sexta-feira, 27 de maio de 2011
Elsevier apresenta suas bases SciVerse ScienceDirect , SciVerse Scopus e Compendex Ei
A apresentação, realizada pelo instrutor da Elsevier Vagner Alves, ocorreu na Escola de Engenharia da UFRGS na quarta-feira (25/05). Esta foi mais uma iniciativa do programa de capacitação de usuários da Biblioteca Central em parceria com a Biblioteca da Engenharia e a Elsevier.
As referidas bases são importantes ferramentas de consulta; referenciais, patentes e textos completos nas diversas áreas do conhecimento, destacando-se as áreas da saúde e das engenharias.
Fonte: Biblioteca Central da UFRGS
Data: 27/05/2011
Universidade adota ferramenta antiplágio de textos acadêmicos
Professores de todas as unidades já podem usar sistema.
A Unesp é umas das primeiras universidades do Brasil a adquirir um software que ajuda a prevenir o plágio em trabalhos acadêmicos. A ferramenta equipara um determinado texto a uma base de dados ampla - que inclui milhões de teses e dissertações, livros, artigos, revistas científicas e sites - para identificar possíveis imitações de trabalhos já publicados.
O programa é destinado aos professores da instituição, sobretudo aos que lecionam na pós-graduação, e já está disponível em toda a Universidade. O software Turnitin, desenvolvido pela empresa americana IParadigms, não precisa ser instalado no computador. Para acessá-lo, é necessário um cadastramento com os bibliotecários das unidades, que fornecerão nome de usuário e senha.
Na prática, o professor submete um texto ao sistema de busca que verificará possíveis semelhanças com outras publicações. Os trechos parecidos ou idênticos são destacados em cores, que variam de acordo com a quantidade de palavras iguais encontradas, frequência e tamanho das citações e relevância do trecho copiado para o conjunto do trabalho.
Discussão ética - "Essa ferramenta vai ajudar a identificar o plágio, que deve ser coibido", afirma a pró-reitora de Pesquisa, Maria José Giannini. "O fundamental, entretanto, é intensificar a discussão sobre ética na pesquisa e na conduta profissional."
Para a bibliotecária Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), ao medir o "grau de originalidade", a universidade estimula publicações de qualidade que acrescentam algo de novo à bibliografia já existente na área. "O docente consegue, ainda, identificar o tipo de fonte usada, prevenindo os estudantes de basearem suas pesquisas em trabalhos desatualizados ou de origem não confiável."
Acervo em português - "A iniciativa é tomada num momento em que o mundo discute questões referentes à qualidade e à ética na pesquisa", declara o professor Carlos Roberto Grandini, da Comissão de Permanente de Avaliação (CPA). Segundo ele, a ferramenta também tem um papel didático, já que permite criar salas virtuais de correção dos arquivos para ensinar os alunos a fazer corretamente uma citação.
Por enquanto, a maior parte do acervo está em inglês. Os criadores já trabalham no aperfeiçoamento do programa para ampliar a detecção por semelhanças em qualquer idioma por meio de traduções automáticas. Conforme o professor, isso vai tornar inútil a tradução dos trechos copiados para disfarçar a fraude.
A Unesp também ajudará a abastecer a base de busca com literatura em língua portuguesa, informa Grandini. "Isso protegerá nossas pesquisas, que serão indicadas pelo sistema quando alguém no exterior tentar usá-las indevidamente."
Tendência internacional - O Turnitin já é empregado por mais de 2,5 mil universidades no mundo, incluindo algumas instituições americanas de renome como a Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), a Escola de Medicina da Universidade de Harvard e a Universidade da Flórida.
A London School of Business e a Universidade de Cambridge, ambas na Inglaterra, também estão na lista dos usuários do programa no exterior, acompanhando a Universidade de Toronto, no Canadá, e outras de países como Bélgica, Espanha, Portugal, Turquia, Peru, Uruguai e Porto Rico.
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) é uma das instituições nacionais que já negociam com o fabricante a adoção do Turnitin. A USP e a Unicamp também discutem a aquisição dessa e de outras ferramentas com o mesmo propósito.
(Ascom Unesp)
Fonte: JC e-mail 4267
Data: 27/05/2111
A Unesp é umas das primeiras universidades do Brasil a adquirir um software que ajuda a prevenir o plágio em trabalhos acadêmicos. A ferramenta equipara um determinado texto a uma base de dados ampla - que inclui milhões de teses e dissertações, livros, artigos, revistas científicas e sites - para identificar possíveis imitações de trabalhos já publicados.
O programa é destinado aos professores da instituição, sobretudo aos que lecionam na pós-graduação, e já está disponível em toda a Universidade. O software Turnitin, desenvolvido pela empresa americana IParadigms, não precisa ser instalado no computador. Para acessá-lo, é necessário um cadastramento com os bibliotecários das unidades, que fornecerão nome de usuário e senha.
Na prática, o professor submete um texto ao sistema de busca que verificará possíveis semelhanças com outras publicações. Os trechos parecidos ou idênticos são destacados em cores, que variam de acordo com a quantidade de palavras iguais encontradas, frequência e tamanho das citações e relevância do trecho copiado para o conjunto do trabalho.
Discussão ética - "Essa ferramenta vai ajudar a identificar o plágio, que deve ser coibido", afirma a pró-reitora de Pesquisa, Maria José Giannini. "O fundamental, entretanto, é intensificar a discussão sobre ética na pesquisa e na conduta profissional."
Para a bibliotecária Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), ao medir o "grau de originalidade", a universidade estimula publicações de qualidade que acrescentam algo de novo à bibliografia já existente na área. "O docente consegue, ainda, identificar o tipo de fonte usada, prevenindo os estudantes de basearem suas pesquisas em trabalhos desatualizados ou de origem não confiável."
Acervo em português - "A iniciativa é tomada num momento em que o mundo discute questões referentes à qualidade e à ética na pesquisa", declara o professor Carlos Roberto Grandini, da Comissão de Permanente de Avaliação (CPA). Segundo ele, a ferramenta também tem um papel didático, já que permite criar salas virtuais de correção dos arquivos para ensinar os alunos a fazer corretamente uma citação.
