Leia o artigo The Changing Role of Blogs in Science Information Dissemination que fala da utilização do blog como ferramenta (rápida e barata) para a difusão da ciência.
As bibliotecas precisam pensar em como selecionar, organizar e capacitar os usuários para o uso desta fonte de informação.
No Brasil os blogs de divulgação científica já são um fato.
Confira no link abaixo um vídeo onde vários pesquisadores, alunos e jornalistas discutem essa questão.
http://www.iptvcultura.com.br/sections/ondemand/?id=330
Fonte: CBBUgestão20112013 por e-mail
Data: 31/08/2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Estudo defende que desenho pode ajudar no aprendizado de ciências
Alunos precisam ser estimulados a criar formas próprias de representação. Artigo na revista 'Science' prioriza desenho ao lado da escrita e da leitura
Psicólogos e pedagogos ingleses e australianos defenderam na edição desta semana da revista "Science" que o desenho seja mais utilizado nas salas de aulas de ciências. Os autores do texto enumeraram razões pelas quais acreditam que o desenho seja tão importante quanto a leitura e a escrita no aprendizado das disciplinas científicas.
Normalmente, os estudantes acabam desenhando gráficos e células em um microscópio exatamente como os professores os mandaram fazer. Para os pesquisadores, os alunos na sala de aula precisam ser estimulados a criar maneiras próprias de representar os fenômenos e dados científicos.
Ao reproduzirem as mesmas táticas que os professores os ensinaram, os alunos acabam sendo passivos durante o aprendizado e não desenvolvem interesse maior pelas ciências.
O artigo na Science também destaca como desenhar pode ser uma ferramenta para que o aluno consiga enxergar melhor o uso de estratégias comuns em ciência como inserir dados em uma tabela ou gráfico. No caso do estudo de ondas sonoras, por exemplo, o estudante precisa navegar por uma série de diagramas, representações de partículas de ar sendo deslocadas e de variação de pressão.
Segundo os autores, desenvolver a capacidade de desenho pode servir até mesmo como um instrumento de argumentação, quando os alunos conseguem, por exemplo, refinar os rabiscos dos professores em uma sala de aula.
Fonte: SIS Saúde
Data: 31/08/2011
Psicólogos e pedagogos ingleses e australianos defenderam na edição desta semana da revista "Science" que o desenho seja mais utilizado nas salas de aulas de ciências. Os autores do texto enumeraram razões pelas quais acreditam que o desenho seja tão importante quanto a leitura e a escrita no aprendizado das disciplinas científicas.
Normalmente, os estudantes acabam desenhando gráficos e células em um microscópio exatamente como os professores os mandaram fazer. Para os pesquisadores, os alunos na sala de aula precisam ser estimulados a criar maneiras próprias de representar os fenômenos e dados científicos.
Ao reproduzirem as mesmas táticas que os professores os ensinaram, os alunos acabam sendo passivos durante o aprendizado e não desenvolvem interesse maior pelas ciências.
O artigo na Science também destaca como desenhar pode ser uma ferramenta para que o aluno consiga enxergar melhor o uso de estratégias comuns em ciência como inserir dados em uma tabela ou gráfico. No caso do estudo de ondas sonoras, por exemplo, o estudante precisa navegar por uma série de diagramas, representações de partículas de ar sendo deslocadas e de variação de pressão.
Segundo os autores, desenvolver a capacidade de desenho pode servir até mesmo como um instrumento de argumentação, quando os alunos conseguem, por exemplo, refinar os rabiscos dos professores em uma sala de aula.
Fonte: SIS Saúde
Data: 31/08/2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Publicação, importante etapa da ciência
No Brasil, os periódicos são publicados por sociedades, e não por publishers; por isso, a maioria é gerenciada de modo amador e com poucos recursos. A produção mundial de ciências tem crescido intensamente, principalmente em países emergentes.
Estima-se que haja mais de 100 mil periódicos científicos no mundo.
Tanto em taxa de crescimento quanto em total de artigos, os países emergentes do grupo Brics se destacam, com 18% das publicações mundiais. Tais números ressaltam a quantidade, mas e quanto à qualidade? A avaliação mais próxima desse atributo se faz pelo número médio de citações aos artigos, utilizando bases internacionais de indexação.
Na mais prestigiosa, a Thomson-Reuters-ISI, o Brasil se encontra na 13ª posição em número de artigos publicados e na 35ª posição em citações por artigo; em resumo, relativamente bem em produtividade, mas mal em qualidade.
Entre os fatores que pesam para isso está o baixo nível de colaboração internacional (27% dos artigos).
Países mais avançados apresentam taxas superiores a 50%. É evidente que, hoje, a interação com parceiros internacionais aumenta a troca de ideias e informações, beneficiando o trabalho resultante.
Outro fator é a baixa presença de cientistas brasileiros nos corpos editoriais das revistas internacionais. Não por menos, esses pesquisadores são chamados de guardiões do portão: como cientistas destacados, têm o poder de estabelecer os contornos da ciência contemporânea, definindo o que é relevante e vanguardeiro.
Nossos periódicos também têm seus guardiões. Poderiam eles compensar a pouca presença internacional? Dificilmente.
Os países emergentes buscam indexar seus periódicos nas bases internacionais, e alcançaram sucesso nos últimos anos. Contudo, tais periódicos não se tornam necessariamente internacionais por isso. Eles operam primordialmente para fluir a produção científica nacional.
