quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Fapesp lança Código de Boas Práticas CientíficasFapesp lança Código de Boas Práticas Científicas
O objetivo é reforçar na comunidade científica uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa.
A Fapesp lançou na terça-feira (27) o Código de Boas Práticas Científicas, com o objetivo reforçar na comunidade científica paulista uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias em três pilares: educação; prevenção; e investigação e sanção justas e rigorosas.
O documento estabelece diretrizes éticas para as atividades científicas dos pesquisadores que recebem Bolsas e Auxílios da Fapesp, aplicáveis também às instituições-sede das pesquisas e aos periódicos que contem com apoio da Fundação para publicação.
"Desde a sua fundação, há quase 50 anos, a Fapesp norteia sua atuação pelo critério da idoneidade e qualidade dos projetos e dos pesquisadores. No decorrer dos anos, o número de projetos e pesquisadores cresceu muito e tornou-se necessário explicitar esses critérios para orientação da conduta nas atividades científicas", disse Celso Lafer, presidente da Fapesp.
O código, segundo Lafer, não trata de questões como a bioética, que passam por outro processo de avaliação. Nos casos que envolvem bioética, a Fapesp só aprova projetos que tenham passado pelas comissões de ética das respectivas instituições de pesquisa, que possuem regulamentação própria para esse tema.
"A pesquisa científica não se limita à descoberta de novos conhecimentos, mas também envolve a ideia de que é preciso preservar, no campo da pesquisa, por meio das boas práticas, os valores do conhecimento e da qualidade científica dos resultados. É importante oferecer um referencial concreto para distinguir esses valores de práticas não aceitáveis como a fabricação de resultados e os plágios", disse.
Lafer lembrou que o código é coerente com o esforço de internacionalização da Fapesp. "As boas práticas científicas são uma preocupação que encontramos em outros países e instituições parceiras", disse.
O projeto de construção do código teve início há um ano, a partir da preocupação da Diretoria Científica da Fapesp e do interesse do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação no tema. "Depois das primeiras discussões, foi realizado um estudo sobre como a questão é tratada por diversos países com grande tradição científica", disse.
O levantamento foi feito pelo membro da coordenação adjunta da Diretoria Científica da Fapesp Luiz Henrique Lopes dos Santos, professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O estudo resultou no artigo Sobre a integridade ética da pesquisa, concluído em abril, que foi o embrião do código de boas práticas.
"O código foi avaliado também em conjunto com outras instâncias da comunidade científica nacional, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências", disse Lafer.
Tripé da ética - Segundo Brito Cruz, a análise das experiências estrangeiras proporcionou um aprendizado que foi consolidado no novo código. O aspecto principal desse aprendizado é que a estratégia para o desenvolvimento de uma cultura de boas práticas científicas se sustenta sobre três pilares: a educação; a prevenção; e a investigação e sanção justas e rigorosas.
"Muitas vezes a discussão só surge quando se chega ao momento da investigação e das sanções relacionadas aos deslizes éticos. Mas é preciso dar atenção à educação da comunidade científica - em especial aos jovens - nessas boas práticas e à prevenção caracterizada pela orientação do pesquisador toda vez que houver dúvidas sobre o assunto", afirmou.
No campo da educação, segundo Brito Cruz, as instituições científicas que recebem financiamento da Fapesp serão incentivadas a organizar periodicamente treinamentos e cursos que abordem a questão das boas práticas.
"Da mesma forma, no campo da prevenção a Fapesp deseja que as instituições organizem serviços internos - de acordo com sua cultura e suas tradições - com a função de oferecer orientação aos pesquisadores sobre esse tema. Com isso, eles saberão quem consultar quando houver dúvidas e preocupações relacionadas ao assunto", afirmou.
Ao mesmo tempo, a Fapesp estabelece no código os procedimentos adequados para quando um caso relacionado à má conduta na pesquisa chegar ao ponto de levar a uma investigação. O procedimento terá uma primeira fase interna e sigilosa, a fim de verificar as eventuais alegações e preservar, ao mesmo tempo, os envolvidos que venham a ser inocentes.
Brito Cruz afirmou que uma das expectativas da Fapesp é que o código ajude as instituições financiadas pela Fundação a debater o tema das boas práticas com sua comunidade de forma mais intensa. Segundo ele, é importante que o assunto esteja presente de forma constante, em discussões que envolvam tanto os pesquisadores experientes como os jovens pós-graduandos.
"Para facilitar o acesso da comunidade científica ao código, além da sua publicação impressa, criamos um site no portal da Fapesp que reúne o código, o artigo que foi seu ponto de partida e uma série de links para diversas experiências internacionais, como manuais, análises e referências gerais que tratam do tema", disse Brito Cruz.
Os links incluem a versão on-line do livro On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research Third Edition (2009), um documento sobre ciência responsável elaborado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos.
"A Fapesp está traduzindo essa obra, que será disponibilizada em português. Uma versão impressa será enviada, junto com o código de boas práticas, a todos os pesquisadores e bolsistas que assinarem contrato com a Fapesp", disse.