Por enquanto, a maior parte do acervo está em inglês. Os criadores já trabalham no aperfeiçoamento do programa para ampliar a detecção por semelhanças em qualquer idioma por meio de traduções automáticas. Conforme o professor, isso vai tornar inútil a tradução dos trechos copiados para disfarçar a fraude.
A Unesp também ajudará a abastecer a base de busca com literatura em língua portuguesa, informa Grandini. "Isso protegerá nossas pesquisas, que serão indicadas pelo sistema quando alguém no exterior tentar usá-las indevidamente."
Tendência internacional - O Turnitin já é empregado por mais de 2,5 mil universidades no mundo, incluindo algumas instituições americanas de renome como a Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), a Escola de Medicina da Universidade de Harvard e a Universidade da Flórida.
A London School of Business e a Universidade de Cambridge, ambas na Inglaterra, também estão na lista dos usuários do programa no exterior, acompanhando a Universidade de Toronto, no Canadá, e outras de países como Bélgica, Espanha, Portugal, Turquia, Peru, Uruguai e Porto Rico.
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) é uma das instituições nacionais que já negociam com o fabricante a adoção do Turnitin. A USP e a Unicamp também discutem a aquisição dessa e de outras ferramentas com o mesmo propósito.
(Ascom Unesp)
Fonte: JC e-mail 4267
Data: 27/05/2111
terça-feira, 24 de maio de 2011
Apresentação da Web of Knowledge reúne cerca de 240 usuários do Portal

A apresentação promovida pela Biblioteca Central e Biblioteca FAMED/HCPA da UFRGS e pelo Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre ocorreu na manhã do dia 25 de maio no Anfiteatro Carlos César Albuquerque - HCPA, quando foram abordadas, pela Instrutora da Thomson Reuters Mirta Guglielmoni, as bases Web of Science, Journal Citation Report e o gerenciador de referências EndNote Web.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Para que serve um livro didático de Língua Portuguesa?
Artigo da professora Enilde Faulstich da Universidade de Brasília (UnB) e publicado no site da instituição.
Resultado de contatos com outras línguas, o Português surgiu como língua na extensão geográfica de Portucale, na Península Ibérica, e formou um patrimônio autônomo de Portugal, de tal sorte que se desgarrou de outras línguas muitas próximas com as quais convivia. Esse intróito serve pra dizer que a língua portuguesa, para chegar à língua de hoje, passou por inúmeras variações no tempo e no espaço e criou variedades, entendidas como normas de uso. Esses modos normais de falar convergiam para um modelo, que se fazia necessário, como um padrão de língua.
Esse padrão enfeixava as diversas variedades e, por conseguinte, as diversas normas, que, do ponto de vista da língua, se fosse 'adulterado', ou a variedade voltava a ser entendida como tal, ou era entendida como erro de uso, segundo a consistência da época. O padrão - estrutura abstrata a ser seguida, que nada mais era do que uma norma -, passou a ter papel político forte na criação do estado nacional. Como era preciso navegar, era preciso também que os fatos, vistos no novo mundo, fossem registrados, escritos; para escrever, era preciso haver minimamente uma unidade. Era o social falando mais alto que o linguístico. E, como se percebe, a língua em si nada tinha a ver com isso.
A unidade se valia do padrão para criar uma forma de escrever, sem que fosse ipsis verbis cópia da fala, pois em nenhum estágio da língua isso se dá. Já desde épocas primitivas é possível constatar que, no decorrer do tempo, a variação era muito acentuada, primordialmente a gráfica, enquanto a estrutura da língua, cada vez mais fiel a uma forma de escrever, servia de modelo para os aprendizes. Dessa cópia de modelos, deriva outra interpretação para os fatos gramaticais registrados nos documentos, que passaram a ser entendidos como uma norma culta da língua. O recado era: culto é aquele que faz igual ao que sabe mais. E as gramáticas modernas e contemporâneas passaram a representar, sob cada regra, um exemplo da 'boa escrita', segundo os escritores consagrados.
Equívocos à parte, gramáticas e dicionários não são livros didáticos, são obras de consulta, por meio das quais os usuários da língua tomam decisões. Esses manuais de consulta têm público certo e conteúdo definido, em vista de que oferecem material para discussão em torno de um objeto da linguagem, que ali está cristalizado, mas que é vivo e com cor local, como é a Língua. Por sua vez, o livro didático é uma obra própria para o ensino porque segue os programas escolares. Se o livro didático tem por meta o ensino de um programa escolar, o conteúdo deve estar de acordo com a política escolar estabelecida. Porém, o corpo social reclama quando o desacordo entre conteúdo de língua padrão e política educacional se faz presente.
Assim acontece neste momento em que um livro didático leva para a sala de aula o que deve constar de um manual cujas noções servem para a discussão e para a tomada de decisões. O livro didático, como a gramática e o dicionário, cristaliza o conhecimento e passa a ter caráter de verdade plena. Nesse caso, nem todos os professores - ainda que sejam professores de português - atingem o fundo da questão para discutir, convencer e ser convencido do que é certo ou errado na Língua ou sobre a Língua e, por isso, o que era pra ser aprendido passa a ser igual ao que todos já sabem e a escola perde sua função. O ponto de partida para o acerto e para o erro tem de estar em algum lugar, e esse lugar abstrato é o padrão da língua, que é socialmente aceito. No caso de divergências, a língua portuguesa nada tem a ver com isso, reitero. Quem tem a ver são os que, num espaço social delimitado, têm o português como modo de expressão e, para isso, frequentaram a escola durante anos e adquiriram maior ou menor escolarização. Nesses termos, qualquer preconceito com relação a falar bem, ou falar mal não é linguístico, mas social, logo o argumento de 'preconceito linguístico' deixa a desejar.
Se um livro didático, selecionado para o ensino, confunde variação com padrão gera polêmica, porque há uma grande diferença entre falar uma língua e ensinar a falar e a escrever essa língua. O livro didático de português não é um livro para o ensino da língua oral; o foco é principalmente o português por escrito, objetivo de quem está na escola, no caso, de professores que ensinam e de alunos que aprendem. Como é sabido, ascende socialmente quem sabe escrever - eis o que solicitam os concursos públicos, tão usados como parâmetros de conhecimento no Brasil.
