quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ohio State University exibe exposição Brazilian Nature


A Ohio State University (OSU) e a FAPESP inaugurarão, no dia 27 de fevereiro, em Columbus, Estados Unidos, a exposição Brazilian Nature – Mystery and Destiny (“Natureza Brasileira – Mistério e Destino”), que aborda o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.
A exposição, no West Ballroom da The Ohio Union, ficará aberta ao público até 30 de março e conta com apoio do Woodrow Wilson International Center for Scholars.
Para celebrar a inauguração, o Departamento de Informática Biomédica da OSU promoverá, no dia 27, o seminário “Brazilian Nature and Our Scientific Partnerships”, no qual serão debatidos temas educacionais e de pesquisa de interesse conjunto para os Estados Unidos e o Brasil.
A cerimônia de abertura contará com Daniel Janies, professor na Faculdade de Medicina da OSU, Caroline Whitacre, vice-presidente de Pesquisa da OSU, e Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute no Wilson Center. Erich Grotewold, do Departamento de Genética Molecular, e Luciano Verdade, da Universidade de São Paulo e membro da coordenação do programa BIOTA-FAPESP, serão outros dos pesquisadores que se apresentarão no evento.
A exposição Brazilian Nature tem como referência principal a Flora Brasiliensis, obra do botânico alemão Carl Philipp von Martius (1794-1868), que permanece como o mais completo levantamento da flora brasileira.
Com reproduções de imagens, ilustrações e textos explicativos, os 37 painéis que compõem a exposição foram concebidos com base nos dados provenientes de três projetos apoiados pela FAPESP: a Flora Brasiliensis On-line e Revisitada, a Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo e o programa BIOTA-FAPESP.
Representantes dos três projetos auxiliaram na compilação do conteúdo da mostra, que já foi apresentada com sucesso no Museu do Jardim Botânico de Berlim, em 2008, na Haus der Wissenschaft, em Bremen, em 2009, na Universidade de Leipzig e no Woodrow Wilson Center (Washington), em 2011, e que também está em cartaz até 29 de junho no Museu da Universidade de Heidelberg.
“É importante mostrar que o Brasil está atento à sua biodiversidade da maneira mais sofisticada, que consiste em tratá-la como objeto de programas de pesquisa bem organizados, bem preparados e com resultados de impacto mundial”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
“O fortalecimento das relações entre os Estados Unidos e o Brasil pode ser atestado pelas recentes visitas recíprocas de seus presidentes, bem como pelo trabalho conjunto realizado por cientistas apoiados pela FAPESP e pela NSF. A relação da Ohio State University com o Brasil também continua crescendo. Temos, por exemplo, muitos projetos de pesquisa conduzidos conjuntamente com cientistas brasileiros. Em 2012, realizaremos na OSU um encontro com cientistas e educadores dos dois países e viajaremos para realizar pesquisas no Brasil”, disse Janies, que organizou o seminário e foi o principal responsável por levar a exposição Brazilian Nature para Columbus.
Exposição em três vertentes
O projeto da Flora Brasiliensis On-line e Revisitada, que corresponde à primeira parte da exposição, representa uma continuidade ao trabalho de Martius, que teve seu último volume publicado depois da morte do autor, em 1906.
Em 2006, o projeto disponibilizou na internet a versão integral da obra de Martius, com 10.207 páginas com os textos das descrições das quase 23 mil espécies e as quase 4 mil ilustrações. O Flora Brasiliensis On-line e Revisitada inclui a atualização da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius e a inclusão de espécies descritas depois de sua publicação, com novas informações e ilustrações recentes. O trabalho foi financiado por uma parceria entre FAPESP, Fundação Vitae e Natura Cosméticos e executado pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Jardim Botânico de Missouri, nos Estados Unidos. O Flora Brasiliensis On-line está disponível em http://florabrasiliensis.cria.org.br.
A segunda parte da exposição remete ao projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, iniciado em 1993 com a participação de mais de 200 pesquisadores. O projeto reúne pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), dos institutos Botânico, Florestal e Agronômico e do Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo. Pesquisadores da Embrapa, de outros estados brasileiros e de outros países também contribuem.
O terceiro elemento da exposição ultrapassa os limites da botânica e aborda a biodiversidade de forma mais geral, correspondendo ao programa BIOTA-FAPESP, cujos resultados têm sido aplicados como instrumento de preservação ambiental no território paulista.
Os painéis digitalizados da exposição Brazilian Nature podem ser vistos, com legendas em português, inglês e alemão, no endereço www.fapesp.br/publicacoes/braziliannature.

Fonte: Agencia Fapesp
Data: 16/02/2012

Pirataria de software: uma estratégia de marketing das grandes multinacionais


Entrevista especial com Vicente Aguiar

“Precisamos usar os princípios de liberdade de expressão e de colaboração que a internet permite, potencializar esse processo democrático, e não o contrário, proibindo e impedindo como, às vezes, está acontecendo em nome da preservação de um direito autoral, que muito mais castra o poder criativo da sociedade do que o potencializa”, defende o mestre em Administração.

Atualmente tramita no Senado dos Estados Unidos um projeto de lei que responsabiliza sites pelo conteúdo postado por usuários. Se algum conteúdo for considerado ilegal, a punição poderá recair sobre os donos do site que hospeda o conteúdo. As penas incluem desde seu bloqueio até a prisão dos responsáveis por até cinco anos. A questão tem gerado polêmicos debates em torno das regras no mundo virtual, do conceito de censura e liberdade de compartilhamento e até do tema da pirataria na rede. Para refletir sobre esses assuntos, a IHU On-Line entrevistou por telefone o mestre em Administração Vicente Aguiar. Segundo diz, o necessário a se fazer é, antes de fazer uma legislação penal, criar um arcabouço de direitos civis para os usuários da internet. Segundo Vicente, a SOPA e todas as leis que estão sendo debatidas nos Estados Unidos em relação ao conteúdo na internet acabam mostrando uma fragilidade: o quanto nós, brasileiros, somos dependentes tecnologicamente das soluções que são oferecidas nos Estados Unidos. “Hoje, do ponto de vista da produção tecnológica, existe um nível de desigualdade muito grande, porque a maioria da infraestrutura que garante o funcionamento da internet é dos Estados Unidos. Então, hoje, tudo o que impacta nos Estados Unidos em termos de internet acaba também impactando para o mundo de uma forma muito intensa. Para se discutir e para se viabilizar uma governança mais ou menos equânime, dentro de uma geopolítica internacional, é necessário que também os países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia e todos os outros, também entrem nesse processo de emancipação tecnológica, ou seja, precisam ser produtores de serviços e de infraestrutura para a internet”, defende. Para Vicente, “precisamos usar os princípios de liberdade de expressão e de colaboração que a internet permite, potencializar esse processo democrático, e não o contrário, proibindo e impedindo como, às vezes, está acontecendo em nome da preservação de um direito autoral, que muito mais castra o poder criativo da sociedade do que o potencializa”.

