jacob.
O primeiro é o norte-americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da empresa The Idea Logical Company, que falará sobre O futuro do livro impresso num mundo digital, no dia 10, das 20h30 às 22h00. Consultor especializado na cadeia produtiva do livro, que envolve redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão, Shatzkin tem um dos blogs com maior audiência no mundo voltado para a discussão do impacto da mudança digital no mundo dos livros (The Shatzkin Files).
A segunda palestra – Os livros na Era Digital – será proferida no dia 11, das 8h30 às 10h00, pelo professor de sociologia da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e autor do livro do mesmo nome (Books in the Digital Age, em inglês), com uma análise especial das transformações da indústria editorial do livro.
O último palestrante do Fórum Internacional do Livro Digital será o cientista brasileiro Jean Paul Jacob, ex-pesquisador da IBM em Almadén, Califórnia, e atualmente cientista-consultor da Universidade da Califórnia em Berkeley. O título de sua será O futuro já não é mais o que era, a ser proferida no dia 11, das 18h às 19h30.
Jean Paul Jacob adianta alguns aspectos de sua palestra: “O auditório fará um passeio guiado por mim por cenários que poderão fazer parte de sua vida no futuro de curto e de longo prazo. O mundo físico em que vivemos está sendo ampliado por muitos mundos digitais virtuais. No cinema, uma cena de grande perigo para um ator ou atriz é, na verdade, vivida virtualmente por desenhos ultra-reais produzidos por tecnologia digital”.
A palestra do cientista brasileiro mostrará ainda as transformações que poderão ocorrer no mundo dos livros, com a popularização dos leitores eletrônico-digitais, que usam tinta eletrônica, como o Kindle, o Sony e outros.
“É nesse mundo virtual – diz Jean Paul Jacob – em que os átomos são substituídos por bits, que vamos explorar novas paisagens, nunca antes imaginadas. Páginas de livros e revistas, por exemplo, terão a possibilidade de mostrar um vídeo e até manter um diálogo por voz com o usuário”.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34959
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Na web, rádios com a sua cara.
O futurólogo Gerd Leonhard, especialista em mídia digital, prega que a geração streaming media – usuários da web que preferem acessar conteúdos na “nuvem” a fazer downloads de MP3 – cresça de forma expressiva nos próximos anos. Esse grupo que consome música na rede é simpatizante de serviços como iLike, Jango, Grooveshark e StereoMood, rádios on-line que permitem acesso a listas de canções via streaming.
O Grooveshark é atualmente o mais popular do gênero. A plataforma permite que qualquer usuário, mesmo sem cadastro, acesse o seu banco de dados para escutar música. Para tanto, basta digitar o nome da canção ou artista no campo “search for music”. Os interessados podem ainda montar listas e compartilhá-las com seus amigos.
Conheça alguns outros serviços via streaming:
- Stereomood
Considerada pelos próprios fundadores uma “rádio emocional”, inova ao etiquetar as canções. As músicas são “tagueadas” a partir de sentimentos. Os termos variam entre “feliz”, “melancólico” ou “sensual” – há também opções de atividades, como “trabalhando” ou “dirigindo”. O serviço nasceu em Milão, na Itália, em 2008, e usa a API (Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações) da Last.fm, rádio on-line que optou por cobrar pelo acesso ao seu acervo no Brasil.
- Ilike
O iLike é um serviço parceiro do MySpace Music, cuja base é de 60 milhões de usuários registrados. Ele possui aplicativos para Facebook, Orkut, hi5, Google e Bebo, e permite que os interessados criem perfis em sua plataforma. Não é preciso ser cadastrado para escutar suas músicas. Para ter acesso a uma estação, basta digitar no campo “enter an artist name” o nome do artista procurado. Ao reproduzir uma faixa ou vídeo, o sistema sugere artistas similares.
- Jango
Jango foi fundada em 2007, em Nova York. Além de permitir a reprodução de músicas via streaming, o sistema oferece ferramentas para a criação de estações de rádio (listas de música), que podem ser compartilhadas e monitoradas. Sua tecnologia de mapeamento consegue dizer quem está escutando a mesma música, uma determinada playlist ou até mesmo o que os amigos de um usuário estão ouvindo em um dado momento.