Assim sendo, expor num livro didático usos de falta de concordância como 'adequados' é inserir num lugar errado o que o social não quer nem ouvir, nem ver por escrito, pois a própria escola, com papel social, político, educacional e pedagógico, reprova o erro. Mediante essa constatação, a discussão em torno do livro adotado pelo Ministério da Educação para o EJA deixa à vista que um conteúdo inadequado foi registrado num lugar errado, no livro didático. Ali não é o lugar para dizer que está correto o que provoca estigma - a falta de concordância de número - que é uma das formas mais marcadas como erro diante da norma padrão da Língua Portuguesa.
Fonte: JC e-mail 4262
Acesso em: 20 de maio de 2011.
Resultado de contatos com outras línguas, o Português surgiu como língua na extensão geográfica de Portucale, na Península Ibérica, e formou um patrimônio autônomo de Portugal, de tal sorte que se desgarrou de outras línguas muitas próximas com as quais convivia. Esse intróito serve pra dizer que a língua portuguesa, para chegar à língua de hoje, passou por inúmeras variações no tempo e no espaço e criou variedades, entendidas como normas de uso. Esses modos normais de falar convergiam para um modelo, que se fazia necessário, como um padrão de língua.
Esse padrão enfeixava as diversas variedades e, por conseguinte, as diversas normas, que, do ponto de vista da língua, se fosse 'adulterado', ou a variedade voltava a ser entendida como tal, ou era entendida como erro de uso, segundo a consistência da época. O padrão - estrutura abstrata a ser seguida, que nada mais era do que uma norma -, passou a ter papel político forte na criação do estado nacional. Como era preciso navegar, era preciso também que os fatos, vistos no novo mundo, fossem registrados, escritos; para escrever, era preciso haver minimamente uma unidade. Era o social falando mais alto que o linguístico. E, como se percebe, a língua em si nada tinha a ver com isso.
A unidade se valia do padrão para criar uma forma de escrever, sem que fosse ipsis verbis cópia da fala, pois em nenhum estágio da língua isso se dá. Já desde épocas primitivas é possível constatar que, no decorrer do tempo, a variação era muito acentuada, primordialmente a gráfica, enquanto a estrutura da língua, cada vez mais fiel a uma forma de escrever, servia de modelo para os aprendizes. Dessa cópia de modelos, deriva outra interpretação para os fatos gramaticais registrados nos documentos, que passaram a ser entendidos como uma norma culta da língua. O recado era: culto é aquele que faz igual ao que sabe mais. E as gramáticas modernas e contemporâneas passaram a representar, sob cada regra, um exemplo da 'boa escrita', segundo os escritores consagrados.
Equívocos à parte, gramáticas e dicionários não são livros didáticos, são obras de consulta, por meio das quais os usuários da língua tomam decisões. Esses manuais de consulta têm público certo e conteúdo definido, em vista de que oferecem material para discussão em torno de um objeto da linguagem, que ali está cristalizado, mas que é vivo e com cor local, como é a Língua. Por sua vez, o livro didático é uma obra própria para o ensino porque segue os programas escolares. Se o livro didático tem por meta o ensino de um programa escolar, o conteúdo deve estar de acordo com a política escolar estabelecida. Porém, o corpo social reclama quando o desacordo entre conteúdo de língua padrão e política educacional se faz presente.
Assim acontece neste momento em que um livro didático leva para a sala de aula o que deve constar de um manual cujas noções servem para a discussão e para a tomada de decisões. O livro didático, como a gramática e o dicionário, cristaliza o conhecimento e passa a ter caráter de verdade plena. Nesse caso, nem todos os professores - ainda que sejam professores de português - atingem o fundo da questão para discutir, convencer e ser convencido do que é certo ou errado na Língua ou sobre a Língua e, por isso, o que era pra ser aprendido passa a ser igual ao que todos já sabem e a escola perde sua função. O ponto de partida para o acerto e para o erro tem de estar em algum lugar, e esse lugar abstrato é o padrão da língua, que é socialmente aceito. No caso de divergências, a língua portuguesa nada tem a ver com isso, reitero. Quem tem a ver são os que, num espaço social delimitado, têm o português como modo de expressão e, para isso, frequentaram a escola durante anos e adquiriram maior ou menor escolarização. Nesses termos, qualquer preconceito com relação a falar bem, ou falar mal não é linguístico, mas social, logo o argumento de 'preconceito linguístico' deixa a desejar.
Se um livro didático, selecionado para o ensino, confunde variação com padrão gera polêmica, porque há uma grande diferença entre falar uma língua e ensinar a falar e a escrever essa língua. O livro didático de português não é um livro para o ensino da língua oral; o foco é principalmente o português por escrito, objetivo de quem está na escola, no caso, de professores que ensinam e de alunos que aprendem. Como é sabido, ascende socialmente quem sabe escrever - eis o que solicitam os concursos públicos, tão usados como parâmetros de conhecimento no Brasil.
Assim sendo, expor num livro didático usos de falta de concordância como 'adequados' é inserir num lugar errado o que o social não quer nem ouvir, nem ver por escrito, pois a própria escola, com papel social, político, educacional e pedagógico, reprova o erro. Mediante essa constatação, a discussão em torno do livro adotado pelo Ministério da Educação para o EJA deixa à vista que um conteúdo inadequado foi registrado num lugar errado, no livro didático. Ali não é o lugar para dizer que está correto o que provoca estigma - a falta de concordância de número - que é uma das formas mais marcadas como erro diante da norma padrão da Língua Portuguesa.
