sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ONU lança Retrospectiva 2011

Em 2011 o mundo chegou a sete bilhões de habitantes, o que lhe impõe uma série de desafios. Embora produza alimento suficiente, milhares de pessoas ainda passam fome. Mudanças climáticas afetaram todo o planeta, que sofreu com severas secas e implacáveis tempestades, desencadeando doenças.


A insegurança alimentar deu provas de ser um risco para a paz mundial, também dependente do desenvolvimento sustentável, alcançável apenas com a participação de todos. A união é possível. Foi assim que assistimos à queda de governos ditatoriais no Oriente Médio e na África. O povo clamou por liberdade e democracia. Vimos não só as ruas tomadas por manifestantes em diversos países, como também testemunhamos os que compareceram às urnas para fazer valer suas vontades após anos de conflito.

A ONU esteve presente em todos os momentos, socorrendo os mais vulneráveis, apoiando processos eleitorais, prevenindo violações de direitos humanos e agindo onde elas ocorreram. Trabalhadores humanitários arriscaram suas vidas para garantir acesso aos direitos mais básicos. Dezenas deles morreram, mas deixaram plantadas as sementes da esperança, que não morrerá.

O apoio técnico também foi levado por nossos especialistas para ajudar governos nas respostas a crises, como no Japão, evitando uma catástrofe nuclear depois do terremoto e do tsunami. A comunidade internacional deu boas-vindas a um novo país, o Sudão do Sul, e neste caminho da democracia, do direito à igualdade, também progride para receber a Palestina, hoje Estado-Membro da Unesco.

Estes e outros momentos memoráveis estão na "Retrospectiva das Nações Unidas 2011", que você pode assistir acessando http://youtu.be/D2pV7QzCg-4.
(Informações da UNIC Rio)

Fonte: JC e-mail 4411
Data: 22/12/2011

Luta unificada pela melhoria da qualidade da educação do Brasil

Intelectuais e sociedade civil precisam se envolver na luta pela conquista da qualidade da educação para que essa se torne uma política de Estado e não se altere conforme o partido político no governo. A opinião é de Isaac Roitman, autor do livro 'A Urgência da Educação', lançado este ano em parceria com Mozart Neves Ramos, fruto de seus artigos publicados no Correio Braziliense.


Em uma alusão ao título de sua obra, Roitman vê necessidade de, pelo menos, começar a melhorar a qualidade da educação, principalmente a do ensino básico, considerado precário e onde reside o gargalo educacional do Brasil. "Se não começarmos, é possível chegarmos a uma situação irreversível", declara o autor, também coordenador do Grupo de Trabalho da Educação da SBPC, criado em 2008, com o objetivo de estimular a instituição de uma política contínua e de aprimoramento da educação.

Com longa experiência na área acadêmica, Roitman diz notar deficiência de estudantes do ensino médio que entram nas universidades "tolhidos" das suas principais vocações intelectuais. "Toda vontade criativa que tem em uma criança é bloqueada no ensino básico", disse o professor aposentado que lecionou nas universidades federais do Rio de Janeiro e de Brasília, em entrevista ao Programa Tirando de Letra da UnBTV. Dentre outras ocupações, Roitman foi reitor da Universidade de Mogi das Cruzes e diretor de avaliação de cursos da Capes.

Efeitos automáticos nas universidades - Conforme entende Roitman, se começar a melhorar o ensino base certamente haverá efeitos positivos no ensino superior. "Não haverá bons pesquisadores sem uma formação excelente básica e uma excelente formação do ensino superior", avalia.

Para Roitman, essa é uma necessidade que precisa ser colocada na pauta de prioridades do Brasil. "Se não fizermos isso, o nosso futuro será comprometido", declara ele.

Problemas crônicos - Segundo ele recorda, o problema da baixa qualidade da educação brasileira é histórico, embora planos de educação a cada ano são criados, recriados e reelaborados.

Nesse caso, Roitman disse que na década de 1930 já havia um grupo de 21 intelectuais preocupados com a qualidade da educação brasileira, dentre os quais Cecília Meireles (1901-1964) e Fernando Azevedo (1894-1974), que fundaram o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. O mesmo ocorreu três décadas depois, quando em 1959 um universo de 200 intelectuais, dentre eles Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, e Anísio Spínola Teixeira (1900-1971), foram à luta pela melhoria da educação nacional.  Em nenhum dos casos, ele lamenta, houve sucesso.

