Por Helio Kuramoto
Até bem recentemente e, mesmo hoje, o acesso à informação científica tem se realizado por intermédio das bibliotecas de universidades ou de institutos de pesquisa, ou por intermédio de portais de periódicos, os quais mantêm assinaturas de algumas revistas científicas. No entanto, com a crise dos periódicos as bibliotecas passaram a ter dificuldade para manter as assinaturas de suas coleções de periódicos científicos devido aos altos custos.
A informação científica é crucial para o desenvolvimento das pesquisas científicas. Não se pode esquecer que o desenvolvimento de pesquisas científicas é, também, responsável pela geração de novas informações. Uma das vertentes da informação científica são os artigos científicos que são publicados em revistas com revisão por pares, denominadas popularmente de revistas científicas. Os artigos científicos são portadores de resultados de pesquisas. Trata-se do principal mecanismo utilizado por pesquisadores para divulgar e certificar os resultados de suas pesquisas.
No início deste milênio, pesquisadores de diversas partes do globo terrestre, preocupados com essas dificuldades, promoveram fóruns de discussão que resultaram nas declarações de Budapest (BOAI), Declaração de Bethesda e Declaração de Berlim e deram partida ao movimento Open Access (OA).
Em seguida, diversas iniciativas aderentes às estratégias preconizadas pelo OA (via doutrada e via verde) foram desenvolvidas, tais como: projeto DRIVER, PubMed Central, BASE, HAL,Scirus, RCAAP etc.
Assim, em resposta à crise dos periódicos, verificou-se duas soluções: 1) a construção dos portais de periódicos científicos; 2) as iniciativas propostas pelo movimento OA (maiores informações sobre essas iniciativas podem ser vistas em meu blog http://www.kuramoto.blog.br/). A primeira solução é cara e mantém o status quo, contribuindo para dar lucros extraordinários às editoras científicas, enquanto a segunda solução apresenta inovações de baixo custo e introduz importante mudança no sistema de comunicação científica. Vejam-na em meu blog.
O governo brasileiro criou e mantém o Portal de Periódicos da Capes, que fornece o acesso às principais revistas utilizadas pelas universidades e institutos de pesquisa. Alguns países adotaram solução parecida, os quais são mantidos por seus governos ou por fundações especializadas nesse tipo de negócio. Em muitos países, são as próprias universidades que arcam com os custos desses portais. E, obviamente, elas não conseguem fornecer acesso a todos os periódicos científicos existentes.
No entanto, independentemente de adotar ou não a solução de portais de periódicos, a maioria dos países desenvolvidos vem apostando nas iniciativas do OA. Isto pode ser visto no sítio ROARMAP e em um artigo de minha autoria, publicado no Jornal da Ciência em sua versão impressa do dia 15 de abril deste ano, no qual mostro que 81% dos mandatos OA são registrados por instituições provenientes da América do Norte e da Europa. A América do Sul participa com 2% dos mandatos e a África do Sul com 1%. Entre os países da América Latina: a Colômbia registrou 4 mandatos, a Bolívia 1, o Peru 1, a Venezuela 1 e o Brasil, 1. Este único mandato registrado pelo Brasil acabou de ser arquivado pela Câmara dos Deputados. Entre os países que compõem o BRIC, há um total de 19 mandatos, assim distribuídos: Brasil 1 (aquele mesmo que foi arquivado pela Câmara dos Deputados), a Rússia 3, a Índia 8 e a China 7.
O objetivo das iniciativas OA é tornar livremente acessível os cerca de 2,5 milhões de artigos que são publicados, anualmente, em aproximadamente 28 mil títulos de revistas científicas.
A solução proposta pela via verde constitui uma estratégia muito inteligente, pois, muito mais que simplesmente promover o acesso livre de custos à informação científica, ela promove maior visibilidade da produção científica de quem a adotou. Outro aspecto importante a se observar é que, as universidades, que aderiram a essa estratégia, estabeleceram políticas de acesso livre e contam com a participação ativa dos pesquisadores no depósito da sua produção científica. Verifica-se, principalmente, um mútuo esforço entre universidade e seus pesquisadores. Os pesquisadores sabem que terão maior visibilidade, uso e impacto nas suas pesquisas. Enquanto isto, as universidades percebem um certo ganho de competitividade em consequência do seu posicionamento em rankings internacionais como o Ranking Web of World Universities.
Por outro lado, quem não adotou tais iniciativas, certamente, não deixará de se beneficiar do acesso livre de custos à produção científica das instituições que aderiram às citadas iniciativas, porém, não terá como promover ou maximizar a visibilidade de sua produção científica. É evidente, se uma instituição não implantou o seu repositório institucional e não estabeleceu nenhuma política de acesso livre, certamente, esta instituição não promoveu o registro e a disseminação da sua produção científica.
A conclusão que se chega é que a adoção das iniciativas Open Access é uma questão de escolha entre: 1) ter acesso apenas às revistas científicas assinadas pelas universidades ou por seus governos sem valorizar os resultados de suas pesquisas; ou 2) ter acesso livre à informação científica e promover a maximização da visibilidade, uso e impacto de suas pesquisas. Trata-se de um excelente tema para reflexão e debate da nossa comunidade científica e decidir: aderir ou não às iniciativas preconizadas pelo OA? Eis a questão.
Afinal, não basta apenas investir em pesquisas científicas, mas principalmente, valorizá-las por intermédio de mecanismos que possam ampliar a divulgação dos seus resultados.
No século passado, esse mecanismo era basicamente a publicação dos resultados em revistas científicas. A partir da publicação em revistas científicas, essas eram distribuídas aos assinantes e indexadas por serviços internacionais de indexação e determinação dos fatores de impacto. Este é o status quo no Brasil e na maioria dos países em desenvolvimento.
Graças ao movimento OA, o sistema de comunicação científica foi alterado pela inserção de mecanismos de ampliação da divulgação desses artigos: os repositórios institucionais. Revendo, o que foi mencionado, poder-se-ia reformular a questão - o OA: uma questão de escolha entre fazer ciência utilizando apenas mecanismos do século passado; ou fazer ciência utilizando mecanismos inovadores, proporcionados pelas tecnologias da informação e iniciativas preconizadas pelo OA.
Concluindo, aqueles objetivos formulados para o OA, mais do que promover o acesso à informação cientifica, eles promovem os resultados das pesquisas, dando-lhes maior visibilidade, uso e impacto. Assim, cabe aos países em desenvolvimento optar entre pagar para ver e ler ou participar dessa grande infraestrutura de acesso livre que está em construção e se beneficiar dos seus resultados.
Fonte: JC e-mail 4289
Data: 29/06/2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
UFPB lança revista eletrônica
A Universidade Federal da Paraíba, com o apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), lançou o primeiro volume da revista científica eletrônica Perspectivas em Gestão & Conhecimento (PG&C).