Enilde Faulstich é professora do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) do Instituto de Letras (IL) da UnB. Mestre em Linguística pela UnB, Doutora em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, realizou estágio de pós-doutorado em Lingüística e Políticas Linguísticas na Université Laval de Québec, Canadá. Atua nas áreas de Língua Portuguesa, de Linguística e de Língua de Sinais Brasileira. Coordena a linha de Pesquisa em Léxico e Terminologia, inscrita no PPGL, e o Centro de Estudos Lexicais e Terminológicos - Centro Lexterm - do LIP, que presta colaboração a organizações nacionais e internacionais na elaboração de dicionários, de glossários e de estudos especializados sobre lexicografia e terminologia. É autora de livros como Impacto da globalização na difusão de idiomas (UnB) e Como ler, entender e redigir um texto (Vozes).
Fonte: JC e-mail 4262
Acesso em: 20 de maio de 2011.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Conhecimento como bem público
Por Maria Lucia Maciel
Indicada pelo Conselho como candidata a cargo de Secretaria
Mais ciência, educação e cultura para todos significa que, além de produzir mais e melhor ciência, precisamos lutar para que haja maior acesso à informação e ao conhecimento científico e tecnológico.
A circulação social de informação científica e maior atenção ao ensino de ciências - dentro e fora das escolas - contribuem, no médio e longo prazos, ao aumento da própria produção de ciência assim como à formação de novas gerações de cientistas. Conhecimento que circula gera conhecimento novo.
O alcance da circulação e do acesso diz respeito a problemas que precisam ser amplamente discutidos e resolvidos. Entre outros:
Divulgação da ciência - É preciso fazer pressão para que os jornais, revistas, televisão e rádio abram espaço maior para a ciência produzida no Brasil e no mundo, incluindo processos, controvérsias e contextos da sua produção.
Controvérsias e polêmicas têm conseqüências práticas de alta relevância: a utilização dos organismos trangênicos na agricultura, o emprego de animais clonados na pecuária, o uso de células-tronco na medicina, a retomada das usinas nucleares, a transposição do rio São Francisco, a interrupção (ou redução) do desmatamento, o ensino da Teoria da Evolução na rede escolar, a continuidade das linhas de pesquisa em biomedicina e biologia experimental, os riscos implícitos nas nanotecnologias, o Código Florestal, para citar apenas alguns.
A distribuição do conhecimento e a redução das desigualdades sociais são hoje aspectos reciprocamente necessários e indispensáveis ao desenvolvimento. Inclusão social, econômica e política, bem como a consciência cidadã, dependem hoje em dia, em grande parte, de conhecimento científico suficiente para entender e avaliar, com capacidade de apreciação crítica, as interferências da ciência e da tecnologia tanto na vida quotidiana quanto nas contradições do contexto social, político e econômico do país e do mundo. Como disse Ennio Candotti, a ciência "deve ser de domínio público para que se possa verificar sua validade, riscos e benefícios". (ver: http://sbpcemtodobrasil.blogspot.com)
Valorização pelas agências - A SBPC deverá pressionar as agências financiadoras brasileiras (CNPq, Capes, FAPs, etc.) para que estimulem os cientistas a divulgar para o grande público, por todos os canais e meios possíveis, os resultados de suas pesquisas.
Atualmente, as agências governamentais que apóiam a pesquisa científica no Brasil adotam critérios e mecanismos rigorosos para a avaliação e apoio aos pesquisadores do país, sendo o principal deles a produção científica. Mas só é valorizada a produção publicada em periódicos científicos altamente especializados, preferencialmente estrangeiros. O resultado é uma corrida cada vez mais acirrada em direção a publicações cada vez mais especializadas - e portanto a um público cada vez menor.
É necessário rever os mecanismos de avaliação, colocando como critério para análise de projetos e pesquisadores a divulgação para um público amplo dos resultados da pesquisa; e incluindo nos formulários de coleta de informações e currículos um ítem sobre divulgação científica que valorize essa produção.
Propriedade intelectual e acesso livre - Este é outro aspecto, bastante complexo, da circulação do conhecimento científico a ser discutido nas esferas governamentais e em meios de comunicação. A SBPC deverá participar ativamente dessa discussão e apoiar a circulação do conhecimento científico.
Coloca-se aqui o desafio da desconcentração do conhecimento, tanto entre países quanto entre regiões.
Devem ser considerados:
1) as alternativas hoje em debate para a flexibilização do atual regime internacional de proteção de direitos de propriedade intelectual (DPI);
2) acesso à literatura científica internacional e à visibilidade internacional da produção científica e tecnológica dos países em desenvolvimento;
3) novas práticas e formas de cooperação técnico-científica interpessoais e interinstitucionais que contribuem para romper as barreiras à circulação desse conhecimento.
Contra os diversos mecanismos nacionais e internacionais implementados para a privatização do conhecimento, este deve continuar sendo um bem público - para todos.
Subscrevo o manifesto "SBPC em todo o Brasil por mais ciência, educação e cultura", juntamente com Luis Pinguelli Rosa (candidato a Presidente), Dora Fix Ventura (Vice Presidente), e Edna Castro, Gustavo Lins Ribeiro e Sergio Bampi, candidatos aos postos de Secretaria.
Fonte: JC e-mail 4260, de 18 de Maio de 2011.
Acesso: 19/5/2011
Indicada pelo Conselho como candidata a cargo de Secretaria
Mais ciência, educação e cultura para todos significa que, além de produzir mais e melhor ciência, precisamos lutar para que haja maior acesso à informação e ao conhecimento científico e tecnológico.
A circulação social de informação científica e maior atenção ao ensino de ciências - dentro e fora das escolas - contribuem, no médio e longo prazos, ao aumento da própria produção de ciência assim como à formação de novas gerações de cientistas. Conhecimento que circula gera conhecimento novo.
O alcance da circulação e do acesso diz respeito a problemas que precisam ser amplamente discutidos e resolvidos. Entre outros:
Divulgação da ciência - É preciso fazer pressão para que os jornais, revistas, televisão e rádio abram espaço maior para a ciência produzida no Brasil e no mundo, incluindo processos, controvérsias e contextos da sua produção.
Controvérsias e polêmicas têm conseqüências práticas de alta relevância: a utilização dos organismos trangênicos na agricultura, o emprego de animais clonados na pecuária, o uso de células-tronco na medicina, a retomada das usinas nucleares, a transposição do rio São Francisco, a interrupção (ou redução) do desmatamento, o ensino da Teoria da Evolução na rede escolar, a continuidade das linhas de pesquisa em biomedicina e biologia experimental, os riscos implícitos nas nanotecnologias, o Código Florestal, para citar apenas alguns.