Vicente Aguiar (foto) é mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia. É gestor da Cooperativa de Tecnologias Livres Colivre, onde atua nas áreas de comunicação, planejamento estratégico, elaboração e gestão de projetos.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como você avalia a lei antipirataria em discussão no Senado norte-americano conhecida como SOPA, sigla para Stop Online Piracy Act? Ela é positiva ou negativa?

Vicente Aguiar – Uma lei como essa é, a princípio, muito ruim, principalmente em relação à produção de conteúdo na internet, porque, de certa forma, ela vai impedir a liberdade que os usuários têm de pegar uma determinada notícia e modificá-la, fazendo uma segunda versão. Vai impedir também que se pegue um vídeo no YouTube e o remodele. Tudo o que chamamos de “cultura do remix” será ameaçado. De certa forma, isso acaba impactando no processo de colaboração e inovação que ocorre em virtude da internet. É claro que, por outro lado, há uma necessidade de regulamentação. Entretanto, o debate que se coloca para os Estados Unidos é o mesmo que fazemos para o Brasil. Este tipo de lei, que chamamos de “lei punitiva”, acaba acontecendo sem um debate sobre a questão de direitos e deveres na internet. O que precisa ser feito previamente, antes de fazer uma legislação penal, é criar um arcabouço de direitos civis para os usuários da rede.

IHU On-Line – As normas propostas abrem caminho para a censura?

Vicente Aguiar – Com certeza. Basta que alguém denuncie a partir de infinitos interesses. Por exemplo, se o site de vocês publica uma informação que veio de um livro, mas vocês não podem usar tal informação, porque estarão infringindo o copyright, já será alvo de uma possível denúncia. Ou se decidem extrair uma citação, uma imagem, ou um conteúdo pego com referência, mas que foi mal citado, o autor pode discordar ideológica ou politicamente da sua abordagem na reportagem e tirar o conteúdo do ar. E você, ou o site que você representa como provedor de conteúdo, terá que ser obrigado a retirar o conteúdo por causa da denúncia e não em função da comprovação. Esse é o problema. Como tirar um conteúdo do ar se não existe prova de que aquilo, de fato, foi uma violação a determinado copyright?

IHU On-Line – As normas propostas na lei podem alterar em que sentido o modo como a internet funciona?

Vicente Aguiar – Na verdade, elas podem impactar de diversas formas a nossa relação com a internet. Tudo depende dos serviços que estão hospedados ou armazenados em servidores que ficam nos Estados Unidos. Essa é a primeira pergunta que todos fazem: “Mas se é um projeto de lei nos Estados Unidos, o que isso impacta para nós, aqui no Brasil?”. Impacta porque, infelizmente, a maioria dos serviços que nós, brasileiros, utilizamos de internet, ou estão hospedados nos Estados Unidos, ou pertencem às empresas brasileiras a exemplo de sites de revistas e de jornais nacionais – que se hospedam lá. Por isso que é importante discutir esta lei. Na prática, isso significa dizer que qualquer vídeo, foto, imagem que eu poste ou no Orkut, ou Facebook, etc., e por acaso alguma pessoa denuncie como uma cópia ilegal ou como um ato de pirataria, este site automaticamente sai do ar. O princípio que rege as normas dessa lei é o de que “denunciou, sai do ar”; depois se vai atrás para comprovar se aquilo tem ou não fundamento. A questão é que volta o debate sobre a pirataria. O que é pirataria em um ambiente digital? Quais são os limites dela? O problema é que, antes de se fazer o debate sobre o que é pirataria e sobre direitos e deveres na internet, o governo dos Estados Unidos está tomando um rumo pressionado pelas empresas das indústrias de copyright, para atacar qualquer tipo de denúncia. Então, para muitas pessoas ligadas ao movimento da cultura livre, do software livre, essas são práticas semelhantes às que o Irã e a China fazem em relação aos usuários da internet. Ou seja, sem nenhum tipo de fundamento, apenas porque o governo achou que houve uma denúncia, tira-se o site do ar e impede-se que os usuários publiquem ou acessem determinados conteúdos.

IHU On-Line – Qual sua opinião sobre as ações conjuntas de paradas de sites, como protesto à lei? Quais as consequências do mundo da web em "greve"?

Vicente Aguiar – Na verdade elas são necessárias, assim como qualquer greve. Quando se chega a um processo em que os conflitos e os interesses de determinada classe nesse caso a classe que defende um padrão antigo de produção de conteúdo estão sendo mais fortemente representados, há a necessidade de protestos e de manifestação. É muito sadio e válido o que a Wikipedia e o que o Google fizeram. Por outro lado, é importante ressaltar que, fazendo o papel de advogado do diabo, a SOPA e todas as leis que estão sendo debatidas nos Estados Unidos em relação ao conteúdo na internet também acabam mostrando uma outra fragilidade: o quanto nós, brasileiros, somos dependentes tecnologicamente das soluções que são oferecidas nos Estados Unidos. Infelizmente, nós ainda não nos preocupamos em desenvolver nossa própria estrutura tecnológica, com algumas exceções, é claro. Ou seja, onde estão as redes sociais e os buscadores desenvolvidos por empresas brasileiras, pelo governo, estados e municípios brasileiros? Se não houvesse a dependência tecnológica como a que temos hoje dos Estados Unidos, a SOPA poderia acontecer lá que pouco interferiria aqui. A não ser, é claro, no sentido de servir como referência para que deputados do Brasil cheguem e digam: “Olha, está vendo o que aconteceu nos Estados Unidos? Vamos fazer igual no Brasil”.

