sexta-feira, 28 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Biblios: Revista de Bibliotecologia y Ciencias de la Información


A Biblios: Revista de Bibliotecologia y Ciencias de la Información há pouco tempo mudou sua URL. O acesso ao seu conteúdo agora pode ser feito a partir do endereço http://biblios.pitt.edu/ojs/index.php/biblios/index. A mudança da URL ocorreu em razão da revista ter aderido ao D-Scribe Digital Publishing Program <http://www.library.pitt.edu/dscribe/> , um programa de apoio a publicações eletrônicas do University Library System <http://www.library.pitt.edu/> , com apoio da University of Pittsburgh Press <http://www.upress.pitt.edu/upressIndex.aspx> , da Universidade de Pittsburgh. Atualmente, a revista possui o selo B2 do WebQualis.
 
BIBLIOS é uma revista eletrônica especializada em Biblioteconomia e Ciência da Informação que publica artigos de investigação e de análises. É uma publicação arbitrada, editada trimestralmente com o apoio voluntário em nível internacional. Todos os seus conteúdos são de livre acesso. BIBLIOS e seus artigos estão indexados, depositados e registados em diversas fontes, repositorios e bases de dados com o propósito de promover e dar uma maior visibilidade aos seus conteúdos: LATINDEX, WEBQUALIS, E-LIS, DIALNET, REDALYC, SCIELO PERÚ, E-REVISTAS, OAISTER, SCIENTIFIC COMMONS, entre outros.

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Fonte: Fernando César Lima Leite - Faculdade de Ciência da Informação-UNB por e-mail
Data: 24/10/2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nova edição da Revista Química Nova na Escola está disponível na internet


A Sociedade Brasileira de Química (SBQ) disponibilizou on-line o 33º volume, número 3, da revista Química Nova na Escola.

A publicação apresenta um conjunto de artigos sobre a popularização da ciência por meio da inserção do ensino de química no contexto sociocultural dos estudantes.

Um dos artigos apresenta os resultados de uma pesquisa sobre os saberes populares relacionados ao pão artesanal. Já o artigo Por que foi mesmo que a gente foi lá? descreve os resultados de um estudo sobre os objetivos dos professores ao visitar um parque de ciência. De acordo com os editores, as conclusões trazem reflexões importantes sobre divulgação científica.

Outros artigos relatam experiências em sala de aula. Um deles aborda a utilização do cinema em aulas de química para abordagem dos conteúdos de funções orgânicas e bioquímica. Já ó artigo Desafio militar: missão dada é missão cumpridademonstra a aplicação dos princípios da contextualização e interdisciplinaridade na educação química em uma escola militar.

Os artigos podem ser acessados em qnesc.sbq.org.br/online/qnesc33_3/

Fonte: Agencia Fapesp
Data:21/10/2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cifonauta exibe extenso banco de imagens sobre biologia marinha



Está no ar desde setembro o site Cifonauta, banco de imagens do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da USP com mais de 11 mil imagens, 260 vídeos e tours, seleção de fotos sobre temas de interesse de biólogos e pesquisadores que estudam o ambiente marinho – e também de qualquer pessoa que tenha curiosidade sobre a diversidade da vida nos oceanos, e as imagens impressionantes que produz.


O projeto foi criado pelos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini, e o processo de montagem do site durou cerca de dois anos, entre o início das programações e as fases de teste em sistema fechado. Hoje o site ainda está em estágio beta, mas praticamente “90% finalizado”, segundo Migotto. Os criadores estão atentos para sugestões e críticas de usuários para aprimorar conteúdo e performance.

Todo o conteúdo apresenta referências bibliográficas uma ficha técnica do organismo contendo seu tamanho, local de origem e nome científico, por exemplo. A estrutura de buscas se dá através de diversos marcadores ou  da classificação taxonômica, ou seja, divisão por reino, filo, classe, até chegar a espécie desejada – lembrando que a principal proposta do site é que se possa compartilhar informações científicas e divulgar a biodiversidade marinha através de imagens.

Outro objetivo é tornar-se uma referência de qualidade na internet, onde apesar da quantidade de informação disponível, a procedência e confiabilidade são duvidosas. Neste sentido, “o site tem recebido um retorno bastante positivo”, afirma Migotto.