A distribuição do conhecimento e a redução das desigualdades sociais são hoje aspectos reciprocamente necessários e indispensáveis ao desenvolvimento. Inclusão social, econômica e política, bem como a consciência cidadã, dependem hoje em dia, em grande parte, de conhecimento científico suficiente para entender e avaliar, com capacidade de apreciação crítica, as interferências da ciência e da tecnologia tanto na vida quotidiana quanto nas contradições do contexto social, político e econômico do país e do mundo. Como disse Ennio Candotti, a ciência "deve ser de domínio público para que se possa verificar sua validade, riscos e benefícios". (ver: http://sbpcemtodobrasil.blogspot.com)
Valorização pelas agências - A SBPC deverá pressionar as agências financiadoras brasileiras (CNPq, Capes, FAPs, etc.) para que estimulem os cientistas a divulgar para o grande público, por todos os canais e meios possíveis, os resultados de suas pesquisas.
Atualmente, as agências governamentais que apóiam a pesquisa científica no Brasil adotam critérios e mecanismos rigorosos para a avaliação e apoio aos pesquisadores do país, sendo o principal deles a produção científica. Mas só é valorizada a produção publicada em periódicos científicos altamente especializados, preferencialmente estrangeiros. O resultado é uma corrida cada vez mais acirrada em direção a publicações cada vez mais especializadas - e portanto a um público cada vez menor.
É necessário rever os mecanismos de avaliação, colocando como critério para análise de projetos e pesquisadores a divulgação para um público amplo dos resultados da pesquisa; e incluindo nos formulários de coleta de informações e currículos um ítem sobre divulgação científica que valorize essa produção.
Propriedade intelectual e acesso livre - Este é outro aspecto, bastante complexo, da circulação do conhecimento científico a ser discutido nas esferas governamentais e em meios de comunicação. A SBPC deverá participar ativamente dessa discussão e apoiar a circulação do conhecimento científico.
Coloca-se aqui o desafio da desconcentração do conhecimento, tanto entre países quanto entre regiões.
Devem ser considerados:
1) as alternativas hoje em debate para a flexibilização do atual regime internacional de proteção de direitos de propriedade intelectual (DPI);
2) acesso à literatura científica internacional e à visibilidade internacional da produção científica e tecnológica dos países em desenvolvimento;
3) novas práticas e formas de cooperação técnico-científica interpessoais e interinstitucionais que contribuem para romper as barreiras à circulação desse conhecimento.
Contra os diversos mecanismos nacionais e internacionais implementados para a privatização do conhecimento, este deve continuar sendo um bem público - para todos.
Subscrevo o manifesto "SBPC em todo o Brasil por mais ciência, educação e cultura", juntamente com Luis Pinguelli Rosa (candidato a Presidente), Dora Fix Ventura (Vice Presidente), e Edna Castro, Gustavo Lins Ribeiro e Sergio Bampi, candidatos aos postos de Secretaria.
Fonte: JC e-mail 4260, de 18 de Maio de 2011.
Acesso: 19/5/2011
ABL discorda da posição do MEC
A Academia Brasileira de Letras divulgou nota oficial na qual discorda da posição do Ministério da Educação quanto aos livros didáticos de Língua Portuguesa que buscam justificar a falta de necessidade de observação das normas cultas do idioma.
A nota
"O Cultivo da Língua Portuguesa é preocupação central e histórica da Academia Brasileira de Letras e é com esta motivação que a Casa de Machado de Assis vem estranhar certas posições teóricas dos autores de livros que chegam às mãos de alunos dos cursos Fundamental e Médio com a chancela do Ministério da Educação, órgão que se vem empenhando em melhorar o nível do ensino escolar no Brasil.
Todas as feições sociais do nosso idioma constituem objeto de disciplinas científicas, mas bem diferente é a tarefa do professor de Língua Portuguesa, que espera encontrar no livro didático o respaldo dos usos da língua padrão que ministra a seus discípulos, variedade que eles deverão conhecer e praticar no exercício da efetiva ascensão social que a escola lhes proporciona. A posição teórica dos autores do livro didático que vem merecendo a justa crítica de professores e de todos os interessados no cultivo da língua padrão segue caminho diferente do que se aprende nos bons cursos de Teoria da Linguagem. O nosso primeiro e grande linguista brasileiro, Mattoso Câmara Jr., nos orienta para o bom caminho nesta lição já de tantos anos, mas ainda oportuna, a respeito da qual devem refletir os autores de obras didáticas sobre a língua materna: "Assim, a gramática normativa tem o seu lugar no ensino, e não se anula diante da gramática descritiva. Mas é em lugar à parte, imposto por injunções de ordem prática dentro da sociedade. É um erro profundamente perturbador misturar as duas disciplinas e, pior ainda, fazer linguística sincrônica com preocupações normativas" (Estrutura da Língua Portuguesa, 5). O manual que o Ministério levou às nossas escolas não o ajudará no empenho pela melhoria a que o Ministro tão justamente aspira."
Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11763&sid=727
Data de acesso: 19/5/2011
A nota
"O Cultivo da Língua Portuguesa é preocupação central e histórica da Academia Brasileira de Letras e é com esta motivação que a Casa de Machado de Assis vem estranhar certas posições teóricas dos autores de livros que chegam às mãos de alunos dos cursos Fundamental e Médio com a chancela do Ministério da Educação, órgão que se vem empenhando em melhorar o nível do ensino escolar no Brasil.
