sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Brasil disponibiliza mais de mil periódicos em plataformas virtuais

Diretora da Biblioteca da UnB leva experiência do Brasil em acesso aberto a ciência a conferência internacional na China.

Mais de mil periódicos online e de 30 bancos de pesquisas em universidades. O Brasil destaca-se entre os países mais avançados na abertura do conhecimento científico. A diretora da Biblioteca Central da UnB (BCE), Sely Costa, preparou apresentação para a Berlin 8th Open Access Conference, em Beijing, China, sobre os avanços do país na área. O país teve posição de destaque no evento internacional entre as experiências mais avançadas. A professora falou por email à UnB Agência de Frankfurt, Alemanha.

Ela destacou a implementação dos repositórios institucionais, plataformas eletrônicas para o armazenamento de artigos e pesquisas. “A UnB em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) participa da capacitação de equipes de outras universidades e instituições para criação e manutenção dos sistemas”, explica Sely. Segundo a especialista, nos últimos 18 meses o Ibict distribuiu kits tecnológicos para instalação dos repositórios em 39 universidades e instituições de pesquisa.

A apresentação preparada por Sely contou também com a proposta de criação da Rede Brasileira Informação Científica de Acesso Aberto (RICAA). “A rede visa a integrar as iniciativas em acesso aberto no Brasil”. Segundo a professora, essas iniciativas ainda estão desarticuladas e carecem de metodologia e padronização. “A ideia é que todos os repositórios integrados obedeçam a padrões de sustentabilidade e qualidade. O sistema permitirá a pesquisa integrada em todos eles”. O programa será coordenado pelo Ibict e pela UnB.

Sely lembra, ainda, que o Ibict foi responsável, nos últimos sete anos, pela tradução da plataforma canadense Public Knowledge e capacitação de pessoas em todo Brasil para operá-la. “A Public Knowledge permite a administração de todo o processo de publicação”. Segundo a professora, hoje já são mais de 800 periódicos publicados no Sistema Eletrônico de Editoração em Revista (SEER), que usa a plataforma.

A primeira grande iniciativa brasileira foi a adoção da Scientific Electronic Library Online (SciElO), ainda na década de 90. A plataforma abriga um total de 400 periódicos. “Somos exemplo para países da África, América Latina e Europa”.

POLÊMICAS – O acesso aberto às informações científicas esbarra nos interesses das grandes editoras das publicações científicas. “As editoras restringem o acesso aos resultados das pesquisas publicadas, por causa dos preços das assinaturas. Por outro lado, os autores buscam ampliar o acesso, levando em conta que a maioria delas são produzidos com recursos públicos”, explica Sely.

Apesar dos periódicos no Brasil serem publicados apenas por editores ligados a instituições públicas, o problema também afeta o país. “Os pesquisadores daqui precisam publicar em periódicos internacionais de pesquisa”, explica o professor Fernando Leite, da Faculdade de Ciências da Informação (FCI).

Segundo o professor, que também participa da parceria entre UnB e Ibict, uma possível solução é negociar com esses editores. “Alguns deles permitem que uma cópia do trabalho seja disponibilizada em um repositório aberto”.

Segundo Sely, a experiência Brasileira ocupou lugar de destaque na conferência. “Inicialmente nossa apresentação estava prevista para figurar entre os países em desenvolvimento, mas quando os organizadores leram o resumo, ela foi posicionada entre as experiências mais avançadas”.

Fonte:Secretaria de Comunicação da UnB
Data: 28/10/2010

Artigos debatem compreensão pública da ciência na Ibero-América

Textos foram publicados na Revista de estudios sociales de la ciencia, da Universidade Nacional de Quilmes, Argentina

A heterogeneidade dos estudos sobre ciência, tecnologia e sociedade poderia ser organizada em duas linhas: de um lado, as iniciativas que buscam popularizar conteúdos científicos junto à sociedade; de outro, a investigação e discussão teórica de um campo específico das ciências sociais.

Assim está organizada a seção temática "Comprensión pública de la ciencia em Iberoamérica", que compõe o número 30 da REDES - Revista de estudios sociales de la ciencia, publicada pela Universidade Nacional de Quilmes, na Argentina.

A edição inclui cinco artigos temáticos: três deles são centrados na problemática sociológica da cultura científica e outros dois seguem a linha de estudos de caso na Venezuela - escrito por Pía Córdova, Alejandro Alvarez Iragorry e Olga González yunis - e no Brasil, dos autores Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani.

A revista, com textos em português e espanhol, está disponível em http://editorial.blog.unq.edu.ar/modules/docmanager/get_file.php?curent_file=31&curent_dir=9
(Boletim Ciência e Sociedade, nº 149)

Fonte: JC e-mail 4126
Data: 28/10/2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Portal médico ajuda a decifrar corretamente exames com nomes incomuns

Se algum médico indicar que você faça um exame para saber o número de cetonas no sangue, provavelmente você vai ficar boiando. E se o especialista pedir Cistatina C, você vai achar que é uma nova vitamina para resfriado. Pior ainda se o doutor solicitar um Esfregaço de Sangue...

Qualquer que seja a indicação, o paciente curioso entrará nos mecanismos de busca e puxará pelos nomes esdrúxulos. Daí, ele pode achar de tudo e tirar conclusões precipitadas sobre sua saúde.

Para evitar que o “examinado” tenha preocupações excessivas e a até descabidas, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, SBPC/ML, com apoio da Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial, CBDL, trouxeram o Labtests On Line (www.labtestsonline.org.br), site de exames laboratoriais dirigido especialmente ao público leigo.

O LTO (Labtests On Line) é sucesso absoluto nos Estados Unidos e foi recém lançado no Brasil. O site traz informações precisas e científicas de mais de 300 exames, além de estados clínicos e doenças. O veículo também traz artigos médicos e notícias atualizadas sobre medicina e saúde e pode ser fonte de consulta para jornalistas e outros profissionais de saúde.

De acordo com Liliana Perez, presidente da CBDL, o site ainda não está 100% pronto, mas a expectativa é que esteja totalmente traduzido em até seis meses. “O Brasil vai dar uma personalidade própria ao site, ao incluir características da população brasileira a determinados testes, como doença de Chagas, malária e outras”, afirmou Liliana.

A propósito, o número de cetonas no sangue pode indicar uma doença chamada cetoacidose diabética. A Cistatina C é um exame capaz de monitorar a disfunção renal aguda ou crônica. E o Esfregaço do Sangue pode determinar o número e o aspecto das hemácias, leucócitos e plaquetas e identificar distúrbios no sangue.

Fonte: Portal Fator Brasil
Data: 29/10/2010

Leituras de Fernando Pessoa chegam à internet

Conhecer o que lia Fernando Pessoa, as anotações que fazia nos seus livros, como ideias para poemas surgiam durante suas leituras. Agora, isso vai ser possível a qualquer pessoa: já está disponível na internet a biblioteca digital do poeta português, no sitio da casa-museu dedicada a ele. Os livros são os que acompanharam o poeta desde a adolescência - na época em que ele ainda morava na África do Sul. "O livro mais antigo é do século 19, quando Pessoa tinha 12 a 14 anos. São livros que vão desde essa época até sua morte, com 47 anos", conta o professor Jerônimo Pizarro, responsável pelo trabalho. O último livro foi parar na biblioteca do escritor em outubro de 1935, um mês antes de sua morte. No total, o espólio de Fernando Pessoa que está na casa-museu reúne 1.312 títulos. No entanto, apenas pouco mais de 1.100 estarão disponíveis para consulta.

URL: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

Fonte: A Informação
Data: 28/10/2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Confira a programação da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre

A 56ª Feira do Livro de Porto Alegre será realizada de 29 de outubro a 15 de novembro de 2010 na Praça da Alfândega, de segunda a domingo. Na área infantil e juvenil, as bancas de livros funcionam a partir das 9h30min.


No resto da feira, as bancas ficam abertas a partir das 12h30min.As atividades se encerram às 21h, podendo ser prorrogadas até 22h, a critério da Comissão Organizadora.

O Balcão de Informações da Feira do Livro está situado na área central da Praça da Alfândega. Além de distribuir material sobre o evento, a equipe está preparada para dar orientações e tirar dúvidas. Um posto de informações também está disponível no Cais do Porto.

Confira a programação do evento pelo site oficial.

Clique no mapa da Feira do Livro



Fonte: ZH online
Data: 27/10/2010

Tutorial - Portal de Periódicos da Capes





Fonte: Biblioteca Universitária da UFSC
Data: 27/10/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Internet Movie Database, 20 anos


Por Tatiana de Mello Dias

O Internet Movie Database, maior base de dados sobre cinema do mundo, completou 20 anos.