(Por Renata Honorato)
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede/
O Grooveshark é atualmente o mais popular do gênero. A plataforma permite que qualquer usuário, mesmo sem cadastro, acesse o seu banco de dados para escutar música. Para tanto, basta digitar o nome da canção ou artista no campo “search for music”. Os interessados podem ainda montar listas e compartilhá-las com seus amigos.
Conheça alguns outros serviços via streaming:
- Stereomood
Considerada pelos próprios fundadores uma “rádio emocional”, inova ao etiquetar as canções. As músicas são “tagueadas” a partir de sentimentos. Os termos variam entre “feliz”, “melancólico” ou “sensual” – há também opções de atividades, como “trabalhando” ou “dirigindo”. O serviço nasceu em Milão, na Itália, em 2008, e usa a API (Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações) da Last.fm, rádio on-line que optou por cobrar pelo acesso ao seu acervo no Brasil.
- Ilike
O iLike é um serviço parceiro do MySpace Music, cuja base é de 60 milhões de usuários registrados. Ele possui aplicativos para Facebook, Orkut, hi5, Google e Bebo, e permite que os interessados criem perfis em sua plataforma. Não é preciso ser cadastrado para escutar suas músicas. Para ter acesso a uma estação, basta digitar no campo “enter an artist name” o nome do artista procurado. Ao reproduzir uma faixa ou vídeo, o sistema sugere artistas similares.
- Jango
Jango foi fundada em 2007, em Nova York. Além de permitir a reprodução de músicas via streaming, o sistema oferece ferramentas para a criação de estações de rádio (listas de música), que podem ser compartilhadas e monitoradas. Sua tecnologia de mapeamento consegue dizer quem está escutando a mesma música, uma determinada playlist ou até mesmo o que os amigos de um usuário estão ouvindo em um dado momento.
(Por Renata Honorato)
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede/
Obras do MASP podem ser ampliadas em até oito vezes pela internet.
Novo recurso estreou no site do museu nesta segunda-feira
por Redação - 02/08/2010 - 17:09
Detalhe da obra "Passeio ao Crepúsculo" de Vincent van Gogh (1889/1890)
Fonte: http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI159783-16296,00.html
"Brazilian Journal of Physics" passa a ser publicada por editora multinacional
Editora Springer será responsável, a partir de 2011, pela publicação da revista da SBF
O acordo foi firmado durante reunião do Conselho da Sociedade Brasileira de Física (SBF), realizada nesta quarta-feira (28/7), em Natal (RN). Segundo a carta de intenção firmada pela SBPC e a editora Springer - multinacional na área de publicações científicas -, a "Brazilian Journal of Physics" passará a ser publicada pela editora a partir do início de 2011.
A revista continua a pertencer à SBF e todas as decisões editoriais são exclusivas dela. Por outro lado, o acordo dá à publicação os instrumentos que possibilite a ela ter um alcance internacional maior e mais impacto na sua relevância. A decisão, tomada pelo Conselho da SBF, segue a percepção de que a comunidade de física brasileira alcançou maturidade para traçar sua própria agenda científica e torná-la visível e relevante por meio de seus próprios instrumentos.
O acordo, com duração de cinco anos, foi firmado pelo vice-presidente da SBF, Ronald Shellard, e pelo Diretor Editorial da Springer, Harry Blom.
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72515
O acordo foi firmado durante reunião do Conselho da Sociedade Brasileira de Física (SBF), realizada nesta quarta-feira (28/7), em Natal (RN). Segundo a carta de intenção firmada pela SBPC e a editora Springer - multinacional na área de publicações científicas -, a "Brazilian Journal of Physics" passará a ser publicada pela editora a partir do início de 2011.
A revista continua a pertencer à SBF e todas as decisões editoriais são exclusivas dela. Por outro lado, o acordo dá à publicação os instrumentos que possibilite a ela ter um alcance internacional maior e mais impacto na sua relevância. A decisão, tomada pelo Conselho da SBF, segue a percepção de que a comunidade de física brasileira alcançou maturidade para traçar sua própria agenda científica e torná-la visível e relevante por meio de seus próprios instrumentos.
O acordo, com duração de cinco anos, foi firmado pelo vice-presidente da SBF, Ronald Shellard, e pelo Diretor Editorial da Springer, Harry Blom.
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72515
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