Com periodicidade semestral, a revista tem como objetivo publicar trabalhos originais e inéditos relacionados aos temas Gestão e Conhecimento sob abordagens que priorizem diálogos multidisciplinares e contribuam para o desenvolvimento de novos conhecimentos e/ou para aplicação nos diversos setores e organizações da sociedade.
A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona democratização mundial do conhecimento.
Interessados em submeter trabalhos para o segundo número da Perspectivas em Gestão & Conhecimento, a ser publicado em dezembro próximo, podem obter mais informações acerca das regras para a inclusão no site da revista.
Mais informações: periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc/issue/view/854
Fonte: JC e-mail 4288
Data: 28/06/2011
Com periodicidade semestral, a revista tem como objetivo publicar trabalhos originais e inéditos relacionados aos temas Gestão e Conhecimento sob abordagens que priorizem diálogos multidisciplinares e contribuam para o desenvolvimento de novos conhecimentos e/ou para aplicação nos diversos setores e organizações da sociedade.
A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona democratização mundial do conhecimento.
Interessados em submeter trabalhos para o segundo número da Perspectivas em Gestão & Conhecimento, a ser publicado em dezembro próximo, podem obter mais informações acerca das regras para a inclusão no site da revista.
Mais informações: periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc/issue/view/854
Fonte: JC e-mail 4288
Data: 28/06/2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
4 mil titulos disponibilizados gratuitamente pela National Academies Press
A National Academies Press (NAP) editora das academias nacionais de ciencia dos EUA, anunciou a disponibilizacao de mais de 4 mil titulos, que podem serem baixados inteiros ou por capitulos, em arquivos no formato pdf, gratuitamente.
A NAP publica mais de 200 mil livros por ano nas mais diversas areas do conhecimento.
Acesse em: www.nap.edu
Fonte: Caderno Nosso Mundo, Zero Hora
dATA: 27/06/2011
A NAP publica mais de 200 mil livros por ano nas mais diversas areas do conhecimento.
Acesse em: www.nap.edu
Fonte: Caderno Nosso Mundo, Zero Hora
dATA: 27/06/2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Acesso Livre para Inovar e Promover a Pesquisa Científica
A informação científica é crucial para o desenvolvimento das pesquisas e, estas, são essenciais para o desenvolvimento científico e tecnológico das nações e gerar novos conhecimentos que são veiculados na forma de artigos científicos, tradicionalmente publicados em revistas com revisão por pares, conhecidas como revistas científicas.
O custo de acesso às principais revistas científicas alcançou níveis insustentáveis, provocando a chamada serials crisis e, isto dificultou o acesso à informação científica. Em resposta, pesquisadores de diversas partes do mundo, preocupados com esta crise e, consequentemente com o impacto negativo no desenvolvimento das pesquisas, promoveram o movimento Open Access (OA).
OA significa acesso em linha, sem custos, imediato e permanente, a artigos em texto integral. O seu objetivo é tornar OA os cerca de 2,5 milhões de artigos publicados, anualmente, em 28 mil títulos de revistas científicas.
Uma de suas estratégias, a via Verde, recomenda aos pesquisadores que publicam em revistas acessíveis mediante assinaturas, portanto de acesso restrito, que depositem uma cópia de seus trabalhos publicados nessas revistas, em repositório institucional OA (RI). As universidades, que aderiram a essa estratégia, construíram os seus RI e adotaram mandatos OA, para garantir a alimentação dos seus RI.
Os pesquisadores, dessas universidades, puderam comprovar, por meio de estatísticas de uso emitidas pelos RI o ganho em visibilidade, uso e impacto nas suas pesquisas. E as universidades perceberam o ganho em competitividade e visibilidade face a sua posição em rankings como o Ranking Web of World Universities.
Essa estratégia promove : 1) a formação de uma cultura e de uma infraestrutura global de compartilhamento e disponibilização da informação científica OA; 2) o acesso livre à informação científica; e 3) a maximização da visibilidade, uso e impacto dos resultados das pesquisas. Estudos recentes comprovam essa maximização, indicando um incremento de 250% no número de citações a artigos da área de física depositados em repositórios OA. É essencial, porém, observar que o OA não desconsidera o importante papel das revistas científicas no fluxo da comunicação científica. Esta via não é a única estratégia proposta pelo OA, mas é a que oferece melhor relação custo/benefício e introduz importante mudança no sistema de comunicação científica. Maiores detalhes sobre OA poderão ser encontrados no meu blog.
Adotar o OA é, pois, uma questão de escolha entre apenas fornecer acesso às revistas de acesso restrito, ou fornecer acesso livre de custos e contar com mecanismos de valorização das pesquisas para maximizar a sua visibilidade, uso e impacto, sinalizando para uma clara política de inovação e desenvolovimento da ciência.
Aderir ou não às iniciativas preconizadas pelo OA? Eis a questão.
Hélio Kuramoto é pesquisador do MCT/Ibict, doutor em Ciência da Informação.
E-mail: alokura2010@gmail.com
Fonte: JC e-mail 4286
Data: 24/06/2011
O custo de acesso às principais revistas científicas alcançou níveis insustentáveis, provocando a chamada serials crisis e, isto dificultou o acesso à informação científica. Em resposta, pesquisadores de diversas partes do mundo, preocupados com esta crise e, consequentemente com o impacto negativo no desenvolvimento das pesquisas, promoveram o movimento Open Access (OA).
OA significa acesso em linha, sem custos, imediato e permanente, a artigos em texto integral. O seu objetivo é tornar OA os cerca de 2,5 milhões de artigos publicados, anualmente, em 28 mil títulos de revistas científicas.
Uma de suas estratégias, a via Verde, recomenda aos pesquisadores que publicam em revistas acessíveis mediante assinaturas, portanto de acesso restrito, que depositem uma cópia de seus trabalhos publicados nessas revistas, em repositório institucional OA (RI). As universidades, que aderiram a essa estratégia, construíram os seus RI e adotaram mandatos OA, para garantir a alimentação dos seus RI.
Os pesquisadores, dessas universidades, puderam comprovar, por meio de estatísticas de uso emitidas pelos RI o ganho em visibilidade, uso e impacto nas suas pesquisas. E as universidades perceberam o ganho em competitividade e visibilidade face a sua posição em rankings como o Ranking Web of World Universities.
