quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Serviço Google Street View chega ao Brasil

O serviço Google Street View - que permite um passeio virtual em 360º - chegou às ruas do Brasil nesta quinta-feira. O país é o primeiro da América Latina a contar com a ferramenta. Inicialmente, apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão disponíveis para o tour. Ao todo são 51 cidades, incluindo localidades históricas de Minas Gerais e todos os municípios da Grande São Paulo. No post de divulgação do serviço, no blog oficial, a Google usa uma foto da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (imagem acima).

O mapeamento foi feito com a utilização do carro especial da Google, que conta com nove câmeras para fotografar o horizonte e o céu, fornecendo uma captura de 360º na horizontal e 280º na vertical. Além disso, fotos de usuários e imagens capturadas pela bicicleta Google Trike permitem visualizar locais de difícil acesso para o automóvel - no entanto, o interior das favelas do Rio de Janeiro ainda não pode ser “visitado”, embora existe o interesse de mapeá-las, segundo a Google.

O mapeamento das cidades brasileiras vai continuar, e o objetivo da empresa é ter coberto 90% das ruas do país nos próximos dois anos. Estão na lista do Google Street View todas as cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 - Porto Alegre inclusive.

O Google Street View pode ser acessado através do Google Maps. O serviço nas ruas do Brasil está disponível, por enquanto, apenas para alguns usuários, devido ao grande volume de conteúdo. A promessa da Google, segundo o G1, é que o acesso esteja liberado para todos a partir da segunda-feira.

Fonte: Zero Hora
Data: 30/09/2010

Professor da USP critica estudo de pirataria e diz que resultados são óbvios

Um usuário que usa software pirata sem pagar não compraria o software comercial se a pirataria fosse coibida --é muito possível que boa parte dos usuários de software pirata migrasse para o software livre, que é gratuito. A opinião é de Pablo Ortellado, professor da USP e integrante do Gpopai (Grupo de Pesquisa Pública de Acesso à Informação).

Pablo critica o estudo da BSA e diz que boa parte de quem hoje usa Windows pirata não compraria o programa se fosse obrigado a pagar R$ 900 pelas licenças do Windows e do Office.

"Tudo o que o estudo da BSA mostra é o seguinte: se mais software fosse vendido, haveria mais receita e portanto mais emprego e mais impostos --o que é óbvio", diz o professor.

"A questão relevante é que não se sabe em que medida a redução da pirataria aumentaria as vendas, já que o usuário médio carece de recursos para a compra do software", completa.


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Leiam na íntegra em http://www1.folha.uol.com.br/tec/806170-professor-da-usp-critica-estudo-de-pirataria-e-diz-que-resultados-sao-obvios.shtml

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sharp lançará leitor eletrônico em dezembro, para enfrentar Sony

TÓQUIO (Reuters) - A Sharp anunciou nesta segunda-feira que lançará um serviço de livros eletrônicos e um computador em estilo tablet no Japão em dezembro, para concorrer com o iPad da Apple e o Reader, da rival Sony.

O leitor GALAPAGOS, da Sharp, chegará às lojas em dezembro e inicialmente oferecerá acesso a cerca de 30 mil livros, revistas e jornais, anunciou a empresa em evento de lançamento em Tóquio. Ela planeja expandir suas ofertas para incluir filmes, música e jogos no ano que vem.

O lançamento do novo leitor surge quatro meses depois da chegada do iPad ao Japão e deve entrar em choque com um produto rival da Sony. As poderosas e conservadoras editoras japonesas vêm retardando os esforços para a criação de um mercado japonês de livros eletrônicos.

A Sharp antecipa vender um milhão de unidades de seu tablet, dotado apenas de acesso Wi-Fi, em 2011. O aparelho será acionado pelo sistema operacional Android, do Google, e terá versões com telas de 5,5 e 10,8 polegadas. A Sharp não revelou os preços.

A empresa também está considerando a possibilidade de lançá-lo no exterior e está negociando com a Verizon Communications, dos Estados Unidos, disse Masami Obatake, o diretor da divisão de comunicações da empresa, a jornalistas.

A Sony anunciou que lançará um leitor eletrônico e um serviço de livros eletrônicos no Japão até o final do ano, em cooperação com a operadora de telefonia móvel KDDI, o jornal Asahi Shinbun e a companhia gráfica Toppan Printing.

(Reportagem de Reiji Murai)

Fonte: Reuters
Data: 27/09/2010

Como posso proteger um site que presta um serviço inovador?

"Qual é a melhor maneira de proteger um site que presta um serviço inovador? Consigo patentear a formatação, estrutura e organização desse site?"

Os sites e os portais têm ferramentas e conteúdos que podem ser protegidos de diversas formas. Confira.

O registro de domínio deve ser protegido no site www.registro.br.

Banners, logos, imagens e fotografias são registráveis na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A escola fica na av. do Ipê, 550, Prédio da Reitoria, sala 723, bairro Ilha do Fundão, CEP 21949-970, no Rio de Janeiro (RJ). O telefone de contato é (21) 2598-1649, e o fax, (21) 2280-9590. É possível entrar em contato também pelo e-mail direitos@eba.ufrj.br.

Os textos são registráveis no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional – EDA. O escritório fica na rua da Imprensa, 16, 12o andar, sala 1205, no Palácio Gustavo Capanema, bairro Castelo, CEP 20030-120, no Rio de Janeiro (RJ). Os telefones de contato são (21) 2220-0039, (21) 2262-0017 e (21) 2240 9179. O fax é (21) 2240-9179. O e-mail do escritório é eda@mincrj.gov.br.

Os programas de computador (softwares) são registráveis no INPI. O registro de programa de computador é ligado ao direito de autor, sendo o programa entendido como uma obra literária. Dessa forma, a proteção recai, apenas, nos aspectos literais, ou seja, no código fonte ou objeto. Assim, a técnica e funcionalidade não são protegidas pelo registro. Vários programas podem ser protegidos ainda que exerçam a mesma funcionalidade.

As informações básicas para o registro de programa de computador estão disponíveis no portal do INPI, em http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/programa/copy_of_index.html.

Patentes

Há uma outra forma de proteger as criações que envolvem os programas de computador: a patente. Com ela, é possível proteger a funcionalidade, sendo que o programa em si não é passível de patenteabilidade. Nesse caso, a criação deve apresentar os pré-requisitos expostos na Lei da Propriedade Industrial, que são a novidade, a atividade inventiva e a aplicação industrial.

Fonte: PENG
Acessado em: 27/09/2010

Preciosidades do acervo da Funarte agora disponíveis na internet

Digitalização de Acervos

Preciosidades do acervo da Funarte agora disponíveis na internet

Se o diálogo de Nelson Rodrigues se desencontrou em algum momento nos palcos, hoje, com grande parte do acervo fotográfico das peças do autor já digitalizada pelo Estúdio Foto Carlos, qualquer pessoa pode ver e rever grandes momentos, por meio da rede mundial de computadores.

E este acervo já digitalizado vai longe: ele ainda inclui Augusto Boal, Walter Pinto, o Projeto Pixinguinha, entre outras fotos da Coleção Foto Carlos. O universo digital, idealizado no ano de 2000 pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, possibilitou que em 2009 fosse lançado um projeto inovador, o Portal das Artes, viabilizado pelo projeto Brasil Memória das Artes, patrocinado pela Petrobras, Itaú Cultural e CSN.

O acervo do Centro de Documentação da Funarte preserva, por meio de fotos, vídeos e textos, momentos marcantes e históricos da trajetória das mais diversas expressões artísticas brasileiras, como teatro, dança, música, artes visuais, fotografia. Grande parte já está digitalizada e disponível na internet. “Inicialmente, o projeto enfrentou algumas dificuldades, já que as mídias digitais estão em constante atualização. Hoje, além do Portal, estamos no YouTube e no Twitter, e nossa intenção é trabalhar cada vez mais com outras mídias”, esclarece a coordenadora do Portal, a jornalista Ana Claudia Souza. Segundo ela, o projeto representa a manutenção da memória cultural brasileira, que, ao articular-se com o presente, busca melhorar a comunicação da Funarte com o seu público, possibilitando o acesso de todos à arte.