"Se lermos o primeiro manifesto de 1932 e o de 1959, parece que foram escritos na semana passada. Todos os problemas estão colocados, os diagnósticos são muito bem feitos e (igualmente) as soluções. Ai vem a pergunta. Por que nada acontece?", questiona.

"Vou falar algo que, talvez, intelectuais não gostem: nada aconteceu porque intelectual não faz revolução; intelectuais pensam, fazem diagnósticos e preposições que vão ficar nas prateleiras. É preciso que os intelectuais, juntamente com outros setores da sociedade, pressionem para que a educação seja uma política de Estado", destaca.

Participação da sociedade civil - Roitman destaca a necessidade da participação da sociedade civil nessa luta. "Não adianta os intelectuais e acadêmicos discutirem as coisas com eles mesmos, pois nada vai mudar", diz.

Segundo recomenda Roitman, o Brasil precisa implementar uma meta de qualidade da educação de forma permanente. Ou seja, invariavelmente às mudanças do partido político que assume o governo. "A educação não deve ser um tema partidário. Só assim conseguiremos atingir uma meta de ter uma boa educação, uma base para um povo feliz. Creio que isso é possível, se não acreditasse nisso iria me recolher aos meus próprios pensamentos", filosofa o autor.

Na entrevista à UnBTV, Roitman destaca, ainda, o papel da SBPC na luta pela educação e pela defesa de investimentos em ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Brasil em curto e longo prazos.

(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência)

Para ouvir a entrevista na íntegra acesse os links:
http://www.youtube.com/watch?v=ENOWWIjuZEE
http://www.youtube.com/watch?v=tQCPwPIjmUU
http://www.youtube.com/watch?v=7cxiQ18YYew

Fonte:  JC e-mail 4411
Data: 22 de Dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“Biciclotecário”, o homem que montou uma biblioteca sobre rodas

Conheça a história do ex-agropecuarista Robson Mendonça, que já emprestou mais de 4 mil livros a moradores de rua do Centro de São Paulo. "Carrego até 200 quilos de livros"

Robson Mendonça,“biciclotecário”,
60 anos, seis meses de atividade



Eu era agropecuarista em Alegrete (RS) e há dez anos decidi vender tudo e vir para São Paulo. Logo que cheguei, fui assaltado. Sem dinheiro ou documentos, virei morador de rua. Minha mulher e filhos vieram pouco depois, mas morreram num acidente de carro. Por causa da emergência, pedi para dar um telefonema num prédio público e fui proibido de entrar. Fiquei revoltado, juntei um pessoal de albergues e formamos um grupo para lutar pelos nossos direitos. Surgiu o Movimento Estadual da População em Situação de Rua, que ajuda a encaminhar os sem-teto a cursos e empregos. Só em 2011 tiramos 242 pessoas da rua.
Descobri que não conseguiria nada sem estudo. Tentava pegar livros em bibliotecas, mas não podia, porque não tinha comprovante de residência. Decidi que um dia criaria uma biblioteca itinerante que não exigisse nenhum cadastro. Quando conheci o Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, enviei o projeto e eles viabilizaram a “bicicloteca”. Levo até 200 quilos de livros pelo Centro todos os dias, quase 300 obras! Temos cerca de 18 mil livros para ser emprestados e 90% dos leitores são moradores de rua.

Há dois meses a bicicloteca foi roubada durante uma reportagem. Descobri quem a levou e a polícia foi comigo buscar o triciclo, que precisou ser reformado. Vamos conseguir mais dez biciclotecas até o fim de 2012. Já conseguimos até um modelo elétrico que disponibiliza Wi-Fi e uma webcam, para cadastrar fotos dos moradores e ajudar as famílias a encontrá-los.

Hoje moro em uma pensão e leio bastante. Meu autor preferido é Mario de Andrade e o livro que mais marcou minha vida foi A revolução dos bichos, de George Orwell. Tenho lido muitos textos na área de Direito para aprender sobre jurisprudência e entender os casos da população de rua. Não acreditam que eu faço isso de graça. Um dia um rapaz da Praça da Sé disse que antes da bicicloteca ele e os colegas viviam bebendo cachaça e agora estão estudando. Quer pagamento maior que ver alguém aprender?