Essa estratégia promove : 1) a formação de uma cultura e de uma infraestrutura global de compartilhamento e disponibilização da informação científica OA; 2) o acesso livre à informação científica; e 3) a maximização da visibilidade, uso e impacto dos resultados das pesquisas. Estudos recentes comprovam essa maximização, indicando um incremento de 250% no número de citações a artigos da área de física depositados em repositórios OA. É essencial, porém, observar que o OA não desconsidera o importante papel das revistas científicas no fluxo da comunicação científica. Esta via não é a única estratégia proposta pelo OA, mas é a que oferece melhor relação custo/benefício e introduz importante mudança no sistema de comunicação científica. Maiores detalhes sobre OA poderão ser encontrados no meu blog.
Adotar o OA é, pois, uma questão de escolha entre apenas fornecer acesso às revistas de acesso restrito, ou fornecer acesso livre de custos e contar com mecanismos de valorização das pesquisas para maximizar a sua visibilidade, uso e impacto, sinalizando para uma clara política de inovação e desenvolovimento da ciência.
Aderir ou não às iniciativas preconizadas pelo OA? Eis a questão.
Hélio Kuramoto é pesquisador do MCT/Ibict, doutor em Ciência da Informação.
E-mail: alokura2010@gmail.com
Fonte: JC e-mail 4286
Data: 24/06/2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ciência Hoje On-line: Estudos acadêmicos em pixels
Lançada em 2010 pela Editora Unesp, coleção acompanha o aumento do mercado virtual e transforma pesquisa em livros digitais.
Muitos trabalhos acadêmicos - desenvolvidos com recursos públicos e muitos esforços - nunca saíram das prateleiras universitárias. Uma iniciativa pioneira da editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), impulsionada pelo crescente mercado digital, é um passo importante para a difusão mais ampla do conhecimento produzido no Brasil.
Há pouco mais de um ano, a Editora Unesp lançou a coleção Propg Digital, em parceria com a pró-reitoria de pós-graduação da universidade. Planejada desde o início para o meio digital, a coleção tem como matéria-prima teses e dissertações produzidas na instituição.
Leia a matéria completa na Ciência Hoje On-line, que tem conteúdo exclusivo atualizado diariamente:
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/06/estudos-academicos-em-pixels.
(CH-OnLine)
Fonte: JC e-mail 4285
Data: 22/06/2011
Muitos trabalhos acadêmicos - desenvolvidos com recursos públicos e muitos esforços - nunca saíram das prateleiras universitárias. Uma iniciativa pioneira da editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), impulsionada pelo crescente mercado digital, é um passo importante para a difusão mais ampla do conhecimento produzido no Brasil.
Há pouco mais de um ano, a Editora Unesp lançou a coleção Propg Digital, em parceria com a pró-reitoria de pós-graduação da universidade. Planejada desde o início para o meio digital, a coleção tem como matéria-prima teses e dissertações produzidas na instituição.
Leia a matéria completa na Ciência Hoje On-line, que tem conteúdo exclusivo atualizado diariamente:
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/06/estudos-academicos-em-pixels.
(CH-OnLine)
Fonte: JC e-mail 4285
Data: 22/06/2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Participação da UFRGS na TICAL
A UFRGS participará da primeira conferência regional a Rede de Diretores de Tecnologias da Informação e Comunicação das Universidades da América Latina (TICAL), que acontecerá na cidade do Panamá, dias 20 e 21 de junho.
Será apresentado o trabalho "O uso de indicadores de produção intelectual no processo de gestão institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul", autoria de Caterina Groposo Pavão, Beatriz Helena Pires de Souza Cestari, Carla Metzler Saatkamp, Denise Ramires Machado, Janise Silva Borges da Costa, Manuela Klanovicz Ferreira, Zaida Horowitz, Zita Prates de Oliveira. Além da apresentação, a diretora do CESUP, Denise Ewald, participará da mesa redonda "Computação de Alto Desempenho".
Informações adicionais estão disponíveis no site do evento.
Fonte: Página do CPD - UFRGS
Data de acesso: 21/06/2011
Será apresentado o trabalho "O uso de indicadores de produção intelectual no processo de gestão institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul", autoria de Caterina Groposo Pavão, Beatriz Helena Pires de Souza Cestari, Carla Metzler Saatkamp, Denise Ramires Machado, Janise Silva Borges da Costa, Manuela Klanovicz Ferreira, Zaida Horowitz, Zita Prates de Oliveira. Além da apresentação, a diretora do CESUP, Denise Ewald, participará da mesa redonda "Computação de Alto Desempenho".
Informações adicionais estão disponíveis no site do evento.
Fonte: Página do CPD - UFRGS
Data de acesso: 21/06/2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Portal de Periódicos terá versão para smartphones e tablets
| A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está desenvolvendo, em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), uma versão de fácil acesso ao Portal de Periódicos para aparelhos smartphones e tablets. A versão ainda está em fase de testes, mas os usuários que quiserem contribuir com sugestões podem encaminhar suas observações para periodicos@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . O diretor de Programas e Bolsas no País, Emídio Cantídio, e o diretor de Avaliação, Livio Amaral, participaram no último dia 31 de uma reunião para elaboração da nova ferramenta e diversas sugestões foram dadas para a melhoria da versão de teste. A equipe do Projeto de Atualização Funcional e Tecnológica do Portal de Periódicos da Capes já está providenciando as alterações solicitadas e adquirindo novos equipamentos para o desenvolvimento desta versão. Acompanhe o site Portal de Periódicos para mais atualizações. Portal de Periódicos Lançado em novembro de 2000, o Portal de Periódicos da Capes é considerado uma biblioteca virtual que reúne conteúdo científico de alto nível, disponível à comunidade acadêmico-científica brasileira. Em dez anos, o acervo do Portal passou de 1.882 títulos de periódicos com texto completo, para 26.372 títulos. O número de instituições usuários foi multiplicado por quatro, passando de 72 instituições para 311, em 2010. Em 2010, foram contabilizados 67.392.805 acessos. Fonte: Portal da Capes Data de acesso: 14/06/2011 |
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Preservando a memória
“A Memória do Mundo é a memória coletiva e documentada dos povos do mundo – seu patrimônio documental - que, por sua vez, representa boa parte do patrimônio cultural mundial. Ela traça a evolução do pensamento, dos descobrimentos e das conquistas da sociedade humana. É o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura. A Memória do Mundo se encontra em grande medida em bibliotecas, arquivos e museus existentes em todo o planeta e uma grande porcentagem dela corre perigo atualmente. O patrimônio documental de numerosos povos tem se dispersado devido ao deslocamento acidental ou deliberado de fundos arquivísticos e coleções, aos “estragos das guerras” ou a outras circunstâncias históricas. Às vezes, obstáculos práticos ou políticos dificultam o acesso a ele, enquanto, em outros casos, deterioração ou destruição são a ameaça” (Arquivo Nacional, Edital, 2011, p. 1).