IHU On-Line – Quais os principais desafios que envolvem a governança da internet?

Vicente Aguiar – A governança da internet perpassa tanto por uma questão de infraestrutura tecnológica como, também, de um arcabouço jurídico. Hoje, no Brasil, existe o Comitê Gestor da internet e, inclusive, do ponto de vista da governança, é uma referência para o mundo, no sentido de ser um comitê composto por sociedade civil, representantes do governo e representantes de empresas que definem os parâmetros técnicos e, às vezes também, normativos das relações da internet no país. Porém, ele tem uma certa restrição de atuação. Esse exemplo do CGI deveria acontecer em todos os países e deveria também haver uma organização multilateral para gerenciar o papel normativo que a internet tem na vida das pessoas, no mundo. Além dessa questão normativa, ressalto também a questão tecnológica. Para ter um nível de relação, vamos assim dizer, mais ou menos democrática, é necessário que a base material e tecnológica da internet, desenvolvida por empresas, por governos e pela sociedade civil, em todos os países, seja comum. E, hoje, do ponto de vista da produção tecnológica, existe um nível de desigualdade muito grande, porque a maioria da infraestrutura que garante o funcionamento da internet é dos Estados Unidos. Então, hoje, tudo o que impacta nos Estados Unidos em termos de internet acaba impactando para o mundo de uma forma muito intensa. Para se discutir e para se viabilizar uma governança mais ou menos equânime, dentro de uma geopolítica internacional, é necessário que também os países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia e todos os outros, entrem nesse processo de emancipação tecnológica, ou seja, precisam ser produtores de serviços e de infraestrutura para a internet.

IHU On-Line – Como controlar o conteúdo na internet e manter o direito à liberdade de expressão, sem censura?

Vicente Aguiar – A fórmula disso é a democracia. Agora, como isso pode acontecer na prática, como a internet está revolucionando todos os tipos de comunicação e interação social no mundo, é necessário também que nos permitamos que a própria internet diga como isso pode acontecer. Por exemplo, avalio como muito positiva a construção de um marco civil da internet, feito pelo Ministério da Justiça, onde um projeto de lei pode contar com a participação de várias pessoas online, construindo e debatendo sobre o texto. Agora, por outro lado, essa ação esbarrou no processo de aprovação e na voz da burocracia legislativa brasileira, porque até agora não foi aprovada. Mas a forma de se encontrar uma solução para isso é a democracia, não tem jeito. É diálogo, e a internet possibilita meios ainda mais revolucionários e inovadores para tal. Precisamos usar os princípios de liberdade de expressão e de colaboração que a internet permite, potencializar esse processo democrático, e não o contrário, proibindo e impedindo como, às vezes, está acontecendo em nome da preservação de um direito autoral, que muito mais castra o poder criativo da sociedade do que o potencializa.

IHU On-Line – Como deveria ser a intervenção do poder público – seja o governo e/ou a Justiça nos crimes cibernéticos?

Vicente Aguiar – O fato de não haver ainda uma legislação que fale dos direitos e deveres, ou seja, um marco civil para a internet e seus usuários, para os provedores de conteúdo e de serviços, fica difícil conseguir uma ação equilibrada do poder público, que hoje não sabe reagir nem lidar com a internet. O poder público tem dificuldade de entender a internet, salvo algumas exceções. Em algumas instâncias, o ministério público está contratando hackers, pessoas que entendem a fundo de tecnologia, para tentar, de alguma forma, ajudar na fiscalização e no desenvolvimento de políticas públicas. Mas é necessário, em primeiro lugar, que o governo entenda, uma vez que é institucionalizado e só pode agir dentro das leis. Como as leis não existem, cada instância governamental toma atitudes próprias a partir de interpretações particulares. Então, acaba sendo uma coisa completamente difusa e caótica. E aí sobra para a internet, porque às vezes os abusos que podem acontecer em relação aos direitos autorais acontecem em virtude desse não entendimento.

IHU On-Line – A partir da ética da internet, quais os mais recentes desafios quando o assunto é a pirataria?

Vicente Aguiar – O debate sobre a pirataria é muito complexo. Por exemplo, se você hoje pega um software que não é livre e copia, para muitos autores e sociólogos você nem deve ser chamado de pirata, mas de corsário. A pirataria de software é uma estratégia de marketing das grandes multinacionais. Ou seja, você nunca vai ver o Bill Gates fazer uma campanha internacional contra a pirataria de software. Porque ela acaba funcionando como aquela estratégia de traficante, de que é algo gratuito. O usuário que pirateia em casa e não paga a licença vai pagar por ela em um determinado momento, pois vai criar uma relação de dependência com aquela ferramenta. Quando for para a empresa dele, terá que pagar a licença, porque tem advogados da Microsoft cobrando. Por outro lado, a pirataria de música, de filmes e de livros acaba possibilitando a democratização do acesso a bens culturais. Quantos artistas que jamais teriam acessos a suas músicas e filmes se não fosse pela internet? Então, isso prejudica esse artista? Percebe-se que, na prática, não, porque normalmente para um artista de música o que garante a remuneração é o show e não o CD, do qual ele recebe só de 1 a 5% de cada venda. Então, na verdade, a internet age como um agente intermediário e isso acontece também na produção de bens culturais. Então, a discussão ética sobre a pirataria tem que ser feita dentro de um contexto de complexidade, ou seja, você não pode dizer que é contra a pirataria de tudo, pois tem que saber de que tipo de pirataria está falando.

IHU On-Line – Quais os principais temas que pautaram os debates da Campus Party, que aconteceu de 6 a 12 de fevereiro em São Paulo?