Texto completo do Código: http://www.fapesp.br/boaspraticas/codigo_050911.pdf
Fonte: JC e-mail 4353
Data: 28/09/2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Os artigos quentes do Brasil
Que parcela da pesquisa brasileira consegue alcançar uma ampla visibilidade internacional? Um estudo feito por Marco Antonio Zago, pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo, conseguiu esboçar uma resposta a essa pergunta, ao levantar a lista de artigos brasileiros publicados na base de dados da empresa Thomson Reuters entre 2001 e 2005 que obtiveram mais de 200 citações – trata-se de um sinal de prestígio, pois significa que cada um desses papers foi citado como referência em ao menos outros 200 artigos publicados nos anos seguintes. A lista reúne 123 artigos, mas Zago aprofundou o levantamento e quis saber quais deles podiam efetivamente ser considerados uma contribuição do país à ciência no período. “Muitos trabalhos traziam apenas um ou dois autores brasileiros entre um grande número de estrangeiros, e a iniciativa estava fora do Brasil”, explica Zago. Ele chegou a um conjunto de 26 papers, divididos pelas áreas de medicina (7 artigos), química (5), física (5), genômica (2), computação (2), bioquímica (2), engenharia (1), genética (1) e ecologia (1). O estudo foi publicado no livro Inovações tecnológicas no Brasil – Desempenho, políticas e potencial, editado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
Fonte: Revista FAPESP
Acesso: 27/09/2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Língua portuguesa esconde ciência nacional
O Brasil é o 13º país na lista dos que mais publicam artigos científicos. Mas, quando o assunto é quantas vezes cada texto é citado por outros pesquisadores, o país vai mal.
Isso acontece principalmente por um motivo: 60% dos artigos publicados por aqui estão em português. E, diferentemente de países como a Espanha, boa parte dos cientistas daqui prefere publicar em revistas brasileiras.
A questão foi levantada em um evento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), realizado na sexta-feira passada, que discutiu o desempenho dos periódicos brasileiros.
O interesse da Fapesp pelo assunto é claro: não adianta financiar as pesquisas se ninguém repercutir os resultados dos trabalhos. "Precisamos pensar quais artigos devemos publicar só em português, só em inglês e quais devem estar nas duas línguas", disse Abel Packer, coordenador operacional do SciELO -base que reúne revistas científicas com acesso aberto na internet.
Pior nas Humanas - Em áreas como linguística, letras, artes e ciências sociais aplicadas a situação é pior. Além dos artigos majoritariamente em língua portuguesa, cerca de 65% dos resultados de pesquisas nessas disciplinas estão em livros -que também estão em português. "Mas em áreas como a linguística pode não fazer tanto sentido publicar em outro idioma", diz Packer.
"O ideal, claro, seria que todas as revistas tivessem também uma versão em inglês. Mas isso teria um custo muito alto", completa. Hoje, o governo gasta cerca de R$ 5 milhões anuais com as revistas nacionais.
Mas para Luís Reynaldo Alleoni, editor da "Scientia Agrícola", da USP de Piracicaba, "passar as revistas brasileiras para a língua inglesa é um caminho sem volta." O periódico está em inglês desde 2003. Com isso, as citações aumentaram, e o número de artigos de cientistas estrangeiros passou de 5%, em 2002, para 11% em 2010. Parcerias também aumentam o impacto dos artigos. As citações dos estudos nacionais crescem 50% quando os trabalhos são feitos em colaboração internacional.
Para Rogério Meneghini, coordenador científico do SciELO, há uma espécie de "transferência do impacto" do artigo quando uma instituição brasileira publica um trabalho com outra estrangeira mais renomada. "Mas, além de ter pouca colaboração entre países, o Brasil tem um número pequeno de artigos produzidos entre as próprias instituições nacionais", diz Meneghini.
O SciELO recomenda, cada vez mais, que as revistas nacionais estejam em inglês.
"Mas a escolha do idioma ainda é uma decisão editorial da revista", conclui Packer.
Fonte: Folha de São Paulo / JC e-mail 4347
Data: 20 de Setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Stanford disponibiliza cursos da Graduação em Creative Commons
Recebi esta informação hoje pela manhã. Acredito que esteja circulando em todas as empresas que participem de Projetos junto ao FINEP ou BNDES. Pretendo desenvolver uma ação de Gestão de Pessoas no sentido de disseminar esta informação e trabalhar Competências que venham a favorecer a implementação de Projetos relacionados aos cursos disponibilizados.
Stanford School of Engineering Debuts de serviços que oferecem cursos em linha completa para grátis
"Stanford Engenharia Em toda parte" Pilot Releases 10 Ciência da Computação, Engenharia Elétrica Classes sob a licença Creative Commons em vários formatos
STANFORD, Califórnia - (BUSINESS WIRE) - A Escola de Engenharia de Stanford anunciou hoje a estréia de Stanford Engenharia Everywhere (SEE), o piloto de um serviço online gratuito que fornece cursos introdutórios da Universidade em ciências da computação e engenharia Elétrica. Consistindo de palestras de vídeo completo e materiais, tais como apostilas, trabalhos, exames e transcrições. Com o SEE, Aa Faculdade de Engenharia de Stanford está lançando os cursos sob uma licença Creative Commons, incentivando explicitamente educadores e alunos em todo o mundo a incorporar os cursos de vídeo e materiais em seus esforços educacionais e para formar comunidades virtuais em torno do classes.
"Essas classes estão entre os mais úteis do meu tempo em Stanford, e eu estou realmente animado para ver o que os torna amplamente disponível sob uma licença Creative Commons."
"Estamos muito animados para estender o nosso ensino e oportunidades de aprendizagem em todo o mundo através da SEE", disse Jim Plummer, reitor da Escola de Engenharia de Stanford. "Esperamos que SEE permita uma ampla gama de pessoas a aprender, para compartilhar suas idéias e fazer suas próprias contribuições para o conhecimento."