Fonte:  Epoca São Paulo
Data: 20/12/2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Número de mulheres aumenta, mas ciência ainda é feudo masculino

Elas são maioria na graduação, mas eles comandam posições de destaque.


A primeira mulher a integrar os quadros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi ninguém menos que a polonesa naturalizada francesa Marie Curie - a primeira cientista da História a ganhar dois prêmios Nobel, de física e química. Isso foi em 1926, dez anos após fundada a instituição, numa homenagem à passagem de Curie pelo Brasil. Quase um século depois, o número de mulheres aumentou muito, lógico. Mas, apesar da estreia em grande estilo, ainda é bem inferior ao de homens, mesmo entre as novas gerações.

De acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo, dos 112 jovens cientistas (até 42 anos) eleitos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC) apenas 29 são mulheres. O desequilíbrio nas posições de destaque na ciência reflete a situação geral do país: o número de mulheres já supera ligeiramente o de homens na graduação e na pós, mas os cargos mais elevados permanecem nas mãos deles.

"A novidade é que há mulheres na ciência; então temos que saudar o fato de elas estarem aparecendo mais", afirma a economista Hildete Pereira de Melo, professora associada da Universidade Federal Fluminense (UFF), responsável por numerosos estudos sobre a participação feminina no mercado de trabalho em geral e na ciência em particular. "Sim, ainda há uma grande discrepância. As mudanças culturais são muito lentas mesmo, há ainda uma longa estrada na construção da igualdade, mas tudo indica que as próximas gerações terão uma participação cada vez maior."

Estudo feito pela economista com base em números do Censo de 2000 revela que, já naquele ano, as mulheres superavam os homens (56,5% a 43,5%) nos cursos de graduação. Na pós (mestrado e doutorado), a diferença era um pouco menor, mas se repetia: 52% a 48%. Mas a supremacia parece desaparecer quando se chega a posições de destaque e cargos mais elevados. Para onde foram todas essas mulheres?

Conciliar família e trabalho - Para Camila Indiani de Oliveira, de 38 anos, especialista em ciências biológicas da Fiocruz-BA e integrante da ABC, trata-se de uma preocupação global para quem faz ciência. "Na graduação e na pós tem muita mulher mesmo. E mesmo entre os professores. Mas, depois, elas começam a sumir", afirma a bióloga. "Não acho que haja um preconceito direto, mas acho que há uma falta de tolerância com o fato de que, numa determinada fase da vida, quando tiver filhos, vai haver um período em que ela vai produzir menos, publicar menos, orientar menos."

Na análise de Camila, enquanto nos EUA há políticas afirmativas e ações que apoiam as mulheres, aqui o assunto nem é debatido. "Falta o apoio formal das instituições, como creches, por exemplo. Políticas afirmativas nas escolas, nas faculdades", afirma.

Também integrante da ABC, Flávia Carvalho Alcântara Gomes, de 42 anos, concorda com a colega. Chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, primeira professora titular da instituição e coordenadora da pós-graduação em ciências morfológicas, ela também vê poucas mulheres em cargos de chefia. E também não acredita que o preconceito direto seja a explicação.

"Em geral, há mais mulheres do que homens na ciência hoje, mas, de fato, os quadros de liderança, de tomada de decisão, ainda são mais masculinos", afirma Flávia. "A ciência hoje é voltada para o mérito, mas tudo leva um tempo para ser incorporado, para refletir nos quadros mais altos."

Flávia destaca também a necessidade de maior apoio institucional, lembrando, por exemplo, que bolsistas da pós-graduação não têm direito à licença maternidade. "Acho que a reversão desse quadro só vai acontecer quando houver uma forma melhor de conciliar família e trabalho. Para muitas mulheres, em carreiras que exigem muita dedicação, fica difícil conciliar as duas coisas", acredita Hildete.
(O Globo - 15/12)

Fonte:  JC e-mail 4408
Data: 19/12/2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Periódico internacional Journal of Materials Research and Technology recebe artigos

A academia agora conta com mais um importante periódico especializado para a publicação de artigos originais - totalmente em inglês: o Journal of Materials Research and Technology (jmr&t). A iniciativa é da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) e vai ao encontro da crescente demanda por veiculações técnico-científicas relacionadas ao setor.