No Brasil, são publicados por instituições ou sociedades, e não por publishers, como na grande maioria dos países.
Por isso, são em sua maioria administrados de forma amadora e com recursos modestos.
O programa SciELO, apoiado primordialmente pela Fapesp, tem operado para selecionar os melhores periódicos brasileiros, dispondo-os em acesso aberto na internet e alavancando-os para indexação nas bases internacionais. O programa, porém, não intervém em suas administrações, não exercendo, portanto, o papel de publisher.
Como avançar na internacionalização desses periódicos? A meta é atingir maior visibilidade (citações) com uso intensivo da língua inglesa e da colaboração internacional.
Para isso, é necessário: (1) profissionalizar a administração, por meio de publishers e de atuação na composição do corpo editorial com pesquisadores conceituados e ativos (não perfunctórios), remunerados e experientes internacionalmente; (2) adotar um modelo econômico em que os autores pagam para publicar seus artigos, com recursos provindos de seus projetos.
A escolha de onde publicar já seria um procedimento de avaliação dos melhores periódicos pelos pesquisadores.
ROGÉRIO MENEGHINI, professor titular aposentado da USP, é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas e membro da Academia Brasileira de Ciências.
Fonte: Site da Andifes
Data de acesso: 30/08/2011
Estima-se que haja mais de 100 mil periódicos científicos no mundo.
Tanto em taxa de crescimento quanto em total de artigos, os países emergentes do grupo Brics se destacam, com 18% das publicações mundiais. Tais números ressaltam a quantidade, mas e quanto à qualidade? A avaliação mais próxima desse atributo se faz pelo número médio de citações aos artigos, utilizando bases internacionais de indexação.
Na mais prestigiosa, a Thomson-Reuters-ISI, o Brasil se encontra na 13ª posição em número de artigos publicados e na 35ª posição em citações por artigo; em resumo, relativamente bem em produtividade, mas mal em qualidade.
Entre os fatores que pesam para isso está o baixo nível de colaboração internacional (27% dos artigos).
Países mais avançados apresentam taxas superiores a 50%. É evidente que, hoje, a interação com parceiros internacionais aumenta a troca de ideias e informações, beneficiando o trabalho resultante.
Outro fator é a baixa presença de cientistas brasileiros nos corpos editoriais das revistas internacionais. Não por menos, esses pesquisadores são chamados de guardiões do portão: como cientistas destacados, têm o poder de estabelecer os contornos da ciência contemporânea, definindo o que é relevante e vanguardeiro.
Nossos periódicos também têm seus guardiões. Poderiam eles compensar a pouca presença internacional? Dificilmente.
Os países emergentes buscam indexar seus periódicos nas bases internacionais, e alcançaram sucesso nos últimos anos. Contudo, tais periódicos não se tornam necessariamente internacionais por isso. Eles operam primordialmente para fluir a produção científica nacional.
No Brasil, são publicados por instituições ou sociedades, e não por publishers, como na grande maioria dos países.
Por isso, são em sua maioria administrados de forma amadora e com recursos modestos.
O programa SciELO, apoiado primordialmente pela Fapesp, tem operado para selecionar os melhores periódicos brasileiros, dispondo-os em acesso aberto na internet e alavancando-os para indexação nas bases internacionais. O programa, porém, não intervém em suas administrações, não exercendo, portanto, o papel de publisher.
Como avançar na internacionalização desses periódicos? A meta é atingir maior visibilidade (citações) com uso intensivo da língua inglesa e da colaboração internacional.
Para isso, é necessário: (1) profissionalizar a administração, por meio de publishers e de atuação na composição do corpo editorial com pesquisadores conceituados e ativos (não perfunctórios), remunerados e experientes internacionalmente; (2) adotar um modelo econômico em que os autores pagam para publicar seus artigos, com recursos provindos de seus projetos.
A escolha de onde publicar já seria um procedimento de avaliação dos melhores periódicos pelos pesquisadores.
ROGÉRIO MENEGHINI, professor titular aposentado da USP, é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas e membro da Academia Brasileira de Ciências.
Fonte: Site da Andifes
Data de acesso: 30/08/2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Pacto pela Biblioteconomia Brasileira
Durante o XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), em Maceió-AL, as entidades representativas da Biblioteconomia reuniram-se para debater os temas relacionados à profissão de Bibliotecário no cenário atual, com vistas ao seu desenvolvimento e às projeções para um futuro a médio e longo prazo.
A iniciativa foi do CFB que, na condição de órgão líder do Sistema CFB/CRB, conclamou as
instituições a comparecerem e oferecerem sua colaboração no sentido de construir alternativas capazes de reverter o quadro atual.
Estiveram presentes cerca de 200 bibliotecários, além dos membros do CFB e Conselhos Regionais de Biblioteconomia, a presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), Sigrid Weiss Dutra, a presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB), Isa Freire e o presidente da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), Oswaldo Francisco de Almeida Júnior. Igualmente estiveram representadas as associações e sindicatos de bibliotecários de todo o país.
A presidente do CFB, Nêmora Rodrigues, conduziu a reunião esclarecendo que a proposição
do Pacto se dá na medida em que a profissão encontra-se diante de uma série de riscos, devido a fatores que vão desde a ameaça de desregulamentação até a redução de exigência de nível superior para sua formação, passando a ser de nível médio. Na pauta, além desses pontos constaram temas como entrada de profissionais estrangeiros no país, a invasão de profissionais de outras formações no mercado do bibliotecário, como exemplo os bacharéis em Sistemas de Informação e em Ciência da informação e, sobretudo, o enfraquecimento das entidades de classe.