Navegue no tour sobre o ciclo de vida de um equinodermo

O conteúdo do banco está, integralmente, sob a licença de uso Creative Commons, que permite a divulgação do conteúdo desde que dados os devidos créditos do trabalho e que seja utilizado para fins não comerciais, sem necessidade de pedir autorização para isso. Desta forma, a ciência pode ter um fôlego maior de divulgação sem que o trabalho seja vulgarizado pela pirataria. Segundo Migotto, o modelo “é o ideal porque permite flexibilidade para uso não comercial”.

O Cifonauta, como está explícito no site, não é quem gerencia os direitos das imagens caso alguma empresa ou editora deseje utilizá-las, mas coloca-as em contato com o autor, que é quem negocia o possível uso comercial.

Técnicas
As fotos veiculadas são feitas com diversas técnicas. Normalmente câmeras digitais são acopladas em microscópios óticos ou eletrônicos, dependendo do organismo que está sendo fotografado, podendo ser aumentada a resolução em até mil vezes. Uma outra técnica, pouco utilizada por ter um custo bastante elevado, consiste no uso de um microscópio eletrônico de varredura (MEV), utilizando-se de um feixe de elétrons para realizar a fotografia, através de um processo altamente sofisticado.

Os dois fundadores do site concordam que falta divulgação da biologia marinha. Migotto diz que “há pouca informação, e de qualidade há menos ainda”, enquanto Vellutini acredita que a vida nos oceanos está cada vez mais em foco, mas muito pouco pela sua importância nos ecossistemas do planeta. “Temos uma costa oceânica imensa e conhecemos muito pouco sobre ela”, comenta. É neste sentido que “as imagens são bons instrumentos de divulgação para a biologia marinha, pois despertam a curiosidade e a reflexão sobre a enorme diversidade dos oceanos”, acrescenta o Vellutini.

Histórico

O Cifonauta começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos, após ter sido enviado um projeto maior ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que foi aprovado com restrições no orçamento. A prioridade, então, foi dada à montagem do banco de imagens. Inicialmente, as versões mais antigas do site do Cebimar já continham galeria de fotos, com um número aproximado de mil imagens de organismos.

Em 2007 houve a exposição fotográfica Oceano: Vida Escondida, que evidenciou o interesse imagético do público pela biologia marinha. Desde então, o projeto evoluiu e hoje disponibiliza um grande arsenal de informações para os interessados. Segundo Vellutini, o próximo passo do projeto será captar imagens feitas por pesquisadores que desejam divulgar seu trabalho no banco e contribuir para que o conteúdo seja representativo e cada vez mais completo.

Acesse o site: www.cifonauta.cebimar.usp.br



Fonte: USP
Data:14/10/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Gerenciando grandes quantidades de dados


Confira técnicas para vencer o desafio de gerenciar Big Data 
Por John Brandon, da Computerworld/EUA

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, a Amazon.com e a Mazda adotaram modelos para lidar com o armazenamento de grande quantidade de dados.

Se você acha que os sistemas de armazenamento de data center estão fora de controle, imagine ter 450 milhões de objetos em seu banco de dados ou ter de adicionar 40 terabytes de informações a cada semana.

Os desafios de gerenciar grandes quantidades de dados envolvem o armazenamento de arquivos enormes, criando no longo prazo bancos de dados e, obviamente, tornando as informações acessíveis. "Enquanto o gerenciamento de dados sempre foi a função-chave da TI , o atual frenesi levou a atividade a um nível totalmente novo", diz Richard Winter, da WinterCorp Consulting Services, que analisa tendências em Big Data <http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/09/02/big-data-e-um-grande-negocio> .

Novos produtos são lançados constantemente, como Hadoop, MapReduce, NoSQL ou dezenas de outras tecnologias, sistemas de arquivos e arquiteturas, e o segmento não para de crescer, diz Winter.

Algumas empresa já sabem muito bem quais são os desafios inerentes à gestão de Big Dat <http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/08/25/big-data-analise-avancada-e-vital-para-os-negocios> a. Na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, na Amazon.com e na Mazda [fabricante japonesa de automóveis], a tarefa exigiu abordagens inovadoras para lidar com bilhões de objetos e mídias de armazenamento de escala peta, marcação de dados para recuperação rápida ou para eliminar erros.