As duas décadas sustentam números de peso: são 1,5 milhões de títulos e 3,2 milhões de páginas com informações sobre atores, diretores e outros profissionais envolvidos no cinema.

O acervo é consultado por 57 milhões de fãs por mês.

“Tudo começou por causa do amor ao cinema de um adolescente”, disse ao El País Col Needham, criador do site. Ele não conseguia informações sobre os filmes que gostava em nenhum lugar e resolveu criar sua própria base de dados. O acervo virou online em 1990 — começava ali a construção colaborativa de conhecimento sobre cinema.

O site começou com 23 mil páginas de informações sobre 10 mil filmes. Eram cem acesso por dia.

O IMDb é um site colaborativo muito antes da web 2.0 aparecer. O conteúdo é enviado por colaboradores de todo o mundo, mas o conteúdo é filtrado por especialistas. O site foi vendido em 1998 à Amazon, mas Needham se manteve à frente do projeto.

O IMDb está comemorando seu aniversário com depoimentos de personalidades do Hollywood.

Vai lá.

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 26/10/2010

Amazon vende 2 vezes mais livros digitais que impressos

Comparação levou em conta os 10 primeiros best-sellers.
Kindle terá sistema para emprestar livros para amigos.

Novo Kindle será entregue a partir de 27 de agosto.
Novo Kindle. (Foto: Divulgação)

A Amazon informou nesta segunda-feira (25) que o dobro de livros digitais são vendidos em comparação aos impressos. A pesquisa levou em conta os 10 primeiros best-sellers.

"Os livros do Kindle – o leitor de livros digitais da Amazon – também são mais vendidos que os 25, 100 e 1 mil primeiros livros impressos mais comercializados", disse Steve Kessel, vice-presidente da Amazon Kindle.

"Isto é notável, se levarmos em conta que os livros impressos de capa dura e de bolso são vendidos há 15 anos, enquanto [vendemos] livros eletrônicos do Kindle há apenas 36 meses", disse Kessel em um comunicado.

A Amazon anunciou em julho que a venda de livros eletrônicos para o Kindle havia superado a venda de livros de capa dura. Segundo Kessel, "no caso dos 10 primeiros best-sellers da Amazon, os clientes estão escolhendo livros do Kindle em vez de livros de capa dura, assim como os de bolso, e em proporção maior que dois para um".

Empréstimo de livros
A Amazon anunciou na sexta-feira (22) que vai eliminar uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: até o final do ano, será possível emprestar livros do Kindle para amigos que também possuam o leitor digital.

De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle.

Fonte: G1
Data: 26/10/2010

Edital destina R$ 6 milhões para incentivar a publicação de periódicos científicos

Apoiar e incentivar a editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros, em todas as áreas do conhecimento, de forma a contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, são os principais objetivos do Edital 68/2010. Revistas com acesso aberto, divulgadas por meio eletrônico na Internet, ou de forma impressa e eletrônica simultaneamente serão priorizadas. As inscrições vão até 08 de dezembro.

Segundo a coordenadora-geral do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do CNPq, Maria Ângela Cunico, a chamada “propicia a divulgação e a disseminação do conhecimento em todas as áreas de C&T, por intermédio de diferentes meios e ações. Cabe registrar que cerca de 80% dos artigos publicados nos periódicos que mereceram apoio em anos recentes são provenientes de pesquisas originais, as quais em número expressivo foram financiadas pelo CNPq e efetuadas por autores brasileiros, que ao lado daqueles de autores de outras nacionalidades, vem proporcionando considerável suporte à difusão do estado da arte do saber científico e tecnológico".

A iniciativa é do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do CNPq, do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). No ano passado o Edital 16/2009, com a mesma finalidade, investiu R$ 5 milhões para o financiamento das 191 propostas aprovadas. Agora o investimento saltou para R$ 6 milhões, sendo 50% proveniente do CNPq e 50% da CAPES.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. A divulgação dos resultados e o início da contratação das propostas aprovadas estão previstos para acontecer a partir da segunda quinzena de dezembro. O proponente, responsável pela apresentação da proposta, deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes; ser obrigatoriamente o coordenador do projeto; ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto. O candidato não pode apresentar mais de uma proposta.

A publicação

Dentre outras características, o periódico precisa ser mantido e editado por instituição, associação ou sociedade científica brasileira, sem fins lucrativos; estar indexado pelo menos na base de dados SciELO, ou estar classificado no Qualis da CAPES como B2, na área ou subárea do conhecimento para a qual esteja se candidatando. Além disso, o periódico deve estar indexado em bases relevantes e reconhecidas pela comunidade científica e tecnológica e estar efetivamente indexado, não apenas figurando em coleções como banco de dados ou bibliotecas.

A revista não pode ser departamental, regional, ou de curso de pós-graduação que publique predominantemente artigos de autores locais. Possuir abrangência nacional e internacional quanto a autores, corpo editorial e conselho científico; adotar política editorial estrita de revisão por pares; ter mais de 80% de artigos científicos, ou técnico-científicos publicados e gerados a partir de pesquisas originais, não divulgadas em outras revistas; ter circulado de forma regular em 2008 e 2009; apresentar periodicidade de pelo menos dois fascículos ao ano e possuir número internacional normatizado para publicações seriadas (ISSN)são outras características a serem observadas.

Para saber mais consulte o Edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/068.htm

Fonte: Site do CNPq
Data: 26/10/2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Kindle terá recurso de empréstimo de livros

Fabiano Candido

Reprodução
Kindle terá recurso de empréstimo de livros
O recurso poupará o dono do Kindle de ter que pedir o livro de volta

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Portal do Professor: a internet a serviço da educação

A internet a serviço da educação. No ar a pouco mais de um ano, o portal do professor já registra mais de 650 mil acessos por mês. A página eletrônica ajuda professores de todo o Brasil a preparar as aulas. Veja como funciona o portal na reportagem de Gabriella mendes.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/

Fonte: Pesquisa Mundi
Data: 22/10/2010

Títulos nas áreas de ciências humanas e sociais disponíveis para avaliação

Usuários do Portal de Periódicos podem avaliar periódicos e livros eletrônicos das áreas de ciências humanas e sociais até o dia 31 de outubro. As coleções: Journals - General collection e Collective works of research - General collection, do projeto Cairn.info, estão disponíveis na modalidade trial. Se bem avaliados, os títulos podem ser assinados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Criado em 2005, por editores franceses e belgas e com o suporte da Bibliothèque Nationale de France, o Cairn.info reúne publicações on-line desses dois países, editadas em francês. O conteúdo inclui títulos publicados pelas editoras Belin, De Boeck, La Découverte e Erès.

Journals - General collection reúne periódicos em texto completo publicados a partir 2001. São 227 periódicos, abrangendo o período 2001-2010. Para 2011, esse número chegará a 260. Todos os artigos estão disponíveis em formato html e pdf. A coleção cobre as áreas de literatura, linguística, filosofia, história, sociologia, economia, ciência política, direito, educação, psicologia, geografia e interesse geral.

Ao acessar a Collective works of research - General collection, os usuários do Portal de Periódicos podem avaliar 550 livros eletrônicos a partir de 2001 – número que deve dobrar em 2011. A coleção aborda sobre assuntos como história, sociologia, economia, ciência política, direito, educação e psicologia.

A coleção pode ser acessada aqui. Comentários sobre a coleção podem ser enviados para o e-mail periodicos@capes.gov.br.

Fonte: Portal da Capes
Data: 20/10/2010

The Publishers Association sets out restrictions on library e-book lending

by Benedicte Page

The Publishers Association has set out an agreed position on e-book lending in libraries that will see library users blocked from downloading e-books outside of the library premises. Faber c.e.o. Stephen Page announced the new guidelines this morning (21 October) at the CILIP Public Library Authorities conference in Leeds.

Page told conference delegates that "all the major trade publishers have agreed to work with aggregators to make it possible for libraries to offer e-book lending" with the addition of certain "controls". He said the guidelines had been developed because of concerns over free e-book lending offered by some libraries to lenders "wherever you are" in breach of publisher contracts.

The Overdrive library e-book lending system widely used by UK libraries currently allows members to download e-books onto their home devices remotely by employing a passcode supplied by the library.

Under the new scheme, library users would have to come onto the library's physical premises to download an e-book at a computer terminal onto a mobile device, rather than downloading the book remotely. The scheme would also see the fee paid by a library to buy a book covering the right to loan one copy to one individual at any given time, and would require "robust and secure geographical-based membership" in place at the library service doing the lending.