O esforço em aproximar o acervo do público inclui destacar algumas peças importantes e propor uma abordagem específica. Ao comemorar 30 anos de morte do celebrado dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, a equipe do projeto trouxe textos, como uma pequena biografia do autor, fotos, além de vídeos produzidos pela própria Funarte. Entre as fotos, cenas de “Vestido de Noiva” (1965), um marco do moderno teatro brasileiro, uma carta-homenagem de Nelson Rodrigues para a atriz Thelma Reston, que estreou na peça “A Falecida”, em 1980, além de uma rara participação do dramaturgo, jornalista e ator na tragédia carioca por ele escrita, “Perdoa-me por traíres” (1957), ao lado Léa Garcia.

A coordenadora do Portal explica que “o projeto tenta olhar o acervo, criar conteúdos e reconhecer seu valor histórico”. A arte de Pixinguinha também está lá, com músicas que marcaram a história do flautista, saxofonista, compositor e mestre do choro. Composições preciosas da Música Popular Brasileira (MPB) apresentadas no Projeto Pixinguinha em shows de cantores como Djavan, Ivan Lins, Nara Leão, Marina Lima e muitos outros, também tiveram seus áudios registrados e estão no portal. No acervo do Projeto Pixinguinha, documentos e fotos importantes veiculadas em diversos jornais do país, que marcaram a luta democrática e o intercâmbio das diversas manifestações culturais nas várias regiões brasileiras.

“O que fazemos é uma abordagem editorial do acervo, na medida em que selecionamos momentos marcantes da vida dos artistas e recriamos o conteúdo por meio de uma abordagem contextualizada com o presente”, enfatiza Ana Claudia. O acervo Foto Carlos é um dos mais importantes documentos do portal, já que representa a memória teatral do país dos anos 40 aos 70. Entre as peças registradas pelo fotógrafo Carlos Moskovics há, por exemplo, imagens do acervo pessoal de Maria Pompeu. A atriz, que completou 55 anos de carreira em 2010, também preserva uma memória riquíssima do teatro brasileiro. “Ela nos revelou que pretende doar todo seu acervo pessoal para a Funarte. Acredito que esta também é uma forma de preservar a memória cultural do país”, diz a coordenadora do portal.

No acervo digital há também a Série Depoimentos, com registros sonoros de Walter Pinto, que fala de sua trajetória como produtor e autor do teatro brasileiro. De contador profissional tornou-se administrador da Companhia Walter Pinto e revelou artistas como Dercy Gonçalves e Carmem Miranda.

No mesmo acervo existem, ainda, entrevistas com Tônia Carrero e Paulo Autran, que revelam suas histórias no teatro e na televisão e contam cenas importantes que marcaram a vida dos artistas. No acervo há revelações de Tônia sobre sua inimizade e disputa com Cacilda Becker, colega de profissão e ícone do teatro brasileiro.

Digitalização

O trabalho de digitalização iniciou-se sob a coordenação do Centro de Programas Integrados (CEPIN) da Funarte a partir de 2000. A coleção Foto Carlos foi uma das primeiras a ser digitalizada. O projeto ocorreu em duas fases. Na primeira, foram digitalizadas cerca de 20 mil fotos feitas por Carlos Moskovics. Em 2010, foi concluída a digitalização do acervo, que totaliza a impressionante marca de 40 mil registros do fotógrafo.

Já a digitalização do acervo sonoro começou por meio do Projeto Brasil Memória das Artes, com recursos da Petrobrás, em 2004. Várias temporadas do Projeto Pixinguinha, que marcou a música popular brasileira nos anos 70 e 80, serviram para a construção do acervo digital da Funarte. “Infelizmente, nem todo o acervo pode ser digitalizado, por questões administrativas e de gestão, ou devido às limitações da falta de autorização”, explica Ana Claudia. No entanto, a coordenadora revela que no início do projeto o acervo possuía apenas 36 áudios digitalizados e hoje já são 900, o que representa o entendimento dos intérpretes sobre a importância desse registro histórico. Segundo ela, em breve deverão entrar no ar mais documentos e registros do Acervo Walter Pinto. (Juliana Nepomuceno, Comunicação Social/MinC)

Fonte: MinC
Data: 27/09/2010

A ciência e a Presidência

artigo de Marco Antônio Raupp

"A ciência deve agora ser protagonista do desenvolvimento do Brasil"

Marco Antônio Raupp é presidente da SBPC, diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Artigo publicado no jornal "O Estado de SP":

Diferentemente de seus antecessores, o próximo ou a próxima presidente da República poderá contar com a ciência como protagonista do desenvolvimento brasileiro. Não se trata de proposta inovadora, a ciência sempre foi um dos alicerces do crescimento econômico em qualquer lugar do mundo.

Essa possibilidade não nos ocorreu antes por razões compreensíveis. A ciência é uma atividade recente no Brasil, começou a ser feita de maneira organizada na década de 1930. Impulsos significativos ocorreram apenas a partir dos anos 1950, com a criação de agências de fomento da pesquisa, a institucionalização da pós-graduação e a expansão do sistema universitário.

Apesar de sua juventude, o ponto fundamental é que o Brasil conta hoje com um amplo e dinâmico sistema de produção científica. Temos em atividade cerca de 230 mil pesquisadores, cujo trabalho - mais de 30 mil artigos por ano, publicados em revistas internacionais - representa 2,12% da produção científica mundial. Esse porcentual coloca o Brasil em 13º lugar no ranking da ciência, à frente da Rússia e da Holanda, países com maior tradição nessa atividade. Há 20 anos nossa participação era de 0,63%.

Outro parâmetro da evolução: em 2009 o Brasil titulou 11.368 doutores, 134% a mais do que dez anos antes (4.853 em 1999).

É esse o sistema que o Brasil construiu - e que agora deve dar sua contrapartida à sociedade brasileira, principalmente porque o desenvolvimento econômico no mundo atual não pode prescindir da contribuição da ciência. Essa contribuição exige, porém, políticas públicas apropriadas, bem como a definição de um modelo de transferência do conhecimento da base científica para os setores industriais e de serviços.

De antemão, é preciso ficar claro que transferir os saberes da ciência para o setor produtivo empresarial não é função da universidade. O papel fundamental da instituição universitária é a formação de recursos humanos e a realização de pesquisa científica que contribua para a evolução do conhecimento em suas mais diferentes áreas.

Precisamos, portanto, de mecanismos específicos para a intermediação do conhecimento científico com o sistema produtivo. Nesse sentido, temos no Brasil três experiências extremamente bem-sucedidas a serem consideradas.

Nossa agropecuária é responsável por quase um quarto do produto interno bruto (PIB) brasileiro e em 2009 respondeu por 42% de nossas exportações. As pesquisas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão literalmente na raiz dessa riqueza.

Temos a Embraer, a terceira maior fabricante mundial de aviões, que foi gerada no Centro Técnico Aeroespacial e no Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

No setor do petróleo, criamos a Petrobrás, que se fez uma vencedora constante de desafios cada vez maiores graças a seu Centro de Pesquisas, o Cenpes.

Esses exemplos mostram que tivemos grande êxito quando fizemos esforços para a integração da nossa base científica e tecnológica com setores econômicos. E um dos fatores determinantes para esse êxito foi a utilização de mecanismos adequados, quais sejam, centros de pesquisa criados com finalidades específicas e desafios predefinidos.

Para cumprir sua missão, esses centros de pesquisa - sem a obrigação de ensinar, como ocorre com as universidades - dispõem das condições ideais necessárias: podem se utilizar do conhecimento já existente, adaptando-o para uma finalidade específica; podem gerar novos conhecimentos e novas tecnologias, para atender a demandas predefinidas; e, isentos de obrigações acadêmicas, têm flexibilidade para se adaptar ao ambiente produtivo empresarial.

A sugestão da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), portanto, é que os centros federais de pesquisa já existentes (a maioria com a denominação de institutos de pesquisa) sejam fortalecidos e tenham seu foco de estudo, seus objetivos e seu financiamento redefinidos em conformidade com os desafios que terão de enfrentar.