Veja a seguir o modelo que cada uma dessas organizações adotou para gerenciar os grandes volumes de dados:

1. Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

A Biblioteca do Congresso processa 2,5 petabytes de dados a cada ano, o que equivale a cerca de 40 terabytes por semana. O líder de engenharia de sistemas da biblioteca, Thomas Youkel, estima que a carga de dados irá quadruplicar nos próximos anos, graças à dupla demanda por dados advinda de historiadores e da necessidade de preservar as informações em todas as suas formas.

As informações da biblioteca são armazenadas em cerca de 15 mil a 18 mil discos ligados a 600 servidores em dois data centers. Mais de 90% dos dados, ou mais de 3 petabytes, é armazenado em uma SAN (storage area network) conectada, o restante é armazenado nos discos network-attached storage.

A Biblioteca do Congresso tem um "modelo interessante" em que parte das informações armazenadas são metadados - ou dados sobre os dados que estão armazenados - enquanto o outro é o conteúdo real, diz o analista da empresa de consultoria StorageIO, Greg Schulz.

Muitas organizações usam metadados, mas o que torna a biblioteca original é o tamanho de seu armazenamento de dados e o fato de que tem tags de absolutamente toda a sua coleção, incluindo gravações de áudio, vídeos, fotos e outras mídias, explica Schulz.

O conteúdo real - que é raramente acessado - está idealmente mantido off-line e em fita, diz Schulz, talvez com uma miniatura ou em cópias de baixa resolução no disco.

Hoje, a biblioteca possui cerca de 500 milhões de objetos por banco de dados, mas Youkel espera que esse número cresça para até 5 bilhões. Para se preparar, a equipe do Youkel começou a repensar o sistema da biblioteca. "Estamos olhando para novos sistemas de arquivos que podem lidar com muitos objetos", diz ele.

O analista de armazenamento do instituto de pesquisas Gartner, Gene Ruth, diz que é fundamental fazer a ampliação corretamente. Quando um armazenamento de dados cresce para além de 10 petabytes, o tempo e a despesa com backup e manipulação de dados pode ter um aumento explosivo. Uma abordagem, segundo ele, é ter infraestrutura em um local principal que controla a maioria dos dados e outro para instalação secundária, voltado para armazenamento a longo prazo.

2. Amazon.com

A gigante do e-commerce Amazon.com está, rapidamente, se tornando um dos maiores detentores de dados no mundo, com cerca de 450 bilhões de objetos armazenados em sua nuvem para clientes e suas próprias necessidades de armazenamento. A vice-presidente de serviços de armazenamento na Amazon, Alyssa Henry, diz que isso se traduz em cerca de 1,5 mil objetos para cada habitante dos EUA e um para cada estrela na galáxia Via Láctea.

Alguns objetos do banco de dados são bastante massivos - com até 5 terabytes cada. Alyssa acredita que um único objeto de tamanho pode ficar tão pesado quanto 500 terabytes a partir de 2016. O segredo para lidar com Big Data, diz ela, é dividir os objetos em pedaços, em um processo chamado de "parallelization".

Em seu serviço de armazenamento S3, a Amazon utiliza seu próprio código personalizado para dividir arquivos de 1 mil MB. Essa é uma prática comum, mas o que faz abordagem da Amazon única, é que o processo de divisão de arquivos ocorre em tempo real. "Essa arquitetura de armazenamento sempre disponível é um contraste com alguns sistemas de armazenamento que movem os dados em estado 'arquivado' e 'ao vivo', criando um atraso potencial para recuperação de dados", explica Henry.

Outro problema na manipulação de dados massivos são os arquivos corrompidos. A maioria das empresas não se preocupa com o arquivo ocasionalmente corrompido. No entanto, quando se trata de quase 450 bilhões de objetos, mesmo com baixas taxas de falhas, tornam-se difíceis de gerenciar.

Um software sob demanda da Amazon analisa cada pedaço de dados para erros de alocações de memória, calcula o checksums, e analisa o quão rápido um erro pode ser reparado para entregar o rendimento necessário para o armazenamento em nuvem.