Page stressed that that "some publishers will choose to be less stringent than others" in implementing those controls, particularly that involving remote downloading. "We will now work with the digital library suppliers to ensure that this service can be quickly brought to libraries," he added.

Page told the PLA conference that the PA's new position on e-book lending had been forged after some library authorities mismanaged their lending.

"Unfortunately recent activities by some library authorities have only confirmed how potentially damaging e-book lending can be if allowed to operate without controls," he said.

"Some services were lending for remote downloads, without geographical restrictions. This was in breach of contracts between the library and aggregator, and between the aggregator and publisher, and was advertised to the general public as 'free e-books, wherever you are, whenever you want'. Under this model, who would ever buy an e-book ever again?

Read the joint speech by Stephen Page, CEO Faber and Miranda McKearney, Director of The Reading Agency - Public Library Authorities conference, 21 October 2010

Publishers, libraries and the future of the reading service

Fonte: Thebookseller.com
Data: 21/10/2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

As eleições e a expansão da universidade

por Herman Jacobus Cornelis Voorwald

"Os dois candidatos deveriam considerar que o desafio de ampliar o acesso ao ensino superior não deve ofuscar o da geração de conhecimento"

Herman Jacobus Cornelis Voorwald é reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e professor titular da Faculdade de Engenharia do campus de Guaratinguetá. Artigo publicado na "Folha de SP":

A poucos dias de o Brasil eleger o futuro presidente da República, os candidatos que concorrem no segundo turno abordaram o tema da educação superior, limitando-o, porém, à inclusão social e à formação de recursos humanos qualificados para o mercado de trabalho.

Em face dos desafios do atual cenário global e da importância estratégica que projeta para a pesquisa científica, as duas candidaturas deveriam explicitar as propostas para a expansão da universidade, pois o desafio de ampliar o acesso ao ensino superior não deve ofuscar a necessidade de gerar conhecimento.

Ainda que a autonomia prevista na Constituição vigorasse de fato para todas as universidades públicas, competem ao governo políticas diretamente relacionadas a essas instituições, não só por meio de fomento, mas também para a expansão delas, muitas vezes sob a pressão quase que exclusiva para o aumento de vagas na graduação.

Não faltam dados para comprovar a estreita correlação entre o desenvolvimento econômico de um país e sua geração de conhecimentos. Muito antes do desempenho das nações que mais investiram em pesquisa nas últimas décadas, vários pensadores já haviam apontado a ciência como uma importante força produtiva.

No Brasil, grande parte da produção de estudos nas ciências, nas artes e na tecnologia é desenvolvida nas universidades, principalmente nas públicas, nas quais deve vigorar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Essas considerações remetem às conclusões extraídas de pesquisa que fiz em 31 de maio deste ano com cerca de 1.100 reitores de diversos países presentes à minha conferência "Desafios da universidade ibero-americana diante de um mundo em mudança", em Guadalajara, no México, no 2º Encontro Internacional de Reitores Universia.

Entre os 30 objetivos submetidos à escolha dos reitores, o de maior priorização (57,7%) foi o de "adequar os métodos de ensino e aprendizagem ao objetivo de aquisição de competências dos estudantes".

Esse ponto está diretamente associado à necessidade de bibliotecas bem servidas de livros e periódicos, laboratórios bem equipados e constante adequação dos currículos.

O objetivo com segundo maior índice de priorização (46,9%) foi o de "determinar que tipo de universidades se pretende desenvolver nos próximos anos (objetivos, captação de estudantes, relações com a sociedade, áreas de investigação, estrutura de governo)".

Como já dissemos em outro artigo neste espaço ("O desafio da universidade pública brasileira", 16/ 1/2009), investir em ciência e tecnologia não é luxo de países ricos, pois investimentos expressivos nessa área têm sido a opção estratégica dos que estão colhendo vitórias incontestáveis na competitividade e no comércio exterior.

Mas a geração de conhecimento é essencial também para que o desenvolvimento não se restrinja ao mero crescimento da economia.

Ela deve atuar também em vista da melhor qualidade de vida, da conservação ambiental e da erradicação da miséria.

Desse modo, por mais legítima e prioritária que seja a demanda social pelo maior acesso ao ensino superior, é necessário termos clareza da distinção entre esse tema e o da ampliação da universidade pública. Sem isso, correremos o risco de promover no Brasil uma expansão universitária completamente alheia aos presentes desafios para a produção do conhecimento.
(Folha de SP, 21/10)

Fonte: JC e-mail 4121
Data: 21/10/2010

Pesquisa de revistas internacionais indica que pessoas acreditam na ciência

Uma pesquisa online realizada pelas revistas Nature e edições americana e internacional da Scientific American mostra que os leitores acreditam mais na palavra dos cientistas do que na de qualquer outro grupo de pessoas. Os próprios autores ressaltam que a enquete foi realizada sem qualquer metodologia científica, mas os resultados, que envolveram 21 mil leitores de 18 países incluindo o Brasil, não deixam de ser interessantes.

Os cientistas ocuparam o primeiro lugar como grupo em que as pessoas mais confiam. Eles receberam nota 3.98 na escala de credibilidade que ia de 0 a 5. Empatados em segundo lugar estavam as entidades não-governamentais e os grupos de amigos e familiares, com 3.09. Os grupos em que a pessoas menos confiam foram, autoridades religiosas (1.55), políticos eleitos (1.76), empresas (1.78), jornalistas (2.57), grupos de defesa dos cidadãos (2.69).

A pesquisa ainda apontou outros indicadores interessantes como quais os assuntos em que as pessoas mais acreditam na ciência. "Evolução" e "fontes renováveis de energia" foram os temas indicados com mais crédito e "drogas para depressão" e "pandemia da gripe" foram tidos como os menos confiáveis.

Confira as matérias originais (em inglês) sobre a pesquisa na Nature e na Scientific American.

Fonte: Portal da Capes
Data: 201/10/2010

Serviço inovador de impressão por e-mail é desenvolvido na Capital

Tecnologia da HP é desenvolvido no Tecnopuc, em Porto Alegre.

Uma tecnologia de impressão mundialmente inovadora tem toque gaúcho. Apresentado ontem pela Hewlett-Packard (HP), em São Paulo, o sistema chamado de ePrint foi desenvolvido a partir de pesquisas feitas na unidade da empresa instalada no Tecnopuc em Porto Alegre.

A grande vantagem dessa tecnologia é a facilidade de imprimir um documento de qualquer lugar e a qualquer hora, contanto que haja acesso à internet. Para isso, é necessário apenas enviar o arquivo via e-mail – de um laptop ou smartphone, por exemplo – para a impressora. Caso a máquina estiver desligada, o documento será armazenado em sua memória e impresso quando for acionada novamente.

O sistema de ePrint traz para a impressão o conceito de cloud computing (computação em nuvem), no qual o processamento das informações não é mais restrito ao interior das máquina. Em vez disso, passa a ser feito na própria internet – daí a ideia de nuvem. O principal benefício é a maior mobilidade para o usuário.

Como medida de segurança, os equipamentos contam com dispositivo contra spams e a possibilidade de criação de uma lista de e-mails autorizados, que permitirá impressões somente a partir dessa relação de endereços eletrônicos.

Essa inovação já estava disponível para o setor corporativo desde o começo do ano, mas agora também chega aos usuários domésticos e às pequenas e médias empresas. Dez das 16 novas impressoras apresentadas pela HP ontem contam com o serviço. Os produtos terão preço variando entre R$ 399 e R$ 999 e estarão à venda a partir do próximo mês.

Fonte: ZH online
Data: 21/10/2010

ONU cria site de áreas em risco para a proteção de parques e reservas ameaçadas


No mapa, áreas do Brasil que são de proteção ambiental

NAGOIA, Japão - O Programa de Meio Ambiente da ONU está se voltando para o mundo wiki na tentativa de melhorar a proteção dos parques e reservas naturais em todo o mundo. Nesse sentido criou o site protectedplanet.net , para incentivar a visita e a atualização de dados de áreas protegidas e pouco conhecidas.

O lançamento da ferramenta na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, em Nagoia, aconteceu em meio a relatórios alertando que a proteção dos oceanos precisa melhorar rapidamente. As áreas protegidas são uma das formas mais eficazes de preservar plantas, animais e ecossistemas, disse Charles Besancon, da ONU:

- Os parques nacionais e as áreas preservadas são importantes para muitas funções, fornecem água potável para um terço das maiores áreas urbanas e protegem espécies ameaçadas.