Vicente Aguiar – A Campus Party é um evento bacana, pois consegue reunir pessoas que são apaixonadas por tecnologia e empresas que desenvolvem coisas inovadoras. Além disso, ela envolve a comunidade de hackers, de desenvolvedores. Enfim, é uma grande festa. Para mim, o que “bombou” na Campus Party nesse ano é a trilha de software livre. A programação estava muito boa e eu destaco aí, principalmente, a questão de produção de vídeo, de música e de conteúdos dentro de plataformas que são livres.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MEC e universidades estudam planos para combater evasão


Pesquisas mostram que, mais do que por escolha errada, estudantes largam cursos por dificuldades de rendimento.

Combater os altos índices de abandono dos cursos superiores é meta de instituições públicas e privadas. Para evitar que vagas financiadas pelo dinheiro público fiquem ociosas ou faculdades privadas deixem de receber, iniciativas pontuais ganharão apoio do Ministério da Educação (MEC), que ao mesmo tempo discute um plano para diminuir os índices de evasão no ensino superior brasileiro.

Independentemente do tipo de universidade, os números são considerados altos pela pasta. Em 2010, último dado do MEC, o índice de evasão nas universidades públicas era de 13,2%. Nas privadas, 15,6%.

Uma das medidas, consideradas das mais importantes, é oferecer apoio aos estudantes no início dos cursos. Mais do que simples decepção com a carreira escolhida, a falta de condições - financeiras ou acadêmicas - para acompanhar o ritmo das aulas leva os universitários a desistirem do ensino superior.

"As causas são múltiplas. O importante é não deixar que um aluno pare de estudar por falta de condições. Precisamos ampliar a assistência e também criar programas de monitoria, especialmente no primeiro ano, quando muitos têm dificuldades nas disciplinas básicas", afirma o ex-secretário de Educação Superior, Luiz Cláudio Costa, que recém assumiu a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O projeto está em discussão com pró-reitores de universidades públicas e privadas, segundo Costa. A expectativa é que seja concluído até abril e apresentado às instituições até julho. As medidas definidas - como bolsas de assistência e monitorias - começariam a partir do segundo semestre.

Para o pesquisador Roberto Leal Lobo, do Instituto Lobo, as instituições têm de lembrar que se um aluno deixa de estudar é porque está insatisfeito ou com o curso ou com a instituição. Além de apoiar mais os estudantes, ele acredita que elas deveriam dar mais liberdade para que os universitários troquem de curso, por exemplo. "É preciso fazer com o aluno o que gostaríamos que fizessem com nossos filhos. Acompanhar o aluno no primeiro ano; dar aula de reforço, se preciso, e garantir bom atendimento sempre", comenta Lobo.

Apoio em disciplinas básicas - Na Universidade de Brasília (UnB), o acordo feito com o MEC para garantir a expansão da instituição pelo Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) incluiu a realização de um estudo minucioso sobre evasão. O pacto estabelecido com o ministério é ousado, como ressalta a diretora de Acompanhamento e Integração Acadêmica, Cláudia Garcia. Até 2017, a taxa de conclusão de cursos tem de chegar a 90%.

Cláudia liderou uma análise cuidadosa dos dados que mostram as causas dos "desligamentos" dos universitários. A repetência em uma mesma disciplina ou a falta de bom rendimento de modo geral foram as maiores responsáveis pela desistência dos alunos que ingressaram nesse período na universidade (cerca de 36% dos casos).

Nos casos dos cursos de Engenharia e licenciaturas, a média supera os 40%. Os altos índices e a percepção das causas levou a diretoria chefiada por Cláudia a montar um modelo de análise curso a curso. Sem a ideia de criar "rankings" internos, eles não foram divulgados, mas devem servir de apoio para medidas específicas.

Ela conta que no curso de Agronomia, por exemplo, o desempenho em Química foi percebido como determinante. É uma disciplina na qual os alunos são reprovados muitas vezes e é pré-requisito para quase todo o restante da grade curricular. "Será que um candidato tem essa noção quando se inscreve no vestibular? Acredito que não e é o que queremos mudar", diz.

Falta de informação - João Nascimento Neto contribuiu, diversas vezes, para que os índices de evasão no País crescessem. Ele não abandonou a ideia de fazer uma faculdade, mas trocou de curso algumas vezes. Ainda na metade do 3º ano do ensino médio, João passou no vestibular da UnB para Relações Internacionais, curso bastante disputado.

"Eu adoro viajar. Tinha feito um teste vocacional que não surtiu nenhum efeito. Apontou que poderia ser um curso de exatas, humanas ou biológicas", diverte-se. Depois de cinco semestres de curso, ele criou coragem para abandonar a graduação. Na época, já cursava Direito ao mesmo tempo em uma instituição privada.

Na opinião dele, é muito difícil escolher uma profissão tão cedo. "Ninguém está preparado quando sai do ensino médio. A gente escolhe muito cedo e falta orientação sobre cursos e trabalho também", pondera. Do Direito, João pulou para Jornalismo, também na UnB. Um ano e meio depois, percebeu que o sonho de se tornar jornalista esportivo não iria adiante.

História e Medicina foram os próximos cursos "experimentados" por João, que, no final, voltou para o Direito e se formou em 2009. Os pais, mesmo preocupados com as mudanças, não criaram conflitos com João durante esse período de dúvidas. Ele conta que os processos de transferência entre cursos na UnB eram tão difíceis que ele fazia novo vestibular a cada troca.

Índices mais altos - Até pouco tempo atrás, os números eram ainda mais inflados. De acordo com Costa, havia duplicação no censo. "Antes, um estudante que trocava de curso era considerado evadido. Agora, a análise é feita por CPF. A evasão não é o que se achava, mas é maior do que deveria ser", admite.

O pesquisador ressalta que, no ensino privado, é preciso cuidar para não misturar a quantidade de vagas não-preenchidas todos os semestres com a evasão. "As duas são altas, mas a ociosidade é maior ainda", diz. Ele acredita que é preciso investir ainda mais em financiamentos estudantis para mudar o cenário.


Fonte:Portal IG
Data de acesso: 15/02/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cientistas boicotam a Elsevier « Blog do Kuramoto

Cientistas boicotam a Elsevier « Blog do Kuramoto

Acesso a repositórios brasileiros no Portal de Bibliotecas do Equador



Desde de 13/02 os repositórios acadêmicos de acesso aberto do Brasil, Argentina e Perú estão disponíveis no Portal de Bibliotecas  do Equador.