Dentre esses, Nêmora destaca o esvaziamento do movimento associativo como o de maior
relevância, quando afirma: “Todas as profissões regulamentadas estão em risco, em função da
tendência observada nos poderes legislativo e judiciário de reverter essa condição. No entanto, sem a capacidade de aglutinação que as entidades representativas da Biblioteconomia teriam para lutar pela manutenção das conquistas, a vulnerabilidade é iminente.
Na oportunidade, temas como o reconhecimento profissional, os avanços da área por meio do acompanhamento do comportamento das tendências, a necessidade de formação de lideranças para atuarem no sentido de oferecer continuidade às ações construídas pelas entidades, a mobilização da classe junto aos parlamentares, por meio de articulação política em prol de causas de interesse da Biblioteconomia e da sociedade, foram questões que permearam o encontro como alternativas para resgatar a profissão.
A aceitação do Pacto foi unânime pelos presentes, que também solicitaram a FEBAB a composição de uma plenária permanente no âmbito do CBBD para discutir a profissão do Bibliotecário. Tal proposição foi aprovada como recomendação do evento.
As discussões terão continuidade no Fórum das Entidades integrantes do Grupo de Mercado de Trabalho (GT-6) da ANCIB, cuja próxima reunião será em outubro de 2011, em Brasília. A fim de embasar os debates, as instituições deverão encaminhar propostas de trabalhos para o CFB pelo e-mail: cfb@cfb.org.br até o dia 30 de setembro de 2011.
A presidente Nêmora Rodrigues reafirma a importância das contribuições e participação de todos, especialmente das organizações representativas da Biblioteconomia brasileira em prol do fortalecimento da profissão de Bibliotecário.
Fonte: Boletim Eletrônico do Sistema CFB/CRB, Ano 4, N. 51
Data: 25 de agosto de 2011
A iniciativa foi do CFB que, na condição de órgão líder do Sistema CFB/CRB, conclamou as
instituições a comparecerem e oferecerem sua colaboração no sentido de construir alternativas capazes de reverter o quadro atual.
Estiveram presentes cerca de 200 bibliotecários, além dos membros do CFB e Conselhos Regionais de Biblioteconomia, a presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), Sigrid Weiss Dutra, a presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB), Isa Freire e o presidente da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), Oswaldo Francisco de Almeida Júnior. Igualmente estiveram representadas as associações e sindicatos de bibliotecários de todo o país.
A presidente do CFB, Nêmora Rodrigues, conduziu a reunião esclarecendo que a proposição
do Pacto se dá na medida em que a profissão encontra-se diante de uma série de riscos, devido a fatores que vão desde a ameaça de desregulamentação até a redução de exigência de nível superior para sua formação, passando a ser de nível médio. Na pauta, além desses pontos constaram temas como entrada de profissionais estrangeiros no país, a invasão de profissionais de outras formações no mercado do bibliotecário, como exemplo os bacharéis em Sistemas de Informação e em Ciência da informação e, sobretudo, o enfraquecimento das entidades de classe.
Dentre esses, Nêmora destaca o esvaziamento do movimento associativo como o de maior
relevância, quando afirma: “Todas as profissões regulamentadas estão em risco, em função da
tendência observada nos poderes legislativo e judiciário de reverter essa condição. No entanto, sem a capacidade de aglutinação que as entidades representativas da Biblioteconomia teriam para lutar pela manutenção das conquistas, a vulnerabilidade é iminente.
Na oportunidade, temas como o reconhecimento profissional, os avanços da área por meio do acompanhamento do comportamento das tendências, a necessidade de formação de lideranças para atuarem no sentido de oferecer continuidade às ações construídas pelas entidades, a mobilização da classe junto aos parlamentares, por meio de articulação política em prol de causas de interesse da Biblioteconomia e da sociedade, foram questões que permearam o encontro como alternativas para resgatar a profissão.
A aceitação do Pacto foi unânime pelos presentes, que também solicitaram a FEBAB a composição de uma plenária permanente no âmbito do CBBD para discutir a profissão do Bibliotecário. Tal proposição foi aprovada como recomendação do evento.
As discussões terão continuidade no Fórum das Entidades integrantes do Grupo de Mercado de Trabalho (GT-6) da ANCIB, cuja próxima reunião será em outubro de 2011, em Brasília. A fim de embasar os debates, as instituições deverão encaminhar propostas de trabalhos para o CFB pelo e-mail: cfb@cfb.org.br até o dia 30 de setembro de 2011.
A presidente Nêmora Rodrigues reafirma a importância das contribuições e participação de todos, especialmente das organizações representativas da Biblioteconomia brasileira em prol do fortalecimento da profissão de Bibliotecário.
Fonte: Boletim Eletrônico do Sistema CFB/CRB, Ano 4, N. 51
Data: 25 de agosto de 2011
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - CBBU - Nova diretoria
A nova Diretoria da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - CBBU, eleita no dia 09 de agosto de 2011, na Assembléia da CBBU realizada na cidade de Maceió durante a realização do XXIV CBBD.