Da mesma forma, será fundamental a criação de novos institutos de pesquisa, igualmente dotados das condições para a realização de grandes projetos mobilizadores, capazes de criar novas e vigorosas vertentes na economia nacional. Fármacos e medicamentos, energia e microeletrônica são alguns dos setores em que o Brasil poderia empenhar grandes esforços visando à criação de parques industriais fundamentados na utilização de tecnologias inovadoras geradas aqui mesmo.

O desenvolvimento de tecnologias para a exploração sustentável de nossos recursos naturais, como a Amazônia e o mar, também caberia como desafio para centros de pesquisa dedicados a grandes temas.

Por esse modelo, o agente público e o privado atuam como parceiros. Vale salientar, porém, que esses centros não substituiriam a missão das empresas de realizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Eles atuarão na fase pré-competitiva, gerando conhecimento científico e tecnológico que servirá de base às atividades de P&D das empresas, para que estas possam gerar produtos, serviços e processos inovadores.

Com esse conjunto de atributos e objetivos, esses centros de pesquisa serão um vigoroso instrumento de política pública para a inovação; serão uma forma de participação do governo no esforço de tornar o Brasil um país com alto desenvolvimento tecnológico; e serão também um indutor da inovação tecnológica nas empresas.

Num curto período, o Brasil organizou um sistema que contribui significativamente para a evolução do conhecimento científico. Chegou a hora da contrapartida: a ciência deve agora ser protagonista do desenvolvimento do Brasil.(O Estado de SP, 27/9)

Fonte: JC e-mail 4104
Data: 27/09/2010

Biblioteca Britânica coloca manuscritos gregos na internet

REUTERS

LONDRES (Reuters Life!) - A Biblioteca Britânica, em Londres, colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes, em mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos.

Os manuscritos, disponibilizados gratuitamente no site www.bl.uk/manuscripts, são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2 mil anos de cultura helênica.

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Continuem lendo a notícia em
http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100927/entretenimento/cultura_grecia_manuscrito_biblioteca

Revolução de 1924 ganha exposição on-line

Revolução de 1924 ganha exposição on-line

Exposição do Arquivo do Estado explica pontos-chave do conflito ocorrido em São Paulo, acompanhada de documentos, revistas históricas e atividades pedagógicas (divulgação)

O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou uma exposição na internet sobre a Revolução de 1924, também conhecida como “Revolta Paulista”, destinada principalmente a alunos do ensino médio.

A Revolução de 1924 é contada em nove “salas”, acompanhada de textos e ilustrações. Compõem a exposição textos explicativos sobre o período, conjuntos documentais de processos criminais instaurados após o movimento e cartas dos líderes do movimento, além de jornais e revistas da época.

Antecedentes, motivos do envolvimento da cidade de São Paulo, consequências para a cidade e outras questões importantes do movimento ainda pouco conhecido pela população são expostos nas páginas do site.

Além do material informativo, professores e alunos têm acesso a 11 atividades pedagógicas para trabalho em sala de aula, preparadas de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais.

Foram selecionadas publicações especiais, como a Revista da Semana e a revista Careta, que narram os antecedentes e os desdobramentos do episódio que eclodiu no Rio de Janeiro em 1922, mas que ganhou força na capital paulista em 1924.

O conflito ocorreu em meio a um período de crise econômica, agravada no país pela queda das exportações consequente da Primeira Guerra Mundial e por uma crise política gerada pela insatisfação de alguns grupos com a chamada política do café com leite (revezamento de São Paulo e Minas Gerais no poder nacional durante a República Velha).

A Revolta Paulista de 1924 é considerada o maior conflito bélico já ocorrido na cidade de São Paulo. Comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, a revolta contou com a participação de muitos tenentes, entre os quais Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes, João Cabanas e Joaquim do Nascimento Fernandes Távora.

Deflagrada em 5 de julho de 1924 (segundo aniversário da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, a primeira revolta tenentista), a Revolta Paulista ocupou a cidade por 23 dias, forçando o presidente do estado, Carlos de Campos, a fugir para o interior de São Paulo, depois de ter sido bombardeado o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista na época.

Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_revolucao/index.php

Fonte: Agência FAPESP
Data: 27/09/2010

domingo, 26 de setembro de 2010

Redação científica ganha curso on-line



Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp organiza curso gratuito para orientar a redação de artigos científicos de modo a facilitar a publicação

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou um curso on-line de redação de textos científicos.

O curso é gratuito e apresentado no formato audiovisual. A coordenação é do professor Gilson Volpato, do Instituto de Biociências de Botucatu da Unesp, e alguns módulos contam com a participação da pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge.

O programa abrange temas como: "Controvérsias sobre os dados", "Por que publicar?", "O que publicar?", "Idioma da publicação", "Causas de negação dos artigos", "O lado educacional", "Como as revistas podem ajudar", "Como os autores podem ajudar", "Passos para a publicação", "Texto como argumento lógico" e "Por onde começar a redação?".

Volpato é autor de livros sobre redação científica como Bases teóricas para redação científica... por que seu artigo foi negado, Pérolas da redação científica e Dicas para redação científica.

Mais informações sobre o curso de redação científica:




(Agência Fapesp, 24/9)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Clássicos da Coleção Brasiliana ganham versão digital de livre acesso

Pouco depois da Revolução de 1930, que levou ao poder o presidente Getúlio Vargas e deu fim ao revezamento político entre as oligarquias rurais da República Velha, a intelectualidade brasileira passou a contar com um valioso acervo para compreender melhor o país: a Coleção Brasiliana. A vasta coleção de 415 obras foi publicada entre 1931 e 1993 pela Editora Companhia Nacional, dentro de uma série mais ampla, intitulada Biblioteca Pedagógica Brasileira. Ela reunia autores de diversas formações, que se debruçaram sobre a formação brasileira – entre eles, Rui Barbosa, Visconde de Taunay e João Pandiá Calógeras. Agora, os clássicos que foram referência para várias gerações estão de volta, mas dessa vez no mundo virtual.

Aos poucos, eles estão ganhando versões digitalizadas – e o melhor – de acesso gratuito aos internautas, graças a uma iniciativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com o objetivo de facilitar o acesso de estudantes e pesquisadores a esse rico material, o portal Brasiliana Eletrônica (www.brasiliana.com.br) já disponibiliza, até o momento, 85 obras digitalizadas. "Digitalizar esses livros de difícil acesso é fundamental para resgatar esses autores e colocá-los à disposição do público e da comunidade acadêmica, já que a versão impressa só está disponível em algumas bibliotecas públicas", ressalta o editor chefe do portal, o historiador Israel Beloch.

No portal, todas as obras são apresentadas em duas versões: o fac-símile das edições originais no formato e-paper – que oferece ao leitor o prazer de visualizar página por página do texto, com a grafia da época preservada – e o texto correspondente aos originais, mas atualizado de acordo com os padrões estabelecidos pela nova reforma ortográfica. Este oferece como vantagem, em relação aos antigos impressos, a facilidade dos recursos computacionais de edição.

Versatilidade digital

O texto atualizado pode ser selecionado, transcrito e transposto ("recortado, copiado e colado", no jargão da informática), respeitadas as regras de citação, para estudos escolares e acadêmicos. Além dessa vantagem, algumas obras que já estão no portal trazem apresentações críticas de especialistas sobre o significado do livro e uma biografia sobre o autor, para que o leitor tenha uma contextualização histórica. "A ideia é acrescentar esses textos introdutórios em todos os volumes da coleção on-line", conta o pesquisador.

O projeto tem o apoio conjunto da FAPERJ, da Secretaria de Educação à Distância do Ministério da Educação, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb). O esforço coletivo é compreensível. Realizar essa empreitada é um trabalho minucioso e longo, realizado por uma equipe de 15 profissionais. Primeiro, os livros passam por um processo de digitalização. Depois, um programa de computador faz um reconhecimento ótico dos caracteres e transforma as imagens em texto. A última fase, de revisão, padronização e atualização ortográfica, leva cerca de dois meses por livro. "A expectativa é completar a digitalização de todos os 415 exemplares ao longo dos próximos dois anos", prevê Israel, que trabalha com o editor adjunto Sergio Lamarão e com o coordenador do projeto, o professor Carlos Bernardo Veiner.