O portal pode ser acessado http://www.bibliotecasdelecuador.com/

Fonte: BibNews por e-mail
Data: 13/02/2012

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação


O SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), completou, em 9 de fevereiro, 19 anos em operação, retransmitindo informações para previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O satélite já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).
O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
De acordo com o Inpe, o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT).
Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste – o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) –, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD.
Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.

Fonte: Agencia FAPESP
Data: 14/02/2012

Universidade Federal do Rio Grande do Sul mapeará a geologia do pré-sal

     A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a BG Brasil assinaram na quarta-feira (8), uma parceria para a realização de pesquisas nas bacias de Campos e de Santos. O acordo soma R$ 3,5 milhões. O objetivo é garantir estudos da geologia do pré-sal.

     Pelo convênio, a empresa financiará a construção de um laboratório de alta tecnologia dedicado a interpretação sísmica, dentro do campus da universidade. O espaço terá estações de trabalho de ponta, servidor de dados seguro, instalações para visualização, além de equipamentos para vídeo conferência que irão permitir a comunicação dos pesquisadores das duas instituições.

     A parceria prevê, por exemplo, o desenvolvimento de mapas, modelos depositários e reconstruções paleogeográficas da seção Rifte duas bacias, a partir de combinações de sísmicas 2D e 3D, dados gravimétricos e magnométricos, informações de fios condutores (wirelines) e recortes de seções. O programa terá duração de dois anos e meio e já nos primeiros seis meses será montada a estrutura necessária para a realização da pesquisa.

     (Com informações da SCT-RS)

Fonte: Gestão C&T Nº 1114
Data:14/02/2012

UFRGS é 71º em ranking mundial de universidades na web

Universidade salta quase 80 posições em relação ao levantamento divulgado em julho de 2011 e consolida-se como a terceira latino-americana no ranking internacional.

 
O Ranking Mundial de Universidades na Web, divulgado recentemente pela Web of World Universities, apresenta a UFRGS em 71º lugar entre as instituições de maior visibilidade na internet. Elaborado a cada seis meses pelo Laboratório de Cibermetria do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Espanha, o ranking apresenta o resultado de uma ampla análise da presença das universidades na web. São considerados os números de páginas, links, relevância das publicações e a produção científica disponíveis das instituições na rede. A UFRGS manteve o terceiro lugar entre as universidades latino-americanas, atrás da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidad Nacional Autónoma de México. Em relação ao último levantamento, a UFRGS saltou 79 posições (do 150º para 71º lugar).
O reitor Carlos Alexandre Netto comemorou o resultado. “Este ranking dá a medida da importância acadêmica da instituição. A conquista da 71ª posição mostra que a UFRGS está consolidada entre as 100 melhores universidades do mundo”, afirmou.
O ranking e as informações sobre o levantamento podem ser conferidos no site da Web of World Universities.

Fonte: Portal da UFRGS
Data: 13/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Produção científica de alunos de graduação supera doutorandos, conclui pesquisa

Parcela de trabalhos de graduandos em periódicos de Ciência da Informação chega a um terço do total. Professores acreditam que dados refletem incentivos à iniciação científica

Francisco BrasileiroDa Secretaria de Comunicação da UnB
Pesquisa da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da UnB constatou que a contribuição de graduandos na publicação de artigos científicos em periódicos de cinco áreas é maior do que se imaginava. Segundo o estudo, quase um terço dos artigos com mais de um autor publicados em revistas brasileiras de Arquivologia, Ciência da Informação, Biblioteconomia, Documentação e Museologia têm origem em trabalhos de conclusão de curso (TCC) ou iniciação científica (IC).
Gabriela Bentes, estudante de biblioteconomia, descobriu que 32% do total de 109 alunos que assinaram artigos junto com um professor orientador desenvolviam trabalhos na graduação. A amostra veio de um universo de 638 artigos publicados em periódicos da área entre 2005 e 2009 – todos armazenados na base de dados Artigos ABCDM, da FCI, e assinados em parceria por orientador e orientandos (Veja quadro no final da matéria). “O resultado pode ser um reflexo da intensificação das políticas de iniciação científica dos últimos anos”, acredita Jayme Leiro, orientador do estudo.
“O percentual de projetos de graduação publicados em periódicos chega a ser maior do que o de artigos assinados por doutorandos – que foi de 22%”, destaca Jayme (Veja gráfico). Segundo o professor, os números causaram espanto quando foram apresentados durante o XII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), em outubro de 2011. “Algumas pessoas até duvidaram que os dados fossem consistentes”.

ANÁLISE - Contudo, os dados apresentados no encontro não deixam dúvidas quanto a relevância do estudo: o professor Jayme, juntamente com a professora Suzana Mueller, da FCI, repetiram a mesma análise de Gabriela com outros critérios. “Tomamos por base o percentual sobre um total de 100 artigos e os resultados foram muito parecidos”. No levantamento de Jayme foram identificados 30 artigos assinados por graduandos junto com seus orientadores contra 22 de doutorandos.
“A polêmica surge porque uma área que ainda depende muito da graduação para publicar não é vista como consolidada”, afirma. O professor pondera, no entanto, que os dados podem ter seu lado positivo – como o de que os estudantes estão sendo iniciados na pesquisa cada vez mais cedo. “Ainda não podemos afirmar com segurança se estamos realmente diante de uma tendência de crescimento, mas é uma hipótese plausível”.
O diretor de Fomento à Iniciação Científica do Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação, Mário César Ferreira, ressalta que os incentivos à pesquisa entre graduandos estão por trás do crescimento da produção acadêmica. “Podemos afirmar que as bolsas de iniciação científica impulsionam a pesquisa e podem estar relacionadas ao aumento de graduandos que dividem a autoria de artigos da área, como mostra o estudo”.
CAUTELA - Mário César recomenda cautela na generalização dos resultados da pesquisa de Gabriela. “Não temos dados suficientes para afirmar que o mesmo está acontecendo em outras áreas”. Para o professor, é certo que os estudantes que dão os primeiros passos na pesquisa ainda na graduação acabam se envolvendo na linha de pesquisa de seus orientadores. “Mas mesmo que eles contribuam para a conclusão de um artigo nem sempre eles participam como autores da pesquisa“.
Para Gabriela, ela mesma um exemplo de pesquisadora precoce, a oportunidade de participar de um estudo com resultados importantes foi impagável. “O trabalho teve uma repercussão maior do que eu imaginava”, conta a aluna, que participa desde o quarto semestre do Grupo de Pesquisa Comunicação Científica, coordenado pela professora Suzana Mueller. “Fiquei feliz em colaborar”.
A aluna partiu dos resultados da tese de doutoramento do professor Jayme Leiro – que associa a influência dos artigos escritos em parceria no aumento da produção científica em ciência da informação – para escolher o tema da monografia. “Escolhi estudar as orientações, que são uma das formas de publicar artigos em parceria”.
Acesse aqui a íntegra do artigo apresentado no ENANCIB