Essa oportunidade também foi reconhecida nos congressos e seminários nacionais e internacionais promovidos pela Associação, que recebeu um número maior de contribuições qualificadas. Na edição especial distribuída à comunidade técnico-científica, em 29 de novembro, constam tipos de artigos que serão aceitos, forma de apresentação e fluxo de seleção e aprovação dos trabalhos, que devem ser originais nas áreas de Pesquisas, Tecnologia e Inovação de Materiais, Metalurgia e Mineração.

É necessário que as 'Artigos Originais' documentem resultados significantes que contribuem com a extensão do conhecimento e que os 'de Revisão' sejam extensões de pesquisas sobre um assunto específico, nas quais a informação já publicada é compilada, analisada e discutida.

Além disso, é possível inscrever estudos como 'Comunicações Breves e Cartas'. Eles podem ser: artigo sobre uma nova descoberta ou um aspecto interessante de um estudo em andamento; prévia para apresentação de novas pesquisas e técnicas; tópicos, opiniões, ou propostas que podem ser de interesse dos leitores; críticas ou provas adicionais e interpretações referentes a artigos previamente publicados na jmr&t.

A edição especial da publicação, com as orientações para submissão de contribuições e apresentação do Conselho Editorial, pode ser obtida por download: http://www.senderdirect.com/iqdirect/controle2/?link_id=922507&tipo=C&ev=zdXZu9lM3YTO3IjM. Já a primeira edição do periódico será lançada em junho, com a publicação de 12 artigos. Por enquanto, as submissões de trabalho para a nova revista devem ser enviadas para o e-mail: jmrt@abmbrasil.com.br. Em breve, isso também poderá ser feito diretamente no Portal ABM, que já está com layout mais leve e sendo adaptado ao conceito Web 2.0, priorizando a interatividade e o compartilhamento de informações.

Mais detalhes sobre a jmr&t e submissões de trabalhos no site www.abmbrasil.com.br.
(Ascom da ABM)

Fonte:  JC e-mail 4404
Data: 13/12/2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Especialistas falam sobre o futuro das bibliotecas