Todas as feições sociais do nosso idioma constituem objeto de disciplinas científicas, mas bem diferente é a tarefa do professor de Língua Portuguesa, que espera encontrar no livro didático o respaldo dos usos da língua padrão que ministra a seus discípulos, variedade que eles deverão conhecer e praticar no exercício da efetiva ascensão social que a escola lhes proporciona. A posição teórica dos autores do livro didático que vem merecendo a justa crítica de professores e de todos os interessados no cultivo da língua padrão segue caminho diferente do que se aprende nos bons cursos de Teoria da Linguagem. O nosso primeiro e grande linguista brasileiro, Mattoso Câmara Jr., nos orienta para o bom caminho nesta lição já de tantos anos, mas ainda oportuna, a respeito da qual devem refletir os autores de obras didáticas sobre a língua materna: "Assim, a gramática normativa tem o seu lugar no ensino, e não se anula diante da gramática descritiva. Mas é em lugar à parte, imposto por injunções de ordem prática dentro da sociedade. É um erro profundamente perturbador misturar as duas disciplinas e, pior ainda, fazer linguística sincrônica com preocupações normativas" (Estrutura da Língua Portuguesa, 5). O manual que o Ministério levou às nossas escolas não o ajudará no empenho pela melhoria a que o Ministro tão justamente aspira."
Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11763&sid=727
Data de acesso: 19/5/2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
RDA (Recursos: Descrição e Acesso): um novo paradigma na catalogação
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| Fonte: http://www.ofaj.com.br/ | ||||
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McGraw-Hill inaugura biblioteca digital
A editora McGraw-Hill acaba de lançar a “McGraw-Hill e-book library”. Ela é uma biblioteca digital que, mediante assinatura, permite acesso imediato a mais de 1.160 títulos lançados pela editora. O direito de acesso é na base de assinatura por um período de um a quatro anos. Novos títulos serão adicionados ao acervo a cada quatro meses (Janeiro, Maio e Setembro de cada ano).
Fonte: Pro. Murilo Bastos por e-mail
Data: 18/05/2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Acervos pessoais ''encalham'' em livrarias da cidade de São Paulo
Há esgotamento inclusive de espaço para guardar bibliotecas particulares de famílias paulistanas, que abrigam preciosidades.
Quando se entra naquela livraria de obras antigas, com cheiro de páginas lidas e relidas e títulos que parecem fundamentais só pela imponência da capa de couro, pode-se ter a impressão de que se trata apenas de mais um sebo do centro de São Paulo. O que não se imagina é que naquelas estantes estão décadas de dedicação, investimentos e empenho de colecionadores e bibliófilos em encontrar as obras mais especiais. São as bibliotecas pessoais - que a Livraria Calil, descrita acima, comercializa -, que movimentam um mercado vultoso e internacional.

A diferença básica desta livraria para as outras é a preferência por vender bibliotecas pessoais inteiras, sem desmembrá-las - embora haja também obras avulsas nas prateleiras. Ali, estão acervos que valem de US$ 120 mil a US$ 2 milhões. Na verdade, falar em dólar está desatualizado. A compra e a venda de acervos valiosos são agora em euros.
"O mercado está globalizado. Recebi ofertas da Turquia e dos Estados Unidos por algumas coleções, mas preferi não vender. Acho que essas obras devem ficar no Brasil", explica Maristela Calil, herdeira da livraria e hoje sua administradora. Ela explica ainda o que distingue uma biblioteca pessoal de um lote: a biblioteca tem mais de mil volumes.
Entre as coleções mais significativas sob sua tutela está a do próprio pai, Líbano Calil. "Já avaliaram o acervo como o terceiro mais importante do Brasil, atrás do de José Mindlin e da família Safra", diz Maristela. São 15 mil volumes sobre assuntos brasileiros, encaixotados à espera de um comprador. Maristela já tentou vender para os governos federal, estadual e municipal. Sem sucesso. "O diretor da Biblioteca Nacional me disse que compraria se eu encontrasse um patrocinador", espanta-se Maristela. Com a coleção do pai, seriam vendidas as bibliotecas do jurista e agitador cultural Luiz Arrobas Martins, com 14 mil volumes, e do professor José Pedro Galvão de Sousa, com 7 mil. A do ex-prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz, também está lá, mas seus familiares autorizaram que as obras fossem vendidas separadamente.
Famílias que optam por vender bibliotecas, e não doá-las, acreditam que o trabalho de uma vida inteira do bibliófilo tem valor e merece um preço. Muitas vezes, são famílias tradicionalíssimas, que, por estarem em dificuldades financeiras, preferem não falar. "Como são, em geral, pessoas conhecidas no meio social ou universitário, elas não gostam de ser identificadas para não serem mal interpretadas", afirma Eurico Brandão Júnior, do sebo Brandão. Ele afirma que chega a comprar cinco bibliotecas assim por mês - geralmente com mais de 2 mil exemplares cada. "Paguei R$ 15 mil pela última, que tinha acervo de 3 mil volumes, de História, Sociologia e Filosofia."
Também há quem prefira vender a coleção para instituições de renome, justamente para ter a garantia de que o acervo não se perderá - e ficará bem cuidado. "Minha família decidiu que venderia a biblioteca de 15 mil volumes de meu pai (o crítico literário João Alexandre Barbosa, morto em 2006) ao Instituto Moreira Salles, porque eles demonstram ter um cuidado técnico muito grande", afirma filho, o poeta Frederico Barbosa.
Novos ricos. Já os compradores variam de perfil: podem ser professores universitários, intelectuais, escritores, colecionadores de raridades - os mais fanáticos até checam sistematicamente os obituários dos jornais para ver se algum notório bibliófilo morreu e sua biblioteca entrará no circuito. E, cada vez mais, novos ricos que precisam de uma biblioteca respeitável para as recém-compradas mansões. "Já vendi uma biblioteca a um banqueiro que comprou sem nem ver os livros", lembra Maristela.
Há um esgotamento, inclusive de espaço, nas livrarias. "Para estocar um livro em São Paulo, excluindo a manutenção e a mão de obra, gastam-se mensalmente R$ 0,05 por unidade", explica Gunter Zibell, da livraria Bibliomania.
Líbano Calil passou 50 anos procurando títulos muito específicos, que compusessem um acervo especializado em assuntos brasileiros. A biblioteca está à venda há 17 anos. "Alguém pode considerar esse dinheiro empatado. Um livreiro, como eu, considera que está investido", argumenta Maristela.