Relatos raros
A coleção é multidisciplinar. Ela abrange as principais áreas do conhecimento, da História à Antropologia e da Ciência Política à Geografia, passando pela Sociologia à Linguística e pela Economia às Ciências Naturais. Entre os autores da coleção – nacionais e estrangeiros do século XIX e analistas dos anos 1930 –, destacam-se os viajantes europeus que percorreram o país principalmente no século XIX e registraram as impressões de suas expedições.

O Diário de uma viagem ao Brasil, escrito entre 1821 e 1823 pela inglesa Maria Graham (1785-1842), é um dos textos de viajantes disponíveis no portal. Com observações sobre a vida social do Rio de Janeiro à época, ele é um dos raros relatos históricos publicados no século XIX por uma mulher. Outro relato interessante é Tratado Descritivo do Brasil em 1587, escrito pelo navegante português Gabriel Soares de Sousa (1540-1591). Este é o texto mais antigo disponível no portal. "As obras continuam atuais devido ao seu caráter documental", conclui Israel.

Fonte: Boletim Faperj n.302
data:23/09/2010

Professores contestam critérios de avaliação da Capes e do CNPq

Os critérios de avaliação da produção científica nacional priorizam a quantidade em vez da qualidade do que é produzido. Este é um consenso dos professores de universidades federais que participaram do Simpósio de Avaliação Científica, na Universidade de Brasília (UnB), no último dia 20.

Para Paulo Sérgio Lacerda, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ciência brasileira tem o dever de aumentar a qualidade, em detrimento do número de publicações. Ele acredita que a avaliação ideal deve ser feita por um comitê independente e idôneo de especialistas na área, sem interesse direto no resultado da avaliação. “Só temos indicadores e estimativas dessa qualidade”, disse.

Outra reclamação partiu do professor Mauro Copelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo ele, quando projetos são submetidos às agências de fomento não são enviados o parecer, mesmo que o trabalho seja aprovado. “Só sabemos se o projeto foi aprovado ou reprovado, mas não recebemos nenhuma explicação”, contestou.

CNPq e Capes

Presente no evento, o presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, sugeriu a redução do número de comitês assessores nas agências de fomento à pesquisa. “Ao mesmo tempo, é preciso que esses comitês sejam mais multidisciplinares, a fim de que as áreas tenham contato umas com as outras e promovam discussões enriquecedoras”.

Já o coordenador de Avaliação da Capes, Lívio Amaral, concordou que mudanças são necessárias mas, segundo ele, há um julgamento distorcido da avaliação, a exemplo do sistema Qualis de classificação de periódicos científicos. “O sistema foi concebido para dar conta do conjunto da pós-graduação, mas está sendo utilizado para avaliar a qualidade individual de professores e alunos”, frisou.

(Com informações do CNPq)

Fonte:Gestão C&T Nº 973
Data: 23 a 26/09/2010

Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Sociedade (RBCTS) lança número e recebe contribuições

Publicação é do Grupo de Pesquisa Ciência, Tecnologia e Sociedade do Departamento de Ciência de Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da UFSCar.

A Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em versão exclusivamente eletrônica, é uma publicação semestral do Grupo de Pesquisa Ciência, Tecnologia e Sociedade do Departamento de Ciência de Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A publicação busca estimular o debate acadêmico sobre a temática de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) em suas diferentes dimensões, valorizando, sobretudo, os diálogos interdisciplinares e contribuir para a crítica e proposição de modelos de intervenção, pública ou privada, de natureza sustentável.

A RBCTS está recebendo contribuições de artigos e resenhas. Informações pelo e-mail massao@ufscar.br

A revista pode ser acessada em:

http://www.revistabrasileiradects.ufscar.br/index.php/cts/index

Fonte: JC e-mail 4102
Data:23/09/2010

UFRJ vota regulamentação do xerox em seus campi

Medida é discutida em reunião de conselho, após a Polícia Civil apreender, na semana passada, cópias de livros

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vota nesta quinta-feira (23/9) uma resolução que deve regulamentar o uso educacional de fotocópias de livros e periódicos seus nos campi. Na prática, a medida a ser debatida em reunião do Conselho Universitário libera a reprodução de capítulos e artigos indicados como bibliografia.

O reitor Aloisio Teixeira decidiu encaminhar a proposta após a Polícia Civil, atendendo a denúncia anônima, apreender mais de 200 pastas com cópias de trechos de livros na Escola de Serviço Social (ESS) da universidade, no dia 13.

"Nossa proposta considera a excepcionalidade da reprodução sem fins lucrativos com finalidade educacional. Vamos assumindo a responsabilidade institucional por essas reproduções, reconhecendo que é impossível fornecer exemplares de toda a bibliografia para todos os estudantes, que também não podem assumir o ônus de adquirir todo esse material", disse o reitor.

A regulamentação abrange artigos de revistas científicas, capítulos de livros e até obras completas - mas apenas as esgotadas e edições que não estejam disponíveis no mercado, além do material com reprodução autorizada. Para obter as fotocópias, os alunos deverão preencher uma solicitação individual.

A cópia e distribuição de livros em universidades é amplamente difundida, mas pode ser considerada crime, com pena de 2 a 4 anos de prisão. A Lei de Direitos Autorais (9.610) protege as obras literárias e editoriais, mas abre uma exceção à reprodução de "pequenos trechos", sem especificar sua dimensão.

USP

Em 2005, o então reitor da USP, Adolpho José Melfi, assinou resolução regulamentando a reprodução de livros e periódicos. O texto permite "a extração de cópias de pequenos trechos, como capítulos de livros e artigos de periódicos ou revistas científicas, mediante solicitação individualizada, sem finalidade de lucro".
(Bruno Boghossian)
(O Estado de SP, 23/9)

Fonte:JC e-mail 4102
Data:23/09/2010

Engenharia de Lorena lança revista eletrônica

A Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da Universidade de São Paulo (USP) lançou a revista eletrônica O Alquimista: Memória e História da EEL.

O objetivo da publicação é resgatar e divulgar a memória histórica, científica e acadêmica da instituição. Na primeira edição, a revista quadrimestral aborda o surgimento, em 1969, da Faculdade Municipal de Engenharia Química (Famenquil) – que se tornaria Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), dois anos depois e, em 2006, seria transferida para a USP, passando a se chamar Engenharia de Lorena.

Outro destaque é a participação da faculdade no Programa Brasileiro de Álcool (Pró-Álcool). São dois textos sobre o tema. O artigo O Pró-Álcool: O Brasil em busca de um combustível alternativo faz um breve histórico do programa e aborda como a Faenquil foi inserida nesse contexto. O entrevistado é o professor Alexandre Visconti, que foi um dos primeiros a ir a Lorena para realizar pesquisas com álcool combustível.

No site da revista há vídeos, galeria de documentos escritos e fotográficos, galeria de diretores, declarações de quem viveu os primórdios da instituição, resumo histórico da unidade, relações e fotos de formandos.

A revista está aberta a contribuições de profissionais, pesquisadores, funcionários e estudantes que queiram apresentar trabalhos dentro da linha editorial do veículo.

Mais informações: www.eel.usp.br/hm

Fonte: Agência FAPESP
Data:23/09/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MCT terá rede de bibliotecas

Objetivo da Rede de Bibliotecas do ministério é otimizar acervos das unidades de pesquisa vinculadas ao ministério

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) instituiu a rede por meio de portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, dia 22. O objetivo da rede é "proporcionar funcionamento integrado, otimizando a utilização e a gerência de acervos das bibliotecas, de forma a atender as demandas informacionais dos seus usuários".

A Rede de Bibliotecas do MCT terá um Comitê Gestor, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Integram ainda o comitê os responsáveis pelas bibliotecas das demais unidades de pesquisa - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Observatório Nacional (ON).

O comitê deliberará sobre questões técnicas, com quorum mínimo de cinco representantes das bibliotecas, mais o coordenador. O trabalho do comitê deverá estar focado em "promover e articular a realização de eventos de capacitação e promover atividades que proporcionem o compartilhamento de conhecimentos e experiências entre as equipes das bibliotecas" dos institutos de pesquisa.