Nos dias 24 e 25 de outubro, a Biblioteca Nacional convidou especialistas de várias partes do mundo para discutir o futuro das bibliotecas, com foco especial nas instituições nacionais de cada país. O seminário Biblioteca Nacional + 200 Anos trouxe ao Rio de Janeiro experts e diretores de Bibliotecas Nacionais para apresentarem experiências atuais e discutir perspectivas para o futuro da informação e seu compartilhamento.
Perguntamos para alguns dos convidados qual seria o futuro da "biblioteca" como instituição de preservação de memória e de oferta de conhecimento ao público. Como a biblioteca do futuro vai administrar a informação digital? Ela vai deixar de ser um espaço físico para se transformar em virtual? Veja o que responderam:
Paulo Herkenhoff, crítico de arte Acho que a era digital é uma era que vai ser determinada pelo leitor e pela leitura, mais que pelo objeto. Estar atento ao leitor me parece uma das chaves para o futuro da biblioteca. Se quisermos permanecer como sociedade, nós precisamos de instituições que sejam capazes de representar simbolicamente nossa diversidade, nossos conflitos, nossas diferenças. Quais são as contradições, quais são os conflitos? Tudo isso deve estar dentro dessa instituição. O futuro da biblioteca poderia ser esse lugar onde uma rede de subjetividades se construa como um processo coletivo. Esse lugar é virtual, mas é um lugar com vontade de ser esse lugar e, por isso, exigirá fineza política para que não seja partidário, mas um projeto de estado.
Maria Inês Cordeiro, subdiretora geral da Biblioteca Nacional de Portugal Embora caminhemos rapidamente para uma parte do acervo estar disponível na internet, nós não diminuímos o número de leitores. Até temos aumentado o número de consultas localmente. E isso contradiz um pouco aquilo que normalmente as pessoas esperam que é “quanto maior for o acervo digital, menor será a procura física, local, na biblioteca”. Tem sido uma experiência importante para nós verificar que não. Uma coisa não invalida a outra. Penso que isso se deve também à grande variedade do acervo e à dimensão enorme do acervo [da Biblioteca Nacional de Portugal]. Não penso que daqui a 50 anos a biblioteca física vai deixar de existir enquanto tal, procurada pelas pessoas, porque nós continuamos a preservar o patrimônio físico e a sociedade quer que continuem a existir os livros fisicamente. Mesmo que estejam digitalizados, haverá sempre uma procura por razões de investigação.
Marco Streefkerk, diretor da DEN Foundation (Dutch Knowledge Center for Digital Heritage)Houve uma discussão na Holanda sobre o futuro das bibliotecas e não se chegou a uma resposta. Há muitas opiniões sobre como será esse futuro e acho importante que a biblioteca discuta, mas que abra essa discussão para a sociedade. O que é esperado da Biblioteca? Que serviços especiais ela deve oferecer? Ainda acho que as pessoas gostam de estar juntas. Aprender é uma atividade social, não é algo que se pode fazer apenas em casa, na frente do computador.
John K. Tsebe, diretor da Biblioteca Nacional da África do SulOs livros estarão sempre aí, por isso devemos preservar o livro de papel. Ao mesmo tempo, devemos garantir a digitalização e o acesso a conteúdo virtual – talvez no sistema de computação em nuvens. É preciso que esse conteúdo seja acessado da forma mais universal possível. Minha visão é que a Biblioteca Nacional como um objeto físico, como uma construção, sempre existirá, porque se você olhar para qualquer país do mundo, a Biblioteca Nacional sempre será a maior biblioteca daquele país, em termos de espaço físico. É o lugar onde as pessoas podem ir, interagir, compartilhar ideias. O formato digital é importante, mas não vai substituir o livro físico. Acredito que devemos promover um equilíbrio entre as obras impressas e as virtuais – as que são digitalizadas ou as que já nascem digitais.
Roberto Aguirre Bello, chefe de coleções digitais da Biblioteca Nacional do ChileAs Bibliotecas Nacionais, como espaço físico, vão continuar existindo, sem dúvida. Muitas pessoas vão sempre preferir consultar os livros impressos, mas as bibliotecas virtuais oferecem algumas soluções, sobretudo para aqueles que desejam consultar obras de lugares remotos e a qualquer momento do dia. No Chile, a recepção aos objetos digitalizados tem sido muito boa e estamos fazendo todos os esforços para, cada vez mais, chegar a diferentes segmentos da comunidade com nossos serviços.
Aquiles Brayner, curador da coleção digital da British Library e consultor da Biblioteca Nacional do BrasilA biblioteca física vai virar um espaço simbólico e o simbólico vai virar quase o real, que é o virtual. A biblioteca vai ter que oferecer serviços para acesso a conteúdos digitais, disso não se tem nenhuma dúvida, e os objetos que a biblioteca retém em seu acervo vão ficar quase como um instrumento de museu, não exatamente nesse sentido, porque ele ainda vai ser manipulado. Mas com a cópia digital, a biblioteca vai ter que trabalhar cada vez mais na prestação de serviços do que propriamente na formação de acervos.

Fonte: Blog do Galeano
Data do acesso: 12/12/2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Museus celebram convênio para a conservação da biodiversidade brasileira

Os três museus mais antigos do Brasil detêm juntos 80% do acervo zoológico do País.


O diretor do Museu Goeldi, juntamente com a diretora do Museu de Zoologia da USP e o diretor do Museu Nacional, do Rio de Janeiro, celebram hoje (7), a assinatura de um Termo de Compromisso para o desenvolvimento de projeto interinstitucional para fortalecer coleções e núcleos de pesquisa nas áreas de paleontologia e neontologia.

O projeto, denominado, Evolução da fauna de vertebrados terrestres brasileiros do cretáceo ao recente: paleontologia e filogenia, tem como proposta fazer pesquisas para entender os processos de diversificação de espécies brasileiras, assim como a constituição da biodiversidade, baseados nas relações ancestrais entre espécies conhecidas ainda existentes e as já extintas. O projeto também se propõe estudar os aspectos históricos que formaram os principais ecossistemas intertropicais brasileiros. Para fazer essa análise, os pesquisadores irão buscar informações sobre a fauna e a flora brasileira em coleções científicas, acervos bibliográficos, como também por meio de pesquisa de campo.