A nova diretoria está composta por:
Presidente: Luiz Atilio Vicentini - Unicamp
Vice Presidente: Valéria Maria soledade de Almeida - UFG
Diretora de Finanças: Viviane Carrion Castanho - UFRGS
Diretora de Planejamento e Marketing: Narcisa de Fátima Amboni - UFSC
Secretária: Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira - PUC-Campinas
Esta nova diretoria tem como principio de gestão buscar um maior o fortalecimento das Bibliotecas Universitárias Brasileiras, voltada para a Integração e Empreendedorismo.
Para concretizar esse príncipio de gestão, foram estabelecidos ações que nortearão o nosso trabalho:
Organizar encontros de Bibliotecas Universitárias em todas as Regiões do Brasil.
Propor e contribuir com o INEP no estabelecimento de novos critérios para avaliação das Bibliotecas Universitárias.
Propor metodologia e credenciar a CBBU como órgão de Certificação de Qualidade das Bibliotecas Universitárias, criando o selo – “BIB Qualidade”.
Propor políticas de otimização, integração e compartilhamento de recursos informacionais disponíveis nas Bibliotecas Universitárias.
Apoiar a FEBAB na educação continuada dos profissionais das Bibliotecas Universitárias associadas a CBBU.
Realizar estudos visando a integração dos catálogos das Bibliotecas Universitárias associadas à CBBU.
Atuar em parceria com o Portal de Periódicos da CAPES na sugestão de novas fontes para inclusão no Portal e na divulgação junto as comunidades acadêmica.
Propor junto aos órgãos governamentais estadual e federal e associações brasileiras ligadas ao ensino superior:
Criação de um Programa Nacional de Remodelação e Expansão das Bibliotecas Universitárias.
Formulação ou adequação de políticas públicas em relação a Bibliotecas Universitárias, visando a melhoria constante de produtos e serviços oferecidos às comunidades acadêmicas.
Dar continuidade a publicação da Revista Informação e Universidade, com a adoção de critérios exigidos para a indexação e visibilidade em bases de dados internacionais.
Buscar e disseminar ferramentas inovadoras de gestão para as Bibliotecas Universitárias.
Fonte: Luiz Vicentini - p/ Diretoria CBBU- por e-mail
Data: 26/08/2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Licenças Creative Commons (CC) - As antevisões de Lawrence Lessig
Professor de direito em Harvard, o ativista Lawrence Lessig é um dos maiores defensores do que se convencionou chamar de "cultura livre", e foi com vistas a garantir a livre circulação de informação que ele inventou as licenças Creative Commons (CC), um sistema alternativo de controle de copyright.
No Brasil, os CCs viraram pano de fundo de um agitado debate. Adotadas pelo ex-ministro Gilberto Gil em sua gestão, foram removidas do site do MinC assim que a ministra Ana de Hollanda assumiu, em janeiro. Lessig, que não é propriamente um radical, mas um "left-liberal" americano, estranhou a disputa. Na segunda-feira, a caminho do Brasil para debate hoje, às 20h, no Auditório Ibirapuera, ele falou por telefone ao Estado de sua casa, na Califórnia.
O sr. acha que o governo Dilma é inimigo das licenças Creative Commons?Não acho que seja inimigo, mas acho que há muitos mal entendidos sobre o Creative Commons. No começo da nova administração, não surpreendeu a incompreensão. O que acontece é que Gil era um pensador profundo, entendia as questões melhor do que a maioria das pessoas. Não sinto como se alguém tivesse declarado guerra (aos CC), e sou esperançoso em relação à possibilidade de tornar a questão mais compreensível para todos.
O sr. costuma usar a expressão "guerra de copyrights" quando trata dos embates de direito autoral no mundo. O sr. acha que a retirada do selo Creative Commons pelo Ministério da Cultura é um lance disso que o sr. chama dessa guerra?
Não falo de guerra, mas principalmente do jeito que as corporações tentam usar os governos para garantir, como políticas, suas posições extremistas. Meu entendimento do que acontece no Brasil é que não é algo similar ao que está ocorrendo nos Estados Unidos, é uma manifestação de interesses muito fortes querendo proteger a maneira de se fazer negócios que predominava no século 20. É disso que trato em minhas manifestações sobre o Brasil. Sou muito mais otimista em relação ao Brasil do que em relação aos Estados Unidos, nesse aspecto.
A Áustria decidiu usar as licenças CC em todos os documentos do governo. Vocês estão em 80 países neste momento.
Sim, de fato. E houve também uma adesão muito forte na Nova Zelândia dias atrás.
Mas, aqui no Brasil, muitos críticos do Creative Commons usam a expressão "imperialismo" para defini-las, pelo fato de serem norte-americanas. Dizem que isso joga suspeição sobre as licenças.
Eu certamente entendo porque as pessoas no Brasil têm suspeitas sobre qualquer coisa que venha dos Estados Unidos. Mas é preciso que se diga que é justamente uma alternativa à pesada lei de copyright que há nos Estados Unidos, e é também uma alternativa duramente combatida pelo governo americano. O fato também é que o movimento Creative Commons não se espalhou com força a partir dos Estados Unidos, mas do resto do planeta. O apoio para o projeto que lançamos aqui 7 anos atrás veio de fora dos Estados Unidos. É certo que foi lançado nos Estados Unidos, mas se espraiou pelo mundo todo, e sua direção é multinacional. Quem foi chairmain do projeto durante dois anos foi um japonês, Joi Ito. Aqui no Brasil, quem faz parte do projeto é Ronaldo Lemos, uma figura-chave na divulgação e esclarecimento do papel dos Creative Commons. Esse projeto tem envolvido pessoas do mundo inteiro, não é particularmente americano. A ideia básica surgiu após eu ter participado do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, onde eu vi demonstrações de paixão e visão das pessoas no País que estão por trás da inspiração do projeto. Ainda assim, eu entendo que as pessoas suspeitem de qualquer coisa que venha dos Estados Unidos.