O Programa Memória do Mundo (MOW), institucionalizado pela UNESCO, reconhece patrimônios documentais de significância internacional, regional e nacional, e facilita também a preservação e o acesso a este patrimônio. No Brasil, o Ministério da Cultura (MINC), criou em setembro de 2004, o Comitê Nacional (MOW Brasil). O MOW é encarregado de selecionar os acervos que deverão estar protegidos e serem divulgados como importantes para a memória documental brasileira.
O MOW Brasil já lançou três editais de nominação ao Registro Memória do Mundo do Brasil, dos quais resultaram trinta e oito acervos documentais nominados, a saber:
Edital 2007:
· Arquivo do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos para os Países do Cone Sul (CLAMOR)
· Arquivo Getúlio Vargas
· Arquivo Guimarães Rosa
· Arquivo Machado de Assis
· Arquivo Oswaldo Cruz
· Filme Limite, de Mário Peixoto
· Fundo Nova Capital do Brasil - NOVACAP
· Fundo Polícias Políticas no Estado do Rio de Janeiro
· Inconfidência em Minas – Levante de Tiradentes
· Vereanças do Senado da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Edital 2008:
· Arquivo Carlos Chagas
· Arquivo do Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas no Brasil
· Arquivo da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
· Arquivo Joaquim Nabuco
· Arquivo Oscar Niemeyer
· Arquivo do Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia
· Carta Régia da Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas
· Conjunto Documental Livros Foreiros (Olinda)
· Fundo Serviço de Proteção ao Índio
· Lei Áurea
Edital 2009:
· Acervo Documental da Guerra do Paraguai
· Acervo Jesco Von Puttkamer
· Arquivo Canudos
· Atas da Câmara Municipal da Cidade de Salvador (1625-1763)
· Fundo Florestan Fernandes
· Livros de Registro - Matrícula dos Imigrantes (Memorial do Imigrante)
· Manuscritos Musicais de Carlos Gomes
· Marcas da Escravidão. Registro de Enterros de Escravos. Livros do Bangüê
· Missão de Pesquisas Folclóricas - Mário de Andrade
· Relações de Vapores. SPMAF / SP-Santos
Maiores detalhes no sítio do Arquivo Nacional na URL
Fonte: prof. Murilo Bastos por e-mail
Data: 10/06/2011
A Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP lançou a primeira edição da revista Faac
Voltada para a comunidade acadêmica, abrange diversas áreas do conhecimento a publicação está disponível para ser baixada pela internet.
Com periodicidade semestral, a publicação é voltada para a comunidade acadêmica e abrange diversas áreas do conhecimento, com resultados de pesquisas, artigos, ensaios e resenhas sobre arquitetura e urbanismo, artes e representação gráfica, desenho industrial, ciências humanas e comunicação social.
A primeira edição apresenta seis artigos sobre o tema “Dilemas e desafios da educação no século 21”, além de dois artigos e duas resenhas sobre diversos assuntos.
"Como se trata de um periódico interdisciplinar, a proposta é acolher artigos e ensaios de diferentes áreas com múltiplas abordagens sobre um mesmo assunto", disse o coordenador do projeto, professor Jefferson Goulart.
A edição de estreia faz uma chamada de artigos para o segundo número, convidando pesquisadores de todas as áreas para submeterem seus textos.
A revista pode ser acessada em migre.me/50QFR
Fonte: Agencia Fapesp
Data: 10/06/2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O DataGramaZero de JUNHO 2011 está disponível
A estrutura da relação entre o fluxo de informação e o público a quem o conhecimento é dirigido, vem se modificando com o tempo, por resultado das diferentes técnicas que operam na sua transferência. O fluxo em si, uma sucessão de eventos, de um processo de mediação, entre a geração da informação por uma fonte emissora, e a aceitação da informação pela entidade receptora, realiza uma das bases conceituais, que é o ponto central da realidade de informação: a geração de conhecimento no indivíduo e no seu espaço de convivência.
O propósito da da informação é o de conhecer e fazer acontecer o sutil fenômeno de percepção da informação pela consciência, distinção que direciona ao conhecimento do objeto percebido. A Essência deste fenômeno é esta sua intencionalidade final.
Os fluxos de informação através de processos de transferência potencializam a intencionalidade do fenômeno cognitivo, não almejam somente uma passagem. Ao atingir o público a que se destina deve promover uma alteração em seu estado de saber acumulado. Aqueles que recebem e podem elaborar a informação estão expostos a um processo de progresso, que permite ir a um estágio qualitativamente superior na gradações da sua condição humana. E este desenvolvimento é repassado ao seu mundo de convivência.
É sobre esta transferência que discursam, em vários enfoques, os artigos do mês de junho do Datagramazero.
O propósito da da informação é o de conhecer e fazer acontecer o sutil fenômeno de percepção da informação pela consciência, distinção que direciona ao conhecimento do objeto percebido. A Essência deste fenômeno é esta sua intencionalidade final.
Os fluxos de informação através de processos de transferência potencializam a intencionalidade do fenômeno cognitivo, não almejam somente uma passagem. Ao atingir o público a que se destina deve promover uma alteração em seu estado de saber acumulado. Aqueles que recebem e podem elaborar a informação estão expostos a um processo de progresso, que permite ir a um estágio qualitativamente superior na gradações da sua condição humana. E este desenvolvimento é repassado ao seu mundo de convivência.
É sobre esta transferência que discursam, em vários enfoques, os artigos do mês de junho do Datagramazero.
Cada edição de DataGramaZero se propõe reunir textos, por afinidade temática, destinados às seções de artigos, comunicações e recensões visando divulgar e promover perspectivas críticas fundamentadas em áreas interdisciplinares da Ciência da Informação, tais como Informação e Sociedade, Informação e Políticas Públicas, Informação e Filosofia ou Informação e Comunicação.
Os Artigos:
Oto Dias Becker ReifschneiderArtigo: A relevância da Fenomenologia para a Metodologia de Sistemas Flexíveis
The relevance of phenomenology for flexible systems methodology
The relevance of phenomenology for flexible systems methodology
Maria de Jesus NascimentoArtigo: Livros publicados no Brasil que falam de outros livros, escritores, livrarias, livreiros e bibliotecas
Books published in Brazil that talks about others books, writers, bookstores, booksellers and libraries
Books published in Brazil that talks about others books, writers, bookstores, booksellers and libraries
Ariane Barbosa Lemos e Mônica Erichsen NassifArtigo: Informação e notícia: conexões no âmbito da Ciência da Informação e da Comunicação Social
Information and News: links within the Information Science and the Social Communication
Information and News: links within the Information Science and the Social Communication
Letícia AlvesArtigo: Informação e os sistemas de comunicação científica na Ciência da Informação
Information and the communication systems in the Information Science
Information and the communication systems in the Information Science
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia e Lídia Alvarenga e Joana Coeli Ribeiro GarciaArtigo: Publicar é preciso, transformar cientistas em máquinas de produção não é preciso
To publish is necessary, to change scientists in machines is not
To publish is necessary, to change scientists in machines is not
Celso Martínez MusiñoCelso Martínez MusiñoArtigo: Diagnóstico de los flujos de información en una empresa de consultoría en tecnologías de información
Diagnosis of information flows in a consulting firm in information technology
Diagnosis of information flows in a consulting firm in information technology
Alvaro Caetano Pimentel SobrinhoArtigo: Proteção da informação digital: segurança ou privação?