A Rede - Hussam El Dine Zaher, diretor do MZUSP, é o coordenador geral do projeto. A equipe do Museu Nacional é composta por Sergio de Azevedo, responsável pela paleontologia, e Leandro Salles, coordenando a neontologia e a biologia molecular. Pelo Museu Goeldi, Heloisa Moraes Santos, da Coordenação de Ciências da Terra é responsável pela área de paleontologia. Ana Lúcia Prudente, da Coordenação de Zoologia, coordena os estudos de neontologia e Alexandre Aleixo coordena os estudos moleculares. No total, o projeto é composto por 48 pesquisadores, sendo 11 colaboradores estrangeiros e 29 colaboradores brasileiros.

De acordo com Ana Prudente, é importante obter parâmetros nas áreas de pesquisa envolvidas, para que haja uma "compreensão dos processos geradores e mantenedores da biodiversidade atual", afirma a pesquisadora.

Segundo Ana Prudente, uma rede de pesquisa entre diferentes instituições possibilita troca de conhecimentos "entre pesquisadores de uma mesma área e de áreas distintas, ações que refletem diretamente sobre todos os envolvidos". Os estudos iniciaram no início do ano e através do conhecimento científico gerado por esta Rede, pretende-se subsidiar políticas ambientais e constituir um atualizado acervo científico brasileiro.

As pesquisas serão feitas em um conjunto de bacias, como a Bacia Sanfranciscana, localizada no nordeste de Minas Gerais e a Bacia do Marajó, no leste do Pará, além de biomas e cavernas, nas quais serão coletados materiais da época Pleistocênica (1,8 milhão a 11.000 anos atrás) e Holocênica (11.000 anos até os dias atuais).

Mamíferos, aves e serpentes serão os grupos recentes a serem estudados. Já os grupos fósseis serão os de répteis, como crocodilos, dinossauros, quelônios, mamíferos e aves.

Objetivo - Com a pesquisa, os estudiosos pretendem verificar a expansão e retração ocorridas entre as espécies analisadas. A partir disso, o grupo de pesquisadores acredita que podem surgir estratégias de conservação e de utilização sustentável da Amazônia e do Cerrado. Assim, as pesquisas contribuirão para formar um acervo de informação sobre a biodiversidade brasileira, desde a origem até sua a diversificação.

Metodologia - O primeiro passo é fazer a coleta de dados, nas quatro principais bacias sedimentares - Bacia Sanfranciscana, Bacia Bauru, Bacia de Taubaté e na Bacia do Marajó. Outros dados também serão coletados em cavernas cársticas - cavernas formadas pela corrosão das rochas -, e nos biomas da Amazônia e do Cerrado.

As coletas de material fóssil e recente nos biomas serão feitas através de metodologias digitais, as quais não são invasivas ou destrutivas, o que possibilita a obtenção de imagens sem danificar o material analisado. Serão utilizados laser, scanners, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, os quais materializam estruturas internas não visíveis. O período previsto de pesquisa é de dois anos, mas pretende-se dar continuidade ao projeto, ainda nessa linha de pesquisa, a respeito dos outros biomas brasileiros. A coleta de dados ajudará também, como fonte de conhecimento de outras áreas, como a taxonomia, filogeografia, história natural, entre outros.

Intercâmbio internacional - Instituições de pesquisa da França, Estados Unidos, Inglaterra e Israel também farão parte da Rede através de estudos acerca da distribuição geográfica contemporânea de animais. Pesquisadores brasileiros farão intercâmbio para pesquisar nos acervos dessas instituições, para contribuir com as pesquisas feitas em território brasileiro.
(Agência Museu Goeldi)

Fonte:  JC e-mail 4400
Data:07/12/2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Governo suíço decide que download de músicas, games e filmes não é ilegal

autor: risastoider

Um em cada três suíços baixam arquivos protegidos por copyright e por um ano o governo do país tem pensado sobre o que fazer a respeito. Após pesquisas e muita discussão, as autoridades concluíram que o download para uso pessoal é legal e que, inclusive, os detentores dos direitos não serão prejudicados por isso.

Em resposta às reclamações da indústria do entretenimento, o governo da Suíça realizou um estudo para verificar o impacto desses downloads na sociedade. A pesquisa concluiu que a Internet representa uma revolução na distribuição de conteúdo e que as grandes empresas precisam saber lidar com isso.