Ele lembrou, por exemplo, que os últimos 600 gorilas da montanha estão em reservas cercadas por comunidades. Sem elas, a espécie já teria desaparecido. A ONU mantém um banco de dados de áreas protegidas em todo o mundo, com base em informações de governos. Porém, eles não são atualizados e o novo site deverá ajudar a melhorar isso.



Fonte:O Globo Ciência
Data:20/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Portal de Periódicos da Capes comemora 10º Aniversário com assinatura de contratos

No próximo dia 09 de novembro, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) completa 10 anos. A comemoração do aniversário acontece na sede da Capes, em Brasília, no dia 11 de novembro. Durante o evento, serão assinadas as renovações dos contratos com os editores internacionais que integram o Portal.

Um dos destaques do evento é a conferência 10 Anos do Portal de Periódicos na vida acadêmica Brasileira: impactos da pesquisa e pós-graduação, proferida pelo professor. Jairton Dupont, do departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na solenidade também será lançada a edição especial da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) sobre o Portal de Periódicos.

Na ocasião também serão entregues prêmios, realizados em parcerias com os editores internacionais. Fechando o evento, será lançada a exposição Portal de Periódicos: 10 Anos promovendo a democratização do conhecimento científico e tecnológico no Brasil. A exposição conta um pouco da história da política de promoção do acesso ao conhecimento, desenvolvida pela Capes.

Serviço

Solenidade Comemorativa do 10º Aniversário do Portal de Periódicos

Data: 09 de novembro de 2011

Local: Auditório do Edifício Sede da Capes. Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco L, Lote 06, 1º Subsolo.

Fonte: Portal de Periódicos da Capes
Data do acesso: 20/10/2010

Feira do Livro de Porto Alegre começa na próxima semana

A Câmara Rio-Grandense deu início nesta quarta-feira (20) à contagem regressiva oficial para a festa dos livros na Praça da Alfândega. Em uma coletiva de imprensa realizada pela manhã, a entidade anunciou a programação da 56ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, prevista para o período entre 29 de outubro a 15 de novembro.

Segundo a organização, com mais um dia na programação, a expectativa é de que o público aumente em 20% e mais de 1,7 milhão de pessoas passem pela feira, o que deve contribuir também para que as vendas cresçam cerca de 15% em relação ao ano passado e retomem os patamares de 2008. Serão 155 participantes entre editoras, livrarias, distribuidores e creditistas, responsáveis pela venda direta de livros ao consumidor em quatro áreas – Geral, Infantil, Internacional e Juvenil.

A programação inclui 700 sessões de autógrafos, mais de 180 mesas-redondas, palestras, debates, mais de 450 encontros, contações e outros eventos para o público infantil e juvenil, 103 atividades para educadores, além de 30 oficinas e 88 apresentações artísticas e exibições de filmes e documentários.

Entre os principais convidados estão o americano Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector, e a romancista portuguesa Inês Pedrosa. O público já pode consultar a programação completa no site oficial do evento.

O patrono Paixão Côrtes esteve presente e falou no tom emocionado e agradecido que tem sido característico de suas manifestações sobre a homenagem que lhe foi prestada. Declarou-se ligado à Feira do Livro desde os primórdios, até mesmo como livreiro.

Para provar o que dizia, levou uma foto em que aparecia na Feira de 1957, ao lado de seu amigo Humberto Ramos. Na banca da editora e gráfica Tradisul (que ele denominou “quiosque”, e justificou: “Naquela época a gente só usava banca para barraca de frutas, e estande era um americanismo que não havia chegado aqui”), Paixão recebia os cumprimentos do então governador Ildo Meneghetti.

A direção da Câmara apresentou ainda o tema das peças publicitárias da Feira e divulgou o novo arranjo das 155 bancas cadastradas para este ano – e que vão conviver em parte com os tapumes do Projeto Monumenta, que busca restaurar o traçado da Praça da Alfândega nos anos 1940.

– Para nós é muito importante destacar que a Feira, patrimônimo imaterial da cidade de Porto Alegre, será realizada no mesmo local em que sempre esteve – disse o presidente da Câmara, João Carneiro.

Apenas o trecho entre a Rua Sete de Setembro e a Rua dos Andradas vai permanecer isolado com tapumes. Para interligar a Rua dos Andradas ao restante da Feira, os visitantes poderão optar pelas duas vias de acesso lateral que circundam a praça ou ainda por uma passarela, construída especialmente pelo evento.

No eixo central, na Avenida Sepúlveda, que liga o centro da Praça da Alfândega ao Cais do Porto, a Feira será ampliada, recebendo quatro fileiras de barracas e corredores mais largos para a circulação dos leitores. O restante dos espaços permanece inalterado.

Ao todo, a Feira do Livro de Porto Alegre ocupará uma área de mais de 24 mil metros quadrados, um espaço ainda maior que o da edição passada.

Fonte: ZH online
Data: 20/10/2010

Pergaminhos do Mar Morto poderão ser vistos na internet

Mais antigos manuscritos em hebraico serão digitalizados em alta definição e colocados na internet

Foto: EFE

Os manuscritos do Mar Morto, os mais antigos manuscritos em hebraico que são conhecidos, poderão ser vistos em um arquivo online graças a uma nova iniciativa revelada pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pelo Google.

O projeto vai dar aos usuários da internet a oportunidade de visualizar os pergaminhos, digitalizados em alta definição.

Encontrados por acaso em 1947 nas cavernas localizadas em Qumran, um importante sítio arqueológico perto do Mar Morto, os textos dos pergaminhos de 2 mil anos contêm fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, exceto Ester, e de vários apócrifos e escrituras das seitas.

Os textos, que foram encontrados divididos em mais de 30 mil peças e compilados em 900 rolos, são fortemente vigiados em Jerusalém, em um prédio do Museu de Israel que é um abrigo nuclear.

Os internautas poderão participar do que a autoridade de Antiguidades descreveu como "o jogo final de quebra-cabeças", já que terão a oportunidade de recompor os pergaminhos, juntando peças e até descobrindo novas formas de ler os textos em hebraico antigo, corroídos e descoloridos com o passar dos anos.

"Nós estamos fazendo história, ligando progresso e passado com o objetivo de preservar essa herança única para as gerações futuras", disse em um comunicado a diretora-geral da Autoridade de Antiguidades, Shuka Dorfman.

Abaixo algumas imagens do projeto, e mais informações sobre os envolvidos:






Google: Dispensa apresentações

Fundação Leon Levy: O Leon Levy Foundation, fundada em 2004, é uma entidade privada, sem fins lucrativos fundação criada a partir do espólio de Leon Levy, um investidor lendário com um compromisso duradouro com a filantropia. http://www.leonlevy.org/

Fundação Arcadia: Arcadia é a fundação de caridade de Lisbet Rausing e Peter Baldwin. Desde seu lançamento em 2001 Arcadia concedeu mais de US $ 192 milhões para o projeto. ww.arcadiafund.org.uk

Autoridade de Antiguidades de Israel é a organização de destaque no campo da arqueologia bíblica e israelenses. Ela é responsável por todos os assuntos de arqueologia em Israel http://www.antiquities.org.il/

Fonte: Pesquisa Mundi
Data do acesso: 20/10/2010

The physical book will be gone in five years



Fonte: CNN
Data do acesso: 20/10/2010

Vendas de livros digitais crescem 193% em um ano nos Estados Unidos



Novo Kindle será entregue a partir de 27 de agosto.
Kindle ajudou a impulsionar as vendas de
livros digitais. (Foto: Divulgação)


Motivo é o crescimento das vendas dos leitores digitais Kindle, Nook e iPad.
Amazon disse que vende mais livros digitais do que em papel.

As vendas de livros digitais (e-books) nos Estados Unidos cresceram 193% de acordo com pesquisa divulgada pela Association of American Publishers (Associação Americana de Editores, em português). O motivo do crescimento, de acordo com a associação, é o bom resultado nas vendas dos tablets e leitores digitais Kindle, iPad e Nook nos últimos meses.

A pesquisa afirma que, entre os meses de janeiro e agosto de 2010, as vendas de e-books chegaram a US$ 263 milhões. No mesmo período em 2009, este número foi de quase US$ 89 milhões. Com isso, os livros digitais representam 10% de toda a venda de livros nos Estados Unidos, número que era de 3,31% no ano passado.

Quanto mais populares os livros digitais se tornam, as vendas dos livros tradicionais caem. A Amazon afirmou que vende mais publicações para o Kindle do que no formato tradicional e, de acordo com a Association of American Publishers, a venda de livros de capa dura caiu 24% em 2010 em relação ao ano passado.