Os 10 cursos, organizados em três áreas de estudo, incluem uma das sequências mais populares de Stanford: a introdução de três quartos de ciência da computação. O Programa SEE também oferece três cursos sobre inteligência artificial e robótica, e quatro em sistemas lineares e otimização. O endereço para SEE é http://see.stanford.edu.
"A seqüência CS introdutório em Stanford forneceu-me tanto - os fundamentos de programação, é claro - mas mais importante, me proporcionou muitos dos blocos básicos de construção que eu ainda uso para pensar sobre software, produtos e organizações hoje", disse John Lilly , um ex-aluno de Stanford CS (BS 1993, MS 1995) e os CEO da desenvolvedora de software de código aberto Mozilla Corp "Essas classes estão entre os mais úteis do meu tempo em Stanford, e eu estou realmente animado para ver o que os torna amplamente disponível sob uma licença Creative Commons. "
SEE é produzido pela escola de Stanford Center for Professional Development (SCPD), que usará seus 40 anos de experiência em educação à distância para proporcionar uma experiência de aprendizagem em qualquer lugar / a qualquer hora de acesso aberto. O diretor executivo do SCPD, Andy DiPaolo, disse que a facilidade de formação de grupos no Facebook e no compartilhamento de informações permitirá que os alunos usem os cursos de engenharia de Stanford como base para se envolver com o outro nos aspectos sociais vitais da aprendizagem.
"Queremos que as pessoas aprendam a partir dele, construir sobre ela e compartilhe com outras pessoas usando ferramentas populares de redes sociais", acrescentou DiPaolo.
O piloto de desenvolvimento e lançamento do SEE foi financiado pela Sequoia Capital, uma Menlo Park, Califórnia, empresa de venture capital.
Licença aberta, tecnologia popular
A licença Creative Commons permite a utilização não comercial das aulas de vídeo e materiais, desde que os créditos aos criadores sejam dados. Isso permite que educadores e estudantes possam fazer o download e incorporar os materiais em seu próprio trabalho, desde que eles reconheçam Stanford e outros detentores de direitos autorais consentindo. Quaisquer materiais palestra ou curso para o qual Stanford Engineering foi incapaz de garantir o consentimento do titular dos direitos autorais foi omitido do SEE. Com isso e outras poucas exceções, tudo oferecido é exatamente o mesmo que é oferecido aos alunos matriculados em Stanford.
Para facilitar o download, as apresentações de vídeo estão disponíveis no site da SEE e através do iTunes, YouTube, Zune, Bit Torrent e Vyew. Os vídeos são em vários formatos para garantir a compatibilidade generalizada e uma variedade de qualidade e tempo de download.
Parte da infra-estrutura tecnológica inclui o acesso a páginas do curso específico no Facebook. Estas páginas são destinadas a ser comunidades auto -sustentáveis do usuário, ao invés de grupos moderados pela instituição.
SEE é o mais recente esforço da Universidade de Stanford para compartilhar informações e idéias com o público on-line. Três anos atrás, a universidade foi pioneira na utilização do serviço da Apple iTunes por instituições acadêmicas. No início deste ano Stanford lançou um canal dedicado no YouTube. O SEE representa para Stanford o primeiro site gratutito para oferecer cursos de vídeo baseada em completa e materiais disponíveis em qualquer lugar, a qualquer hora e sob demanda.
DiPaolo disse que a expansão do SEE para além do conjunto inicial de ofertas vai depender da resposta do público. Ele disse que espera que os educadores e estudantes em todo o mundo tirem o máximo partido destes cursos gratuitos e de fácil acesso para melhorar a aprendizagem.
"Na era industrial, fomos para a escola", disse ele. "Na era da comunicação, a escola vem a nós."
Contatos
Stanford School of Engineering
David Orenstein, 650-736-2245
Communications and Public Relations Manager
davidjo@stanford.edu
Permalink: http://www.businesswire.com
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Lançada a primeira edição da revista Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas
A revista Bibliotecas Universitárias é uma publicação de natureza científica do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) voltada para pesquisadores e profissionais de informação. Sua missão é difundir o conhecimento em Biblioteconomia e Ciência da Informação, temas pertinentes às bibliotecas universitárias, abrangendo as questões teóricas e práticas das áreas em seus aspectos tecnológicos, humanos, sociais e afins.
Bibliotecas Universitárias
Artigos Originais
| Metadados: o fio de Ariadne ou a coragem de Teseu? | Resumo PDF |
| Ivan Cláudio Pereira Siqueira, José Fernando Modesto da Silva |
| Obtenção de sucesso em buscas por usuários do Portal de Periódicos da Capes | Resumo PDF |
| Beatriz Valadares Cendón, Juliana Lopes de Almeida Souza, Nádia Ameno Ribeiro |
| Convergências e divergências do modelo europeu do Centro de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) em relação às bibliotecas universitárias brasileiras | Resumo PDF |
| Claudio Marcondes Castro Filho, Waldomiro Vergueiro |
| Planejamento em unidades de informação: qualidade em operações de serviços na Biblioteca do SENAC Florianópolis | Resumo PDF |
| Daniela F. A. O. Spudeit, Fabiane Führ |
| A qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos usuários em uma Biblioteca Universitária | Resumo PDF |
| Michele Marques Baptista, Michele Leonardt |
Revisão de literatura
| A importância do repositório institucional impresso | Resumo PDF |
| Ana Cristina de Freitas Griebler, Ana Maria Mattos, Ivone Job |
Relatos de experiência
| Acesso aberto como estratégia de disseminação e preservação da produção científica discente: a Biblioteca Digital de Monografias da Universidade de Brasília | Resumo PDF |
| Marilia Augusta Freitas, Luanna Cezar Maia, Fernando César Lima Leite |
| Indicadores de desempenho: relato de experiência da Biblioteca da Faculdade de Direito da USP, campus de Ribeirão Preto | Resumo PDF |
| Milena Celere, Rodrigo Bruneli Pirani |
Novo portal eletrônico reúne setor educacional do Mercosul
O portal da internet se dedica aos temas educacionais do bloco para aumentar a comunicação, difundir conhecimento, informação e integrar o trabalho no âmbito do SEM.