“É o preço que pagamos pelo progresso. Os vencedores serão aqueles capazes de usar as novas tecnologias para obter vantagens e os perdedores são os que perdem a oportunidade e continuam seguindo modelos antigos de negócios”, afirma o relatório. E a pesquisa vai mais além, contrariando a ideia de que o mercado do entretenimento tem prejuízos com a pirataria.

Para chegar a essa conclusão,o governo suíço adaptou um estudo conduzido pelo governo da Holanda no ano passado, como conta o blog TorrentFreak. Os resultados mostram que, embora um terço dos cidadãos suíços maiores de 15 anos façam o download de músicas, filmes e jogos na Internet, eles não gastam menos dinheiro com entretenimento. Na verdade, as quantias que eles reservam para esse tipo de conteúdo permanece constante e que o ato de baixar arquivos da web funciona mais como uma prática complementar.

Isso significa que as pessoas que têm o costume de baixar arquivos tendem a ser frequentadoras mais assíduas de shows. Essa prática ainda beneficia bandas pouco conhecidas, que acabam lucrando com a divulgação pelo compartilhamento de canções digitais. Ainda segundo o estudo, quem baixa games acaba comprando mais do que os que não baixam.

O governo da Suíça recomenda aos gigantes da indústria que se adaptem a essa mudança no perfil do consumidor se não quiserem estar fadadas à morte. Por lá, o download para uso pessoal continuará legal, já que não foi comprovado um impacto negativo na sociedade. O país também rejeita medidas como filtrar ou bloquear conteúdo, alegando que esse tipo de iniciativa fere a liberdade de expressão e viola leis de proteção da privacidade, além de entender que existem diversas maneiras de furar os bloqueios.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Guia de boas práticas para revistas científicas de acesso livre


um guia de boas práticas para revistas científicas de acesso livre.

Fonte: Hélio Kuramoto por e-mail
Data: 23/11/2011

Guias de digitalização e direitor autorais

Hirtle, Peter B., Emily Hudson, and Andrew T. Kenyon. Copyright and cultural institutions: Guidelines for digitization for U.S. libraries, archives, and museums. Ithaca, NY: Cornell University Library 2009.

Hirtle, Peter. Copyright term and public domain in the United States as of January 1, 2011. Ithaka, NY: Cornell Copyright Information Center.
These guides focus on U.S. copyright law. They touch on international law, but as it has impact on digitization in libraries in the U.S. A digitization project based elsewhere would require researching the laws of that country and any international agreements it may be party to.

Fonte: BibNews por e-mail
Data: 29/11/2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Rede acadêmica brasileira ganha reforço para armazenar dados

Acordo assinado entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e empresa chinesa prevê doação de equipamentos para computação em nuvem.

A rede acadêmica brasileira terá um novo instrumento à disposição para armazenar dados e pesquisa. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a empresa Chinesa Huawei assinaram, nesta quarta-feira (30), em Brasília, uma carta de intenção referente à doação de equipamentos que serão usados na infraestrutura de computação em nuvem.

O recurso, mais conhecido como cloud computing (nome em inglês), consiste em armazenamento de dados para acesso remoto sem a necessidade de programas ou sistema operacional. O acordo é fruto de oferta realizada pela empresa durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China (em abril deste ano) e prevê a doação de centros de dados (datacenters) com grande capacidade de armazenamento. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), beneficiário inicial da doação, estabeleceu que a RNP, organização social supervisionada pela pasta, será responsável por planejar e gerir os datacenters.

Uma vez conectados à rede acadêmica nacional, os equipamentos serão usados na montagem de uma infraestrutura de armazenamento em nuvem e computação distribuída que dê suporte às aplicações de pesquisa e educação. Os equipamentos serão instalados em Recife e em Manaus.

De acordo com o diretor geral da RNP, Nelson Simões, os centros serão instalados até março do ano que vem e representam uma "infraestrutura de alto desempenho que vai permitir às várias instituições ligadas à rede ter acesso a computação e armazenamento e desenvolver projetos de pesquisa e educação de uma forma nova e muito mais eficiente".

Segundo Simões, a rede brasileira já possui alta capacidade de comunicação, com centros de alto desempenho como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). "Esses centros vão se somar a essa capacidade que já existe no Brasil e viabilizar novas aplicações. Então isso é muito importante e especial para aqueles grupos que estão demandando cada vez maior capacidade para as suas pesquisas", frisou.