Fonte : G1
Data: 19/10/2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

OAB quer ação contra venda de monografias

Órgão deve votar hoje moção contra o comércio de trabalhos, prática comum em universidades

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve votar hoje um documento contra a compra de trabalhos e o plágio de monografias nas universidades. "É preciso tomar atitudes contra essa prática", defende o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

A moção, preparada pela Comissão Nacional de Relações Institucionais, deverá ser encaminhada para o Ministério Público, os ministros da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Justiça, procuradores-gerais de Justiça, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Educação e todas as instituições de ensino superior do Brasil.

Cavalcante atribui o aumento de fraudes a dois fatores: à própria facilidade do acesso a documentos na internet e à proliferação de cursos de baixa qualidade, que estariam pouco interessados em exigir empenho dos estudantes. "Os alunos fingem que estudam e os professores fingem que ensinam", avalia.

Um dos aspectos discutidos pelo grupo é o comércio ilegal de monografias. "Os anúncios com ofertas desses "serviços" são encontrados com facilidade. É preciso estar atento, coibir essa prática", completa.

Entre as medidas sugeridas pelo trabalho está a adoção de programas de computador para buscas de textos copiados. "O mais importante é trazermos esse debate para pauta. Não podemos assistir calados a essa cultura nefasta que vem sendo criada." O presidente da OAB observa que essa cópia feita por estudantes trará reflexos a médio prazo. "Isso pode comprometer a qualidade da produção das pesquisas no país." A moção que deverá ser avaliada na terça-feira (19/10) foi proposta pela OAB do Ceará.

Cavalcante defende também maior atuação na investigação desses casos. "Estudantes têm de aprender a raciocinar, a ter empenho, a pesquisar. Mas, ao fazer vista grossa, o que ocorre é que alunos estão sendo premiados pela ilegalidade."

Alguns dos serviços oferecidos por terceiros incluem a produção completa de monografias e teses de mestrado, mas há profissionais que ajudam apenas com partes do trabalho acadêmico ou prestam consultorias. Os preços podem variar de R$300 a R$ 600; a propaganda costuma ser pela internet ou no boca a boca.

Um profissional contatado pela reportagem contou, sob condição de anonimato, que lê e resume a bibliografia indicada pelo professor da faculdade, depois faz a redação do texto ao lado do aluno. "Quem me procura não têm capacidade de ler um texto teórico ou não consegue pensar organizadamente."

Há ainda profissionais que se denominam "consultores acadêmicos". "O aluno vem à minha casa e funciona como uma consulta: explico como ler e citar corretamente um artigo científico, por exemplo", disse um "consultor".

Fonte:O Estado de SP,
Data:19/10/2010

Open Access no Brasil

artigo de Hélio Kuramoto

"O movimento do acesso livre ou Open Access criou um nicho de oportunidades para a ciência brasileira"

Hélio Kuramoto é pesquisador em Ciência da Informação desenvolvendo estudos pós-doutorais na Arizona State University. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Nesta semana, de 18 a 24 de outubro, a comunidade científica internacional celebra a semana do acesso livre ou Open Access Week. Trata-se do movimento Open Access to Scientific Knowledge ou movimento do acesso livre ao conhecimento científico. O Brasil não ficou alheio a este movimento, vejam a seguir as nossas iniciativas.

Desde o início deste movimento, eu, enquanto funcionário do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), fui um dos seus entusiastas e, institucionalmente, promovemos, desde o seu início (2002), uma série de iniciativas com vistas ao desenvolvimento e implantação do acesso livre ao conhecimento científico produzido no Brasil.

No ano de 2005, com a colaboração da professora Sely Costa, hoje diretora da Biblioteca Central da Universidade de Brasília, elaboramos o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre ao Conhecimento Científico. Este manifesto foi lançado em setembro de 2005 por intermédio de uma videoconferência, da qual participaram importantes autoridades da comunidade científica brasileira e pesquisadores de diversas áreas em salas localizadas em Brasília, Florianópolis, São Paulo, Fortaleza e Minas Gerais.

Em seguida, em abril de 2007 articulamos, com apoio do professor Emir Suaiden, diretor do Ibict, com o deputado Rodrigo Rollemberg, a submissão de um projeto de lei na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI).

Este projeto de lei torna obrigatório a todas as universidades e instituições de pesquisa públicas a construção de repositórios institucionais. Além disso, ele estabelece também a obrigatoriedade de os pesquisadores dessas instituições depositarem uma cópia de seus trabalhos publicados em revistas com revisão por pares. Tal projeto de lei recebeu a denominação de PL 1120/2007 e propõe em seu artigo segundo a criação de uma comissão de alto nível para discutir e definir uma política de acesso livre à informação científica para o país. Este PL encontra-se ainda em discussão na Câmara dos Deputados.

No ano de 2008, ainda que o PL 1120/2007 não tenha sido aprovado e sancionado, o Ibict promove o desenvolvimento de repositórios institucionais nas universidades e instituições de pesquisa públicas por intermédio da distribuição de 80 (servidores), que foram e estão sendo entregues, a essas instituições, já preparados com os pacotes de software Dspace e SEER - Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas.

O pacote Dspace foi desenvolvido pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT) em parceria com a Hewlett Packard (HP) e têm funcionalidades para a criação e gerenciamento de repositórios institucionais. O pacote SEER é um software customizado para a língua portuguesa a partir do original Open Journal System (OJS), sistema desenvolvido pelo projeto PKP - Public Knowledge Project e tem o propósito de desenvolver e gerenciar revistas científicas na web.

Esses servidores estão sendo distribuídos graças ao financiamento obtido pelo Ibict junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com o propósito de desenvolver e implantar no país as iniciativas de acesso livre. O objetivo final desse projeto é a construção de um portal que integrará todos os repositórios institucionais desenvolvidos nas universidades brasileiras, assim como todas as revistas científicas que fazem ou que vierem a fazer parte da web.

Além desses repostitórios e revistas científicas o portal integrará também a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), o portal Scientific Electronic Library On-line (SciELO), além de outros repositórios depositários de produção científica que sejam compatíveis com o modelo Open Archives. Tal modelo compreende um conjunto de padrões de interoperabilidade capazes de integrar diversos sistemas de informação. Assim, o Portal em construção, que se denominará Portal OasisBr disseminará toda a produção científica brasileira.

Cabe ressaltar que as universidades e instituições de pesquisa, ao desenvolverem os seus repositórios, desenvolveram também uma política institucional de informação de forma a garantir o povoamento de seus repositórios e isto envolveu ampla discussão interna em cada uma dessas instituições.

O movimento do acesso livre proporcionou ao país a adoção de iniciativas que fizeram convergir um conjunto de medidas que, no final das contas, promovem, pela primeira vez ao longo de sua história, o registro sistemático e a disseminação da sua produção científica.

Apesar de o PL 1120/2007 contemplar a necessidade de discussão e estabelecimento de uma política nacional de informação científica, esta já está, ainda que precariamente e sem muito alarde, delineada na prática com as iniciativas já desenvolvidas. Entretanto, isto não elimina a necessidade de discussão e estabelecimento de tal política, pois, não basta o simples desenvolvimento das iniciativas que estão em curso, mas é preciso um comprometimento maior das instituições e autoridades que compõem a comunidade científica brasileira.

Concluindo, o resultado das iniciativas citadas significa a implantação, no país, de pelo menos 80 repositórios institucionais e mais de 700 revistas científicas de acesso livre. O reflexo maior dessas iniciativas virá com o decorrer do tempo, os resultados não são imediatos.

Assim, espera-se para os próximos anos:


1) Maior visibilidade das pesquisas brasileiras;

2) Consolidação da indústria editorial científica brasileira. Certamente, das mais de 700 revistas científicas desenvolvidas e que se apresentam na web algumas sobreviverão e outras serão desativadas mediante um processo de seleção natural e gradativa a ser operada pela própria comunidade. Neste caso, o importante não é discutir a qualidade dessas publicações, mas a contribuição que o Ibict tem dado para o crescimento e melhoria desse mercado editorial;

3) Consolidação do processo de internacionalização da ciência brasileira;

4) Maior uso e impacto dos resultados das pesquisas brasileiras;

5) Mais transparências nos investimentos científicos. Os repositórios institucionais promoverão tal transparência, pois, tanto a comunidade científica quanto a sociedade brasileira terá maior acesso àquilo que foi ou está sendo investido com os recursos públicos;

6) Ampliar a capacidade de gestão da ciência. Os repositórios institucionais proporcionarão a geração de indicadores que serão úteis para o planejamento da ciência, seja no âmbito das universidades e centros de pesquisa, seja no âmbito nacional;

7) Maior otimização nos investimentos em ciência. Segundo matéria publicada no ScienceInsider, de 4 de agosto de 2010, se o projeto de lei FRPAA - Free Research Public Access Act for aprovado pelo congresso americano, o acesso livre aos resultados de pesquisas, financiados por 11 agências de fomento americanas, proporcionará aos EUA o ganho de cerca de 1 bilhão de dólares em um período de 30 anos. Esta é a conclusão de estudos realizados pela equipe de John Houghton, economista da Universidade de Victoria, em Melbourne - Austrália.