Protection of digital information – security or privation?
Protection of digital information – security or privation?
Textos Paralelos no DataGramaZero
Sistemas flexíveis de manufatura
www.coinfo.cefetpb.edu.br/professor/ilton/tron/tele2000/autoa18.pdf
Modelagem de sistemas flexíveis de movimentação de materiais
www.teses.usp.br/teses/.../tde-22032001-150541/
Sistemas flexíveis de informação
www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART535.pdf
Livrarias & Livreiros
http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/biblioteca-nacional-recebe-coleo.html
Catálogos
http://bibliomanias.no.sapo.pt/catalogos.htm
Livraria é livraria, e biblioteca é outra coisa
http://www.cedicbrasil.com.br/noticia_detalhe.aspx?id=620
Informação e comunicação social
www.didinho.org/informacaoecomunicacaosocial.html
Novas tecnologias de informação e comunicação ...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Novas_tecnologias_de_informa%C3%A7%C3%A3o_e_comunica%C3%A7%C3%A3o
Ciência da Informação e comunicação
http://www.scribd.com/doc/29762438/Comunicacao-Social-e-Ciencia-da-Informacao-relacoes-e-prospeccoes
Comunicação científica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunicação_científica
Editores Científicos
http://cvirtual-ccs.bvsalud.org/tiki-view_articles.php
A maturidade de uma área do saber
http://www.reocities.com/claudiaad/comunica.pdf
Sistemas de informação em organizações
http://www2.ufp.pt/~lmbg/reserva/tm_02.pdf
Tipos de Sistemas de Informação na empresa
http://www.oficinadanet.com.br/artigo/738/tipos_de_sistemas_de_informacao_na_empresa
A importância do fluxo de informações organizacional
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-importancia-do-fluxo-de-informacoes-organizacional/45057/
Proteção de Sistemas de Informações
http://www.espacoacademico.com.br/042/42amsf.htm
A proteção da informação das relações de consumo
http://jus.uol.com.br/revista/texto/18740/a-protecao-do-principio-da-simetria-da-informacao-das-relacoes-de-consumo
Segurança da informação, conceitos e mecanismos
http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1307/seguranca_da_informacao_conceitos_e_mecanismos
Ainda, no DZG de JUNHO 2011 temos duas recensões : 1. Vigilância e Visibilidade: espaço, tecnologia e identificação por Fernanda Bruno (org.) e 2. Ontologias, taxonomia e tesauros em teorias de sistemas e sistemática por Emilia Currás,. Os LINKS remetem a sites relacionadas com os artigos deste número.
Em Colunas Mauricio Maia Vinhas de Azevedo discute discute o conceito de Aldeia Peer to Peer
.
O DataGramaZero de JUNHO 2011 está disponível em:
Este é um periódico privado mas de acesso livre e tem o ISSN 1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e esta' disponível na Internet em formato html, livre para leitura e cópias. No mesmo site é possivel o acesso aos onze anos do Datagramazero com cerca de 45 números da Revista, 400 artigos, algo como 450 autores e 5 mil referências vinculadas a estes artigos.
O DataGramaZero está registrado no Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal em: http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=2&folio=9535 <http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=2&folio=9535>
O periódico é unicamente virtual e tem por objetivo induzir e construir elementos facilitadores de um melhor acesso à escrita e leitura digital. Tem um leitorado médio estimado por 4.000 acessos ao mês. Está listado no último Qualis da Capes para mais de uma área do conhecimento.
Fonte: DataGramaZero
Data de acesso: 09/06/2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Biotecnologia na internet
A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) lançou o site Saiba mais sobre biotecnologia.
Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética.
A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência.
"O conhecimento não pode ficar apenas dentro de laboratórios e publicações especializadas", disse Carlos Menck, presidente da SBG e coordenador do Projeto Temático Respostas celulares a lesões no genoma, apoiado pela Fapesp.
O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco.
Para explicar como a biotecnologia pode ser empregada nas mais variadas situações, tais como investigações criminais, testes de paternidade e clonagem, o site conta com recursos multimídia como vídeos e animações.
O serviço dispõe também de um fórum para a troca de ideias entre os visitantes e uma área que permite ao usuário descrever suas pesquisas, além de propor alterações ou inclusões em outros trabalhos.
Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle.
Fonte: JC e-mail 4272
Data: 03/06/2011
Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética.
A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência.
"O conhecimento não pode ficar apenas dentro de laboratórios e publicações especializadas", disse Carlos Menck, presidente da SBG e coordenador do Projeto Temático Respostas celulares a lesões no genoma, apoiado pela Fapesp.
O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco.
Para explicar como a biotecnologia pode ser empregada nas mais variadas situações, tais como investigações criminais, testes de paternidade e clonagem, o site conta com recursos multimídia como vídeos e animações.
O serviço dispõe também de um fórum para a troca de ideias entre os visitantes e uma área que permite ao usuário descrever suas pesquisas, além de propor alterações ou inclusões em outros trabalhos.
Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle.
Fonte: JC e-mail 4272
Data: 03/06/2011
Câmara aprova eleição direta para reitores de universidades públicas
Proposta também determina que haja representação da sociedade nos órgãos máximos de deliberação das instituições públicas de ensino superior.
Lessa considerou o projeto constitucional. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira proposta que estabelece a eleição direta para escolha de reitores, vice-reitores e diretores das instituições públicas de educação superior. Conforme a proposta, participarão da votação os professores, alunos e servidores técnico-administrativos, nos termos do disposto em seus estatutos e regimentos.
A proposta, que tramitou em caráter conclusivo, retorna para o Senado, por ter sido alterada na Câmara.
O texto também determina que o órgão colegiado deliberativo superior das instituições públicas de educação superior será formado de forma democrática, com 2/3 dos assentos ocupados por membros da comunidade acadêmica e 1/3 por representantes da sociedade civil local e regional.
Em cada um dos demais órgãos colegiados e comissões, os professores ocuparão 70% dos respectivos assentos, inclusive nos que tratarem de elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes.
O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de Lei 4646/04, do Senado, e 3674/04, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). As propostas modificam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
De acordo com a Lei 9.192/95, cabe ao presidente da República indicar os reitores das universidades federais, a partir de uma lista de três nomes apresentada pelos respectivos conselhos universitários. Quanto aos órgãos colegiados máximos das universidades, são compostos apenas pela comunidade acadêmica, conforme a LDB.