Há um esforço mundial no momento para controlar as redes sociais, estabelecer uma espécie de controle. Como o sr. vê essa questão?
A reação do governo inglês é paralela à reação, este mês, da administração de São Francisco, nos Estados Unidos, que resolveu bloquear mensagens de celular nos transportes urbanos e causou uma revolta de hacktivistas. Eles entraram nos computadores do Bart (Bay Area Rapid Transport) de São Francisco e bloquearam o portal, além de divulgarem dados dos usuários catalogados pela companhia. Também divulgaram mensagens de apoio pelas liberdades civis na internet, solidarizando-se com os ingleses. Isso é algo que temos abordado há muito tempo: é preciso proteger a liberdade trazida pela internet. Esse ataque à liberdade pode acontecer não só em governos totalitários, mas também em governos que se dizem democráticos, livres. É o que estamos vendo agora. É uma forte razão para as pessoas se manterem vigilantes. Em um dos primeiros livros que escrevi, intitulado Code and Other Laws of Cyberspace (1999), o principal argumento é que o ciberespaço muda não só as leis de copyright, mas também o poder da lei de assegurar as liberdades. É por isso que temos de manter atenção.
O sr. acredita que a adoção de licenças Creative Commons pode melhorar os ganhos das companhias que têm aderido a elas?
Sim. Eu acho que há certamente benefícios, mas não para todo tipo de negócios. Se o seu negócio é fazer os clientes repartirem, dividirem, Creative Commons Licenses vão ajudar muito. As pessoas podem confiar, e os contatos que são feitos são parte essencial das empresas da economia criativa. Não estamos tão interessados em consumidores e companhias que querem vender seus produtos, mas em gente talentosa que quer dividir sua arte, sua produção. Para estes, as licenças oferecem uma ampla gama de alternativas.
Fonte: Estadão.com.br
Data: 24/08/2011
O sr. acha que o governo Dilma é inimigo das licenças Creative Commons?Não acho que seja inimigo, mas acho que há muitos mal entendidos sobre o Creative Commons. No começo da nova administração, não surpreendeu a incompreensão. O que acontece é que Gil era um pensador profundo, entendia as questões melhor do que a maioria das pessoas. Não sinto como se alguém tivesse declarado guerra (aos CC), e sou esperançoso em relação à possibilidade de tornar a questão mais compreensível para todos.
O sr. costuma usar a expressão "guerra de copyrights" quando trata dos embates de direito autoral no mundo. O sr. acha que a retirada do selo Creative Commons pelo Ministério da Cultura é um lance disso que o sr. chama dessa guerra?
Não falo de guerra, mas principalmente do jeito que as corporações tentam usar os governos para garantir, como políticas, suas posições extremistas. Meu entendimento do que acontece no Brasil é que não é algo similar ao que está ocorrendo nos Estados Unidos, é uma manifestação de interesses muito fortes querendo proteger a maneira de se fazer negócios que predominava no século 20. É disso que trato em minhas manifestações sobre o Brasil. Sou muito mais otimista em relação ao Brasil do que em relação aos Estados Unidos, nesse aspecto.
A Áustria decidiu usar as licenças CC em todos os documentos do governo. Vocês estão em 80 países neste momento.
Sim, de fato. E houve também uma adesão muito forte na Nova Zelândia dias atrás.
Mas, aqui no Brasil, muitos críticos do Creative Commons usam a expressão "imperialismo" para defini-las, pelo fato de serem norte-americanas. Dizem que isso joga suspeição sobre as licenças.
Eu certamente entendo porque as pessoas no Brasil têm suspeitas sobre qualquer coisa que venha dos Estados Unidos. Mas é preciso que se diga que é justamente uma alternativa à pesada lei de copyright que há nos Estados Unidos, e é também uma alternativa duramente combatida pelo governo americano. O fato também é que o movimento Creative Commons não se espalhou com força a partir dos Estados Unidos, mas do resto do planeta. O apoio para o projeto que lançamos aqui 7 anos atrás veio de fora dos Estados Unidos. É certo que foi lançado nos Estados Unidos, mas se espraiou pelo mundo todo, e sua direção é multinacional. Quem foi chairmain do projeto durante dois anos foi um japonês, Joi Ito. Aqui no Brasil, quem faz parte do projeto é Ronaldo Lemos, uma figura-chave na divulgação e esclarecimento do papel dos Creative Commons. Esse projeto tem envolvido pessoas do mundo inteiro, não é particularmente americano. A ideia básica surgiu após eu ter participado do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, onde eu vi demonstrações de paixão e visão das pessoas no País que estão por trás da inspiração do projeto. Ainda assim, eu entendo que as pessoas suspeitem de qualquer coisa que venha dos Estados Unidos.
Há um esforço mundial no momento para controlar as redes sociais, estabelecer uma espécie de controle. Como o sr. vê essa questão?