Desenvolvimento regional - Para o ministro Aloizio Mercadante, a instalação dos datacenters nas regiões Norte e Nordeste se justifica pela excelência na área de tecnologia da informação e pela necessidade de impulsionar o desenvolvimento destas localidades.

"A RNP vai assegurar, através da sua rede de fibra ótica, esse acesso a toda a rede nacional e para vários tipos de pesquisa, mas nós escolhemos a Amazônia e o Nordeste porque nós temos que desconcentrar a riqueza, a inteligência e a pesquisa do Brasil para criar um país que se desenvolva de forma mais homogênea e mais equilibrada", disse.

O secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, lembrou o Plano de Infraestrutura Avançada de Tecnologia de Informação para Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil. De acordo com ele, estão sendo trabalhadas ações em três dimensões: criação de um marco legal, desenvolvimento de tecnologias e incentivo para empresas instalarem datacenters no País.

O ministro Mercadante destacou ainda o papel da computação em nuvem como uma das fronteiras de inovação e de avanço da tecnologia de massa. "No futuro, as empresas e as pessoas cada vez terão mais arquivos serviços e softwares na nuvem", comentou. "O fundamental vai ser a banda larga e o acesso a essa capacidade de memória. Precisamos pesquisar essa mudança de padrão, estabelecer regras, segurança, procedimentos. Isso é fundamental para os consumidores, para o interesse das empresas e das pessoas que utilizam internet. É uma área muito promissora de pesquisa, de inovação e de desafios tecnológicos."

A cerimônia de assinatura do acordo teve a presença do presidente da Huawei na América Latina, Patrick Zhang Shunmao, e de parlamentares e outras autoridades.
(Ascom do MCTI)

Fonte: JC e-mail 4396
Data: 01/12/2011 

search-ebooks.eu – Um novo buscador de livros eletrônicos



O Search-ebooks.eu, novo buscador que permite encontrar documentos em vários formatos (pdf,doc,ppt,rtf e xls incluídos) rastreando em diversas fontes, como blogs, fóruns, BBS, etc.

A base de dados de informação, que já inclui mais de 50 milhões de referências, é verificada regularmente para eliminar o que não for de boa qualidade, incluindo 200.000 arquivos adicionais a cada dia.

Ebooks, tutoriais, tabelas, trabalhos, teses… com opção de visualizar o conteúdo vía web ou fazer um download do mesmo.

Fonte:  Wwwhat'sNew
Data: 25/11/2011

CNPq anuncia mudanças na Plataforma Lattes

Disponível na internet desde 1999, a Plataforma Lattes, do CNPq, terá novidades no próximo ano. O conselho incluirá novas ferramentas para estimular as atividades de divulgação científica e também facilitar a busca por informações e pesquisadores. As medidas foram anunciadas no dia 29 pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva, durante o 4° Encontro Mídia e Ciência, realizado em Brasília (DF). Com a nova estrutura da plataforma os pesquisadores poderão inserir na base curricular as atividades de divulgação científica. De acordo com Oliva, essas experiências profissionais não eram levadas em conta em um processo de avaliação de pedido de bolsa. “Avaliar os trabalhos científicos estimula apenas a pesquisa acadêmica. Queremos estimular também a divulgação científica, seja por feiras de ciência ou por entrevistas a jornais”, afirmou. Para evitar problemas durante a avaliação curricular, o presidente do CNPq destacou que será criada outra metodologia que estipule pesos para as diferentes atividades profissionais. “Em maio [de 2012], vamos nos reunir com agências de fomento de outros países para discutirmos a melhor maneira de avaliação. Essa é uma preocupação mundial”, disse. A outra novidade da Plataforma Lattes é a ampliação das informações na base de dados. Os pesquisadores terão mais campos para explicar os detalhes dos projetos desenvolvidos. Com mais informações, a tendência é que a procura por pesquisas e especialistas fique mais rápida e precisa. Ainda no primeiro semestre de 2012, as mudanças já devem estar implementadas na base de dados de currículos, instituições e grupos de pesquisa. O último relatório da Plataforma Lattes, divulgado em dezembro de 2010, mostra que cerca de 1,8 milhão de currículos estão cadastrados no portal. Felipe Linhares) Fonte:Gestão C&T Nº 1096 Data:02/12/2011