O sítio é gerenciado pelo Comitê Gestor do Sistema de Informação e Comunicação (CGSIC), composto por representantes dos países membros e associados do Mercosul, que produz e administra as informações do Setor Educacional do Mercosul de acordo com as necessidades de suas distintas instâncias. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) produziu e hospeda a página.
O portal pode ser acessado em português, espanhol e inglês e foi produzido para atender tanto o público externo, quanto os participantes do SEM. Oferece acesso a documentos, fóruns de discussão, publicações e notícias sobre as atividades do grupo e dos órgãos superiores de educação dos países do Mercosul.
O Setor Educacional do Mercosul tem a missão de propiciar um espaço comum, por meio da coordenação de políticas que articulem a educação com o processo de integração do bloco, estimulando a mobilidade, o intercâmbio e a formação de uma identidade e cidadania regionais.
Acesse o portal: http://www.sic.inep.gov.br/.
(Assessoria de Imprensa do Inep)
Fonte: JC e-mail 4340
Data: 09/09/2011
Programa dedicado ao estudo de redes de relacionamento acadêmicas
O programa G Mine foi desenvolvido pelo professor José Fernando Rodrigues Júnior, do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, na linguagem de programação de computadores C++. Rodrigues foi bolsista da FAPESP de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.
O objetivo do software é analisar métricas de interação entre professores e pesquisadores, a partir dos artigos publicados. O aplicativo apresenta graficamente a interação entre os pesquisadores em diversos graus: universidades, institutos, laboratórios e também de docente para docente.
“O entrelace dessas redes é a autoria dos artigos científicos. Cada nó representa um autor e cada aresta representa uma relação de coautoria”, disse Rodrigues à Assessoria de Comunicação do ICMC.
De acordo com o professor, o surgimento das redes de relacionamentos na internet permitiu maior conexão entre os usuários na busca de informações. “Dessa forma deixou de ser necessário colocar uma informação em um local público (websites) para alguém ler. Agora temos um fluxo livre e direcionado de informações sociais, políticas ou ideológicas”, disse.
O software também permite vários layouts de apresentação, como, por exemplo, destacar no centro da tela os autores mais ativos e, ao redor deles, autores menos ativos em raios cada vez maiores.
“Com isso, podemos saber por que esse usuário interage mais, quais são as técnicas usadas, quais são as potenciais colaborações, ou mesmo o que pode aumentar a colaboração do grupo”, apontou Rodrigues.
O G Mine é gratuito e pode ser baixado no site http://gbdi.icmc.usp.br/~junio/GMine/index.htm, onde também há um tutorial em vídeo explicando o uso.
Fonte: Agência Fapesp
Data: 09/09/2011
Morre Michael Hart, pioneiro do livro eletrônico
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
JSTOR liberou acesso a 6% de seus artigosantigos
Research Archive Widens Its Public Access — a Bit
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A screenshot from a video demoing the new service.
Credit: JSTOR
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JStor, an organization that maintains a database of academic journal articles, is making about 6 percent of its content available to the public for free—articles that were published prior to 1923 in the United States or before 1870 in other countries. It's a small step, but it's an important one, because it is a recognition by JStor that it should make its stockpile of academic knowledge more broadly accessible.
That issue has become contentious in recent years, especially with the arrest this summer of Aaron Swartz, a 24-year-old Internet activist who is charged with sneaking into MIT to download 4.8 million articles from JStor's archive. He and other advocates of "open access" have complained that many articles in research journals are accessible only with expensive subscriptions, limiting their audience to elite readers even though the Internet should be facilitating a flourishing of access to information. Harvard scholar Lawrence Lessig blames, among other things, outdated interpretations of copyright law; Swartz has cited greed among publishers of journal articles.
JStor isn't a publisher of journals; instead it serves as a link to 1,400 journals published by an array of organizations so that people can search articles and download them. It was started by the Andrew W. Mellon Foundation in the mid-1990s to digitize journals and make them readable online. By persuading journal publishers to join the project, the founders hoped to reduce the skyrocketing costs that libraries were enduring to store paper journals and to ease access to academic research, now that physically traveling to the library to read paper articles was no longer necessary.
But to use JStor freely, a reader has had to be part of an institution with a subscription to the database—such organizations include universities, colleges, public libraries, museums, and even some high schools (with some exceptions: access to JStor has been free for users in Africa since 2006 and in other poor parts of the world since 2008). Readers without subscriptions can buy articles a la carte, but they can be expensive, depending on what individual journal publishers want to charge. Kevin Guthrie, the president of Ithaka, the nonprofit organization that runs JStor, told me in a recent interview that the subscription model has been necessary to cover the costs JStor incurs to operate the online service. It also has been necessary, he said, because of the contractual obligations JStor has with the publishers from which it licenses content. But he acknowledged that the setup can frustrate members of the wider public, who might find an article on JStor through Google and then be told that it's not available to be viewed.