A reação do governo inglês é paralela à reação, este mês, da administração de São Francisco, nos Estados Unidos, que resolveu bloquear mensagens de celular nos transportes urbanos e causou uma revolta de hacktivistas. Eles entraram nos computadores do Bart (Bay Area Rapid Transport) de São Francisco e bloquearam o portal, além de divulgarem dados dos usuários catalogados pela companhia. Também divulgaram mensagens de apoio pelas liberdades civis na internet, solidarizando-se com os ingleses. Isso é algo que temos abordado há muito tempo: é preciso proteger a liberdade trazida pela internet. Esse ataque à liberdade pode acontecer não só em governos totalitários, mas também em governos que se dizem democráticos, livres. É o que estamos vendo agora. É uma forte razão para as pessoas se manterem vigilantes. Em um dos primeiros livros que escrevi, intitulado Code and Other Laws of Cyberspace (1999), o principal argumento é que o ciberespaço muda não só as leis de copyright, mas também o poder da lei de assegurar as liberdades. É por isso que temos de manter atenção.
O sr. acredita que a adoção de licenças Creative Commons pode melhorar os ganhos das companhias que têm aderido a elas?
Sim. Eu acho que há certamente benefícios, mas não para todo tipo de negócios. Se o seu negócio é fazer os clientes repartirem, dividirem, Creative Commons Licenses vão ajudar muito. As pessoas podem confiar, e os contatos que são feitos são parte essencial das empresas da economia criativa. Não estamos tão interessados em consumidores e companhias que querem vender seus produtos, mas em gente talentosa que quer dividir sua arte, sua produção. Para estes, as licenças oferecem uma ampla gama de alternativas.
Fonte: Estadão.com.br
Data: 24/08/2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
British Library cria app para iPad
Londres - Frankenstein, Oliver Twist e Robinson Crusoé podem entrar em seu iPad se você baixar um novo aplicativo lançado pela British Library (Biblioteca Nacional da Grã-Bretanha) nesta semana que dá acesso a mais de
45 mil títulos históricos e antigos.
O "British Library 19th Century Historical App", criado em colaboração com a empresa de softwares Bibiolabs, oferece a usuários do iPad, da Apple, um leque de obras clássicas de Mary Shelley, Charles Dickens, Daniel Defoe e muitos outros, assim como uma boa quantidade de obras esquecidas há tempos, incluindo escritos de viagem vitorianos, poesia e textos científicos.
As imagens digitais em alta resolução, diferentemente de livros eletrônicos tradicionais, simulam a experiência de se ler um volume antigo e recriam em cores a aparência e textura das páginas originais e da encadernação, assim como gravuras e ilustrações.
A coleção, que deve chegar a 60 mil títulos no fim do ano, também contém livros dos séculos 18, 17 e até mesmo 16 e possui livros em francês, espanhol, norueguês, português e alemão.
O aplicativo permite que os amantes de livros naveguem pela biblioteca digital ao buscarem por títulos de livros ou palavras chaves, criarem listas de suas leituras favoritas e trocarem títulos com amigos por e-mail por uma taxa de 1,99 libra ao mês (ou 2,99 dólares para os Estados Unidos e usuários globais).
Fonte: Info online
Data do acesso: 23/08/2011
Os caminhos da ciência
Não resta dúvida de que, quanto mais recursos financeiros investidos nos laboratórios produtivos das universidades e institutos de pesquisa, o País produz mais uma ciência melhor e de maior impacto. O Brasil possui grandes cientistas. Deve-se acreditar realmente que nossa ciência produzirá ideias de alta qualidade e inovações importantes para as empresas. Mas temos que investir mais em ciência.
Nossos estudantes podem aprender ciência, engenharia, biologia e matemática tão bem como os jovens dos países do Primeiro Mundo, como na Inglaterra, nos EUA, na França e na Alemanha? Acho que sim. Temos uma juventude não limitada em termos genéticos. O País possui pesquisadores brilhantes e grandes lideranças científicas aqui e/ou espalhados pelo mundo. O que fazer? Devemos mostrar à sociedade a importância da ciência e evitar que a população continue pensando que os cientistas são pessoas que, simplesmente, sabem muito de coisas que não servem para nada, e evitar políticas conservadoras em matéria de ciência.
Não podemos ter interesses de pesquisadores individuais que abusam da autonomia que as instituições possuem, pois isto pode desenvolver um sistema endogâmico, muitas vezes hereditário. Também não podemos substituir simplesmente as instituições científicas para serem tecnológicas e inovativas. É verdade que os caminhos da ciência levam a inovações, mas inovação não se faz nas instituições de pesquisa - que possuem a responsabilidade de gerar novos conhecimentos e avançar na formação de nossa juventude - e sim nas empresas.
A qualidade da ciência de um país repercute diretamente no desenvolvimento tecnológico e na economia. Discussões sofistas ocorrem nos ministérios, gabinetes e mesmo dentro das instituições universitárias e de pesquisas. Às vezes, estes debates nos privam da nossa atividade fundamental: produzir ciência e tecnologia.
As conversas mais tranquilas colocam culpa nas agências financiadoras ou concluem, com certo complexo de inferioridade, que países do Primeiro Mundo desfrutam de laboratórios com melhores condições orçamentárias para realizarem ciência e tecnologia. Nos diálogos mais agressivos acabam colocando culpa no governo, nos ministérios, na falta de recursos disponíveis para a área. Em outras conversas mostram que a crise econômica mundial é responsável pelo parco recurso na área. Não acredito nestes argumentos.