Fonte: JC e-mail 4101
Data: 22/10/2010

Premiação do Programa Mulheres na Ciência 2010 será entregue nesta quinta-feira

Sete pesquisadoras receberão bolsa-auxílio no valor equivalente a US$ 20 mil. Cerimônia de premiação acontece nesta quinta-feira, 23 de setembro, no Copacabana Palace, RJ

Promovido pela empresa L'Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Programa de Bolsa-Auxílio (Grant) L'Oréal Brasil para as Mulheres na Ciência visa incentivar a presença feminina na linha de frente do conhecimento e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras.

O programa busca também oferecer condições favoráveis para a continuidade dos projetos das vencedoras e o desenvolvimento de novos estudos científicos por meio do auxílio financeiro.

As vencedoras da edição 2010 foram selecionadas em julho, de acordo com o currículo e a qualidade dos projetos por elas desenvolvidos.

Na área de ciências matemáticas, foi escolhida Audrey Helen Cysneiros, que estuda teoria assintótica de mais alta ordem na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Na área de química, a láurea foi entregue a Kathia Maria Honorio, da Universidade de São Paulo (USP). Ela desenvolve substâncias bioativas com potenciais aplicações para o tratamento de fibrose, arterosclerose e câncer.

Em física, a escolhida foi Lucimara Pires Martins, que estuda "biblioteca estelar de alta resolução para síntese de populações estelares" na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul).

Em ciências biomédicas, biológicas e da saúde, houve quatro vencedoras. Bruna Romana de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), pela pesquisa sobre o "papel dos hormônios gonadais no reparo tecidual cutâneo de camundongos cronicamente estressados"; Cristiane Matté, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por sua avaliação do efeito do exercício físico materno durante a gestação no metabolismo energético e no estresse; Patrícia Fernanda Schuck, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que se debruçou sobre os efeitos da fenilalanina; e Simone Appenzeller, que avalia a saúde sexual e a qualidade de vida em mulheres com doenças reumáticas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: JC e-mail 4101
Data: 22/09/2010

Demonstração gratuita do portal ISI Web of Knowledge®

Demonstração do portal ISI Web of Knowledge®, das bases de dados da Web of Science®, Journal Citation Report, e do gerenciador de referências bibliográficas EndNote Web.

A Biblioteca Central – UFRGS, a Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas – UFRGS e a Thomson Reuters promovem nos próximos dias 23 e 24 de setembro o evento gratuito: Demonstração do portal ISI Web of Knowledge® , das bases de dados da Web of Science®, Journal Citation Report, e do gerenciador de referências bibliográficas EndNote Web.

O objetivo é apresentar os recursos do portal ISI Web of Knowledge para pesquisa em periódicos nas àreas de ciências, ciências sociais, artes e humanidades, incluindo a pesquisa de referências citadas, o fator de impacto dos periódicos e o gerenciamento das referências bibliográficas selecionadas. A busca nas bases recupera artigos e autores mais citados, índice H dos autores, fator de impacto dos periódicos, além de disponibilizar um gerenciador de referências.

O ISI Web of Knowledge abrange mais de 9.000 periódicos e 120.000 conferências e pode ser acessado através do Portal de Periódicos da Capes ou do endereço http://www.isiknowledge.com por professores, pesquisadores, estudantes e funcionários que tenham vínculo com a UFRGS ou com outra instituição que acesse o Portal de Periódicos, ou ainda por qualquer usuário nas bibliotecas da UFRGS.

Carga horária: 3h, com emissão de certificado.
Instrutora: Mirta Guglielmoni, MLS – Especialista em Educação de Clientes da Thomson Reuters

Datas, horários e locais (duas edições para facilitar a participação):

1) 23/09/2010
Horário: 14h30min às 17h30min
Local: Anfiteatro do Departamento de Genética/UFRGS
Av. Bento Gonçalves, 9500 - Campus do Vale – Bairro Agronomia–Porto Alegre
Prédio 43312 - Sala 101 (em frente à escadaria da Biotec)
Informações: tel.: 3308-3883, e-mail: bcentral@bc.ufrgs.br


2) 24/09/2010
Horário: 9h às 12h
Local: Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS
Av. João Pessoa, 52 - Campus Centro - Porto Alegre
Informações: tel.: 3308-3969, e-mail: bibeco@ufrgs.br

publicado originalmente no dia 16/09/2010

Instituto Nacional de Meteorologia publica novo atlas climático do Brasil

A nova edição, revista e ampliada, reúne médias históricas de 29 variáveis ambientais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acaba de lançar a nova edição da publicação "As Normais Climatológicas do Brasil 1961-1990", em versão revista e bastante ampliada.

As Normais são médias históricas de variáveis como precipitação, temperatura, umidade relativa do ar, pressão, direção e velocidade do vento, calculadas para períodos consecutivos e padronizados de 30 anos. Estudos realizados comparando as normais climatológicas de dois períodos distintos, como 1931-1960 e 1961-1990, permitem detectar alterações climáticas ocorridas que contribuem para a adaptação da nossa agricultura às mudanças recentes e do futuro imediato do clima do Brasil.

A nova edição reúne um conjunto de 29 variáveis ambientais, entre as quais algumas de particular interesse para a agricultura, como o número médio de dias chuvosos e a frequência de dias consecutivos sem chuva e mapas decendiais (média de 10 dias). Todos os dados apresentados foram revisados segundo padrões estabelecidos pela Organização Meteorológica Mundial - OMM. Para cada variável foram incluídos mapas mensais e anuais, que conferem à obra o caráter de um atlas.

O uso de cores é explorado para facilitar a identificação e o manuseio de oito capítulos distribuídos em 465 páginas valorizadas por projeto gráfico esmerado.

Na percepção do diretor do Inmet, Antonio Divino Moura, a nova publicação "culmina um esforço técnico-científico coletivo desde os observadores e administradores aos pesquisadores mais titulados, numa demonstração de equipe."
(Com informações do Inmet)

Fonte: JC e-mail 4099
Data: 20/09/2010

O brasileiro que inventou o rádio

artigo de Eduardo Ribeiro e Hamilton Almeida

"As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século 19"

Eduardo Ribeiro é jornalista e dirige a newsletter "Jornalistas&Cia", que se associou ao MLM - Movimento Landell de Moura. Hamilton Almeida é jornalista e escritor, autor do livro "Padre Landell de Moura: Um Herói Sem Glória" (Ed. Record) e de outras três obras sobre o padre. Artigo publicado na "Folha de SP":

O dia 21 de janeiro de 2011 marcará os 150 anos de nascimento de um dos maiores cientistas brasileiros, ignorado pela história e pela gente de seu país. Seu nome é Roberto Landell de Moura (1861-1928), nascido em Porto Alegre, padre de formação que completou os estudos em Roma, especializando-se em física e química.

Com o conhecimento teórico e a inquietude dos que estão à frente de seu tempo, transmitiu a voz humana à distância, sem fio, pela primeira vez no mundo. Foi também pioneiro ao projetar aparelhos para a transmissão de imagens (a TV) e textos (o teletipo).

Previu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das comunicações e também utilizou-se da luz para enviar mensagens, princípio das fibras ópticas. Tudo está documentado por patentes, manuscritos, noticiário da imprensa no Brasil e no exterior e testemunhos.

As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século 19, ligando o alto de Santana -o Colégio Santana- à emblemática avenida Paulista, que hoje abriga diversas antenas de emissoras de rádio e de TV.

Ao transmitir a voz, Landell se diferenciou de Marconi. O cientista italiano inventou o telégrafo sem fios, ou seja, a transmissão de sinais em código Morse (conjunto de pontos e traços), e não o rádio tal como o conhecemos.

As experiências do padre Landell não sensibilizaram autoridades e nem patrocinadores. Pior: um grupo de fiéis achou que o padre "falava com o demônio" e destruiu os seus aparelhos.

Mesmo tendo patenteado o rádio no Brasil (em 1901), Landell não obteve reconhecimento. Decidiu, então, viajar para os Estados Unidos, onde conseguiu, em 1904, três cartas-patentes. De volta ao Brasil, quis fazer uma demonstração das suas invenções no Rio de Janeiro, mas, por erro de avaliação, o governo não lhe deu a oportunidade.