Filipe Araujo/AE
Raridades. Maristela, em sua livraria no centro de SP: 'Recebi ofertas da Turquia e dos Estados Unidos por algumas coleções, mas preferi não vender. Essas obras devem ficar no Brasil'
A diferença básica desta livraria para as outras é a preferência por vender bibliotecas pessoais inteiras, sem desmembrá-las - embora haja também obras avulsas nas prateleiras. Ali, estão acervos que valem de US$ 120 mil a US$ 2 milhões. Na verdade, falar em dólar está desatualizado. A compra e a venda de acervos valiosos são agora em euros.
"O mercado está globalizado. Recebi ofertas da Turquia e dos Estados Unidos por algumas coleções, mas preferi não vender. Acho que essas obras devem ficar no Brasil", explica Maristela Calil, herdeira da livraria e hoje sua administradora. Ela explica ainda o que distingue uma biblioteca pessoal de um lote: a biblioteca tem mais de mil volumes.
Entre as coleções mais significativas sob sua tutela está a do próprio pai, Líbano Calil. "Já avaliaram o acervo como o terceiro mais importante do Brasil, atrás do de José Mindlin e da família Safra", diz Maristela. São 15 mil volumes sobre assuntos brasileiros, encaixotados à espera de um comprador. Maristela já tentou vender para os governos federal, estadual e municipal. Sem sucesso. "O diretor da Biblioteca Nacional me disse que compraria se eu encontrasse um patrocinador", espanta-se Maristela. Com a coleção do pai, seriam vendidas as bibliotecas do jurista e agitador cultural Luiz Arrobas Martins, com 14 mil volumes, e do professor José Pedro Galvão de Sousa, com 7 mil. A do ex-prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz, também está lá, mas seus familiares autorizaram que as obras fossem vendidas separadamente.
Famílias que optam por vender bibliotecas, e não doá-las, acreditam que o trabalho de uma vida inteira do bibliófilo tem valor e merece um preço. Muitas vezes, são famílias tradicionalíssimas, que, por estarem em dificuldades financeiras, preferem não falar. "Como são, em geral, pessoas conhecidas no meio social ou universitário, elas não gostam de ser identificadas para não serem mal interpretadas", afirma Eurico Brandão Júnior, do sebo Brandão. Ele afirma que chega a comprar cinco bibliotecas assim por mês - geralmente com mais de 2 mil exemplares cada. "Paguei R$ 15 mil pela última, que tinha acervo de 3 mil volumes, de História, Sociologia e Filosofia."
Também há quem prefira vender a coleção para instituições de renome, justamente para ter a garantia de que o acervo não se perderá - e ficará bem cuidado. "Minha família decidiu que venderia a biblioteca de 15 mil volumes de meu pai (o crítico literário João Alexandre Barbosa, morto em 2006) ao Instituto Moreira Salles, porque eles demonstram ter um cuidado técnico muito grande", afirma filho, o poeta Frederico Barbosa.
Novos ricos. Já os compradores variam de perfil: podem ser professores universitários, intelectuais, escritores, colecionadores de raridades - os mais fanáticos até checam sistematicamente os obituários dos jornais para ver se algum notório bibliófilo morreu e sua biblioteca entrará no circuito. E, cada vez mais, novos ricos que precisam de uma biblioteca respeitável para as recém-compradas mansões. "Já vendi uma biblioteca a um banqueiro que comprou sem nem ver os livros", lembra Maristela.
Há um esgotamento, inclusive de espaço, nas livrarias. "Para estocar um livro em São Paulo, excluindo a manutenção e a mão de obra, gastam-se mensalmente R$ 0,05 por unidade", explica Gunter Zibell, da livraria Bibliomania.
Líbano Calil passou 50 anos procurando títulos muito específicos, que compusessem um acervo especializado em assuntos brasileiros. A biblioteca está à venda há 17 anos. "Alguém pode considerar esse dinheiro empatado. Um livreiro, como eu, considera que está investido", argumenta Maristela.
Fonte: Estadao.com
Data do acesso: 17/05/2011
Apresentação das bases de dados Elsevier SciVerse ScienceDirect, SciVerse Scopus e Compendex Ei
Na próxima quarta-feira, dia 25, das 9 às 12 horas, a Biblioteca Central, a Biblioteca da Escola de Engenharia e a Elsevier oferecem treinamento gratuito das bases de dados SciVerse ScienceDirect, SciVerse Scopus e Compendex Ei, destinado a bibliotecários, alunos de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e demais usuários interessados.
Ministrado por Vagner Alves, Instrutor RSO Latin America – Elsevier, o treinamento tem o objetivo de fornecer uma visão geral de como funcionam as referidas bases de dados . A primeira é uma coleção eletrônica de textos completos provenientes de mais de 2.500 revistas científicas Elsevier, com mais de 10 milhões de artigos nas áreas científica, tecnológica e médica; a segunda, a maior base de resumos e referências bibliográficas de literatura científica revisada por pares, com mais de 18 mil títulos de 5 mil editoras internacionais e a última, um recurso líder para comunidade científica na busca de resumos e referências na área de engenharia, atendendo principalmente às áreas das Engenharias Elétrica, Química, Civil, Mecânica e de Materiais. A atividade ocorre no Auditório 200 da Escola de Engenharia ( Av. Osvaldo Aranha 99, 2º andar /Campus Centro). Não é necessária inscrição prévia e o certificado será disponibilizado pela internet a partir da lista de presença. Mais informações pelos telefones 3308.3883 e 3308.3419 ou pelos e-mails bcentral@bc.ufrgs.br e bibeng@ufrgs.br.
Fonte: UFRGS
Data: 17/05/2011
Data: 17/05/2011
RNP entrega nova capacidade da Rede Ipê no RS
Evento ocorre hoje (17/05) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realiza hoje (17), no Rio Grande do Sul, a entrega da nova capacidade da rede acadêmica nacional, a rede Ipê. Primeira rede óptica nacional acadêmica da América Latina, a rede Ipê é operada pela RNP e durante o ano terá sua capacidade agregada ampliada em 280%, beneficiando diretamente as atividades de pesquisa, ciência, tecnologia, educação superior e cultura do País.