O País sempre pode melhorar para incrementar cada vez mais o progresso social, econômico, científico e tecnológico. Não devemos desanimar. Mas temos que encarar a realidade. A sociedade brasileira necessita ter consciência de que a ciência melhora a qualidade de vida, a democracia e a independência tecnológica nas empresas nacionais.
Eloi S. Garcia é pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, assessor da presidência do Inmetro e membro da Academia Brasileira de Ciências.
Fonte: Jornal do Brasil
Data: 21/08/2011
Nossos estudantes podem aprender ciência, engenharia, biologia e matemática tão bem como os jovens dos países do Primeiro Mundo, como na Inglaterra, nos EUA, na França e na Alemanha? Acho que sim. Temos uma juventude não limitada em termos genéticos. O País possui pesquisadores brilhantes e grandes lideranças científicas aqui e/ou espalhados pelo mundo. O que fazer? Devemos mostrar à sociedade a importância da ciência e evitar que a população continue pensando que os cientistas são pessoas que, simplesmente, sabem muito de coisas que não servem para nada, e evitar políticas conservadoras em matéria de ciência.
Não podemos ter interesses de pesquisadores individuais que abusam da autonomia que as instituições possuem, pois isto pode desenvolver um sistema endogâmico, muitas vezes hereditário. Também não podemos substituir simplesmente as instituições científicas para serem tecnológicas e inovativas. É verdade que os caminhos da ciência levam a inovações, mas inovação não se faz nas instituições de pesquisa - que possuem a responsabilidade de gerar novos conhecimentos e avançar na formação de nossa juventude - e sim nas empresas.
A qualidade da ciência de um país repercute diretamente no desenvolvimento tecnológico e na economia. Discussões sofistas ocorrem nos ministérios, gabinetes e mesmo dentro das instituições universitárias e de pesquisas. Às vezes, estes debates nos privam da nossa atividade fundamental: produzir ciência e tecnologia.
As conversas mais tranquilas colocam culpa nas agências financiadoras ou concluem, com certo complexo de inferioridade, que países do Primeiro Mundo desfrutam de laboratórios com melhores condições orçamentárias para realizarem ciência e tecnologia. Nos diálogos mais agressivos acabam colocando culpa no governo, nos ministérios, na falta de recursos disponíveis para a área. Em outras conversas mostram que a crise econômica mundial é responsável pelo parco recurso na área. Não acredito nestes argumentos.
O País sempre pode melhorar para incrementar cada vez mais o progresso social, econômico, científico e tecnológico. Não devemos desanimar. Mas temos que encarar a realidade. A sociedade brasileira necessita ter consciência de que a ciência melhora a qualidade de vida, a democracia e a independência tecnológica nas empresas nacionais.
Eloi S. Garcia é pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, assessor da presidência do Inmetro e membro da Academia Brasileira de Ciências.
Fonte: Jornal do Brasil
Data: 21/08/2011
Dilma: Brasil quer alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidades federais até 2014
Para a presidente, um salto na educação brasileira pode contribuir para o enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os da União Europeia.
A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (22) que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014. Na semana passada, foi anunciada a criação de quatro unidades em estados do Norte e do Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou o anúncio como um passo importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).
"Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões", afirmou a presidente.
Dilma lembrou que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. Segundo ela, tratam-se de microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país. Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação.
"Antes, para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa, viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas vizinhanças", explicou.
Para a presidente, um salto na educação brasileira pode contribuir para o enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os da União Europeia.
"Temos que ter consciência de que estamos vivendo uma situação mundial de muitas turbulências lá fora. Estamos preparados para atravessar esse momento de instabilidade econômica mundial, mas não podemos descuidar. Temos que enfrentar os desafios de hoje sem tirar os olhos do amanhã."
(Agência Brasil)
Fonte: JC e-mail 4327
Data: 2/08/2011
A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (22) que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014. Na semana passada, foi anunciada a criação de quatro unidades em estados do Norte e do Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou o anúncio como um passo importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).
"Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões", afirmou a presidente.
Dilma lembrou que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. Segundo ela, tratam-se de microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país. Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação.
"Antes, para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa, viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas vizinhanças", explicou.
Para a presidente, um salto na educação brasileira pode contribuir para o enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os da União Europeia.
"Temos que ter consciência de que estamos vivendo uma situação mundial de muitas turbulências lá fora. Estamos preparados para atravessar esse momento de instabilidade econômica mundial, mas não podemos descuidar. Temos que enfrentar os desafios de hoje sem tirar os olhos do amanhã."
(Agência Brasil)
Fonte: JC e-mail 4327
Data: 2/08/2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Treinamento gratuito para a utilização das base de dados SciFinder Web
Na próxima quinta-feira, dia 18 de agosto, das 14 às 17 horas, a Systems Link International, com apoio da UFRGS através do Grupo de Estudos do Portal de Periódicos da Capes, da Biblioteca Central e da Biblioteca da Escola de Engenharia, oferecerá treinamento gratuito da versão web da base SciFinder, cujo acesso está disponível no Portal de Periódicos da Capes.
Destinado a bibliotecários, alunos de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e demais usuários interessados, o treinamento, ministrado por Edison Penachin, Instrutor daSystems Link International, dará uma visão geral dos recursos da SciFinder.