Base de Dados
A plataforma Artigos ABCDM, criada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação Científica, existe desde 2001. Ela reúne artigos de mais de 30 publicações e abrange quase quatro décadas de produção científica. “Fazemos pesquisa para entender melhor toda essa produção desde 2005”, afirma Jayme. 

Fonte: Portal da UNB
Data: acesso em 13/02/2012

Trio rouba livros raros de botânica

Quinze volumes do século 19 e começo do 20 foram levados de instituto em São Paulo.


Três ladrões roubaram ontem (2) 15 volumes de livros da biblioteca do Instituto de Botânica do Estado de São Paulo, na Avenida Miguel Stéfano, na Água Funda, zona sul da capital paulista. O assalto foi por volta das 16h. Dois homens armados com revólveres renderam dois seguranças, três funcionários e dois estagiários antes de roubar os livros.

No ano passado, diretores do Instituto de Botânica já haviam recebido um ofício da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro informando que detentos de um presídio fluminense tinham uma lista de obras raras de botânica que deveriam ser roubadas. As conversas foram interceptadas pelos federais e comunicada aos diretores da biblioteca.

Desde então, os livros foram trancados em uma sala especial, com grades e câmeras de vigilância. "Só não imaginamos que o roubo ocorreria em pleno dia", diz a diretora do Instituto de Botânica, Vera Bononi.

Antes de praticar o assalto, os ladrões almoçaram no restaurante do Instituto de Botânica. Entraram calmamente na biblioteca e fizeram consultas no computador, como se quisessem localizar o livro. Romperam o silêncio do local anunciando o assalto. Um revólver foi apontado para a cabeça da bibliotecária, que os levou para as obras desejadas. "Eles já sabiam o que queriam", disse Vera.

Investigação - Segundo o delegado Enjolras Relo de Araújo, titular do 83.º DP (Parque Bristol), que investiga o caso, disse que os ladrões ainda disseram: "É encomenda internacional". "Onormal desse tipo de ação é o furto e não o roubo. Esse caso mostra certa organização dos bandidos. O material tem valor histórico", disse o delegado Adalberto Barbosa, titular da 2.ª Delegacia Seccional.

As obras roubadas são raras e antigas. Onze volumes eram da Flora Fluminensis, publicada originalmenteem1827, escrita pelo frei José Mariano Velloso. Os livros contêm gravuras de 1640 de espécies vegetais do Rio e arredores. Parte desses desenhos está acessível para download na internet. Outros dois volumes são das obras Sertumpalmarum brasiliensium, de 1903, de João Barbosa Rodrigues, e Bambusees, de 1913, escrita por F.G. Camus.

Fonte:  Estadao.com.br
Data: Acesso em 13/02/2012

Nasce revista científica para jovens pesquisadores do País

Em uma tentativa de despertar o interesse de jovens pesquisadores, de escolas públicas e privadas, o Colégio Dante Alighieri, instituição privada de ensino básico e médio localizada na área central de São Paulo, criou a revista InCiência para publicar trabalhos de jovens cientistas brasileiros.


Com periodicidade semestral e na versão digital, o projeto, lançado oficialmente dia 9/2, em um dos auditórios do colégio, é considerado positivo por especialistas e acadêmicos que participaram de mesa-redonda.

Sob o tema "Como uma revista dessa natureza pode promover o ensino de ciências naturais em nosso País", a mesa-redonda foi composta pelo secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, que torce "para que os jovens brasileiros se interessem pela ciência e coloquem o Brasil em papel de destaque" no cenário mundial. Ele lembrou que em 2010 o País ultrapassou a Rússia e Holanda na publicação cientifica, ao ocupar a 13º posição na produção de ciência no mundo.

Iniciação científica nas escolas públicas - O secretário de Educação de São Paulo disse que "a pré-iniciação cientifica é algo que pretende incluir também nas escolas da rede pública" do estado paulistano. Para tanto, acrescentou Voorwald, é necessário implementar "tempo integral" nas escolas públicas, processo que vem ocorrendo em São Paulo, mas de forma modesta. Conforme o secretário, a previsão é de que este ano o tempo integral seja implementado em pelo menos 16 escolas do estado, número que deve atingir a 300 unidades até 2014.

Voorwald avalia que a publicação de pré-iniciação científica estimula os jovens a aumentar o interesse pela área cientifica e influencia, também, o Brasil a conquistar espaços mais prósperos nos próximos anos no cenário internacional.

Gargalos na educação básica - O secretário de Educação de São Paulo reconhece, entretanto, os problemas da educação básica do Brasil, que hoje padece de baixa qualidade e de salários poucos remuneradores aos docentes. Diante de tal situação, Voorwald acredita que o País pode enfrentar dificuldades para contratar esses profissionais, "já que ninguém mais quer ser professor". "Estamos numa crise".
Ainda assim, Voorwald disse ser importante o jovem manter o interesse pelo conhecimento. "Não há vitória sem esforço honesto e a qualquer hora o esforço será reconhecido", filosofou.