Depois, seria "forçado" a abandonar as experimentações científicas. Morreu no ostracismo e o Brasil importou tecnologia para entrar na era das radiocomunicações! O Brasil tem agora a oportunidade de reconhecer a obra científica de Landell e incluir os seus feitos no currículo escolar obrigatório do ensino básico.

É por isso que luta o MLM - Movimento Landell de Moura, integrado por voluntários de diferentes áreas, que construiu um site (www.mlm.landelldemoura.qsl.br) para angariar assinaturas em prol desse reconhecimento.

Vale registrar que o movimento não tem fins político-partidários, religiosos, financeiros ou de promoção pessoal. Paralelamente, os Correios asseguram uma conquista: a emissão de um selo comemorativo dos 150 anos de nascimento de Landell.

Também está em curso no Congresso Nacional a inclusão do nome do padre-cientista no Livro dos Heróis da Pátria, por proposição do senador Sérgio Zambiasi.
(Folha de SP, 19/9)

Fonte: JC e-mail 4099
Data: 20/10/2010

Ou educamos ou sofremos com o atraso

artigo de Ilona Becskeházy

"Os professores ideais para alunos de ensino médio têm um perfil muito mais próximo dos de ensino superior"

Ilona Becskeházy é diretora executiva da Fundação Lemann. Artigo publicado na "Folha de SP":

Desde que as primeiras sociedades se organizaram, as gerações mais velhas sempre prepararam as mais jovens para assumir o comando. Dependendo do contexto histórico, adolescentes eram sistematicamente engajados na agricultura, no exército e até na vida religiosa, de forma que a energia mental e física destes seres humanos não fosse desperdiçada.

Hoje, na era do conhecimento, o preparo das novas gerações concentra-se principalmente na educação formal oferecida pelas escolas. No ano de 2010, o Brasil já deveria ter aprendido a lição: ou educamos nossos jovens para o exercício de uma vida produtiva ou enfrentamos o atraso por não fazê-lo.

Os dados recém divulgados pelo IBGE não causam surpresa, mas doem cada vez que são atualizados. Ter 15% dos jovens de 15 a 17 anos fora da escola representa desperdiçar o potencial de 1,5 milhão de brasileiros.

Para piorar, os que frequentam a escola nesta idade não aprendem quase nada: a diferença de proficiência entre alunos da 8ª série e os do 3º ano é mínima. Parte do problema está no alto número de matrículas no período noturno: 38%, o que atrapalha o aprendizado. O resultado é que, na comparação internacional, estamos sempre para trás.

Se o Estado não consegue sozinho corrigir o problema, voltemo-nos para o setor privado. Não para tungar mais impostos, mas para fazer um ProUni do ensino médio, ou seja, colocar os alunos do ensino médio na capacidade já instalada das universidades privadas.

Os professores ideais para alunos de ensino médio têm um perfil muito mais próximo dos de ensino superior. Com essa solução, diminuímos a ociosidade das faculdades e oferecemos ensino de melhor qualidade aos jovens. É um começo para o grande desafio que temos.
(Folha de SP, 18/9)

Fonte:JC e-mail 4099
Data: 20/09/2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Biblioteca da Fabico - UFRGS oferece Serviço de Referência Virtual por Chat

A Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação - FABICO da UFRGS está em fase de implantação do Serviço de Referência Virtual por Chat (troca de mensagens instantâneas).
Com esse serviço a Biblioteca pretende aproximar-se do usuário remoto através de chat, em tempo real, atendendo suas necessidades informacionais.
Inicialmente o serviço será oferecido de segunda à sexta, no horário das 19h às 20h, por ser essa a faixa de horário mais requisitada no instrumento de avaliação aplicado na comunidade usuária, no período de 20 de maio a 30 de junho de 2010.

Para utilizar o serviço, adicione o endereço da Biblioteca FABICO no seu messenger bibliotecafabico@hotmail.com


Fonte: Biblioteca da Fabico por e-mail
Data: 21/09/2010

Periódicos da área de oncologia estão disponíveis para avaliação

Seis periódicos de oncologia, área da medicina que estuda o câncer, estão disponíveis para avaliação no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os títulos são editados pelo Cancer Information Group (CIG) e podem ser testados até 31 de dezembro. Se bem avaliados, os periódicos poderão ser assinados pela Capes.

A coleção aborda aspectos clínicos e estudos em oncologia e hematologia. Enfoca os procedimentos de detecção, diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças. O público-alvo inclui médicos, profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes da área.

Integram o pacote os seguintes títulos: Clinical Breast Cancer (Fator de Impacto: 2,065), Clinical Lung Cancer (Fator de Impacto: 1,509), Clinical Lymphoma, Myeloma &Leukemia (Fator de Impacto: 1,130), Clinical Colorectal Cancer (Fator de Impacto: 1,764) e Clinical Ovarian Cancer (lançado em 2009).

A coleção pode ser acessada no endereço. Comentários sobre a coleção podem ser enviados aos e-mails avaliacao.periodicos@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. (em português) e bill.hipple@cigjournals.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. (em inglês).


Fonte: Portal de Periódicos da Capes
Data: 17/09/2010

BIBLIOTECÁRIO O MELHOR PROFISSIONAL PARA SE TER UM RELACIONAMENTO

Pesquisa revela “qualidades” das profissionais bibliotecárias
Uma recente pesquisa na internet que visava descobrir as melhores e piores profissionais para se ter um relacionamento, revelou que as bibliotecárias têm o perfil ideal para o bom funcionamento de uma relação a dois. A pesquisa foi realizada por editores e colaboradores do blog americano Asylum.

A pesquisa foi realizada em setembro deste ano [2009]. Na categoria masculina os professores, pela paciência e senso de humor, foram os escolhidos como perfeitos para uma relação, enquanto os músicos bateristas os piores.

Em resposta, editores e colaboradores do mesmo blog realizaram a mesma pesquisa com relação às profissionais do sexo feminino. A pesquisa intitulada “Qual é a profissão que torna a garota desejável/indesejável?”, revelou que as bibliotecárias têm o maior número de qualidades que as tornam ideais para se relacionar.
De acordo com a pesquisa, as bibliotecárias além de inteligentes e conhecedoras de assuntos diversos, são ótimas para fazer pesquisas e utilizar ferramentas da internet. Fotógrafas, designers e ativistas foram outras profissões que completaram o ranking das melhores.
Já as profissionais do meio artístico, como atrizes, modelos, e cantoras, foram relacionadas como as piores profissionais no amor.. Vaidade, egocentrismo, carência e chantagem são algumas características que as fazem vencer a categoria “das piores namoradas”.
A pesquisa pode ser visualizada através do link a seguir: http://www.asylum.com/2009/10/12/the-best-worst-professions-to-date/ (em inglês)

Fonte: Departamento de Ciência da Informação /UEL
Data de acesso: 21/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

RDA - Visão geral do novo padrão de descrição bibliográfica : palestra de Antonia Motta de Castro Memória Ribeiro : 20100917 FACED/ UFRGS : fotos





Licença Creative Commons
RDA - Visão geral do novo padrão de descrição bibliográfica : palestra de Antonia Motta de Castro Memória Ribeiro : 20100917 FACED/UFRGS : fotos by Eugenio Hansen, OFS is licensed under a Creative Commons Atribuição-Não a obras Derivadas License.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Divulgador, traidor?

Alguns pesquisadores julgam que a divulgação científica corrompe o conhecimento que quer transmitir. Franklin Rumjanek contesta esse ponto de vista, explica por que devemos fazer divulgação e discute o seu alcance para motivar o interesse pela ciência.

Por: Franklin Rumjanek

O astrônomo e divulgador Carl Sagan (1934-1996) posa ao lado da sonda Viking, enviada a Marte nos anos 1970. Até que ponto a exposição à divulgação científica ajuda a atrair jovens curiosos e talentosos para carreiras em ciência? (foto: JPL / Nasa).