Segundo matéria de Jocelyn Kaiser este ganho representa cinco vezes o custo de armazenamento para o livre acesso aos resultados supracitados. Antes, porém, é preciso relembrar alguns fatos: 1) Em 2007, o Congresso americano aprovou uma lei tornando obrigatório aos pesquisadores que receberam financiamentos do NIH o depósito dos resultados de suas pesquisas publicados em revistas com revisão por pares em um período de, no máximo, 12 meses; 2) Está em tramitação neste mesmo congresso um novo projeto de lei, o FRPAA, que tem como objetivo estender a lei que foi aprovada para o NIH ao restante das 11 agências de fomento americanas. Portanto, o trabalho levado a cabo pela equipe de John Houghton faz um estudo sobre os benefícios que o FRPAA traria aos EUA, mas obviamente que esses benefícios não se restringirão apenas aos EUA mas à toda a comunidade científica internacional.

8) Ampliação das vantagens competitivas das universidades e instituições de pesquisa brasileiras.

Enfim, o movimento do acesso livre ou Open Access criou um nicho de oportunidades para a ciência brasileira; cabe aos diversos segmentos dessa comunidade dar continuidade.

Fonte: JC e-mail 4119
Data: 19/10/2010

Afinal, por que divulgar ciência e tecnologia?

artigo de Dalira Lúcia Cunha Maradei Carneiro

"É necessário disseminar o conhecimento, cada vez mais, de forma acessível a toda a sociedade, uma vez que a vida depende da compreensão de temas científicos"

Dalira Lúcia Cunha Maradei Carneiro é jornalista da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e professora da Faculdade Católica de Uberlândia. Artigo enviado pela autora ao "JC e-mail"

O avanço da tecnologia, com o qual a humanidade convive hoje, é resultado de uma intensa investigação na área científica. Com a ajuda da ciência foram produzidos vários artefatos que visam melhorar a qualidade de vida das pessoas, como por exemplo, o automóvel, o avião, o rádio, a televisão, o computador, o telefone celular e tantas outras coisas.

Sem dúvida, acumularam-se conhecimentos nas diversas áreas, proporcionando um aumento de expectativa de vida da população. Por outro lado, assim como a ciência e a tecnologia podem produzir progresso e bem estar, elas também contribuem para muitos malefícios, sofrimento e dor: armas atômicas e químicas, destruição da camada de ozônio, efeito estufa, poluição da terra e da atmosfera etc.

Como a ciência e a tecnologia repercutem diretamente no cotidiano da sociedade, elas suscitam questões que dizem respeito a todas as pessoas. Ou seja, a ideia ambígua entre as possibilidades de benefícios e danos causados leva à compreensão de que as questões científicas e tecnológicas são de natureza política e envolvem toda a sociedade.

Algumas áreas da ciência progrediram tanto que estão começando a repercutir na essência do que nos distingue como seres humanos. A cada dia, situações diferentes, problemas (e dilemas) éticos e morais são criados, e, em geral, a maioria das pessoas não está preparada para entendê-los, discuti-los, aceitá-los ou rejeitá-los.

Por isso é necessário disseminar o conhecimento, cada vez mais, de forma acessível a toda a sociedade, uma vez que a vida depende da compreensão de temas científicos: clonagem, células-tronco, inteligência artificial, transgênicos, identidade biológica, o papel do homem no universo e as consequências de suas ações no meio ambiente, os mistérios do mundo, entre outros.

Tudo isso fornece uma base para o debate e o esclarecimento público; não se trata reputar uma posição de aprovação ou reprovação da ciência e tecnologia, mas de dar condições para que o cidadão se posicione de maneira consciente com relação aos avanços técnico-científicos.

O velho dito de Francis Bacon, no século XVII, de que conhecimento é poder, já insistia na questão da responsabilidade da ciência para com a humanidade. E como dizia Federico Mayor, na década de 1990: "No próximo século (XXI), os conhecimentos científicos serão mais necessários do que nunca (...). O estímulo à comunicação do saber científico em todas as suas formas deve ser um componente central do novo 'contrato' entre a ciência e a sociedade".

Assim, a popularização de temas ligados à ciência e tecnologia traduz o direito da cidadania, tornando-se uma das condições necessárias à formação e capacitação das pessoas para lidarem com as questões do mundo. Educação científica significa preparar o cidadão para assimilar conhecimento e informações de qualidade, aprimorando o seu juízo crítico e, consequentemente, estabelecendo uma sociedade verdadeiramente democrática.

Desta forma, eventos como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia podem ser destacados como iniciativas do mais alto nível, pois representam um esforço coletivo que promove uma maior interação entre ciência, tecnologia e sociedade.

Fonte: JC e-mail 4119
Data: 19/10/2010

A Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) colocou no ar a edição piloto da revista Semeiosis

A publicação nasceu do Grupo de Pesquisa Semiótica da Comunicação, coordenado por Irene de Araújo Machado, professora e coeditora científica da ECA. A revista também tem como editor Vinicius Romanini, professor da mesma instituição.

A Semeiosis pretende concretizar ideias e projetos do grupo de trabalho, colocando em prática o processo de experimentação.

As seções do veículo abrigam artigos, ensaios, reportagens, entrevistas, resenhas, notícias e agenda.

Segundo Irene, a publicação estende o conceito de semiose a toda e qualquer dimensão da cultura, considerando como “semiótico todo sistema gerador de significados estruturado a partir de fluxos de informação”.

“Os artigos trazem não apenas o formato do texto em PDF, mas exploram os temas no contexto das linguagens digitais. Em uma revista digital, há textos sonoros, de movimentos. Enfim, é possível fazer uma exploração da semiose, da linguagem em múltiplos aspectos”, disse.

A edição piloto traz artigos sobre cinema, artes e discussões sobre o signo linguístico, entre outros assuntos.

Mais informações: www.semeiosis.com.br

Fonte: Agência FAPESP
Data: 19/10/2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobre a importância da ciência

"Apenas uma sociedade que é versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável"

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA).

Parece paradoxal que, no início deste milênio, durante o que chamamos com orgulho de "era da ciência", tantos ainda acreditem em profecias de fim de mundo. Quem não se lembra do bug do milênio ou da enxurrada de absurdos ditos todos os dias sobre a previsão maia de fim de mundo no ano 2012?

Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas. Afinal, lutamos para curar doenças apenas para descobrir outras novas. Criamos tecnologias que pretendem simplificar nossas vidas, mas passamos cada vez mais tempo no trabalho. Pior ainda: tem sempre tanta coisa nova e tentadora no mercado que fica impossível acompanhar o passo da tecnologia.

Os mais jovens se comunicam de modo quase que incompreensível aos mais velhos, com Facebook, Twitter e textos em celulares. Podemos ir à Lua, mas a maior parte da população continua mal nutrida.

Consumimos o planeta com um apetite insaciável, criando uma devastação ecológica sem precedentes. Isso tudo graças à ciência? Ao menos, é assim que pensam os descontentes, mas não é nada disso.

Primeiro, a ciência não promete a redenção humana. Ela simplesmente se ocupa de compreender como funciona a natureza, ela é um corpo de conhecimento sobre o Universo e seus habitantes, vivos ou não, acumulado através de um processo constante de refinamento e testes conhecido como método científico.

A prática da ciência provê um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação, que a vida e a morte são parte de uma cadeia de criação e destruição perpetuada por todo o cosmo, dos átomos às estrelas e à vida. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído.

A ciência pode não oferecer a salvação eterna, mas oferece a possibilidade de vivermos livres do medo irracional do desconhecido. Ao dar ao indivíduo a autonomia de pensar por si mesmo, ela oferece a liberdade da escolha informada. Ao transformar mistério em desafio, a ciência adiciona uma nova dimensão à vida, abrindo a porta para um novo tipo de espiritualidade, livre do dogmatismo das religiões organizadas.

A ciência não diz o que devemos fazer com o conhecimento que acumulamos. Essa decisão é nossa, em geral tomada pelos políticos que elegemos, ao menos numa sociedade democrática. A culpa dos usos mais nefastos da ciência deve ser dividida por toda a sociedade. Inclusive, mas não exclusivamente, pelos cientistas. Afinal, devemos culpar o inventor da pólvora pelas mortes por tiros e explosivos ao longo da história? Ou o inventor do microscópio pelas armas biológicas?