3. Mazda

A Mazda Motor Corp, que possui 900 revendedores e 800 funcionários nos EUA, gerencia cerca de 90 terabytes de dados. O arquiteto de infraestrutura das operações da Mazda na América do Norte, Barry Blakeley, diz que as unidades de negócios e os revendedores estão gerando quantidades cada vez maiores de arquivos de dados analíticos, materiais de marketing, bases de dados para inteligência de negócios, dados do Microsoft SharePoint e muito mais. "Temos tudo virtualizados, incluindo o armazenamento", afirma Blakeley.

A empresa utiliza as ferramentas da Compellent, que agora faz parte da Dell, para a virtualização de armazenamento Dell PowerVault NX3100 e como seu SAN, com a VMware sistemas para hospedar os servidores virtuais.

O segredo, diz Blakeley, é migrar dados "obsoletos" rapidamente para fita. Ele informa que 80% dos dados armazenados pela Mazda tornam-se obsoletos em poucos meses, o que significa que blocos de dados não são acessados. Para acomodar esses padrões de uso, o armazenamento virtual foi criado em uma estrutura em camadas. Discos em estado sólido são conectados por switches Fibre Channel e compõem o primeiro nível, que lida com 20% das necessidades de dados da empresa.

O resto dos dados são arquivados em discos mais lentos rodando a 15  rpm sobre Fibre Channel em um segundo nível e de 7,2 mil rpm discos conectados por Serial-Attached SCSI em um terceiro nível.

Blakeley diz que a Mazda está colocando os dados cada vez menos na fita - cerca de 17 terabytes atualmente - uma vez que a virtualização de armazenamento continua.

Globalmente, a empresa está se movendo para um "modelo de continuidade de negócios", em oposição a um modelo puro de recuperação de desastres, explica. Em vez de ter armazenamento de backup off-site, que estaria disponíveil para recuperar e restaurar dados em um cenário de recuperação de desastres, "vamos replicar ambos os dados em tempo real e de backup para um serviço de colocation", aponta.

Nesse cenário, as aplicações Tier 1 serão on-line quase imediatamente em caso de uma falha do site principal. Outras camadas serão restauradas a partir de dados de backup que foram replicados para colocation.

Adaptar as técnicas

Essas organizações são prova de que é possível lidar com Big Data. Schulz, da StorageIO, diz que outras empresas podem replicar alguns dos seus processos, incluindo a execução checksums nos arquivos, realização do monitoramento de falhas de discos, usar um sistema de alerta para a equipe de TI, incorporar metadados e usar a replicação para ter certeza de que os dados estarão sempre disponíveis. No entanto, a decisão crítica sobre dados massivos é escolher a tecnologia que atende às necessidades da organização, e não o sistema que é mais barato ou mais popular no momento, diz ele.

No final, a maior lição pode ser que enquanto os Big Datas geram muitos desafios <http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/09/16/alem-do-bi-e-hora-de-se-preparar-para-o-ci-diz-teradata> , existem também muitos caminhos para o seu sucesso.

Fonte: prof. Murilo Bastos por e-mail
Data: 17/10/2011

Do fisico para o digital: novo volume da revista Ágora está disponível

Revista Ágora foi criada em 1985 pela Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. A edição partir de 2011 é uma parceria com o Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Catarina.












Artigos do v. 21, n. 42 (2011)


Tabela de temporalidade da UFSC em formato eletrônico: otimizando o sistema
Eliana Maria dos Santos Bahia, Ezmir Dippe Elias

Cultura e cidade: o problema da preservação do patrimônio urbano
Carlos Eduardo dos Reis

La formación del archivólogo en los estudios de postgrado en Venezuela
Ana Virginia Tovar Alvarado

Arquivometria
Adilson Luiz Pinto

Gestão da produção documental no Poder Judiciário do Estado do Amazonas
Erzenildo de Oliveira Freitas

Empreendedor no ambiente da informação
José Francisco Bernardes, Ursula Blattmann

Mapeamento dos arquivos escolares: história, memória e preservação de documentos
Eva Cristina Leite da Silva 

Fonte: Editora da Revista por e-mail
Data: 17/10/2011




Internet pode chegar a 80% das residências brasileiras até 2015

Especialista defende "cesta básica da web" para conectar mais usuários rapidamente.