That's why this week's change, which enables free access to articles in the public domain, is meaningful even though the articles are so old: it is a foot in the door for the public. Although JStor officials declined to elaborate, it's telling that their letter to publishers and libraries refers to plans for "further access to individuals in the future."
The news pleased at least one advocate who has criticized JStor in the past: Carl Malamud, founder of Public.Resource.org, which has pushed for wider access to government documents and scholarly research. He said the move was "a very positive step, and JStor should be congratulated for taking it." Lessig concurred, telling TR: "I think it is a fantastically great step."
Fonte: Technology review
Data de acesso: 08/09/2011
Leitura dinâmica
A empresa de base científica Bonavision, incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), na Cidade Universitária, em São Paulo, desenvolveu uma lupa eletrônica com foco variável e com um recurso tecnológico que permite ao usuário escrever ou desenhar.
O produto é o quarto lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes, e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores da empresa lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa eletrônica.
Agora, por meio de um sistema de zoom, o equipamento oferece ao usuário um aumento de imagem 10 a 80 vezes maior, conforme sua necessidade. E, posicionando uma caneta ou lápis debaixo da câmera de vídeo colorida, de alta sensibilidade e com controle automático de iluminação, o usuário pode escrever ou desenhar, podendo ver a imagem projetada em uma tela de televisão ou computador.
“Essa inovação representa um grande avanço para estudantes ou idosos com problemas de visão ou para deficientes visuais que trabalham em empresas e precisam, além de ler, que é uma atividade relativamente passiva, também escrever”, disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e um dos diretores da Bonavision, à Agência FAPESP.
O projeto anterior, intitulado“Prancha de leitura acoplada à lupa”, contou com apoio da FAPESP por meio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). O pedido de patente nacional e internacional tem auxílio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual (PAPI).
De acordo com Bonatti, as atuais inovações incrementais realizadas no equipamento surgiram por meio de uma avaliação de demandas clínicas feitas por pacientes. Em pesquisas, eles apontaram que, além de um aumento maior do que a lupa eletrônica proporciona, gostariam que o foco fosse variável para aumentar menos o tamanho da fonte de um texto de um livro, por exemplo, e ter maior visão de conjunto da página.
Para possibilitar esse recurso, os pesquisadores desenvolveram um sistema de zoom que, além do aumento da fonte de texto, possibilita que o usuário possa escrever e desenhar sob ele.
Como o sistema exige espaço para manter a distância focal em relação à pagina de uma publicação e permitir a variação de aumento de foco, os pesquisadores utilizaram esse espaço para possibilitar o encaixe da mão do usuário, permitindo que ele possa escrever ou desenhar e ver a imagem projetada em uma tela de televisão ou de computador. “Essa inovação representou um salto tecnológico maior do que o que nós demos com os produtos anteriores”, disse Bonatti.
Segundo ele, os aparelhos importados já dispõem desse sistema de zoom. Entretanto, o equipamento brasileiro apresenta a vantagem de, além de ser mais sofisticado, ter um preço equivalente a menos da metade dos concorrentes estrangeiros, e oferecer mais conforto e ergonomia.
Além disso, ao contrário dos produtos importados, é o único que possibilita acompanhar uma linha horizontal de um texto com segurança, pois a câmera de vídeo se movimenta em um trilho metálico de uma prancha de leitura com a movimentação voluntária da mão do usuário, que pode estar sentado à mesa, em um sofá ou até mesmo em uma cama.
“Desenvolvemos uma tecnologia que possibilita a independência, a eficácia e o controle do usuário do equipamento por meio de seu movimento voluntário. Isso nenhum aparelho similar no mundo apresenta”, afirmou.
O produto foi lançado no fim de julho e está sendo comercializado inicialmente no mercado nacional, principalmente para escolas, que por meio dele podem economizar com a edição de livros voltados para estudantes com deficiência visual.
“O novo equipamento gera economia para as escolas, porque elas não precisam adaptar livro nenhum. Elas podem pegar um livro convencional e colocar embaixo da lupa para aumentar ou diminuir a fonte. E isso permite integrar, e não estigmatizar, o estudante com deficiência visual com os outros colegas ao passar a não mais ser visto com um ente especial, que está lendo um livro gigante, todo diferente do restante da turma”, comparou Bonatti.
De acordo com ele, o equipamento pode ser utilizado com um treinamento mínimo e seu mecanismo de funcionamento é fácil de ser entendido pelos usuários. (Elton Alisson)
Mais informações: www.bonavision.com.br.
Fonte: Agência Fapesp
Data: 08/09/2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ética igual, pesquisas diferentes
Em seu preâmbulo, esclarece-se que o documento “incorpora, sob a ótica do indivíduo e das coletividades, os quatro referenciais básicos da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça, entre outros, e visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade científica, aos sujeitos da pesquisa e ao Estado”.
Tratava-se de um enorme avanço na organização de um sistema de proteção aos sujeitos e populações expostos à pesquisa biomédica, ou seja, à intervenção da medicina sobre os corpos de seres humanos com vistas à produção de conhecimento científico.
O século 20 tinha assistido estarrecido ao comprometimento de uma boa parte da comunidade médica alemã com as propostas de 'higiene racial' do governo nazista e – sobretudo – com a realização de pesquisas de cunho altamente interventivo em vítimas daquele regime.