O relator da proposta foi o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), que apresentou parecer favorável. A análise da CCJ se limitou aos aspectos de admissibilidade da proposta (constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa).
Fonte: Site da Camara dos Deputados
Acessado em 08/06/2011
Lessa considerou o projeto constitucional. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira proposta que estabelece a eleição direta para escolha de reitores, vice-reitores e diretores das instituições públicas de educação superior. Conforme a proposta, participarão da votação os professores, alunos e servidores técnico-administrativos, nos termos do disposto em seus estatutos e regimentos.
A proposta, que tramitou em caráter conclusivo, retorna para o Senado, por ter sido alterada na Câmara.
O texto também determina que o órgão colegiado deliberativo superior das instituições públicas de educação superior será formado de forma democrática, com 2/3 dos assentos ocupados por membros da comunidade acadêmica e 1/3 por representantes da sociedade civil local e regional.
Em cada um dos demais órgãos colegiados e comissões, os professores ocuparão 70% dos respectivos assentos, inclusive nos que tratarem de elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes.
O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de Lei 4646/04, do Senado, e 3674/04, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). As propostas modificam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
De acordo com a Lei 9.192/95, cabe ao presidente da República indicar os reitores das universidades federais, a partir de uma lista de três nomes apresentada pelos respectivos conselhos universitários. Quanto aos órgãos colegiados máximos das universidades, são compostos apenas pela comunidade acadêmica, conforme a LDB.
O relator da proposta foi o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), que apresentou parecer favorável. A análise da CCJ se limitou aos aspectos de admissibilidade da proposta (constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa).
Fonte: Site da Camara dos Deputados
Acessado em 08/06/2011
Publicações acadêmicas da Unesp em acervo digital
O Acervo Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp), desenvolvido como um repositório de conteúdos gerados e adquiridos pela universidade, ganhou um novo projeto gráfico, com sistema de busca e submissão on-line de arquivos.
Pelo site, é possível pesquisar entre os mais de 14 mil itens educacionais ou acessar o banco de teses e dissertações da instituição, com cerca de 11 mil títulos.
"A produção da Unesp precisa estar acessível a todos. Mais do que um espaço de armazenamento, o Acervo Digital é uma forma de compartilhamento entre a comunidade acadêmica e a sociedade", disse o vice-reitor no exercício da reitoria, Julio Cezar Durigan.
"Também esperamos que o acervo incentive a produção acadêmica, sua divulgação em âmbito nacional e internacional e a utilização dos diferentes recursos tecnológicos no ensino de graduação e pós-graduação", disse.
Professores, pesquisadores e funcionários da instituição também passaram a contar com um canal exclusivo para envio de materiais educacionais, que serão arquivados e disponibilizados gratuitamente ao público. Por meio da ferramenta é possível submeter produções relacionadas aos cursos de graduação e pós-graduação, nos formatos de textos, vídeos, imagens, apresentação de slides e documentos em geral.
Todos os arquivos submetidos pelos professores também contarão pontos como "publicação" para a avaliação docente da Unesp. Um comitê editorial, formado por especialistas das áreas de humanas, exatas e biológicas, ficará responsável por avaliar os documentos enviados e autorizar a publicação no Acervo Digital.
A equipe do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, responsável pela ferramenta, fará o suporte aos usuários.
Mais informações:www.acervodigital.unesp.br
Fonte: Agencia Fapesp
Data: 08/06/2011
Pelo site, é possível pesquisar entre os mais de 14 mil itens educacionais ou acessar o banco de teses e dissertações da instituição, com cerca de 11 mil títulos.
"A produção da Unesp precisa estar acessível a todos. Mais do que um espaço de armazenamento, o Acervo Digital é uma forma de compartilhamento entre a comunidade acadêmica e a sociedade", disse o vice-reitor no exercício da reitoria, Julio Cezar Durigan.
"Também esperamos que o acervo incentive a produção acadêmica, sua divulgação em âmbito nacional e internacional e a utilização dos diferentes recursos tecnológicos no ensino de graduação e pós-graduação", disse.
Professores, pesquisadores e funcionários da instituição também passaram a contar com um canal exclusivo para envio de materiais educacionais, que serão arquivados e disponibilizados gratuitamente ao público. Por meio da ferramenta é possível submeter produções relacionadas aos cursos de graduação e pós-graduação, nos formatos de textos, vídeos, imagens, apresentação de slides e documentos em geral.
Todos os arquivos submetidos pelos professores também contarão pontos como "publicação" para a avaliação docente da Unesp. Um comitê editorial, formado por especialistas das áreas de humanas, exatas e biológicas, ficará responsável por avaliar os documentos enviados e autorizar a publicação no Acervo Digital.
A equipe do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, responsável pela ferramenta, fará o suporte aos usuários.
Mais informações:www.acervodigital.unesp.br
Fonte: Agencia Fapesp
Data: 08/06/2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mais de quatro mil livros de ciência de graça
A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, desde 2 de junho passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.
São mais de quatro mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.
Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.
Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.
Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.
Mais informações: www.nap.edu.
Fonte: JC e-mail 4273
Data: 06/06/2011
São mais de quatro mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.
Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.
Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.
Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.
Mais informações: www.nap.edu.
Fonte: JC e-mail 4273
Data: 06/06/2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
EBSCO compra a H. W. Wilson
A EBSCO adquiriu a venerável empresa H. W. Wilson que publica inúmeras bibliografias correntes (ver lista abaixo) sobre os mais diversos assuntos. Todas as publicações da Wilson estarão disponíveis no banco de dados da EBSCO.
Os produtos informacionais da Wilson são conhecidos pela sua qualidade de indexação. O seu tesauro e o arquivo de autoridades são considerados como os melhores de sua espécie.
Abaixo estão as principais publicações secundárias publicadas pela Wilson:
Applied Science & Technology Index
Art Index
Avery Index to Architectural Periodicals
Bibliographic Index Plus
Biological & Agricultural Index Plus
Book Review Digest Plus
Wilson Business Abstracts
Business Periodicals Index
Children's Core Collection
Current Biography Illustrated
Current Issues: Environment; Health; Reference
Education Index
ERIC: Education Resources Information Center
Essay and General Literature Index
General Science Abstracts
Humanities Index
Index to Legal Periodicals & Books
Library Literature & Information Science Index
Play Index
Readers' Guide to Periodical Literature
Short Story Index
Social Sciences Index
http://www.hwwilson.com
http://www.ebscohost.com
Fonte: Prof. Murilo Cunha por e-mail
Data: 03/06/2011
Os produtos informacionais da Wilson são conhecidos pela sua qualidade de indexação. O seu tesauro e o arquivo de autoridades são considerados como os melhores de sua espécie.