A ciência não contrariou nossas expectativas. Imagine um mundo sem antibióticos, TVs, aviões, carros. As pessoas vivendo no mato, sem os confortos tecnológicos modernos, caçando para comer. Quantos optariam por isso?

A culpa do que fazemos com o planeta é nossa, não da ciência. Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher o seu destino responsavelmente. Nosso futuro depende disso.(Folha de SP, 17/10)

Fonte: JC e-mail 4118
Data: 18/10/2010

Creative Commons lança marca de domínio público

Por Tatiana de Mello Dias

Quando se fala em licenciamento, há três caminhos. O do copyright, em que todos os direitos estão reservados, o do copyleft, em que alguns direitos podem ser reservados, e o do domínio público, em que simplesmente não há nenhuma restrição de uso.



As licenças Creative Commons são copyleft. Têm várias versões por esse caminho do meio: é possível optar por liberar ou impedir o remix, liberar ou impedir o uso da obra para fins comerciais, entre outras opções. A organização também tem a licença CC0, que significa que o autor renunciou aos direitos sobre o trabalho.

O domínio público é quando absolutamente nenhum direito vale mais sobre a obra. É mundial: o que está em domínio público em um país está no mundo inteiro. E para ajudar a reunir essas obras a organização acabou de lançar a Marca de Domínio Público, um símbolo que ajudará a identificar o que está em domínio público pela web. A ideia da marca é complementar a licença CC0, segundo a organização.

“É um passo adiante no caminho de se tornar o domínio público digital uma realidade”, disso o professor de direito e membro da organização Michael Carroll. A marca deverá facilitar a busca por obras livres na rede, criando um repositório mundial de obras sem copyright.

A biblioteca digital Europeana já anunciou que adotará a marca a partir de 2011.

Fonte: Link
Data do acesso: 18/10/2010

Cultura: Livros de avô para neto

Arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb, 40, projeta biblioteca na USP que abrigará livros doados por José Mindlin

Giba Bergamim Jr.

A doação de um acervo particular de 17 mil livros à USP era um sonho antigo do bibliófilo José Mindlin. Morto em fevereiro passado, aos 95 anos, o dono da maior coleção particular do país deixou ao neto, o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb, 40, a missão de tocar adiante o projeto. Levando o legado do avô à risca, ele é um dos responsáveis pela concepção arquitetônica do que será um centro de estudos sobre o livro, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, prioridade da reitoria da USP, cuja inauguração está prevista para 25 de janeiro de 2012.

Quando estiver pronta, abrigará preciosidades da literatura brasileira. A primeira edição de "O Guarani" (José de Alencar), de 1897, e ilustrações de Hans Staden, do século 16, além do manuscrito de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, são algumas obras de autores brasileiros ou de estrangeiros que relatam histórias sobre o país que estarão lá.

Para transformar o sonho do avô em realidade, Loeb iniciou, há dez anos, uma parceria com Eduardo de Almeida, um de seus professores na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e montou uma "jovem" equipe, formada também pelo engenheiro Cyro Pessoa, 80, o mestre de obras Sebastião Bueno da Silva, 83, e o analista de orçamentos José Rubens Juazeiro, 52. Inspecionando diariamente os operários, eles veem a biblioteca ganhar corpo. Juntamente com o coordenador-geral, Pedro Puntoni, são, como diz Rodrigo, os "guardiões da biblioteca". Iniciada em 2006, a obra deve entrar na segunda fase até novembro. Essa etapa inclui a construção de salas de aula e do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). O custo total chegará aos R$ 100 milhões, parte deles oriundos de empresas que apoiam o projeto.

"A biblioteca faz parte da minha vida. Vi sempre como uma missão desenvolvê-la até o fim. Foi uma bela oportunidade de ter contato constante com meu avô para ajudar a pensar nos caminhos do projeto", disse Loeb. A avó, Guita Mindlin, também participou das discussões. Responsável pela restauração dos livros, foi dela a ideia de criar um centro de restauro, também previsto na futura biblioteca. Guita morreu em 2006.

Da primeira fase de construção do complexo literário, já estão de pé o prédio que abrigará o acervo da Brasiliana, outro onde funcionarão uma livraria, uma cafeteria e uma sala de exposições e um terceiro, um auditório para 300 pessoas. Os espaços serão ligados por uma espécie de praça coberta, com iluminação natural.

Segundo Loeb, a estrutura foi feita para garantir economia de energia e a preservação dos livros. Fizemos um estudo para controle de luminosidade, não tem radiação direta, somente luz difusa", explica. Os prédios já contam com as estruturas metálicas, elevadores e sistema de ar-condicionado.

Digital
Enquanto a Brasiliana não fica pronta, o acervo segue na casa da família. Mas parte dele pode ser consultado na internet, já que a versão digital da biblioteca vem crescendo, sob o comando de Pedro Puntoni. Cerca de 10% está em http://www.brasiliana.usp.br/ , graças a um robô, que copia as obras. A USP negocia a compra de mais dois deles.

A estrutura de funcionamento da Brasiliana já foi planejada por Puntoni. Para a segunda etapa, estão previstas salas de aula, laboratórios e escritórios do sistema integrado das 43 bibliotecas da USP, além do centro de restauro. Por conter muitas obras raras, haverá um esquema especial de segurança. Os usuários só poderão folhear os livros acompanhados de bibliotecários. "O dr. Mindlin abria a biblioteca dele para todos, era muito generoso. Por isso, a Brasiliana não é pensada como um depósito de livros, mas como uma biblioteca viva, um centro de pesquisas e reflexão sobre a história do livro", afirma Puntoni. (Revista São Paulo)


Fonte: Pesquisa Mundi
Data do acesso: 18/10/2010

Biblioteconomia: periódicos brasileiros na internet

A atualização técnica deve ser um objetivo constante de qualquer profissional e uma das maneiras mais simples de fazê-la é por meio da leitura de artigos publicados em periódicos técnico-cientificos. Com o advento do periódico eletrônico e do movimento do acesso livre, essa tarefa ficou extremamente fácil e sem nenhum custo!

Hoje estão disponibilizados na internet inúmeros periódicos da nossa área. Portanto, por meio de alguns cliques no teclado do computador o bibliotecário pode buscar esses títulos e selecionar os artigos de seu interesse, os quais podem ser lidos imediata ou posteriormente. Para que esta última opção possa ser executada é necessário que se faça o download e o salvamento do artigo desejado; a leitura do artigo pode ser feita a partir do monitor de vídeo do computador ou do texto impresso pela impressora. O profissional pode aos poucos montar uma verdadeira biblioteca digital com os textos de seu interesse selecionados a partir desses periódicos eletrônicos.

Abaixo estão listados os 27 periódicos brasileiros que incluem artigos de Biblioteconomia e áreas correlatas, publicados sob a modalidade de acesso livre, isto é, títulos que disponibilizam gratuitamente os seus conteúdos proporcionando assim, uma maior democratização de acesso ao conhecimento. Em cada registro estão os dados bibliográficos básicos, o seu endereço na internet, as menções dos principais assuntos inseridos na publicação e as línguas dos artigos escritos. São eles:

Arquivística.net [URL: http://www.arquivistica.net/ojs/index.php] v. 1-, 2005- , semestral. ISSN: 18084826. Assuntos cobertos: ciência da informação e da arquivística, em suas relações interdisciplinares com a biblioteconomia, museologia e ciência da computação. Línguas dos artigos: português, inglês e espanhol.

Biblionline. [URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/index] João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Ciência da Informação, v. 1- , 2005- . ISSN 1809-4775 Assuntos cobertos: Biblioteconomia, arquivologia, ciência da informação e museologia. Língua dos artigos: português. Nota: o periódico prioriza colaborações inéditas, originadas de trabalhos de conclusão de curso (TCC) de cursos de graduação em Administração da Informação, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Informação, Gestão da Informação e Museologia.

Biblos. [URL: http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/biblos] Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, Instituto de Ciências Humanas e da Informação, v. 1- ,1984- , semestral. ISSN 0102-4388. Assuntos cobertos: ciência da informação. Língua dos artigos: português. Nota: substitui, a partir de 1984, a Revista do Departamento de Biblioteconomia e História, publicada de 1978/1983 (v. 1-4).

Boletim Eletrônico CFB. [URL: http://repositorio.cfb.org.br/handle/123456789/58] Brasília: Conselho Federal de Biblioteconomia, v. 1-, 2008-, mensal. Assuntos cobertos: biblioteconomia. Língua dos artigos: português. Nota: boletim noticioso.