Reconhecimento da ciência - Para a presidente da SBPC, Helena Nader, ex-aluna da instituição e que participou da cerimônia, o lançamento da revista ocorre em um momento de transformação vivido pelo Brasil. Ou seja, a sociedade cada vez mais se apropria da ciência e reconhece a importância dessa área.
Helena observa que o fato de a revista ser digital pode ser a garantia de sucesso desse projeto. Pois, acrescenta ela, a difusão da revista para jovens cientistas pode ser melhor (do que em papel), considerando que hoje a maioria das escolas nacionais tem laboratórios de informática. Dessa forma, segundo Helena, o trabalho de jovens pesquisadores publicados na revista InCiência pode influenciar outros jovens de todos os cantos do País.

Otimismo - Ao analisar o foco da revista, a presidente da SBPC aposta que haverá acentuada demanda de jovens pesquisadores pela publicação de seus trabalhos no exemplar, o que pode forçar que a periodicidade da revista, de seis meses, seja mais curta. Nesse contexto, Helena avalia que a dificuldade do comitê científico da revista deve ser a de selecionar o forte fluxo de material que deve chegar às mãos dos avaliadores de conteúdo.
Na ocasião, a presidente da SBPC sugeriu publicar, também, na revista programas nacionais que podem estimular ainda mais o interesse de jovens pela ciência. É o caso do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic Júnior) e do Ciências sem Fronteiras, ambos fomentados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ideia do projeto - Segundo o presidente do Colégio Dante Alighieri, José de Oliveira Messina, que abriu o evento, a InCiência é fruto da filosofia adotada pela instituição desde o seu nascimento, em 1911. "A revista se insere no universo científico do colégio", disse ele.

A ideia da publicação é derivada do programa "Cientista Aprendiz" para alunos de 8º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio do colégio, criado para que os estudantes exercitem as técnicas científicas. "Hoje não dá apenas para pensar em memorizar os fatos, pois temos o Google para isso. Precisamos é fazer com que o jovem vá além, que crie, que busque soluções e apresente [trabalhos] para a comunidade", disse a mediadora da mesa-redonda, Sandra Tonidandel, coordenadora do departamento de Ciências da Natureza do colégio.
Embora os estudantes da instituição de ensino já participem de feiras nacionais e internacionais, como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), os professores concluíram que os alunos precisam de mais espaços para divulgar seus trabalhos.

"Nem sempre todos têm a oportunidade de participar", disse Sandra. Ela complementa que os professores entenderam, ainda, que a pessoa não faz ciência sozinha. "Se faz ciência compartilhando. Então pensamos em um espaço em que seja possível o jovem divulgar a sua ciência, de forma compartilhada com outros jovens de outras escolas. Não pensamos em uma revista para o público interno. A revista é para todos os jovens, de todas as classes, pois existem jovens talentosos em todos os campos", declarou.

Para participar da publicação da revista InCiência, os interessados precisam encaminhar os trabalhos ao comitê científico da revista, desde que os projetos tenham sido apresentados em feiras de ciências, mesmo que em feiras escolares. Nesse caso, o comitê científico averigua a qualidade do material; e tendo qualidade o trabalho poderá ser publicado, segundo Sandra. Apesar de a primeira publicação ter sido impressa, a revista foi desenhada para ser digital nas próximas edições. Para informações (iniciência@colegiodante.com.br).

Fonte:  JC e-mail 4435
Data:10 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore / by Moonbot Studios

Esta maravilhosa estória com linguagem de cinema mudo trata de relação com os livros.

Está concorrendo ao Oscar 2012 de Melhor Curtametragem de Animação.

Ganhou o Oscar 2012!

Alunos de graduação em biblioteconomia e arquivologia contribuem com a Wikipédia


Alunos de graduação em biblioteconomia e arquivologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, escreveram e reescreveram em 2011 a definição de 11 verbetes em português da Wikipédia – enciclopédia digital multilíngue que pode ser consultada livremente e alterada pelos próprios usuários.
Os termos reformulados pelos estudantes foram indicados em conjunto com a Fundação Wikimedia e estão ligados à disciplina História da Cultura, obrigatória para os dois cursos.
O trabalho dos estudantes é parte de um projeto intitulado Wikimedia Education Program. Por meio dele, instituições de ensino superior ajudam o site a melhorar seu conteúdo, vinculando a tarefa ao currículo da graduação.
Por meio do trabalho realizado pelos estudantes, a Unesp se tornou a primeira instituição brasileira a cooperar com a Wikipédia, seguida pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que participou com dois projetos em 2011. A Universidade de São Paulo (USP) deve aderir ao programa em 2012.
Mais de 50 universidades nos Estados Unidos participam do projeto. Entre elas a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Universidade de Colúmbia e a Universidade Yale.
No Canadá, oito instituições mantêm diferentes programas. A Índia se destaca com três universidades participantes e cerca de 30 embaixadores (líderes de um projeto específico que cuidam para que o trabalho seja executado no ritmo e padrão de qualidade necessários).
A atividade na Unesp de Marília é coordenada pela professora Maria José Vicentini Jorente, que pesquisa a Wikipédia e outras ferramentas de difusão de informações da web, como blogs e redes sociais.
A função de embaixador foi assumida por Jaider Andrade Ferreira, recém-graduado em biblioteconomia e que, atualmente, realiza mestrado em Ciências da Informação na Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp com Bolsa da FAPESP.
“O embaixador tem que ser alguém que reúne muitas qualidades, o que é extremamente difícil. Ele deve entender linguagens técnicas da internet, como HTML, precisa saber coordenar uma equipe grande, que, no nosso caso, teve 60 pessoas, e saber lidar com o aspecto humano do trabalho, mediando conflitos entre os colegas”, explicou Jorente.
Ferreira aproveitou a experiência como “embaixador” para desenvolver um estudo sobre o assunto em um projeto de iniciação científica, também realizado com Bolsa da FAPESP. A pesquisa resultou em seu trabalho de conclusão de curso e no projeto inscrito por ele para ingressar no mestrado na Unesp.
Um resumo do trabalho realizado pelos estudantes da Unesp de Marília com a descrição das inserções da Wikipédia reformuladas por eles pode ser acessado em pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Embaixadores/Disciplinas/Primeiro_semestre_de_2011/Hist%C3%B3ria_da_Cultura_%28Maria_Jos%C3%A9_Vicentini_Jorente%29.