Abaixo estão as principais publicações secundárias publicadas pela Wilson:
Applied Science & Technology Index
Art Index
Avery Index to Architectural Periodicals
Bibliographic Index Plus
Biological & Agricultural Index Plus
Book Review Digest Plus
Wilson Business Abstracts
Business Periodicals Index
Children's Core Collection
Current Biography Illustrated
Current Issues: Environment; Health; Reference
Education Index
ERIC: Education Resources Information Center
Essay and General Literature Index
General Science Abstracts
Humanities Index
Index to Legal Periodicals & Books
Library Literature & Information Science Index
Play Index
Readers' Guide to Periodical Literature
Short Story Index
Social Sciences Index
http://www.hwwilson.com
http://www.ebscohost.com
Fonte: Prof. Murilo Cunha por e-mail
Data: 03/06/2011
Curso de Extensão Preservação de Patrimônio Cultural
II CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PRESERVAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Autenticidade e Patrimônio Cultural
O sucesso da primeira edição do Curso de Extensão Universitária Preservação de Patrimônio Cultural Conceitos e Técnicas mostrou a carência e o desejo por parte dos profissionais em aprofundar as discussões em torno das bases teórico-conceituais que alicerçam a aplicação das técnicas restaurativas. Neste sentido, estamos organizando a segunda edição do curso contemplando novas áreas de atuação, buscando aproximar os profissionais envolvidos com a preservação de nosso patrimônio histórico, artístico e cultural com pesquisadores de destaque no cenário nacional e internacional. Por meio da reflexão acerca do conceito de autenticidade em patrimônio cultural, buscamos promover o amadurecimento profissional e a conscientização do público em geral para o ato crítico e criterioso de restaurar. Dessa forma, acreditamos estimular a transparência na contratação e execução de serviços de restauração, a informação da população e a melhoria na qualidade das intervenções.
Restaurar é acima de tudo o ato extremo em busca da manutenção da memória e, como tal, deve ser criteriosamente executado para que não se corra o risco de perder o que se pretende salvar.
Neste sentido, a ACOR/RS, UFRGS, Museu, SPH, Prefeitura de Porto Alegre, com o apoio da Santa Casa de Misericórdia, desenvolverão a segunda edição deste curso de extensão, que terá a seguinte programação:
Dia: 11/junho/2011 – sábado
Palestrantes:
- Isis Baldini / CCSP
- Gaudêncio Fidelis / MARGS
Mediação: Nei Vargas - SPH/UFRGS
Local: Sala II do Salão de Atos da UFRGSHorário: 9h às 13h
Dia: 02/julho/2011 - sábado
Tema: Preservação de Livros e Documentos
Palestrantes: - Susana Meden / Fundación Patrimônio Histórico – Argentina
- Silvana Bojanoski / UFPEL
Local: Sala II do Salão de Atos da UFRGS
Horário: 9h às 13h
Dia: 19/outubro/2011 – quarta-feira
Tema: O Conceito de Autenticidade no Patrimônio Cultural Palestrante: Jukka Ilmari Jokilehto / Roma
Mediação: Vera Barroso / Santa Casa
Local: Anfiteatro Hugo Gerdau (Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia) Av. Prof. Annes Dias, 295 – Porto Alegre / RS
Horário: 13h30m às 17h30m
Dia: 05 de novembro/2011 - sábado
Tema: Preservação de TêxteisPalestrantes:
- Teresa Cristina Toledo de Paula / Museu Paulista / USP
- Andréa Lacerda Bachettini / UFPEL
Local: Sala II do Salão de Atos da UFRGS
Horário: 9h às 13h
Dia: 09 de dezembro/2011 – sexta-feira (em fase de elaboração)
Tema: Autenticidade e Patrimônio Cultural
Palestrante:
Mediação: Luiz Fernando Rhoden / representante da ACOR-RS
Local: Salão da Atos da UFRGSTema: Autenticidade e Patrimônio Cultural
Palestrante:
Mediação: Luiz Fernando Rhoden / representante da ACOR-RS
Horário: 9h às 13h
Público Alvo: profissionais que atuem em Museus, Arquivos, Bibliotecas, Prefeituras, Ministério Público, Universidades e público em geral.
Promoção: ACOR-RS – Associação de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Secretaria Municipal de Cultura, UFRGS (Secretaria do Patrimônio Histórico da UFRGS e Museu da UFRGS)
Apoio: Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia
Vagas Limitadas
Inscrições:Reserva de vagas: cursosacorrs@gmail.com
Informações:
Museu da UFRGS(51) 3308-3390 e (51) 3308-4022
museu@museu.ufrgs.br
http://www.museu.ufrgs.br/
Valores:a) Curso completo: R$ 160,00 – público geral
R$ 80,00– estudantes
b) Por palestra: R$ 50,00 – público geral
R$ 25,00 - estudantes
Isenção de pagamento para sócios da ACOR-RS em dia com anuidades R$ 80,00– estudantes
b) Por palestra: R$ 50,00 – público geral
R$ 25,00 - estudantes
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Os 10 principais Blogs de biblioteconomia
Os 10 principais Blogs de biblioteconomia:
http://bsf.org.br/
http://blogbiblioteconomia.blogspot.com/
http://bibbabel.blogspot.com/
http://extralibris.org/blog
http://katyushasouza.blogspot.com/
http://www.bibliodesign.com.br/
http://francisco-chagas-souza.blogspot.com/
http://renaland.blog.uol.com.br/
http://wl.blog.br/
http://bibliotecando.zip.net/
Fonte: Revista 3MaisData: Junho de 2011
http://bsf.org.br/
http://blogbiblioteconomia.blogspot.com/
http://bibbabel.blogspot.com/
http://extralibris.org/blog
http://katyushasouza.blogspot.com/
http://www.bibliodesign.com.br/
http://francisco-chagas-souza.blogspot.com/
http://renaland.blog.uol.com.br/
http://wl.blog.br/
http://bibliotecando.zip.net/
Fonte: Revista 3MaisData: Junho de 2011
Núcleo de Pesquisa em Ciências da Comunicação da PUCRS lança site para consulta de documentos
O Núcleo de Pesquisas em Ciências da Comunicação da Famecos é responsável pela organização, preservação e divulgação de diversos espólios pertencentes a jornalistas e comunicadores do Rio Grande do Sul.
Podem ser encontrados também os acervos de Oswaldo Goidanich e Eduardo Xavier, além de coleções de revistas como Isto é e Manchete e de jornais políticos e alternativos. Fotografia, material publicitário, projetos e artigos de produção científica estão disponíveis para consulta no local.