A pergunta “É possível divulgar ciência?” pode parecer estranha em uma publicação dedicada a essa missão. No entanto, esse questionamento existe até por parte de cientistas influentes, para os quais a divulgação da ciência, por adotar uma forma imperfeita ou incompleta, transmite apenas uma imagem aproximada ou mesmo corrompida do que pretende divulgar. E, como tal, não divulgaria nada.

É o caso de Ilya Prigogine (1917-2003), químico teórico russo-belga, para quem seria impossível, por exemplo, explicar a teoria da relatividade a um público leigo. Segundo Prigogine, a relatividade não poderia ser entendida pela metade, ou com menos de 100% de seu conteúdo.

Para que essa teoria fosse devidamente apreciada, o público-alvo teria que conhecer os fundamentos da física, o que constituiria uma situação equivalente a ensinar aos já iniciados. De acordo com essa visão, um bom livro sobre a teoria da relatividade necessariamente abrigaria todos os conceitos relevantes e por isso não seria, em essência, um livro de divulgação, e sim um livro de física. Reservado somente aos ‘eruditos’.

Einstein dizia: “Se você não consegue explicar algo de modo simples, é porque não entendeu bem.”

A restrição de Prigogine e de outros puristas se aplicaria a qualquer área da ciência. Essa, porém, é uma noção razoável? Provavelmente, não. Tal percepção trai uma grande dose de fundamentalismo que confunde a tradução ao pé da letra da realidade científica, incluindo sua dialética, com a interpretação da essência da pergunta formulada pelos cientistas e a explicação da estratégia metodológica usada por eles na busca da resposta.

Felizmente, nem todos concordam com Prigogine e seus seguidores. Como antídoto para essa atitude excludente, podemos citar o físico Albert Einstein (1879-1955), justamente o autor da teoria da relatividade, que dizia: “Se você não consegue explicar algo de modo simples é porque você não entendeu bem a coisa.”

Por que divulgar ciência?

Se estivermos convencidos de que é possível divulgar ciência, a pergunta seguinte é: por que divulgá-la? Aí cabem muitas respostas, mas algumas podem ser destacadas. Primeiro, a sociedade sabidamente demonstra grande interesse pelo assunto, em especial por temas médicos. Há, então, uma plateia cativa.

Em segundo lugar, os cientistas, sobretudo aqueles baseados em instituições públicas, deveriam se sentir compelidos a explicar como o dinheiro do contribuinte é aplicado. Além disso, a sociedade mostra o desejo claro de participar da discussão geral, principalmente de assuntos polêmicos que afetarão os cidadãos de maneira direta, como células-tronco, genoma humano, clonagem, evolução etc.

Os cientistas deveriam se sentir compelidos a explicar como o dinheiro do contribuinte é aplicado

Entretanto, para que esse debate exista, as pessoas devem estar devidamente informadas. Com a vantagem de que pessoas bem informadas podem se precaver da pseudociência e separar as crenças folclóricas, mezinhas variadas e promessas de juventude eterna do fato comprovado experimentalmente. Há muitos outros aspectos ligados à divulgação científica, embora a maioria seja de difícil mensuração.

Seria interessante e relevante realizar um levantamento para avaliar até que ponto a exposição à divulgação científica ajudou a atrair jovens curiosos e talentosos para carreiras em ciência. Uma e outra biografia de celebridades científicas apontam o livro Os caçadores de micróbios, do microbiólogo Paul de Kruif (1890-1971), como a inspiração definitiva para a escolha da carreira, mas de modo geral não conhecemos bem o papel motivador da divulgação científica como forjadora de cientistas.

Por outro lado, a divulgação da ciência é certamente o nutriente vital da ficção científica. Quantos livros e filmes de ficção científica transitam entre a realidade e a imaginação de seus autores? Filmes que ativaram o interesse da sociedade, como O caçador de androides, Contato, Parque Jurássico, Gattaca e tantos outros, seguramente dependeram da leitura atenta de textos que transformaram a informação dura em algo palatável e excitante.

Nesse ponto, são inevitáveis as interconexões. Será que a escassez de ficção científica brasileira, contraposta à plenitude do cenário místico, deve-se a um ambiente de ciência tímido, acompanhado por uma divulgação científica apenas incipiente?

Franklin Rumjanek

Instituto de Bioquímica Médica,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Texto originalmente publicado na CH 274 (setembro/2010).

Fonte:Ciência Hoje
Data de acesso: 17/09/2010

O balanço da pós-graduação

"A avaliação da pós-graduação (...) hoje é considerada uma das mais eficientes do mundo"

Promovida a cada três anos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, a avaliação dos 4.099 cursos de mestrado e doutorado, que acaba de ser divulgada, registra avanços importantes na pós-graduação do país.

A primeira boa notícia é que o número de doutorados com padrão internacional vem crescendo. Em 2007, a Capes atribuiu os conceitos máximos (notas 6 e 7) a 237 cursos, nas mais variadas áreas do conhecimento. Neste ano, o número subiu para 298, o que representa 11% do total. Com isso, o Brasil pulou do 20.º para o 13.º lugar no ranking de produção científica do Journal of Scientific Research.

Quando os cursos recebem as notas 1 e 2, eles são considerados "insuficientes", perdem o credenciamento e não podem conceder certificados. E os cursos que não se recuperarem nas avaliações seguintes podem até ser fechados. Do total de cursos avaliados, apenas 75 receberam os conceitos mais baixos. E 870 cursos foram considerados regulares, alcançando a nota 3.

Para receber a nota 6, os cursos precisam ter um desempenho equivalente ao dos centros de pesquisa e das universidades de ponta norte-americanas e europeias, principalmente em matéria de produção científica e de acordos regulares com instituições estrangeiras de ponta, do porte de uma London School of Economics e de uma University of Cambridge, na Inglaterra, e de universidades como Yale, Harvard, Columbia, Princeton ou o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

No que se refere à produção científica, os professores e pesquisadores dos cursos de doutorado têm de exercer a liderança nacional em suas áreas de atuação, integrar entidades científicas e conselhos editoriais de periódicos, participar de congressos no exterior e publicar regularmente artigos nas mais prestigiosas revistas científicas internacionais.

Em matéria de convênios e acordos, os cursos precisam manter intercâmbio internacional contínuo, desenvolver pesquisas conjuntas com instituições estrangeiras, ter doutorandos cursando disciplinas no exterior e contar em seu corpo docente com professores que sejam membros das diretorias das mais reputadas entidades acadêmicas internacionais.

Para alcançar a nota 7, os cursos não apenas precisam atender a essas exigências, como também têm de atrair alunos de outros países. E também têm de contar com financiamentos internacionais para suas pesquisas e projetos vinculados ao programa de pós-graduação.

A segunda boa notícia da avaliação trienal da Capes é que a pós-graduação já não mais está concentrada no Sudeste. Embora mais da metade dos programas de mestrado e doutorado esteja situada na região, principalmente no Estado de São Paulo, seguido pelo Estado do Rio de Janeiro, aumentou significativamente o número de cursos tanto no Nordeste como no Norte. Nesta região, por exemplo, o aumento foi de 35,3%, em relação à avaliação de 2007. E, no Nordeste, o crescimento foi de 31,3%.

Como são cursos recentes, eles precisam de tempo para obter melhores notas. Hoje, o Norte só tem um curso com padrão internacional, a pós-graduação em geologia e geoquímica da UFPA. Parece pouco, mas é uma conquista, considerando-se as carências da região amazônica.

Como era de esperar, por causa da pujança econômica de São Paulo, as três universidades estaduais paulistas e as universidades federais de São Carlos e de São Paulo são as que têm maior número de cursos com as notas máximas. A líder do ranking da Capes é a USP, com 34 cursos com padrão internacional, situados nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto, Piracicaba e São Carlos, seguida pela Unicamp, com 15 cursos.