Fonte: Boletim da FAPESP
Data: 10/02/2012

La UNESCO aprueba el manifiesto de la IFLA para las Bibliotecas Digitales


La UNESCO, en su conferencia general de 2011 celebrada en diciembre pasado, aprobó el Manifiesto de la IFLA para Bibliotecas Digitales.
Este manifiesto, titulado Bridging the Digital Divide: making the world ‘s cultural and scientific heritage accesible to all (‘Reducir la brecha digital: poner el patrimonio cultural y científico mundial al alcance de todos’), establece los principios para proporcionar apoyo a las bibliotecas en la ejecución de actividades de digitalización sostenibles e interoperables. Asimismo, se alienta a los bibliotecarios a participar activamente en la formulación y aplicación de estrategias nacionales en materia de tecnologías de la información y la comunicación que apoyen iniciativas nacionales y internacionales de bibliotecas digitales mediante programas de digitalización a gran escala, que permitan ampliar el acceso de todos a la información cultural y científica con el fin de reducir la brecha digital.
Intentar reducir la brecha digital es un punto clave a conseguir dentro de los Objetivos de Desarrollo del Milenio de las Naciones Unidas. Para el desarrollo de su misión el manifiesto enumera los siguientes objetivos:


- Promover la digitalización, el acceso y la preservación del patrimonio cultural y científico.

- Dar acceso a todos los usuarios a los recursos informativos reunidos por las bibliotecas, respetando los derechos de propiedad intelectual.

- Crear sistemas interoperables para las bibliotecas digitales, para promover normas abiertas y el libre acceso.

- Fomentar la función esencial de las bibliotecas y los servicios de información para la promoción de normas comunes y prácticas idóneas.

- Crear conciencia sobre la necesidad urgente de garantizar una accesibilidad permanente al material digital.

- Vincular las bibliotecas digitales en redes de investigación y desarrollo de alta velocidad.

- Sacar provecho de la convergencia creciente de los cometidos de los medios de comunicación y las instituciones para crear y difundir contenidos digitales.

Fuente: Bridging the Digital Divide: making the world ‘s cultural and scientific heritage accesible to all <http://www.ifla.org/files/digital-libraries/documents/ifla-unesco-digital-libraries-manifesto.pdf>  (Versión en castellano de la Unesco <http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002125/212534s.pdf> )



Josep M. Vinyes
La UNESCO aprova el manifest de la IFLA per a les Biblioteques Digitals <http://beatcat.blogspot.com/2012/01/la-unesco-en-la-seva-conferencia.html> 

Nuvem de livros


No ano de 2010, o governo sancionou a lei nº 12.244, que, em sua essência, obriga todas as instituições de ensino, sem exceção, a disponibilizar bibliotecas até 2020. Trata-se de uma tentativa de facilitar o acesso de livros didáticos e obras literárias a alunos do ensino brasileiro. Mas, com a evolução da tecnologia e a disponibilidade de informações obtidas a poucos cliques, livros fisicos seriam mesmo necessários?

A Mix Tecnologia, uma empresa pernambucana de TI, acredita ter encontrado um meio termo para essa questão. É ela que gerencia, nas regiões Norte e Nordeste, toda a parte de logística comercial do projeto "Nuvem de Livros" - uma criação do Grupo GOL (que não tem nada a ver com a empresa de aviação civil). Trata-se de um modelo de negócios que alia a hospedagem de arquivos na nuvem com a evolução tecnológica favorável à educação. "Todos os lados são remunerados: empresa, editora, autor dos livros - todos saem ganhando de forma justa", afirma Murilo Marinho, diretor da Mix Tecnologia.

A ideia de ambas as empresas é promover exatamente o que a lei nº 12.244 rege, mas de uma forma que não obrigue as instituições de ensino - por vezes, sem verbas suficientes para reformas físicas - a gastar dinheiro excessivo na construção de bibliotecas físicas. Por R$ 48,00 anuais por aluno, as empresas concedem acesso ao acervo que, hoje, está próximo da marca de 5 mil livros: "A lei não determina se as bibliotecas devem ser físicas ou virtuais. O nosso projeto é perfeito para isso justamente pelo fato de ser mais barato para a escola, além de remunerar autores através de um piso mínimo contratual que aumenta conforme sua obra se populariza. Levando em consideração que a maior parte das escolas já conta com acesso Wi-Fi ou laboratórios de informática, além do crescimento da internet móvel nas mãos de adolescentes, essa pode ser uma solução a longo prazo para os alunos", diz Marinho.

Toda a tramitação é feita pelo grupo Gol. Autores e editoras são procurados - ou procuram - a empresa para disponibilizar sua obra na nuvem. Assim, firma-se um contrato estipulando valor a ser pago para o autor - em caso de escritores independentes - ou à editora. A obra então é disponibilizada para visualização pelo PC. Todo o acervo é disponibilizado por R$ 4,00 ao mês por aluno", explica Marinho. O interessante é que, com a questão da portabilidade de recursos, essa nuvem também já conta com uma versão para tablets e smartphones Android (versão 3.x ou superior), enquanto uma versão para iOS está em fase de aprovação pela Apple.

Pirataria?

Marinho diz que esse foi um ponto muito pensado na idealização da Nuvem de Livros. De acordo com o diretor, a forma de proteger os autores e editoras contra a disseminação indevida de suas obras é permitir a visualização do arquivo apenas pelo usuário: "Em nenhum momento há um download do arquivo para o HD do usuário. Também não há como selecionar trechos do texto e copiá-los em um editor, como WordPad e afins. Se é possível piratear? Sim, é, mas só se a pessoa tiver a paciência de imprimir páginas em HTML uma por uma ou copiar o texto 'na mão'".

Murilo espera que usar a nuvem para fins mais educativos se torne uma tendência global. E você, o que pensa do assunto? Acha que isso ajudaria, nem que fosse para aliviar o peso das mochilas escolares? Ou o método padrão que conhecemos ainda é o mais indicado? Conte-nos nos comentários! (Rafael Arbulu)

Fonte: OlharDigital
Data: 03/02/2012