A SciFinder, ferramenta de pesquisa do Chemical Abstracts Service (CAS), cobre as áreas de Química Orgânica, Química Inorgânica, Físicoquímica, Química Analítica, Engenharia Química, Processamento de Petróleo, Tintas, Revestimentos, Engenharia Sanitária, Poluição do Ar e da Água, Tratamento de Resíduos, Ciências Ambientais, Farmacologia, Toxicologia, Medicina Experimental, Biologia Celular e Molecular, Genética, Genoma, Proteoma, Bioquímica, Microbiologia, Enzimologia,Alimentos;Física,Química e Engenharia de Materiais, Polímeros, Elastômeros, Ligas, Cerâmica.
A atividade ocorrerá no Auditório 200 da Escola de Engenharia ( Av. Osvaldo Aranha 99, 2º andar /Campus Centro – Porto Alegre - RS).
A atividade ocorrerá no Auditório 200 da Escola de Engenharia ( Av. Osvaldo Aranha 99, 2º andar /Campus Centro – Porto Alegre - RS).
Não é necessária a inscrição prévia e os participantes receberão certificado, posteriormente, por e-mail.
Mais informações pelos telefones: (51) 3308-3883, 3308-3419, 3308-5186 ou no link http://www.biblioteca.ufrgs.br/scifinder.htm
Fonte: Biblioteca Central - UFRGS
Data: 15/08/2011
Data: 15/08/2011
O DataGramaZero de AGOSTO 2011 esta online
Este é um periódico privado mas de acesso livre e tem o ISSN 1517-3801. É indexado no Brasil e no exterior e esta' disponível na Internet em formato html, livre para leitura e cópias. No mesmo site é possivel o acesso aos onze anos do Datagramazero com cerca de 45 números da Revista, 350 artigos, algo como 400 autores e 5 mil referências vinculadas a estes artigos.
O DataGramaZero está registrado no Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal em: http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=2&folio=9535
O periódico é unicamente virtual e tem por objetivo induzir e construir elementos facilitadores de um melhor acesso à escrita e leitura digital. Tem um leitorado médio estimado em 4.000 acessos ao mês. Está listado no último Qualis da Capes para mais de uma área do conhecimento.
O DataGramaZero de AGOSTO 2011 traz os seguintes artigos:
1 - Redes sociais na pesquisa científica da área de ciência da informação por Leilah Santiago Bufrem e Tidra Viana Sorribas
Resumo: Estudo sobre as redes sociais como tema das pesquisas na literatura periódica em Ciência da Informação do Brasil. A pesquisa sobre o tema redes sociais, enquanto objeto privilegiado deste estudo, volta-se ao processo evolutivo do conhecimento no domínio da CI, analisado principalmente em relação ao contexto tecnológico contemporâneo.
2 - Web colaborativa: inovação na criação, proteção e uso legal de informação por Elizabeth Roxana Mass Araya e Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti
Resumo: No mundo contemporâneo, a Internet propicia o desenvolvimento de uma Web Colaborativa em que a descentralização e compartilhamento da informação e do conhecimento geram novas configurações culturais de representatividade crescente nos fluxos informacionais.
3 - A construção de bibliotecas comunitárias e o desejo de acessar:
sentidos em movimento por Gustavo Grandini Bastos e Lucília Maria Sousa Romão
Resumo: O trabalho quer refletir sobre o tema bibliotecas comunitárias, destacando especialmente três eixos de abordagem: seu surgimento como indício de ruptura com as práticas oficiais de implantação de unidades informacionais e de distribuição de livros; sua inscrição no Brasil e nos países africanos como efeito de acesso de sujeitos da comunidade que passam a ter um espaço de expressão de sua voz; e sua constituição como aposta de uma nova forma de produção e circulação de discursividades.
4 - Trabalho comunitário: uma leitura dos fatores restritores e propulsores por Sady Vaz da Silveira Filho
Resumo: O estudo busca uma leitura dos elementos da gestão, presentes na concepção, instalação, desenvolvimento e consolidação do trabalho comunitário, seus pontos fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades de melhoria na execução dos mesmos.
5 - Marketing informacional em unidades de informação por Edna da Silva Angelo e Fabricio Ziviani
Resumo: É mostrada a aplicação da teoria do Marketing Informacional como recurso gerencial para Unidades de Informação . Foi realizado um diagnóstico do ambiente externo e interno à Biblioteca. Com os conceitos e o cenário situacional devidamente compreendido, a verificou-se uma gestão orientada por estratégias do Marketing Informacional.
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6 - A Memória Organizacional no Contexto da Engenharia do Conhecimento por Héctor Andrés Melgar Sasieta e Fabiano Duarte Beppler e Roberto Carlos dos Santos Pacheco
Resumo: A memória organizacional pode ser definida como um sistema que armazena as experiências vividas da organização. É o conhecimento de como fazer as coisas, a forma de abordar os problemas e questões.
A engenharia do conhecimento fornece um conjunto de ferramentas que podem ser usadas para a aquisição, organização e recuperação do conhecimento .
7 - Informação, ação política e desenvolvimento humano por Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira
Resumo: Discute-se o papel fundamental da informação para a ação política, em contextos democráticos que visam o desenvolvimento humano. Desenvolvimento humano compreendido,como o processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam para escolher o tipo de vida que desejam levar.
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Ainda, no DZG de AGOSTO 2011 temos a recensão dos livros “Redes sociais e colaborativas em informação cientifica e Atores em rede olhares luzo-brasileiros. Os LINKS remetem a sites relacionadas com os artigos deste número. Em Colunas o texto: O todo e a parte por Aldo de Albuquerque Barreto.
O DataGramaZero de AGOSTO de 2011 está disponível em:
Data: 15/08/2011
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