O objetivo do Núcleo é oferecer matéria-prima para pesquisa e para a compreensão da história da comunicação social no Brasil e, especialmente, no Estado.
Por meio da página www.pucrs.br/famecos/nupecc será possível acessar um sistema de busca dos arquivos disponíveis no Nupecc e consultar documentos on-line, como exemplares de periódicos africanos e do Jornal Movimento, que circulou durante a ditadura militar.
Os materiais podem ser visualizados e baixados por alunos da PUCRS e pela comunidade em geral. O sistema foi idealizado em parceria com o Espaço Experiência, agência de comunicação experimental da Famecos.
Fonte: Portal da PUCRS
Data de acesso: 02/06/2011
Podem ser encontrados também os acervos de Oswaldo Goidanich e Eduardo Xavier, além de coleções de revistas como Isto é e Manchete e de jornais políticos e alternativos. Fotografia, material publicitário, projetos e artigos de produção científica estão disponíveis para consulta no local.
O objetivo do Núcleo é oferecer matéria-prima para pesquisa e para a compreensão da história da comunicação social no Brasil e, especialmente, no Estado.
Por meio da página www.pucrs.br/famecos/nupecc será possível acessar um sistema de busca dos arquivos disponíveis no Nupecc e consultar documentos on-line, como exemplares de periódicos africanos e do Jornal Movimento, que circulou durante a ditadura militar.
Os materiais podem ser visualizados e baixados por alunos da PUCRS e pela comunidade em geral. O sistema foi idealizado em parceria com o Espaço Experiência, agência de comunicação experimental da Famecos.
Fonte: Portal da PUCRS
Data de acesso: 02/06/2011
Por uma ciência mais feminina
O aumento da presença e a participação das mulheres nos cursos universitários e de pós-graduação quebram barreiras sociais importantes que as estimulam a competir no mercado de trabalho, onde há o predomínio do homem. Apesar de estar aumentando visivelmente o número de mulheres, tanto em nível de graduação como de pós-graduação, é ainda uma fração pequena delas que consegue posições de destaque na ciência, na tecnologia ou na gestão da ciência.
Há tempos elas começaram a lutar pelos seus direitos até chegarem a uma nova e verdadeira revolução, desta vez científica e tecnológica. No século passado teve uma inflexão histórica que até havia passado despercebida. Nas carreiras biológicas as mulheres descobriram seus talentos, embora nas engenharias, física e matemática ainda são uma expressiva minoria. Na composição das universidades e institutos de pesquisas, a relação homem e mulher não é equilibrada. Onde estão as mulheres cientistas nas academias? É só comparar os números de mulheres cientistas que fazem parte da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina, ou mulheres que foram reitoras ou tiveram uma posição de destaque na área de administração da ciência. Onde elas poderiam estar? Elas dedicam três vezes mais tempo que os homens nas tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos.
Na ciência as mulheres descobriram grandes coisas e não tiveram nenhum valor para a sociedade. Descobertas fundamentais foram realizadas pelas mulheres. O cientista colega de Lise Meitner ganhou o Prêmio Nobel em 1944 pelos cálculos que permitiram descobrir a fusão nuclear sem mencionar a autora real. Assim foi também o famoso caso de Rosalin Franklin, que fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA e de Nettie Stevens, que descobriu em 1905 os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas, mas elas não apareceram como coautoras pelo "machismo" existente que acobertava a atividade científica. A Universidade de Harvard nomeou em 2007, pela primeira vez desde sua criação, em 1636, uma mulher para presidir esta prestigiosa instituição. Seu nome é Drew Gilpin Faust, historiadora, que substituiu o Lawrence Summers após ele sugerir que as diferenças inatas entre homens e mulheres explicam por que há menos mulheres que homens de destaques nas áreas da ciência.
A Academia Brasileira de Ciências tem um prêmio para jovens doutoras que desenvolvem trabalhos científicos nas áreas de Ciências Físicas; Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Químicas; e Ciências Matemáticas. Um dos lemas do prêmio foi O mundo necessita ciência, a ciência necessita mulheres. Esta é uma inovação e incentivo importante para as mulheres pesquisadoras.
Não resta dúvida de que em duas gerações, e sem necessidade de que se aplique uma discriminação positiva, o número de cientistas mulheres crescerá espetacularmente. Por isto acostumo dizer que elas não são mulheres cientistas, elas são cientistas, não é verdade?
Eloi S. Garcia é pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Fonte:JC e-mail 4271
Data: 02/06/2011
Há tempos elas começaram a lutar pelos seus direitos até chegarem a uma nova e verdadeira revolução, desta vez científica e tecnológica. No século passado teve uma inflexão histórica que até havia passado despercebida. Nas carreiras biológicas as mulheres descobriram seus talentos, embora nas engenharias, física e matemática ainda são uma expressiva minoria. Na composição das universidades e institutos de pesquisas, a relação homem e mulher não é equilibrada. Onde estão as mulheres cientistas nas academias? É só comparar os números de mulheres cientistas que fazem parte da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina, ou mulheres que foram reitoras ou tiveram uma posição de destaque na área de administração da ciência. Onde elas poderiam estar? Elas dedicam três vezes mais tempo que os homens nas tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos.
Na ciência as mulheres descobriram grandes coisas e não tiveram nenhum valor para a sociedade. Descobertas fundamentais foram realizadas pelas mulheres. O cientista colega de Lise Meitner ganhou o Prêmio Nobel em 1944 pelos cálculos que permitiram descobrir a fusão nuclear sem mencionar a autora real. Assim foi também o famoso caso de Rosalin Franklin, que fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA e de Nettie Stevens, que descobriu em 1905 os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas, mas elas não apareceram como coautoras pelo "machismo" existente que acobertava a atividade científica. A Universidade de Harvard nomeou em 2007, pela primeira vez desde sua criação, em 1636, uma mulher para presidir esta prestigiosa instituição. Seu nome é Drew Gilpin Faust, historiadora, que substituiu o Lawrence Summers após ele sugerir que as diferenças inatas entre homens e mulheres explicam por que há menos mulheres que homens de destaques nas áreas da ciência.
A Academia Brasileira de Ciências tem um prêmio para jovens doutoras que desenvolvem trabalhos científicos nas áreas de Ciências Físicas; Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Químicas; e Ciências Matemáticas. Um dos lemas do prêmio foi O mundo necessita ciência, a ciência necessita mulheres. Esta é uma inovação e incentivo importante para as mulheres pesquisadoras.
Não resta dúvida de que em duas gerações, e sem necessidade de que se aplique uma discriminação positiva, o número de cientistas mulheres crescerá espetacularmente. Por isto acostumo dizer que elas não são mulheres cientistas, elas são cientistas, não é verdade?
Eloi S. Garcia é pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Fonte:JC e-mail 4271
Data: 02/06/2011
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