A avaliação da pós-graduação, que envolveu 877 consultores recrutados nos próprios cursos de mestrado e doutorado, começou a ser implantada há mais de três décadas, quando a Capes era chefiada pelo economista Cláudio Moura Castro, e hoje é considerada uma das mais eficientes do mundo. Os conceitos atribuídos servem de parâmetro para a concessão de bolsas e financiamentos de projetos, pelas agências nacionais e internacionais de fomento à pesquisa.
(O Estado de SP, 16/9)

Fonte: JC e-mail 4097
Data: 16/09/2010

O desafio da educação

artigo de Carlos Alexandre Netto - Reitor da UFRGS

"Educação de qualidade é dever do Estado e prioridade social que alavanca o desenvolvimento do país"

A recente divulgação do Panorama da Educação 2010 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), entidade que congrega 31 países desenvolvidos e alguns convidados, chama a atenção ao revelar que, em 2008, o Brasil possuía 11% da população com Ensino Superior completo, percentual muito abaixo da média de 35% do conjunto avaliado.

Esse indicador afronta a grandeza do nosso país, pródigo em contrastes: situado entre as 10 maiores economias do planeta e entre os 15 países que mais produzem conhecimento científico e tecnológico, o Brasil possui o melhor sistema de pós-graduação da América Latina e forma mais doutores do que muitos países europeus.

Esse déficit educacional da graduação, que é histórico, tem suas origens no longo período em que o gasto com Educação era custo, a universidade era para poucos, não havia a valorização social do trabalho dos educadores e o sistema carecia de regulação.

Felizmente, o Brasil vem adotando políticas e investindo para corrigir os rumos. O gasto público com Educação subiu de 11,2%, em 1995, para 16,4% em 2007, um dos maiores avanços percentuais entre todos os países avaliados. Houve uma enorme expansão da oferta de Ensino Superior público, desde 2005, cujo efeito só será consolidado após 2012.

Foram criadas 14 novas universidades federais, instalada mais de uma centena de novos campi no interior do país e ampliadas as vagas de ingresso em todas as instituições existentes. Tal esforço duplicou o número de ingressos na modalidade presencial entre 2006 e 2010; no mesmo período, foram criados 187 novos institutos de Educação profissional e a Universidade Aberta do Brasil passou a oferecer 300 mil vagas na modalidade à distância.

Mas a obrigatoriedade do ensino básico e o substancial aumento da oferta de Ensino Superior expõem uma das fraquezas do sistema educacional: a eficiência do ensino médio. Com elevadas taxas de evasão, em que fatores sociais e econômicos se somam às carências da Escola, apenas 37% dos brasileiros maiores de 25 anos concluíram esta etapa.

Qualificar e universalizar o ensino médio são os grandes desafios para os anos vindouros, a partir de uma visão sistêmica da Educação. Será necessário articular os poderes Executivos federal, estadual e municipal, definir políticas para que a qualidade atingida na pós-graduação irrigue todos os outros níveis de ensino, através da boa formação de professores e da inovação de práticas pedagógicas.

Na sociedade do conhecimento, o custeio da Educação não é despesa, e sim investimento no principal ativo do país, a juventude brasileira.

Fonte: Zero Hora
Data: 16/09/2010

Por que não uma versão Science Commons?

Ganha força na internet o projeto colaborativo Science Commons, que propõe um novo modelo de compartilhamento de dados científicos, com outra lógica e uma licença autoral alternativa com o objetivo de superar uma realidade paradoxal: os resultados dos estudos científicos – financiados na maior parte por recursos públicos em países como o Brasil – acabam publicados em revistas caras e de acesso restrito.

A reportagem é do portal Ciência Hoje, 15-09-2010.

Quantas vezes você já ouviu falar em 'livre compartilhamento' na internet, livre circulação de ideias? Agora, reformulemos a questão: quantas vezes você ouviu os mesmos termos e a palavra 'ciência' vindo em seguida? A lógica de troca é muito mais vezes associada ao conhecimento artístico e humano do que ao universo das ciências exatas e naturais.

A internet oferece um grande volume de páginas que tratam de cultura com livre circulação de informação, o mesmo não acontece no cenário da ciência. Mas isso não quer dizer que essa discussão não esteja em curso. As revistas da família PLoS (sigla em inglês para 'Biblioteca pública de ciência') e o portal SciElo, que reúne periódicos latino-americanos de livre acesso, são apenas alguns exemplos de iniciativas que rompem com a lógica predominante no meio da publicação científica.

É uma realidade paradoxal: os resultados dos estudos científicos – financiados na maior parte por recursos públicos em países como o Brasil – acabam publicados em revistas caras e de acesso restrito. O contribuinte, que financiou as pesquisas, nem sempre tem como fiscalizar como seus impostos estão sendo aproveitados.

"A ironia é que a ciência real é baseada em um certo tipo de compartilhamento. Mas nós tratamos os artigos como o objetivo final da pesquisa, não como insumo para outras pesquisas", diz o filósofo norte-americano John Wilbanks, uma das cabeças por trás do Science Commons, projeto criado em 2005 que visa, justamente, incentivar a livre troca de conhecimento científico.

A iniciativa é um dos braços do projeto Creative Commons – conhecida licença autoral alternativa ao copyright, que permite aos criadores de conteúdo licenciar suas obras com diferentes graus de abertura. O Science Commons é, portanto, uma área de troca de informação aberta – daí o uso do termo inglês commons, originalmente empregado para designar terras de uso coletivo na Inglaterra. "Recompensamos cientistas para atuar competitivamente, para o 'não compartilhamento'. Não há infraestrutura para compartilhamento generalizado na ciência, é o que queremos oferecer", conta John, por e-mail.

Licença aberta

O objetivo do projeto capitaneado por John é oferecer a reconhecida chancela commons e um mapa detalhado de como fazer com que seu projeto científico possa ser compartilhado por meio de uma licença mais aberta. Tendo como alicerce uma comunidade de cientistas e instituições que partilham (palavra importante) do mesmo ideal, o pesquisador terá uma base sólida de discussão e dados para trabalhar.

Um exemplo do que já acontece por lá é o Projeto deTransferência de Material Biológico, que tem como objetivo implementar contratos alternativos que barateiem o custo de troca de materiais biológicos, como o DNA e linhagens celulares.

"Levou bastante tempo para criar esses problemas [licenças autorais fechadas na ciência], e vai demorar muito tempo para corrigi-los. Mas podemos começar com alguns métodos simples. Primeiro, os financiadores das pesquisas podem assumir a responsabilidade sobre o acesso ao conhecimento dos produtos financiados com seu dinheiro", defende John. E completa: "Isso significa o acesso aberto a artigos escritos por cientistas financiados. Significa assumir compromissos sobre as questões relacionadas com o compartilhamento de dados, materiais e patentes."

Mas não se trata de abolir os direitos autorais na ciência. "Acreditamos no commons como um conceito, algo em que o local e o privado vêm juntos", afirma John. "Não queremos eliminar o conhecimento privado, queremos eliminar a ideia de que o conhecimento é privado, por padrão, como um primeiro princípio."

Jonh finaliza: "Gostaria de ver o conhecimento privado ser algo que fazemos apenas quando precisamos, e também construir um mundo no qual não precisemos disso com muita frequência".

Extraído de http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=36386 acesso em 17 set. 2010.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) lança novo portal

CPTEC lança novo portal

Reformulação inclui consulta às condições climáticas por meio do Google Earth e acesso a vídeos com previsões diárias do tempo e transmissão ao vivo de eventos

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acaba de lançar seu novo portal na internet.

Com a reformulação, o portal explora o uso de novas tecnologias na apresentação de seus conteúdos, como previsão de tempo por meio do Google Earth ou a partir do Sistema de Informações Geográficas Aplicadas ao Meio Ambiente (Sigma).

O novo portal oferece também a possibilidade de seguir os conteúdos do CPTEC no Twitter e dispõe de vídeos com previsões diárias do tempo e transmissão ao vivo de eventos.

A renovação do portal levou à criação de uma estrutura descentralizada no processo de geração e divulgação de informes e notícias, segundo o CPTEC. Anteriormente concebido de acordo com a estrutura das divisões do centro, o portal passa agora a ser mais amigável e voltado ao usuário.

De acordo com o CPTEC, o site conta atualmente com cerca de 5 milhões de acessos em média por mês, sendo que a consulta costuma ampliar 50% na ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas, ou mesmo às vésperas de feriados, para verificar a previsão do tempo.

Mais informações: www1.cptec.inpe.br

Fonte: Agência FAPESP
Data: 16/09/2010