- Uma experiência de imersão em água fria conduzida no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. (foto: reprodução)
Voltemos à resolução nº 196, de 1996. Esta incorpora uma série de propostas e recomendações contidas em acordos e códigos internacionais, concebidos no âmbito de instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Conselho para Organizações Internacionais de Ciências Médicas (Cioms, na sigla em inglês) a partir do Código de Nuremberg, de 1947.
Concebida precipuamente para lidar com as situações de pesquisa na área médica (e suas tecnologias), a resolução acabou se propondo a regular todas as pesquisas envolvendo ‘seres humanos’, mesmo aquelas cujas características nada têm de tecnológicas ou interventivas, como as da sociologia, da psicologia (não experimental) e da antropologia. Uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa (CEP), subordinados a uma Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) vinculada ao Ministério da Saúde, foi criada em todo o país, com atribuições universais de controle e fiscalização dos projetos de pesquisa.
‘Em’ seres humanos x ‘com’ seres humanos
Essa situação vem gerando um constante e desnecessário desgaste dos pesquisadores em ciências humanas, que devem apresentar protocolos de pesquisa construídos dentro dos parâmetros vigentes nas ciências médicas e biológicas e submeter seus projetos a comitês ignorantes do sentido e da lógica dessa outra área da vida científica moderna.Mas esse não é o único problema advindo da regulamentação do Ministério da Saúde. Foi adotado obrigatoriamente para todos os tipos de pesquisa o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, essencial para as situações de cobaias humanas, mas completamente despropositado – pelo menos na forma em que é definido na resolução – para pesquisas não experimentais ou interventivas.
Para a antropologia, que se desenvolve na maior parte das vezes com sujeitos em situações dominadas, minoritárias, carentes ou marginais, esse mecanismo – se aplicado ao pé da letra – inviabilizaria a condução de numerosas pesquisas.
Um importante antropólogo brasileiro, desafiado por essa situação esdrúxula, cunhou uma agora corrente distinção entre pesquisas ‘com’ seres humanos e pesquisas ‘em’ seres humanos. Apenas estas últimas interferem diretamente na saúde e nas condições de vida das pessoas ou populações afetadas, devendo ser objeto de uma regulamentação específica.
Inadequada e insuficiente
Os pesquisadores das ciências humanas não ignoram nem subestimam a necessidade geral de um controle ético da ciência, e particularmente em sua própria seara. A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) tem em vigor, nesse sentido, desde 1988, um Código de Ética relativo à ação de seus filiados.Eles compreendem a absoluta necessidade de uma rigorosa regulamentação da pesquisa ‘em’ seres humanos, mas não consideram nem adequadas nem suficientes os preceitos da resolução 196 para seu próprio trabalho ‘com’ pessoas.
Luis Roberto Cardoso de Oliveira, em recente mesa-redonda sobre ética na Reunião de Antropologia do Mercosul, sublinhava o quanto pode ser enganosa a garantia oferecida pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, por não levar em conta a profundidade do comprometimento do pesquisador com o seu contexto de pesquisa nem a complexidade das situações de autonomia e responsabilidade dos agentes sociais envolvidos em tais processos.

- A pesquisa do comportamento religioso em Jurujuba (Niterói) não exigiu do pesquisador qualquer intrusão abusiva sobre seus interlocutores, amplamente cientes, por longa amizade, do sentido de seu interesse. (foto: L. F. D. Duarte, 2005)
Alerta-se para o fato de que se encontram em tramitação no Congresso Nacional dois projetos de lei que pretendem transformar a atual resolução em um texto legal ainda mais vinculante – com graves riscos para a existência da pesquisa em ciências humanas.
Em outubro de 2005, a Conferência Geral da Unesco adotou por aclamação a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, que visa regular “as questões de ética suscitadas pela medicina, pelas ciências da vida e pelas tecnologias que lhes estão associadas, aplicadas aos seres humanos, tendo em conta as suas dimensões social, jurídica e ambiental”.
Essa foi uma fórmula muito mais consequente e adequada do que a adotada pelo governo brasileiro, ao restringir seu escopo à área particularmente delicada da biomedicina.
A ética é uma consideração das condições em que a atividade humana interfere na vida de outrem, em nível pessoal ou coletivo. Também entre as próprias ciências é necessário que essa consideração prevaleça, garantindo a todas o pleno exercício de sua atividade.
Luiz Fernando Dias DuarteMuseu Nacional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Fleischer, Soraya; Schuch, Patrice (orgs.). Ética e regulamentação na pesquisa antropológica. Brasília: LetrasLivres e Editora Universidade de Brasília, 2010.
Fleischer, Soraya R.; Fonseca, Claudia; Schuch, Patrice (orgs.). Antropólogos em ação: experimentos de pesquisa em Direitos Humanos. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007.
Guerriero, Iara Coelho; Schmidt, Maria Luisa S.; Zicker, Fabio (orgs.). Ética nas pesquisas em ciências humanas e sociais na saúde. São Paulo: Aderaldo & Rothschild, 2008.
Victora, Ceres et al. (orgs.). Antropologia e ética: o debate atual no Brasil. Niterói: EDUFF/ABA, 2004.
Revista cientifico-academica em informacao e conhecimento
O Curso de Gestão da Informação da Universidade Federal do Paraná coloca à disposição da comunidade profissional e de pesquisadores a Revista Eletrônica "AtoZ: novas práticas em informação e conhecimento".