A solenidade será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde a RNP mantém um Ponto de Presença da rede Ipê, e tem a participação do diretor geral da RNP, Nelson Simões, do reitor da UFRGS Carlos Alexandre Netto, de membros do comitê gestor da Rede Comunitária de Educação e Pesquisa de Porto Alegre, a MetroPOA, além de representantes de instituições de educação e tecnologia do estado.
Com esse novo backbone, os enlaces mutigigabits (acima de 1 Gbps), que até então somavam 10, serão ampliados para 24 das 27 Unidades da Federação, aumentando a capacidade total da rede Ipê de aproximadamente 60 Gbps para 230 Gbps. O PoP do Rio Grande do Sul terá seu enlace ampliado de 2,5 Gbps para 10 Gbps, possibilitando às instituições conectadas no estado a usufruírem de uma infraestrutura de rede de comutação e colaboração equiparada às mais avançadas redes acadêmicas do mundo.
Histórico - Em maio de 2010 a RNP assinou um acordo com a empresa de telecomunicações Oi, que se comprometeu a disponibilizar parte de sua infraestrutura de fibras ópticas para uso não comercial pela organização. No mesmo ano, a RNP iniciou a implantação da nova geração da rede acadêmica por ela operada. O acordo foi resultado de um compromisso firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na época da compra da Brasil Telecom (BrT).
Para autorizar que a Oi adquirisse a BrT, a Anatel estabeleceu que a nova companhia deveria investir em P&D, ao longo de 10 anos, valores correspondentes a 100% do recolhimento feito anualmente ao Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funtell), o que equivale hoje a cerca de R$ 140 milhões.
(Ascom RNP)
Fonte: JC e-mail 4259
Data: 17/05/2011
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realiza hoje (17), no Rio Grande do Sul, a entrega da nova capacidade da rede acadêmica nacional, a rede Ipê. Primeira rede óptica nacional acadêmica da América Latina, a rede Ipê é operada pela RNP e durante o ano terá sua capacidade agregada ampliada em 280%, beneficiando diretamente as atividades de pesquisa, ciência, tecnologia, educação superior e cultura do País.
A solenidade será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde a RNP mantém um Ponto de Presença da rede Ipê, e tem a participação do diretor geral da RNP, Nelson Simões, do reitor da UFRGS Carlos Alexandre Netto, de membros do comitê gestor da Rede Comunitária de Educação e Pesquisa de Porto Alegre, a MetroPOA, além de representantes de instituições de educação e tecnologia do estado.
Com esse novo backbone, os enlaces mutigigabits (acima de 1 Gbps), que até então somavam 10, serão ampliados para 24 das 27 Unidades da Federação, aumentando a capacidade total da rede Ipê de aproximadamente 60 Gbps para 230 Gbps. O PoP do Rio Grande do Sul terá seu enlace ampliado de 2,5 Gbps para 10 Gbps, possibilitando às instituições conectadas no estado a usufruírem de uma infraestrutura de rede de comutação e colaboração equiparada às mais avançadas redes acadêmicas do mundo.
Histórico - Em maio de 2010 a RNP assinou um acordo com a empresa de telecomunicações Oi, que se comprometeu a disponibilizar parte de sua infraestrutura de fibras ópticas para uso não comercial pela organização. No mesmo ano, a RNP iniciou a implantação da nova geração da rede acadêmica por ela operada. O acordo foi resultado de um compromisso firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na época da compra da Brasil Telecom (BrT).
Para autorizar que a Oi adquirisse a BrT, a Anatel estabeleceu que a nova companhia deveria investir em P&D, ao longo de 10 anos, valores correspondentes a 100% do recolhimento feito anualmente ao Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funtell), o que equivale hoje a cerca de R$ 140 milhões.
(Ascom RNP)
Fonte: JC e-mail 4259
Data: 17/05/2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Demonstração gratuita do portal ISI Web of Knowledge®: Web of Science®, Journal Citation Report e EndNote Web.
A Biblioteca Central – UFRGS, a Biblioteca da Faculdade de Medicina UFRGS/HCPA, o Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação do Hospital de Clinicas de Porto Alegre e a Thomson Reuters promovem, no próximo dia 23 de maio, o Seminário Especial de Pesquisa: Demonstração do portal ISI Web of Knowledge®. Ministrado pela instrutora Mirta Guglielmoni, MLS – Especialista em Educação de Clientes da Thomson Reuters.
O objetivo do evento é apresentar, para alunos de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e funcionários do HCPA, bibliotecários e demais interessados, os recursos do portal ISI Web of Knowledge para pesquisa em periódicos nas áreas de ciências, ciências sociais, artes e humanidades, incluindo a pesquisa de referências citadas, o fator de impacto dos periódicos e o gerenciamento de referências bibliográficas selecionadas.
O ISI Web of Knowledge abrange mais de 9.000 periódicos e 120.000 conferências e pode ser acessado através do Portal de Periódicos da Capes ou do endereço http://www.isiknowledge.com por professores, pesquisadores, estudantes e funcionários que tenham vínculo com a UFRGS ou com outra instituição que acesse o Portal de Periódicos, ou ainda por qualquer usuário nas bibliotecas da UFRGS.
Inscrições gratuitas nos locais ou pelos e-mails citados abaixo, até 20 de maio*, das 8h às 17h
- Biblioteca Central UFRGS bcentral@bc.ufrgs.br
- Biblioteca FAMED/HCPA bibmed@ufrgs.br
- Seção de Eventos HCPA
Para inscrever-se por e-mail é necessário informar nome completo, e-mail, telefone e instituição de origem
*Haverá emissão de certificado apenas aos inscritos até 19 de maio.Horário: 9h às 12h30min
Local: Anfiteatro Carlos César de Albuquerque do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
(Rua Ramiro Barcelos, 2350 – Bom Fim – Porto Alegre/RS) – Porto Alegre
Mais informações:
Fone: 3308-3883 - Biblioteca Central - bcentral@bc.ufrgs.br
Fone: 3308-5596 - Biblioteca FAMED/HCPA - bibmed@ufrgs.br
Fone: 3359-8090 - Seção de Eventos do HCPA
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