O acesso à internet, presente em somente 27% dos lares brasileiros, pode quase triplicar ao longo dos próximos quatro anos, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). De acordo com o órgão, que integra as iniciativas e serviços de internet no país, políticas de inclusão aliadas à continuidade de aumento da renda do brasileiro podem ser os fatores determinantes para elevar a base de conexões em curto prazo. Atualmente, 4,5 milhões de domicílios têm computadores sem acesso à rede. O número de internautas, considerando locais públicos de acesso, ultrapassa 73 milhões de pessoas.

"Parte do crescimento de usuários residenciais pode vir da criação de uma 'cesta básica da internet', que é o mínimo de conexão para o brasileiro médio", diz Demi Getschko, conselheiro do CGI.br.

Caso as medidas não tenham sucesso, o mínimo de expansão projetado pelo CGI é de 52% até 2015. À medida que as conexões crescem, o brasileiro deve também aumentar o uso das redes sociais. A pesquisa do CGI aponta que 67% dos internautas brasileiros usam atualmente sites como Facebook, Twitter ou Orkut, número que deve chegar a 100% até 2014.

"Hoje, as necessidades dos grandes centros, como em São Paulo, são diferentes das do interior do Piauí", afirma Getschko. "Quem está entrando na rede agora não vai baixar um filme 3D para ver em sua TV de plasma, precisa de infraestrutura para ler notícias, ver redes sociais e usar serviços de governo eletrônico."

Na avaliação de Getschko, apesar de criticado por propor internet a velocidades relativamente superadas atualmente (1 megabit por segundo por R$ 35), o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) pode suprir parte dessa demanda por conexão básica.

Tributação - Na esteira da discussão sobre preços de conexão, surge também o debate sobre o custo do serviço dos provedores de acesso à rede. No mês passado, o CGI divulgou comunicado atestando que, tecnicamente, o provimento de internet não é um serviço de telecomunicações e, por isso, não pode ser tributado como tal.

O documento marca a entrada do comitê em uma discussão travada entre provedores e o Ministério das Comunicações, que pretende mudar as regras para serviços de internet. A ideia da pasta é transformá-los em prestadores de serviço de telecomunicações. Caso as normas sejam mudadas, os preços poderiam aumentar para o consumidor.

Hoje, o provimento é um SVA (Serviço de Valor Adicionado). Com a mudança, os provedores teriam de passar a recolher ICMS, cuja alíquota média é de 25%. Como SVA, recolhem 5% em tributos.
(Folha de São Paulo)

Fonte: JC e-mail 4364
Data: 14/10/2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Códigos de ética na pesquisa