Entrevistas
| Questões de metodologia - Parte 1 | |
| Leilah Santiago Bufrem |
Artigos
| Indexação e recuperação de teses e dissertações por meio de sintagmas nominais | |
| Renato Fernandes Corrêa, Darliane Goes de Miranda, Camila Oliveira de Almeida Lima, Tiago José da Silva |
| Produção tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL): Mapeamento da área de Ciências Agrárias pela Plataforma Lattes | |
| Natan Tiago Batista Serzedello, Maria Inês Tomaél |
| Metodologias que estimulam o compartilhamento de conhecimento: a experiência do Global Forum América Latina - GFAL | |
| Isabela Drago, Karoline Aparecida Scroch Sato, Maxiliano Ribeiro, Helena de Fátima Nunes Silva |
| Plano estratégico para o ambiente acadêmico: estudo de caso em grupo de pesquisa da Universidade Federal do Paraná | |
| Ana Carolina Greef, Francisco Daniel de Oliveira Costa, Newton Corrêa de Castilho Junior |
| Mineração de dados: busca de conhecimento sobre a evolução do canto da família Thamnophilidae | |
| Leticia da Costa e Silva, Denise Fukumi Tsunoda, Viviane Deslandes |
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Biblioteca na nuvem cria no Brasil o empréstimo de e-books via Internet
Lançada nesta quinta-feira (1.º/9), "Nuvem de Livros" nasce com acervo de 3 mil títulos e dá atenção especial a escolas e universidades.
Uma biblioteca na nuvem. Esse é o serviço que a Gol Editora lança hoje, 1.º de setembro, durante a XV Bienal do Livro Rio, evento que ocorre até dia 11/9 no Riocentro, no Rio de Janeiro. Chamada de Nuvem de Livros, a novidade - disponível inicialmente para portadores de senhas, mas que estará aberto ao público em questão de dias - já nasce com um acervo de 3 mil títulos, escolhidos sob a curadoria do escritor Antônio Torres, e um público potencial inicial de 80 milhões de leitores.
“Nós estávamos pesquisando esse tipo de plataforma havia algum tempo”, diz o diretor de relações institucionais do Gol Grupo, Roberto Bahiense. “Eis que, no fim do governo Lula, veio a obrigação legal de que, até 2020, toda escola deverá ter uma biblioteca física com pelo menos um livro por aluno. Achamos que a realidade brasileira não vai se preparar para esse desafio legal. Imagine toda uma sala de aula ter de compartilhar um único exemplar.”
A visão da Gol foi conceber um local virtual que pudesse permitir o acesso às mais importantes obras de autores nacionais e estrangeiros – daí a escolha de Antônio Torres, autor de 12 livros e ganhador do Prêmio Jabuti, como curador.
“O enfoque é o mesmo do de uma biblioteca, só que virtual”, explica o escritor. “Nós não vamos vender livros; as pessoas leem e depois devolvem para a nuvem. É um projeto que tem uma preocupação educacional, que pode atingir escolas, universidades e o público em geral”, conta.
Parcerias
Para dar corpo à Nuvem de Livros, a Gol procurou parcerias com editoras e empresas. “Nos propusemos a receber seus acervos em PDF e oferecê-los em um ambiente seguro, que pudesse ser consultado por meio dos mais variados tipos de equipamento”, relembra Bahiense. Entre as editoras que aderiram ao projeto e compõem seu acervo inicial estão Ediouro, Nova Fronteira, Moderna, Conrad e Ibep-Nacional, entre outras.
A Nuvem de Livros está organizada em estantes, tal como uma biblioteca, explica Torres. Mas o escritor confessa dedicar carinho especial aos Clássicos da Literatura, uma das coleções criadas na Nuvem. “Ela abrange dos primórdios à contemporaneidade”, diz. Há obras de Lima Barreto, Augusto dos Anjos, Martins Pena, Gregório de Matos, Lewis Carroll, Franz Kafka, Mark Twain, Molière e Shakespeare, entre muitos outros.
Do lado dos empresários, as parecerias vieram de companhias como Vivo e Itautec – as duas vão embarcar a Nuvem de Livros nos equipamentos que comercializam, atingindo potencialmente 40 milhões de usuários -, além de jornais como o O Estado de S.Paulo, que a partir de outubro oferecerão o serviço a seus assinantes. E também operadoras de telefonia, como a Vivo.
“Para a Vivo, esta parceria com a Gol Mobile é muito importante por ser mais uma forma de estreitar o relacionamento relacionamento com a nossa base de clientes”, diz Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo. “Vamos oferecer 30 dias de degustação aos nossos clientes para que possam acessar o conteúdo da Nuvem de Livros, incentivando a leitura, a pesquisa e o conhecimento. Após esse período, nossos usuários poderão utilizar o serviço por apenas R$ 0,99 por semana”.
Escolas
A intenção da Gol Editora é oferecer a Nuvem de Livros a todos os interessados – pessoas, famílias e instituições -, mas as escolas terão atenção especial. “Para escolas, a adesão custará cerca de 1 real por aluno, por mês, e ele poderá acessar o acervo de qualquer lugar”, cita Bahiense. Nessa situação, o professor poderá, por exemplo, acompanhar a leitura dos alunos. “Ele saberá se o aluno baixou o livro, quantas páginas leu e quanto tempo dedicou à leitura, por exemplo”, diz.
O acesso do público em geral à Nuvem de Livros – e sua divulgação maciça - tem início previsto para o próximo 19 de setembro. Segundo a editora, o custo da adesão deverá variar de acordo com contéudo e parceiro, e o pagamento poderá ser feito por boleto ou cartão de crédito - o que incluirá o direito à consulta de todo o acervo pelo tempo contratado.