Brazilian Journal of Information Science. [URL: http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/bjis/index] Marília: Universidade Estadual Paulista, v. 1- , 2007- , semestral. ISSN: 19811640. Assuntos cobertos: ciência da informação, arquivologia, biblioteconomia, bibliometria. Línguas dos artigos: português, inglês e espanhol.

Ciência da Informação. [URL: http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf] Brasília: IBICT, v. 1- 1972-, quadrimestral. ISSN: 1518-8353 Assuntos cobertos: ciência da informação, arquivologia, biblioteconomia. Línguas dos artigos: português, inglês e espanhol.

Comunicação & Informação. [URL: http://www.revistas.ufg.br/index.php/ci] Goiânia: Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia, v. 1- , 1997- , semestral. ISSN1415-5842. Assuntos cobertos: jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda, cinema e ciência da informação. Língua dos artigos: português, inglês, francês e espanhol.

Datagramazero. [http://www.dgz.org.br/index.html] Rio de Janeiro: Instituto de Adaptação e Inserção na Sociedade da Informação, v. 1-, 2000-, ISSN: 15173801. Assuntos cobertos: ciência da informação, biblioteconomia, arquivologia, comunicação científica, sociedade da informação, inclusão digital.

Em Questão. [URL: http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/index] Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, v. 1-, 2003-, semestral. ISSN 1808-5245. Assuntos cobertos: comunicação, biblioteconomia e áreas afins. Línguas dos artigos: português, espanhol e inglês. Nota: substitui a Revista de Biblioteconomia & Comunicação, publicada no período de 1986-2000 (v.1-8).

Encontros Bibli. [http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb] Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, v. 1-, 1996-, semestral. ISSN: 15182924. Assuntos cobertos: biblioteconomia, ciência da informação, gestão da informação. Línguas dos artigos: português e espanhol.

Inclusão Social. [URL: http://revista.ibict.br/inclusao/index.php/inclusao/index] Brasília: IBICT, v. 1- , 2008- , semestral. ISSN: 1808-8678 Assuntos cobertos: ações, programas, projetos, estudos e pesquisas voltados à problemática da inclusão dos cidadãos na sociedade da informação. Língua dos artigos: português.

Informação & Informação. [URL: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/index] Londrina: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Departamento de Ciência da Informação, v. 1- , 1996-, semestral. ISSN: 19818920. Assuntos cobertos: ciência da informação, arquivologia, biblioteconomia e áreas de interface, buscando incentivar debate interdisciplinar acerca dos fenômenos concernentes à informação. Línguas dos artigos: português e espanhol. Nota: no período de 1996-2002 foi publicada no formato impresso e, a partir de 2003 (v. 9), somente no formato eletrônico.

Informação e Sociedade: Estudos. [http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/] João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba, v.1 -, 1991-. ISSN: 18094783. Assuntos cobertos: biblioteconomia, ciência da informação, biblioteca pública. Língua dos artigos: português.

Liinc em Revista. [URL: http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/index] Rio de Janeiro: Laboratório Interdisciplinar em Informação e Conhecimento (LIINC), v.1- , 2005- , semestral. ISSN: 18083536. Assuntos cobertos: ciência da informação, sociedade da informação, biblioteconomia, políticas publicas. Línguas dos artigos: português, espanhol e inglês.

Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia. [URL: http://revista.ibict.br/pbcib/index.php/pbcib/index] Brasília: IBICT, v. 1-, 2006- , semestral. ISSN: 1981-0695. Assuntos cobertos: ciência da informação, biblioteconomia, epistemologia, sociologia da informação, formação profissional, educação continuada e responsabilidade social no campo científico. Nota: é uma publicação do Grupo de Pesquisa em Informação e Inclusão Social do IBICT.

Perspectivas em Ciência da Informação. [URL: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/index] Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, v. 1- , 1996- , quadrimestral. ISSN: 14139936 Assuntos cobertos: ciência da informação, arquivologia, biblioteconomia. Língua dos artigos: português.

Ponto de Acesso. [URL: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/index] Salvador: Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciência da Informação, v. 1- , 2007-. ISSN: 19816766. Assuntos cobertos: ciência da informação, biblioteconomia, arquivologia. Língua dos artigos: português.

Revista ACB. [URL: http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb] Florianópolis: Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB), v. 1- , 1996- , semestral. ISSN: 14140594. Assuntos cobertos: biblioteconomia, ciência da informação, arquivística e documentação, ou textos que apresentem resultados de estudos e pesquisas sobre atividades relacionadas ao movimento associativo (classe dos bibliotecários). Língua dos documentos: português.

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série. [URL: http://www.febab.org.br/rbbd/ojs-2.1.1/index.php/rbbd/index] São Paulo; FEBAB, v.1- , 2006- , semestral. ISSN: 1980-6949 Assuntos cobertos: biblioteconomia, ciência da informação. Língua dos documentos: português. É o órgão oficial da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB); tem a finalidade de ser um veículo noticioso e informativo de eventos e feitos de associações e de outras instituições ligados às áreas. Foi publicada no suporte impresso, com o mesmo título, no período de 1973-2005.

Revist@CRB-7. [URL: http://crb7.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=910&Itemid=91] Rio de Janeiro: Conselho Regional de Biblioteconomia 7ª Região, v. 1-, 2005-, semestral. ISSN 1809-7456. Assuntos cobertos: biblioteconomia. Língua dos artigos: português. Nota: periódico destinado a disseminar a produção intelectual dos profissionais afiliados ao CRB-7 e dos alunos de biblioteconomia do Estado do Rio de Janeiro.

Revista CRB-8 Digital. [URL: http://revista.crb8.org.br/index.php/crb8digital/index] São Paulo: Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª Região, v. 1- , 2008- , trimestral. ISSN 2177-1278. Assuntos cobertos: processos, produtos e serviços, bem como de inovações desenvolvidas pela comunidade biblioteconômica e seus relatos de experiências. Prioriza o Estado de São Paulo sem, no entanto, desconsiderar a possibilidade de divulgação de trabalhos de colegas de outros estados do Brasil. Língua dos artigos: português.

Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG. [URL: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/reb/] Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação, v. 1-, 1972-1995, semestral. Assuntos cobertos: biblioteconomia. Línguas dos documentos: português e espanhol. Nota: a publicação foi suspensa em 1996; o sitio provê acesso integral aos artigos publicados nos 24 anos da revista.

Revista de Biblioteconomia de Brasília. [URL: http://164.41.122.25/portalnesp/ojs-2.1.1/index.php/RBB/index] Brasília: Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal; Universidade de Brasília, v. 1- , 1973-. ISSN 0100-7157. Assuntos cobertos: biblioteconomia. Nota: a publicação foi suspensa em 2001; estão disponíveis no formato digital os volumes de 1-25, relativos ao período de 1973-2001.

Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. [http:// http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php] Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, v. 1-, 2003-, semestral. ISSN: 1678765X. Assuntos cobertos: ciência da informação, biblioteconomia. Línguas dos artigos: português, inglês e espanhol.

Revista Documentação e Memória. [URL: http://www.tjpe.jus.br/judiciario/didoc/Memorial/revista/index.asp] Recife: Tribunal de Justiça de Pernambuco, v. 1-, 2009-, anual. ISSN 2175-716X. Assuntos cobertos: arquivologia, biblioteconomia, história e museologia. Língua dos artigos: português.

Revista Ibero-americana de Ciência da Informação. [URL: http://164.41.122.25/portalnesp/ojs-2.1.1/index.php/rici] Brasília: Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação, v. 1-, 2008-, semestral. Assuntos cobertos: ciência da informação, arquivologia, biblioteconomia e museologia. Línguas dos artigos: português, espanhol e inglês. Nota: é editada pela Universidade de Brasília em cooperação com Departamento de Biblioteconomía y Documentación da Universidad Carlos III de Madrid.

Transinformação. [URL: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php] Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, v. 1- , 1989- , quadrimestral. ISSN0103-3786 Assuntos cobertos: ciência da informação e ciências de domínio conexo. Língua dos artigos: português.

Como se pode notar pela listagem acima, contamos com quase três dezenas de periódicos eletrônicos na nossa área. Assim, o bibliotecário tem à sua disposição um enorme potencial informacional para que possa acompanhar os lançamentos de novos produtos, serviços e programas para as unidades de informação, bem como, se atualizar em relação aos grandes problemas enfrentados na área. Boa leitura para todos!

Autor: Murilo Cunha
Fonte: Infohome, v. 9, n. 29, outubro 2010.
Colunas: A Biblioteca do Bibliotecário
URL: http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=553