Denúncias de fraudes científicas, plágios e as consequências dessas práticas vêm ganhando espaço na mídia. O tema não é novo, mas a necessidade de boa conduta na pesquisa científica tem sido foco de preocupação de toda a comunidade científica no Brasil e no mundo. Em maio, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) constituiu uma Comissão de Integridade de Pesquisa que apresentará, nos próximos dias, o relatório que traz um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar eventuais condutas reprováveis. Seguindo o mesmo esforço de esclarecer e reforçar na comunidade científica uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançou, no dia 27 de setembro, o Código de Boas Práticas Científicas. Para a comissão do CNPq, é importante que a agência de fomento defina, explicitamente, quais práticas não são consideradas aceitáveis. Para o presidente da Fapesp, o aumento da produção científica nacional traz a necessidade de se discutir e orientar os pesquisadores. "Desde a sua fundação, há quase 50 anos, a Fapesp norteia sua atuação pelo critério da idoneidade e qualidade dos projetos e dos pesquisadores. No decorrer dos anos, o número de projetos e pesquisadores cresceu muito e tornou-se necessário explicitar esses critérios para orientação da conduta nas atividades científicas", disse Celso Lafer, presidente da Fapesp. A academia tem seus mecanismos de verificação, avaliação e correção de erros e desvios na publicação. Mas a vigília da comunidade às vezes não impede que fraudes aconteçam. O texto proposto pela comissão do CNPq define como condutas ilícitas a fabricação ou invenção de dados (apresentação de resultados ou dados inverídicos) e a falsificação (manipulação de resultados obtidos de forma a alterar seu significado, interpretação ou confiabilidade, incluindo a apresentação de resultados obtidos em condições diversas daquelas efetivamente utilizadas). O documento também define como fraude Plágio, que é a apresentação, como se fosse de sua autoria, de resultados ou conclusões anteriormente obtidos por outro autor, bem como a utilização de ideias obtidas em análises de projetos ou manuscritos não publicados aos quais o pesquisador teve acesso como consultor, revisor, editor ou assemelhados. Os membros da comissão também definem o Autoplagio como a apresentação de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as referências aos trabalhos anteriores. Atuação - O conjunto de diretrizes que será divulgado pelo CNPq traz duas linhas de ação: ações preventivas e pedagógicas e ações de desestímulo a más condutas, inclusive de natureza punitiva. De acordo com o documento, é importante atuar pedagogicamente na orientação dos pesquisadores sobre as boas práticas, principalmente dos jovens. Disciplinas de conteúdo ético e de integridade de pesquisa devem ser estimuladas e disseminadas tanto em cursos de graduação como de pós-graduação. O código da Fapesp também destaca o papel da educação do pesquisador, e sugere que as instituições organizem periodicamente treinamentos e cursos que abordem a questão das boas práticas. "Muitas vezes a discussão só surge quando se chega ao momento da investigação e das sanções relacionadas aos deslizes éticos. Mas é preciso dar atenção à educação da comunidade científica – em especial aos jovens – nessas boas práticas e à prevenção caracterizada pela orientação do pesquisador toda vez que houver dúvidas sobre o assunto", afirmou. Investigações – O próximo passo do CNPq será constituir uma comissão permanente para difundir informações sobre pesquisa ética, principalmente sob o ponto de vista da publicação científica. O grupo será responsável por analisar as denúncias que chegam ao órgão. As recomendações do CNPq sobre ações corretivas e punitivas destacam a necessidade de cautela frente às denúncias. Quando estas forem julgadas verossímeis, o órgão criará uma comissão extraordinária de especialistas para analisar o caso, fora da instituição onde o cientista acusado trabalha. A Fapesp também estabeleceu no código os procedimentos adequados para quando um caso relacionado à má conduta na pesquisa chegar ao ponto de levar a uma investigação. O procedimento terá uma primeira fase interna e sigilosa, a fim de verificar as eventuais alegações e preservar, ao mesmo tempo, os envolvidos que venham a ser inocentes. Publicações – Além da publicação impressa do Código de Boas Práticas Científicas da Fapesp, que será enviada a seus pesquisadores e bolsistas, a agência criou um site que reúne links para diversas experiências internacionais, como manuais, análises e referências gerais que tratam do tema. Confira: . O texto da comissão do CNPq será divulgado no site da agência nos próximos dias. (Jornal da Ciência e Agência Fapesp) Fonte: JC 699, de 7/10/11 Data : 14/10/2011

Prêmio Pesquisador Gaúcho



Estão abertas as inscrições para o Prêmio Pesquisador Gaúcho - Ciência, Tecnologia e Inovação 2011
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Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), a premiação tem o objetivo de reconhecer pesquisadores das áreas científicas e tecnológicas que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do estado do Rio Grande do Sul. Além de premiar os pesquisadores destaques em sete áreas do conhecimento (Agrárias, Saúde, Biológicas, Artes e Letras, Educação e Psicologia, Administração e Economia e Ciências Humanas e Sociais), também serão reconhecidos os jovens doutores; alunos de graduação e de ensino técnico inseridos em projetos inovadores e pesquisadores que atuaram dentro de micro e pequenas empresas. Para os organizadores, tem a proposta de mostrar à sociedade que a pesquisa é uma ferramenta fundamental para a busca de soluções, inovações e para a melhoria de vida das pessoas em diversos aspectos.

 Este ano, o evento terá também, uma referência especial ao Ano Internacional da Química, fazendo uma homenagem ao pesquisador e professor da UFRGS Jairton Dupont, único representante do Brasil e da América Latina a figurar entre os 100 maiores químicos do mundo. Com abrangência estadual, a submissão de projetos pode ser feita até o dia 31 de outubro. O regulamento poderá ser conferido no site . (Ascom Fapergs)