Fonte:http://idgnow.uol.com.br/internet/2011/09/01/biblioteca-na-nuvem-cria-no-brasil-o-emprestimo-de-e-books-via-internet-1/
Data do acesso: 05/09/2011
Biblioteca Nacional debate o papel das bibliotecas no empréstimo de E-Books
A Biblioteca Nacional realiza, hoje e amanhã, na Bienal do Livro, o colóquio E-books e a democratização do acesso - Modelos e experiências de bibliotecas, onde especialistas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Brasil discutirão o papel das bibliotecas nacionais e o serviço de empréstimos de ebooks, o crescimento da demanda deste tipo de serviço, assim como os desafios impostos pelas novas tecnologias.
O evento, realizado em parceria com o Goethe-Institut Rio de Janeiro, Maison de France e Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, faz parte de um grande ciclo de palestras que a Biblioteca Nacional realizará ao longo do segundo semestre deste ano em São Paulo e Recife, no qual diversos especialistas e pensadores se juntarão para debater o tema.
Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/ MinC), Galeno Amorim, o papel da instituição é pensar o setor como um todo, levantando questões relevantes sobre livros, leitura e literatura para discuti-las com a sociedade, o que inclui o futuro dos livros e seus pares digitais, os e-books. “A BN, como principal órgão responsável pela criação de políticas públicas para o setor, deve sempre estar atenta a questões relevantes para a sociedade. No mundo de hoje, a estagnação significa a morte. Temos que estar atentos a todas as mudanças, em especial as que chegam por conta das novas tecnologias”, afirma.
Sobre os serviços de empréstimos de e-books pelas bibliotecas, Galeno acredita que, uma vez que tablets e leitores de digitais já são uma realidade, as bibliotecas devem se preparar para oferecer o serviço da melhor maneira. “E a melhor forma de nos prepararmos é aprender com quem já sabe, com aqueles que já têm o know-how. Assim, poderemos unir o conhecimento à experiência que temos na administração de bibliotecas em um país continental para chegarmos a um modelo que atenda às nossas necessidades”, avalia o presidente da FBN.
Nesta segunda-feira, serão discutidas questões de acesso, oferta e negociação de livros no formato digital nos mercados espanhol, francês e alemão, além de um perfil geral de como editores europeus têm se comportado em matéria de e-books.
Entre os participantes está o analista de mercado na divisão de entretenimento da GfK SE (Gesellschaft für Konsumforschung – Sociedade para Pesquisa de Mercado Consumidor), Christoph Freier, que falará sobre “E-books: um belo e novo mundo de livros; fatos e novidades sobre o mercado editorial digital“. Freier tem como linhas de pesquisa os desenvolvimentos nos campos de entretenimento (música, video, cinema, jogos e livro) e de comércio eletrônico e download.
Ainda hoje, o diretor do Departamento de Serviços Escolares e Serviços Eletrônicos da Stadtbibliothek Köln, Frank Daniel, apresentará o tema ‘‘Experiências com e-books na Biblioteca Pública de Colônia“. Para Daniel, cada vez menos, a nova geração compreende o sentido e a finalidade das bibliotecas. Na Internet pode-se obter informações atuais gerais e especializadas, em qualquer hora e lugar. Além disso, há um crescente aumento do uso de Smartphones, iPads, Tablet-PCs e e-Readers móveis. As ferramentas, somadas às lojas virtuais de e-books da Amazon, Apple e Google, se tornaram uma ameaça real para o conteúdo tradicional das bibliotecas.
Frank Daniel acredita que para continuar realizando sua tarefa clássica, uma biblioteca também deve disponibilizar na Internet fontes eletrônicas atrativas aos seus leitores, não acessíveis de forma gratuita.
O segundo dia abordará as experiências do Brasil e Inglaterra na área, com destaque para a participação de Aquiles Alencar-Brayner, brasileiro e primeiro estrangeiro a assumir o cargo de curador digital da British Library. Ele participa do colóquio “Digitalização e modelos de acesso a e-books na biblioteca pública da Inglaterra”.
Para Brayner, o rápido avanço das tecnologias digitais traz consigo inúmeros desafios para instituições que lidam com o gerenciamento de informação e serviços bibliográficos. “No caso dos livros eletrônicos, a questão torna-se ainda mais complexa devido a uma série de fatores que restringem o acesso ao conteúdo de um formato que vem ganhando cada vez mais adeptos. Minha apresentação, centrada na perspectiva da British Library, se propõe a analisar alguns dos obstáculos encontrados por bibliotecas públicas no manejo e empréstimo de ebooks para os seus usuários”, explica o curador.
Dentre os tópicos abordados por ele estão: a atual legislação britânica de depósito legal para publicações eletrônicas, os problemas de identificação, armazenameno e acesso a conteúdos digitais com que se deparam as bibliotecas públicas reinounidenses, e a miríade de formatos de suporte para a leitura de tais conteúdos que quase sempre impede a interoperabilidade entre sistemas. “Também apresentarei alguns dos serviços e plataformas eletrônicas criados pela British Library para acesso remoto ao acervo digitalizado da biblioteca”, completa.
A cerimônia de abertura, às 9h, contará com a participação do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, de Jean-Claude Moyret, Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro; Alfonso Palazón Español, Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro; e Michael Worbs, Cônsul Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal do Brasil
Data: 05/09/2011

